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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A  NOTÍCIA
O relógio batia as 03h40 quando o agente da PSP de serviço à porta da embaixada dos Estado Unidos da América ouviu um estrondo. Levantou os olhos e viu o BMW ser tomado pelas chamas depois de embater contra um pilar de cimento a alta velocidade, a 100 metros da guarita onde estava. O polícia correu para tentar ajudar, mas foi impotente para retirar os ocupantes do automóvel e evitar a tragédia. Acionou bombeiros e INEM, mas já nada havia a fazer.

Quando o sol nasceu, no domingo, ainda se contabilizava o total de vítimas. Primeiro quatro, depois cinco. Afinal eram seis os jovens, entre os 18 e os 21 anos, que seguiam no automóvel. Apenas o condutor e o passageiro que seguia ao lado foram identificados pelas autoridades - dois rapazes de 19 e 20 anos, de nacionalidade portuguesa e origem angolana - nas horas seguintes, devido a documentos encontrados junto aos corpos. Os restantes foram identificados pelos amigos. Estariam a caminho de casa após uma noite de diversão em Lisboa.

Os quatro ocupantes do banco de trás - três raparigas e um rapaz - ficaram totalmente irreconhecíveis. Foi necessário mobilizar meios do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) para proceder à retirada dos cadáveres de forma a que possam ser reconhecidos nas autópsias, através dos registos dentários, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

O acidente está a ser investigado pela Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa. Os primeiros dados mostram que o BMW descia da Av. das Forças Armadas em direção a Sete Rios, mas numa curva por baixo do Eixo Norte-Sul tocou num lancil e ‘levantou voo’, embatendo num pilar do viaduto e ‘aterrando’ num parque de estacionamento depois de derrubar a rede de proteção.

A videovigilância da zona foi recolhida e o carro carbonizado levado para um parque fechado da PSP para mais perícias nos próximos dias. Duas irmãs entre as vítimas 

A PSP só conseguiu identificar duas pessoas - o condutor Bruno Balça e Luís Garrido, que seguia no lugar do passageiro. No banco de trás, segundo amigos das vítimas, iam duas irmãs - Flora e Tomásia Moreira -, uma finalista da Universidade Europeia (Daniela Morais) e outro jovem identificado como Nelson Ferreira. São todos estudantes de origem angolana.

Como eu escreveria a notícia
Esta madrugada ocorreu um desastre rodoviário na avenida das Forças Armadas em Lisboa, com trágicas consequências.
Um automóvel com capacidade para cinco ocupantes mas levando seis pessoas e obviamente alguns sem cinto de segurança colocados, despistou-se por aparentemente ter batido num lancil, sendo projectado à distância, acabando por bater num pilar e incendiando-se em seguida. Morreram os seis ocupantes.
Supõe-se que a Divisão de Trânsito da PSP proceda a investigações, mas parece evidente que a alta velocidade será a origem do acidente   uma vez que a esfarrapada e habitual desculpa da chuva não parece poder ser invocada.
Felizmente não houve outras viaturas ou peões envolvidos não havendo assim mais famílias enlutadas. 
AC

quinta-feira, 6 de março de 2025

EM  QUE  PÉ  ESTAMOS ?
Na fase da vida em que estou, conheci / conheço imensas pessoas. Quando digo imensas, posso garantir que, por razões/ligações  pessoais/ familiares e razões profissionais, "imensas" significa seguramente perto de três centenas (civis e militares).
Não considero a imensidão de gente que se conhece de vista, ou da charcutaria + mercearia + farmácia + pastelaria/ café onde se vai há décadas e onde sabem as minhas origens /ligações/ profissão.

Vem isto a propósito da situação presente em Portugal e que, do meu ponto de vista, se pode resumir numa frase a que um dos meus três melhores amigos civis (todos infelizmente desaparecidos, dois muito recentemente) muito recorria para definir quem se estava a "espalhar" - "atirou-se para fora de pé".

Vejo nas notícias, a propósito do horizonte ameaçador que se vislumbra, que Marques Mendes teceu uma breves considerações, apelando a Marcelo.

Pelo que se lê, Marques Mendes pediu a Marcelo que fale com Montenegro e PS para evitar eleições.
E sugeriu um plano para evitar eleições legislativas antecipadas.

