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sábado, 31 de agosto de 2019

HE.....HE.....He.........

Antigo primeiro-ministro não gostou das palavras de António Costa sobre as maiorias absolutas "de má memória", considerando "insuportáveis" os ataques à história e aos antigos governos do Partido Socialista.
AC

sexta-feira, 21 de junho de 2019

COMO TER RESPEITO POR GENTE DESTA?
Nunca souberam de nada, nunca ouviram nada, nunca perceberam nada, nomearam sempre de boa fé, não se arrependem, não devem nada a ninguém, têm cabelos grisalhos ou mesmo brancos e por isso se julgam senadores e importantes e merecedores de respeito alheio, mas olha-se para a carreira deles e percebe-se tudo, ou não?
Não, NÃO LHE TENHO RESPEITO, NENHUM
Diz-se que, como são seres humanos também falham, como todos nós.
Certamente por isso tem a distinta lata de dizer que - falhámos todos.
TODOS? 
Que grande malandro me saiu, oh sr Teixeira dos Santos, que há décadas saltita pelos mais diferentes cargos ligados às finanças e banca.
Não. Não falhámos todos
O sr é um dos vários que falharam.
Os contribuintes não falharam, eu não falhei em pagar os impostos, em fazer muitas vezes das tripas coração, em ir sempre votar, em respeitar as leis do meu País, em ter ido combater em África desagradado que estava apesar de tudo. 
Quanto em 1988 comprei um andar, onde ainda vivo, tive que dar garantias várias, houve uma avaliação bancária inicial, além disso uma irmã da minha sogra emprestou 2000 contos para ajudar à entrada.
Paguei tudo ao longo dos anos, com sacrifício.
E NÃO FALHEI.
O sr e os aldrabões e vigaristas que tramam os cidadãos comuns, HÁ DÉCADAS, cidadãos que vos pagam os salários e as mordomias, os srs é que se habituaram, COM A MAIOR da DESFAÇATEZ, a extorquir violentos impostos e taxas, e primeiro mandar pagar, e depois levar meses ou anos a decidir se respondiam/ respondem aos cidadãos comuns que protestam.

Para não variar, o sr e as dezenas de gentalha como o senhor não param nos insultos ao cidadão comum, como agora mais uma vez fez na AR, com esse habitual ar pesporrente, em que quer tornar-nos cúmplices do seu modo de vida.
NÃO, NÃO SOU IGUAL A SI. 
Eu posso olhar-me ao espelho, todos os dias.
Ao senhor e dezenas iguais, as lojas e vidreiras não vos vendem espelhos porque sabem que vocês não lhes dão uso.
AC

sexta-feira, 31 de maio de 2019

QUE AMIGÃO
O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos assumiu, esta tarde, numa audição da fase de instrução da Operação Marquês, total responsabilidade pela escolha de Armando Vara para a administração da Caixa Geral de Depósitos.O ex-governante admitiu mesmo que foi alertado por José Sócrates para as eventuais "repercussões políticas da escolha".
Que grandes amigos tens Oh Sócrates.
Como bem sabes, nós os Portugueses comuns, aqueles que não bebem do "fino", somos uma cambada de otários, palermas, trouxas, imbecis, energúmenos.
Somos assim, há séculos, governados (quê?) por uma cáfila de filhos da mãe que não têm culpa nenhuma de ter vindo ao mundo: os trisavôs é que nunca deviam ter nascido.

Os Portugueses engolem tudo, NÉ, uma cambada de estúpidos.
Um destes dias o Marcelo já pode condecorar o Sócrates, pois ele é um coitadinho, o único PM sem a tal medalha da praxe.
Aquelas medalhas que, políticos e militares levam automaticamente  depois de terem desempenhado certos cargos. 
Não interessa nada o que fizeram, é só porque sim.
DESGRAÇADO PAÍS
AC

quinta-feira, 30 de maio de 2019

MAIS PALAVRAS para QUÊ ??
(retirado dos online)
Carlos Costa Pina nunca viu nada de estranho nas decisões tomadas pelo Ministério das Finanças durante os anos em que foi secretário de Estado do Tesouro e Finanças (2005-2011). 
E quanto às mudanças na administração da Caixa Geral de Depósitos que levaram à nomeação de Armando Vara para este órgão quem deve justificar as razões dessa escolha terá de ser o ex-ministro Teixeira dos Santos pois essa foi uma decisão sua. Explicações que deverão ser dadas ao juiz Ivo Rosa esta quinta-feira a partir das 14.00.
AC

quinta-feira, 23 de maio de 2019

QUE MERDA, 
SÓ NÃO ACERTO no EUROMILHÕES
Juiz Ivo Rosa põe em causa legalidade das provas da Operação Marquês
AC

terça-feira, 21 de maio de 2019

CGD, bancos, BERARDO: o costume
O jornalista Miguel Pinheiro foi um dos vários que escreveu há dias sobre o assunto, no "Observador", sobre a última representação de Berardo. 
Se percebi bem, para o jornalista, Berardo não percebeu que mesmo em Portugal há limites, que o regime não pode sobreviver com Berardo a rir-se, que a criatura passou de empresário a inimigo nº 1 do regime, que a criatura passou uma linha invisível, que a criatura se tornou no símbolo mais notório do impasse do sistema. 
Discordo completamente do jornalista. 
O regime está apodrecido e vai continuar assim, eventualmente mudando moscas, e por isso se pode reagir ao que acima refiro com um - Ah, ah, ah - à Berardo.
Concordo com certas coisas que li em outras sedes.
Discordo de muitas mais.
Se o meu concidadão Berardo não me merece consideração alguma, enoja-me o clamor hipócrita de Marcelo, de António Costa, e de vários deputados e muitas outras criaturas. 
E aqui estamos, como de costume, uns tadinhos.
Ele, coitado, afirmou não ter dívidas, tadinho.

