FRASES . . . . . curiosas,
- política do empadão
- conversa de chacha
Frases, tiradas, vacuidades, proclamações, não passamos disto, mas os portugueses continuam a viver mal. A empobrecer com barulho como sempre chamou à atenção Medina Carreira.
E tenho as maiores dúvidas que as coisas se modifiquem profundamente com sensato ou com vigarista em Belém.
Mário Soares disse um dia que já não havia estadistas.
E assim continuamos. Sem eles, mas com muitos políticos de todos os quadrantes entregues aos negóciozinhos (canabis, imobiliário, CEO de negócios de empresas chinesas como a EDP, etc.), com o Komentariado residente das TV vendido aos patrõezinhos, com o Art. 9º da CRP muito bonito no papel mas a realidade é bem outra.
Ontem, indicaram-me para ir espreitar a SIC notícias. E lá vi uma personagem intelectual e culturalmente brilhante, a confessar algumas desilusões, e a confessar que andava há muito afastado da política e estava totalmente entregue à sua vida profissional.
Podia ter dito com clareza, "há muito que só ando nos negócios e aceitei excepcionalmente ser por uns tempos conselheiro de Estado".
Mas não era a mesma coisa pois não?
Eu sempre aplaudi a clareza e o rigor. É isso que continuo a fazer, a corrigir quando me engano. Como sempre fez Bento de Jesus Caraça.
E, contrariamente à repulsa que a esquerdalhada incoerente e inconsequente tem por patrões e empresas, considero que sem empresas fortes Portugal não sairá da lama e do continuado resvalar para a pobreza.
Não é com turismo de massas apenas que vamos sair do lamaçal pobretanas. Nem com TVDE.
Mas sempre me chateia estas falas de eruditos que durante uns tempos estiveram na política, foram bons tribunos, mas rapidamente se passaram para a exploração de milhões.
É que estão no topo, mas tratar de pagar decentemente aos trabalhadores. . . . depois clamam por imigração às toneladas.
Admitindo como SEMPRE que posso estar a ver mal as coisas, considero que persistindo,
- sem alterar profundamente os alicerces da economia,
- a brincar com a ferrovia e bitola Ibérica,
- a brincar com a TAP,
- a não preparar o país para os fenómenos climáticos extremos,
- em desprezar as responsabilidades que temos na jurisdição dos oceanos,
- com vigaristas lá fora que nada fizeram para alterar profundamente o nosso tecido económico e social e num inglês macarrónico a aplaudir os acordos Mercosul e com a Índia, e nem sequer ter a decência de recordar que é português em primeiro lugar e orgulhoso depois sim referir que os pais tinham raízes em Goa,
- com as poucas vergonhas com os PDM na maioria das câmaras municipais,
- na construção de toneladas de edifícios para escritórios internacionais,
- com salários miseráveis a mais de 2/ 3 milhões de portugueses,
não iremos a bom porto. Iremos esbarrar inexoravelmente no MURO do fim da cauda da Europa. Estamos já muito perto.
Não é com o vigarista Ventura em Belém ou em S.Bento que saímos daqui. Nem com pactozinhos.
Uma coisa concedo a Ventura: não se altera a sociedade portuguesa, com conversa de chacha, a DELE, a de Marcelo, a de Seguro, a do PSD, a do PS, a do Chega, a do CDS, a do PAN, a do BE, a do PCP, a do Livre, a da IL, a do Komentariado residente nos OCS.
Solução? Deixar de mentir e aldrabar.
Bastará SERVIR em vez de se SERVIREM dos CARGOS.
Quando se quer . . . . . Mas admito, como sempre, estar a ver tudo mal.
Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
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