O plano:
- que Montenegro responda à comunicação social a todas as dúvidas que ainda haja sobre a empresa familiar, 
- que o PS, na sequência disso, retire a comissão de inquérito, 
- e que, na sequência disso, o Governo retire a moção de confiança

Fica-me, legitimamente, a dúvida seguinte:
- Em vez da recorrente jornalista feminina que passa os recados de Marcelo, foi agora este candidato a ferramenta de Marcelo?

Tenha sido ou não, creio que vários estupidamente se atiraram para fora de pé, e quem devia ter tratado de trabalhar amuou.

Diz o povo - tarde piaste!

Aguardemos pelos próximos capítulos desta nojenta telenovela que estará, muito provável e infelizmente, a engordar o CHEGA!

António Cabral (AC)

domingo, 2 de julho de 2023

PASSADEIRAS para TRAVESSIA de PEÕES

As passadeiras para a travessia dos peões é das coisas mais bem inventadas. Opinião pessoal, naturalmente.

Um passo para se caminhar no sentido do respeito que é devido às pessoas, tendo em vista acautelar a segurança das pessoas que têm necessidade de atravessar ruas.

Particularmente no que respeita a crianças, idosos, pessoas com limitações de mobilidade.

Em Portugal, em grande parte dos locais, as passadeiras estão colocadas em locais que, pessoalmente, me parecem algo discutíveis. Por exemplo, colocadas em grande parte junto de cruzamentos, logo à boca das curvas, demasiado (opinião pessoal) perto do início da curva/ cruzamento. Admito haver uma explicação mas a realidade é que muitas vezes acontece virem alguns desabridos mesmo a virar para outra rua à direita. Pouco espaço de segurança. Admito estar a ver mal o assunto.

Mas de uma coisa tenho a certeza, da inconsciência da maioria dos peões que observo a atravessar passadeiras. Raros são os que antes de entrar na passadeira param e se asseguram que o carro parou mesmo. Vejo alguns até com uma arrogância monumental, espelhando bem aquela típica postura nacional - é o meu direito.

Relegam, opinião pessoal naturalmente, a segurança/ integridade física para segundo plano. Estão a borrifar-se para, se vem lá algum desalmado, se vem lá algum sem respeitar os 30Km/h, se vem lá algum dos muitos sem respeito pelos outros, se vem alguém que por razões da sua difícil vida ou da idade está pouco atento como independentemente de tudo é sua obrigação. Creio que muitos atropelamentos se devem aos condutores, mas também muito aos peões porque não se cuidam, como é sua obrigação e não ligam à realidade que existe. Mais uma vez, admito não estar a observar bem o assunto.

AC

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

POLÍTICA, COMENTADORES, JORNALISTAS
O momento político tem-me feito recordar imensas coisas, da literatura a eventos passados.
O momento político é, de novo, mais uma nojenta novela, ou telenovela, ou teatro mal amanhado, o que não é de admirar observando-se actrizes que por aí andam.
Eça de Queirós lembrava a vida inglesa e falava designadamente no conflito da concorrência, patético direi eu, concorrência entre romancistas mais que medíocres. Como por cá com muita gente na opereta presente. Uma concorrência mediocre.
Quando presto mais atenção ao que por aí vejo e leio isto está mesmo quase pornográfico. Os escritos e prognósticos sobre o que vai acontecer, meu Deus, estão tantos de facto em alta concorrência, particularmente nos capítulos da asneirada e irresponsabilidade!

Escreveu então o bom do Eça - "Na vida doméstica inglesa, a novela tornou-se um objecto de primeira necessidade, como a flanela ou as fazendas de algodão; e, portanto, toda uma população de romancistas se emprega em manufacturar este artigo, por grosso, e tão depressa quanto a pena pode escrever, arremessando para o mercado as páginas mal secas no ansioso conflito da concorrência. (Eça de Queirós, Cartas de Inglaterra, 1880)

AC

terça-feira, 19 de outubro de 2021

MUDAR de VIDA
…….."Um Orçamento é uma mera previsão. O resto é que interessa. A Direita, evidentemente, está a ver passar a procissão e já deixou claro que não é consigo. Nada mais lhe compete fazer do que aquilo que está a fazer. Mudar de vida para ajudar o país a mudar a sua".
(João Gonçalves, JN)
AC

terça-feira, 21 de setembro de 2021

PANDEMIA,  LISBOA,  AJUNTAMENTOS

Vejo muito pouca televisão. Mas chamaram-me à atenção para andar para trás e ir ver notícias sobre as arruaças de multidões de adolescentes, os ajuntamentos de multidões em pelo menos Santos e Cais do Sodré. Qualificativo que me ocorre - um nojo.

