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domingo, 14 de junho de 2026

"O MAR SEM FIM É PORTUGUÊS" 

"OUTROS HAVERÃO DE TER O QUE HOUVERMOS DE PERDER"

(Fernando pessoa)

AC

quinta-feira, 11 de junho de 2026

AÇORES, FA, SOBERANIA. . . a IMPORTÂNCIA 

O mundo está completamente do avesso.
Dizem alguns, está completamente maluco!

Assisti esta manhã pelo televisor às cerimónias na ilha Terceira, presididas pelo PR.

Uma militar da Força Aérea referiu (na resposta a jornalista sobre a importância dos Açores e se não devia haver mais militares das Forças Armadas (FA) nos Açores) haver ali cerca de 500 militares.

A esmagadora maioria dos portugueses foi habituada / mentalizada de que as Forças Armadas . . . . sim . . . . mas.
Passaram 52 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Passaram já 13 anos e continuamos a ter um super caduco CEDN (Conceito Estratégico de Defesa Nacional).
Passaram 50 anos sobre a estabilização da nossa Democracia, materializada com as várias eleições ocorridas em 1976.

Passaram décadas, passam anos, e continuamos a não ter em Portugal uma definição inequívoca sobre que FA Portugal deve ter.

O decrépito CEDN assistiu já, entre outras coisas, a acusações entre ministérios quanto à revisão do documento.
O decrépito CEDN assiste a projectados investimentos em material para as FA e a discussões sobre o substituto do velhinho F-16, como se não estivéssemos com guerras completamente diferentes do passado.

O decrépito CEDN assiste (provavelmente de olhos esbugalhados e estarrecidos) às loas do PR sobre as FA que em parte são mais do que justificáveis mas não passa muito de uma versão mais decente da patética frase do antecessor - "os melhores dos melhores"

Como sublinhou o primeiro orador nas cerimónias da manhã - o poder é importante.

E para ter alguma poder creio que era indispensável ponderar que decisões estratégicas devem ser tomadas.
E sim, quase nada do presente tem a ver com aquilo a que muitos generais e almirantes estavam habituados.
E sim, quase nada do presente tem a ver com aquilo a que muitos comentadores, muitos ditos especialistas e muitos políticos viam acontecer. 
Não digo habituados porque a maioria sempre se habituou a não olhar para o assunto.

O Improviso é um típico da tugolândia. A continuar-se assim o desastre há muito anunciado chegará mais rapidamente.

O professor Monjardino afirmou que é preciso coragem, capacidade para compreender e reconhecer que está tudo imensamente mudado.

Questiono-me: os actuais titulares dos órgãos de soberania estarão mesmo a entender o mundo, o que se passa, será que têm capacidade para compreender e, em consequência, olhar seriamente para os nossos problemas e que papel para Portugal? E decidirem?

Como posso ter confiança em relação ao futuro? Com esta gente?

Fico por aqui, pensarei mais seriamente nisto mais à frente.

Ah, já me esquecia de uma outra e rápida nota.

Quando ouço jornalistas (a maioria verdadeiros pés de microfone) colocar questões sobre os meios militares alocados aos Açores dada a importância das ilhas, fico sem saber se hei-de rir, chorar ou ir vomitar.

Quer os papagaios militares quer os jornalistas quer certos especialistas quer uns quantos inarráveis políticos podiam explicar aos cidadãos como se mede a importância dos Açores.

Podiam começar por dizer que, relativamente a FA, uma medida da importância que os sucessivos Presidentes da República e os sucessivos governos e os sucessivos deputados sempre atribuíram aos Açores assenta por exemplo no facto de, em permanência no arquipélago, a Marinha ter apenas um meio naval, embora normalmente dizendo que se for necessário outros acorrerão.
Quanto à Força Aérea a situação pouco mais é que equivalente.

Não é preciso ter mais que o 4º ano de escolaridade para, olhando à extensão das ZEE e à jurisdição que temos sobre elas e à cobiça internacional, poder meditar sobre a realidade apontada no parágrafo anterior. 
E ir depois ao dicionário procurar o significado das palavras patético e ridículo.

