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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

GUERRAS,  HÍBRIDA  e  de  FALSA  BANDEIRA

Como cidadão comum, relativamente ignorante, este crescendo de incidentes é preocupante, muito preocupante e não me parece fácil  a atribuição de culpas sem qualquer margem para dúvidas. Refiro-me aos casos no Báltico, aos drones perto de aeroportos, agora perto da cidade alemã de Leipzig. Etc.

Já o escrevi neste modesto blogue várias vezes. Putin não é flor que se cheire.
Mas, sem os colocar no mesmo exacto plano, Volodymyr Zelensky, Boris Jonhson, Musk, Trump e tantos mais são para mim igualmente mal cheirosos.

Parece-me por demais evidente que a Rússia deve andar a dar largas a vários proxy para atuarem dentro da Ucrânia e em alguns países da UE e não só.

Parece-me por demais evidente que dentro da UE e da NATO vários andam mortinhos para que os conflitos escalem. Seria óptimo para os negócios do armamento.

Parece-me por demais evidente que Volodymyr Zelensky está desesperado com várias coisas, e particularmente com a pouca vontade por parte de alguns em o apoiar com armamento. Designadamente os EUA, que estão mais interessados, creio, com a pancadaria noutros teatros.

O recente alerta de 
Volodymyr Zelensky - "Os céus russos infestados de drones não são local adequado para a aviação civil”, parece-me ser claro indicativo da vontade de repetição do que a URSS fez há décadas abatendo um avião civil, para assim tentar virar o rumo de algumas coisas.

Se recordo bem o avião que a URSS maldosamente abateu voou durante bastante tempo fazendo sombra radar para um avião espião americano.

No espaço aéreo da Rússia creio que isso será mais complicado de fazer mas . . . . . 
Aguardemos.

AC

quarta-feira, 1 de julho de 2026

CIMEIRA  NATO em ANKARA

A 7 e 8 de Julho próximo está por enquanto prevista a realização de cimeira NATO em Ankara, na Turquia do ditador Erdogan.

Como sempre acontece seja qual for a cidade que acolhe uma cimeira destas ou uma reunião G qualquer coisa, as manifestações contra isso e contra muitas mais coisas acontecem, é certo e sabido.

E os contestatários por esse mundo fora começam cedo a organizar-se.
E começam a preparar os protestos.
E se um dado local onde se realizará um desses eventos internacionais for considerado mais alinhado com NATO, EUA, capitalismo, etc. é certo e sabido que o nível de protestos será maior e muitas vezes infelizmente violento.

Em cima do acontecimento, é costume as coisas atingirem o "clímax".

E é costume as autoridades locais reforçarem as medidas de segurança.
Em cima do acontecimento, se a coisa tiver lugar em Paris, Genebra, Londres, Berlim, ou outra qualquer localidade Europeia ou americana ou canadiana, as autoridades procurarão controlar o mais possível toda e qualquer "efervescência".

Num país como a Turquia do "grande democrata" Erdogan é bem possível que a par das medidas de segurança ele e os seus serviços aproveitem para "passar em revista" as oposições internas e, porventura até, condicionar órgãos de comunicação social, internos e mesmo quanto à acreditação dos OCS internacionais que, como é habitual, desejam ter representantes seus a cobrir o evento.

Aguardemos como as coisas vão decorrer.

AC

segunda-feira, 15 de junho de 2026

BEM   LEMBRADO

Como bem lembrado por uma pessoa que muito respeito, Timothy Garton Ash entende que o continente europeu está sob ataque militar da Rússia, económico da China e político dos Estados Unidos.

Concordo com Timothy Garton Ash.

Mas, respeitosamente, Timothy esqueceu-se de referir outra importante decisiva e lamentável coisa: que a Europa está há décadas e décadas sob constante ataque por parte de  imbecis e incompetentes que têm estado à frente dos governos e parlamentos europeus. 

Não é possível dizer que essas criaturas têm governado!
Muitos só se têm servido dos cargos que ocuparam.

AC

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A  PAZ
1989 marcou o início de uma nova Era. Uma Nova Ordem!
A partir daí tudo sucedeu rapidamente, e o bloco opositor do bloco NATO desintegrou-se.
Uns pândegos acharam que até a Rússia se poderia juntar aos "Bons".
Havia os bons e os maus, e a paz conseguida em 1945 ia finalmente reconfirmar-se.

Mas não foi bem assim. 
Passou muito pouco tempo e porque não se vislumbrava a tal Paz, em Junho de 1992, o secretário-geral da ONU apresentou uma "Agenda para a Paz", muito celebrada por esse mundo fora.
Acções racionais de prevenção de conflitos, resolução de conflitos, manutenção de paz, e reconstrução das condições de manutenção de paz.
Mas faltou decretar, simultaneamente, uns quantos milagres!

Bom, o tempo foi correndo e aparece 1995, sendo evidente que, como não tinham sido decretados milagres, a paz . . . . 
5 de Janeiro de 1995 Butros-Gali resolve apresentar um "Suplemento a uma Agenda para a Paz", tipo vitaminas, mas sem ainda decretar milagres.

Uns dias depois, 18 de Janeiro, a super activa e decidida ONU pela voz do famoso "Conselho de Segurança" decreta que a primeira missão da ONU no futuro deve ser de desenvolvimento dos melhores meios de eliminar as causas fundamentais dos conflitos. Lindo!
Mesmo Lindoooooooo!

A realidade?
Terminada a guerra fria não muitos anos antes, sucederam-se conflitos por toda a parte. Conflitos étnicos, estados desintegrando-se, intolerância diversa, crescentes zonas do globo com fome, disparidades alarmantes.

E surgiu uma coisa das mais curiosas (opinião pessoal, naturalmente) para não dizer caricata, a ONU proclama 1995 ano da Tolerância, ao ponto da UNESCO ter sido mandatada para preparar uma declaração de tolerância, assim se esperando uma mobilização geral da sociedade civil mundial. Ora aí estava decretado o milagre!
Até o Vaticano II modificou a teologia da guerra justa!

Entretanto Crimeia. Entretanto algumas convulsões na Ucrânia e em outras esferas a Sul da Rússia.
Entretanto, 24FEV2022.
Entretanto há que rearmar e estado social que se lixe.

Violência sistémica, desprezo por valores, muita semântica com os direitos humanos sempre na boca, aspectos morais e espirituais da vida postos sempre de lado, os interesses acima de tudo.
Como estamos e continuamos.

