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sexta-feira, 17 de abril de 2026

As ESCOLHAS 

Na sequência da posse como Presidente da República o empossado deverá ter em princípio nesse dia escolhidos e definidos todos os elementos das suas casas Civil e Militar isto é, os dois respectivos chefes e todos os assessores civis e militares.
Não foi e não é o caso com o actual Presidente da República, António José Seguro.

O pessoal administrativo dos quadros da Presidência normalmente passam de Presidente para Presidente, sendo que o/a anterior Secretário - Geral da Presidência é ou não confirmado/a pelo novo Presidente.

No imediato e porque os Conselheiros de Estado cessam automaticamente funções no fim do mandato do anterior Presidente, o novo Presidente tem de escolher cinco personalidades e esperar que a Assembleia da República indique os restantes conselheiros que a CRP determina. Depois dá posse a todos.

Não tenho competências nem saberes para com segurança e autoridade me pronunciar sobre as escolhas do actual Presidente, sejam estas para o Conselho de Estado (CE) conhecidas ontem e empossadas hoje sejam outras quaisquer.

Mas como cidadão comum é legítimo que eu possa ter alguma opinião, alguma dúvida sobre as escolhas, ou alguma delas. 

Claro que, legitimamente, há logo os socialistas militantes e outros que se pronunciam e aplaudem o socialista Presidente. MUITO BEM!

E há logo os socialistas sem cartão de militante (dizem eles)  que  aplaudem e confessam publicamente que o actual Presidente fez EXCELENTES ESCOLHAS, escolheu pessoas equilibradas e de grande qualidade e que, portanto, o Presidente começa muito bem! Será.

Repito - Não tenho competências nem saberes para com segurança e autoridade me pronunciar sobre as escolhas do actual Presidente, sejam estas para o Conselho de Estado conhecidas ontem sejam outras quaisquer.

Cinjo-me às escolhas para o CE.

E cinjo-me ao ex-director do IDN (Instituto de Defesa Nacional) e ex-Ministro da Defesa Nacional, Severiano Teixeira.

Não conheço pessoalmente o senhor.

Mas sei que foi o primeiro director do IDN escolhido pelos socialistas para acabar com a sequência de directores militares, e homem que na minha modesta opinião foi um dos escolhidos protagonistas para ir apoucando os militares ainda que disfarçada e suavemente. 
Na boa técnica socialista iniciada por Guterres e Vitorino

Como todas as pessoas, o senhor tem qualidades e méritos e defeitos.

Mas Portugal é pequenino, e conhece-se muito bem o trajecto de certas pessoas, e o que foram fazendo por cá, e o que lhes foi proporcionado para fazer lá fora.

Cabe ao actual Presidente a responsabilidade das suas escolhas.

Por mim só medito, e olho à coerência entre o pensamento que parece estar nos dois recentes discursos do Presidente sobre a instituição militar e o "trabalho" de Severiano Teixeira no âmbito da defesa nacional!

Pondero apenas equilíbrio e coerência, ciente do que me diz o meu melhor amigo militar (almirante reformado) sobre o passado de Severiano Teixeira, sobre o que alguns militares pensam e pensaram dele, e que no presente alguns militares fora do activo parecem apreciar a criatura. Memórias curtas?

Aguardemos por próximos capítulos.

AC

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

ORÇAMENTO  do  ESTADO  2026  e . . .  DN

Agora que foi apresentada a proposta governamental para o OE 2026, uma das primeiras "gordas" que apareceram nos noticiários foi uma percentagem, 23% para a Defesa Nacional (DN).

Espectáculo. O costume, portanto. Ou estarei enganado?

Naturalmente, não sei o que está na proposta, e nem imagino o que irá acontecer na Assembleia da República até aparecer a Lei a remeter ao inquilino em Belém.

Com esta narrativa armamentista que se montou na Europa este governo declarou há tempos que  - sim senhor, vamos nos 2%

E logo o palrador mor encartado, com os conhecimentos adquiridos quer  nos "briefings" sucessivos no ministério da chamada defesa nacional (MDN) e nos diferentes departamentos militares quer nos adquiridos nas constantes visitas a unidades militares durante os seus 10 anos de PR e comandante superficial perdão, supremo das forças armadas (CSFA), informou os ignaros tugas - nem é preciso orçamento rectificativo

Entre outros, incluindo TVs, no "perdócio" e no tido como de referência vão aparecendo escritos sobre este tema. Escritos dos "espertos do costume".

Uns salientam um aumento inédito (na proposta orçamental do governo, veremos como fica na lei a remeter a Belém) de 25 % no orçamento da DN; designam mesmo - esforço inédito dos últimos anos. Ah e há a meta prometida de 5% do PIB até 2035!

Salientam alguns "espertos" as condições geopolíticas actuais e (não o escreveram mas temem) a chegada para breve do diabo ao Terreiro do Paço com os seus em blindados.

Outros falam em missões civis e militares. E claro, rearmamento.

