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sexta-feira, 3 de abril de 2026

SEGURANÇA na SOCIEDADE  PORTUGUESA

As estatísticas são um factor de quantificação e análise interessante, importante, mas têm um problema: por vezes induzem em erro.

A velha cena "dos dois amigos que vão ao restaurante, um que já tinha almoçado mas por amizade faz companhia ao amigo e só bebe novo café", induz em erro.

O esfomeado mamou um frango assado inteiro, mas a estatística regista que cada cidadão come meio frango numa refeição.

Vem isto a propósito de mais um relatório nacional que indica, e para contentamento dos políticos moderados, que Portugal continua um país dos mais seguros em sociedade. A criatura Ventura deve vir fazer uns números à conta do tal RASI.

Um tal de "coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança" veio explicar várias coisas e entre elas que existe um factor a ter em conta e que é a "percepção de segurança" que as pessoas têm.

Pelo tal relatório, um tal de "RASI" fica a prova de que Portugal é dos "países mais seguros". Será !

Mas a realidade é que imensos concidadãos deixaram de fazer o que rotineiramente faziam há não muito anos, 
as pessoas "têm de se sentir seguras". Eu, por exemplo.

Andar à noite como fiz durante décadas na cidade onde resido deixei de fazer desde há seis sete anos.

E muita coisa continua muito diferente.

Quer queiram quer não, sejam os execráveis do Chega sejam os dos outros partidos, a realidade da sociedade é um pouco diferente do que uns e outros apregoam.
O Chega nos números do costume. 
Os outros negando tudo, quando algumas coisas não podem ser negadas.

Olhe-se para as escolas do ensino secundário. Para lá de agressões crescentes a funcionários e professores, para lá de "bulling" inaceitável, o papel concreto daquilo a que a PSP chama "Escola Segura" dá vontade de rir.

É passar uns dias a olhar para uma escola e verificar o que acontece quando de vez em quando um carro dos cívicos se aproxima dos gradeamentos, afasta-se e estaciona perto, por ali ficando algum tempo, MUITO ATENTOS. Fiz esta experiência mais de uma vez!

É o que se poderá designar por eficácia na acção!
E o resto?
E sobretudo o discurso de ódio e violência por todo o lado, mais as violações de todo o género, mais a criminalidade vivendo à conta de imigração ilegal etc., na net e na vida dita real.
 
Dizem que as detenções por crime de auxílio à imigração ilegal cresceram em relação a 2024. Olha que novidade.

O RASI terá a sua importância.
Mas, e tudo aquilo que não é reportado?

Por exemplo:
- o assalto a idosos em pleno dia mesmo nas barbas de alguns transeuntes?
- as violências domésticas não participadas?
- a cena das 3 tipas na loja do cidadão a passar o mesmo bebé entre elas para ter prioridade?

Enfim.

Bom dia, tenham uma boa 6ª Santa, saúde e boa sorte.
AC

domingo, 2 de julho de 2023

PASSADEIRAS para TRAVESSIA de PEÕES

As passadeiras para a travessia dos peões é das coisas mais bem inventadas. Opinião pessoal, naturalmente.

Um passo para se caminhar no sentido do respeito que é devido às pessoas, tendo em vista acautelar a segurança das pessoas que têm necessidade de atravessar ruas.

Particularmente no que respeita a crianças, idosos, pessoas com limitações de mobilidade.

Em Portugal, em grande parte dos locais, as passadeiras estão colocadas em locais que, pessoalmente, me parecem algo discutíveis. Por exemplo, colocadas em grande parte junto de cruzamentos, logo à boca das curvas, demasiado (opinião pessoal) perto do início da curva/ cruzamento. Admito haver uma explicação mas a realidade é que muitas vezes acontece virem alguns desabridos mesmo a virar para outra rua à direita. Pouco espaço de segurança. Admito estar a ver mal o assunto.

Mas de uma coisa tenho a certeza, da inconsciência da maioria dos peões que observo a atravessar passadeiras. Raros são os que antes de entrar na passadeira param e se asseguram que o carro parou mesmo. Vejo alguns até com uma arrogância monumental, espelhando bem aquela típica postura nacional - é o meu direito.