Hoje começa a contar o 5º ano de guerra na Ucrânia. 
Na realidade não é na Ucrânia, é uma guerra EUA/ NATO/ UE versus Rússia por interposta Ucrânia.

Na Tugolândia discute-se, casas de banho, o polícia agora ministro, a casa do PM, as despedidas de Marcelo, e tantas outras coisas que preocupam e entretêm os das bolhas como seja a tesura de Ana Abrunhosa ou as conferências de Passos Coelho, mas que duvido muito preocupem a esmagadora maioria dos concidadãos comuns.
AC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O  INARRÁVEL  MARK  RUTTE
A opinião de outrem deve ser SEMPRE respeitada, ouvida/ lida, depois, concorda-se ou discorda-se, argumenta-se, rebate-se, ou segue-se em frente pura e simplesmente. 
Muitas opiniões nem merecerão contra-argumento. Basta silêncio. Deve respeitar-se, regista-se.

O inarrável actual secretário-geral da NATO terá afirmado que a Europa deve ou pode continuar a sonhar. Sonhar com quê?

Não precisar dos EUA para nada no que respeita a defesa e segurança.
Pelo que se lê por aí a criatura está a ser sovada com críticas.
mas antes de prosseguir quero deixar claro que este político sempre me pareceu um imbecil.

Isto dito, voltando ao tema, a criatura entende portanto que os países como França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda, etc. devem “continuar a sonhar” se acreditarem que podem garantir a sua própria segurança sem o apoio dos Estados Unidos.

Se percebi bem a criatura disse isto no Parlamento Europeu. Blasfémia! 
Presumo que um dos mais irados e ofendidos tenha sido António Costa, respaldado com o que fez pela defesa em Portugal nos seus fantástico 8 anos e semanas de governação como (formalmente) Primeiro-ministro.

Uma das coisas que mais há no nosso enlouquecido mundo é instabilidade geopolítica, para a qual muito têm contribuído vários a começar em Trump e Putin. Parece-me inquestionável.

Mas quanto à afirmação de Rutte que, como acima expliquei me repugna como político e de há muito, a realidade nua e crua é que na Europa existe alguma coisa nuclear em França, existem uns mísseis de fabrico e origem americana que, provavelmente, estão pouco operacionais pois precisariam de manutenção especializada há muito.

Claro que nos principais países da chamada Europa Ocidental existem brinquedos aéreos e navais e terrestres evoluídos.
Mas sem ser algumas capacidades NATO que o  mesmo é dizer americanas, como é que independentemente da NATO/ EUA na Europa Ocidental se arranja capacidade logística que seja 25% da americana?
Como é que arranjam sistema de geo-localização?
Enfim, vou parar por aqui.
Basta reler o manancial de documentação CEE/ UE "parida" ao longo dos anos sobre defesa e segurança comuns para nos agarrarmos à barriga a rir.

O que Rutte afirmou é basicamente a realidade, triste, mas aquela que a Europa há décadas decidiu ter.
Tal como uma floresta, é num instante que se faz desaparecer uma, por incêndios ou desbastando-a.
Plantar nova floresta não é muito difícil, mas leva tempo a plantar, e sobretudo muitos anos até que seja mesmo floresta.

O exemplo recente do que se está a passar na telenovela da Gronelândia é o aparente acordo sobre segurança no Ártico mediado pelo próprio secretário-geral da NATO é disso u  bom exemplo. A colocação de uns soldadinhos.

Recordo o que escrevi noutro texto.
. . . . 
Mas além de me rir não posso deixar de recordar alguns detalhes do passado não muito longínquo:

1º - Os Estados membros da UE pretendiam estabelecer uma Política Europeia de Segurança e Defesa em conformidade com os tratados.

2º - Em Dezembro de 1999, o Conselho Europeu que teve lugar em Helsínquia fixou um objectivo específico: até 2003, repito 2003, estar em condições  de posicionar num teatro de operações, num prazo de 60 dias, uma força militar de 60 000,00 efectivos com apoio naval e aéreo, e de manter essa força  no terreno durante um ano.

3º - Essa força seria coordenada por um Comité Político e de Segurança, um Comité militar da UE, e um Estado-Maior permanente da UE, colocados sob autoridade do Conselho e sediados em Bruxelas.

4º - Presumia a UE nessa altura que os EUA aceitariam que em acções militares nas quais não quereriam intervir, a Europa pudesse utilizar certos meios da NATO, como por exemplo capacidades de informação, comunicação, comando e transportes.

Pois meus estimados amigos e estimados visitantes e leitores, estes quatro pontos supra não são por mim inventados. Constavam de documentos oficiais da UE, e foram bem explicados em documentação de propaganda da UE.

Agora, como dizia a mole criatura, é fazer as contas. 
Façam as contas à realidade, á poderosa realidade de política de defesa e de segurança da UE.
O Trump é um parvalhão, mas acredito que tudo isto o deve fazer rir.
A mim faz-me rir e chorar ao mesmo tempo.
António Cabral (AC)

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, Zelensky, "Bibi" mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

sábado, 8 de novembro de 2025

Ninguém pode sair vencedor de uma guerra nuclear", diz secretário-geral da NATO.

O que seria de mim se não existissem estas mentes brilhantes e esclarecidas para me explicarem as coisas!

AC

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

domingo, 19 de outubro de 2025

R E C O R D A Ç Õ E S
. . . . . . . . . . . . . 
. . . . CHENEY FOI À UCRÂNIA, onde tentou também dividir os dirigentes políticos, estimulando a primeira-ministra, Iúlia
Timoshenko, anti-russa, contra o Presidente, Victor Yushchenko, mais apaziguador. 

Tudo em nome da NATO. 
Isto é: a NATO, criada como organização defensiva, no início da «guerra fria», está a tornar-se, por pressão dos neo-cons americanos, uma ameaça à paz

Cuidado União Europeia! Moratinos, o ministro espanhol dos Estrangeiros, bem advertiu, numa entrevista ao El País: «A Rússia actual não é a soviética, mas também não é a de Ieltsin. Devemos evitar que nos imponha uma agenda do tempo da guerra fria.» 

E eu acrescento: não ameaçar a Rússia, negociar, com firmeza, com ela.

Enquanto isto, a ONU esteve estranhamente ausente e silenciosa. 

Que diferença entre este secretário-geral, Ban Ki-moon, um homem, até agora, apagado e quase invisível, mais burocrata do que político, e o seu antecessor, o saudoso, prudente e corajoso Kofi Annan 

A ONU vai ter de se reestruturar e democratizar, após as eleições americanas, para desempenhar o seu tão decisivo papel na construção de uma nova ordem internacional e da paz, neste nosso novo século tão conturbado.

