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quinta-feira, 16 de julho de 2026

A  INDIGNAÇÃO  SUPER  SELECTIVA
Não é de agora, mas as indignações de várias criaturas crescem em super selectividade. Não é só mas então nas esquerdas (moderadas, ortodoxas, radicais).
Nem falo das flotilhas ou das criaturas usando o lenço aos quadradinhos pretos e brancos.

Em Moçambique, as últimas estimativas apontam para mais de 12 mil pessoas deslocadas pela violência em Cabo Delgado.
Não será de admirar que o número real seja o dobro ou o triplo. 

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na Nigéria há milhares de cristãos que ainda não foram trucidados apenas por acaso, não que não seja esse o objectivo final da "rapaziada" de inspiração Islâmica.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

Na China há uns desgraçados (minorias étnicas) que são esmigalhados pelos sequazes do Xi.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Irão as mulheres além da Burka e outras coisas têm sempre à sua  disposição o APEDREJAMENTO.

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No paraíso Erdogan os OCS locais estão cada vez mais apertados pelo ditador e sequazes. 
Lá, os Arménios e os Curdos vivem cada vez mais "felizes"!

Isso incomoda alguma coisa os portugueses eurodeputados e deputados na AR?
Ná, não está lá metido Israel na história, não interessa para nada. 

No Brasil, os Índios da Amazónia que sempre viveram felizes com o tratamento recebido dos sucessivos governos, estão cada vez melhor na vida, e desde que Lula foi para presidente nunca mais 1 metro quadrado que fosse de floresta Amazónica foi cortado, pelo que  os portugueses eurodeputados e deputados na AR vivem igualmente felizes e despreocupados.

E ETC.

E assim vamos!

Tenham uma boa 5ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 7 de julho de 2026

O  MUNDO  OCIDENTAL
Penitencia-se, pede desculpa, chicotadas nas costas . . . .

Já aqui falei da EURÁSIA.
É só olhar para o mapa.
O Zbigniew Brzezinski e outros falaram insistentemente nisso.

No mundo Ocidental, designadamente EUA, Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Polónia, actuam na política externa e nas relações internacionais sempre com a mentalidade dos anos 30 do século passado.

Ciente que quase nada percebo de quase tudo, reparo que no "festival" perdão, no funeral do Khamenei em Teerão estiveram representantes (claro) da Rússia e China e Índia.

E evidentemente que a Turquia também se fez representar tal como muitos outros da EURÁSIA. Só por acaso e cortesia!

EURÁSIA, EURÁSIA, EURÁSIA, nada importante!

AC

segunda-feira, 6 de julho de 2026

JÁ  EM  1998 . . . .


Já em 1998 se sabia o que andava a ser urdido n
o Médio Oriente 

O mundo Ocidental estava e esteve e ficou . . . . como de costume, chicotadas várias nas costas e pedidos de perdão múltiplos!

AC

segunda-feira, 15 de junho de 2026

MINISTRA  DA  ENERGIA  VÊ  COMO  BOA  NOTÍCIA  O ACORDO  EUA - IRÃO  PARA  BAIXAR  O  PREÇO  DOS COMBUSTÍVEIS.

Qual acordo? Qual PAZ ?

Mais uma tontice!

AC

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou neste domingo o novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, classificando-o como um “passo crucial” para o fim do conflito.

Que palavra se lhe deve aplicar ?
Pateta ?
Ignorante ?
Tolo ?
Imbecil ?
Ou mesmo parvalhão ?

Não é preciso ter mais do que o 4º ano de escolaridade para saber que não há paz nenhuma, que um acordo de paz é uma coisa, que um memorando é outra coisa, que paz de facto, real, é ainda outra coisa.

Não haverá nos moles serventuários na ONU ninguém que lhe chame à atenção para não proferir tantas alarvidades ?

AC

terça-feira, 2 de junho de 2026

AI  QUE  TOMARAM  O  CASTELO

Vai por esse mundo fora e por cá certamente com certos indignados, um SURURU enorme porque tropas israelitas se apoderaram das ruínas imponentes do que outrora foi um muito importante e imponente castelo no Líbano. Líbano, basicamente a antiga Fenícia.

Por exemplo Macron quis logo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a coisa. É esta noite.

