Mostrar mensagens com a etiqueta provedor de justiça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta provedor de justiça. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Caros Jornalistas
por henrique pereira dos santos, em 16.04.26

Acabei de ver agora que Tiago Antunes não conseguiu ser eleito como Provedor de Justiça.

Acho que é uma história a que os senhores jornalistas deveriam prestar atenção.

O CHEGA, acossado por todos os lados, resolveu propor para o Tribunal Constitucional pessoas cuja adequabilidade ao cargo parece ser generalizadamente aceite.

O PS, sabendo de toda esta história sobre a eleição para cargos externos ao parlamento, quando finalmente conseguiu que os outros partidos aceitassem a indicação do PS para Provedor de Justiça, em vez de se precaver, indicando uma pessoa que qualquer pessoa de bem poderia aceitar, resolveu, porque é a isso que está habituado, indicar quem os aparelhistas entenderam, partindo do princípio de que os outros partidos e os jornalistas não chateavam muito com o facto de haver sérias reservas ao nome concreto para o cargo concreto.

E é isto, caros jornalistas, à força de tratarem o PS de maneira tão fofinha, desabituaram o partido (e a esquerda em geral) de serem sujeitos a escrutínio e de assumirem responsabilidades políticas pelas decisões que tomam.

E isso, caros jornalistas, não favorece os vossos favoritos, pelo contrário, fortalece os que se habituam a ser escrutinados e torna irresponsáveis os vossos amigos.

A queda da esquerda também é responsabilidade vossa, de cada vez que num noticiário aparece o senhor secretário geral da ONU ou o senhor presidente do Conselho Europeu, que vós tratais sempre nas palminhas, o PS perde um cento de votos
.

Acabei de chegar a casa depois duma razoável caminhada.
Um bom amigo telefonou-me, divertidíssimo, para me dizer que o PS tinha protagonizado mais um triste episódio.

Fui procurar e ler meia dúzia de coisas.

Refiro-se ao CHUMBO mais que esperado de um Socrático e Costista indicado pelo PS para vir a ser Provedor de Justiça: Tiago Antunes é o nome da criatura.
Tem qualidades e defeitos como todos nós.
Quando até imensos dentro do PS olham para ele de soslaio fica quase tudo dito.

Naturalmente que não posso provar em tribunal, mas creio que esta criatura juntamente com outras criaturas e no tempo lamentável de Sócrates como PM, foram protagonistas de coisas muito discutíveis para não dizer desprezíveis. Como sempre admito poder estar enganado.

Posso estar enganado mas creio que foi esta criatura que ao tempo de Costa PM tinha como principal missão trabalhar pela carreira internacional de Costa.

Por todos estes antecedentes e sempre com o aplauso da comunicação social das bolhas esquerdistas (embora se diga sempre que a direita domina completamente a comunicação social) as cliques do PS creio que sobretudo Costistas decidiram que Tiago era óptimo para o cargo.

Essa gente PS e OCS continuam a não querer perceber.

Salvo melhor opinião, creio que Henrique Pereira dos Santos (texto acima) avalia bem a questão.

AC

sábado, 22 de setembro de 2018

AINDA as TRANSPARÊNCIAS e PGR
Tenho estado a ler vários textos em inglês acerca dos EUA e concretamente sobre a dívida, economia, Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Senado e Câmara de Representantes, e as eleições cíclicas/ intermédias (2 em 2 anos)  que se aproximam.
A propósito do STJ americano, e da nomeação de um novo e aparentemente muito questionável juiz, recordei uma fase interessante da minha vida, mesmo muito interessante, profissionalmente e, também, pela vivência e observação na "estranja" do mundo desse tempo.
Holanda, 1991, 1992. 
A diferença horária permitiu-me acompanhar na TV muitas das sessões das "audições" do nomeado "Judge Thomas" perante o Congresso.
Procedimento que, nos EUA, obriga os indicados para cargos na máquina do Estado a sentarem-se em frente dos eleitos pelos cidadãos para, por um lado, quererem ouvir as ideias que eles têm para os lugares para que estão apontados e, por outro lado, passar a vida deles a pente fino ou coisa parecida.
Dispenso-me de abordar aquela parte que muitas vezes ocorre como está agora a acontecer, em que vão pesquisar amantes, casos, infidelidades e etc.
No caso do "Judge Thomas" foram buscar, se a memória não falha, casos denunciados de "afaires" diversos no passado do homem que,  ainda assim, acabou por passar o teste severo, e lá ficou com o cargo vitalício.
Estou a falar disto tendo bem presente o caso da nomeação da nova PGR.
Porque, veio-me à cabeça, mais uma vez como periodicamente me acontece desde 1992, se não devíamos ter no nosso País um procedimento semelhante ao que vigora nos EUA, audições parlamentares, sérias. 
Não decorreria daqui um aumento de responsabilidade e de poder democrático conferido à Assembleia da República?
Será que isso contribuiria para minimizar os tachos por compadrio ou amiguismo ou colega de loja?
Recordo, entre outros, quem poderia passar por esse crivo: presidentes dos Tribunais Constitucional e de Contas, PGR, os 4  chefes militares, Provedor de Justiça, presidente da CGD. 
E CEO de todas as empresas públicas?
Na questão da transparência, parece haver quem defenda a não renovação dos cargos públicos independentes, para não afectar a independência dos titulares. 
É sempre interessante ler e ouvir estes respeitáveis entendimentos sobretudo a propósito da recente telenovela PGR. 
Mais interessante ainda vindo de alguns que se esquecem, convenientemente, dos Presidentes da República socialistas que trataram de agradar no primeiro mandato. Cavaco Silva, que nunca me foi simpático como cidadão, penso que ainda assim não o fez. Já Marcelo............
Apelos aos princípios se convier, caso contrário...........
São as transparências habituais dos defensores das amplas liberdades, dos socialistas morando dentro da gaveta, e de muitos pacóvios ou não desde os insulares aos continentais (eh..eh...)....................
AC