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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Macron "pronto" para tomar medidas para abrir Estreito de Ormuz
Emmanuel Macron está “pronto para salvaguardar certas capacidades, de modo a tornar o trânsito possível” no Estreito de Ormuz, afirmou esta terça-feira à ABC News. O Presidente de França reforçou não querer “participar num confronto com qualquer país”, mas destaca esta prioridade entre críticas dirigidas a Donald Trump, momentos após um encontro com o seu homólogo norte-americano
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Ganda Macron, é assim mesmo!
E não esqueças o Mar Vermelho, o Bab-El.Mandeb, golfo de Aden!
AC

quinta-feira, 30 de abril de 2026

 TRUMPICES,  OCIDENTALICES . . . . . 

O Ocidente tem dentro de si mesmo os germes da destruição.

O execrável Trump, todos os dias, muitas vezes mais de uma vez no próprio dia, vomita as coisas mais inarráveis e contraditórias.

Na sequência das acções militares por parte dos EUA, Trump vomitou  o cessar-fogo, prolongando as ténues tréguas por dias e dias. 
Prorrogou o prazo ao mesmo tempo que a cabeça oxigenada garantia sucessivas coisas e designadamente que o acordo estava quase, que o Irão estava ansioso pelo acordo, etc.

Uma coisa Trump logo mandou fazer e que prossegue, bloquear o estreito de Ormuz e muito concretamente a passagem de navios para portos do Irão.

Sendo um comum cidadão, sem quase informação alguma, e a anos luz da "competência" (???) do Komentariado (jornalixo, estrelas civis e militares) que passa nas TV e que praticamente não vejo, tenho sensações que passam por muito distintas desse Komentariado.

1º - Estou convencido que uma grande parte do que o Irão tinha quanto a defesa anti-aérea foi destruído.

2º China e Rússia tentaram e tentam abastecer urgentemente o Irão com esse tipo de material com vista a dificultar ao máximo que Israelitas e americanos se passeiem sossegadamente no espaço aéreo Iraniano.

3º Esse problema logístico só pode ser assegurado em quantidade apreciável por via marítima e creio que é isso que está na origem do actual bloqueio aos portos do Irão: içai entrar nada.

4º O reabastecimento por via aérea ou terrestre é detectável e as quantidades são muito inferiores ao transporte marítimo.

5º O Irão deve ter gasto muito dos seus mísseis e drenos.

6º Tenho muitas dúvidas que eles não tenham alguma capacidade de recompletar esses material. Acredito que têm.

7 º Os EUA e Israel devem igualmente ter gasto imenso material pelo que estes tréguas servem basicamente para tratar de restabelecer "munições"

8º Quer Israel quer EUA devem estar a fabricar a ritmo muito elevado  mísseis e etc.

9º Consequências quanto ao abastecimento de petróleo? Creio que não preocupa os EUA.

10º Esta prolongada pausa serve também para mais apurado trabalho de satélites.

Admito, como sempre, estar redondamente enganado. Aguardemos.
AC

domingo, 12 de abril de 2026

TAKE . . . . TAKES . . . . 

Creio não estar muito enganado que nestas coisas de filmes, filmagens para cinema há uma sucessão de TAKES . . . . vão-se filmando cenas que no final se juntam e dá filme.

Creio que é mais ou menos isto.

Estou a referir isto porque ontem e neste Domingo houve /há mais uma sucessão de TAKES  ou melhor, não é bem uma sucessão, é tudo em catadupa, quase não dá para acabar de ponderar com calma qual o significado real, concreto, do anteriormente dito para as TV.

Estamos assim numa sucessão rápida de TAKES . . . . ou melhor, Trump 1, Trump 2, Trump 3, Trump 4, Trump 5, Trump 6, Trump 7, Trump 8, Trump 9, Trump 10, Trump 11, Trump 12, Trump 13, Trump 14, Trump 15, . . . . Trump 295 . . . . . Trump 518, . . . . 

Enfim, onde é que vamos parar?

AC

quinta-feira, 26 de março de 2026

 ESTREITO  de  ORMUZ  e  OMÃ

Nestas fotografias da National Geographic do estreito de Ormuz, podem ver-se bem os fortes que nesta página 372 de um número antigo da revista National Geographic se recorda um trecho do nosso passado.
AC

quarta-feira, 25 de março de 2026

ORMUZ

O Irão está a controlar a passagem da navegação pelo estreito de Ormuz. Deixa passar muito poucos navios e ameaça fechar o estreito de vez.

Se percebo o que por ali vai, o Irão já terá deixado passar alguns navios "amigos".