Mas os discursos grandiloquentes como o de hoje do PR ficam sempre bem. 
E no fim houve certamente em Angra do Heroísmo um bom almoço, com os do costume. 
Aposto que o "farol" Carneiro também papou.
AC

domingo, 26 de abril de 2026

PORTOS.  COMÉRCIO  MUNDIAL.

A União Europeia cai no ridículo cada vez mais.

Já repararam quanto tempo (aparentemente) levou a descobrir que vários portos na Europa já são propriedade ou pelo menos são controlados por não Europeus, e nomeadamente chineses?

Tenham um bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

AC

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Oh  MINHA  SENHORA . . . . . 
Primeira-ministra dinamarquesa diz que anexação da Gronelândia pelos EUA "não faz absolutamente nenhum sentido"

Oh minha senhora, mas em que mundo vive a senhora?

A anexação do seu bloco de gelo/ formalmente a sua/ vossa região autónoma (a que por acaso estou convencido que ao longo dos tempos os seus antecessores pouco têm ligado) não faz efectivamente sentido nenhum (era também até há uns anos a minha opinião) nos planos, da decência, do respeito pela soberania dos Estados, do respeito pelo direito internacional e do respeito pela carta das Nações Unidas. NENHUM!

Mas, oh minha senhora, as nações serem unidas é coisa que desapareceu há muitas décadas, para não dizer muito mais. 
Nações unidas . . . . onde?, desde quando?

O edifício paralelepipédico em NY onde estão escarrapachadas umas letras a significar United Nations, está lá desde que foi construído mas, nas últimas décadas, recheado de gente basicamente incompetente, inábil e imbecil.
De que o "mole" é apenas um deplorável exemplo. 

E o poder de VETO é um brinquedo giríssimo que foi pensado EXACTAMENTE para o que ELES sabiam que viria depois, EXACTAMENTE para o que ELES sabiam como se iriam comportar.

É para mim muito claro mas, como sempre, admito estar a ver mal as coisas, que sobretudo desde a década de 70 do século passado a decência, o respeito pela soberania dos Estados, o respeito pelo direito internacional e o respeito pela carta das Nações Unidas são coisas sempre muito bonitas nos discursos de TODOS (SG da ONU, EUA, CHINA, URSS/ Rússia, Índia, Turquia, Brasil, México, UE, etc.).

No mundo em que me parece a senhora não vive, a anexação do seu bloco de gelo que, estou convencidíssimo, se virá a concretizar informalmente, faz todo o sentido no mundo actual, em que a decência é muito menos que um bem muito escasso, em que o respeito pela soberania dos Estados tem dias conforme os interesses, o respeito pelo direito internacional e o respeito pela carta das Nações Unidas são coisas sempre muito bonitas para continuarem a figurar nos discursos de TODOS, democratas, democratas teóricos, ditadores, comunistas, ortodoxos, esquerdalhadas incoerentes e inconsequentes e extremas direitas.

Pergunta-me porque digo - a anexação se virá a concretizar informalmente ? Ah, não percebe, não tem ideia. Pois é!

Aqui vai a minha opinião, ainda que um pouco superficialmente pois é assunto para muitas horas de conversa ou texto sem fim.

Olhe a senhora para o mapa do nosso globo.
Olhou bem? Reparou bem? 
De certeza, está mesmo atenta a certos aspectos?
Como lhe disse, tenho forçosamente que ser parco nas palavras, mas cá vão alguns detalhes.

Se olhar para um globo representativo da superfície terrestre, como se a senhora pairasse a grande altitude, estando num ponto observando uma área enorme, um círculo imenso apanhando a Gronelândia, o Ártico, o Norte do Canadá, o Norte da Rússia, reparará que há muito gelo, e muita água, em muitos locais mais gelo que água. E algum degelo aqui e ali.

