quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O  INARRÁVEL  MARK  RUTTE
A opinião de outrem deve ser SEMPRE respeitada, ouvida/ lida, depois, concorda-se ou discorda-se, argumenta-se, rebate-se, ou segue-se em frente pura e simplesmente. 
Muitas opiniões nem merecerão contra-argumento. Basta silêncio. Deve respeitar-se, regista-se.

O inarrável actual secretário-geral da NATO terá afirmado que a Europa deve ou pode continuar a sonhar. Sonhar com quê?

Não precisar dos EUA para nada no que respeita a defesa e segurança.
Pelo que se lê por aí a criatura está a ser sovada com críticas.
mas antes de prosseguir quero deixar claro que este político sempre me pareceu um imbecil.

Isto dito, voltando ao tema, a criatura entende portanto que os países como França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda, etc. devem “continuar a sonhar” se acreditarem que podem garantir a sua própria segurança sem o apoio dos Estados Unidos.

Se percebi bem a criatura disse isto no Parlamento Europeu. Blasfémia! 
Presumo que um dos mais irados e ofendidos tenha sido António Costa, respaldado com o que fez pela defesa em Portugal nos seus fantástico 8 anos e semanas de governação como (formalmente) Primeiro-ministro.

Uma das coisas que mais há no nosso enlouquecido mundo é instabilidade geopolítica, para a qual muito têm contribuído vários a começar em Trump e Putin. Parece-me inquestionável.

Mas quanto à afirmação de Rutte que, como acima expliquei me repugna como político e de há muito, a realidade nua e crua é que na Europa existe alguma coisa nuclear em França, existem uns mísseis de fabrico e origem americana que, provavelmente, estão pouco operacionais pois precisariam de manutenção especializada há muito.

Claro que nos principais países da chamada Europa Ocidental existem brinquedos aéreos e navais e terrestres evoluídos.
Mas sem ser algumas capacidades NATO que o  mesmo é dizer americanas, como é que independentemente da NATO/ EUA na Europa Ocidental se arranja capacidade logística que seja 25% da americana?
Como é que arranjam sistema de geo-localização?
Enfim, vou parar por aqui.
Basta reler o manancial de documentação CEE/ UE "parida" ao longo dos anos sobre defesa e segurança comuns para nos agarrarmos à barriga a rir.

O que Rutte afirmou é basicamente a realidade, triste, mas aquela que a Europa há décadas decidiu ter.
Tal como uma floresta, é num instante que se faz desaparecer uma, por incêndios ou desbastando-a.
Plantar nova floresta não é muito difícil, mas leva tempo a plantar, e sobretudo muitos anos até que seja mesmo floresta.

O exemplo recente do que se está a passar na telenovela da Gronelândia é o aparente acordo sobre segurança no Ártico mediado pelo próprio secretário-geral da NATO é disso u  bom exemplo. A colocação de uns soldadinhos.

Recordo o que escrevi noutro texto.
. . . . 
Mas além de me rir não posso deixar de recordar alguns detalhes do passado não muito longínquo:

1º - Os Estados membros da UE pretendiam estabelecer uma Política Europeia de Segurança e Defesa em conformidade com os tratados.

2º - Em Dezembro de 1999, o Conselho Europeu que teve lugar em Helsínquia fixou um objectivo específico: até 2003, repito 2003, estar em condições  de posicionar num teatro de operações, num prazo de 60 dias, uma força militar de 60 000,00 efectivos com apoio naval e aéreo, e de manter essa força  no terreno durante um ano.

3º - Essa força seria coordenada por um Comité Político e de Segurança, um Comité militar da UE, e um Estado-Maior permanente da UE, colocados sob autoridade do Conselho e sediados em Bruxelas.

4º - Presumia a UE nessa altura que os EUA aceitariam que em acções militares nas quais não quereriam intervir, a Europa pudesse utilizar certos meios da NATO, como por exemplo capacidades de informação, comunicação, comando e transportes.

Pois meus estimados amigos e estimados visitantes e leitores, estes quatro pontos supra não são por mim inventados. Constavam de documentos oficiais da UE, e foram bem explicados em documentação de propaganda da UE.

Agora, como dizia a mole criatura, é fazer as contas. 
Façam as contas à realidade, á poderosa realidade de política de defesa e de segurança da UE.
O Trump é um parvalhão, mas acredito que tudo isto o deve fazer rir.
A mim faz-me rir e chorar ao mesmo tempo.
António Cabral (AC)

Sem comentários:

Enviar um comentário