Em primeiro lugar atente-se na lei, na legislação e, portanto, tenham decoro e deixem-se de histerismos hipócritas.
Em segundo lugar, recordem todos os "medalhadores", sucessivos Presidentes da República, sucessivos chanceleres das ordens, sucessivos chefes das casas civil e militar da Presidência, e as inúmeras criaturas que ao longo de décadas, por baixo da mesa ou em lojas ou escritórios, foram sussurrando nomes para condecorar.
Em terceiro lugar olhe-se de facto aos milhares de condecorados, aos seus trajectos de vida e quantos foram de facto decisivos para o desenvolvimento e engrandecimento de Portugal.
Ou foi sempre para criar e aumentar a rede de contactos, salvaguardando o futuro de muitos e das suas famílias?

Isto dito, depois de usar a tecnologia para ver a palhaçada na AR, concluí que Berardo não foi o único palhaço, ainda que a postura do dito comendador foi/ é condenável.
Mas foi directo e frontal, um bocado ordinário.
Mas, e os sacripantas que por lá têm passado?
Directos e frontais?
NÃO, muito doentes, muito amnésicos, mas muito educadinhos venerandos e agradecidos, muito respeitadores, agiram sempre dentro da lei, não se riram na cara dos deputados, só para dentro riram e gozaram com os deputados e com a AR, e já fora do hemiciclo riram ás bandeiras despregadas.
O jornalista, tal como outros senhores e senhoras, interrogaram irados, ofendidos - como é que isto é possível?

Claro e obviamente que é possível, como foi possível as bancarrotas, as fraudes nos fundos, as fraudes nos subsídios, as fraudes em concursos públicos conhecidos, os contratos por ajustes directos, etc.
Claro que a democracia tem regras, tem por vezes até coisas que nos repugnam mas não esqueçamos que o que Berardo tem feito, o tem concretizado a coberto do tecido legislativo, habilidosa e ardilosamente tecido ao longo de décadas.
Uma das normas que impuseram no País e há explicação para isso, ou se há, é que as malfeitorias têm de ser demonstradas e desmascaradas pela máquina do Estado. 
Claro que, em paralelo, de há décadas, que os meios humanos e técnicos são cada vez mais insuficientes para combater a corrupção e o colarinho branco, os desvios de dinheiros.
Os filhos da mãe, que não pagaram/ não pagam à segurança social, que corrompem/ corromperam, roubaram e continuam, que receberam/ recebem subsídios de milhões, não tem de explicar como vivem faustosamente alardeando pobreza perante o fisco.
Um espectáculo este Portugal.

Uma das preciosidades que se julga importante cá no burgo e vai abrindo a boca a espaços, acha que a legislação que permite os Berardos vai ser alterada. Que a AR, tão indignada que está, vai reagir.
Reajo como o Berardo - ah, ah, ah!!!!

Berardo riu-se, o presidente da comissão parlamentar também se foi sempre rindo, pateticamente.
Ilustrativo de tudo isto.
Como creio que alguém sugeriu, se o tivessem expulso da sala, com cobertura TV então teria havido um módico de dignidade.
Que pouco existe em S.Bento.
Escreveu o jornalista o que escreveu.
Já o disse, respeito mas discordo completamente.
É um dos muitos que sabe perfeitamente o que se passa há décadas na sociedade Portuguesa.
Um dos inícios logo nos finais dos anos 80 passados, foi a tragédia do Fundo Social Europeu, que engordou gente e gente, muito conhecida, e acabou por dar em nada.
Os hipócritas que hoje dizem que o País está chocado com a representação de Berardo na AR, que há que respeitar as instituições, deviam ter tratado de contribuir para alterar todo este húmus podre. Não o fizeram.
Não, viveram calmamente, engordando a barriga e os bolsos, com uma despudorada e descarada ausência de vergonha na cara.
Viram, participaram, olharam para o lado, o tal - saber viver.
Mas hoje estão tão indignados com a falta de respeito perante as instituições. Foram ministros e cooperantes mas hoje estão tão indignados.
Atentado ao estado de direito?
Como diria o outro, vão à outra parte, cambada de ordinários.
Ah, e oxalá apertem com o Berardo, pode ser que ele assim desmascare alguns safardanas.
Não acredito que isso aconteça, mas........
AC

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A PROPÓSITO DAS MEDALHAS 
Ainda há coisinhas boas.
Era costume os ex-primeiro-ministros serem depois agraciados pelos PR.
Até agora Sócrates está em branco.
Será que Marcelo se irá aguentar sem o agraciar um destes dias?
AC

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A PALHAÇADA e a DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA ATINGIU NÍVEIS ESTRATOSFERICOS
(retirado da NET)
"Tentei ajudar os bancos numa altura de crise"
Joe Berardo garante que quis ajudar as instituições bancárias através do pagamento de prestações. O empresário madeirense disse ainda que foram os bancos que sugeriram o investimento no BCP."
AC

quinta-feira, 18 de abril de 2019

O PANTOMINEIRO SÓCRATES
Nota Prévia: não conheço pessoalmente a criatura, vi in loco algumas "excelentes obras onde ele terá tido intervenção há muito anos", conheço-lhe a pesporrência enquanto político e sobretudo PM, e ouvi muitas histórias acerca do Freeport, de um presidente de câmara socialista  em Alcochete, e de certos amigos que terão estado na delegação do ICNF em Alcochete.
Como cidadão acho este concidadão e político detestável.
Este senhor, face a esta justiça cada vez mais à PS, juntamente com dois ou três milhões de concidadãos ainda vou ter de contribuir para o indemnizar, tem demonstrado ao longo dos anos ter uma lata incomensurável. 
Entre as enormidades que periodicamente vomita, e sempre presente que a culpa foi do Passos e nunca culpa dele, agora parece que também acha que outros culpados foram os banqueiros que se terão recusado a comprar mais lixo, perdão, dívida do Estado. Esta, como outras, é muito boa, he, he...!!!

