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terça-feira, 14 de julho de 2026

DEPUTADOS,  o COSTUME 
Deputados, os colocados na Europa e por cá 

Li num dos jornais online afectos às esquerdas que deputados Europeus tendo à cabeça um conhecido deputado do PCP reclamam acções para proteger crianças palestinianas. 

Reclamam acções eficazes e consistentes para proteger as crianças palestinianas e o povo palestiniano face à brutal violência de Israel.
Reclamam das instituições europeias a adopção de medidas urgentes e eficazes que contribuam para pôr fim à agressão israelita contra o povo palestiniano.

Pela minha parte não tenho dúvidas que em várias situações as forças armadas de Israel actuarão à margem de tudo.

É interessante verificar a (legítima e fundada) preocupação para com as crianças palestinianas.
Ainda mais interessante verificar ao mesmo tempo a preocupação para com as crianças israelitas mortas e feridas há décadas sob os projécteis do Hamas e do Hesbolath.
Um NÃO FACTO. 
Como dizia o Sócrates quando era PM - isso não interessa para nada!
Não devem ser crianças, se calhar vermes desprezíveis.

Como de costume para a esquerdalhada a selectividade é um dos seus  dogmas.

E já agora mais uns exemplos da coerência dessa gente.

Para a esquerdalhada portuguesa e europeia e outros, as mortes e violências no Norte de Moçambique e na Nigéria onde nas duas zonas prosseguem as operações terroristas de inspiração islâmica, aí as mulheres e as crianças devem ser coisas certamente desprezíveis, pois não parecem merecer o olhar das esquerdas, a mesma indignação desses democratas. 

O que são essas "coisas" nessas partes de África comparado com os palestinianos?
VERMES certamente!

E assim continuamos.

AC 

sábado, 27 de junho de 2026

27  JUNHO  

Neste dia mas em 1976, terroristas desviaram para Entebbe, no Uganda, um avião da Air France. 
Grande parte dos passageiros eram israelitas.
Israel montou uma operação militar e foi ao Uganda resgatar os reféns/ prisioneiros. 
Se a memória não me falha tiveram uma baixa mortal.
"Reinava" no Uganda um troglodita (que creio era cabo ou pouco mais) chamado Idi Amin.
AC

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou neste domingo o novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, classificando-o como um “passo crucial” para o fim do conflito.

Que palavra se lhe deve aplicar ?
Pateta ?
Ignorante ?
Tolo ?
Imbecil ?
Ou mesmo parvalhão ?

Não é preciso ter mais do que o 4º ano de escolaridade para saber que não há paz nenhuma, que um acordo de paz é uma coisa, que um memorando é outra coisa, que paz de facto, real, é ainda outra coisa.

Não haverá nos moles serventuários na ONU ninguém que lhe chame à atenção para não proferir tantas alarvidades ?

AC

terça-feira, 2 de junho de 2026

AI  QUE  TOMARAM  O  CASTELO

Vai por esse mundo fora e por cá certamente com certos indignados, um SURURU enorme porque tropas israelitas se apoderaram das ruínas imponentes do que outrora foi um muito importante e imponente castelo no Líbano. Líbano, basicamente a antiga Fenícia.

Por exemplo Macron quis logo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a coisa. É esta noite.

Creio que o castelo/ ruínas consta da lista de património mundial da UNESCO.

Que Israel deve ser condenado internacionalmente por várias coisas (basta ver as centenas de crianças a morrer à fome) não tenho a menor dúvida.

Mas porventura interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos a força de interposição estacionada no Líbano e que devia assegurar tranquilidade junto da fronteira com Israel ande  por lá sempre a dormitar e a permitir há anos e anos que os "proxy" do Irão (Hesbolath) disparem diária e continuamente centenas de misseís para dentro de Israel.

Interessante, se calhar para mim apenas, é que não me lembro (eu sei que sou distraído) de qualquer revolta de Macron pelo facto de há vários anos os "proxy" do Irão dentro do Líbano e já referidos e os dentro de Gaza (Hamas) andarem há anos e anos a desviar dinheiro internacional teoricamente destinado às vítimas na Cisjordânia e Gaza e utilizar esses meios a construir km e Km de túneis e outras infra-estruturas para atacar Israel.

Quando falo de Macron não esqueço os algozes na China Rússia e EUA nem os patéticos do Reino Unido.

A pergunto que me coloco: ficaram aborrecidos porque os israelitas  tomaram o castelo ou porque o Hesbolath terá perdido um dos seus pontos fortes para bombardear Israel?

