AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 10 de junho de 2026
quinta-feira, 28 de maio de 2026
O SISTEMA GUTERRES
Mais uma das recordações:
O Sistema Guterres, por Pacheco Pereira, Público, 6JAN2000 - ...."uma das cenas mais ridículas e elucidativas da política portuguesa passou-se na noite de ano novo e, como é costume, passou despercebida pela falta de espírito crítico e pelo conformismo que domina hoje os "media" face ao poder.
Trata-se da decisão do nosso primeiro-ministro de ir passar a noite do milénio a caçar o inexistente "bug" do ano 2000 com grande aparato. Por singular coincidência em vez do "bug" estavam ali por acaso umas câmaras de televisão.......que bom primeiro-ministro temos, que, em vez de ir festejar com a família e amigos, zela por nós………
Tudo foi ridículo......O poder hoje não controla os "media" dando ordens do gabinete, mas escolhendo as pessoas certas para os lugares certos no "serviço público" e tratando os patrões como "empresários" no sector privado........com a regra dos "media", uma das quais é produzir irrelevâncias........mostrando o irrelevante oculta-se o essencial…………
Pina Moura destrói o Estado e o último pacote de fundos comunitários..........perdendo a última grande oportunidade de fazer as reformas estruturais de que a nossa economia precisava............alguém fala disto?...........Ninguém, tão distraídos que estamos com o "bug"..........o engenheiro, aliás, agradecia que houvesse mais desses grandes "problemas" todos os dias.
Pensam que não é assim? Mas todos os que sabem, sabem que é assim, daí este enorme afã para que não saibamos, nem nos preocupemos.
Este é o sistema Guterres e já é uma rotina.
Verdadeiramente, isto eles fazem bem.
ACTUALÍSSIMO!!
Até porque o sistema Guterres foi copiado e muito melhorado e assim tivemos depois, o sistema Barroso, o sistema Sócrates e muitíssimo melhorado tivemos a seguir o fantástico sistema Costa, e temos agora o sistema Montenegro.
Perfilam-se no horizonte outros sistemas?
Sistema Coelho, sistema Ventura, sistema Carneiro, sistema Pedrinho Santos ?
Portugal sempre no bom caminho
António Cabral (AC)
segunda-feira, 18 de maio de 2026
JUIZ IVO ROSA
A fazer fé no que se lê por aí, quer em jornais quer em certos blogues, (só tenho o meu blogue, nada de outras redes sociais) este juiz escreveu uma carta ao Presidente da República e ao Presidente da Assembleia da República. Queixou-se aos salvadores de Portugal, os actuais, como salvadores de Portugal sempre foram os respectivos antecessores.
Antes de prosseguir, e salientando que nada percebo de assuntos de direito, códigos, juízes, magistrados do MP e advogados, a sensação que tenho e de há muito é que aquilo que frequentemente designo por "justiça à portuguesa" é um lamaçal pestilento, lamaçal para o qual muitos dos vários agentes do sistema contribuíram.
E contribuíram à cabeça uns certos senhores de Coimbra e Lisboa que engendraram o sistema de leis e códigos que permite o descaramento que há anos se verifica na Tugolândia.
Naturalmente que posso estar redondamente enganado e até a ser injusto, mas o juiz Ivo Rosa não me parece confiável. Basta-me recordar os vários desaires que sofreram várias das suas decisões e precisamente infligidos por tribunais superiores. Creio que não estou enganado, tribunais, não foi o MP.
Por outro lado, quanto ao MP, do que veio a público já e não apenas do mais recente, do que se passa dentro do MP há certamente muito a criticar e condenar, e se algumas coisas forem exactamente como se diz, tinha de ser esclarecido, é intolerável.
Mas por outro lado ainda, quando vejo certos personagens eriçados com o assunto e defendendo publicamente Ivo Rosa, fico desconfiado.
Como digo acima, não percebo nada destes assuntos mas parece-me curioso que em vez de escrever a presidentes porque não escreveu ao Supremo Tribunal de Justiça, ao Conselho superior da Magistratura, ao PGR?
Se existem fundamentos sólidos porque não se queixa a eles e mesmo ao Tribunal Europeu? Ou a minha habitual distração não detectou isso?
