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terça-feira, 23 de junho de 2026

REPUBLICO

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Alemanha Nazi. Holocausto. Filme Berstein-Alfred Hitchcock.

RTP1, o canal público de televisão e porque deu serviço público "obrigou-me" ontem a estar bastante tempo em frente ao televisor. 
Boa parte eu conhecia, porque ao longo dos anos me fui dedicando a isso, como presumo que muitos outros cidadãos conheceriam já.

Os horrores do holocausto, as monstruosidades que em 12 anos cresceram, e que de facto, quase se pode dizer que a humanidade não recuou 12 anos mas 12 000.
Mas houve para mim novidades.

Uma, a de que o filme global, de que vimos partes, ficou quase concluído no final da guerra, e quando Alfred H regressou aos EUA, o argumento e, sobretudo, o encadear para a montagem do filme estava assente e a montagem muito avançada.

Mas, apesar das monstruosidades havidas, os aliados, creio que sobretudo EUA e UK, decidem não divulgar ao mundo o que se passara, pois rapidamente estavam já na fase de olhar como conter a URSS. Propósito que entendo, olhar ao que veio a ser a guerra fria, mas inaceitável o terem escondido do mundo o que fez a Alemanha Nazi. 
Os filmes ficaram "adormecidos" no "War Museum" (salvo erro).

Outra novidade, a de que recentemente o filme foi acabado, em memória não só dos seus autores, supra referidos, mas sobretudo pela verdade histórica, que deve continuar a ser levada ao conhecimento da humanidade.

Outra novidade ainda, para mim muito importante, a de que no filme e por decisão de Alfred H, estão incluídos mapas da Alemanha com a localização de todos os campos de concentração/ extermínio, com o desenho de círculos concêntricos, centrados em cada um desses campos, com distâncias várias (raios de 1,5 - 3,0 km, etc).

Assim se pode ver, as aldeias, vilas, cidades, que ficavam dentro desses círculos.
E, desta forma, se podendo desmentir que os alemães não sabiam o que se passava dentro desses campos, ou, pelo menos, da sua existência.
Foi um bom serviço público. Custa sempre a ver, muito.
Mas tem que ser mostrado muitas mais vezes.
AC

sábado, 13 de junho de 2026

A  AMIZADE  CADA  VEZ  MAIS  FORTE 

Refiro-me, EVIDENTEMENTE, à famosa, profunda, inultrapassável e indestrutível AMIZADE EUROPEIA, à AMIZADE entre todos os países da UE e destes e desta com todos os da Europa que ainda não estão na UE.

Desde Churchill, Gasperi, Schuman, Spaak, e depois Adenauer, Khol, Mitterrand, De Gaulle, Brand, Tatcher, e sobretudo agora com Sanchez, Costa, Ursula, Metz, Macron, Rutte, que se cimentam duradouras amizades, indestrutíveis, colados uns aos outros com verdadeira Cola Loctite Super-Cola 3.

Foi exactamente por exemplo dessa super amizade que nasceu a CECA, o Eurotom, depois a CEE e assim que esta surgiu veio depois a política de defesa comum . . . . a política agrícola comum . . . . o Concorde, a política externa comum. . . . . o exército europeu. . . .  espera . . . . . parece que não foi nem tem sido tudo exactamente assim.
Por exemplo . . . . política de defesa comum. . . . política externa comum . . . .  exército europeu - - - - 
Bom , transformaram a CEE em UE!

Ah, já houve o avião de transporte e o helicóptero que inicialmente tinham muitos parceiros mas acabaram por ficar poucos.

Ah, já houve (1989-1992) a definição de um novo navio caça-minas marítimas num projecto inicialmente pensado pela Bélgica e Holanda a que se associou a Noruega salvo erro mas esta rapidamente largou o "barco", e o lugar foi ocupado por Portugal. Nada de dinheiro envolvido, apenas projectar um novo navio.
Mas eis que o muro de Berlim foi abaixo, e pouco depois a então URSS retirou-se da Alemanha (RDA) e isso permitiu acesso a depósitos de armas na RDA e o projecto do novo navio morreu pois ficou-se a conhecer (minas marítimas) aquilo para que o novo navio devia eficazmente combater e anular.