Bem, mas como acontece com todos nós, em que temos defeitos e qualidades, Sócrates é também assim, qualidades e defeitos, a questão seré a proporção.
Isto para dizer que reparei que Sócrates se revoltou com um sujeito do PSD que parece ter anunciado ir pedir auxílio à PGR para contactar Sócrates.
Sei quem é esse senhor, deputado do PSD, é um daqueles mais "curiosos" dos que por lá andam. Não vi nem li o que terá dito.
Uma coisa me parece evidente, Sócrates tem toda a razão em insurgir-se e ridicularizar aquela gente e concretamente o tal deputado. Se a AR facilmente o contacta para certas coisas tudo isto parece anedótico. Mas não é, é apenas um episódio mais desta Albanesa República.
AC

domingo, 17 de fevereiro de 2019

AMIZADES
Lê-se por aí que Armando Vara foi visitado por Sócrates e, diz a notícia que vi "online", acompanhado por João Soares.
É nos momentos difíceis na vida que se vê quem é, de facto, amigo.
Não tenho nada a ver com a vida das pessoas.
Mas esta notícia fez-me lembrar que tenho aí algures arquivada, uma fotografia de muitos anos, que guardei e retirada de um jornal ou revista, em que se vê, João Soares, uma senhora, Jonas Savimbi, um conhecido advogado já falecido e Armando Vara. Tenho a certeza que tenho essa fotografia guardada.
AC

Adenda: um amigo acaba de me dizer que afinal João Soares não terá acompanhado Sócrates. Pouco me importa, a questão essencial é a amizade, e JS não ter ido à cadeia de Évora não quer dizer que não tenha amizade por Vara. Tenha ou não, hei-de encontrar a tal fotografia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A REALIDADE, a DEMAGOGIA, a FARSA
"Não há dinheiro, qual das três palavras é que não percebeu?"
Frase brutal, violenta, sintética, concreta, real, sem ilusões, disparada anos atrás pelo ex-ministro das finanças Vitor Gaspar.
Já o escrevi há muito tempo e por mais de uma vez, Passos Coelho e o seu governo fizeram o que tinham que fazer para o País não se afundar definitivamente, não estoirar e quase desaparecer, depois do farsante Sócrates e seus companheiros terem feito o que fizeram, companheiros que aí estão quase todos a maltratar e iludir.
Mas também referi e por mais de uma vez, aquilo que no meu entender foram uma série de disparates e mais que isso, verdadeiras ordinarices indesculpáveis, e que não esqueço e não perdoo.
Mário Centeno, mais uma vez, com o maior dos desplantes veio afirmar que pagamos menos impostos, houve alívio fiscal e etc.
Vigaristas de alto coturno.
Estão sempre a dizer que a política é o possível, que é preciso dar confiança ás pessoas, etc.
Parcialmente verdade, a meu ver naturalmente.
Porque continua a ser verdade - só há uma coisa pior do que caminhar para o fim, é fazer de conta que estamos no princípio - ou aquela outra - a ninguém faltava o pão se este dever se cumprisse, ganharmos em relação com o que se produzisse.
Mas é ilusões atrás umas das outras.
Coisas importantes e das mais prementes do País, certamente acabar com a luta de galos, mudar de sexo, etc.
Não há dinheiro, mas Costa e os outros aldrabões  aí continuam impantes a fazer de conta. DAR CONFIANÇA ÁS PESSOAS.
Quando tudo estiver desgraçado, recolhem ao bem bom que acautelaram antes, lugares, casinhas, etc.
Agora é ver o rosário de greves, os problemas que aí estão com os militares e forças de segurança, com ADSE, com hospitais, com juízes a darem cada vez mais tristes espectáculos, etc.
É um País pobre, onde uma quantidade de farsolas anda em bicos de pés a fazer-se de senhores, quando na maioria não passam de uns tristes. Alguns com carácter discutível.
É um País pobre e assim continuará a ser, enquanto não se reorganizar como sociedade. Arrasta-se aos trambolhões desde 1700.
O falecido Medina Carreira dizia com frequência que Portugal iria empobrecer, com muito barulho.
A continuarmos como sociedade a ficar embasbacados com as anestesias do futebol todos os dias e a toda a hora, e com Cristinas e quejandos, só se confirmará o vaticínio Queiroziano - no fundo, nós somos todos fadistas, do que gostamos é de vinhaça, viola e bordoada.
AC

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

DISCURSOS e DEMAGOGIA
Há muitos, muito arenga, muita demagogia, muita mentira descarada, muito plano e estratégia nacionais, muita reforma.
Vem isto a propósito desta gentinha toda que vai estoirando com Portugal.
Um dos que mais tratou disso foi Sócrates, com a preciosa ajuda dos seus nº2 e 3 e 4,  e que aí continuam a governar (???).
Gosto sempre de reler discursos passados e, depois, um ou dois anos depois, ir ver como estão as coisas.
Deixo aqui um discurso de Sócrates, sem comentários.
Quem quiser que pesquise.
AC


Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
1. Reformar a Segurança Interna
A determinação reformista do Governo continua viva como na primeira hora. Quero hoje apresentar, à Assembleia da República, a reforma do sistema de segurança interna e das forças de segurança. A segurança e a liberdade são condições recíprocas do Estado de Direito. A segurança é mesmo a primeira das liberdades. Sabemos bem que Portugal é um país seguro e isso é confirmado pelos principais indicadores internacionais. Contudo o Sistema de Segurança Interna que tem vigorado desde os anos oitenta é fruto de uma conjuntura internacional e nacional ultrapassada. Temos bem consciência que as ameaças e os riscos são hoje diferentes na natureza e na intensidade. Por outro lado, os componentes do sistema de segurança interna foram emergindo sem coerência nem visão de conjunto. O Governo está bem consciente da necessidade de superar estes problemas e por isso desencadeou um processo de estudo e audição envolvendo as forças e serviços, peritos, responsáveis políticos e parceiros socioprofissionais. Estou hoje em condições de anunciar as principais linhas de orientação da reforma, as quais serão aprovadas no Conselho de Ministros de amanhã.
2. A reforma do Sistema de Segurança Interna
Apresentaremos nesta Assembleia, até ao próximo mês de Junho, uma proposta de uma nova Lei da Segurança Interna, que espero seja motivo de consenso alargado entre as diferentes forças políticas. A nova Lei, desde logo, assentará num conceito estratégico de segurança adequado ao nosso tempo: um conceito mais amplo que seja capaz de integrar, por um lado, a acção de prevenção e a resposta necessária e, por outro lado, enfrente quer os riscos resultantes da criminalidade e da nova ameaça do terrorismo internacional quer os riscos naturais, tecnológicos ou de outra natureza que também impendem sobre a sociedade portuguesa. Não defendo alterações radicais no sistema de forças e serviços de segurança. Há vantagens reconhecidas na manutenção de uma força de segurança de natureza militar, uma força de segurança de natureza civil, uma polícia judiciária centrada na criminalidade mais complexa e, dada a relevância crescente do fenómeno migratório, um serviço especializado de imigração e fronteiras. Estas quatro forças e serviços de segurança continuarão a ser os pilares em que assenta o nosso sistema de segurança interna. A questão crítica continua a ser a da coordenação e a da resposta integrada perante as ameaças. A pedra angular da reforma será, por isso, a criação de um Sistema Integrado de Segurança Interna, liderado por um Secretário-Geral que coordenará a acção das forças e serviços de segurança e poderá assumir, nalgumas situações, a direcção, o comando e o controlo dessas forças tendo também responsabilidades executivas na organização de serviços comuns como é o caso do SIRESP e da Central de Emergências 112. O Sistema deverá assegurar a articulação entre as diferentes forças e serviços de segurança, mas também com o Sistema de Protecção e Socorro e com o Sistema de Defesa Nacional.
3. A reforma das Forças de Segurança
No quadro da reforma do Sistema de Segurança assume especial importância a reforma da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública. Quero apresentar as suas traves mestras, que beneficiaram já da contribuição das estruturas de comando das duas forças e serão agora objecto de consulta junto de todos os partidos com representação parlamentar, para além, naturalmente, das associações sindicais e socioprofissionais. Três objectivos orientam a proposta do Governo – e gostaria de ser inteiramente claro sobre cada um deles. O primeiro é a adequada articulação das áreas de responsabilidade da GNR e da PSP. O segundo é a racionalização das Forças de Segurança. O terceiro é aumentar o investimento nas instalações e equipamentos das Forças de Segurança, estabelecendo uma programação de base plurianual. Os três objectivos estão interligados. É combatendo as ambiguidades e sobreposições na definição de responsabilidades e racionalizando a estrutura e a gestão que libertamos os meios necessários ao investimento – isto é, que conseguimos, mesmo em período de contenção da despesa pública, melhorar o equipamento das Forças de Segurança e as condições de trabalho nas Forças de Segurança.
4. Nove medidas para a reforma das Forças de Segurança
Quero destacar nove medidas essenciais para prosseguir os três objectivos da reforma das forças de segurança. Em primeiro lugar, vamos combater a actual situação de freguesias partilhadas entre a GNR e a PSP, que ficarão limitadas às situações excepcionais em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade física aconselhem tal partilha. Do mesmo modo, eliminaremos todas as actuais situações de descontinuidade territorial nas áreas atribuídas a cada uma das forças nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Em segundo lugar, vamos reorganizar o Comando-Geral e as unidades da GNR. Serão extintas as Brigadas Territoriais e reduzidos os Grupos Territoriais no Continente, reforçando-se, em contrapartida, a estrutura do Comando-Geral. Será extinta a Brigada de Trânsito, sem prejuízo da sua especialização que será assegurada por uma direcção técnica no Comando-Geral e a afectação integral aos Grupos Territoriais dos efectivos disponíveis, permitindo reforçar o combate à sinistralidade rodoviária. Será também extinta a Brigada Fiscal, dando lugar a uma Unidade Fiscal e a uma Unidade de Controlo Costeiro. Por fim, serão integrados os Regimentos de Cavalaria e de Infantaria com a criação uma Unidade de Segurança e Honras de Estado e uma Unidade de Intervenção.
Em terceiro lugar, as três unidades especiais da PSP serão fundidas numa só unidade. Os três comandos em que está presentemente dividida a PSP na Região Autónoma dos Açores serão substituídos por um único comando regional. Será criado o Departamento de Investigação Criminal na Direcção Nacional e, finalmente, será profundamente revisto o dispositivo territorial da PSP nas cidades e áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Neste sentido, quero desde já anunciar a intenção do Governo de iniciar pelas Polícias Municipais de Lisboa e do Porto a descentralização das competências da PSP em matéria de fiscalização de trânsito
Em quarto lugar, vamos proceder à instalação de serviços partilhados comuns ás forças de segurança nos domínios das relações internacionais, sistemas de informação e comunicações, obras e aquisições, tudo com evidentes ganhos de eficiência, produtividade e poupança de recursos. 
Em quinto lugar, os cursos ministrados nos estabelecimentos de ensino superior policial e militar que serão adaptados ao Processo de Bolonha e a revisão das carreiras de oficiais na GNR e na PSP permitirão introduzir formações conjuntas para as duas forças e unidades curriculares comuns nos cursos de oficiais e nos cursos de especialização e progressão na carreira.
Em sexto lugar, e tendo em vista a qualificação dos recursos humanos, fixa-se o 11º ano de escolaridade como requisito de admissão ao curso de guardas, garantindo a equivalência deste curso ao 12.º ano. Por outro lado, cria-se um quadro próprio de oficiais-generais e estabelece-se um horário de referência, sem prejuízo da disponibilidade permanente, para os militares da GNR. 
Em sétimo lugar, quero sublinhar um ponto importantíssimo. As alterações orgânicas das forças, a externalização de funções e os serviços partilhados permitirão a libertação de 4800 efectivos para a actividade operacional. Ao mesmo tempo, 1800 postos de trabalho em funções de suporte poderão desde já ser desempenhados por funcionários civis, no quadro da mobilidade no interior da administração pública. Estas medidas permitem, desde já, ao Governo decidir a não realização, em 2008 e 2009, dos habituais concursos para novas admissões de guardas e agentes da GNR e PSP.
Em oitavo lugar, e não obstante a vastidão da reforma, quero, senhor Presidente, dar um enfoque muito particular à questão dos investimentos. Assim, apresentaremos a esta Assembleia, em Abril, aquela que será a primeira proposta de Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança. Esta lei permitirá planear os investimentos em instalações, veículos, comunicações, sistemas de informação, armamento e outros meios no horizonte dos próximos cinco anos, de 2008 a 2012, envolvendo um montante de cerca de 400 milhões de euros. Este valor, senhoras e senhores Deputados, corresponde à duplicação do investimento anual nas Forças de Segurança – e é a melhor demonstração da nossa vontade de modernizar o sistema de protecção da liberdade dos cidadãos. Um terço deste reforço será compensado com a alienação de instalações e dois terços resultarão da poupança com a não incorporação, durante dois anos, de novos guardas e agentes, garantindo-se, desta forma, que estes investimentos não terão um impacto acrescido no défice orçamental.
Em nono lugar, quero destacar três áreas de investimento que me parecem especialmente importantes. Primeira: substituição ou reabilitação da totalidade dos 125 postos e esquadras classificados em mau estado. Segunda: renovação da frota de patrulha, com a substituição, ao longo dos próximos cinco anos, de cerca de 3000 viaturas de ambas as forças. Terceira: modernização tecnológica das forças, com ligação em banda larga de todos os postos e esquadras e dotação de todas as patrulhas com os meios da tecnologia da informação. Esta é uma reforma emblemática da linha de rumo do Governo. Libertamos pessoal treinado para funções policiais das tarefas burocráticas que os absorvem – e assim aumentamos os efectivos nas ruas. Deslocamos pessoal da administração pública excedentário nos seus serviços para os postos civis nas actividades de suporte das Forças de Segurança – e assim aproveitamos plenamente os mecanismos de mobilidade no Estado. Racionalizamos a estrutura e modernizamos a gestão, combatendo as deseconomias – e assim usamos as novas tecnologias e os novos métodos de organização para conseguir mais eficiência e melhor serviço. E com tudo isto acumulamos recursos que são indispensáveis para investir onde é preciso, nas instalações e equipamentos e na melhoria das condições de trabalho das mulheres e homens que servem nas Forças de Segurança.
É bem disto que se trata. O tempo é de disciplina orçamental e consolidação das contas públicas. Mas não é de inacção. Pelo contrário, o tempo é de reforma. Reforma nos vários domínios do Estado, reforma também na área da segurança, indispensável para o bem-estar dos cidadãos e condição para o desenvolvimento do País.
Ps: Dou a mão à palmatória. Eu escrevi em cima que era sem comentários, mas não consigo resistir à tentação de vos pedir que olhem para os números apontados nesta discursata do passado, por exemplo, olhem aos números de homens e de viaturas, e vão fazer contas a coisas do mesmo género que foram prometidas e anunciadas depois, e aos números de aquisições admissões e concursos anunciados pelo geringonçês.
Mas por favor,  contenham o riso, sobretudo quando voltarem a ler    o último parágrafo sobre as contas públicas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