(Mário Soares, Visão, 11SET2008) (Sublinhados meus)

Bom dia.
Tenham um bom Domingo.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

ORÇAMENTO  do  ESTADO  2026  e . . .  DN

Agora que foi apresentada a proposta governamental para o OE 2026, uma das primeiras "gordas" que apareceram nos noticiários foi uma percentagem, 23% para a Defesa Nacional (DN).

Espectáculo. O costume, portanto. Ou estarei enganado?

Naturalmente, não sei o que está na proposta, e nem imagino o que irá acontecer na Assembleia da República até aparecer a Lei a remeter ao inquilino em Belém.

Com esta narrativa armamentista que se montou na Europa este governo declarou há tempos que  - sim senhor, vamos nos 2%

E logo o palrador mor encartado, com os conhecimentos adquiridos quer  nos "briefings" sucessivos no ministério da chamada defesa nacional (MDN) e nos diferentes departamentos militares quer nos adquiridos nas constantes visitas a unidades militares durante os seus 10 anos de PR e comandante superficial perdão, supremo das forças armadas (CSFA), informou os ignaros tugas - nem é preciso orçamento rectificativo

Entre outros, incluindo TVs, no "perdócio" e no tido como de referência vão aparecendo escritos sobre este tema. Escritos dos "espertos do costume".

Uns salientam um aumento inédito (na proposta orçamental do governo, veremos como fica na lei a remeter a Belém) de 25 % no orçamento da DN; designam mesmo - esforço inédito dos últimos anos. Ah e há a meta prometida de 5% do PIB até 2035!

Salientam alguns "espertos" as condições geopolíticas actuais e (não o escreveram mas temem) a chegada para breve do diabo ao Terreiro do Paço com os seus em blindados.

Outros falam em missões civis e militares. E claro, rearmamento.

Naturalmente, digo eu, para contentar vários dos que estão nos gabinetes e vários dos que já lá estiveram mas agora comentam nas TV, ou nos jornais, parece que a proposta de OE2026 traduz a coisa assim - novas aquisições, fabrico de equipamentos militares, aumentos de salários para reter efectivos, projecção de mais forças militares em missões no estrangeiro. Não é bonito?

Depois, pelo que leio, os escribas "espertos" atiram com nomes pomposos para impressionar a malta, e acrescentam mais uns "pós". 

Por exemplo - European Sky Shield, ciberdefesa, cibersegurança,  programas para KC-390, helicópteros de apoio, recuperação do Arsenal do Alfeite (creio que em 10 anos Marcelo esteve lá uma vez), dois navios de patrulha oceânica, modernização de fragatas, fabrico de munições, dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), plano ReArm Europe, "drones" etc. etc. etc.

Naturalmente que "os espertos" abordam também superficialmente o esforço orçamental previsto para 2026 para acorrer às questões dos recursos humanos, uma área muito frágil nas Forças Armadas (FA).

Apercebo-me, também, que um arguto "esperto" nestas matérias, Ângelo Correia, ditou que - Portugal deverá enviar fuzileiros para proteger flanco leste da NATO na Lituânia”.
Acrescentou o senhor - o Governo está no "bom caminho" para atingir, a médio prazo, o objectivo de 2% do PIB gasto em Defesa

Ângelo Correia é defensor da aposta - Europa unida, com força e poder dissuasor militar suficiente. 
Lembrou uma realidade incontornável - não há liberdade nem paz sem segurança. 

Mas também se lê por aí que o MDN cresce 14,8%, mas o investimento em material militar cai 36%, e que há uma previsão de incremento da participação das FA portuguesas no exterior do território nacional.

Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) está mais que desfasado da realidade, há anos. 

Presumo que a prazo reunirão Severiano Teixeira e mais alguns civis do IDN (instituto de defesa nacional), alguns dos civis e militares comentadores nos OCS, alguns militares do activo, alguns embaixadores ou pelo menos um, e todos receberão o encargo de produzir um novo CEDN que, é quase certo, será tão ou mais prolixo que os anteriores. Deverá prever tudo e mais alguma coisa, como sempre aconteceu!
O costume, certamente.

Entretanto, são anunciados mais 50 milhões de euros para a iniciativa das necessidades prioritárias da Ucrânia, e dez milhões de euros numa  iniciativa britânica para "drones", em que esta última coisa recairá na produção de "drones" nacionais. Disse Nuno Melo, creio.

Anuncia-se ainda, que estes milhões todos atrás referidos estão já  incluídos nos 221 milhões de euros que já faziam parte do compromisso que Portugal fez com a Ucrânia para 2025.

Sobra a perguntinha: com tantos apoios para a Ucrânia, não vai haver corte nenhum cá dentro? É só para perceber.

Finalmente, aquela coisa PARVA, que alguns como eu continuam periodicamente a questionar - passaram 51 anos, não há império, há acordos e tratados internacionais, há uma brutal massa oceânica sobre a qual temos jurisdição, há uma geografia única, quando PARAM PARA PENSAR E DEFINIR FINALMENTE, QUE PORTUGAL DEVE TER FA (claro que deve), MAS QUE FA, dadas as premissas descritas atrás?

Ah, isso não interessa para nada, Já somos os melhores dos melhores!
Onde é que eu já ouvi isto?

António Cabral (AC) 

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

 N A T O

AC

…….Roménia durante ataque à Ucrânia. Zelensky acusa Rússia de expandir a guerra…..

Eu não sei se estou a ver mal as coisas mas, se há mais de 3 anos que o "democrata" Putin invadiu a Ucrânia (vergonhosamente chamando-lhe operação militar especial) como é que só desde há dias é que os seus pacíficos drones violam espaços aéreos de Polónia, Roménia e sabe-se lá que mais?
Gostava de perceber.
AC

sábado, 13 de setembro de 2025

O MUNDO ESTÁ CADA VEZ MAIS PERIGOSO ?

OU NÃO ? 

Que eu saiba, mas confesso saber quase nada destas coisas, os países que têm capacidade de geolocalização são escassos.

Creio que fundamentalmente EUA, Rússia, China, pois são estes que têm redes de satélites para tal.

E isto explica bombardeamentos selectivos.

O resto é conversa.

Como conversa da treta é esta coisa dos drones russos a violar espaço aéreo Polaco.

Já o escrevi, admito que os russos andem a espiar. Parece-me uma parvoíce afirmar que eram drones armados, com intenções de ataque, destrutivos. Mas há que ponderar questões outras. Não têm satélites que lhe fazem o trabalho?