Naturalmente, digo eu, para contentar vários dos que estão nos gabinetes e vários dos que já lá estiveram mas agora comentam nas TV, ou nos jornais, parece que a proposta de OE2026 traduz a coisa assim - novas aquisições, fabrico de equipamentos militares, aumentos de salários para reter efectivos, projecção de mais forças militares em missões no estrangeiro. Não é bonito?

Depois, pelo que leio, os escribas "espertos" atiram com nomes pomposos para impressionar a malta, e acrescentam mais uns "pós". 

Por exemplo - European Sky Shield, ciberdefesa, cibersegurança,  programas para KC-390, helicópteros de apoio, recuperação do Arsenal do Alfeite (creio que em 10 anos Marcelo esteve lá uma vez), dois navios de patrulha oceânica, modernização de fragatas, fabrico de munições, dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), plano ReArm Europe, "drones" etc. etc. etc.

Naturalmente que "os espertos" abordam também superficialmente o esforço orçamental previsto para 2026 para acorrer às questões dos recursos humanos, uma área muito frágil nas Forças Armadas (FA).

Apercebo-me, também, que um arguto "esperto" nestas matérias, Ângelo Correia, ditou que - Portugal deverá enviar fuzileiros para proteger flanco leste da NATO na Lituânia”.
Acrescentou o senhor - o Governo está no "bom caminho" para atingir, a médio prazo, o objectivo de 2% do PIB gasto em Defesa

Ângelo Correia é defensor da aposta - Europa unida, com força e poder dissuasor militar suficiente. 
Lembrou uma realidade incontornável - não há liberdade nem paz sem segurança. 

Mas também se lê por aí que o MDN cresce 14,8%, mas o investimento em material militar cai 36%, e que há uma previsão de incremento da participação das FA portuguesas no exterior do território nacional.

Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) está mais que desfasado da realidade, há anos. 

Presumo que a prazo reunirão Severiano Teixeira e mais alguns civis do IDN (instituto de defesa nacional), alguns dos civis e militares comentadores nos OCS, alguns militares do activo, alguns embaixadores ou pelo menos um, e todos receberão o encargo de produzir um novo CEDN que, é quase certo, será tão ou mais prolixo que os anteriores. Deverá prever tudo e mais alguma coisa, como sempre aconteceu!
O costume, certamente.

Entretanto, são anunciados mais 50 milhões de euros para a iniciativa das necessidades prioritárias da Ucrânia, e dez milhões de euros numa  iniciativa britânica para "drones", em que esta última coisa recairá na produção de "drones" nacionais. Disse Nuno Melo, creio.

Anuncia-se ainda, que estes milhões todos atrás referidos estão já  incluídos nos 221 milhões de euros que já faziam parte do compromisso que Portugal fez com a Ucrânia para 2025.

Sobra a perguntinha: com tantos apoios para a Ucrânia, não vai haver corte nenhum cá dentro? É só para perceber.

Finalmente, aquela coisa PARVA, que alguns como eu continuam periodicamente a questionar - passaram 51 anos, não há império, há acordos e tratados internacionais, há uma brutal massa oceânica sobre a qual temos jurisdição, há uma geografia única, quando PARAM PARA PENSAR E DEFINIR FINALMENTE, QUE PORTUGAL DEVE TER FA (claro que deve), MAS QUE FA, dadas as premissas descritas atrás?

Ah, isso não interessa para nada, Já somos os melhores dos melhores!
Onde é que eu já ouvi isto?

António Cabral (AC) 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Oh SEVERIANO TEIXEIRA, . . . . Francamente . . . . 
A vénia e os BRICS
Guterres foi à Rússia e, com a sua presença e uma vénia reverencial ao ditador, deitou a perder três anos de defesa firme do direito internacional.

Francamente, Severiano Teixeira, o sr que foi e certamente continua a ser um ídolo do guterrismo, foi o primeiro diretor civil do Instituto de Defesa Nacional, está a desfazer em António Guterres só porque ele foi a Kazan e cumprimentou Putin venerando e agradecido?

Francamente. 
Olhe, não reparou na defesa de Guterres feita pelo conhecido  "comentador rosa" ?

Já agora, não lhe conhecia a veia humorística!
Sim, refiro-me ao seu - defesa firme! Esta é de facto muito boa.
Passe bem.
AC

quarta-feira, 5 de maio de 2021

 ILUSTRATIVO das MANOBRAS INSIDIOSAS

Repare-se em quem inicia a conferência. 

Exactamente, quem foi ministro anos atrás, e que desejaria fazer na altura uma dada e profunda alteração na estrutura superior da instituição militar, ou então incitado por quem de facto o pretendia, tudo pantanoso e típico deste pastoso sistema que nos desgraça.

É como estamos, com os ressabiados civis e militares do passado a verterem o seu fel e a sua incompetência, aproveitando-se de incompetentes políticos e de criaturas actuais de percurso bem conhecido e ego insuportável. Tudo abençoado pelo intrujão-mor que passa pelos pingos da chuva como se nada tivesse a ver com isto.

É como estamos, uma conferência que, olhando para quem lá está, é bem demonstrativo da falácia disto tudo.

António Cabral (AC)