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domingo, 13 de setembro de 2026

DECÊNCIA  e . . . . . a  falta  dela 

Andam muitos excitados com a decência, a propósito de tudo e mais alguma coisa.

Mas, depois, na realidade das suas vidas, no âmbito das suas responsabilidades e competências esquecem, sempre, o essencial, decisivo, para um processo de decência:

A Ética deve comandar a política,

A política deve comandar o direito,

E o direito deve comandar a economia.


É isto que se passa na Tugolândia ?

POIS !

Bom dia. Tenham um bom Domingo.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

quinta-feira, 9 de julho de 2026

E  É  ISTO,  a Tugolândia

Um bom amigo acaba de me enviar esta delícia.

Três notas:

- eu tenho um blogue pessoal, vai para 13 anos, mas não tem nada a ver com o que neste delicioso texto se refere. Como expliquei diversas vezes e mais logo repetirei.

sublinhados da minha responsabilidade

- este texto recordou-me isto - um político honesto pergunta o que é que recomenda uma dada pessoa; um político corrupto quem.

António Cabral (AC)

*Confissões de um boy" - Pedro Santa Clara

Entrei para a política aos dezassete anos por convicção. A convicção de que não me apetecia trabalhar.
Sei o que estão a pensar, e é injusto. Trabalhei muito, trabalhei sempre — só que nunca trabalhei em nada. A minha carreira é feita de cargos, não de obras; e os cargos, ao contrário das obras, não se avaliam: sucedem-se. O Zagalo escreveu a vida do Conde de Abranhos por devoção ao amo; eu escrevo a minha por vaidade própria. Ao menos nisso sou moderno.

A vocação

Descobri o meu talento na juventude partidária, a que nós chamamos carinhosamente a Jota. Os outros discutiam ideologia; eu montava as cadeiras. Os outros escreviam moções; eu fotocopiava-as, distribuía-as e, sobretudo, sabia em que momento exato do discurso do líder se devia começar a bater palmas. É uma ciência subtil: cedo demais é bajulação, tarde demais é dissidência. Aos dezanove anos já ninguém batia palmas como eu em todo o distrito.
Na Jota aprende-se cedo a lição que sustenta tudo o resto: as ideias dividem, os lugares unem. Aprende-se também a competência nuclear da profissão — farejar quem vai subir e colar-se-lhe como um selo. Enganei-me uma vez, em noventa e tal, e custou-me dois anos numa comissão de revisão de estatutos. Nunca mais me enganei.

A licenciatura

Pelo caminho, licenciei-me em Direito. Regime pós-laboral, numa universidade privada que entretanto já não existe — o que confere ao meu diploma uma raridade de incunábulo. Demorei sete anos a fazer quatro, porque a política não espera, e o direito, pelo contrário, está sempre lá. Advogado nunca fui: a Ordem tem exame, e exames são para quem não tem alternativa. Mas o canudo cumpriu a sua única função, que é constar. Nos currículos oficiais sou jurista. Nos corredores, sou o Zé.

O assessor

Comecei como assessor. De quê, perguntam os ingénuos. De quem, corrijo eu — a preposição é tudo. Fui assessor de um vereador, depois de um deputado, depois de um secretário de Estado, numa progressão que nada devia ao mérito e tudo à fidelidade, que é o mérito verdadeiro. O trabalho era variado: escrever discursos que ninguém ouvia, marcar almoços que eram o verdadeiro trabalho, atender jornalistas para lhes dizer nada e transportar a pasta do chefe com a gravidade de quem transporta o país.
Um gabinete é uma corte em miniatura, e eu nasci cortesão. Para cima, sou veludo; para os lados, sou cimento armado. Vi cair três chefes e sobrevivi aos três, o que na nossa profissão é uma condecoração.

