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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

O  "MOMENTO"  POLÍTICO  NACIONAL
Para uns a vida nacional está uma desgraça perdida, para outros a democracia a funcionar (o que penso), para outros uma palhaçada (bem....), para outros ainda o país prossegue o caminho para o precipício (também creio).
E nesta fase, mais uma vez, assiste-se ao jornalismo deslumbrado, e completamente cego pela sua presunção de protagonismo, presunção balofa e bafienta. Jornalismo deslumbrado que é um dos contributos para o estado pré-comatoso do país, quando é certo que uma democracia saudável e madura não pode sobreviver sem orgãos de comunicação livres, assertivos, independentes, que informem com isenção e rigor, e que tenham também espaços claros de opinião.
Lá no fundo no fundo, Marcelo por um lado e Costa por outro, devem rir a bom rir  com as cenas no CDS, no PSD, no Chega, e as irritações do BE e PCP. Embora haja a convicção de que Marcelo se preocupa muito com ausência de partidos fortes.
Observável também, com nitidez, a movimentação de vários cabotinos, de vários protagonistas balofos, de vaidades e arrogância diversas, de garotadas com corpo físico de adulto, de heróis diversos, e de "presuntos" que nunca conseguiram os mínimos nas provas físicas. Há, infelizmente, jornalismo que lhes dá guarida  (aos presuntos) para os seus escritos a soldo de "alguém", alguém que se adivinha quem é.
É como estamos e, parafraseando - só estou a dizer o que me parece! Enfim, aguardemos os capítulos seguintes.
AC

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

POLÍTICA, COMENTADORES, JORNALISTAS
O momento político tem-me feito recordar imensas coisas, da literatura a eventos passados.
O momento político é, de novo, mais uma nojenta novela, ou telenovela, ou teatro mal amanhado, o que não é de admirar observando-se actrizes que por aí andam.
Eça de Queirós lembrava a vida inglesa e falava designadamente no conflito da concorrência, patético direi eu, concorrência entre romancistas mais que medíocres. Como por cá com muita gente na opereta presente. Uma concorrência mediocre.
Quando presto mais atenção ao que por aí vejo e leio isto está mesmo quase pornográfico. Os escritos e prognósticos sobre o que vai acontecer, meu Deus, estão tantos de facto em alta concorrência, particularmente nos capítulos da asneirada e irresponsabilidade!

Escreveu então o bom do Eça - "Na vida doméstica inglesa, a novela tornou-se um objecto de primeira necessidade, como a flanela ou as fazendas de algodão; e, portanto, toda uma população de romancistas se emprega em manufacturar este artigo, por grosso, e tão depressa quanto a pena pode escrever, arremessando para o mercado as páginas mal secas no ansioso conflito da concorrência. (Eça de Queirós, Cartas de Inglaterra, 1880)

AC