E Ivo Rosa remete-me para Sócrates, que agora anda com processo contra o Estado Português.
Eu bem disse há vários anos que devia começar a meter uns Euros no mealheiro pois vou pagar para o sacripanta. Sacripanta que CURIOSAMENTE, teve sempre uns advogados banais, de trazer por casa.
Porque será que nenhum dos advogados do regime, nenhum dos fortes tubarões de escritórios famosos, NENHUM patrocinou Sócrates?
Não é curioso, um injustiça, um inocente, um pobretanas? Não diz nada sobre a criatura?
AC
De qualquer forma li um pequeno texto que em baixo reproduzo onde realço a vermelho aspectos que me parecem essenciais.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
POLVO À PORTUGUESA
DO QUE NOS LIVRÁMOS!
(comentários a vermelho)
Em 2008, o BPN foi nacionalizado contra a vontade dos seus accionistas. Na altura, poucas vozes contrárias se fizeram ouvir, até porque a nacionalização tinha o aval do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.
Após este acto, o Governo designou como administrador do BPN Francisco Bandeira, um homem da confiança pessoal de Sócrates.
Entretanto, no ano seguinte, na sequência de convulsões internas, o BCP seria 'governamentalizado', entrando para a administração Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, notórios amigos de Sócrates.
O BES, por seu lado, era governado por Ricardo Salgado, cuja cumplicidade com Sócrates se tornou a partir de certa altura evidente, ao ponto de - quebrando a sua proverbial contenção nas referências ao poder político - elogiar por diversas vezes o primeiro-ministro em público.
Quanto à CGD, era tutelada pelo Governo.
Em conclusão, exceptuando o BPI (de Fernando Ulrich), a partir de 2009 toda a banca ficou 'nas mãos' de Sócrates ou dos seus amigos: CGD, BCP, BPN e BES - para não falar do BdP, onde pontificava Constâncio.
Na comunicação social a situação também não era famosa.
No início do consulado de José Sócrates, o grupo Controlinvest (DN, JN e TSF), de Joaquim Oliveira, foi logo identificado pelo primeiro-ministro como um potencial aliado (até pela sua dependência da banca).
O grupo Cofina (Correio da Manhã e Sábado), de Paulo Fernandes, também se mostrava cauteloso nas referências ao Governo.
O grupo Impresa (SIC, Expresso e Visão) mantinha-se na expectativa.
O grupo RTP (RTP e RDP) pertencia ao Estado e mostrava-se dócil.
O grupo Renascença não se metia em sarilhos.
Restava o quê?
A TVI e o Público - este dirigido por José Manuel Fernandes, considerado por Sócrates persona non grata.
O SOL só apareceria mais tarde.
Quando rebenta o caso Freeport, em 2009, as coisas vão aquecer.
A TVI estabelece um acordo com o SOL para a investigação daquele tema e torna-se para Sócrates um inimigo declarado.
Manuela Moura Guedes, a pivô do jornal televisivo de sexta-feira (que antecipa as notícias do Freeport), é o primeiro alvo a abater - e Sócrates empenha-se em afastá-la por todos os meios; mas tal não se mostra fácil, dado ser mulher do director da estação, José Eduardo Moniz.
Em desespero, Sócrates tenta usar a PT para comprar a TVI, mas o negócio borrega.
Também há tentativas para fechar o SOL, através do BCP (que era accionista de referência do jornal), comandadas por Armando Vara.
No que respeita à Impresa, apesar de não fazer grande mossa ao socratismo, sofre vários ataques, designadamente por parte de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, líderes da Ongoing e próximos de Sócrates, que tentam encostar Balsemão à parede.
Finalmente, sem se perceber porquê, Belmiro de Azevedo aceita a saída de Fernandes da direcção do Público, e Moura Guedes e Moniz deixam a TVI (indo este estranhamente para a Ongoing…).
O SOL fica isolado - e só se salvará por ser adquirido por accionistas não envolvidos na política interna.
Visto o controlo substancial de Sócrates sobre a banca e a comunicação social, olhemos para o poder político.
Por isso, voltou contra Cavaco Silva todas as baterias.