A escada

Depois vieram os degraus, por ordem litúrgica. Secretário de uma junta de freguesia — poder autárquico, dizem os manuais; eu digo: atestados, festas do pimento e a primeira lição de orçamento, que é haver sempre orçamento para quem o executa. Adjunto numa câmara municipal, onde aprendi que uma rotunda inaugura-se duas vezes: uma quando se faz, outra quando se refaz. Vice-presidente de uma CCDR — coordenação e desenvolvimento regional, duas expressões que, juntas, garantem que ninguém pergunte o que faço. E deputado suplente, que é a sala de espera do poder: substituo o titular quando ele é chamado ao Governo, ou seja, sou tecnicamente um efeito colateral. Sentei-me no hemiciclo tempo suficiente para fazer três perguntas ao Governo, escritas por um estagiário, e para aparecer atrás do líder nos planos de televisão, que é a verdadeira função do deputado moderno: cenografia com direito a voto.

O blog e a televisão

Nos anos dois mil tive um blog, como toda a gente que queria vir a ser alguém. Escrevia sobre a reforma do Estado, que era o que se usava, com hiperligações para relatórios que não tinha lido. O blog morreu, mas cumpriu: hoje os jornalistas apresentam-me como «pensador» e eu não os corrijo.
Da blogosfera saltei para os plateaus. Na televisão sou combativo, frontal, independente — os pontos de conversa chegam-me do partido à sexta-feira, mas a indignação é toda minha. Digo coisas como «o país precisa de reformas estruturais» e «é preciso coragem política», frases que o conselheiro Acácio acharia arrojadas. Dentro do partido sou uma carpete; diante das câmaras, um tigre. A carreira faz-se com os dois pelos, e ai de quem os troque: um tigre no congresso e uma carpete na televisão não chega a deputado suplente.

Os biscates e o primo

Convém dizer que o vencimento público, sendo certo, é modesto, e um homem tem despesas. Fui compondo: umas avenças de consultoria estratégica — «estratégica» quer dizer que não se percebe o que é — uns pareceres jurídicos ao abrigo do incunábulo, umas conferências sobre liderança em hotéis de aeroporto. E há o meu primo, empresário de reconhecido dinamismo, cuja firma tem a felicidade de ganhar adjudicações diretas com uma regularidade que só se explica pelo mérito — o mérito de existir no momento exato, com o alvará exato, no concelho exato.
Eu não decido nada, entenda-se. Apenas apresento pessoas: janto com A, telefono a B, digo ao C que o D é «dos nossos». Sou um facilitador. A palavra inglesa é networker; a portuguesa, mais antiga e mais exata, prefiro não usar. E nada disto é ilegal, sublinho. Li a lei com muita atenção. Ajudei a escrevê-la.

Diretor-Geral e Secretário de Estado

Quando o partido voltou ao Governo, fui nomeado Diretor-Geral. Houve concurso, claro, com entrevista e avaliação de competências; concorri contra dois candidatos que nunca ninguém viu e ganhou o melhor, que por coincidência era eu. Na direção-geral conheci o meu velho amigo burocrata — o das confissões anteriores — do outro lado da secretária. Entendemo-nos imediatamente: ele não queria decidir, eu não sabia. O serviço funcionou em perfeita harmonia durante dois anos, isto é, não funcionou, mas em harmonia.


Depois, a apoteose nacional: Secretário de Estado. Adjunto de um Ministro Adjunto — a redundância é a forma mais pura do poder. Durei dezassete meses, cortei nove fitas, anunciei quatro planos estratégicos com horizonte em duas legislaturas de distância e caí numa remodelação sem ter feito rigorosamente nada, o que em política se chama sair de cabeça erguida. No dia seguinte à queda, o telefone tocou. Era o Partido. O Partido nunca abandona quem nunca o abandonou: é uma agência de emprego com hino.

Bruxelas

E assim cheguei aonde tudo conflui: Bruxelas. O meu amigo burocrata sonha com ela como quem sonha com o céu — estuda para o concurso, decora regulamentos, reza. Eu cheguei de avião, em executiva, com o cartão do partido em vez de bilhete: um gabinete, um cargo com nome comprido em inglês, uma agenda de pequenos-almoços de trabalho. Cá estou, a coordenar a articulação de políticas cuja execução acompanho com elevado interesse e nenhuma consequência. O vencimento é europeu, o imposto é simpático, a escola dos miúdos é internacional e Lisboa fica à distância exata: perto para ir aos congressos, longe para não me pedirem nada.