Relegam, opinião pessoal naturalmente, a segurança/ integridade física para segundo plano. Estão a borrifar-se para, se vem lá algum desalmado, se vem lá algum sem respeitar os 30Km/h, se vem lá algum dos muitos sem respeito pelos outros, se vem alguém que por razões da sua difícil vida ou da idade está pouco atento como independentemente de tudo é sua obrigação. Creio que muitos atropelamentos se devem aos condutores, mas também muito aos peões porque não se cuidam, como é sua obrigação e não ligam à realidade que existe. Mais uma vez, admito não estar a observar bem o assunto.

AC

sábado, 21 de março de 2020

quinta-feira, 11 de maio de 2017

COCKTAIL EXPLOSIVO.........
As última horas têm sido ocupadas com notícias (??!!) entre muita outra coisa, sobre o não reabastecimento de aviões no aeroporto de Lisboa, sobre a vinda do Papa, sobre o salvador socrático da segurança social, sobre uma cena tumultuosa na repartição de finanças no Montijo. 
Observe-se apenas o tumulto na repartição das finanças.
Usei a tecnologia para andar para trás nas imagens, passei os olhos por jornais "online" e tentei raciocinar.
Fico com a quase certeza de que a informação está muito incompleta, como é o habitual nos OCS nacionais. 
É muito provável que, adicionalmente, exista quase que desinformação e particularmente espectáculo tolo para chamar audiências.
O cocktail > as instalações das finanças no Montijo, melhor, parte delas pois foi no R/c e existe outro andar, funcionários de finanças, um cidadão que creio não é português, um elemento da GNR que estava no local trajando à civil, e OCS designadamente TV's e jornais.
A repartição de finanças >  creio saber que na zona normalmente destinada a pagamentos diversos, a tesouraria portanto e que se situa no R/c, foi criado uma zona para apoio dos cidadãos que tenham dificuldades no preenchimento/ entrega do IRS; está lá, creio, que uma funcionária, não para fazer o trabalho individual dos cidadãos, mas para esclarecer e orientar, e é cada cidadão que tem de tratar do seu assunto.
O cidadão do distúrbio >  parece que não é português; não faço ideia, mas imaginem por momentos que antes, ainda cá fora da repartição, tinha havido algazarra, incluindo com outras pessoas e com o próprio agente da GNR; imaginem, portanto, que já antes lhe tinha sido chamado à atenção para o comportamento que estava a ter e ainda por cima sem ligar a câmara para filmar tudo, o que seria falha grave; imaginem que o sujeito quereria à viva força que lhe preenchessem o IRS; imaginem que a criatura só lá dentro é que se lembrou que podia gravar a coisa; imaginem agora que o sujeito era tão só português, sem nada para gravar, normalmente casado, e sem qualquer historial anterior recriminatório, certamente que a coisa não tinha tido tanta divulgação.
O elemento da GNR > parece haver margem legal para intervenção por parte de um membro de forças de segurança que não esteja de serviço se presenciar por exemplo distúrbios na via pública e/ ou cenas que possam vir a descambar em violência.
No caso concreto, o que me parece muito reprovável, é o recurso a uma técnica brutal quando, porventura, o militar teria capacidade mais que suficiente para recorrer a outra menos dura.
Os funcionários das finanças > creio que na área da repartição em causa só trabalham senhoras; imagino o pavor; haverá procedimentos estabelecidos para chamar com urgência forças de segurança? ao que julgo saber, o posto da PSP está até bem perto da repartição de finanças.
Os OCS > em termos gerais, o que deles se retira e com relevo para a SIC, quase se pode descrever a coisa assim - um pacífico cidadão não só não foi ajudado na repartição de finanças como violentado por elemento das forças de segurança no caso a GNR, portanto mais uma brutalidade, mais um escândalo.
Pois digo eu, não acredito que o GNR não pudesse ter usado de outra técnica e não a que fez, que se afigura desproporcionado; não acredito na desfaçatez e inocência do dito cidadão; seria muito mais honesto intelectualmente por parte dos OCS averiguarem com alguma profundidade antecedentes incluindo o que se terá passado no exterior da repartição, sobretudo procurando saber se por acaso o sujeito não mora na zona etc.
Mas o que mais uma vez se fez, sem desculpar o GNR, é só o contrário do que devia ser feito. Por isso estas e outras cenas se propagam na maior das impunidades, e por isso muita gente olha para certas situações com cada vez maior raiva. 
Querem outro exemplo?
Três ou quatro criaturas, de uma conhecida minoria étnica, e uma criança talvez com pouco mais de um ano, que vai andar de colo em colo para que todos sejam atendidos com prioridade, numa repartição pública, quando lá não chegaram ao mesmo tempo!
AC