Mas o que mais me choca ainda no que vi, é a qualidade das "cabecinhas" que se deixaram entrevistar. Exemplos típicos da geração mais qualificada de sempre e, obviamente, uma grande esperança no Portugal do futuro (!?!?!?!?)

Quanto ao papel das forças de segurança, e sobretudo quanto ao papel educativo de muitos pais, é mais um exemplo do estado a que isto chegou.

Claro que a culpa é da pandemia, do fecho das discotecas, do desemprego, do Trump, do Passos Coelho, do clima, das migrações, do degelo do Ártico, do Bolsonaro, do tratado AUKUS, da China, do Salazar, do Alves Redol, do Picasso, do Putin, dos Capitães de Abril, do Rei D. Carlos, das chuvadas de outro dia, do Cavaco Silva, do Macron e dos seus amigos coletes amarelos, de não haver a 3ª travessia do Tejo, do fecho da GALP, do MP, do Mandela, do Nasser, dos senhores da droga no México e Colômbia, do desaparecimento dos dinossauros, do Luís de Camões, ……….ah…... e da idosa minha vizinha na aldeia!

AC

quinta-feira, 10 de junho de 2021

8  9  0

890, SIM, é um número com 3 algarismos. Sim é o penúltimo número apresentado publicamente quanto aos infectados Covid-19.
E sim, a idade dos doentes internados em Portugal parece de momento ir baixando. Dizem que o aumento de casos em Lisboa já se reflecte nas hospitalizações. Parece que o número de doentes internados em Lisboa e Vale do Tejo aumentou em poucas semanas e a região está agora a acolher cerca de 60% das hospitalizações do país. Mas SIM, o último nº passou para 910 se vi bem.

Nada de especial, nada de alarmante. Tenhamos sensatez, oh juventude, e deixem-se testar. Haja bom senso, pede o Presidente desta República. Nada de alarmistas, nada de alarmismos. 
Lisboa não é Portugal, ora essa! E no Bairro Alto tudo se passa no maior respeito por regras e tudo o mais. Ah, convém repetir, o aumento de casos é culpa dos festejos por ocasião do Sporting campeão da bola.

E lembrou o Presidente, juízo (expressão minha para o que ele dissesenão as pessoas descolam e fazem o que lhes passa pela cabeça e desconfinam de acordo com a sua livre vontade."
O Presidente recomendou uma metodologia de desconfinamento devidamente seguro, sensato e de acordo com regras, recomendou que quem faz o discurso das regras do desconfinamento não faça de tal maneira que o povo, não ligue nenhuma (expressão minha). 
Ah, Marcelo aconselhou, ainda, as pessoas a terem "juízo em relação ao número de casos".

Porque é que cada vez mais tenho a sensação que Marcelo, Costa e etc., vivem numa estratosfera celestial e não no Portugal real onde, milhares de pessoas não cumprem regras quaisquer que sejam, e não só a propósito da pandemia. Mas o discurso dos melhores, e Guterres na ONU, e etc. A realidade concreta, por cá,………..
E a bovinidade é tanta que continuam contentinhos, com este governo, com esta vergonhosa oposição, com esta AR, com este Presidente (que cada vez mais se comporta como reizinho, como se verificou de novo na Madeira), com esses magistrados, com este Tribunal Constitucional, etc.