O segredo

Perguntar-me-ão qual é, afinal, o meu talento. Respondo sem falsa modéstia: a disponibilidade. Dizem que a política atrai os piores; é injusto. A política atrai os disponíveis — os melhores estavam ocupados. Enquanto os meus colegas de curso estudavam para a Ordem, eu montava cadeiras; enquanto faziam carreira, eu fazia congressos; e quando o país precisou de gente para os lugares, quem é que lá estava, pronto, testado, leal? A fila era eu. A fila sou eu. A fila, meus caros, somos nós — e não abrimos exceções.
O custo disto não aparece em nenhum orçamento: é toda a gente capaz que olhou para a política, viu a fila, e foi embora. Chamam-lhe seleção adversa; eu chamo-lhe segurança no emprego.

O que me estragaria a carreira

Há quem fale em reformas, e confesso que algumas me tiram o apetite. Reduzir os gabinetes e os cargos de nomeação política a um décimo. Concursos verdadeiramente competitivos para dirigentes, com júris independentes e atas públicas. Transparência total nas adjudicações — cada contrato, cada beneficiário, cada primo, pesquisável em dois cliques. Declaração obrigatória de filiação e de avenças para quem comenta política na televisão. Limites a saltar de um regulador para o setor regulado e de um gabinete para o fornecedor do gabinete. Nada disto exige génio; exige apenas vontade de fechar a agência de emprego.
Felizmente, quem teria de aprovar estas reformas fui eu, os meus, e os que hão de vir a ser eu. Durmo descansado.

Post scriptum

Preparo as minhas memórias, que sairão em breve com o título «Servir Portugal». O prefácio é de um Ministro que eu fiz; a revisão, de um assessor que herdei; a impressão foi adjudicada, por ajuste direto, à gráfica do meu primo. O lançamento será numa fundação pública, com vinho de honra pago por uma câmara.

Entretanto, o meu afilhado político acaba de entrar na Jota. Tem dezassete anos e já sabe exatamente quando bater palmas.

O país está entregue.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

RARAMENTE  SE  SAI  REFORÇADO  DE  UM  REFERENDO. 

HAVERÁ  SEMPRE  MUITOS  VOTOS  DE  PROTESTO. 

ESTOU ENGANADO ? 

AC

domingo, 12 de outubro de 2025

PALHAÇADAS  POLÍTICAS

Acontecem por todo o lado. 

Mas importam-me particularmente em Portugal, na Europa, e no chamado mundo Ocidental.

França vem dando dos piores exemplos.

Chamar RECORNU como vi agora num blogue que frequento, é das coisas mais deliciosas que tenho observado.

Como delicioso é este boneco
AC

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Então agora um militar tem opiniões ?

Deparei há tempos com este "comentário" num blogue.

RESPEITO, como sempre, as opiniões de outrem. 
Depois, concordo ou discordo.
Cada um é livre de se expressar como entende, ter as suas opiniões, etc.

No caso do comentário que dá título a este breve texto, e como sempre procuro fazer, tentei perceber, encontrar explicações, justificações para o comentário.

Parece-me legítimo dizer que releva de um total desconhecimento da legislação em vigor, e do que é hoje a sociedade, diferente da que era antes do 25 de Abril de 1974, em que as Forças Armadas foram efectivo sustentáculo do regime de então. 

Ignorância quer da Constituição (CRP), que conheço bem, quer de legislação diversa que enforma a instituição militar e que fui reler, e designadamente o Estatuto dos Militares das Forças Armadas.

A qualquer militar enquanto na vida activa está vedado participar na vida política nacional, está-lhe designadamente vedado (nº 4 Art. 275º CRP) aproveitar-se da sua arma, do seu posto ou da sua função para qualquer intervenção política.

