Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 16 de maio de 2026
sexta-feira, 7 de março de 2025
Porque me dá gozo olhar a, certos textos publicados, a factos passados, mas quase sempre actual o que lhes subjás!
O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos assumiu, esta tarde, numa audição da fase de instrução da Operação Marquês, total responsabilidade pela escolha de Armando Vara para a administração da Caixa Geral de Depósitos.O ex-governante admitiu mesmo que foi alertado por José Sócrates para as eventuais "repercussões políticas da escolha".
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
A Banca foi ilibada, melhor, o Tribunal da Relação de Lisboa arquivou o processo "cartel da Banca". Porque prescreveu!
Pessoalmente não tenho dúvidas de que a Banca nunca seria culpada; ou é preciso fazer desenho?
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
sábado, 20 de novembro de 2021
KADAFI dos PNEUS. TESTA de FERRO.
Vi o 1º e o 2º episódio de uma investigação da SIC à volta de dívidas e da vidoca de Luís Filipe Vieira. O grosso das dívidas sobre o BES /Novo Banco, mas dívidas também relevantes no BCP e CGD. NATURALMENTE.
Esta investigação da SIC é notável a todos os títulos. E, pelo meio, tem coisas muito interessantes como, por exemplo e entre outros pormenores, recordar certa gentinha que se misturava em vergonhosas comissões de honra.
Fica mais uma vez bem demonstrado que muito do que se passa neste desgraçado país tem envolvimento profundo de, CCDR's que fazem ou não o seu trabalho de serviço público em defesa do Estado, banca, autarcas que fazem o que muito bem se sabe. E não é por acaso que um dos títulos da investigação é "testa de ferro" pois é com este tipo de criaturas que certos outros malandros passam o dinheiro lá para fora, ficando sempre os balanços na banca por cá a arder! Desgraçado país.
E por isto se percebe muito bem a proximidade de certos dirigentes desportivos com certos autarcas e nomeadamente em Lisboa e no Porto, e por isso se percebem os sucessivos convites para viagens, férias, festas e etc., de que a investigação da SIC dá uma pequeníssima amostra.
E por isto se percebe muito bem porque é que, quem muito bem se sabe, tem feito tudo ao longo dos anos para que nunca se ponha em vigor em Portugal a questão do "ónus da prova" ou seja, o cidadão ter de provar os seus proventos e vida não compaginável com a profissão que tem e que, portanto, não actuou à margem da lei.
Querem que seja o Estado a provar, e para isso, o MP e a PJ não têm os meios que deviam ter, e para isso tivemos no passado certos ministros a interferir com o sistema de justiça, e para isso tivemos e temos certas hierarquias no MP, e para isso temos certos ministros de justiça! Sempre a bem da Nação!
AC
sábado, 25 de janeiro de 2020
Presidente da República felicita CGD
O Presidente da República recebeu hoje o Dr. Rui Vilar e o Dr. Paulo Macedo, respetivamente Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, a quem felicitou pelos passos dados num processo tão importante para Portugal e para os Portugueses. (do sítio da Presidência da República)
domingo, 10 de novembro de 2019
Mais gritinhos - "o Governo não deve autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber o que se passa", realçando que o país tem direito a respostas.
Uns queridos de escribas, de actores, de políticos da treta, de alguns participantes nas festas antigas dos chamados donos disto e daquilo, promiscuidades, ausência de noção de prioridades dos problemas nacionais.
Mas não é prioridade nenhuma nunca foi, a sério, só uns gritinhos como agora, as questões fracturantes e os animais sempre em primeiro lugar.
Depois, periodicamente como agora, uns gritinhos esganiçados.
Entretanto milhões pagos por nós desaparecem.
Agora, mais uma vez gritaria, esganiçam-se, puxam os cabelos, pelo meio chumbaram a investigação a sério aos escândalos de anos na CGD, depois, rapidamente, voltam às suas agendazinhas com o "problemas mais importantes" para a maioria dos portugueses.
Uma descarada e continuada ausência de vergonha na cara.
domingo, 3 de novembro de 2019
Notas prévias:
1ª - não sou gestor, empresário, bancário, economista, financeiro, banqueiro, jornalista especializado em questões financeiras e bancárias, nunca fui ministro. Sou um reformado servidor do meu País.