Ideias e projectos tem havido vários. O túnel da Mancha foi um deles, e concretizado. Os aviões Airbus têm participação de alguns países Europeus e é um bom produto, que se bate e se calhar superioriza face  aos aviões americanos.

Mas o mundo gira, o Sol, a Terra, e dentro do planeta Terra está tudo a girar muito depressa.
Gira tudo tão depressa que a Cola afinal deixa descolar algumas coisas.
E os maldosos como eu enfatizam de novo que a realidade pura e dura são os interesses.

Manifestamente, para maldosos como eu, os interesses sempre estiveram na ordem do dia, mas a comunicação social Ocidental, envenenada com romantismos, wokismos, politiquismos correctos, e outras tretas, sempre nos trataram como tolinhos e continuam a iludir os cidadãos europeus. 

Além disso, e como de costume, raros olham à história e repetem inchados de pesporrência  - a história não se repete.

No plano das realidades e dos interesses eis por exemplo que a Alemanha deixou de querer continuar na história de desenho e produção de um avião de combate "europeu".

O significado disto será diverso, e diversas as explicações.
Por mim a Alemanha quer desenvolver a sua indústria e não quer andar atrelada a França. Tão simples quanto isto. 
Macron não deve ter gostado.
Na minha e obviamente discutível opinião França/ Macron esgotaram nas farmácias as pastilhas para a azia.

Caça europeu? Pois, tão unidos que eram e tão desejosos todos de comparticipar em mais um projecto europeu!
Tão unidos . . . e de maneira alguma havia disputas entre companhias dos dois países.
Nada de disputas entre companhias de França e Alemanha!

Usando uma terminologia de aviação - o projecto BORREGOU!

Aguardemos pelos próximos capítulos evidenciando uma profunda  união, amizade, comunhão de interesses.

Tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Republico

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como um pouco mais de três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam comprando cada vez mais terras.

Em 1914 iniciou-se a I GG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.

De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.

Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército de árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós I GG. 

Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

quinta-feira, 5 de março de 2026

AGORA QUE MACRON PALRA GROSSO . . . .  

Lembrei-me de várias coisas.
Por exemplo, de frases idiomáticas francesas, como estas:

* Mettre la main eau feu - pôr a mão no lume

* Filer um mauvais coton - atravessar uma crise perigosa

* Mettre à pied - pôr em execução

* Se mettre dans de beaux draps - meter-se em maus lençóis

* Tomber des nuées - cair das nuvens

* Faire de l'esbroufe - fazer espalhafato

AC

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, Zelensky, "Bibi" mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

domingo, 12 de outubro de 2025

PALHAÇADAS  POLÍTICAS

Acontecem por todo o lado. 

Mas importam-me particularmente em Portugal, na Europa, e no chamado mundo Ocidental.

França vem dando dos piores exemplos.

Chamar RECORNU como vi agora num blogue que frequento, é das coisas mais deliciosas que tenho observado.

Como delicioso é este boneco
AC

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

 CRISE

António, com a tua experiência, tendo tu urdido a geringonça, podes por favor dar-me uma ajuda para eu me safar desta embrulhada monumental, em que me arrisco a levar outro tabefe da Brigitte?

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

LA  GRANDEUR  DE  LA  FRANCE
Demissão relâmpago em Paris: Sébastien Lecornu abandona o cargo ao fim de apenas 27 dias.

Os Rothschild estarão satisfeitos com o seu discípulo Macron?

AC

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Macron exige libertação de reféns em Gaza para abrir embaixada na Palestina
A exigência surge na véspera de reconhecer o Estado palestiniano.

Presente a coerência política deste tipo vou ficar a aguardar.

No entretanto, está-se mesmo a ver que o HAMAS até ao final do dia de  amanhã vai libertar todos os reféns ainda em cativeiro nas mãos e túneis destes terroristas perdão, destes democratas libertadores!