O Ocidente cada vez mais trágico e patético e sempre ufano da sua auto-destruição.

AC

quinta-feira, 30 de abril de 2026

 TRUMPICES,  OCIDENTALICES . . . . . 

O Ocidente tem dentro de si mesmo os germes da destruição.

O execrável Trump, todos os dias, muitas vezes mais de uma vez no próprio dia, vomita as coisas mais inarráveis e contraditórias.

Na sequência das acções militares por parte dos EUA, Trump vomitou  o cessar-fogo, prolongando as ténues tréguas por dias e dias. 
Prorrogou o prazo ao mesmo tempo que a cabeça oxigenada garantia sucessivas coisas e designadamente que o acordo estava quase, que o Irão estava ansioso pelo acordo, etc.

Uma coisa Trump logo mandou fazer e que prossegue, bloquear o estreito de Ormuz e muito concretamente a passagem de navios para portos do Irão.

Sendo um comum cidadão, sem quase informação alguma, e a anos luz da "competência" (???) do Komentariado (jornalixo, estrelas civis e militares) que passa nas TV e que praticamente não vejo, tenho sensações que passam por muito distintas desse Komentariado.

1º - Estou convencido que uma grande parte do que o Irão tinha quanto a defesa anti-aérea foi destruído.

2º China e Rússia tentaram e tentam abastecer urgentemente o Irão com esse tipo de material com vista a dificultar ao máximo que Israelitas e americanos se passeiem sossegadamente no espaço aéreo Iraniano.

3º Esse problema logístico só pode ser assegurado em quantidade apreciável por via marítima e creio que é isso que está na origem do actual bloqueio aos portos do Irão: içai entrar nada.

4º O reabastecimento por via aérea ou terrestre é detectável e as quantidades são muito inferiores ao transporte marítimo.

5º O Irão deve ter gasto muito dos seus mísseis e drenos.

6º Tenho muitas dúvidas que eles não tenham alguma capacidade de recompletar esses material. Acredito que têm.

7 º Os EUA e Israel devem igualmente ter gasto imenso material pelo que estes tréguas servem basicamente para tratar de restabelecer "munições"

8º Quer Israel quer EUA devem estar a fabricar a ritmo muito elevado  mísseis e etc.

9º Consequências quanto ao abastecimento de petróleo? Creio que não preocupa os EUA.

10º Esta prolongada pausa serve também para mais apurado trabalho de satélites.

Admito, como sempre, estar redondamente enganado. Aguardemos.
AC

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Republico

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como um pouco mais de três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam comprando cada vez mais terras.

Em 1914 iniciou-se a I GG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.

De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.

Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército de árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós I GG. 

Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Líbano, formalmente tem governo etc.

Na prática continua a parecer-me um Estado falhado, onde o Hesbolath manda, nas barbas do contingente da ONU que lá está "plantado" para, teoricamente, assegurar tranquilidade, mas o Hesbolath faz o que quer. Nem uma linha sobre o que o Irão e o Hesbolath lá fazem.
 

AC

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Eliminar o Irão é uma obsessão sionista e também a condição que falta cumprir para desenhar “um novo Médio Oriente”.

Esta é uma comum afirmação normalmente ligada às esquerdas.

Pessoalmente (mas admito poder estar a ver mal as coisas) creio que esta afirmação tem por trás uma boa parte de realidade.

Mas também continuo convicto de que a afirmação que coloco em baixo não tem menos realidade.

"Eliminar Israel é uma obsessão do Irão escudado na Rússia e na  China e também a condição que falta cumprir para desenhar “um novo Médio Oriente"

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

E  ENTÃO
Que o Irão não possa ter acesso a um programa de enriquecimento nuclear com a mínima hipótese de vir a ser convertido para finalidades militares é algo indiscutível. 
Já acho mais estranho que ninguém se interrogue sobre as 90 ogivas nucleares que Israel possui. 
Não são um perigo? (Francisco Seixas da Costa)

- Plenamente de acordo. Irão adquirir capacidade nuclear militar NÃO.

- Qualquer ogiva nuclear é um perigo para a humanidade.

- Tenho as maiores dúvidas que Israel tenha 90 ogivas; que tem ogivas nucleares há muito parece certo; agora dizer que são 90, ou SÓ 90, parece-me imprudente; pessoalmente admito que sejam bem mais e não devem estar escondidas num só local. 