SEMPRE DELICIOSO RELER (o que foi escrito na altura)
O caso Sócrates, dizia em tempos o "Libération", "corresponde a um novo degrau de imoralidade na vida pública".
Um político "duvidoso", "sempre borderline", "sanguíneo, autoritário e de estilo cintilante à la Sarkosy". Assim o jornal francês "Libération" descrevia José Sócrates, num artigo, após a detenção do ex-primeiro ministro português.
Escrevia o jornal  "corresponde a um novo degrau  de imoralidade na vida pública". Nesse artigo, assinado pelo correspondente do "Libération" em Madrid, descreviam-se as suspeitas, a vida em Paris, os restaurantes, falava-se no amigo Carlos Santos Silva e do esquema de transferências financeiras, e do político "Armani". 
O texto do "Libération" terminava com uma análise de Fernando Rosas, - "Desde o princípio, ele foi esse jovem lobo, oportunista, sem ideologia, obcecado por escalar todos os degraus até ao poder supremo, sempre borderline". Apresentado como "antigo militante do partido de direita, o PSD, passou para os socialistas em 1981". "Há mesmo fortes hipóteses do seu diploma de engenheiro civil, obtido em 1980, ser falso", conclui o artigo.
Ler : http://expresso.sapo.pt/liberation-arrasa-jose-socrates=f900090#ixzz3ON8cXww6

