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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

CONTAM os RESULTADOS, as ACÇÕES.
NÃO CONTA o PALAVREADO, a ORATÓRIA.
Ainda o processo quanto ao Tribunal de Contas.
Já dei a minha opinião em post anterior sobre a questão da renovação ou não renovação do presidente do Tribunal de Contas (TC).
Mantenho.
Estou a olhar outra vez para o processo, e depois de reter as palavras de Marcelo que, se não estou equivocado, ao fim da tarde de 3ª Feira não sabia de nada, nada lhe tinha sido submetido quanto a nomes, e na noite desse dia nomeou o novo presidente do TC. Depois de nessa noite um conluio rápido com Costa e Rio.
O Processo. Este processo cheira-me muitooooooooo mal.

Vamos a coisas práticas, e reais.
As agendas destes altos dignitários é muito preenchida e eles têm dezenas de pessoas nos respectivos gabinetes, para os assessorarem, para lhes preparar os dias semanas e meses, para lhes lembrar as coisas, para os aconselharem.

Todos eles sabem muito bem onde têm de ir, sabem com muita antecedência, onde terão de estar, que discursos lhes têm de ser submetidos com antecedência para validação, e sabem perfeitamente por exemplo, quando é que chefes militares, presidente de tribunal de contas, procurador -geral da República, etc., etc., terminam os respectivos mandatos. 

Isto dito, e como nem Costa nem o presidente cessante do TC negaram, e Marcelo não comentou, continuo a aceitar que Costa telefonou-lhe na véspera de terminar o mandato (30 SET).
António Costa não tratou disto com antecedência, como seria natural.
Porquê ?
Baseado no comportamento de anos deste actual inquilino em SBento, parece-me óbvio que tudo se passou ao arrepio da decência, para não dizer outras coisas mais duras e rigorosas, que se aplicam todas quer à situação quer a este senhor político.

E, portanto, olhando ao processo, sabendo por experiência de vida e das minhas relações pessoais como funcionam gabinetes ministeriais, o que foi protagonizado por Costa e Marcelo merece o maior repúdio deste cidadão que se assina. O que se passou, o processo, é um nojo.
Marcelo e Costa são cúmplices na nojeira. E como quiseram juntar ao nojo mais um nome, Rio prestou-se a isso.

Presente a minha opinião quanto à questão “renovação”, tenho a firma convicção de que estou perante mais uma cena desta ópera bufa protagonizada por Marcelo e Costa e com aplauso de outros palhaços.
Sinto-me com o legítimo direito de pensar que o tema “compadrios, clientelas, corrupções” pode ser chamado à colação neste caso.
Veremos o que nos reserva o futuro.

O novo presidente do TC foi “ incitado" por Marcelo para se portar bem, é este o meu resumo do discurso do PR.
Sinto-me com o legítimo direito de pensar que Marcelo faz tudo para puxar Costa e grande parte do PS a votar nele em Janeiro próximo.
Lamentável. 
Tanto mais porque votei nele, como no passado expliquei e porquê. Lamentável.
Veremos o que acontecerá.
AC

sábado, 22 de setembro de 2018

AINDA as TRANSPARÊNCIAS e PGR
Tenho estado a ler vários textos em inglês acerca dos EUA e concretamente sobre a dívida, economia, Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Senado e Câmara de Representantes, e as eleições cíclicas/ intermédias (2 em 2 anos)  que se aproximam.
A propósito do STJ americano, e da nomeação de um novo e aparentemente muito questionável juiz, recordei uma fase interessante da minha vida, mesmo muito interessante, profissionalmente e, também, pela vivência e observação na "estranja" do mundo desse tempo.
Holanda, 1991, 1992. 
A diferença horária permitiu-me acompanhar na TV muitas das sessões das "audições" do nomeado "Judge Thomas" perante o Congresso.
Procedimento que, nos EUA, obriga os indicados para cargos na máquina do Estado a sentarem-se em frente dos eleitos pelos cidadãos para, por um lado, quererem ouvir as ideias que eles têm para os lugares para que estão apontados e, por outro lado, passar a vida deles a pente fino ou coisa parecida.
Dispenso-me de abordar aquela parte que muitas vezes ocorre como está agora a acontecer, em que vão pesquisar amantes, casos, infidelidades e etc.
No caso do "Judge Thomas" foram buscar, se a memória não falha, casos denunciados de "afaires" diversos no passado do homem que,  ainda assim, acabou por passar o teste severo, e lá ficou com o cargo vitalício.
Estou a falar disto tendo bem presente o caso da nomeação da nova PGR.
Porque, veio-me à cabeça, mais uma vez como periodicamente me acontece desde 1992, se não devíamos ter no nosso País um procedimento semelhante ao que vigora nos EUA, audições parlamentares, sérias. 
Não decorreria daqui um aumento de responsabilidade e de poder democrático conferido à Assembleia da República?
Será que isso contribuiria para minimizar os tachos por compadrio ou amiguismo ou colega de loja?
Recordo, entre outros, quem poderia passar por esse crivo: presidentes dos Tribunais Constitucional e de Contas, PGR, os 4  chefes militares, Provedor de Justiça, presidente da CGD. 
E CEO de todas as empresas públicas?
Na questão da transparência, parece haver quem defenda a não renovação dos cargos públicos independentes, para não afectar a independência dos titulares. 
É sempre interessante ler e ouvir estes respeitáveis entendimentos sobretudo a propósito da recente telenovela PGR. 
Mais interessante ainda vindo de alguns que se esquecem, convenientemente, dos Presidentes da República socialistas que trataram de agradar no primeiro mandato. Cavaco Silva, que nunca me foi simpático como cidadão, penso que ainda assim não o fez. Já Marcelo............
Apelos aos princípios se convier, caso contrário...........
São as transparências habituais dos defensores das amplas liberdades, dos socialistas morando dentro da gaveta, e de muitos pacóvios ou não desde os insulares aos continentais (eh..eh...)....................
AC