Nem que se fizesse um desenho acreditam que isto não está, e não é, como eles dizem. 
É tal como com esta coisa que anda agora um pouco na berlinda dos OCS, mas a que a esmagadora maioria dos portugueses não quer saber disso para nada: a defesa nacional e as Forças Armadas. 
Condecore-se os estandartes do EMGFA, EMA, EME, EMFA, e com uns bons almocinhos na Quinta da Vigia (que bem conheço e onde comi muito bem) e a coisa acalma certamente.
Portugal, pequenino, mas cada vez mais um torrãozinho de açúcar.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 27 de maio de 2021

ESPANHA



Pelas notícias parece que os socialistas espanhóis querem hordas de britânicos a chegar a Espanha, pois para Sanchez e outros, não há perigo nenhum vindo do Reino Unido no que à pandemia respeita.
Não há problema nenhum, a questão crescente das variantes indianas deve ser tudo alarme falso. 
À boa maneira Tuga já há por aí gente a desejar ardentemente o mesmo, com a miopia e discernimento habituais nos políticos e nos avençados na máquina do Estado controlados pelos políticos.
Concretamente, segundo o noticiado por mais de uma vez, o Turismo do Algarve quer entrada de britânicos sem teste negativo obrigatório.
A responsabilidade acima de tudo, não é verdade?
AC

sábado, 6 de março de 2021

4  MARÇO  2001

Foi há vinte anos que desapareceram de entre nós 59 pessoas, 36 das quais nunca encontradas e, portanto, nunca as famílias puderam fazer o que é normal quando desaparece um familiar.
Escreve-se agora nos jornais que daí para cá tudo mudou quanto a inspeções a tudo o que é pontes, túneis, aquedutos, viadutos, etc.

Escreve-se agora nos jornais, é uma força de expressão, melhor será dizer - papagueiam o que lhes dizem, ou repetem os papéis que lhes dão para copiarem. Ouvem e lêem e zás, sai notícia. Contraditório? Dúvidas?

Nunca lhes ocorre, NADA lhes ocorre, nem uma duvidazinha os assalta! Compram tudo sem pestanejar. Também por isso estamos como estamos.

Logo pouco depois da tragédia Jorge Coelho, hábil e matreiro como é, demitiu-se e com a célebre frase - a culpa não pode morrer solteira!

Mas, na realidade, a culpa morreu mesmo solteira isto é, a ponte ruiu por obra e graça do espírito santo. Nada, nem ninguém teve culpa daquilo ter acontecido. ZERO culpados. Voltemos ao - tudo mudou daí para cá!

Ora bem, eu que não percebo nada destas coisas leio - tudo mudou daí para cá - e se fosse eu o jornalista ao ouvir o técnico dizer isto, parava uns segundos e a seguir - desculpe, se tudo mudou daí para cá, quer dizer então que a periodicidade das inspeções ás infra-estruturas, a profundidade ou a superficialidade dessas inspeções não eram PORTANTO as adequadas? Não concorda? Ou seja, há anos que se andou a não fazer o que devia ser feito, ou não? Eu sei que passam 20 anos, mas face ao que me diz, nessa altura havia muita negligência, ou não

E eu continuaria - e outra coisa se fizer favor, como quase sempre acontece na vida, essa tragédia teve muito provavelmente causas várias, e não só uma, não concorda?

Portanto, voltando à tragédia, voltando 20 anos atrás, voltando a Jorge Coelho, a realidade é que o ministro deu à sola, ninguém desse ministério nem das IP veio publicamente confessar se faziam inspeções, que inspeções faziam, as datas de todas as inspeções, e muitos etc. etc., tal como nenhuma empresa das que durante anos andaram a tirar areias e com isso a ganhar dinheiro veio a público dizer desde quando o faziam, com que periodicidade, se tinham autorização para tal, e se pagavam as taxas devidas, etc., etc., tal como todas as autoridades com superintendência sobre o rio e sobre todas as actividades nele realizadas não vieram confessar-se sobre autorizações dadas ou não, sobre fiscalizações, ou sobre ausência de meios para fazer fiscalizações. ETC!

Em síntese, e deixando de lado muitas outras coisas, em tribunal tudo bem, tudo foi ilibado, a culpa morreu solteira.

Só faltou escreverem que culpados foram as 59 vítimas que não tinham nada que andar a deslocar-se de carro e autocarro.

Que desgraça de país mas, sobretudo, que vergonhosos poderes públicos de então. Cheira-me que foi nessa noite que Guterres tomou a decisão de se pirar e ir tratar da vidinha assim que pudesse. 