AC

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

AJUDA  A  PERCEBER ?    OU  NÃO ?
O que poderá ajudar a perceber, a tragédia, progressiva, crescente, o horroroso desenvolvimento no Médio Oriente, concretamente naquela zona partida que se designa por Palestina  ?

Ajudará recordar por exemplo alguns trechos da história como:
- as cruzadas ?
- Jerusalém arrasada por uns, depois outros, depois os anteriores?
- Saladino ?
- Ricardo Coração de Leão?
- a razão ou falta dela de tantos atentados terroristas ao longo de décadas, em terra, em navios, em aviões?

Ajudará dizer, por exemplo que, basicamente, tudo começou com a declaração da criatura Balfour?

E isto, ajudará ?


Ajudará o que se pode retirar do que a Liga de 22 países Árabes não fez durante muitos anos, ou o que recentemente declarou sobre o Hamas? Terão tomado essa decisão com as mãos atrás das costas e a fazer figas?


Ajudará ponderar o que o Qatar faz e porque o faz, ao abrigar "chefões" do Hamas e de outras democratas associações?

Ajudará ponderar sobre as notícias que designadamente nos últimos 30 anos têm saído nos OCS internacionais, umas vezes contando horríveis realidades, outras vezes deturpando-as, outras vezes manipulando factos e fotografias?

Ajudará, ponderar no lamentável papel da ONU, dos EUA, da Rússia, durante décadas, essencialmente no campo da incoerência e da irresponsabilidade?

O que não ajuda NADA é fingir que não está a acontecer NADA!

António Cabral (AC)

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Mr  DUPOND, . . . . pardon,  Mr  Macron . . . .

Macron anunciou com aquele ar majestático à Louis XIV - Septembre, sera le mois ou la France dira, oui, la Palestine est un Etat

E assim, sem varinha mágica, Abbas ficará contente, e convencido de que a Palestina é mesmo um Estado. Veremos se o Hamas vai ficar quieto.

Entretanto, imagino que fervilham no Eliseu e nos ministérios as reuniões e a preparação de propostas e de possíveis contractos com vários países do Médio Oriente para ver se conseguem vender-lhes uns armamentozitos, porventura uma ou duas centrais nucleares da nova tecnologia Francesa, etc. "Les amis, toujours!

Pelo que se sabe/ Lê por aí, fervilham promessas de petrodólares a escorrer para investimentos em França. Nada é por acaso. Nem Qatar!

Provavelmente, também, à boa maneira de um célebre democrata português que mandava arrebanhar edições de livros que lhe eram inconvenientes, Macron é bem capaz de já ter mandado esconder nas livrarias tudo aquilo que recordasse Picot e os esquemas que encetou e concretizou com o colega britânico Sykes, ambos a mando obviamente dos respectivos chefes de Estado /governos de então. 

Mas Sykes-Picot foram os nomes que ficaram para a história, trágica. 

Esquemas Franceses e Britânicos cujas consequências vemos e sofremos no Médio Oriente e em África. Esquemas que prosseguem, com roupagens século XXI.

Nada de pessoal.

"Just business", como se vê nos filmes mafiosos e policiais.

O costume!

AC

domingo, 6 de abril de 2025

ONU, a REALIDADE, a IMOBILIDADE, 
a INOPERÂNCIA, e JACTÂNCIAS Outras
O título vem a propósito da guerra na Ucrânia.
Na ONU, o mole vai discursando lamentos.
Sim, eu sei, que no Conselho de Segurança os movimentos são tolhidos, mas os discursos e lamentos podiam e deviam ser bem diferentes. Mas quem já nasceu pastoso . . . 

Macron e Starmer, mais do que em bicos de pés juraram ao mundo que vão colocar na Ucrânia uma força militar Europeia . . . . 
Ups . . . . Bom, passadas umas semanas de reuniões patéticas e conclusões não menos patéticas, e da maior parte dos países da UE se ter baldado a convocar soldadesca para ir para a Ucrânia (pois, é que a opinião publica de cada um . . . .as eleições . . . . ) a força parece que acabaria por ser à volta de franceses e britânicos. Se vier a ver a luz do dia. Estará a ser desenhada no papel.

