"O MAR SEM FIM É PORTUGUÊS"
"OUTROS HAVERÃO DE TER O QUE HOUVERMOS DE PERDER"
(Fernando pessoa)
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
AÇORES, FA, SOBERANIA. . . a IMPORTÂNCIA
E S P A Ç O I N T E R T E R R I T O R I A L
Que importância?
Duas perspectivas, geopolítica e geoestratégica.
A importância geopolítica do nosso espaço interterritorial tem a ver com o conceito de soberania, tem a ver com a independência nacional, e com a integridade do território nacional.
Se a unidade geopolítica for quebrada, perdem-se de vista aqueles objectivo permanentes.
Do ponto de vista geoestratégico, ou ocupamos e controlamos o espaço interterritorial ou alguém um dia o há-de ocupar. Fatal.
António Cabral (AC)
MILITARES e CIVIS
Às voltas com os meus arquivos, encontro sempre preciosidades guardadas. Considero ser o caso que aqui, novamente, exponho.
Em 1997, um dos meus melhores amigos, professor catedrático, infelizmente já não entre nós, proferiu uma alocução subordinada a este tema, Militares e Civis.
Salvo melhor opinião, um texto de lúcida análise da nossa sociedade e de permanente actualidade.
Aqui deixo alguns excertos dessa alocução em cerimónia pública.
Creio que se enquadra bem no momento presente, em que se amontoam os dislates de alguns titulares de órgãos de soberania, de vários políticos, autarcas, komentadeiras, e de donos e donas das mais variadas coisas mas sempre, com uma soberba superioridade moral.
"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível.
Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
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Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina.
E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
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Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
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Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
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Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
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Salvo melhor opinião, lúcido, clarinho, límpido, directo.
Mas quer em relação às classes civis da sociedade portuguesa, quer em relação aos militares das Forças Armadas, um dos nossos mais graves problemas é exactamente o das corjas de todas as cores que gostam mais de ouvir do que compreender.
Há que não perder a esperança.
António Cabral
(continua)
A PROPÓSITO de SOBERANIA e AFINS
REPUBLICO UM POSTAL QUE COLOQUEI HÁ TEMPOS (18ABR2022) NUM BLOGUE DE AMIGOS.
AC
Mar, Responsabilidades, Plataforma Continental
O nosso pedido de alargamento da plataforma Continental amontoa poeira desde 2013 algures numa gaveta de um armário, de um gabinete, de um serviço, de uma estrutura inserida naquele edifício paralelepipédico por onde esvoaça Guterres.
Agora que andam por aí agitadíssimos (ainda esta tarde ouvi no rádio do caro uma luminária historiadora que se senta isolado na AR, a dizer que as propostas têm feito caminho) será que vão debater estes assuntos, e alertar os portugueses para a brutal massa oceânica sobre a qual Portugal tem jurisdição, sobre a qual tem responsabilidades internacionais como por exemplo na Busca e Salvamento e, em consequência, como Portugal deve estar apetrechado para o exercício da autoridade do Estado e para defesa dos seus interesses? Que políticas?
Que nos querem dizer sobre estes assuntos, Inês? Pedro?, Luís? Mariana? Raimundo? Rui? André? Rocha?
António Cabral (AC)