2ª - como a maioria dos meus concidadãos, sempre tive conta bancária; contrariamente, presumo, a muitos dos meus concidadãos, nunca saltitei de banco para banco, é o mesmo desde 1966, e não é a CGD.
3ª - como provavelmente aconteceu e acontece com muitos dos meus concidadãos, já por várias vezes me chateei com aquilo que inventaram, o gestor de conta, no meu caso a gestora de conta, ao ponto de ter havido queixas formais e apresentação de desculpas ao cliente, eu.
4ª - não sei se acontece/ aconteceu com muitos dos meus concidadãos, mas eu tomo atenção às letras miudinhas, e vou muitas vezes pedir satisfações; e nunca fiz coisas que, pelo que se tem sabido nos últimos anos, muitos dos meus concidadãos fizeram e, hoje em dia, andam a rabiar à conta do BANIF, do BES, do BPP, do BPN, etc, etc. As minhas poucas poupanças nunca desapareceram, até agora.
Infelizmente, no plano financeiro, não sou rico.
Mas sou muito rico quanto á família.
Finalmente, conheço pessoalmente alguns que ficaram a tinir, por exemplo, à conta do BPN e do mundo a ele ligado.
Não me admira o que lhes aconteceu.
Vem isto a propósito do texto escrito no Expresso pelo actual presidente executivo do Novo Banco, sr António Ramalho.
O texto termina com a frase - Porque a função a banca e de quem a gere sempre será proteger a poupança que lhe foi confiada. É apenas nisso que assenta a sua reputação.
Achei este texto a todos os títulos curioso.
Apareceu agora porque vieram as notícias de que o défice sofreu outra vez à conta do Novo banco? Não faço ideia.
Apareceu agora porque se sucedem as injeções naquele banco? Não sei.
Uma coisa sei, do que li, em todas as frases de António Ramalho me parece sobressair elegância, mas também há muita subtileza.
Por exemplo:
> a função da banca e de quem a gere sempre será proteger a poupança que lhe foi confiada - será, mas cautelosamente não é explicitado que muitas vezes quem a vem gerindo nas últimas décadas o não tem feito; e não é só como alguns tentam que os problemas existem desde 2008, nem pouco mais ou menos; basta olhar ao que se sabe e acima lembrado, mais a pouca vergonha de anos da CGD;
> logo na abertura do texto fala - ora falar de poupança é falar da banca, dada a sua função fiduciária que lhe cabe, de a guardar, cuidar e rentabilizar; apetece dizer, POIS, POIS, POIS, POIS;
> António Ramalho procura sobretudo explicar, e esclarecer, como se aplica a poupança porque isso é fundamental para a compreensão do seu papel, e aqui só me apetece dizer que, pelo menos desde 1992, têm sido "eloquentes" em Portugal os exemplos da aplicação das poupanças dos portugueses por parte de grande parte da banca nacional;
> António Ramalho atira-se então sobretudo a explicar as questões do crédito, da sua concessão, da recuperação de créditos e, se percebi bem, enfatiza a necessidade de explicar as coisas pois tem havido perdões de dívidas.
Será que escreveu isto por exemplo, também por causa de perdões de dívidas a clubes de futebol que, salvo melhor opinião, é uma das maiores afrontas ao povo português?
> António Ramalho explica que - a gestão dos créditos dos bancos faz-se na concessão, no seguimento e na recuperação atempada. Devo confessar que quando li esta parte desatei a rir. Porque seria?
> Ah, e António Ramalho lembra e muito bem, - o que se pretende é que os balanços dos bancos reflitam a cada momento a verdade "actualizada". Lembra logo a seguir que - ....após a crise de 208/ 2010, verificando-se que os balanços não refletiam adequadamente a verdadeira situação no balanço.....
Pois é.............o que se pretende........
> E como a função da banca sempre será prioritariamente a proteção da poupança..........
Como se tem visto.
Fico-me por aqui.
Não sem terminar acrescentando, que acho imensa graça a certos empreendedores e a certos conhecidos tubarões que tiveram tão boas ideias tão excelentes ideias que, segundo se depreende de notícias dos OCS dos últimos anos, essas boas ideias ajudaram todas essa pessoas a engordar os offshores!!!!!, a passar bens para as divorciadas, a passar dinheiros ganhos sabe-se lá onde e como para os primos e testas de ferro, e tudo sempre no desconhecimento do regulador e etc.