Creio que o castelo/ ruínas consta da lista de património mundial da UNESCO.

Que Israel deve ser condenado internacionalmente por várias coisas (basta ver as centenas de crianças a morrer à fome) não tenho a menor dúvida.

Mas porventura interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos a força de interposição estacionada no Líbano e que devia assegurar tranquilidade junto da fronteira com Israel ande  por lá sempre a dormitar e a permitir há anos e anos que os "proxy" do Irão (Hesbolath) disparem diária e continuamente centenas de misseís para dentro de Israel.

Interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos os "proxy" do Irão dentro do Líbano e já referidos e os dentro de Gaza (Hamas) andarem há anos e anos a desviar dinheiro internacional teoricamente destinado às vítimas na Cisjordânia e Gaza e utilizar esses meios a construir km e Km de túneis e outras infra-estruturas para atacar Israel.

Quando falo de Macron não esqueço os algozes na China Rússia e EUA nem os patéticos do Reino Unido.

A pergunto que me coloco: ficaram aborrecidos porque os israelitas  tomaram o castelo ou porque o Hesbolath terá perdido um dos seus pontos fortes para bombardear Israel?

O Ocidente cada vez mais trágico e patético e sempre ufano da sua auto-destruição.

AC

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Trump garante que o Irão vai ter de entregar o urânio enriquecido aos EUA, apesar de Washington "não precisar"

AC

terça-feira, 12 de maio de 2026

A  PROPÓSITO . . . . .
DO QUE VAI LÁ POR FORA,
DE TRUMP, PUTIN, AIATOLAS, XI, BIBI. . . . 

Apetece-me republicar este postal
AC


SILÊNCIO
Não é estranho que, neste tempo tão trágico para a paz no mundo, a voz de gente como Obama, os Clinton, Al Gore, Biden ou Harris não se faça ouvir, denunciando este presidente que tanto os insulta, que está a envergonhar a imagem da América? Ou será que eles acham que não está?
(Francisco Seixas da Costa)

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.
Depois, concordo, discordo, e argumento se me apetecer.

Este pequeno texto deste jubilado embaixador segue aquele entendimento e discurso da esquerda caviar da enorme diferença entre democratas e republicanos americanos.

Não, não acho nada estranho silêncios nem outras coisas lá por aquelas bandas. Vindo de democratas ou republicanos.
E quanto ao troglodita de cabelo oxigenado não perco mais tempo.

Naturalmente, eu posso estar completamente enganado, mas a minha convicção DE SEMPRE, é que as diferenças são, de tom, demagogia, conveniência. Existem obviamente ténues diferenças de valores mas no essencial são praticamente da mesma massa.

Talvez devesse/ devessem olhar com rigor às eleições americanas depois de 1945, TODAS, e aí se percebe muitas coisa daquela sociedade, e dos cordelinhos por trás de tudo.

Talvez devessem reparar que o complexo industrial-militar americano não é dos republicanos, não é dos democratas, é de todas as elites americanas há décadas e décadas pós 1945.

Talvez devessem recordar uma das primeiras promessas do democrata  Obama, ídolo das esquerdas: encerrar rapidamente Guantanamo.
Ele, Obama, esteve lá dois mandatos. Não fechou Guantanamo.

Há um "cartoon" que circulou por aí que se calhar tem alguma razão, que talvez parcialmente explique muita coisa. 

Há sempre, lá na América do Norte e em muitos mais países quem passe a vida com grandiloquências e vacuidades - "pour epater les Bourgeois" - e depois mandam fazer certas coisas à socapa para manterem a auréola, ou esperam que outros mais tarde executem.

É sempre à Clinton - eu não tive sexo com essa mulher, ela apenas se ajoelhou à minha frente, só isso!

Mas, como sempre, admito estar a ver isto mal.

AC

sábado, 2 de maio de 2026

TRUMPICE . . . . . .  para (não) variar

Trump diz que não precisa de nada do Congresso pois a guerra acabou.

Devemos, RIR, ESBUGALHAR os OLHOS, CHORAR, tomar um DUCHE GELADO ?

Ou será que ficou assustado pois íamos mandar estes peças de artilharia ao Irão para compensar a passagem de aviões US pelas Lajes?