Ora, eu que não percebo nada destas coisas faço aquilo que, creio, os sensatos, os que procuram se rigorosos, e pouco ou nada sabedores destas coisas faz, recorre às regras. Assim fiz.
Fui ler, recordar a lei internacional.

Estou a falar disto por causa da tragédia que continua na Ucrânia mas, sobretudo, agora que acabei de ler que, se percebi bem, dão notícia de que Zelensky está contente porque a coisa está muito avançada.

Bom, há um pequeno detalhe, a falta de memória de que me parece que Macron e Starmer padecem. 
Estarão eles esquecidos de que existe a inoperante ONU, estarão esquecidos de que existem a China, EUA e Rússia, e estarão esquecidos do que aconteceu à França e ao Reino Unido em 1956/ crise do Suez?

Para lá de outros pequenos detalhes, como os eventuais conluios entre os três grandes, ou pelo menos EUA-Rússia, o que é que a forçazinha que será certamente benzida por Brigitte Macron, tenciona fazer?

Os generaiszinhos franceses e britânicos não terão de perguntar aos patrões o que querem realmente fazer?
É que uma coisa é querer ir pela manutenção de paz (article 33); e paz ou cessar fogo não existem naquelas paragens. 

Outra coisa é querer impor a paz (chapter VII). 
Ora, mesmo não percebendo nada destas coisas, eu imagino que os franceses e os seus "irmãos" do outro lado do canal estarão ainda em piores lençóis se imaginam abalançar-se a ir para lá pela imposição da paz pela força deles.  Hum, . . . imagino uma certa embrulhada, e muitos sacos de plástico preto de volta a Londres e Paris.

Pequenos detalhes: os EUA forneceriam geo-localização?
Ou querem arriscar andar ceguinhos no terreno?
E que regras de empenhamento serão definidas para essas forças? 
Que missão concreta?
Autorizadas a atirar sobre russos? Hum . . . . 

Mas Zelensky parece estar eufórico!
Aguardemos. Tenham um bom Domingo
António Cabral (AC)

quarta-feira, 5 de março de 2025

 UNIÃO  EUROPEIA  e  REINO  UNIDO


Salvo melhor opinião estes bonecos resumem de forma cristalina a pujança militar da UE/ Europa/ UK e a situação na Europa quanto a migrações, imigração legal, imigração ilegal.

O primeiro boneco resume eloquentemente os resultados das cimeiras em Paris e agora em Londres.
Fazem-me lembrar aquela cena da rapaziada juvenil - agarrem-me senão vou-me a eles!

Aguardemos os próximos capítulos desta vergonhosa telenovela que, infelizmente, se junta ao desvario que sopra da Casa Branca.
E, entretanto, continuam a morrer ás catadupas ucranianos e russos, enquanto Costa e Ursula parecem preparar-se para incentivar a corrida armazenista.

Adivinhem que rubricas dos orçamentos nacionais irão ser espezinhadas?
AC

domingo, 15 de dezembro de 2024

FRANÇA
Ninguém, mais do que eu, conhece a dificuldade desta situação. (...) Perante uma situação de tal gravidade, a minha linha de conduta será a de não esconder nada, de não negligenciar nada e de não deixar nada de lado. Sei que a tentação é a de pegar em um ou dois assuntos, concentrar-se neles e deixar o resto na mediocridade. (François Bayrou).

Veremos se cumpre, integralmente, o agora anunciado.

Em relação a nós, creio haver parecenças com a vida política nacional.

Conhecem as dificuldades? - SIM, anunciam sempre, TODOS!
Não esconder nada? - Bem, é capaz de não ser a norma . . . 
Não negligenciar nada? - Bem, comecemos pelo mais recentes, por exemplo o estatuto dos bombeiros, há 22 anos por rever.
Não deixar nada de lado? - Hum . . . . 
Sei que a tentação . . . - têm sido sempre tentados!
AC

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A  AUSÊNCIA  de  RIGOR  HISTÓRICO
É sempre "delicioso" verificar a continuada ausência de rigor quando se apontam comportamentos. Sejam de pessoas, instituições, países.