António Cabral

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

EXACTAMENTE
(Carlos M. Fernandes, Observador) (sublinhados meus)(comentários)
............Se a submissão dos média à discricionariedade dos Estados policiais é explicada pelos riscos de uma oposição visível, como se justifica a passividade dos jornalistas em democracia? Nas ditaduras, os jornalistas receiam a prisão ou a morte. De que têm medo os jornalistas, ao dia hoje, num regime, como o português, que se afirma livre? (perder o emprego) De um telefonema irado do Primeiro-Ministro? Da vigilância da PSP? Da incapacidade dos tribunais para assegurar a sobrevivência do Estado de Direito? Da pressão de chefes domesticados pelo dinheiro dos contribuintes? (porque senão abaixam a tola, perdem o emprego) Seja o que for, não transmite uma boa imagem dos jornalistas.

A comunicação social portuguesa, que já nos habituou à apatia diante da propaganda, trapalhadas e abusos de certos governos, vestiu, com a crise sanitária, o uniforme de serviçal do poder. (então o telejornal das 1300 na SIC é das coisas mais asquerosas e sabujas) Enquanto o Governo actual, com a complacência da Presidência da República, viola a Constituição, proíbe a venda de livros e água, fecha negócios, empurra milhares de pessoas para o desemprego, assalta os lugares estratégicos da Justiça, e ainda se atreve a exportar as suas vigarices para a União Europeia, os jornalistas dizem aos cidadãos para terem medo, manipulam-nos no sentido de estes se fecharem em casa e incitam-nos à denúncia com reportagens à caça de transeuntes sem máscara. Enquanto a polícia entra em propriedades privadas sem mandato, solicita comprovativos de residência a quem é visto na rua a passear o cão, intimida os incautos com interpretações abusivas de uma lei já por si excessiva e pede explicitamente a colaboração popular na vigilância dos prevaricadores, os jornais e as televisões massacram-nos com advertências do perigo da extrema-direita e do populismo, numa renovação, agora com um alvo fixo, da estafada rubrica vem aí o fascismo. Até há pouco tempo, os recorrentes alertas para o fascismo pareciam a história do rapazinho que grita “lobo!”. Agora, assemelham-se a uma fusão paródica de fábulas que poderíamos descrever como a história do rapaz que grita lobo quando já tem os ursos a comerem-lhe as papas em casa (ou na cabeça).

No comentário e debate, a apostasia da ciência consensual é censurada, ou por omissão, ou através do recurso a espantalhos e caricaturas do contraditório. Os jornalistas portugueses são, neste momento, inimigos da sociedade aberta e devem ser tratados com a intransigência que se reserva aos cúmplices de forças antidemocráticas. Há excepções, como é óbvio, mas são emudecidas pela cacofonia do medo ou saneadas no meio de uma serenidade apenas possível num país adormecido.

A pressão hierárquica e o ambiente policial que se vive não desculpam a demissão de responsabilidades. Outros lutaram e mantiveram-se fiéis aos seus ideais em tempos e lugares muito mais complicados. Quanto à degradação do ensino e à falta de preparação científica e humanística (e humana), explicam alguma coisa – pelo menos o facto de que se escrevia muito melhor na imprensa desportiva de antanho do que na generalista de hoje —, mas não tudo. Sobra a cobardia e a má-fé. Em face da manifesta venezuelização de Portugal, a comunicação social parece aquela senhora vitoriana que, quando persuadida pelo argumentário darwinista, afirmou: “Será talvez verdade que o homem deriva dos símios, mas ao menos não o digamos. É melhor que não se saiba de tal!”

...... Na actualidade lusa, os jornalistas não só imprimem a lenda, como são eles próprios quem a inventa e conta, uma e outra vez, até esta se tornar um facto. Além disso, com lendas ou factos, os jornalistas do Oeste americano participaram na transição do estado selvagem para o Estado de Direito. Ao abdicarem da dúvida em benefício de consensos forçados, os Portugueses, ao invés, habilitam-se a viabilizar a ruína do primado da lei. A história julgá-los-á.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

NÃO CREIO HAVER OUTRA EXPLICAÇÃO

ESTUPIDEZ INQUALIFICÁVEL. INACEITÁVEL. HÁ QUE PÔR COBRO A ISTO, COM VIOLÊNCIA.