AC

quinta-feira, 30 de abril de 2026

 TRUMPICES,  OCIDENTALICES . . . . . 

O Ocidente tem dentro de si mesmo os germes da destruição.

O execrável Trump, todos os dias, muitas vezes mais de uma vez no próprio dia, vomita as coisas mais inarráveis e contraditórias.

Na sequência das acções militares por parte dos EUA, Trump vomitou  o cessar-fogo, prolongando as ténues tréguas por dias e dias. 
Prorrogou o prazo ao mesmo tempo que a cabeça oxigenada garantia sucessivas coisas e designadamente que o acordo estava quase, que o Irão estava ansioso pelo acordo, etc.

Uma coisa Trump logo mandou fazer e que prossegue, bloquear o estreito de Ormuz e muito concretamente a passagem de navios para portos do Irão.

Sendo um comum cidadão, sem quase informação alguma, e a anos luz da "competência" (???) do Komentariado (jornalixo, estrelas civis e militares) que passa nas TV e que praticamente não vejo, tenho sensações que passam por muito distintas desse Komentariado.

1º - Estou convencido que uma grande parte do que o Irão tinha quanto a defesa anti-aérea foi destruído.

2º China e Rússia tentaram e tentam abastecer urgentemente o Irão com esse tipo de material com vista a dificultar ao máximo que Israelitas e americanos se passeiem sossegadamente no espaço aéreo Iraniano.

3º Esse problema logístico só pode ser assegurado em quantidade apreciável por via marítima e creio que é isso que está na origem do actual bloqueio aos portos do Irão: içai entrar nada.

4º O reabastecimento por via aérea ou terrestre é detectável e as quantidades são muito inferiores ao transporte marítimo.

5º O Irão deve ter gasto muito dos seus mísseis e drenos.

6º Tenho muitas dúvidas que eles não tenham alguma capacidade de recompletar esses material. Acredito que têm.

7 º Os EUA e Israel devem igualmente ter gasto imenso material pelo que estes tréguas servem basicamente para tratar de restabelecer "munições"

8º Quer Israel quer EUA devem estar a fabricar a ritmo muito elevado  mísseis e etc.

9º Consequências quanto ao abastecimento de petróleo? Creio que não preocupa os EUA.

10º Esta prolongada pausa serve também para mais apurado trabalho de satélites.

Admito, como sempre, estar redondamente enganado. Aguardemos.
AC

domingo, 26 de abril de 2026

Neste artigo de opinião Clara Ferreira Alves aborda a guerra EUA/ Irão/ Israel e interroga-se quanto a várias questões e nomeadamente quanto ao designado Ocidente.
 

Creio pertinente esta ponderação de Clara Ferreira Alves, que vai muito para lá do que é o crápula e fdp conhecido por Trump.
AC

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Líbano, formalmente tem governo etc.

Na prática continua a parecer-me um Estado falhado, onde o Hesbolath manda, nas barbas do contingente da ONU que lá está "plantado" para, teoricamente, assegurar tranquilidade, mas o Hesbolath faz o que quer. Nem uma linha sobre o que o Irão e o Hesbolath lá fazem.
 

AC

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Eliminar o Irão é uma obsessão sionista e também a condição que falta cumprir para desenhar “um novo Médio Oriente”.

Esta é uma comum afirmação normalmente ligada às esquerdas.

Pessoalmente (mas admito poder estar a ver mal as coisas) creio que esta afirmação tem por trás uma boa parte de realidade.

Mas também continuo convicto de que a afirmação que coloco em baixo não tem menos realidade.

"Eliminar Israel é uma obsessão do Irão escudado na Rússia e na  China e também a condição que falta cumprir para desenhar “um novo Médio Oriente"

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

E  ENTÃO
Que o Irão não possa ter acesso a um programa de enriquecimento nuclear com a mínima hipótese de vir a ser convertido para finalidades militares é algo indiscutível. 
Já acho mais estranho que ninguém se interrogue sobre as 90 ogivas nucleares que Israel possui. 
Não são um perigo? (Francisco Seixas da Costa)

- Plenamente de acordo. Irão adquirir capacidade nuclear militar NÃO.

- Qualquer ogiva nuclear é um perigo para a humanidade.

