Mostrar mensagens com a etiqueta segurança interna. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta segurança interna. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de maio de 2020

COVID-19 TUDO JUSTIFICA ...!?!?!?!?
Mais uma das inacreditáveis coisas promovidas por estes socialistas:
"Foi com perplexidade que soubemos que o governo tinha pedido para prorrogar para 30 de junho o prazo para envio à Assembleia da República do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2019. É incompreensível esta enorme dilação temporal e grande a nossa preocupação com a dificuldade que isto coloca à atempada apreciação e eventual tomada de iniciativas políticas", assinalou ao DN Luís Marques Guedes, presidente da Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Tudo se faz com a maior da desfaçatez, tudo o PS promove com a maior descarada ausência de vergonha na cara, tudo o povão engole. TODOS UNIDOS!!!!!
E o PCP? E o PAN? E os melancias? E o BE?
E o PSD? E o Chega? E o IL? E a Joacine?
No pasa nada?
AC

sábado, 21 de março de 2020

quinta-feira, 19 de março de 2020

É   SÓ   PARA   LEMBRAR
Como cada vez há mais distraídos, mais incompetentes, mais negligentes, mais corruptos passivos e activos, mais subservientes, mais imbecis, mais politicamente correctos, mais educadores do povo, mais acomodados, mais calados, aqui transcrevo algo  importante, decisivo, inultrapassável, e em devido tempo bem assinalado.

".....A soberania significa independência e liberdade nacional, garantia da integridade do território, defesa do regime constitucional e salvaguarda coletiva de pessoas e bens. A soberania justifica a existência do Estado e o exercício das funções de soberania assegura o desenvolvimento normal das tarefas próprias do Estado, a liberdade de ação política dos órgãos de soberania e o regular funcionamento das instituições democráticas e constitucionais.

Para um conceito rigoroso de soberania concorrem vários setores das políticas públicas e diversas instituições da sociedade e da economia. No entanto, nem todos contribuem na mesma medida para este objetivo do Estado.

Há um núcleo vital constituído precisamente pelas funções de soberania: a
política externa, a defesa nacional, a segurança interna, a justiça e as informações, estão nesse núcleo. São estas, a par da fiscalidade, as funções fundacionais do Estado moderno e aquelas sem as quais não podemos falar de um Estado soberano.
Ao longo do tempo, aos direitos de cidadania política somaram-se os direitos sociais e os direitos económicos"
........

Fica pois a legítima interrogação, como vai este Estado dito soberano? Como continuam a ser tratados os cidadãos portugueses?
AC

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

NÃO ERA PRECISO ISTO (programa do governo PS)
Não era preciso isto, há décadas que muitos sabem que para esta gente a Defesa Nacional é o que respeita à instituição militar, APENAS. 
Ora a instituição militar, o poder das armas, o tal monopólio da força que o Estado detém é tão somente a componente última da Defesa Nacional. Última no sentido de a ela se recorrer esgotado o resto.
E o que é o resto?

Quanto ao resto deve lembrar-se ( a maioria dos concidadãos quer lá saber disto, e quanto aos políticos......) que a dita Defesa Nacional tem um carácter permanente, e cabe aos governos de forma transversal realizá-la em toda a actividade governamental. 
E, à Defesa Nacional, importam por exemplo, vectores diversos como o, cultural, financeiro, económico, industrial e diplomático. 
A faceta militar, o vector militar, é o último recurso.

O formalmente designado Ministério da Defesa Nacional nunca desde o 25 de Abril de 1974 passou de ser apenas o ministério "dos tropas". 
Alguns dos ministros (MDN) que por lá passaram pouco mais eram que uns verbos de encher, quero eu dizer, não tinham peso político nenhum, outros houve que tiveram peso político mas também para pouco serviu, querendo eu com isto dizer, quanto a reformas a sério, num país rodeado de água, na NATO, na Europa, e com compromissos vários. 
Que Forças Armadas para Portugal na última década do século XX ou agora no XXI? Que se requer da instituição militar?
Tudo por fazer, contentam-se em ter soldadesca em África e etc. 
É QUASE NADA, para um País que se quisesse a sério. 