Sempre delicioso voltar a ver/ ler certas coisas. A chatice é que nunca mais a coisa anda.
António Cabral

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

GUTERRES JUSTIFICOU-SE com uma coisa deste género
E foi tratar da vida, calmamente, programadamente.
Pântano, vociferou com voz pausada. E foi-se.
Depois dele veio uma sequência de habilidosos (cada um a seu modo), Barroso, Santana, Sócrates, Coelho, Costa.
Como estamos agora? 
No melhor dos mundos, dizem Costa e apaniguados.
Mal, muito mal, dizem os pretensamente da oposição (!!??!!).
Creio que nem no meio está a virtude. 
Comparemos.
Olhando para a figura abaixo, não há dúvida que está ali um barco, de cores garridas, a flutuar, pelo menos aparentemente!!
Olhando melhor, contudo, estou a ver o barco cheio de água, rodeado de água e muita lama, e dá-me a impressão que assente no fundo do lamaçal. Ah, e não vejo motor, nem tripulantes.
Mas que está ali um belo barco está! Já foi um belo barco!
Aguardemos, pois!!!
AC

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A DÍVIDA
Se percebo bem, antes de 2005, ou seja, antes do SÓCRATES, a dívida em relação ao PIB seria inferior a 70 %.
Daí para cá, e sobretudo por culpa do safardanas do PS, a dívida foi sempre crescendo e, claro, com a Troika a coisa não podia melhorar. Mas creio que com o período PS/ Sócrates é que o desastre foi monumental.
Agora, hoje em dia a coisa continua a não estar nada brilhante, NADA BRILHANTE, continua a crescer desde finais de 2015.
"Atão", oh Jerónimo, Heloísa, Catarina, Galamba, César, Pedro Nuno Santos, não dizem nada, não mostram preocupação, não devemos ainda ficar com as pernitas a tremer?
E, .....oh sr Presidente da República, este aspecto não comenta, não o preocupa, é a questão da separação de poderes, COLORIDOS?
AC

sábado, 19 de maio de 2018

Os PEDRO SILVA PEREIRA's e outros...
Por dever de ofício estive na ilha de Sta Maria, em 2005, por ocasião das cerimónias do dia da Autonomia.
Ás tantas havia um palanque, com papelinhos no chão, a marcar as posições dos VIP's, em que um deles era Pedro Silva Pereira em representação do Governo de então e naturalmente, do seu amigo e PM José Sócrates. Não havia lugares sentados era tudo de pé!
Juntamente com um amigo deliciámo-nos a ver aquela gentinha a acotovelar-se pois faltava um papelinho no chão.  Faltava um espaço à frente.
Das coisas mais ridículas que vi até hoje. 
Pedro Silva Pereira tinha, naturalmente, lugar à frente.
Ainda hoje recordo aquela beiçola a sorrir com a coisa, os acotovelanços.
Esta criatura e outras andam por aí. 
Ter visto ao perto essas criaturas mais ajuda hoje a compreender a captura do Estado e as pouca vergonhas que se vão conhecendo.
AC 

domingo, 13 de maio de 2018

A CRP e os ÓCULOS PROGRESSIVOS
Como a maioria dos adultos saberá, existem os óculos para nos ajudarem a ver melhor quando, por variadas razões designadamente por avanço de idade, os nossos olhos passam a precisar de ajuda.
No meu caso, aos 51 anos de idade passei a usar aqueles na ponta do nariz para ler. Quase aos 55 passei para os progressivos.
É nestes que me quero concentrar, a propósito da nossa Constituição da República Portuguesa.
Quem não usa ou ainda não usou este tipo de óculos não sabe que é requerido um certo período de adaptação, por exemplo ao descer escadas. No meu caso, ao 2º dia já estava perfeitamente confortável. Para quem não sabe, ao ler com estes óculos deve-se acompanhar as linhas isto é, andar ligeiramente com a cabeça para um lado e para outro.
Como acima já disse vem isto a propósito  da CRP.
Vejamos:
> Artº 183º, nº 1 - Governo é constituído pelo Primeiro-Ministro, pelos Ministros e pelos secretários e subsecretários de Estado (vulgo ajudantes...).
> Artº 184, nº 1 - O Conselho de Ministros é constituído pelo Primeiro-Ministro, pelos Vice-Primeiros-Ministros, se os houver, e pelos Ministros.
> Artº 189º - Os membros do Governo estão vinculados ao programa do Governo e às deliberações tomadas em Conselho de Ministro.

Nem para a minha idosa vizinha na aldeia seria difícil concluir que neste articulado está bem evidente que quem, durante anos "frequenta" os conselhos de ministros, não pode deixar de se aperceber do que se vai passando, ser co-responsável.
Uma conclusão possível para o que se passou nos consulados de José Sócrates e em muitos outros governos da mesma ou de outra coloração, é que os respectivos PM distribuíram aos seus apaniguados perdão, aos seus ministros, óculos progressivos, sabendo de antemão que eles nunca se adaptariam ou seja, nunca conseguiriam, ver, ler. Daí, nunca se aperceberiam. DE NADA!
ANTÓNIO CABRAL (AC)

terça-feira, 8 de maio de 2018

FORÇAS de SEGURANÇA, a REFORMA
(Discurso do então PM José Sócrates, algures em 2007, na AR)
( coloridos, da minha responsabilidade)

(já não me lembro se nesta altura António Costa ainda era o MAI)


" Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

1. Reformar a Segurança Interna

A determinação reformista do Governo continua viva como na primeira hora. Quero hoje apresentar, à Assembleia da República, a reforma do sistema de segurança interna e das forças de segurança. A segurança e a liberdade são condições recíprocas do Estado de Direito. A segurança é mesmo a primeira das liberdades. Sabemos bem que Portugal é um país seguro e isso é confirmado pelos principais indicadores internacionais. Contudo o Sistema de Segurança Interna que tem vigorado desde os anos oitenta é fruto de uma conjuntura internacional e nacional ultrapassada. Temos bem consciência que as ameaças e os riscos são hoje diferentes na natureza e na intensidade. Por outro lado, os componentes do sistema de segurança interna foram emergindo sem coerência nem visão de conjunto. O Governo está bem consciente da necessidade de superar estes problemas e por isso desencadeou um processo de estudo e audição envolvendo as forças e serviços, peritos, responsáveis políticos e parceiros socio-profissionais. Estou hoje em condições de anunciar as principais linhas de orientação da reforma, as quais serão aprovadas no Conselho de Ministros de amanhã.


2. A reforma do Sistema de Segurança Interna

Apresentaremos nesta Assembleia, até ao próximo mês de Junho, uma proposta de uma nova Lei da Segurança Interna, que espero seja motivo de consenso alargado entre as diferentes forças políticas. A nova Lei, desde logo, assentará num conceito estratégico de segurança adequado ao nosso tempo: um conceito mais amplo que seja capaz de integrar, por um lado, a acção de prevenção e a resposta necessária e, por outro lado, enfrente quer os riscos resultantes da criminalidade e da nova ameaça do terrorismo internacional quer os riscos naturais, tecnológicos ou de outra natureza que também impendem sobre a sociedade portuguesa. Não defendo alterações radicais no sistema de forças e serviços de segurança. Há vantagens reconhecidas na manutenção de uma força de segurança de natureza militar, uma força de segurança de natureza civil, uma polícia judiciária centrada na criminalidade mais complexa e, dada a relevância crescente do fenómeno migratório, um serviço especializado de imigração e fronteiras. Estas quatro forças e serviços de segurança continuarão a ser os pilares em que assenta o nosso sistema de segurança interna. A questão crítica continua a ser a da coordenação e a da resposta integrada perante as ameaças. A pedra angular da reforma será, por isso, a criação de um Sistema Integrado de Segurança Interna, liderado por um Secretário-Geral que coordenará a acção das forças e serviços de segurança e poderá assumir, nalgumas situações, a direcção, o comando e o controlo dessas forças tendo também responsabilidades executivas na organização de serviços comuns como é o caso do SIRESP e da Central de Emergências 112. O Sistema deverá assegurar a articulação entre as diferentes forças e serviços de segurança, mas também com o Sistema de Protecção e Socorro e com o Sistema de Defesa Nacional.

3. A reforma das Forças de Segurança

No quadro da reforma do Sistema de Segurança assume especial importância a reforma da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública. Quero apresentar as suas traves mestras, que beneficiaram já da contribuição das estruturas de comando das duas forças e serão agora objecto de consulta junto de todos os partidos com representação parlamentar, para além, naturalmente, das associações sindicais e socioprofissionais. Três objectivos orientam a proposta do Governo – e gostaria de ser inteiramente claro sobre cada um deles. O primeiro é a adequada articulação das áreas de responsabilidade da GNR e da PSP. O segundo é a racionalização das Forças de Segurança. O terceiro é aumentar o investimento nas instalações e equipamentos das Forças de Segurança, estabelecendo uma programação de base plurianual. Os três objectivos estão interligados. É combatendo as ambiguidades e sobreposições na definição de responsabilidades e racionalizando a estrutura e a gestão que libertamos os meios necessários ao investimento – isto é, que conseguimos, mesmo em período de contenção da despesa pública, melhorar o equipamento das Forças de Segurança e as condições de trabalho nas Forças de Segurança.

4. Nove medidas para a reforma das Forças de Segurança

Quero destacar nove medidas essenciais para prosseguir os três objectivos da reforma das forças de segurança. Em primeiro lugar, vamos combater a actual situação de freguesias partilhadas entre a GNR e a PSP, que ficarão limitadas às situações excepcionais em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade física aconselhem tal partilha. Do mesmo modo, eliminaremos todas as actuais situações de descontinuidade territorial nas áreas atribuídas a cada uma das forças nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Em segundo lugar, vamos reorganizar o Comando-Geral e as unidades da GNR. Serão extintas as Brigadas Territoriais e reduzidos os Grupos Territoriais no Continente, reforçando-se, em contrapartida, a estrutura do Comando-Geral. Será extinta a Brigada de Trânsito, sem prejuízo da sua especialização que será assegurada por uma direcção técnica no Comando-Geral e a afectação integral aos Grupos Territoriais dos efectivos disponíveis, permitindo reforçar o combate à sinistralidade rodoviária. Será também extinta a Brigada Fiscal, dando lugar a uma Unidade Fiscal e a uma Unidade de Controlo Costeiro. Por fim, serão integrados os Regimentos de Cavalaria e de Infantaria com a criação uma Unidade de Segurança e Honras de Estado e uma Unidade de Intervenção.

Em terceiro lugar, as três unidades especiais da PSP serão fundidas numa só unidade. Os três comandos em que está presentemente dividida a PSP na Região Autónoma dos Açores serão substituídos por um único comando regional. Será criado o Departamento de Investigação Criminal na Direcção Nacional e, finalmente, será profundamente revisto o dispositivo territorial da PSP nas cidades e áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Neste sentido, quero desde já anunciar a intenção do Governo de iniciar pelas Polícias Municipais de Lisboa e do Porto a descentralização das competências da PSP em matéria de fiscalização de trânsito.