E estou à vontade para afirmar isto, pois antecessores de Putin e este fdp e sobretudo as amplas liberdades, nunca me encantaram antes nem depois de 1974. 

Mas há coisas que devem ser ponderadas com prudência e seriamente.

Será que Zelensky e outros da sua "entourage" não estarão cada vez mais desesperados face designadamente às posições e parvoíces de Trump ?

Não será legítimo pensar que ZEL e certos apoiantes Ocidentais tudo mas tudo farão para tentar obter o que agora está a germinar?

Por exemplo; qual a menor distância da fronteira Russa à fronteira Polaca? Compare-se com a autonomia dos ditos drones.

Enfim, militarização, doideira em crescendo. Está PERIGOSO.

AC

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

(Republico texto de Abril passado)

(continuação)
SEGURANÇA,  DEFESA,  GUERRA.

A propósito do tema supra, a propósito dos sobressaltos que vão por esse mundo fora e designadamente ainda mais depois de 20 de Janeiro deste 2025, a propósito das baratas tontas dos lideres (????) Europeus deste anão militar que é a União Europeia (UE), a propósito de  dislates na vertente externa, a propósito dos sucessivos dislates na vertente interna onde incluo "pérolas várias e uma ex-MRPP que diz que os russos vêm por aí abaixo, a propósito de mais entrevistas e comentários de vários civis e militares, a propósito de vários dirigentes políticos e jornalistas e comentadores, a propósito de artigos inflamados de certos coniventes com a situação a que se chegou, fui repescando textos de opinião dos muitos que ao longo dos anos tenho escrito e partilhado aqui no blogue e em outros locais.
Venho tecendo algumas considerações sobre o que se vai agora passando. 
No presente, é enorme a excitação de Ursula, de António Costa, de Macron, de Starmer. 
Das sucessivas reuniões dos conselhos Europeus diligentemente presididas por Costa têm saído  verdadeiros balões cheios de . . .  ar.
Negociações (????) entre EUA e Rússia ocorrem, muitas atoardas vomitadas publicamente, teóricos acordos de cessar fogo também. 
Rússia que continua quase como até aqui. Mas ??
Aqui ficam mais umas palavras.

ARMADO, DESARMADO, REARMAR
BAZÓFIA, HISTERISMO, DESFAÇATEZ, NEGÓCIOS.

Vivemos um mundo louco que, opinião pessoal naturalmente, já o era de há muito, em crescendo desde 1991 com a implosão da URSS, em crescendo com a implosão/ explosão dos negócios mundiais, em que GATT, Globalização, equidade, tarifas, "fair trade" foram completamente atirados às urtigas, deliberadamente, com vários países a privilegiarem malfeitorias disfarçadas, e "dumping".


A partir de 20 de Janeiro deste 2025 tudo ou quase tudo se agravou!

Respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem, concordando com umas discordando de outras.

Isto dito, como aliás sempre actuei, ao longo da vida, no blogue, nas conversas com familiares e com amigos, e na vida activa, pondero e afirmo o que penso pela minha cabeça.

Tenho presente, SEMPRE, duas coisas:
- o professor Bento de Jesus Caraça e, como ele, reconheço sempre quando erro, e corrijo-me, e agradeço a quem educadamente me ajuda a melhorar,

- a frase popular - cantas bem mas não me encantas; há décadas que, na vertente interna, como na externa, percebo bem os mariolas que escrevem em revistas e jornais ou vão aos canais de TV, e se têm na conta de notáveis, prodígios, especialistas, comentadores, assessores. Na maioria dos casos, seguem agendas, modas, lóbis, e na maioria dos casos, quando bem espremidos, revelam-se uns limões secos, ou a roçar o ACPN (autoridade competente de porra nenhuma).

Democraticamente isso tudo faz parte da nossa vida. 
Acima falei em mariolas e, já agora, também tenho em conta os vários  mariolas que se calam, por boas e também por inconfessadas razões. 

Estamos com uma Ursula histérica, que quer rearmar, tudo e todos.
Apresenta estimativas e projectos de centenas de milhões de milhões.

Claro que do fim da guerra fria resultou a ilusão da paz eterna, da era da estabilidade, do primado do direito internacional, da fraterna amizade entre povos, entre países, e os conflitos e os interesses dos países foram obviamente atirados às urtigas, . . . certo?
ERRADO!

Verdades "Lapalissianas" que qualquer cidadão comum aqui ou lá fora, qualquer ser civilizado, decente, e intelectualmente honesto, e que pensa pela sua cabeça, diz e escreve, se e quando lhe apetecer.

Mas é claro que para (LEGITIMAMENTE) vender revistas e jornais e ganhar audiências nos canais TV, é sempre giro ter uns arrogantes pomposos a debitar vacuidades como se todos fossemos burros, e como se todos tivessem falhas de memória e não tivessem arquivos, lembrando o que uns professorais do presente (não) fizeram no passado o que muito contribuiu para se chegar à lastima do presente. 
Trataram SEMPRE da vidinha!

Dona Ursula quer rearmar a Europa.
Quer sobretudo reerguer militarmente a Alemanha? Uiii !
Ela e outros repetem que não vão danificar o Estado social. POIS!
Eu tenho sempre presente a história do lençol curto.
Que hipoteca por décadas?

Não é engraçado a maioria dos países Europeus se estar a baldar com a história das tropas para a espantosa força que Macron e Starmer querem compor?

Continuando.
Reconversão de fábricas para a corrida ao armamento/ rearmamento, para fazer frente à Rússia? 
Como parece indiciar-se na Alemanha? Que resultados?

Como estamos de construção naval, de aeronaves, de satélites, de vectores, de mísseis os mais diversos?
Que atraso tecnológico, REAL, existe (da Alemanha, Itália, Reino Unido, França, Holanda, Espanha, Suécia) face aos EUA, Rússia, China?

Que atraso real existe na Europa quanto a sistemas de geolocalização?
Que atraso real existe na Europa quanto à tecnologia de drones que a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente evidencia? E "robot"?
Que atraso real existe na Europa quanto a vectores de médio e longo alcance?

Naturalmente, creio eu, que a supremacia incontestável dos EUA como superpotência única e incontestada na sequência imediata da implosão da URSS, está quase a ser "chão que deu uvas".
 
