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terça-feira, 2 de junho de 2026

AI  QUE  TOMARAM  O  CASTELO

Vai por esse mundo fora e por cá certamente com certos indignados, um SURURU enorme porque tropas israelitas se apoderaram das ruínas imponentes do que outrora foi um muito importante e imponente castelo no Líbano. Líbano, basicamente a antiga Fenícia.

Por exemplo Macron quis logo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a coisa. É esta noite.

Creio que o castelo/ ruínas consta da lista de património mundial da UNESCO.

Que Israel deve ser condenado internacionalmente por várias coisas (basta ver as centenas de crianças a morrer à fome) não tenho a menor dúvida.

Mas porventura interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos a força de interposição estacionada no Líbano e que devia assegurar tranquilidade junto da fronteira com Israel ande  por lá sempre a dormitar e a permitir há anos e anos que os "proxy" do Irão (Hesbolath) disparem diária e continuamente centenas de misseís para dentro de Israel.

Interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos os "proxy" do Irão dentro do Líbano e já referidos e os dentro de Gaza (Hamas) andarem há anos e anos a desviar dinheiro internacional teoricamente destinado às vítimas na Cisjordânia e Gaza e utilizar esses meios a construir km e Km de túneis e outras infra-estruturas para atacar Israel.

Quando falo de Macron não esqueço os algozes na China Rússia e EUA nem os patéticos do Reino Unido.

A pergunto que me coloco: ficaram aborrecidos porque os israelitas  tomaram o castelo ou porque o Hesbolath terá perdido um dos seus pontos fortes para bombardear Israel?

O Ocidente cada vez mais trágico e patético e sempre ufano da sua auto-destruição.

AC

sexta-feira, 2 de maio de 2025

GUERRA, CRISE, ONU

Reproduzo algumas páginas do guia que pouco ou nada deve estar alterado. Guia da ONU para operações de apoio à paz.

Estou a abordar isto tendo em mente a guerra na Ucrânia, resultante da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

Este guia começa por referir a existência da ONU, e a sua missão prioritária: a paz!
Aqui estão definidos os "instrumentos flexíveis" da ONU para responder aos diferentes tipos de conflitos, a saber:
- Preventive diplomacy
- Peace-making
- Peace-keeping
- Peace-enforcement
- Peace-building

No guia estão definidos no capítulo 2 os tipos de operações (Peace-keeping operations) e aborda 4 áreas, "
- maintenance of cease-fires and separation of forces, 
- preventive deployment, 
- implementation of comprehensive settlements, 
- protection of humanitarian operations during continuing conflicts".

No capítulo 3, o guia identifica os princípios do "peace-keeping":
- legitimacy,
- continuous and active support of the security council,
- sustained commitment of troop-contributing countries,
- clear and achievable mandate,
- consent and cooperation,
- impartiality and objectivity,
- non-use of force,
- unity.

O capítulo 4 é dedicado a "Tasks and Techniques", o 5º dedicado a "Institucional arrangements".

Basta ler com atenção este livrinho e olhar para a realidade no terreno, para se poder atrevidamente concluir as "saídas" deste conflito!

Preventive diplomacy?
Separation of forces?
Support of the security council?

Ah . . . ah . . . ah . . . 

António Cabral (AC)

domingo, 6 de abril de 2025

ONU, a REALIDADE, a IMOBILIDADE, 
a INOPERÂNCIA, e JACTÂNCIAS Outras
O título vem a propósito da guerra na Ucrânia.
Na ONU, o mole vai discursando lamentos.
Sim, eu sei, que no Conselho de Segurança os movimentos são tolhidos, mas os discursos e lamentos podiam e deviam ser bem diferentes. Mas quem já nasceu pastoso . . . 

Macron e Starmer, mais do que em bicos de pés juraram ao mundo que vão colocar na Ucrânia uma força militar Europeia . . . . 
Ups . . . . Bom, passadas umas semanas de reuniões patéticas e conclusões não menos patéticas, e da maior parte dos países da UE se ter baldado a convocar soldadesca para ir para a Ucrânia (pois, é que a opinião publica de cada um . . . .as eleições . . . . ) a força parece que acabaria por ser à volta de franceses e britânicos. Se vier a ver a luz do dia. Estará a ser desenhada no papel.

Ora, eu que não percebo nada destas coisas faço aquilo que, creio, os sensatos, os que procuram se rigorosos, e pouco ou nada sabedores destas coisas faz, recorre às regras. Assim fiz.
Fui ler, recordar a lei internacional.

Estou a falar disto por causa da tragédia que continua na Ucrânia mas, sobretudo, agora que acabei de ler que, se percebi bem, dão notícia de que Zelensky está contente porque a coisa está muito avançada.

Bom, há um pequeno detalhe, a falta de memória de que me parece que Macron e Starmer padecem. 
Estarão eles esquecidos de que existe a inoperante ONU, estarão esquecidos de que existem a China, EUA e Rússia, e estarão esquecidos do que aconteceu à França e ao Reino Unido em 1956/ crise do Suez?

Para lá de outros pequenos detalhes, como os eventuais conluios entre os três grandes, ou pelo menos EUA-Rússia, o que é que a forçazinha que será certamente benzida por Brigitte Macron, tenciona fazer?

Os generaiszinhos franceses e britânicos não terão de perguntar aos patrões o que querem realmente fazer?
É que uma coisa é querer ir pela manutenção de paz (article 33); e paz ou cessar fogo não existem naquelas paragens. 

Outra coisa é querer impor a paz (chapter VII). 
Ora, mesmo não percebendo nada destas coisas, eu imagino que os franceses e os seus "irmãos" do outro lado do canal estarão ainda em piores lençóis se imaginam abalançar-se a ir para lá pela imposição da paz pela força deles.  Hum, . . . imagino uma certa embrulhada, e muitos sacos de plástico preto de volta a Londres e Paris.

Pequenos detalhes: os EUA forneceriam geo-localização?
Ou querem arriscar andar ceguinhos no terreno?
E que regras de empenhamento serão definidas para essas forças? 
Que missão concreta?
Autorizadas a atirar sobre russos? Hum . . . . 

Mas Zelensky parece estar eufórico!
Aguardemos. Tenham um bom Domingo
António Cabral (AC)

domingo, 24 de março de 2024

GUERRA no MÉDIO ORIENTE

Prossegue.

Rússia e China vetaram a resolução dos EUA para obter um cessar fogo imediato em Gaza.

Mas, mal que pergunte, os EUA terão ficado muito incomodados?

Aguardemos.

AC

quarta-feira, 19 de maio de 2021

MÉDIO ORIENTE.  ISRAEL.  PALESTINA

Como resolver esta questão, este horrível conflito, e morticínio?

Há inocentes de entre os diversos actores nesta tragédia?

Mortandade, crimes de guerra certamente, como  resolver?

De uma coisa estou convicto, nem do lado de Israel nem do lado palestiniano há inocentes. A sério, quem porfia pela paz?

Mas estou seguro de que, para lá de muita coisa que se pode e deve atirar à cara de todos os contendores sem excepção, há um aspecto que me parece irrecusável.

Creio não estar enganado, mas o HAMAS nunca reconheceu nem reconhece Israel, e este facto legitima aos olhos de Israel o que têm feito ao longo dos anos. Creio até que o Hamas continua a defender que Israel seja riscado do mapa. Assim, quase se pode dizer, melhor aliado é difícil de conseguir.

EUA, Irão, Rússia, Israel, Hamas, Síria, Líbano, etc, todos os seus dirigentes parece que continuam a dormir como meninos.

AC