Em quarto lugar, vamos proceder à instalação de serviços partilhados comuns ás forças de segurança nos domínios das relações internacionais, sistemas de informação e comunicações, obras e aquisições, tudo com evidentes ganhos de eficiência, produtividade e poupança de recursos.

Em quinto lugar, os cursos ministrados nos estabelecimentos de ensino superior policial e militar que serão adaptados ao Processo de Bolonha e a revisão das carreiras de oficiais na GNR e na PSP permitirão introduzir formações conjuntas para as duas forças e unidades curriculares comuns nos cursos de oficiais e nos cursos de especialização e progressão na carreira.

Em sexto lugar, e tendo em vista a qualificação dos recursos humanos, fixa-se o 11º ano de escolaridade como requisito de admissão ao curso de guardas, garantindo a equivalência deste curso ao 12.º ano. Por outro lado, cria-se um quadro próprio de oficiais-generais e estabelece-se um horário de referência, sem prejuízo da disponibilidade permanente, para os militares da GNR.

Em sétimo lugar, quero sublinhar um ponto importantíssimo. As alterações orgânicas das forças, a externalização de funções e os serviços partilhados permitirão a libertação de 4800 efectivos para a actividade operacional. Ao mesmo tempo, 1800 postos de trabalho em funções de suporte poderão desde já ser desempenhados por funcionários civis, no quadro da mobilidade no interior da administração pública. Estas medidas permitem, desde já, ao Governo decidir a não realização, em 2008 e 2009, dos habituais concursos para novas admissões de guardas e agentes da GNR e PSP.

Em oitavo lugar, e não obstante a vastidão da reforma, quero, senhor Presidente, dar um enfoque muito particular à questão dos investimentos. Assim, apresentaremos a esta Assembleia, em Abril, aquela que será a primeira proposta de Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança. Esta lei permitirá planear os investimentos em instalações, veículos, comunicações, sistemas de informação, armamento e outros meios no horizonte dos próximos cinco anos, de 2008 a 2012, envolvendo um montante de cerca de 400 milhões de euros. Este valor, senhoras e senhores Deputados, corresponde à duplicação do investimento anual nas Forças de Segurança – e é a melhor demonstração da nossa vontade de modernizar o sistema de protecção da liberdade dos cidadãos. Um terço deste reforço será compensado com a alienação de instalações e dois terços resultarão da poupança com a não incorporação, durante dois anos, de novos guardas e agentes, garantindo-se, desta forma, que estes investimentos não terão um impacto acrescido no défice orçamental.

Em nono lugar, quero destacar três áreas de investimento que me parecem especialmente importantes. Primeira: substituição ou reabilitação da totalidade dos 125 postos e esquadras classificados em mau estado. Segunda: renovação da frota de patrulha, com a substituição, ao longo dos próximos cinco anos, de cerca de 3000 viaturas de ambas as forças. Terceira: modernização tecnológica das forças, com ligação em banda larga de todos os postos e esquadras e dotação de todas as patrulhas com os meios da tecnologia da informação. Esta é uma reforma emblemática da linha de rumo do Governo. Libertamos pessoal treinado para funções policiais das tarefas burocráticas que os absorvem – e assim aumentamos os efectivos nas ruas. Deslocamos pessoal da administração pública excedentário nos seus serviços para os postos civis nas actividades de suporte das Forças de Segurança – e assim aproveitamos plenamente os mecanismos de mobilidade no Estado. Racionalizamos a estrutura e modernizamos a gestão, combatendo as deseconomias – e assim usamos as novas tecnologias e os novos métodos de organização para conseguir mais eficiência e melhor serviço. E com tudo isto acumulamos recursos que são indispensáveis para investir onde é preciso, nas instalações e equipamentos e na melhoria das condições de trabalho das mulheres e homens que servem nas Forças de Segurança.

É bem disto que se trata. O tempo é de disciplina orçamental e consolidação das contas públicas. Mas não é de inacção. Pelo contrário, o tempo é de reforma. Reforma nos vários domínios do Estado, reforma também na área da segurança, indispensável para o bem-estar dos cidadãos e condição para o desenvolvimento do País."


Vale a pena ler "isto" e, depois, ir verificar, o estado das coisas anunciadas, a articulação entre forças de segurança, entre outros departamentos do Estado, o que se passa no âmbito do SIRP (sistema de informações da República Portuguesa), etc.

E quantas viaturas? Pelos vistos, até ao final de 2012 receberam quase 3000!

E as 125 esquadras em péssimo estado?

Isto é tudo tão engraçado.
AC

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

TODOS TÊM DIREITO À OPINIÃO
Precisamente por isso discordo do senhor Carlos César.
Eu não fico nada desconfortável. 
O que para mim é desconfortável, há décadas, é a sucessão de impunidades, e o sistema de justiça que conhecidos senhores montaram para dar como resultado exactamente o que se passa na democracia portuguesa, com esta e muita outra cambada de todos os partidos. E nunca me esqueço que um dia até o ex-PR Sampaio se atreveu a discutir a questão do ónus da prova, mas é claro que pouco depois deve ter sido aconselhado por alguns que bem se conhecem e meteu a viola no saco.
Porque o que os incomoda de verdade é o sujeito ser do PS. 
Oxalá o futuro consiga provar pelo menos algumas coisas, para que nunca mais possam disfarçar, como disfarçam que foi ele, Sócrates, que nos levou para a bancarrota em 2011. 
Aprendeu aliás com bom mestre!!
"O líder parlamentar do Partido Socialista (PS) considera que os portuguesas ficam desconfortáveis com as suspeitas de culpabilidade do antigo primeiro-ministro nos 31 casos de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, de que foi acusado esta quarta-feira, pelo Ministério Público".
António Cabral (AC)