Mas, sendo isto assim há décadas, houve sempre umas estrelas vaidosas e observantes do seu umbigo que sempre colaboraram e hoje colaboram com estes lamentáveis políticos. 
Políticos de todas as cores, e colaborações a diferentes níveis. 
Mas, depois, vão fazendo queixinhas.
E daí a famosa frase - muito reservados no activo, muito activos na reserva e reforma.
Claro que no fim do texto do programa, o PS lá mete umas larachas sobre proteção civil, segurança interna, mas articular estas coisas como deviam ser, nada, e nada de mexer na CRP, por exemplo. 
Os seus amigos de Peniche esquerdalhos ficariam zangados.

I.IV.2. Preparar a defesa nacional para os desafios da década 2020-2030
Às Forças Armadas pede-se, cada vez mais, que respondam a novas e complexas missões, que assumam novas responsabilidades e que façam tudo isso respeitando a exigência de utilização eficiente dos recursos públicos. Para tal, é necessário adaptar a Defesa Nacional para dar as respostas que se lhe impõem e projetar um novo ciclo, pautado por significativos desenvolvimentos internacionais.

No âmbito da União Europeia, Portugal concretizou, em dezembro de 2017, a sua intenção de participar numa cooperação estruturada permanente no domínio da segurança e da defesa. Acresce que está em processo de conclusão um Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa e um Fundo Europeu de Defesa, consubstanciando uma transformação profunda e apontando para uma Identidade Europeia de Defesa. Portugal deve participar neste processo, reforçando a sua capacidade militar e simultaneamente as suas indústrias de defesa.


Por sua vez, no âmbito da NATO, em julho de 2018, Portugal renovou, calendarizou e planificou o compromisso de aumentar a despesa em Defesa, apontando para um rácio entre 1,66% e 1,98% do PIB em 2024. É crucial que os ganhos decorrentes deste esforço sejam mensuráveis, concretos e tenham um impacto positivo sobre a economia nacional.

Por fim, a Lei de Programação Militar, recentemente revista, constitui o principal instrumento financeiro plurianual para a Defesa Nacional e materializa uma estratégia de médio e longo prazo para a edificação das capacidades militares, assente no desenvolvimento da inovação e gerando valor acrescentado para a economia nacional, reforçando o emprego qualificado e promovendo as exportações das empresas deste setor de atividade.

Por outro lado, o apoio às populações, especialmente em apoio à proteção civil ou no âmbito do combate aos incêndios e, bem assim, as missões em articulação com o Sistema Integrado de Segurança Interna são solicitações a que cumpre responder.
As Forças Armadas continuarão a estar onde o país e os seus compromissos internacionais o determinem, cumprindo, com o já habitual sucesso, complexas missões que se considerem proporcionais e compatíveis com o interesse nacional e com o papel que Portugal soube consolidar.

E estamos nisto. 
Nem mesmo com alguns daqueles servidores venerandos que os aplaudem sentados nas 1ª filas isto se altera.
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

DISCURSOS e DEMAGOGIA
Há muitos, muito arenga, muita demagogia, muita mentira descarada, muito plano e estratégia nacionais, muita reforma.
Vem isto a propósito desta gentinha toda que vai estoirando com Portugal.
Um dos que mais tratou disso foi Sócrates, com a preciosa ajuda dos seus nº2 e 3 e 4,  e que aí continuam a governar (???).
Gosto sempre de reler discursos passados e, depois, um ou dois anos depois, ir ver como estão as coisas.
Deixo aqui um discurso de Sócrates, sem comentários.
Quem quiser que pesquise.
AC


Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
1. Reformar a Segurança Interna
A determinação reformista do Governo continua viva como na primeira hora. Quero hoje apresentar, à Assembleia da República, a reforma do sistema de segurança interna e das forças de segurança. A segurança e a liberdade são condições recíprocas do Estado de Direito. A segurança é mesmo a primeira das liberdades. Sabemos bem que Portugal é um país seguro e isso é confirmado pelos principais indicadores internacionais. Contudo o Sistema de Segurança Interna que tem vigorado desde os anos oitenta é fruto de uma conjuntura internacional e nacional ultrapassada. Temos bem consciência que as ameaças e os riscos são hoje diferentes na natureza e na intensidade. Por outro lado, os componentes do sistema de segurança interna foram emergindo sem coerência nem visão de conjunto. O Governo está bem consciente da necessidade de superar estes problemas e por isso desencadeou um processo de estudo e audição envolvendo as forças e serviços, peritos, responsáveis políticos e parceiros socioprofissionais. Estou hoje em condições de anunciar as principais linhas de orientação da reforma, as quais serão aprovadas no Conselho de Ministros de amanhã.
2. A reforma do Sistema de Segurança Interna
Apresentaremos nesta Assembleia, até ao próximo mês de Junho, uma proposta de uma nova Lei da Segurança Interna, que espero seja motivo de consenso alargado entre as diferentes forças políticas. A nova Lei, desde logo, assentará num conceito estratégico de segurança adequado ao nosso tempo: um conceito mais amplo que seja capaz de integrar, por um lado, a acção de prevenção e a resposta necessária e, por outro lado, enfrente quer os riscos resultantes da criminalidade e da nova ameaça do terrorismo internacional quer os riscos naturais, tecnológicos ou de outra natureza que também impendem sobre a sociedade portuguesa. Não defendo alterações radicais no sistema de forças e serviços de segurança. Há vantagens reconhecidas na manutenção de uma força de segurança de natureza militar, uma força de segurança de natureza civil, uma polícia judiciária centrada na criminalidade mais complexa e, dada a relevância crescente do fenómeno migratório, um serviço especializado de imigração e fronteiras. Estas quatro forças e serviços de segurança continuarão a ser os pilares em que assenta o nosso sistema de segurança interna. A questão crítica continua a ser a da coordenação e a da resposta integrada perante as ameaças. A pedra angular da reforma será, por isso, a criação de um Sistema Integrado de Segurança Interna, liderado por um Secretário-Geral que coordenará a acção das forças e serviços de segurança e poderá assumir, nalgumas situações, a direcção, o comando e o controlo dessas forças tendo também responsabilidades executivas na organização de serviços comuns como é o caso do SIRESP e da Central de Emergências 112. O Sistema deverá assegurar a articulação entre as diferentes forças e serviços de segurança, mas também com o Sistema de Protecção e Socorro e com o Sistema de Defesa Nacional.
3. A reforma das Forças de Segurança
No quadro da reforma do Sistema de Segurança assume especial importância a reforma da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública. Quero apresentar as suas traves mestras, que beneficiaram já da contribuição das estruturas de comando das duas forças e serão agora objecto de consulta junto de todos os partidos com representação parlamentar, para além, naturalmente, das associações sindicais e socioprofissionais. Três objectivos orientam a proposta do Governo – e gostaria de ser inteiramente claro sobre cada um deles. O primeiro é a adequada articulação das áreas de responsabilidade da GNR e da PSP. O segundo é a racionalização das Forças de Segurança. O terceiro é aumentar o investimento nas instalações e equipamentos das Forças de Segurança, estabelecendo uma programação de base plurianual. Os três objectivos estão interligados. É combatendo as ambiguidades e sobreposições na definição de responsabilidades e racionalizando a estrutura e a gestão que libertamos os meios necessários ao investimento – isto é, que conseguimos, mesmo em período de contenção da despesa pública, melhorar o equipamento das Forças de Segurança e as condições de trabalho nas Forças de Segurança.
4. Nove medidas para a reforma das Forças de Segurança
Quero destacar nove medidas essenciais para prosseguir os três objectivos da reforma das forças de segurança. Em primeiro lugar, vamos combater a actual situação de freguesias partilhadas entre a GNR e a PSP, que ficarão limitadas às situações excepcionais em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade física aconselhem tal partilha. Do mesmo modo, eliminaremos todas as actuais situações de descontinuidade territorial nas áreas atribuídas a cada uma das forças nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Em segundo lugar, vamos reorganizar o Comando-Geral e as unidades da GNR. Serão extintas as Brigadas Territoriais e reduzidos os Grupos Territoriais no Continente, reforçando-se, em contrapartida, a estrutura do Comando-Geral. Será extinta a Brigada de Trânsito, sem prejuízo da sua especialização que será assegurada por uma direcção técnica no Comando-Geral e a afectação integral aos Grupos Territoriais dos efectivos disponíveis, permitindo reforçar o combate à sinistralidade rodoviária. Será também extinta a Brigada Fiscal, dando lugar a uma Unidade Fiscal e a uma Unidade de Controlo Costeiro. Por fim, serão integrados os Regimentos de Cavalaria e de Infantaria com a criação uma Unidade de Segurança e Honras de Estado e uma Unidade de Intervenção.