Só um desonesto intelectual não percebe a existência real da agressividade da Rússia. 
Não preciso de "doutores da mula russa", civis ou fardados, para me lembrarem isso e muitas outras coisas, e eu saliento a anexação da Crimeia, mais o que se foi passando em outras zonas, como Chechénia, Geórgia, etc.
E, naturalmente, a invasão da Ucrânia.
Sim, INVASÃO!

Obviamente que a paz não se mantém com inocências, com modas, com abracinhos entre políticos, com pacifismos da treta e com Gretas, com optimismos à "Chamberlain".

Na Europa, depois de Marshall, tratou-se de confiar a defesa aos americanos. E, designadamente ao seu guarda-chuva nuclear, o VERDADEIRO DISSUASOR.

Enquanto a Europa devastada se reergueu, se reconstruiu, se sedimentou com o Estado Social e poucas despesas militares, recheava-se de turcos, portugueses, espanhóis, muçulmanos, africanos, etc., para a construção civil, as grandes fábricas, e nasceram assim os guetos, os "bidonville" etc.

Muitos insistem que foi a NATO que conteve a Rússia.

Não será mais rigoroso dizer que foi a força americana veiculada NATO mas, sobretudo, a colocação dos mísseis americanos de vários tipos colocados em redor das fronteiras da URSS (da Turquia aos Nórdicos com forte presença na Alemanha então Federal)?
(fim da 1ª parte)


ARMADO, DESARMADO, REARMAR. 
BAZÓFIA, HISTERISMO, DESFAÇATEZ, NEGÓCIOS.

(continuação)

Procurando continuar a pugnar pelo rigor:

- quando se fala da guerra na ex-Jugoslávia, não será de referir, a Rússia por trás dos Sérvios, a Alemanha por trás dos Croatas, EUA/ Clinton a borrifar-se para ter mandato da ONU e bombardear a torto e a direito, onde e como lhe apeteceu? 
Recordam-se do tema das munições com rastos de urânio?

- quando se fala no Iraque, não será de referir as questões energéticas tão caras aos EUA, de referir a aldrabice quanto à II guerra do Iraque?

- quando se fala no Afeganistão, não será de referir o que por lá ocorreu no tempo do império Britânico, no tempo da "estadia" Russa com os mísseis americanos fornecidos a Osama Bin Laden, e no mais recente, a "estadia" americana, e referir quem (que presidente) começou o processo de retirada atabalhoadamente executada no tempo Biden?

- quando se fala e bem, no apoio Russo aos eslavos no Donbass, não será de referir, também, o que na Ucrânia se fez em relação a dialectos, em relação à estigmatização de certas populações, não será de referir uma famosa "CIÁtica" por trás da praça Maiden e outras coisas?

- quando uns pantomineiros (opinião pessoal naturalmente) recordam o memorando de Budapeste de 1994 e a tida por "renúncia" da Ucrânia "ao seu arsenal nuclear", não será de referir que é discutível que o armamento fosse mesmo da ex-República Soviética, pois a URSS estacionou /dispersou armamento nuclear por todo o seu território, em função da instalação de armamento nuclear americano em volta das então fronteiras da URSS?
Não se pode também aqui equacionar o ovo e a galinha?

- será difícil imaginar que, depois da implosão da URSS, a Rússia se sentisse imensamente desconfortável, e não aceitasse de todo, a permanência de armamento nuclear outrora seu dentro dos agora independentes países, e preferisse lidar apenas com os EUA, com quem uma "relação" de décadas de guerra fria mostrou que as coisas funcionavam de acordo com regras estabelecidas? 

- não será de imaginar que a Rússia não aceitava de todo que um qualquer louco num dos "Tãos" ou na Ucrânia, pudesse vir a disparar mísseis SEUS? Admito estar enganado.

- claro que a dissuasão "estabelece que a paz se mantém pelo equilíbrio de forças". 
Mas quanto à afirmação "isso foi comprovado  pelos quase 80 anos em que a NATO garantiu a segurança dos seus membros", talvez seja mais rigoroso dizer - que isso foi assegurado pelos mísseis americanos colocados e dispersos pela Europa toda perto das fronteiras da então URSS.

- a UE, dizem alguns, efetuou uma rápida revisão da sua política de defesa. Quem sou eu para dizer o contrário.

- mas, fiando-me no meu melhor amigo militar, almirante reformado, que não escreve para jornais nem é íntimo de jornalistas como outros militares, e tendo presente os poucos dias passados desde a verborreia Trump em que se ficou ciente que a Europa poderá já não estar sob proteção americana, (embora a estrutura militar da NATO está bem segura nas mãos americanas, a começar pelo chefe) tão pouco tempo decorrido é suficiente para estudos ponderados e sérios que possam basear decisões de fundo na UE? 

- a sensação que fica, minha naturalmente, é a do habitual atropelo dos tratados da UE, a habitual complacência de Estrasburgo que prefere socar a Le Pen, o habitual seguidismo parolo de quem agora se julga rei. 
E porque digo isto? 
Porque olho ao processo de planeamento e inerente processo decisório na NATO, e ao processo de planeamento militar em Portugal.

- no caso nacional, as coisas atingiram patamares lamentáveis. No âmbito político, e no âmbito militar.

No âmbito político, quanto a esta telenovela do rearmamento, sucederam-se as mais diversas e na maioria dos casos PATÉTICAS declarações, desde o inquilino em Belém, a deputados, PM e MNE.

Por exemplo, aqui há uns dias, "dispararam" com 300 milhões. 
Há pouco, aconselhado ou não pela Spinum, o PM declarou ter sido aprovado em conselho de ministros o dispêndio de 205 milhões.
Pergunta: são mais 205 a somar aos 300, ou são agora apenas 205?

- quando se fala em milhões, nestes milhões, de que se fala? 
Dinheiro vivo a transferir para a Ucrânia, e parte dele a ir logo para certas contas na Suíça"?
Ou estamos a falar de munições retiradas dos velhos paióis do Exército, mais fardamento, mais granadas, mais rações de combate, etc., e contabilizar portanto o que isso representa a preços actuais?

- o saudoso Adriano Moreira sempre batalhou pela existência de um Conceito Estratégico Nacional, curto, nada prolixo, que definisse um rumo global para o país. 
Que dele derivassem, depois, outros documentos, designadamente um Conceito Estratégico de Defesa Nacional diferente e mais simples do actual, um Conceito Estratégico Militar, e daqui um Sistema de Forças e um Dispositivo de Forças, adequados à realidade nacional, adequados à geografia e imensidão de mar de Portugal.