O PS e o Governo tentaram tudo para implicar Cavaco no caso BPN, por deter acções do banco (embora as tenha vendido antes de ir para Belém). (BPN, um ninho enorme de PSD)
Esta campanha contra o Presidente da República ressuscitaria com estrondo nas eleições presidenciais de 2011, com a cumplicidade - diga-se - de muita comunicação social.
Outro momento alto da guerra contra Cavaco foi o aproveitamento de uma gafe (???) de um seu assessor, Fernando Lima - que tinha falado a um jornalista sobre a possível existência de escutas a Belém - para tramar o Presidente.
Usando uma técnica nele recorrente, Sócrates armou-se em vítima, virou os acontecimentos a seu favor e tentou destruir Cavaco Silva, acusando-o de montar uma cabala.
Outra vez com a ajuda de muitos jornalistas, os socratistas exploraram o caso à exaustão e o assunto foi objecto de intermináveis debates televisivos - onde se chegou a dizer que o PR tinha de renunciar ao cargo!
A campanha não matou Cavaco mas fez mossa, fragilizando o único bastião que não era dominado por Sócrates na esfera do poder político.
Talvez hoje alguns jornalistas percebam melhor o logro em que caíram.
E teve sempre o apoio do bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto.
Portanto, também aqui, o primeiro-ministro estava bem acolchoado.
Governo, Parlamento, Justiça, comunicação social, banca: Sócrates controlava os três poderes do Estado - executivo, legislativo e judicial - e estendia os seus tentáculos ao quarto poder (os media) e ao poder financeiro (os bancos).
Talvez muita gente não se tenha apercebido na época deste cenário aterrador.
Mas olhando para trás - e sabendo-se o que hoje se sabe - temos noção do perigo que o país correu: um homem sobre o qual pesam suspeitas tão graves chegou a deter um poder imenso, que se alargava a todas as áreas de influência.
Só de pensar nisto ficamos assustados - e é muito estranho que alguns dos que privavam com ele não se tenham apercebido de nada.
É certo que, como bem disse José António Lima, a democracia venceu-o, afastando-o do cargo.
Mas também foi a democracia que permitiu que um homem como este chegasse a reunir um poder tão grande em Portugal.
Isso mostra a vulnerabilidade do sistema democrático.
P. S. - No caso dos vistos gold, logo a seguir às detenções, deu-se por adquirido que os arguidos eram culpados, considerou-se “inevitável” a demissão de Miguel Macedo, e António Costa disse que o Governo ficava “ligado à máquina”.
Palavras para quê?
Editorial de José António Saraiva
quinta-feira, 14 de maio de 2026
terça-feira, 12 de maio de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Acabei de ver agora que Tiago Antunes não conseguiu ser eleito como Provedor de Justiça.
Acho que é uma história a que os senhores jornalistas deveriam prestar atenção.
O CHEGA, acossado por todos os lados, resolveu propor para o Tribunal Constitucional pessoas cuja adequabilidade ao cargo parece ser generalizadamente aceite.
O PS, sabendo de toda esta história sobre a eleição para cargos externos ao parlamento, quando finalmente conseguiu que os outros partidos aceitassem a indicação do PS para Provedor de Justiça, em vez de se precaver, indicando uma pessoa que qualquer pessoa de bem poderia aceitar, resolveu, porque é a isso que está habituado, indicar quem os aparelhistas entenderam, partindo do princípio de que os outros partidos e os jornalistas não chateavam muito com o facto de haver sérias reservas ao nome concreto para o cargo concreto.
E é isto, caros jornalistas, à força de tratarem o PS de maneira tão fofinha, desabituaram o partido (e a esquerda em geral) de serem sujeitos a escrutínio e de assumirem responsabilidades políticas pelas decisões que tomam.
E isso, caros jornalistas, não favorece os vossos favoritos, pelo contrário, fortalece os que se habituam a ser escrutinados e torna irresponsáveis os vossos amigos.
A queda da esquerda também é responsabilidade vossa, de cada vez que num noticiário aparece o senhor secretário geral da ONU ou o senhor presidente do Conselho Europeu, que vós tratais sempre nas palminhas, o PS perde um cento de votos.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
"Profundamente errada."
Garcia Pereira considera que os prazos de prescrição já são suficientemente alargados para poderem comportar as vicissitudes dos processos.


