Em terceiro lugar, as três unidades especiais da PSP serão fundidas numa só unidade. Os três comandos em que está presentemente dividida a PSP na Região Autónoma dos Açores serão substituídos por um único comando regional. Será criado o Departamento de Investigação Criminal na Direcção Nacional e, finalmente, será profundamente revisto o dispositivo territorial da PSP nas cidades e áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Neste sentido, quero desde já anunciar a intenção do Governo de iniciar pelas Polícias Municipais de Lisboa e do Porto a descentralização das competências da PSP em matéria de fiscalização de trânsito
Em quarto lugar, vamos proceder à instalação de serviços partilhados comuns ás forças de segurança nos domínios das relações internacionais, sistemas de informação e comunicações, obras e aquisições, tudo com evidentes ganhos de eficiência, produtividade e poupança de recursos. 
Em quinto lugar, os cursos ministrados nos estabelecimentos de ensino superior policial e militar que serão adaptados ao Processo de Bolonha e a revisão das carreiras de oficiais na GNR e na PSP permitirão introduzir formações conjuntas para as duas forças e unidades curriculares comuns nos cursos de oficiais e nos cursos de especialização e progressão na carreira.
Em sexto lugar, e tendo em vista a qualificação dos recursos humanos, fixa-se o 11º ano de escolaridade como requisito de admissão ao curso de guardas, garantindo a equivalência deste curso ao 12.º ano. Por outro lado, cria-se um quadro próprio de oficiais-generais e estabelece-se um horário de referência, sem prejuízo da disponibilidade permanente, para os militares da GNR. 
Em sétimo lugar, quero sublinhar um ponto importantíssimo. As alterações orgânicas das forças, a externalização de funções e os serviços partilhados permitirão a libertação de 4800 efectivos para a actividade operacional. Ao mesmo tempo, 1800 postos de trabalho em funções de suporte poderão desde já ser desempenhados por funcionários civis, no quadro da mobilidade no interior da administração pública. Estas medidas permitem, desde já, ao Governo decidir a não realização, em 2008 e 2009, dos habituais concursos para novas admissões de guardas e agentes da GNR e PSP.
Em oitavo lugar, e não obstante a vastidão da reforma, quero, senhor Presidente, dar um enfoque muito particular à questão dos investimentos. Assim, apresentaremos a esta Assembleia, em Abril, aquela que será a primeira proposta de Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança. Esta lei permitirá planear os investimentos em instalações, veículos, comunicações, sistemas de informação, armamento e outros meios no horizonte dos próximos cinco anos, de 2008 a 2012, envolvendo um montante de cerca de 400 milhões de euros. Este valor, senhoras e senhores Deputados, corresponde à duplicação do investimento anual nas Forças de Segurança – e é a melhor demonstração da nossa vontade de modernizar o sistema de protecção da liberdade dos cidadãos. Um terço deste reforço será compensado com a alienação de instalações e dois terços resultarão da poupança com a não incorporação, durante dois anos, de novos guardas e agentes, garantindo-se, desta forma, que estes investimentos não terão um impacto acrescido no défice orçamental.
Em nono lugar, quero destacar três áreas de investimento que me parecem especialmente importantes. Primeira: substituição ou reabilitação da totalidade dos 125 postos e esquadras classificados em mau estado. Segunda: renovação da frota de patrulha, com a substituição, ao longo dos próximos cinco anos, de cerca de 3000 viaturas de ambas as forças. Terceira: modernização tecnológica das forças, com ligação em banda larga de todos os postos e esquadras e dotação de todas as patrulhas com os meios da tecnologia da informação. Esta é uma reforma emblemática da linha de rumo do Governo. Libertamos pessoal treinado para funções policiais das tarefas burocráticas que os absorvem – e assim aumentamos os efectivos nas ruas. Deslocamos pessoal da administração pública excedentário nos seus serviços para os postos civis nas actividades de suporte das Forças de Segurança – e assim aproveitamos plenamente os mecanismos de mobilidade no Estado. Racionalizamos a estrutura e modernizamos a gestão, combatendo as deseconomias – e assim usamos as novas tecnologias e os novos métodos de organização para conseguir mais eficiência e melhor serviço. E com tudo isto acumulamos recursos que são indispensáveis para investir onde é preciso, nas instalações e equipamentos e na melhoria das condições de trabalho das mulheres e homens que servem nas Forças de Segurança.
É bem disto que se trata. O tempo é de disciplina orçamental e consolidação das contas públicas. Mas não é de inacção. Pelo contrário, o tempo é de reforma. Reforma nos vários domínios do Estado, reforma também na área da segurança, indispensável para o bem-estar dos cidadãos e condição para o desenvolvimento do País.
Ps: Dou a mão à palmatória. Eu escrevi em cima que era sem comentários, mas não consigo resistir à tentação de vos pedir que olhem para os números apontados nesta discursata do passado, por exemplo, olhem aos números de homens e de viaturas, e vão fazer contas a coisas do mesmo género que foram prometidas e anunciadas depois, e aos números de aquisições admissões e concursos anunciados pelo geringonçês.
Mas por favor,  contenham o riso, sobretudo quando voltarem a ler    o último parágrafo sobre as contas públicas.