O meu melhor amigo militar que é um almirante reformado dizia-me esta tarde que gostava de perceber como as coisas se andarão a passar por lá.

Por uma razão simples, que tem a ver com questões jurídicas no âmbito do comércio internacional por via marítima.

Se tivermos em conta que, por exemplo, em 1960 apenas um terço da frota comercial originariamente grega navegava com bandeira do país.

Se, por exemplo em 1971, as bandeiras de conveniência (esta é uma das questões a ter em conta no presente) serviam de cobertura a quase 30 % do transporte marítimo de mercadorias.

No âmbito das "bandeiras de conveniência" cabe uma variedade de realidades diversificadas.

E o certo é que cada navio tem uma nacionalidade. 

Temos em cima da mesa a identidade do navio e a personalidade no plano jurídico. E existem critérios que definem - os navios têm a nacionalidade do Estado cuja bandeira estejam autorizados a arvorar.

Uma coisa é certa: a prova da nacionalidade de um navio é fornecida pelos papéis de bordo. E creio que a questão - para onde vais levar o petróleo - é determinante.

Deve ser engraçado de assistir. 

Além de que, escondidas em várias das muitas ilhotas que existem na zona do estreito devem estar muitas lanchas do Irão e vedetas rápidas com mísseis de médio alcance. Bons para danificar gravemente qualquer navio. O cretino do Trump parece ainda não ter percebido onde se meteu.

António Cabral (AC)

terça-feira, 17 de março de 2026

ORMUZ 

Publico como recebi.
AC

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Texto da lavra de um português que prefere ficar incógnito.

E aqui se recorda um curioso e oportuno
Apontamento Histórico...

Em 2026 o mundo parou devido ao controlo de algo que Portugal controlou por mais de 100 anos.
O Estreito de Ormuz foi de Portugal desde 1515 a 1622.
O domínio sobre esta passagem foi um dos pilares da estratégia de Afonso de Albuquerque para estabelecer o Império Português no Oriente.

1. A Conquista (1507 e 1515)
Afonso de Albuquerque compreendeu que, para controlar o comércio de especiarias no Oceano Índico, era necessário dominar três pontos-chave: Áden, Malaca e Ormuz. Primeira tentativa (1507): Albuquerque atacou a Ilha de Ormuz e começou a construção do Forte de Nossa Senhora da Vitória. No entanto, devido a uma revolta dos seus próprios capitães, teve de abandonar a posição temporariamente. Consolidação (1515): Albuquerque regressou com uma força maior e consolidou o domínio português, transformando o Reino de Ormuz num estado vassalo da Coroa Portuguesa.

2. O Papel do Forte de Ormuz
Os portugueses construíram o imponente Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz. A partir dali, controlavam quem entrava e saía do Golfo Pérsico:
* Sistema de Cartazes: Qualquer navio que quisesse navegar na região precisava de uma licença paga aos portugueses (o cartaz).
* Alfândega: Ormuz tornou-se uma das fontes de rendimento mais lucrativas para o império, devido às taxas alfandegárias cobradas sobre cavalos, seda e especiarias.

3. A Perda do Controlo (1622)
O domínio português durou cerca de 107 anos, mas terminou devido à ascensão de novas potências e alianças locais:
* Aliança Anglo-Persa: O xá persa Abbas I desejava expulsar os portugueses, mas não tinha frota. Ele aliou-se à Companhia Inglesa das Índias Orientais, que forneceu o apoio naval necessário.
* A Queda: Após um cerco intenso em 1622, a guarnição portuguesa rendeu-se. A cidade de Ormuz foi praticamente destruída e o centro de comércio foi transferido para o continente (Bandar Abbas).

* Curiosidade: Ainda hoje é possível visitar as ruínas da fortaleza portuguesa na ilha de Ormuz (atual Irão), onde as paredes de pedra avermelhada e as cisternas de água permanecem como testemunhos dessa época.

sexta-feira, 6 de março de 2026

ESTREITO de ORMUZ.  COMO SE FECHA?
Nesta primeira fotografia podem visualizar-se alguns dos portos do Irão. Um deles (no extremo direito da fotografia) bem perto da fronteira com o Paquistão, já bastante longe do estreito de Ormuz.

A fotografia em baixo, mostra melhor o estreito de Ormuz.
Nesta fotografia um pouco mais ampliada, podem observar-se algumas das bases navais do Irão. Nelas e na outra perto do Paquistão estaria a maioria da frota naval do Irão, sendo quase certo que a maioria dos navios poderiam ser classificados como decrépitos. A amizade com a Rússia e a China não foi suficiente para o Irão ter uma marinha de guerra forte e moderna.