E sempre com o objectivo de preservarem a ideias (!?!?) e a continuidade de empresas.
Respeito sempre a opinião de outrem, mas este texto e salvo melhor opinião, não passa de Um bom texto para "Épater les Bourgeois"
AC
sexta-feira, 21 de junho de 2019
Nunca souberam de nada, nunca ouviram nada, nunca perceberam nada, nomearam sempre de boa fé, não se arrependem, não devem nada a ninguém, têm cabelos grisalhos ou mesmo brancos e por isso se julgam senadores e importantes e merecedores de respeito alheio, mas olha-se para a carreira deles e percebe-se tudo, ou não?
Não, NÃO LHE TENHO RESPEITO, NENHUM.
Diz-se que, como são seres humanos também falham, como todos nós.
Certamente por isso tem a distinta lata de dizer que - falhámos todos.
TODOS?
Que grande malandro me saiu, oh sr Teixeira dos Santos, que há décadas saltita pelos mais diferentes cargos ligados às finanças e banca.
Não. Não falhámos todos.
O sr é um dos vários que falharam.
Os contribuintes não falharam, eu não falhei em pagar os impostos, em fazer muitas vezes das tripas coração, em ir sempre votar, em respeitar as leis do meu País, em ter ido combater em África desagradado que estava apesar de tudo.
Quanto em 1988 comprei um andar, onde ainda vivo, tive que dar garantias várias, houve uma avaliação bancária inicial, além disso uma irmã da minha sogra emprestou 2000 contos para ajudar à entrada.
Paguei tudo ao longo dos anos, com sacrifício.
E NÃO FALHEI.
O sr e os aldrabões e vigaristas que tramam os cidadãos comuns, HÁ DÉCADAS, cidadãos que vos pagam os salários e as mordomias, os srs é que se habituaram, COM A MAIOR da DESFAÇATEZ, a extorquir violentos impostos e taxas, e primeiro mandar pagar, e depois levar meses ou anos a decidir se respondiam/ respondem aos cidadãos comuns que protestam.
Para não variar, o sr e as dezenas de gentalha como o senhor não param nos insultos ao cidadão comum, como agora mais uma vez fez na AR, com esse habitual ar pesporrente, em que quer tornar-nos cúmplices do seu modo de vida.
NÃO, NÃO SOU IGUAL A SI.
Eu posso olhar-me ao espelho, todos os dias.
Ao senhor e dezenas iguais, as lojas e vidreiras não vos vendem espelhos porque sabem que vocês não lhes dão uso.
AC
terça-feira, 18 de junho de 2019
E, portanto, BPN, BPP, BES, etc, etc.
E estamos nisto.
A culpa é sempre dos serviços, dos funcionários, dos porteiros e estafetas, em outros casos a culpa é do soldado e não dos generais, em outros casos a culpa é de quem tem os quadros e obras de arte e não disse à tutela, em outros casos a culpa é de D. João II, Filipe II, Alves dos Reis, Gungunhanha, Salazar, Tomás, Cavaco, Soares, Guterres, Sampaio, Passos, nunca dos que estiveram aos comandos da coisa.
Como no presente, os que estão há quase 4 anos não têm culpa nenhuma, de nada, NADINHA.
Desgraçado País.
terça-feira, 21 de maio de 2019
O jornalista Miguel Pinheiro foi um dos vários que escreveu há dias sobre o assunto, no "Observador", sobre a última representação de Berardo.
Se percebi bem, para o jornalista, Berardo não percebeu que mesmo em Portugal há limites, que o regime não pode sobreviver com Berardo a rir-se, que a criatura passou de empresário a inimigo nº 1 do regime, que a criatura passou uma linha invisível, que a criatura se tornou no símbolo mais notório do impasse do sistema.
Discordo completamente do jornalista.
O regime está apodrecido e vai continuar assim, eventualmente mudando moscas, e por isso se pode reagir ao que acima refiro com um - Ah, ah, ah - à Berardo.
Concordo com certas coisas que li em outras sedes.
Discordo de muitas mais.
Se o meu concidadão Berardo não me merece consideração alguma, enoja-me o clamor hipócrita de Marcelo, de António Costa, e de vários deputados e muitas outras criaturas.
E aqui estamos, como de costume, uns tadinhos.
Ele, coitado, afirmou não ter dívidas, tadinho.