domingo, 4 de novembro de 2018

UMA das LINHAS de INVESTIGAÇÃO.........
POIS !!
E a populaça acredita nestes e nestas pesporrentes criaturas ACPN (autoridades competentes de porra nenhuma)

AC

terça-feira, 21 de novembro de 2017

OS SUCESSIVOS FAZ-de-CONTA deste ......  governo
Vi há poucos dias anunciado no Diário de Notícias, jornal cada vez mais peculiar, a realização de um primeiro grande exercício de segurança, a envolver todas as polícias, militares (claro que o/a jornalista se refere aos agentes da GNR) e meios de socorro (INEM e bombeiros) o qual não terá cumprido a Lei de Segurança Interna (LSI), que entenderam não identificar talvez por ignorância que não vou desfazer aqui. 
Parece que tudo seria à volta de um acidente entre um autocarro de passageiros e um comboio, uma tomada de reféns no comboio e depois o derrame de matérias perigosas. O DN diz que a lei aprovada em 2008 atribui o protagonismo de uma coisa destas ao secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), que no presente é uma senhora, mas ainda segundo o DN foi a GNR quem organizou, coordenou e executou o exercício, designado Railex17. Teve lugar a 16 de Novembro.

Questionado pelo DN sobre esta contradição, o chefe de estado-maior da Unidade de Intervenção da GNR, coronel Pedro Oliveira, que assumiu a direção do exercício, relativizou e, politicamente correto, disse que "a Sra. Secretária-Geral acompanhou e coordenou durante todo o tempo" o simulacro. (está-se mesmo a ver, não é??!!!).