- Este senhor embaixador jubilado e ex-secretário de Estado de governos socialistas podia ter acrescentado por exemplo, 
- que Bibi e os ortodoxos com maior influência em Israel não são gente/ flor que se cheire (é a minha opinião),
- que Israel (que eu saiba) não tem na sua estratégia /política externa/ planos militares ANIQUILAR o Irão, ou Iraque, ou Jordânia, ou Líbano, ou Síria, ou Iémen,
- que Israel está farto de ser continuamente bombardeado por exemplo pelo Hamas, pelo Hesbolath, ou Houtis "proxies" alimentados pelo Irão há décadas,
- contrariamente, o Irão tem como objectivo confessado riscar Israel do mapa, coisa que faz toda a diferença.

AC

domingo, 12 de abril de 2026

TAKE . . . . TAKES . . . . 

Creio não estar muito enganado que nestas coisas de filmes, filmagens para cinema há uma sucessão de TAKES . . . . vão-se filmando cenas que no final se juntam e dá filme.

Creio que é mais ou menos isto.

Estou a referir isto porque ontem e neste Domingo houve /há mais uma sucessão de TAKES  ou melhor, não é bem uma sucessão, é tudo em catadupa, quase não dá para acabar de ponderar com calma qual o significado real, concreto, do anteriormente dito para as TV.

Estamos assim numa sucessão rápida de TAKES . . . . ou melhor, Trump 1, Trump 2, Trump 3, Trump 4, Trump 5, Trump 6, Trump 7, Trump 8, Trump 9, Trump 10, Trump 11, Trump 12, Trump 13, Trump 14, Trump 15, . . . . Trump 295 . . . . . Trump 518, . . . . 

Enfim, onde é que vamos parar?

AC

terça-feira, 7 de abril de 2026

CRISE, VIOLÊNCIA, CONFLITO, GUERRA

Sou um ignorante destas coisas.
Mas lembrando-me de algumas explicações, alguns ensinamentos do meu melhor amigo militar (almirante, reformado) mas pensando pela minha cabeça e, repito, ignorante que sou nestas coisas, para mim o que se passa no Médio Oriente há muito que deixou de ser tensão, crise, violência armada, conflito, é claramente guerra aberta.
Há décadas que é guerra aberta. Então desde Fevereiro de 1979 sem espinhas.

A grande diferença desde salvo erro 28 de Fevereiro passado, é que os EUA entraram directamente nela (sempre lá estiveram, indirectamente e não só com apoio directo a Israel).
Na fase presente Israel entrou com quase toda a sua força.

Do outro lado temos o Irão que sempre tem estado em guerra com Israel (indirectamente, via HAMAS, Hesbolath, Hostis, e terrorismo).
Desde que começou a ser bombardeado em Fevereiro passado fez alastrar a guerra directamente a todos os países do golfo Pérsico.

E por via do Irão sempre têm estado em guerra com Israel a China mas sobretudo a Rússia. Rússia de onde saíram milhares e milhares de  judeus que há muitas décadas ajudaram a povoar o que hoje é Israel.

Onde irá isto parar isto é, que patamares se vão subir, que agressividade maior por aí virá?

Auguro o pior. Oxalá esteja enganado.
AC

quarta-feira, 4 de março de 2026

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam cada vez mais comprando terras.

Em 1914 iniciou-se a IGG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.
De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.
Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós IGG. Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

GUTERRES
Guterres acusa Israel de entrada ilegal em centro de saúde da UNRWA.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, acusou as autoridades de Israel de entrarem de forma ilegal num centro de saúde da agência de assistência aos refugiados da Palestina, a UNRWA, em Jerusalém.

Guterres tem de certeza razão na acusação.

Mas parece-me criticável que esta mole criatura só aponte o dedo a Israel.
Nunca publicamente se incomodou (ou estive distraído?) com o que o Hamas andou a fazer com os fundos da ONU para Gaza em que certamente muitos deles foram desviados para túneis e outras coisas.

Mas parece-me igualmente criticável que esta mole criatura nunca tenha (ou estive distraído?) publicamente condenado e encarado frontalmente a pouca vergonha das forças da ONU no Líbano que sempre deixaram à vontade e calmamente o Hesbolat a disparar da fronteira continuamente mísseis para Israel.

Dom Guterres, como de costume, com moedas de um só lado, à boa maneira do politicamente correcto. Lamentável.
AC

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, Zelensky, "Bibi" mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

domingo, 30 de novembro de 2025

ONU, PALESTINA, ISRAEL

Passaram 78 anos.

Em 29 de Novembro de 1947 pela resolução 181 a ONU decidiu que passariam a existir dois Estados: um, Israel, e outro Árabe. 

Mal Israel proclamou a independência os exércitos de vários países árabes iniciaram a agressão ao território israelita. Perderam.