O QUE DIZER DE 2 CONCIDADÃOS QUE ESTÃO QUASE JUNTOS, NA RUA, A FALAR UM COM O OUTRO, SEM MÁSCARA, COMO VI AGORA QUANDO FUI AO MULTIBANCO PAGAR UMA CONTA?

O QUE DIZER DE 6 CONCIDADÃOS DAQUELES COM TURBANTES NA CABEÇA, SEM MÁSCARA, ÀS VOLTAS COMO EU AO PARQUE MUNICIPAL ?

O QUE DIZER DE VÁRIOS CONCIDADÃOS COM QUE OS MEUS CUNHADOS SE CRUZARAM NA RUA, SEM MÁSCARA, ENQUANTO FAZIAM 2 A 3 CENTENAS DE METROS PARA UM LADO E OUTRO, PARA ESTICAR AS PERNAS?

O QUE DIZER DE UNS ALARVES, QUASE 200, QUE RESOLVEM JANTAR BEM JUNTINHOS?

ESTUPIDEZ INQUALIFICÁVEL, INACEITÁVEL, UMAS BESTAS!

AC

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

ÁS 2035 HORAS DESTA 6ª F,  7 AGO  2020
Foram tiradas estas fotografias com Tlm. 
É a manifestação do incêndio que permanece pelas bandas da Capinha e Alpedrinha.
Bem visível aqui da aldeia.
É como estamos.
Centenas de meios humanos, no Continente a correr de um lado para o outro, anúncios de centenas de militares a reforçar, falam em drones de controlo, falam de avião a coordenar/ controlar.
De outro lado temos porventura pouca limpeza de florestas e terrenos, incendiários, inconscientes agrícolas, desordenamento, despovoamento, etc.
Não se questiona como são pagos bombeiros, aeronaves, etc.
Critérios, portanto.
É como estamos. Olho aos resultados. Claro que virão dizer que nunca houve tão pouca área ardida.
AC

quarta-feira, 1 de julho de 2020

ESPANTADO 
Até o cão está espantado com a qualidade (!?!?!?) destes ministros e de certos autarcas.
AC

sábado, 13 de junho de 2020

AS  ILUSÕES  do  COSTUME
Poderemos com efeito vir a receber entre 2021 e 2027 €45 mil milhões só em transferências a fundo perdido, €15 oriundos daquele pacote e €30 ao abrigo dos programas de coesão pré-existentes.
Os €6 mil milhões que receberíamos em média todos os anos entre 2021 e 2027 seriam assim o equivalente a 3% do PIB de 2019, ou seja, à conta anual de juros da nossa dívida pública
. (Observador)
Naturalmente, posso estar enganado e a ver mal as coisas.
Primeiro, não há nada, há uma anunciada intenção.
Segundo, nada se concretizará sem unanimidade do Conselho Europeu.
Terceiro, só os patetas e os que persistem em enganar a incauta e ignorante população em que apenas uns milhares são excepção quanto a ignorância, conhecimento, realismo, é que constroem cenários baseados em anúncios, e assim escrevem artigos e dão opiniões, e ganham uns tostões.
Quarto, sensatamente, no imediato, a única coisa que parece real é o que está aprovado, são os tais 6 milhões, o resto é folclore, e chegaremos ao Natal quase como agora. 
Quase, porque, na realidade, as discussões na Europa vão arrastar-se e, por cá, várias PMEs e muitas Micro irão explodindo e, pelo Natal, em vez do quase como agora, estaremos socialmente muito pior. MUITO PIOR.
Oxalá me engane. Aguardemos.
AC

sábado, 6 de junho de 2020

ISTO EXPLICA BEM PORTUGAL
Explica o que são grande parte dos cidadãos, as suas preocupações e prioridades, e explica as posturas deste e de anteriores governos sempre preocupados com sondagens e eleições. 

Estavam à espera que fossem as forças de segurança a evitar isto? Eram logo apelidadas de fascistas.

As coisas da vida do dia a dia como, emprego, família, compras de supermercado, educação, carga fiscal, esmifranço vergonhoso do cidadão comum, isso não interessa para nada.