Em primeiro lugar atente-se na lei, na legislação e, portanto, tenham decoro e deixem-se de histerismos hipócritas.
Em segundo lugar, recordem todos os "medalhadores", sucessivos Presidentes da República, sucessivos chanceleres das ordens, sucessivos chefes das casas civil e militar da Presidência, e as inúmeras criaturas que ao longo de décadas, por baixo da mesa ou em lojas ou escritórios, foram sussurrando nomes para condecorar.
Em terceiro lugar olhe-se de facto aos milhares de condecorados, aos seus trajectos de vida e quantos foram de facto decisivos para o desenvolvimento e engrandecimento de Portugal.
Ou foi sempre para criar e aumentar a rede de contactos, salvaguardando o futuro de muitos e das suas famílias?
Isto dito, depois de usar a tecnologia para ver a palhaçada na AR, concluí que Berardo não foi o único palhaço, ainda que a postura do dito comendador foi/ é condenável.
Mas foi directo e frontal, um bocado ordinário.
Mas, e os sacripantas que por lá têm passado?
Directos e frontais?
NÃO, muito doentes, muito amnésicos, mas muito educadinhos venerandos e agradecidos, muito respeitadores, agiram sempre dentro da lei, não se riram na cara dos deputados, só para dentro riram e gozaram com os deputados e com a AR, e já fora do hemiciclo riram ás bandeiras despregadas.
O jornalista, tal como outros senhores e senhoras, interrogaram irados, ofendidos - como é que isto é possível?
Claro e obviamente que é possível, como foi possível as bancarrotas, as fraudes nos fundos, as fraudes nos subsídios, as fraudes em concursos públicos conhecidos, os contratos por ajustes directos, etc.
Claro que a democracia tem regras, tem por vezes até coisas que nos repugnam mas não esqueçamos que o que Berardo tem feito, o tem concretizado a coberto do tecido legislativo, habilidosa e ardilosamente tecido ao longo de décadas.
Uma das normas que impuseram no País e há explicação para isso, ou se há, é que as malfeitorias têm de ser demonstradas e desmascaradas pela máquina do Estado.
Claro que, em paralelo, de há décadas, que os meios humanos e técnicos são cada vez mais insuficientes para combater a corrupção e o colarinho branco, os desvios de dinheiros.
Os filhos da mãe, que não pagaram/ não pagam à segurança social, que corrompem/ corromperam, roubaram e continuam, que receberam/ recebem subsídios de milhões, não tem de explicar como vivem faustosamente alardeando pobreza perante o fisco.
Um espectáculo este Portugal.
Uma das preciosidades que se julga importante cá no burgo e vai abrindo a boca a espaços, acha que a legislação que permite os Berardos vai ser alterada. Que a AR, tão indignada que está, vai reagir.
Reajo como o Berardo - ah, ah, ah!!!!
Berardo riu-se, o presidente da comissão parlamentar também se foi sempre rindo, pateticamente.
Ilustrativo de tudo isto.
Como creio que alguém sugeriu, se o tivessem expulso da sala, com cobertura TV então teria havido um módico de dignidade.
Que pouco existe em S.Bento.
Escreveu o jornalista o que escreveu.
Já o disse, respeito mas discordo completamente.
É um dos muitos que sabe perfeitamente o que se passa há décadas na sociedade Portuguesa.
Um dos inícios logo nos finais dos anos 80 passados, foi a tragédia do Fundo Social Europeu, que engordou gente e gente, muito conhecida, e acabou por dar em nada.
Os hipócritas que hoje dizem que o País está chocado com a representação de Berardo na AR, que há que respeitar as instituições, deviam ter tratado de contribuir para alterar todo este húmus podre. Não o fizeram.
Não, viveram calmamente, engordando a barriga e os bolsos, com uma despudorada e descarada ausência de vergonha na cara.
Viram, participaram, olharam para o lado, o tal - saber viver.
Mas hoje estão tão indignados com a falta de respeito perante as instituições. Foram ministros e cooperantes mas hoje estão tão indignados.
Atentado ao estado de direito?
Como diria o outro, vão à outra parte, cambada de ordinários.
Ah, e oxalá apertem com o Berardo, pode ser que ele assim desmascare alguns safardanas.
Não acredito que isso aconteça, mas........