O Estatuto dos Militares das Forças Armadas está em linha com a norma Constitucional.
Fora do serviço activo, acabado este, todos os militares readquirem os mesmos exactos direitos constitucionais que os demais concidadãos.

Portanto, o verdadeiro (atrevo-me a dizer) dislate que dá título a este pequeno texto, releva de ignorância, desconhecimento de leis e, estou também convencido, do desprezo que muitos continuam a votar aos militares, à instituição militar.
Creio que esse desprezo é lamentável e deplorável.

A pessoas como o autor do comentário, há que recordar que foram  militares que fizeram o 25 de Abril de 1974, e que entregaram a condução do país aos poderes civis eleitos.

A este tipo de pessoas há que recordar o que há anos foi lembrado por Barack Obama, e que aqui deixo:

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. 
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. 
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…

("parte de discurso do então presidente Barack Obama numa cerimónia do Dia do Veterano (MEMORIAL DAY) 

Por aqui (no blogue) escrevi várias vezes palavras sobre militares, na sequência do que fui aprendendo com o meu melhor amigo militar que é almirante já reformado.

Aqui deixo desta vez palavras de um estrangeiro, palavras acerca de soldados, acerca de militares, acerca da instituição militar. 
Faço-o apontando não ao seu endeusamento, mas à sua importância nas sociedades contemporâneas, ao seu lugar nas sociedades democráticas.

Dedico-as, como Obama fez, àqueles que perguntam “Para que servem os militares?”. 
 
Particularmente, dedico-as aos que desprezam e achincalham a instituição militar, como muitos cidadãos comuns mas, sobretudo, aos sucessivos responsáveis políticos/ ex e actuais titulares de órgãos de soberania, e muitos outros com formais responsabilidades no país.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

D E C Ê N C I A

Para um processo de verdadeira decência assim deve ser:


- A Ética - deve comandar a Política

- A Política - deve comandar o Direito

- O Direito - deve comandar a Economia


Há muitos arrotos de Ética Republicana mas, em Portugal, na realidade, como estamos de decência?

Bom dia. Bom início de fim de semana.

Saúde e boa sorte.

AC

quinta-feira, 31 de julho de 2025

A  PROPÓSITO  DE  ESQUERDA
Atrevo-me a presumir que, para o sr Tavares, nele e no seu partido é que está a esquerda.

Atrevo-me a presumir que coisa idêntica está na cabeça do sr Raimundo, ou da Sra Mortágua, ou da Sra Inês.

Atrevo-me a presumir que coisa idêntica está agora na cabeça do sr Carneiro, como esteve antes na de Soares, Sampaio, Guterres, Sócrates, Seguro, Costa, Pedro Nuno.

Ah, também existem certos rosas, aparentemente sem cartão do partido, mas que têm vivido de sinecuras várias, umas "pro bono" outras bem pagas nas mais diferentes modalidades, dos tais que vieram do MES ou ainda mais à esquerda e se converteram ao PS, e são rosas que reclamam liminarmente que a única esquerda em Portugal é o PS!

Atrevo-me a presumir coisas idênticas quanto à direita (CDS, PSD, IL, Chega, PPM, etc.)

Mas o meu ponto hoje é a esquerda.

Legitimamente, pois há que respeitar todas as opiniões (concorde-se ou discorde-se), eles, na esquerda, bradem constantemente a sua superioridade moral, a sua pureza, o serem os únicos defensores dos direitos humanos, os ungidos pela decência, pela dignidade, pela transparência, pelo multiculturismo, pelo humanismo.

Natural e legitimamente, o cidadão comum como eu tem o direito de questionar as pregações destes senhores todos, de todos os da esquerda, e de todos os da direita, particularmente tendo presente o estado a que todos eles trouxeram Portugal. 

Ainda ontem ouvi um erudito de esquerda, dos muitos decentes à esquerda como vários decentes existem à direita, dizia ele às tantas mais ou menos isto - para bem do país era bom que Carneiro o fizesse, já que Costa nunca o quis!