- mas a realidade foi sempre a tristemente entrega da definição do ainda chamado Conceito Estratégico de Defesa Nacional a uns quantos notáveis (???) civis e vários militares, daí derivando o resto, e mantendo pomposas leis de Programação Militar (LPM) e de Infra-estruturas Militares (LIM), sempre pornograficamente sub-orçamentadas, basicamente desprezadas.

- há décadas que pomposos vários falam em ser indispensável reforçar os meios de comando e controlo, incrementar a interoperabilidade entre a Marinha, o Exército e a Força Aérea, e desenvolver as capacidades de projeção e de sustentação de forças em operações de média e alta intensidade. Há décadas. 

Culpa do PSD e mais ainda do PS.
Façam as contas a quantos anos de governação cabem ao PSD e ao PS desde 1995.
Agora, até há um vigarista político que fala em ser necessária uma mentalidade de defesa.

- naturalmente, opinião pessoal, quando se estiola brutalmente um sistema, uma instituição, é mais ou menos como o que acontece às árvores. Cortar, deitar abaixo, é rápido.
Plantar novas árvores, e esperar que cresçam, claro, leva anos. Agora discursam sobre mentalidade de defesa. 
A desfaçatez e a descarada ausência de vergonha na cara habituais.

AGORA, pomposamente, indignados, agora gritam que é necessário completar lotações, aumentar efectivos, valorizar a condição militar, qualificar as unidades militares, e queixam-se das condições das infra-estruturas, e do desempenho operacional. 
É preciso pensar a sério no que aí está.
Como grita a "Gomes", ai que estão quase aí os russos!
Ai que nós fazemos parte da ONU, da NATO, da UE e . . . e da CPLP, e . . .  e da OCDE, . . . e portanto . . . 

Enfim, eu como não percebo nada destas coisas, tinha ficado convencido de que, com a alteração do sistema de escolha das chefias executado no final do Cavaquismo e para grande gáudio do PS, e com o recente e importante reforço das competências e poderes do CEMGFA (chefe do estado-maior general das forças armadas) desenhado pelo PS e Costa, e não ter havido ainda mais episódios Tancos, dizia eu que tinha ficado convencido de que as nossas forças armadas estavam agora preparadíssimas, sendo as melhores das melhores, como em tempos era repetido.

Pelos vistos equivoquei-me, não se reforçaram afinal os meios materiais e humanos das nossas Forças Armadas, nem se aumentou o seu desempenho operacional. Ora bolas.
Ah, mas foram bem condecorados . . . sim, esses mesmos!

Bom estava  quase a esquecer-me de uma pequenina coisa mais, a "estória" da dissuasão.

Repito, não percebo nada destas coisas.

Mas acredito, piamente, que, 
- com centenas de carros de combate alemães e de outras origens, mas muitos comprados aos EUA, 
- com muitos aviões franceses e suecos mas muitos comprados aos EUA,
- com muitas munições de vários países Europeus, 
- com o aumento dos gastos em defesa militar,

a UE estancará facilmente qualquer atrevida entrada da Rússia dentro da UE.

A terminar, só dois ou três detalhes mais:
- a começar em 24 de Fevereiro de 2022, a pujante força de armamento clássico/ convencional Russa quase terá chegado aos arredores de Kiev e dois dias depois, creio, estava muito prudentemente a retirar enquanto era tempo, o que nos mostra o perigo que a UE corre, 

- claro que se Putin quisesse chegar a Berlim era outra história, invadia facilmente, o que confirma o tremendo perigo que a UE corre, 

- claro que a pujança económica-financeira da UE face à Russa é fraquíssima como se sabe, e por aqui também um perigo tremendo para a UE, 

- claro que temos para protecção nuclear os mísseis dos submarinos do Reino Unido embora pareça que não estão lá muito católicos (manutenção escassa?), mais os da "force de frappe" de monsieur Macron! 

* Muitos ficam-se pelas costumeiras declarações de sapiência (??).
* Muitos prosseguem as agendas a que se vincularam há anos.
* Muitos disfarçam a sua conivência de passado recente.
* Outros, preferem olhar com mais atenção para estas coisas. 

Não se excitam, têm presente, 
- que os acordos de Minsk não foram cumpridos, 
- a necessidade urgente dos EUA reanimarem o seu complexo industrial-militar, 
- as dificuldades da economia americana em que alguns dizem poder estar próximo de recessão, 
- que a Rússia sempre mostrou agressividade
- a situação económica Russa, 
- que a Rússia não mostrou capacidade de progressão e captura de posições bem dentro da Ucrânia, mas mostra resiliência em ficar no terreno/ linhas da frente,
- que a única dissuasão à Rússia é o nuclear, que a Europa não tem.

Para quê então gastar milhões e milhões? 
Ah, espera, será que Ursula quererá que Alemanha e outros na Europa passem a deter mísseis balísticos apontados a Moscovo?
Nessa hipótese aguardemos então pelo fim rápido da Europa.
Aguardemos.

Isto requer muita paciência democrática.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

 1,5 % - 2 % - 5 % ou 5 % martelado 

ESTEJAM  DESCANSADOS . . . . 

Sobre defesa nacional (DN), forças armadas (FA), muito escrevi ao longo dos anos aqui e em dois blogues de pessoas amigas. E baseando-me no que fui procurando estudar e entender mas, sobretudo, na experiência de um almirante, já reformado, e que é o meu melhor amigo militar.

Este texto (a seguir) que li há tempos no sítio de Belém leva-me a voltar ao assunto, depois de telenovelas várias de que o título procura ser a síntese. (sublinhados da minha responsabilidade)


Visita à Base Aérea N.º4 da Força Aérea
31 de julho de 2025

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas visitou a Base Aérea N.º4, na ilha Terceira.
Nesta Unidade da Força Aérea contactou com os militares que diariamente estão em prontidão cumprindo com excelência missões de busca e salvamento e evacuações aeromédicas, entre outras.
Foram ainda visitadas as aeronaves atribuídas à Esquadra 752 e ao destacamento aéreo da Esquadra 502, respetivamente EH-101 e C-295.
O Presidente da República reafirmou a importância geoestratégica dos Açores e o papel fundamental que as Forças Armadas desempenham na região para apoiar as populações e cumprir as responsabilidades de Portugal numa vasta área do Atlântico.

Estejam descansados, estejam descansados que estamos muito bem entregues, estamos em muito boas mãos. 

Desde logo este Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA) que sempre mais me tem parecido um Comandante Superficial das Forças Armadas. 

Estamos em muito boas Mãos!

A Ursula definiu há meses uma "Era do Rearmamento"

Deve ser uma Era émula da época em que ela foi ministra da defesa num governo alemão.  