AC
sexta-feira, 10 de maio de 2019
(retirado da NET)
"Tentei ajudar os bancos numa altura de crise"
Joe Berardo garante que quis ajudar as instituições bancárias através do pagamento de prestações. O empresário madeirense disse ainda que foram os bancos que sugeriram o investimento no BCP."
sábado, 30 de março de 2019
segunda-feira, 18 de março de 2019
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu há tempos que os portugueses têm direito “a um apuramento daquilo que se passou” na Caixa Geral de Depósitos (CGD)."Os portugueses têm direito a um apuramento daquilo que se passou, se implica ou não responsabilidades, e responsabilidades como, quando, de quem".
Ah, naturalmente, não comenta comissões de inquérito no parlamento”.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Banca, reguladores, privados, público, portas giratórias, sempre os mesmos, conivências, política, negócios, promiscuidade, mas sempre de consciência tranquila.
Olhando para este exemplo, uma delegação da CGD ao lado da delegação do BP, será que isto ajuda a explicar alguma coisa ?
AC
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Mourinho Félix sobre CGD: "serão tiradas todas as consequências, sem olhar a quem"
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Por razões da vida, ela e o marido sempre tiveram conta bancária, a única, na CGD. Nela era depositado o parco vencimento mensal do marido, empregado de escritório, ela sempre eternamente doméstica.
A caminho dos 90 anos ficou viúva.
Por morte do marido, o filho mais velho e único vivo, pois o mais novo falecera com uma brutal e galopante leucemia, passou a ser titular daquela conta, para assim poder fazer o necessário, dado que a idade iria limitando sua mãe.
Desses meus chegados amigos, vou tendo notícias regulares.
A senhora, agora com 93 anos, apesar da idade, vai conseguindo e continuando a manter uma certa independência, mau grado a limitação de vista e audição, mas vai levando a sua vidinha.
Com as suas ridículas economias, 362, 92€ de pensão que religiosamente é depositada na CGD, vai vivendo, mas sei que isso em parte é conseguido devido à óbvia e necessária ajuda financeira do filho.
Há dias que o filho anda preocupadíssimo, pois soube (telefonou-me) que ele foi recentemente fazer a actualização da caderneta da CGD, e descobriu que o saldo cresceu ligeiramente. Estranhou.
Ao conferir a coisa assustou-se, e foi ter com a 1ª titular da conta. Descobriu em conversa com a idosa mãe que os depósitos regulares de 5,00 euros, não todos os meses, eram "prendas" que recebia por exercício de consultoria.
Mais assustado, estarreceu, quando a idosa senhora, candidamente sorrindo, lhe disse que nada de mal havia, nada tinha a esconder, a consultoria a que se referia era variada, versava sobre conversas do passado, memórias que outros gostam de ouvir, passar antigas receitas de culinária, conselhos sobre a limpeza da casa, conselhos a propósito das mulheres a dias, etc.
Nada de mal e ilegal, dizia, e que toda a gente muito aprecia e agradece.
Os 5 € são ofertas periódicas daí recebidas, dos quais raras vezes não são depositados, antes gastos no euromilhões!!
O meu amigo insistiu - Oh mãe, mas quem são as pessoas a quem dá essa consultoria, é que é preciso saber e poder explicar a proveniência do dinheiro, senão um dia pode alguém desconfiar e querer saber".
- Ai filho, não te preocupes, é a minha actividade liberal, e com a idade confesso-te que não sei o nome das pessoas com quem fui e vou falando e aconselhando, ás vezes é até à porta da farmácia, quando lá vou levantar os medicamentos. Não te aflijas"
Confesso, entendo a preocupação do meu amigo. Hoje em dia como as coisas andam, com tanto malvado a meter-se na vida privada das pessoas, nunca se sabe o que nos pode calhar.
Vou convidá-lo para jantar um destes dias.
AC
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Mais recente, Jerónimo parece não ver nenhum interesse em reabrir a questão CGD no âmbito da AR, uma eventual nova CPI ás trafulhices várias que estão por aí divulgadas.
Dizem que o argumento é não incentivar a hipotética vontade de alguns em privatizarem a CGD.
Não deixa de ser curiosa esta descansada postura em relação à gentinha que passou pela CGD.
Para quem "gosta" tanto de capitalistas e homens do dinheiro, não deixa de facto de ser curioso, mas a desculpa da nuvem privatização parece fraca.
Mas enfim, o tio Jerónimo lá terá as suas razões.
AC