- Tenho as maiores dúvidas que Israel tenha 90 ogivas; que tem ogivas nucleares há muito parece certo; agora dizer que são 90, ou SÓ 90, parece-me imprudente; pessoalmente admito que sejam bem mais e não devem estar escondidas num só local. 

- Este senhor embaixador jubilado e ex-secretário de Estado de governos socialistas podia ter acrescentado por exemplo, 
- que Bibi e os ortodoxos com maior influência em Israel não são gente/ flor que se cheire (é a minha opinião),
- que Israel (que eu saiba) não tem na sua estratégia /política externa/ planos militares ANIQUILAR o Irão, ou Iraque, ou Jordânia, ou Líbano, ou Síria, ou Iémen,
- que Israel está farto de ser continuamente bombardeado por exemplo pelo Hamas, pelo Hesbolath, ou Houtis "proxies" alimentados pelo Irão há décadas,
- contrariamente, o Irão tem como objectivo confessado riscar Israel do mapa, coisa que faz toda a diferença.

AC

domingo, 12 de abril de 2026

TAKE . . . . TAKES . . . . 

Creio não estar muito enganado que nestas coisas de filmes, filmagens para cinema há uma sucessão de TAKES . . . . vão-se filmando cenas que no final se juntam e dá filme.

Creio que é mais ou menos isto.

Estou a referir isto porque ontem e neste Domingo houve /há mais uma sucessão de TAKES  ou melhor, não é bem uma sucessão, é tudo em catadupa, quase não dá para acabar de ponderar com calma qual o significado real, concreto, do anteriormente dito para as TV.

Estamos assim numa sucessão rápida de TAKES . . . . ou melhor, Trump 1, Trump 2, Trump 3, Trump 4, Trump 5, Trump 6, Trump 7, Trump 8, Trump 9, Trump 10, Trump 11, Trump 12, Trump 13, Trump 14, Trump 15, . . . . Trump 295 . . . . . Trump 518, . . . . 

Enfim, onde é que vamos parar?

AC

terça-feira, 7 de abril de 2026

CRISE, VIOLÊNCIA, CONFLITO, GUERRA

Sou um ignorante destas coisas.
Mas lembrando-me de algumas explicações, alguns ensinamentos do meu melhor amigo militar (almirante, reformado) mas pensando pela minha cabeça e, repito, ignorante que sou nestas coisas, para mim o que se passa no Médio Oriente há muito que deixou de ser tensão, crise, violência armada, conflito, é claramente guerra aberta.
Há décadas que é guerra aberta. Então desde Fevereiro de 1979 sem espinhas.

A grande diferença desde salvo erro 28 de Fevereiro passado, é que os EUA entraram directamente nela (sempre lá estiveram, indirectamente e não só com apoio directo a Israel).
Na fase presente Israel entrou com quase toda a sua força.

Do outro lado temos o Irão que sempre tem estado em guerra com Israel (indirectamente, via HAMAS, Hesbolath, Hostis, e terrorismo).
Desde que começou a ser bombardeado em Fevereiro passado fez alastrar a guerra directamente a todos os países do golfo Pérsico.

E por via do Irão sempre têm estado em guerra com Israel a China mas sobretudo a Rússia. Rússia de onde saíram milhares e milhares de  judeus que há muitas décadas ajudaram a povoar o que hoje é Israel.

Onde irá isto parar isto é, que patamares se vão subir, que agressividade maior por aí virá?

Auguro o pior. Oxalá esteja enganado.
AC

domingo, 29 de março de 2026

IRÃO.  QUE PAÍS É ?
Não vou olhar aos aspectos tradicionais de análise como PIB, emprego, desemprego, cultura, economia, indústria, turismo, moeda, língua, clima, etc. etc.

Fico-me pela geografia, que mostra ser um país com imensas áreas montanhosas mais que propícias a esconder o que se quiser, e outras desérticas. 

Se não estou enganado, no tão falado estreito de Ormuz o lado iraniano é bastante alto. Olham do alto para quem passa. 
Além de um rosário de ilhas, duas ou três grandes e depois uma série de ilhotas, todas proporcionando vantagens militares.