Neste caso que agora me leva a escrever umas linhas quero referir-me a pessoas quando escrevem sobre países, ao apontar-se sobre o que têm feito certos países ao longo do tempo, e designadamente desde 1945. 
E quero referir-me ao deturpar, ao esquecimento, ao deliberadamente esconder, que certas pessoas insistem em levar a cabo, cegos pelo seu sectarismo ideológico.

Alguns perguntam, para comparar, o que fizeram desde 1945 os EUA e a China (nas mãos de Mao desde 1949). 
Devo presumir que gostariam de viver na democracia Chinesa? 
Eu não.

Prefiro viver aqui, no nosso actual regime, com a nossa Constituição, mas não me importaria de viver, por exemplo, na Holanda, Dinamarca, Noruega, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia.

China, Índia (um dos países de maior racismo, e injustiças e violência sobre as mulheres), Irão (um esgoto de ultraje constante às mulheres), Coreias, Egipto, países árabes, países muçulmanos, África, América Central e do Sul, EUA, Rússia, passo, todos.

Respeito, sempre, a opinião de outrem, mas não me venham com cantigas de embalar. 
Eu procuro olhar a tudo. 
Se me engano, se me esqueço, emendo, reconheço, como o grande matemático Bento de Jesus Caraça.

Sei muito pouco destas coisas, mas tenho umas noções vagas.

Começo pelos EUA.
Têm bases um pouco por todo o lado.
Começo por referir que apesar de recente decisão do Reino Unido entregando/ devolvendo na zona do Índico uma série de territórios, mantêm nomeadamente Diego Garcia, onde os EUA têm uma muito importante base, estratégica, para controlo do Índico e não só.

Têm muito importantes bases na Alemanha, na Islândia, na Turquia, no Japão. Têm várias bases no Médio Oriente. Etc.

Os EUA atacaram o Panamá, Granada, Camboja, Laos, Vietname do Sul, intervieram em vários países na América Central e do Sul, nas Antilhas. Têm Guantanamo.
Intervieram no Norte de África, no Líbano, Iraque, Síria.
Têm forças navais permanentes no, Mar Vermelho, Índico, Atlântico, Pacífico, Mediterrâneo.

Creio que longe do que tem feito a Rússia, também têm no seu "registo" acções de eliminação de "incómodos" (??), intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente, como já referi por exemplo na América do Sul, mas também Katanga, Ucrânia, Pérsia etc.
Há quem tenha os EUA como um anjinho. Eu não.

Vamos à China.
A China interveio militarmente, ao lado da Coreia do Norte, no Vietname então do Sul, e passou a interferir indirectamente em todo o Sudeste Asiático. Quase não tem bases fora do seu território.
Mas tem anexado pequenas ilhotas no mar da China, começou a ter presença há muitas décadas em África, na Tanzânia, com a construção de um célebre caminho de ferro, e está presente em outros países africanos. A divida de Angola à China é exemplo disto.
Mais deploravelmente exerce cada vez maior pressão militar / cerco a Taiwan. Por vários motivos mas, também, muito pelo potencial da ilha no plano comercial e tecnológico.
Há quem tenha a China como um anjinho. Eu não.

Vamos à Rússia, sem esquecer a URSS.
O que tem feito a Rússia em todo o sítio que antes era URSS é sabido.
E na Ásia e África e no Médio Oriente é igualmente conhecido, talvez não chegando à maioria das pessoas.
Aliás é o mesmo que se verifica com as outras potências.
Intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente.
Acrescem os envenenamentos, raptos, desaparecimentos definitivos de pessoas por esse mundo fora, sempre promovidos a bem dos líderes moscovitas, e de Putin desde 2000.
Tem algumas bases no exterior do território, por exemplo na Síria.
Há quem tenha a Rússia como um anjinho. Eu não.