Porque Portugal não está no estado em que está apenas por causa dos sucessivos governos, de várias cores, estamos assim por causa deles mas, também e muito, por causa dos outros sucessivos titulares de órgãos de soberania a saber, sucessivos Presidentes da República, sucessivos Juízes dos tribunais todos, e sucessivos parlamentares.

Claro que a esse festim se juntaram, certos sindicatos e ordens profissionais que, além de desempenharem (E AINDA BEM) o seu constitucional e legítimo poder, extravasaram e extravasam  constantemente das suas competências, para tentar nas ruas o que nas urnas continuam a não conseguir. 

Os brilhantes resultados estão bem à vista de todos.

Por este andar talvez até um destes dias a Albânia nos ultrapasse.

Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.
E muita paciência.

António Cabral (AC)

terça-feira, 27 de maio de 2025

PORTUGAL
DEMOCRACIA  e  REALIDADE
Os Homens, as Coisas, as Palavras

"Entre os homens e as coisas estão as palavras.
Há muitos que usam as palavras supondo que são as coisas!
Quem usa as palavras supondo que são as coisas ilude-se, apenas, ou também pretende iludir.
Mas nem todos os que ouvem as palavras se iludem".

AC

sábado, 12 de abril de 2025

APLICÁVEL a TODOS

Antes de posse, 

(ler de cima para baixo como habitualmente)

o nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo em nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar os nossos ideais.
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que 
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que 
Somos a nova política.

Depois da posse

(Ler agora de baixo para cima, linha a linha)

AC

sexta-feira, 11 de abril de 2025

SERÁ,  MESMO ?

Será que a vida pública, ainda mais agora nesta fase pré 18 de Maio próximo, cada vez mais se parece com uma reedição das maravilhosas Guerras do Alecrim e da Manjerona?

Será ?

Tenham um bom dia. Bom início de fim de semana, saúde, boa sorte.

AC

sexta-feira, 21 de março de 2025

Um advogado, pai de oito filhos, está há dois meses com sérias dificuldades para conseguir alugar um apartamento num qualquer dos imóveis na cidade, exactamente devido à dimensão do seu agregado familiar.

Um dia, já desesperado, pediu à mulher para ir dar um passeio ao cemitério local levando sete dos oito filhos do casal, ficando ele com o mais velho.

E com o rapaz foi novamente à procura de casa.

A meio da visita de um bom andar, o proprietário perguntou-lhe:
- O senhor tem mais filhos?

- O advogado, (como qualquer advogado) não mentiu  - tenho mais sete filhos. Estão com a minha mulher no cemitério!

O advogado conseguiu alugar o andar, por sinal um óptimo andar.

Depois de terem saído, a caminho do local onde tinha combinado com a mulher encontrarem-se, disse para o filho:

- Vês, não é preciso mentir, basta usar as palavras certas e os contextos certos!

O filho e vários dos seus irmãos, vieram anos mais tarde a ingressar na política.

António Cabral (AC)

sábado, 15 de março de 2025

CHAPÉUS HÁ MUITOS … e BARRETES TAMBÉM

E barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.

Neste chapéu, fotografado em Novembro de 2011, em Ilhéus (terra dos coronéis), Brasil, e em Vasco Santana me inspirei para o nome do meu blogue. 
AC

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

ÁRVORE, GALHOS, MACACOS

Pegando na sua referência ao adágio popular - cada macaco no seu galho - o "macaco" Hugo Soares, em programa na TSF e a propósito de presidenciais, falou de que em política há um caminho a fazer e referiu a experiência política.

Nestas coisas fica-me sempre uma mão cheia de dúvidas quando ouço os experientes (??) políticos.

Por exemplo, se se referem a que em política se deve começar pelas juventudes partidárias, para depois seguir para as distritais, depois para as juntas de freguesia e aí sedimentar as maroscas, fazer casas ou receber favores por despachar processos, etc.