António definiu uma "Mentalidade de Defesa Europeia".

Mentalidade certamente émula daquela com que António Costa sempre olhou embevecido e dedicado para a DN quando durante um pouco mais de oito anos foi PM. Lembram-se?

Estejam descansados, estamos em muito boas Mãos!

Aqui em Portugal estamos sempre em boas mãos, nas mãos de muitos, civis e militares, que ascendem ao poder sempre dobrando a espinha, sempre em conluios, colaboradores com "o que tem de ser" com o que "só pode ser isso". Mas sempre os melhores dos melhores.

Depois, tempos mais tarde, livres de responsabilidades formais, de cargos, tornam-se muito agitados. 

Palram, escrevem! Muito activos na reforma. Enquanto uns quantos, como o meu amigo almirante, nunca deixou de dizer o que pensava e foi escrevendo o que recomendava, nos sítios adequados, em tempo, nunca em público, nunca desbocado.

No caso da DN, civis e militares escrevem artigos, são muito doutos. Como digo acima também me fui tentando na escrita sobre estas matérias, mas com uma diferença, NUNCA me CURVEI, e tenho coluna vertebral ÓSSEA e não uma esponjosa!

Na passada/recente cimeira da NATO em Haia, o nosso PM garantiu ao seu amigo Rutte que Portugal teria os 2% até ao fim do ano. E comprometeu o país a chegar em 2035 aos tais 5% (obviamente martelados, 3,5% já martelados + 1,5 % engenharia financeira).

Logo agora, recentemente, Carneiro veio doutoralmente propor colaboração estratégica. E já falou com o nosso primeiro sobre estas coisas. 

Desconheço resultados concretos, mas sei que Carneiro tem vários peritos, vários espertos em DN e FA, que são coisas diferentes, mas que instilaram nos tugas durante décadas de que é a mesma coisa. Espertos como Augusto e Severiano. Deve aliás olhar-se embevecido para os excelentes resultados destes ex-ministros da pasta DN.

Será que Carneiro também se inspirou em cálculos multivariáveis ? Ora aqui está uma tirada erudita, catita.

Ignorante destas coisas, ainda assim, estou convencido de que para chegar aos 2 % até 31 de Dezembro próximo não será suficiente pura e simplesmente aumentar o orçamento do ministério chefiado (??) por Nuno Melo.  E retenho curiosamente as palavras do palrador mor e do PM de que não é necessário orçamento rectificativo. Temos estadistas!

Creio que em Portugal também no passado (2014) os responsáveis da altura se comprometeram com a NATO em atingirmos 10 anos depois (2024) os tais famosos 2 % do PIB para DN e, certamente com muito investimento em novas capacidades. Viu-se, particularmente as páginas viradas de 2016 a 2024 a cargo de um dos maiores aldrabões políticos da nossa história.

Sabe-se o que não podia fazer o governo de Passos Coelho, esmifrado pela Troika que nos impôs mum verdadeiro garrote na sequência do desastre organizado pelo execrável Sócrates.

Sabe-se o que fizeram os famosos governos pós 2015, de mais de 8 anos no poleiro, com o timoneiro António Costa. Sempre ajudado por Marcelo.

Aliás se houvesse rigor, honestidade intelectual e política séria neste tão maltratado país, haveria onde se poder encontrar os valores totais REAIS da % do PIB dedicada à DN. Lista rigorosa, detalhada e desde 1982. Pessoal, material, manutenção, investimento.

O sucessivos governantes passaram décadas a estrangular financeiramente as FA.

Mas sempre falando de emprego e preparação de forças, do brilhantismo de forças destacadas no exterior, e nos últimos anos um papaguear confrangedor de que somos os melhores dos melhores.

Naturalmente, mesmo um ignorante como eu entende que para se poderem designar de "Forças Armadas" e não outra coisa, é decisivo haver, 

- Lei, e Constitucional subordinação ao poder civil legal e legitimamente derivado do povo em eleições periódicas, 

- definição de que tipo e quantas FA Portugal deve ter, coisa há décadas nunca verdadeiramente enfrentada,

- estrutura, estatutos, hierarquia, disciplina, recursos humanos, carreiras dignas,

- carreiras dignificadas e respeitadas pela sociedade, e valorizadas,

- e com isto, as FA preparam-se e ficam aptas para, de acordo com a CRP, de acordo com as leis, cumprirem no quadro da sua missão prioritária e que é a militar, pelo país, e em cumprimento de tratados,

- e com isto, as FA ficam aptas a desempenhar-se activamente das suas missões complementares isto é, de cooperação e colaboração nas missões nacionais intra-muros, em apoio das mais diversas entidades nacionais civis, no âmbito do chamado duplo uso.

Certos civis e até algumas chefias militares do passado, passaram o tempo, décadas, particularmente desde 1995, com salamaleques, com periódicas loas de que somos os melhores dos melhores, com referências vazias aos compromissos internacionais, com publicação de livros aplaudidos por alguns civis que e eram à época os verdadeiros algozes da instituição militar, com proclamações sobre os objectivos de defesa nacionais, com proclamações bacocas sobre dissuasão, ou a defesa transatlântica, ou mesmo as preocupações sobre os Açores.  

Embora nos últimos anos alguma coisa tenha sido alterada, creio que se está ainda longe de ter distribuições orçamentais equilibradas, quer dentro da estrutura própria do designado ministério da defesa nacional (MDN) quer dentro das FA. 

Um dos aspectos que periodicamente é abordado é o quantitativo das FA. Há quem defenda 30000,00 homens. Como sempre, respeito as opiniões de outrem.

Isto dito, correndo o risco de estar a ver mal as coisas, é para mim óbvio que Portugal tem que ter FA. Agora, a questão nunca debatida nem seriamente nem sem ser seriamente, é - que FA Portugal deve ter?

Temos os três clássicos ramos das FA. 

Com a massa oceânica brutal sob nossa jurisdição, que meios devem ter a Força Aérea e a Marinha? Nunca se discute isto.  

Creio que ainda não existe uma distribuição equilibrada do orçamento destinado a rubricas de pessoal, operação e manutenção, e para investimento. E uma distribuição que não deve ser a dividir por três, mas a dividir pelo que deve ser, tendo em conta designadamente a nossa geografia. 

Seja na vertente puramente militar, seja na vertente de apoio de instituições civis do Estado, muito está estagnado. Como sempre, admito estar equivocado.

Além do mais, que ensinamentos a recolher da guerra na Ucrânia para olhar a meios e equipamentos, para olhar com seriedade para uma lei de programação militar? 