Agora, peça a alguém que lhe fale sobre os seguintes aspectos:
- mísseis balísticos,
- recentes panóplias de mísseis balísticos,
- trajectórias possíveis de mísseis de um lado para outro.
- necessidades de novos meios de detecção, face aos novos e bastante mais curtos tempos de voo de mísseis balísticos,
- as explorações contínuas levadas a cabo por submarinos nucleares americanos e russos nomeadamente por baixo da calote polar e quanto aos fundos,
- a exploração e ocupação de várias ilhas do Ártico nomeadamente por parte da Rússia, 
- a frota de poderosos navios quebra-gelos de que dispõe a Rússia e que, creio, os EUA estão também a olhar para esta questão mandando construir navios deste tipo, 
- a crescente facilidade de atravessar zonas do Ártico face a algum degelo, coisa que vem sendo gradualmente feita pelas superpotências incluindo China,
- algum degelo também que vem propiciando navegação por algumas passagens ao Norte da Gronelândia e Canadá,  

bem, fico por aqui.

Se não lhe chegar para perceber a importância do Ártico e da Gronelândia nos planos da, geopolítica, da segurança nas perspectivas americana e russa, e já agora na vertente económica, META EXPLICADOR.

Parece-me óbvio que o que virá a acontecer é a elaboração de acordos por baixo da mesa, ou pouco divulgados, entre a Dinamarca e os EUA, para pelo menos mais instalações de meios de detecção de mísseis (já lá tem alguma coisa ou não sabe?). Provavelmente também ampliação de infra-estruturas para atracação de submarinos e pequenas bases militares.

A via económica e financeira fará alguma informal anexação.

Como sempre, admito estar a ver tudo mal. Aguardemos.

AC

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A Marinha, segundo Eça de Queirós:
(...)
Mas, meus senhores, antes de tudo, nós não temos marinha! Singular coisa! Nós só temos marinha pelo motivo de termos colónias — e justamente as nossas colónias não prosperam porque não temos marinha! Todavia a nossa marinha, ausente dos mares, sulca profundamente o orçamento. Gasta 1159 000$000!

Que realidade corresponde a esta fantasmagoria das cifras? uns poucos de navios defeituosos, velhos, decrépitos, quase inúteis, sem artilharia, sem condições de navegabilidade, com cordame podre, a mastreação carunchosa, a história obscura. E uma marinha inválida. A D. João tem 50 anos, o breu cobre-lhe as cãs: o seu maior desejo seria aposentar-se como barca de banhos.

A Pedro Nunes está em tal estado, que, vendida, dá uma soma que o pudor nos impede de escrever. O Estado pode comprar um chapéu no Roxo com a Pedro Nunes — mas não pode pedir troco.

A Mindelo tem um jeito: deita-se. No mar alto, todas as suas tendências, todos os seus esforços são para se deitar. Os oficiais de marinha que embarcam neste vaso fazem disposições finais. A Mindelo é um esquife — a hélice.

A Napier saiu um dia para uma possessão. Conseguiu lá chegar; mas exausta, não quis, não pôde voltar. Pediu-se-lhe, lembrou-se-lhe a honra nacional, citou-se-lhe Camões, o Sr. Melício, todas as nossas glórias. A Napier insensível, como morta, não se mexeu.

Das 8 corvetas que possuímos são inúteis para combate ou para transporte — todas as 8. Nem construção para entrar em fogo, nem capacidade para conduzir tropa. Não têm aplicação. Há ideia de as alugar como hotéis. A nossa esquadra é uma colecção de jangadas disfarçadas! E este grande povo de navegadores acha-se reduzido a admirar o vapor de Cacilhas!

Têm um único mérito estes navios perante uma agressão estrangeira: impor pelo respeito da idade. Quem ousaria atacar as cãs destes velhos?

Já se quis muitas vezes introduzir nas fileiras destes vasos caducos — alguns navios novos, ágeis, robustos. Tentou-se primeiro comprá-los.

Sucedeu o caso da corveta Hawks. Era esta corveta uma carcaça britânica, que o Almirantado mandava vender pela madeira — como se vende um livro pelo peso. Por esse tempo o Governo português — morgado de província ingénuo e generoso — travou conhecimento com a Hawks, e comprou a Hawks. E quando mais tarde, para glória da monarquia, quis usar dela, a Hawks, com um impudor abjecto — desfez-se-lhe nas mãos!