A árvore imagino que seja o OE (orçamento de Estado) e os macacos, as juventudes partidárias, os dirigentes partidários, todos os titulares de órgãos de soberania, todos os autarcas, etc.

Como exaustivamente demonstrado nos últimos 35 a 40 anos, não há árvore que aguente com tanto peso. 

Será por ter esta noção que Hugo Soares não quer concorrentes a Marques Mendes?  Não quer mais macacos em cima da árvore?

Eu, para ver chimpanzés, macacos, saguins, langures, e outros, vou ao Zoo de Lisboa.

A bicharada que me entra pelo televisor e pelos jornais FEDE!

Tenham uma boa 4ºFeira. Saúde e boa sorte.

AC

sábado, 8 de fevereiro de 2025

CONVÉM   IR   REPETINDO


ÉTICA

Andam  por aí uns inchados e umas inchadas com a ética republicana  sempre na boca. 

Alguns, referem apenas - Ética!

Sobretudo os da ética republicana, com vocalizações sempre coladas com a insuportável superioridade moral que, com regularidade, factos vários os/ as vão desmascarando.

Marques Mendes anunciou a sua candidatura para Presidente da República. Muita ética.

Não bateu no peito mas quase, e só faltou dizer com estas palavras -comigo agora é que vai haver ética.

Talvez ainda não seja demasiado tarde para lhes voltar a recordar que para a ÉTICA concorrem, a integridade, a responsabilidade, a transparência, o respeito, a lealdade, a cidadania, a decência, a honestidade intelectual, o rigor, a verdade, o cumprimento escrupuloso da lei.

E recordar, também, que para um verdadeiro processo de decência, 

- a ética deve comandar a política,
- a política deve comandar o direito,
- e o direito deve comandar a economia!

Terrivelmente simples, mas não aplicam!

Daqui se percebe bem porque estamos como estamos!

E, claro, agora aparecem os éticos vários que nunca tiveram nada a ver com o que hoje se vê por aí.

E não digo mais, pintassilgos . . . isso mesmo, não são pardais!

António Cabral

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

DECÊNCIA  e  RESPEITO

A vida pública está cheia de casos que levam a decisões especiais, como por exemplo no caso dos deputados, ao levantamento da imunidade parlamentar.

O último caso conhecido é o de Miguel Arruda.

É bem sabido os cozinhados que as direcções partidárias fazem, TODAS, que fazem na elaboração das listas concorrentes às várias eleições.

É bem sabido que as direcções partidárias têm poder para instalar os nomes que querem na maioria dos lugares elegíveis, e que os restantes orgãos dos partidos incluindo as inarráveis juventudes partidárias também metem o bedelho.

É bem sabido que há décadas assim é, jogos, cambalhotas, compromissos, compras de favores, promessas, etc.

Independentemente das estruturas, pode dizer-se que são as direcções partidárias que escolhem e decidem quem fica nas listas concorrentes às eleições autárquicas e legislativas. 

Por essas escolhas são os primeiros responsáveis.

Sendo a vida o que é, havendo casos vergonhosos como o agora muito badalado, nesses casos e depois de comprovadamente ficar confirmada judicialmente a pouca vergonha de fulano ou beltrano, as direcções partidárias deveriam SIM ou NÃO, internamente, formalmente esclarecer os militantes sobre as situações que vão surgindo e que comprometem a dignidade dos partidos, como esta agora do Açoreano deputado? 

Não tem ligação com isto mas creio que Rui Moreira (que frequentemente critico) fez bem em pedir desculpa em nome da cidade do Porto pelos lamentáveis incidentes de há 50 anos exercidos sobre o CDS e o seu congresso.

O meu ponto, a propósito da vida pública, é sobre DECÊNCIA, e RESPEITO.

Bens raros no Portugal contemporâneo.

É a minha opinião, discutível, naturalmente.

Mas face ao que vai ocorrendo, não parece haver pouca decência por aí, e uma enorme falta de respeito, por exemplo, para com o órgão se soberania Assembleia da República, para com militantes dos partidos,  para com os eleitores?

AC