Nesta primeira fotografia podem visualizar-se alguns dos portos do Irão. Um deles (no extremo direito da fotografia) bem perto da fronteira com o Paquistão, já bastante longe do estreito de Ormuz.

A fotografia em baixo, mostra melhor o estreito de Ormuz.

A fotografia em baixo, mostra melhor o estreito de Ormuz.
Nesta fotografia um pouco mais ampliada, podem observar-se algumas das bases navais do Irão. Nelas e na outra perto do Paquistão estaria a maioria da frota naval do Irão, sendo quase certo que a maioria dos navios poderiam ser classificados como decrépitos. A amizade com a Rússia e a China não foi suficiente para o Irão ter uma marinha de guerra forte e moderna.
A amizade desses países parece que também não foi suficiente para o Irão estar dotado de uma poderosa e moderna força aérea.
Não é só agora, já se tinha verificado na operação americana-israelita anterior, que basicamente a aviação destes países se passeia pelo céus do Irão.
O que parece indiscutível é que o Irão construiu ao longo de décadas uma poderosa força de mísseis, de diferentes tipos e alcances.
Obviamente para tratar de agricultura!
O que me parece evidente é que o Irão deve ter uma estrutura de túneis subterrâneos onde abriga os mísseis e os seus transportadores/ lançadores móveis. E milhares de drones.
O que para mim é indiscutível é que um país que trata de criar instalações de enriquecimento de urânio a 90 ou mais metros de profundidade não o faz para desenvolver/ enriquecer APENAS material radioactivo para emprego pacífico e industrial.
Mas voltando à questão do estreito de Ormuz as notícias que se conhecem no final desta 5ª Feira 5 de Março do corrente é que a marinha de guerra do Irão estará praticamente toda aniquilada.
Do lado dos EUA dizem que foi dizimada. Acredito perfeitamente que seja a realidade.
Nem submarinos nem navios de superfície.
Do que é noticiado, os vários comandos (edifícios etc.) da marinha de guerra Iraniana nos diferentes portos estarão já completamente destruídos. Ou a caminho disso.
Tanto quanto parece, uma parte da capacidade Iraniana para lançar mísseis estaria também na sua marinha de guerra.
Mas, correndo o risco (até porque não percebo nada destas coisas, penso só pela minha cabeça) de poder estar enganado, creio que o Irão ainda deve ter uma capacidade muito relevante de mísseis de diferentes tipos e alcances para serem lançados por transportadores móveis terrestres.
O Irão é muito grande. Deve haver muita coisa dispersa pelo país.
Parece-me evidente que muitos dos mísseis do Irão, os de menor alcance seriam óptimos para afundar todo e qualquer petroleiro que tente sair pelo estreito de Ormuz. Que é mesmo estreito.
Parece-me igualmente evidente, que Israel e os EUA conheceriam muitas das localizações de material diverso perto das bases navais e dos portos e provavelmente também muita localização de entradas para os muitos bunkers que o Irão deve ter onde armazena centenas ou milhares de mísseis e milhares de drones.
Parece-me igualmente evidente que EUA e Israel sabem perfeitamente a localização dos bunkers a 90 metros de profundidade onde o Irão trata do nuclear tal como todas as instalações energéticas, de radares, de fábricas, de pistas de aviação, de bases aéreas por mais decrépitos que sejam os aviões existentes, etc.
A destruição da marinha e tudo o que haja nas bases navais tem certamente como grande objectivo eliminar ameaças ao estreito de Ormuz. Por aqui passam/ passavam cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e uma parte muito importante do gás natural liquefeito.
Aqui chegado a situação é a seguinte: o Irão informou toda a gente de que o estreito de Ormuz está fechado. Só deixa passar quem o Irão autorizar.
Aqui chegado um cidadão comum, como eu, pergunta por exemplo, bom, mas se eles têm a marinha de guerra destruída, como fecham Ormuz?
Se o Irão já terá poucos ou nenhuns mísseis para travar os petroleiros que passassem em Ormuz, como fecham Ormuz?
Eu que não percebo nada destas coisas, mas acredito que o Irão tem centenas de doidos dispostos a morrer pelos aiatolás.
Assim, por mais afundado que esteja tudo ou muito do que flutuava nas bases navais e portos, de certeza que devem ter escondidas e prontas um sem número de lanchas rápidas armadas para atacar navios.
De onde partiriam? Da ilha grande que se vé no mapa e de inúmeros ilhéus que por aquelas bandas existem.
Isto para não falar em minas marítimas que de certeza o Irão tem, por mais antigas que sejam e provavelmente serão. Será que as usarão?
Dizia um conhecido futebolista que o prognóstico só no fim do jogo.
Isto dito, a minha convicção é a seguinte:
- por enquanto a passagem por Ormuz vai continuar paralisada para tudo o que não seja navio para a Rússia e para a China,
- não deverá tardar a constituição de armada poderosa Ocidental incluindo navios para dragagem e caça de minas marítimas, com destino a Ormuz e ao Golfo Pérsico,
- o martelar de bombas vai continuar por todo o país até terem a certeza de que o Irão ficará sem qualquer hipótese de reacção militar.
Aguardemos.
António Cabral (AC)

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