Fico-me por etnias (pardos, medos, persas, azeris, curdos, etc.), o Irão-Pérsia tem milhares de anos e no tempo recente, concretamente 1946, foram brutalmente esmagadas revoltas de curdos e azeris com algum apoio soviético. 
Na República Islâmica actual devem ser centenas de milhares as pessoas mortas e enclausuradas nas prisões que já vinham do tempo do Xá.

Fico-me pela população que em 2003/ 2005 andaria por volta de 65 a 70 milhões e na actualidade é capaz de ter pelo menos 90 milhões. Crescimento demográfico galopante.

Fico-me pela tentativa de nacionalizações nos anos 50 do século passado em que agências americanas conseguirem o afastamento do então PM. Mistérioooooo!

Fico-me pelo regime, que mudou em 11 de Fevereiro de 1979. Instalou-se a República Islâmica do Irão. Que esteve em guerra 8 anos com o Iraque (do Sadam sunita), que a desencadeou.

Fico-me pela geopolítica, sendo certo que a política externa do Irão teve variados desenvolvimentos, desde fases de tentar boas relações com todo o mundo islâmico, golfo Pérsico e Eurásia, fases de maliciosamente tentar o enfraquecimentos de Estados na região, fases de política mais pragmática e realista com outras nem tanto, fases de aproximações e afastamentos com a União Soviética e depois Rússia e China.

Fico-me pela geopolítica, sendo certo que antes de 2001 o Irão estava basicamente rodeado de regimes sunitas. A partir desse ano parte dessa muralha sunita caiu.
É conhecido que o Irão /República Islâmica do Irão não reconhece a existência de Israel e quer um dia riscá-lo do mapa. 
Clarinho, borrifa-se para o facto de que a ONU reconhece a existência de Israel. Este por sua vez vai fazendo o que se sabe quanto à Palestina.

Fico-me essencialmente pelo nuclear. Ponto longo. 

* o Irão tem poder militar convencional muito relevante. Grande parte dos seus meios navais estarão presentemente destruídos, mas é bem provável que mantenha dezenas e dezenas de lanchas com capacidade de infligir grandes danos a navegação mercante e mesmo à naval/ militar.

* o programa nuclear do Irão iniciou-se na década de 70 do século XX, monarquia, com o Xá ainda no poder. 
Quando Khomeini assume o poder em Fevereiro de 1979 o programa é abandonado/ suspenso. 
Sairam do país muitos cientistas iranianos e muito técnicos alemães. Ficaram dois reactores nucleares inacabados.

* depois do fim da guerra com o Iraque o Irão reconsiderou o programa nuclear. E certamente considerou importante para a sua segurança dotar-se de armas químicas, radiológicas, biológicas e nucleares.

* desde 1988 o Irão tem aumentado o seu potencial militar. 
Do que se sabe o Irão virou-se muito para a União Soviética para os mais diferentes tipos de armamento.

* durante a administração americana Clinton houve algumas tentativas de normalização das relações norte-americanas-iranianas.

* do que se sabe, na década de 90 do século XX o apoio soviético e também chinês foi determinante no programa nuclear do Irão.

* o Irão montou há muitos anos uma estratégia indireta violenta contra Israel, municiando os Houtis, os Hamas e os Hezbollah.

* em 14 de Agosto de 2002 ficou-se a saber da existência de mais duas instalações nucleares, Natanz (enriquecimento de urânio) e Arak (produção de água pesada).

* Depois desta descoberta o Irão notificou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) do projecto nuclear em curso.

* em Dezembro de 2002 ficou confirmado por imagens satélites que o Irão trabalhava activamente para desenvolver capacidades nucleares militares.

* em 2003 o Irão confirmou a intenção de explorar as minas de Urânio na região de Savand.

* as subsequentes visitas / inspeções pela AIEA confirmaram um estado muito avançado do programa nuclear e foram-se confirmando violações várias do Irão quanto aos acordos firmados com a AIEA.

* entre 2000 e 2003 o Irão importou muito armamento da Rússia e China.

* terá começado sobretudo nessa data o empenho e incremento do desenvolvimento de mísseis balísticos de tipos diversos.

* em 2003 França, Alemanha e Reino Unido tentam manter um acordo com o Irão.

* aparentemente em 2003 o mundo Ocidental terá ficado meio convencido que o referido programa militar nuclear estaria ou iria ser interrompido.