Basta ficar pela exaltação (mais que justa) perante ignomínias lá fora, como o assassinato de um homem, ou apedrejar autocarros de clubes de futebol, ou tirar umas selfies com palhaços, ou gritar pela abertura dos bares, ou delirar com o futebolês nos canais todos de TV. 
Merecem o que por aí virá. 
Eu e outros não merecemos.
E por causa desta gentalha alarve, muito provavelmente, vou continuar a não poder visitar a minha mãe no lar. Ainda só passaram pouco mais de 3 meses.
Escumalha do mais puro quilate.
AC

segunda-feira, 18 de maio de 2020

NEM  MAIS
"Custa-me dizê-lo, mais ainda aceitá-lo, mas, tal como é e atualmente se comporta, a Europa tem toda a aparência de presa fácil para um islão que, convicto da sua supremacia e decidido a vencer, não olha a meios nem sacrifícios para impor a sua ideologia.” (Rentes de Carvalho)
AC

quarta-feira, 15 de abril de 2020

QUE PARVALHÕES
"Esquerda espera valorização salarial no Estado em 2021
É o mínimo que me ocorre.
Não podem esperar, por exemplo, por Setembro, para ver como estarão as coisas?
Desgraçado país com gente deste calibre.
AC

sexta-feira, 27 de março de 2020

ESTAMOS   PERANTE   o   QUÊ ?
Uma pandemia que se afigura terrível, isto é certo.
§ Uma crise social mundial?
§ Uma crise económica mundial?
§ Complicações graves a nível da UE?
§ Uma desunião Europeia?
§ Risco de alguma desintegração na UE?
§ Projeções catastrofistas em Portugal por parte de alguns?
§ Projeções essas que não terão tido em conta por exemplo, o lado humano, comportamental?
§ Titulares de orgãos de soberania irresponsáveis, dado o atraso na tomada de decisões?
§ Ausência de coordenação a nível nacional?
§ Ausência de coordenação a nível Europeu?
§ Uma OMS frouxa e comprometida com algum país?
§ Uma inversão das práticas governamentais como por exemplo, passar a pagar a tempo e horas a fornecedores?

Pessoalmente creio que a missa ainda nem começou quanto mais a procissão organizar-se e sair da igreja.
Aguardemos.
António Cabral (AC)

sábado, 21 de março de 2020

VALE  a  PENA  PARAR  e  REFLECTIR
No post que transcrevi com o artigo de Campos e Cunha de 2009, quero agora salientar a sua parte final.
Porque está cá tudo, continua cá tudo, mas tudo.
Que o COVID-19 exporá agora, escancarando tudo, tragicamente.
São pelo menos 30 anos de malandragem de todas as cores (por acção e omissão), irresponsabilidade, incompetência, conluios, de servirem-se e quase nunca servirem a sociedade, de corrupção escandalosa até aos mais altos níveis da estrutura social, sim falo inclusive de ex e titulares de orgãos de soberania, ou não estão aí  inúmeros exemplos há anos?

> O que sublinho ainda mais, a encarnado, é ou não verdade?
> A situação tem estado sempre escondida, disfarçada, mas é ou não potencialmente explosiva?
> Há ou não uma potencial catástrofe social? Ou julgam que é agora que ela se dará apenas por causa do vírus?
> Eles e Elas reconheceram alguma vez, reconhecem, irão reconhecer os erros? 
É que as pessoas intelectualmente honestas, depois de errarem, e depois de reconhecerem isso, arrepiam caminho. 
Acham que é o que eles e elas finalmente vão fazer?

António Cabral (AC)

...................................Sem ensino pré-primário, uma escola sem moral, uma ideologia de facilitismo e de irresponsabilidade, bairros sociais que são guetos, integração social e moral impossível e uma sociedade avessa a impor valores, conduziram a esta situação socialmente explosiva. E para percebermos o que se passa, nem falei da Crise. Neste caso não há crise, há uma catástrofe social cozinhada em lume brando nos últimos 30 anos da nossa política. 

A polícia pode resolver este caso mas nunca ela poderá resolver o problema. Resolver o problema passaria por reconhecer os erros que os políticos que têm estado no poder não reconhecem. Seria exigir o impossível. O Bairro da Bela Vista é, de facto, uma bela vista sobre a nossa sociedade.