Vamos à França.
A França, tal como os EUA e o Reino Unido, também usou durante vários anos certas possessões / ilhotas/ atol para experiências nucleares.
A França sempre vendeu armamento quando outros não o faziam para certos clientes.
Um dos casos do passado é exatamente o nosso país, Portugal.
A guerra em África ia avançada e foi a França quem nos forneceu/ vendeu submarinos e fragatas na década de sessenta do século passado.
Muita gente por esse mundo fora tem admiração por França, por exemplo por François Mitterrand, e a maioria desconhece o que foi mandado fazer na Oceania. Coisas feias! 
A França ainda hoje tem possessões várias, além das dores de cabeça que lhe chegam, por exemplo, da Córsega.
Há quem tenha a França como um anjinho. Eu não.

Vamos ao Reino Unido.
O Reino Unido há muito que deixou de ser uma potência marítima, e naval. Acabou em 1945.
Mas ainda manteve algum poder naval.
Tem possessões em vários lados.
Tem por exemplo Diego Garcia como referi acima no parágrafo relativo aos EUA.
O Reino Unido tem sempre sido a grande ponta de lança dos EUA.
Quando a Argentina quis ficar com as Falkland/ Malvinas, a então PM obteve do seu amigo americano um grande apoio militar que foi decisivo no sucesso dessa batalha. Como obteve também nessa altura facilidades para infiltrar elementos especiais através do Chile.
Está empenhado militarmente no Mar vermelho por exemplo, coadjuvando as forças navais dos EUA.
Há quem tenha o Reino Unido como um anjinho. Eu não.

E a Antártida?
Com uma vasta rede de representações de muitos países? Certamente só pesquisas científicas.

E a navegação no Ártico com crescente emprego de quebra-gelos Russos e não só?

E quem se lembra, 
Do desastre de avião que matou Samora Machel? 
Do desastre de avião que matou o (para alguns países) incómodo secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld?
Dos envenenamentos com polónio em Londres?
De Lumumba e do seu fim trágico?
Das fotografias de Estaline com outros, antes e depois de recortadas?

Cada um a seu modo e consoante as suas forças e as oportunidades, EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, venha o diabo e escolha.

Diferenças abissais de regime existem nestas potências, mas venha o diabo e escolha.
Cada um com um cadastro . . . . . 
Basta começar em 1900.
AC

terça-feira, 15 de outubro de 2024

MÉDIO ORIENTE e HENRIQUE CYMERMAN
Estive a rever as declarações de ontem de Henrique Cymerman acerca dos ataques israelitas no Líbano, acerca da descoberta das infra-estruturas do Hesbolath (túneis, etc.) que terão sido construídas durante anos nas barbas da UNIFIL, etc.
Pormenor a que os Woke e os media nada ligam, detalhe insignificante.
Estou enganado ou a UNIFIL foi mandada há anos para o Líbano para estar na fronteira Sul? NA FRONTEIRA, e não recuada a apanhar passarinhos!

Henrique Cymerman é um reputado jornalista, considerado por todos os intervenientes nesta tragédia de décadas.

Este jornalista, ao mesmo tempo que descreve os massacres executados por ambos os lados desta tragédia, tem sido um jornalista rigoroso.

Não sei se nesta tragédia do Médio Oriente se pode questionar se apareceu primeiro a galinha ou o ovo.

O que está historicamente documentado e como já referi em outros postais, é que "este caldinho" se iniciou no tempo do império Britânico  e do Francês que, antes da I GG e durante ela gizaram o que veio a acontecer.
Entre as duas GG e desbastado o império Otomano ficaram com mandatos reconhecidos pela Sociedade das Nações sobre Egipto Abissínia, Síria, Iraque, Arábia Saudita, Líbano, Palestina e vários etc.

Com Balfour, Sykes-Picot e muitos outros no terreno as coisas foram progressivamente deteriorando-se.

Entre muitas outras coisas, com mais ou menos êxodos, as organizações Judaicas foram sempre comprando terras e mais terras.