O DN diz que não foi isso que observou no terreno e acrescenta que todo o trabalho foi da GNR, que conseguiu com sucesso juntar 42 entidades, e em nenhuma fase do exercício receberam qualquer ordem do SSI. Caso a coordenação fosse desta estrutura, seria o que devia acontecer. "Se houve coordenação do SSI foi de faz de conta", ironizou um dos oficiais de ligação. Aliás, dois responsáveis de duas forças de segurança envolvidas, contaram ao DN que as polícias e o Serviço de Informações de Segurança (SIS) foram informadas, a poucos dias do exercício, que toda as orientações para passariam a ser dadas a partir da GNR e não, como estava previsto, do SSI, existindo registos escritos destes contactos.

Mais acrescenta o DN que o simulacro começou logo às oito da manhã, quando ocorreu o primeiro incidente, ainda fora dos olhares da comunicação social, e a secretária-geral do SSI, Helena Fazenda, só chegou pelas 10.45, seguida do ministro da Administração Interna, às 11 horas, para o "briefing" feito pela GNR. 
Facto é que, na apresentação da Guarda o SSI aparece como "entidade supervisora do exercício", uma competência que nem está prevista na LSI. Comando, direção, coordenação e controlo são os poderes do secretário-geral do SSI, sendo que, em casos como o que foi testado, um "incidente tático-policial grave" deviam ter sido ativados.

Adianta ainda o DN que, na verdade, desde que foi criado o SSI nunca foi feito um exercício como este Railex17 que testasse de facto a capacidade coordenação, comando e controlo do secretário-geral, a única entidade a quem a lei delega estas capacidades de articulação entre polícias, militares, secretas, bombeiros, INEM e Proteção Civil. 
O DN tinha questionado anteriormente o ministério da Administração Interna sobre esta lacuna, mas não obteve resposta. A mesma ausência de exercícios conjuntos e de resposta do gabinete de Eduardo Cabrita, acontece em matéria de terrorismo. 
A Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo, aprovada em 2015 e coordenada pelo SSI, prevê "executar exercícios regulares no âmbito da coordenação, controlo e comando operacional das forças e serviços de segurança, sobre incidentes tático-policiais que envolvam ações de natureza terrorista", mas nunca foi nenhum realizado.

Depois de ler esta palhaçada relatada pelo DN que fala por si e da grandeza destes ministros todos, fui pesquisar o "sítio" da GNR e dele retirei o seguinte:

A Guarda Nacional Republicana organiza amanhã, dia 16 de novembro, no Complexo Ferroviário de Coina, um Exercício Multidisciplinar em Ambiente Ferroviário denominado “RAILEX17”.
O exercício “RAILEX17” é um exercício em contexto real que tem como objetivo principal testar a capacidade de coordenação de forças e serviços numa intervenção multidisciplinar de reação a um incidente ferroviário grave e complexo, constituído por três fases, que simulam diferentes situações:
- Acidente rodoferroviário, entre um comboio de passageiros e um veículo pesado de passageiros;
- Incidente tático-policial, num comboio de passageiros;
- Derrame de uma matéria perigosa, num comboio de mercadorias.
Este exercício conta com a participação de mais de 40 parceiros que terão oportunidade de testar e validar os seus planos de alerta e emergência, bem como os mecanismos de coordenação, articulação e cooperação, com vista a uma resposta operacional mais eficaz.
Entre as 11:00 e as 13:00 horas o exercício será visitado pelo Ministro da Administração Interna, Dr. Eduardo Cabrita. 

Como se pode verificar a GNR indica uma hora para aparecerem os VIP (que mais não são que verdadeiros Very Important Potatoes) hora que bate certo com a descrição do DN. 
Além disso a GNR nem refere a Sra. SSI que, como toda a gente sabe, ocupa uma coisa que é um balão de vento.
Mas mais importante é concluir que a GNR fez tudo e no briefing disfarçou.
É o estado podre e deplorável disto tudo.
António Cabral