Estava podre! Nem fingir soube! Tinha custado muitas mil libras.

Tentou-se então construir em Portugal. Sabia-se que o Arsenal é uma instituição verdadeiramente informe: nem oficinas, nem instrumentos, nem engenheiros, nem organização, nem direcção. Tentou-se todavia — e fez-se nos estaleiros a Duque da Terceira. Foi meter máquina a Inglaterra. E aí se descobre que a tenra Duque da Terceira, da idade de meses, tinha o fundo podre! Foi necessário gastar com ela mais cento e tantos contos.

Nova tentativa. Entra nos estaleiros a Infante D. João. 87 contos de despesa. Vai meter máquina a Inglaterra. Fundo podre! O Arsenal perdia a cabeça! Aquela podridão começava a apresentar-se com um carácter de insistência verdadeiramente antipatriótica! Os engenheiros em Inglaterra já se não aproximavam dos navios portugueses senão em bicos de pés — e com o lenço no nariz. As construções saídas do Arsenal sucumbiam de podridão fulminante. A Infante D. João custou em Inglaterra, mais cento e tantos contos!

O Arsenal, humilhado no género navio, começou a tentar a especialidade lancha.

Fez uma a vapor. Lança-se ao Tejo, alegria nacional, colchas, foguetes, bandeirolas... E a lancha não anda! Dá-se-lhe toda a força, geme a máquina, range o costado — e a lancha imóvel! Mas de repente faz um movimento... Alegria inesperada, desilusão imediata! A lancha recuava. Era uma brisa que a repelia. Em todas as experiências a lancha recuava com extrema condescendência: brisa ou corrente tudo a levava, mas para trás. Para diante, não ia. Pegava-se! O Arsenal tinha feito uma lancha a vapor que só podia avançar — puxada a bois. O País riu durante um mês. O Arsenal roeu a humilhação, encetou a espécie caíque. Ainda o havemos de ver, no género construção em madeira, cultivar — o palito!

A nossa glória, inquestionavelmente, é a Estefânia. Parece que poucas nações possuem um vaso de guerra tão bem tapetado! O orgulho daquele navio é rivalizar com os quartos do Hotel Central. E um salão de Verão surto no Tejo. E no Tejo realmente dá-se bem. No mar alto, não! Aí tem tonturas. Não nasceu para aquilo: um navio é um organismo, e como tal pode ter vocações: a vocação da Estefânia era ser gabinete de toilette. E pacata como um conselheiro. E uma fragata do Tribunal de Contas! Por isso quando a quiseram levar a Suez, quantos desgostos deu à sua Pátria! quantas brancas fez à honra nacional! É verdade que os cabos novos, da Cordoaria Nacional (sempre tu, ó terra do nosso berço!) quebraram como linhas, e ninguém lhes pode contestar que tivessem esse direito. A marinhagem também não quis subir às vergas (opinião respeitável, porque a noite estava fria). Alguns aspirantes choraram de entusiasmo pela Pátria. O capelão quis confessar os navegadores.

O caso foi muito falado nesse tempo. Mais celebrado que a descoberta da Índia.

Essa só teve Camões que naufragou; — a viagem da Estefânia teve o Sr. O. Vasconcelos que arribou! Tanto é semelhante o destino dos que cultivam o ideal! O facto é que desde então brilha no Tejo, tranquila, reluzente e vaidosa — a Estefânia, corveta mobilada pelos Srs. Gardé e Raul de Carvalho.

(…)

Eça de Queirós, «A Marinha e as Colónias», em Uma campanha alegre (1890-1891)

"Naquele tempo" . . . . 
É assim que se ouve na igreja . . . . 