Continuam alguns a pensar em F-35, porta-aviões e esquadrões de carros de combate?

A Rússia vem aí, dizia há tempos a inarrável ex-MRPP.  Bom eles andam nos mares, nos oceanos, nas zonas sob nossa jurisdição. Que eu tenha notado, os dois únicos submarinos da Marinha estarão um pouco coxos. E o resto?

Enfim, isto é um tema sem fim. Uns querem plano estratégico abrangente e ajustável.

Sou mais modesto, só queria que começasse a haver seriedade e decência na política. E a definitivamente olharem a sério, com honestidade intelectual e rigor, para a administração adequada dos recursos disponíveis, para as prioridades nacionais. 

Cálculos multivariáveis? 

Não, seriedade, e decência, e acabarem de vez com a descarada ausência de vergonha na cara.

António Cabral

domingo, 20 de julho de 2025

T I N A

A TINA (There is no alternative) do Rutte é das coisas curiosas dos últimos tempos. A TINA dele e de muitos mais!

"Não há alternativa." Rutte defende que "países têm de arranjar dinheiro" para reforço do investimento em Defesa
O secretário-geral da NATO refere que os políticos “têm de fazer escolhas na escassez”

Os políticos têm de fazer escolhas.
Naturalmente que sim.

A "missão" dos políticos, no plano das ideias, é servirem as sociedades que integram, os países a que pertencem, servirem, e não servirem-se dos cargos para seu benefício.

Servirem isto é, fazendo escolhas, escolhas essas que entendem como as mais adequadas para atingir maior progresso, desenvolvimento, justiça social.

O que se está a passar na Europa da UE vai neste sentido ?

HUMmmmmmmmmm . . . . . . . . 

AC 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

G 7      G 6     G 0

(roubado ao Politico)

Bom dia.
Tenham uma boa 4ª Feira.
E por favor, colaborem na recolha de fundos para ajudar aos 5% que vai ser hoje tema na cimeira da NATO em Haia.
Saúde, muita paciência e boa sorte.
AC


quarta-feira, 11 de junho de 2025

A  DEFESA  NACIONAL segundo MARCELO
Será? 
Será que Marcelo Rebelo de Sousa leu este meu texto de há dias?

FINALMENTE

Segundo notícias que foram caindo ao longo de muitas semanas já passadas, e relativamente à célebre meta dos 5% do PIB para a defesa,  tem havido reações diversas e diferentes de países /membro OTAN/ NATO.

Por exemplo, e para ficar por agora na Tugolândia, 5% é uma meta que foi considerada impensável porque, entre outras coisas, isso seria incomportável orçamentalmente e, sobretudo, pelas implicações / impactos sobre o designado Estado Social. O lençol é curto.

Lá fora mas sobretudo na Tugolândia, têm havido comentários, análises, posições, etc. de vários quadrantes e personalidades. 
Civis e militares. 

Mas para lá disso, dos discursos escritos ou verbalizados, e como de costume, temos sempre a conversa da treta. Opinião pessoal naturalmente.

5% é meta acomodável'
Claro que é.
Basta tão só seguir o exemplo socialista de décadas e muito também do PSD.

Basta seguir esses exemplos, e ver como contabilizaram ano após ano as despesas de defesa. 

Fossem, peixes de águas profundas ou carapaus de corrida, todos sempre tiveram a lata de dizer que andávamos pelos 2%. 
Rotunda aldrabice.
Mesmo juntando (como sempre fizeram) a GNR.
Não foi aliás nada inocente que um dia tenham passado estatutariamente a designar os elementos dessa força de segurança como militares. 

Mas vindo aos 5%, volto a afirmar que os 5% do PIB para defesa é coisa alcançável.
Como?

O fofinho do Rutte já explicou. Só os desatentos não perceberam.

Basta somar à despesa com a estrutura do ministério da defesa  chamada nacional (que é coisa que nunca foi, continua a ser apenas o ministério da tropa), a despesa total com as forças armadas que admito venha a ter algum incremento orçamental, mais a despesa com toda a estrutura do sistema de protecção civil, mais a despesa com o INEM, mais a despesa (como sempre têm feito) com a GNR, mais a despesa com a PSP, mais a despesa com a estrutura de controlo de fronteiras, mais a despesa de funcionamento das empresas portuguesas por exemplo lançadas na produção de drones.

Ah, e se somarem a despesa com Marcelo Rebelo de Sousa, perdão, com a Presidência da República. . . . .

Vão ver que não vai ser difícil. 
É só um pouco de imaginação.  
Aliás, não é por acaso que na Tugolândia, já não se encontram oposições frontais aos 5%, apenas preocupações!  

A engenharia financeira terá que estar pronta até à reunião NATO em finais de Junho próximo. Não vai ser difícil!
António Cabral (AC)

O actual Presidente da República, naquele seu jeito habitual, falou sobre as despesas e os investimentos da defesa.
E o que disse sua excelência?
Isto:
- sugeriu maior elasticidade na contabilização das despesas e investimentos da Defesa,
- alegou que essa prática é seguida em outros países 
- afirmou que Portugal tem critérios rígidos,
- sugeriu que Portugal deveria mudar os critérios de contabilização de despesas e investimentos na área da Defesa Nacional,
- afastou para já a necessidade de um Orçamento Retificativo para que Portugal cumpra o compromisso da NATO de atingir a curto prazo 2% do PIB em investimentos e despesas com a Defesa Nacional,
- afirmou que para atingir os 2%, vários países fazem uma coisa que é considerar despesas militares uma série de despesas que têm utilização militar, mas têm também, por exemplo, proteção civil ou infra-estruturas.
- que Portugal não tem seguido esse caminho. 

Ora visto o que sua excelência disse, cheira-me que lhe foram mostrar o meu texto.

Mas uma coisa devia sua excelência ter visto com mais cuidado. 
Está errado quando diz que os governos não têm seguido os critérios para a engenharia financeira que agora sugeriu. 
Está ERRADO, os governos PS e PSD sempre contabilizaram vários custos que não os directos com a estrutura MDN, a estrutura EMGFA e os ramos das forças armadas, pessoal infra-estruturas, lei de programação militar.

Leia outra vez senhor Presidente. E até hoje, mesmo assim, nunca passaram de 1,45 do PIB.

E creio que vão agora incluir muito mais como eu escrevi há dias.
Fui o primeiro. Nada de plágios sr Presidente, eh. . . . eh . . . 
Boa semana
AC