A amizade desses países parece que também não foi suficiente para o Irão estar dotado de uma poderosa e moderna força aérea.
Não é só agora, já se tinha verificado na operação americana-israelita anterior, que basicamente a aviação destes países se passeia pelo céus do Irão.

O que parece indiscutível é que o Irão construiu ao longo de décadas uma poderosa força de mísseis, de diferentes tipos e alcances.
Obviamente para tratar de agricultura!

O que me parece evidente é que o Irão deve ter uma estrutura de túneis subterrâneos onde abriga os mísseis e os seus transportadores/ lançadores móveis. E milhares de drones.

O que para mim é indiscutível é que um país que trata de criar instalações de enriquecimento de urânio a 90 ou mais metros de profundidade não o faz para desenvolver/ enriquecer APENAS material radioactivo para emprego pacífico e industrial.

Mas voltando à questão do estreito de Ormuz as notícias que se conhecem no final desta 5ª Feira 5 de Março do corrente é que a marinha de guerra do Irão estará praticamente toda aniquilada. 
Do lado dos EUA dizem que foi dizimada. Acredito perfeitamente que seja a realidade.
Nem submarinos nem navios de superfície.

Do que é noticiado, os vários comandos (edifícios etc.) da marinha de guerra Iraniana nos diferentes portos estarão já completamente destruídos. Ou a caminho disso.
Tanto quanto parece, uma parte da capacidade Iraniana para lançar mísseis estaria também na sua marinha de guerra.

Mas, correndo o risco (até porque não percebo nada destas coisas, penso só pela minha cabeça) de poder estar enganado, creio que o Irão ainda deve ter uma capacidade muito relevante de mísseis de diferentes tipos e alcances para serem lançados por transportadores móveis terrestres.
O Irão é muito grande. Deve haver muita coisa dispersa pelo país.

Parece-me evidente que muitos dos mísseis do Irão, os de menor alcance seriam óptimos para afundar todo e qualquer petroleiro que tente sair pelo estreito de Ormuz. Que é mesmo estreito.

Parece-me igualmente evidente, que Israel e os EUA conheceriam muitas das localizações de material diverso perto das bases navais e dos portos e provavelmente também muita localização de entradas para os muitos bunkers que o Irão deve ter onde armazena centenas ou milhares de mísseis e milhares de drones.

Parece-me igualmente evidente que EUA e Israel sabem perfeitamente a localização dos bunkers a 90 metros de profundidade onde o Irão trata do nuclear tal como todas as instalações energéticas, de radares, de fábricas, de pistas de aviação, de bases aéreas por mais decrépitos que sejam os aviões existentes, etc.

A destruição da marinha e tudo o que haja nas bases navais tem certamente como grande objectivo eliminar ameaças ao estreito de Ormuz. Por aqui passam/ passavam cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e uma parte muito importante do  gás natural liquefeito. 

Aqui chegado a situação é a seguinte: o Irão informou toda a gente de que o estreito de Ormuz está fechado. Só deixa passar quem o Irão autorizar.

Aqui chegado um cidadão comum, como eu, pergunta por exemplo, bom, mas se eles têm a marinha de guerra destruída, como fecham Ormuz?
Se o Irão já terá poucos ou nenhuns mísseis para travar os petroleiros que passassem em Ormuz, como fecham Ormuz?

Eu que não percebo nada destas coisas, mas acredito que o Irão tem centenas de doidos dispostos a morrer pelos aiatolás.

Assim, por mais afundado que esteja tudo ou muito do que flutuava nas bases navais e portos, de certeza que devem ter escondidas e prontas um sem número de lanchas rápidas armadas para atacar navios.

De onde partiriam? Da ilha grande que se vé no mapa e de inúmeros ilhéus que por aquelas bandas existem.
Isto para não falar em minas marítimas que de certeza o Irão tem, por mais antigas que sejam e provavelmente serão. Será que as usarão?

Dizia um conhecido futebolista que o prognóstico só no fim do jogo.
Isto dito, a minha convicção é a seguinte:
- por enquanto a passagem por Ormuz vai continuar paralisada para tudo o que não seja navio para a Rússia e para a China,
- não deverá tardar a constituição de armada poderosa Ocidental incluindo navios para dragagem e caça de minas marítimas, com destino a Ormuz e ao Golfo Pérsico,
- o martelar de bombas vai continuar por todo o país até terem a certeza de que o Irão ficará sem qualquer hipótese de reacção militar.

Aguardemos.

António Cabral (AC)