* no Ocidente manteve-se em épocas diferentes incerteza quanto aos reais progressos Iranianos no seu programa nuclear.

* a partir de 2004 a estratégia do Irão foi claramente de não cooperação, quanto ao nuclear, mas sobretudo quanto a uma estratégia visando a derrota geopolítica dos EUA na região Médio Oriente/ Golfo Pérsico. 
Foi notório o inerente incremento de relações com a China e Rússia.

* em 13 de Março de 2005 as denúncias da AIEA quanto à falta de cooperação do Irão escalaram.
O Irão confirmou prosseguir o seu programa nuclear.

* ao longo de todo o século XXI tem sido evidente por parte do Irão um jogo diplomático de avanços e recuos numa clara tentativa de ganhar tempo. Como por exemplo quando de uma reunião em Londres em 16 de Janeiro de 2006.

* em Junho de 2006 o Irão confirmou ter alcançado níveis de enriquecimento de urânio na ordem de 5%.
Em Julho deste ano o Conselho de Segurança da ONU dá um novo e inequívoco apoio às inspeções da AIEA face às crescentes dificuldades sentidas nas idas ao Irão.

* O Irão nunca cedeu perante pelo menos duas resoluções da ONU sobre esta matéria.

* em 2007 um estudo americano dava a entender que face às pressões, às sanções e ameaças o Irão estaria eventualmente com intenção de  parar o projecto militar nuclear.

* a realidade dos anos seguintes mostrou ser séria a crescente ameaça nuclear Iraniana, nunca pararam, sendo certo que a vida da AIEA foi decisivamente e crescentemente dificultada. Passou a nada resultar.

A minha conclusão:
*  Quem quer desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos e industriais certamente que NÃO PRECISA de estabelecer infra-estruturas a 90 metros de profundidade. 

* Quem quer desenvolver capacidades militares nucleares e o mais depressa possível obter armas nucleares prontas e operacionais, PRECISA de ter muitas infra-estruturas para esse fim e muitas delas enterradas a 90 metros de profundidade.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 25 de março de 2026

ORMUZ

O Irão está a controlar a passagem da navegação pelo estreito de Ormuz. Deixa passar muito poucos navios e ameaça fechar o estreito de vez.

Se percebo o que por ali vai, o Irão já terá deixado passar alguns navios "amigos".

O meu melhor amigo militar que é um almirante reformado dizia-me esta tarde que gostava de perceber como as coisas se andarão a passar por lá.

Por uma razão simples, que tem a ver com questões jurídicas no âmbito do comércio internacional por via marítima.

Se tivermos em conta que, por exemplo, em 1960 apenas um terço da frota comercial originariamente grega navegava com bandeira do país.

Se, por exemplo em 1971, as bandeiras de conveniência (esta é uma das questões a ter em conta no presente) serviam de cobertura a quase 30 % do transporte marítimo de mercadorias.

No âmbito das "bandeiras de conveniência" cabe uma variedade de realidades diversificadas.

E o certo é que cada navio tem uma nacionalidade. 

Temos em cima da mesa a identidade do navio e a personalidade no plano jurídico. E existem critérios que definem - os navios têm a nacionalidade do Estado cuja bandeira estejam autorizados a arvorar.

Uma coisa é certa: a prova da nacionalidade de um navio é fornecida pelos papéis de bordo. E creio que a questão - para onde vais levar o petróleo - é determinante.

Deve ser engraçado de assistir. 

Além de que, escondidas em várias das muitas ilhotas que existem na zona do estreito devem estar muitas lanchas do Irão e vedetas rápidas com mísseis de médio alcance. Bons para danificar gravemente qualquer navio. O cretino do Trump parece ainda não ter percebido onde se meteu.