Tudo começou mal no início do século XX.

O mundo Árabe foi sempre enganado concretamente pela França e pelo Reino Unido.

Mas a realidade é que quem começou logo por se borrifar na resolução da ONU foi o mundo Árabe.

No presente temos o execrável "Bibi" e um atoleiro no Médio Oriente com culpas de todo o lado.

Muito triste. Lamentável.

AC

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A  PROPÓSITO  da  FAIXA  de  GAZA
Já aqui o escrevi muitas vezes, o que penso sobre Bibi e o governo israelita, particularmente quanto aos governantes mais ortodoxos.

Há muito que reina a barbárie naquelas paragens do Médio Oriente.

Isto dito, recordo as multidões por essa Europa fora (não tenho elementos sobre África, Ásia e Oceania, Américas do Norte Central e Sul ) marchando nas capitais dos vários países, exibindo o tradicional cachecol à Arafat e muitas bandeiras e cartazes em prol da Palestina e para se acabe com o genocídio. Em muitos casos - morte a Israel.

Grande parte da juventude portuguesa e Europeia parecem desprezar os valores civilizacionais do chamado Ocidente. Um certo cuspir no prato da sopinha.

Já aqui o referi mais de uma vez, incomoda, incomoda-me bastante, o

Mas incomoda-me igualmente, o Sudão (são dois), o Iémen, a Nigéria, o Norte de Moçambique, os Congos, a Guiné Equatorial, a Líbia, a Somália, a Eritreia, o Iraque, o Irão, a Síria, etc. etc. 
Sobre esta áreas e as atrocidades que por lá ocorrem - ah, isso não interessa para nada. Nada de manifestações nas capitais!

Para muitos o terror é apenas israelita.

Agora que os "democratas" do Hamas andam (ou prosseguem?) em ajustes de contas, essas cenas e desenvolvimentos semelhantes não têm importância nenhuma.
Nenhuma, serão "pintelhos", como dizia o Catroga por alturas do célebre memorando da Troika.

Já dizia o Saladino, séculos atrás, o infiel tem dentro de si mesmo o gérmen da destruição.

António Cabral (AC)
COMO  ESTAMOS ?
. . . . . . . 
cedo na vida percebi que nenhum acontecimento se relata correctamente nas páginas de um jornal, mas em Espanha, pela primeira vez, vi relatos de jornais que não tinham qualquer relação com os factos, nem mesmo a relação que surge implícita  numa mentira banal. Vi relatos de grandes batalhas, onde não houvera combates . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . 
Vi, de facto, a história se escrita não em termos do que aconteceu, mas do que deveria ter acontecido segundo as pretensões de várias linhas partidárias.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 

Isto foi publicado em 1943. Em Inglaterra salvo erro.

Poderia ser publicado hoje. ACTUALÍSSIMO.

Veja-se o caso do que se está a passar no Médio Oriente.
Uma pomposa cerimónia no Egipto, com Trump, Bibi, Sisi, Abas, o inarrável Macron, o patético Starmer, o patético Guterres, e deve lá ter estado também um dos maiores aldrabões políticos mundiais.

Uma nova Era, Paz, uma coisa nunca vista em 3000 anos. 😟😟

No terreno, no meio dos escombros, devem estar as ossadas de 28 israelitas mortos nos túneis do Hamas, ou da Jihad Islâmica, ou de outro grupelho, todos muito amigos uns dos outros, ossadas que as famílias quase certo nunca receberão.

No terreno, parece que a rapaziada do Hamas anda aos tiros com os outros que não controlam, e que são igualmente democratas como os do Hamas. 

No terreno entram camiões com ajuda alimentar e, se calhar, no meio daquilo tudo, umas armazitas!

Enfim, todos com loas, discursos, aplausos, intenções, o costume.
Nas TV e jornais uma coisa, lá no terreno . . . . 

Quanto faltará para Israel dar mais umas valentes bordoadas?

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

ÓRGÃOS de COMUNICAÇÃO SOCIAL e GAZA

Nota prévia - O governo israelita, particularmente os membros ortodoxos e o "Bibi", não são flor que se cheire. Opinião pessoal, naturalmente.

Isto dito, e para quem normalmente vê muito pouco TV, foi com grande surpresa que, nos meus breves "zapings" pelos canais noticiosos deparei com imagens de Gaza que há muito não via, prédios e prédios intactos.

Achei curioso, pois o que conhecia do anterior eram apenas escombros e escombros, era apenas isso que era mostrado nas TV.

Afinal está tudo destruído ou não?

Gostava de perceber.

AC