ORMUZ
O Irão está a controlar a passagem da navegação pelo estreito de Ormuz. Deixa passar muito poucos navios e ameaça fechar o estreito de vez.
Se percebo o que por ali vai, o Irão já terá deixado passar alguns navios "amigos".
O meu melhor amigo militar que é um almirante reformado dizia-me esta tarde que gostava de perceber como as coisas se andarão a passar por lá.
Por uma razão simples, que tem a ver com questões jurídicas no âmbito do comércio internacional por via marítima.
Se tivermos em conta que, por exemplo, em 1960 apenas um terço da frota comercial originariamente grega navegava com bandeira do país.
Se, por exemplo em 1971, as bandeiras de conveniência (esta é uma das questões a ter em conta no presente) serviam de cobertura a quase 30 % do transporte marítimo de mercadorias.
No âmbito das "bandeiras de conveniência" cabe uma variedade de realidades diversificadas.
E o certo é que cada navio tem uma nacionalidade.
Temos em cima da mesa a identidade do navio e a personalidade no plano jurídico. E existem critérios que definem - os navios têm a nacionalidade do Estado cuja bandeira estejam autorizados a arvorar.
Uma coisa é certa: a prova da nacionalidade de um navio é fornecida pelos papéis de bordo. E creio que a questão - para onde vais levar o petróleo - é determinante.
Deve ser engraçado de assistir.
Além de que, escondidas em várias das muitas ilhotas que existem na zona do estreito devem estar muitas lanchas do Irão e vedetas rápidas com mísseis de médio alcance. Bons para danificar gravemente qualquer navio. O cretino do Trump parece ainda não ter percebido onde se meteu.
António Cabral (AC)

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