Depois, mormente os Britânicos, começaram a sofrer crescentes atentados, actos de verdadeiro terrorismo por parte de populações árabes, palestinas mas especialmente pelos tristemente célebres Irgun, Haganah, Stern. 
Os anos 20 e 30 d0 século passado foram particularmente violentos.

O "caldo" Sunitas versus Xiitas complica ainda mais tudo isto.

Pessoalmente tenho a sensação de que voa dinheiro de vários lados   para apoiar Hamas, Hesbolath, Houtis, irmandades várias, que são os "proxy" nomeadamente do Irão.

Tenho a sensação /certeza do apoio maciço dos EUA a Israel.
Tenho a sensação de que o Irão e Rússia se entendem.

Nada me admiraria que quem agora se atira aos actuais inimigos poderá ter tido negócios com eles décadas atrás.
A este propósito lembro-me sempre dos EUA a fornecer os combatentes contra a Rússia ocupando o Afeganistão e depois . . . 

Em resumo, praticam-se diariamente crimes de todos os lados, violações do Direito Internacional, andaremos perto de genocídio.
Todos os dias Israel ataca o Hamas e o Hesbolath e estes Israel.
Todos os dias ou quase são atingidas instalações que o não deviam ter sido.

Estou convicto que em vários casos os homens do Hamas e Hesbolath se escondem onde não deviam, se servem das populações civis e não deviam.
Casos haverá de certeza em que não estarão lá Hamas ou Hesbolath mas como estiveram antes em outros locais PIMBA.

E não saímos disto. 
Mundo para melhor?
Dois Estados na Palestina?

E afirmam estas coisas sempre sem se rirem.

Em que acredito?
Inviável dois Estados. 
Desde logo com o Irão e outros a dizer, SEMPRE, Israel é para desaparecer.

Amanhã começa a chover!
AC

terça-feira, 30 de julho de 2024

A PROPÓSITO DOS JOGOS OLÍMPICOS

Macron e Brigitte, ATÃO BOCÊS, esqueceram-se de limpar o Sena?

A broncas não param, mas sempre - La Grandeur de la France!

Quantos saltos no túmulo já terá dado Charles de Gaulle?

AC

domingo, 7 de julho de 2024

ELEIÇÕES  FRANCESAS
Aparentemente os resultados/ projeções indicam algo diferente das projeções antes avançadas.
Macron adiantou que é necessária cautela na análise dos resultados finais.
A extremista (opinião pessoal) Le Pen e o seu Bardela levaram ao uma lambada. Resultado que deriva dos jogos que todos, à esquerda de Le Pen, fizeram e resultou.
TUDO PERFEITAMENTE CONSTITUCIONAL.

Não faço ideia que governo virá a aparecer.
O mais que extremista Melenchon (opinião pessoal) está em bicos de pés e quer ser PM. Aguardemos.

Os vários comentadores encartados (diplomatas, ex-ministros, etc.) estão todos contentes porque, dizem, se evitou em França uma calamidade, e a República aí está mais uma vez. Veremos.

Pessoalmente estou convencido que a calamidade está lá instalada há tempos, e se Le Pen e sequazes não são flor que se cheire, o que dizer de Melenchon e "compagnons"?

Pessoalmente estou convencido que a França enfrentará a curto prazo complicados problemas formais com Bruxelas pois a sua economia estará cada vez pior, e as metas formais da UE nem pouco mais ou menos serão cumpridas.

"La grandeur de la France", continua devagarinho a ir pelo cano abaixo.
AC
 
Ps: as habituais e sempre crescentes violentas demonstrações de completa ausência, de civismo, de convivência democrática, de respeito pela propriedade alheia, de respeito pelo património edificado e nomeadamente monumentos, mostram à exaustão o caminho degradante e de destruição da sociedade francesa.

E ainda há umas tolas criaturas nas nossas televisões que mostram as trágicas imagens de destruição e titulam-nas como - manifestações de antifascistas.
Não se enxergam?

Isto que se vê pelas TV não tem nada a ver com antifascismo, é só violência gratuita e vandalismo extremo.