António Cabral (AC)

terça-feira, 10 de março de 2026

"O ataque israelo-americano contra o regime patrono do terrorismo mundial volta a mostrar que há grupos que só se movem pelo antissemitismo e o antiamericanismo. 
Por exemplo, a Venezuela está melhor do que estava, viu-se livre do sanguinário Maduro, mas discutem o direito internacional, em vez de louvarem a prisão de um narcoterrorista e reconhecerem a suavização do regime. 
Em Cuba, a população vive em ditadura comunista e com fome desde 1960, mas tentam fazer crer que os problemas resultam dos boicotes americanos. Os iluminados antiocidentais não aceitam (salvo quando se trata da Rússia ou da China) que o direito internacional integra direitos humanos, legitimando ações quando possível. 
Os pseudopacifistas proclamam que a adesão à NATO de países do Leste, bálticos e escandinavos foi fruto de uma política bélica do Ocidente. 
Ignoram que os países precisam de se proteger, tal como faz um cidadão ao contratar empresas de segurança. A expansão da NATO é um instrumento coletivo de defesa. 
Cresceu pela adesão de países neutros e antigos estados satélites da URSS. 
Por tudo isto, não se estranha que os chamados idiotas úteis se limitem a lançar apelos à contenção, em vez de saudar o ataque contra o regime teocrático que recentemente chacinou mais de 30 mil contestatários, sobretudo jovens. Isto para além de ter aproveitado o ataque de sábado para visar alvos civis e militares de países árabes muçulmanos e mesmo uma base inglesa em Chipre, um país da União Europeia. 
Os falsos moralistas só à boca pequena reconhecem que o Irão apoia e treina múltiplas organizações terroristas como o Hamas e o Hezbollah, colaborando em ações como o 7 de outubro. 
No entanto, têm sempre o cuidado de invocar justificações moralistas para tais atos. 
A crueldade abjeta de Teerão só compara com a do Afeganistão, um estado miserável e exportador de terror. 
Farto de ser alvo, o regime paquistanês (uma democracia formal dominada por militares autocratas) desencadeou uma guerra defensiva de fronteira contra os talibãs, esperando-se que a ganhe. Neste contexto internacional, reconheça-se que Trump é um intempestivo, cujo narcisismo resvala para limites perigosos. 
E é claro que esta ofensiva tem visões distintas em Telavive e Washington. Os israelitas querem reforçar a sua segurança, destruir o seu maior inimigo, mudando o regime. 
Já Trump pretende garantir a defesa do aliado judeu e aproveitar para controlar a rota do petróleo para a China
A mudança de regime não será para ele essencial, desde que consiga destruir grande parte do poder de fogo dos ayatollahs. Apesar de Trump, não se pense que os militares americanos e israelitas aceitariam iniciar futilmente um ataque com a dimensão que vemos. Qualquer democrata deseja que se criem condições para os iranianos se libertarem sem uma intervenção externa massiva, rejeitada pelas opiniões públicas ocidentais. 
O passado recente mostra que nada substitui o povo, pelo que é incerta a queda do regime de Teerão. Mas o facto é que ele está muito fragilizado, deixou de ter parte dos meios de apoio ao terrorismo, viu travada a sua aspiração nuclear e limitada a sua preponderância geopolítica. Muitas vezes temos de optar pelo menor dos males. E preparar-nos para repetir o ataque dentro de uns tempos, se o regime renascer".

(jornalista Oliveira e Silva) (sublinhados da minha responsabilidade)

Bom dia
Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte

António Cabral (AC)

sábado, 7 de março de 2026

Em entrevista à Euronews, Majid Tafreshi critica "dois pesos e duas medidas" sobre uso da base das Lajes pelos EUA, mas afasta qualquer ação retaliatória contra Portugal. (obrigadinho pá!)
Diz que Europa sai mais fraca deste confronto e lembra a Trump que apoio a milícias armadas nunca deu "resultados sustentáveis".

Esta criatura lembra uma coisa importante.
Lembra o apoio que ao longo de décadas (séculos ?) alguns países deram a certos grupos / milícias / terroristas.

Trump e quase todos os seus antecessores assumiram apoios desprezíveis (opinião pessoal naturalmente).

Mas tenho quase a certeza que para esta criatura apenas é condenável (e é) o apoio lamentável que os EUA a Rússia e a China foram dando (dão) a certa gentalha.

O que o Irão vem fazendo designadamente desde 1979, ou o que outros na região fizeram sobretudo a partir de 1945, isso já é louvável e de manter.

Enfim, como desfaçatez, como descarada ausência de tudo é um eloquente exemplo.

E faz-me recordar o que atribuíam a Churchill: "a fanatic is one who can't change his mind and won't change the subject"

Bom dia. Tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte

AC