Ora "naquele tempo" em que viveu Eça estava-se longe, 
- da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito no Mar, 1982,
- da estrutura e legislação da IMO (International Marítima Organization), 
- da Comissão Mundial Independente para os Oceanos, 
- da existência de ZEE dos países que como nós têm costas e ilhas banhados pelos oceanos, 
- da existência de áreas marinhas protegidas,
- da pesca intensiva, 
- dos navios fábrica que acompanham as frotas pesqueiras,
- das conferências sobre o clima,
- das conferências dos oceanos,
- da ISA ( International Seabed Authority,
- da economia azul, 
- do SOS Ocean,
- de estratégias para o mar,
- do degelo de glaciares, no Ártico, Gronelândia e Antártida,
- das potencialidades de extracção e mineração submarina, 
- dos pedidos de alargamento de plataformas continentais, estando o nosso pedido"morto" numa gaveta da ONU desde 2013, 
- da comissão OSPAR (Oslo/Paris),
- da biotecnologia, etc.

Um país que tem mar como o nosso só é pequeno se o não souber aproveitar.
Veja-se o caso da Holanda, geograficamente minúsculo comparativamente com Portugal, com uma costa ridícula de comprimento comparado connosco, tem o maior e mais pujante porto do mundo, estaleiros navais etc.

Não digo mais. . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais.

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

sábado, 30 de agosto de 2025

E S P A Ç O    I N T E R T E R R I T O R I A L

Que importância?

Duas perspectivas, geopolítica e geoestratégica.

A importância geopolítica do nosso espaço interterritorial tem a ver com o conceito de soberania, tem a ver com a independência nacional, e com a integridade do território nacional.

Se a unidade geopolítica for quebrada, perdem-se de vista aqueles objectivo permanentes.

Do ponto de vista geoestratégico, ou ocupamos e controlamos o espaço interterritorial ou alguém um dia o há-de ocupar. Fatal.

António Cabral (AC)

domingo, 27 de julho de 2025

IMIGRAÇÃO. ESTRANGEIROS. MARCELO
Já o escrevi muitas vezes e particularmente desde o início do seu segundo mandato presidencial. 
Já o disse muitas vezes em conversas com a família e com amigos.

Há anos que defendo quão pernicioso tem sido para Portugal Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República.
E isto depois de 4 anos do primeiro mandato em que, E MUITO BEM, levou a maioria de nós todos a interessar-se mais pela gestão do país, pela política, e a aproximar os cidadãos das instituições do Estado.

Um crédito enorme que granjeou, indesmentível, e que começou a estoirar logo pouco depois do início de 2020. 
Naturalmente que é a minha opinião, discutível como todas, mas a respeitar.

E não dou excessiva importância às palhaçadas constantes de se despir e vestir pateticamente nas praias, ou comer gelados, ou andar a roubar batatas fritas dos pratos das pessoas, ou a fazer de calceteiro, e muitas outras parvoíces, as quais deixam dúvidas sobre a sua sanidade mental. 

Nem dou excessiva importância a casos como, comentários sobre a hierarquia da igreja católica portuguesa e pedofilia, ou a nebulosidade de casos como o das gémeas (não ficar comprovado não quer dizer que não tenha acontecido, certo?), ou a inacreditável reação pública para com o filho, independentemente das críticas que se podem e creio devem fazer a esse estranho empreendedor (???) no Brasil.

O mais terrível para mim foram e têm sido, critérios variáveis, inconsequência, condecorações ao Kg, inócuas viagens ao estrangeiro, destruição de maiorias parlamentares como a maioria absoluta de António Costa, depois de ter andado com ele ao colo anos e anos. 
E que dizer quanto ao seu triste papel no referente às Forças Armadas?

Em síntese, tenho sido muito crítico de Marcelo, mas também referi ao longo do tempo coisas que, no meu entendimento naturalmente, fez bem, e que são/foram de aplaudir.

E é neste capítulo, do que tem feito bem na minha opinião e é de salientar e aplaudir, que me parece que fez bem em remeter para o Tribunal Constitucional (TC) a legislação que recebeu da Assembleia da República sobre desejados novos normativos quanto a estrangeiros.

Temos imigração descontrolada desde particularmente 2016. CLARAMENTE.

Não sou jurista, e a minha curiosidade pelo direito durante 2 anos (sem nunca ter pretendido mudar de profissão), não me conferem qualquer competência de análise quer quanto ao que foi enviado pela AR para Belém, quer quanto ao longo texto de Marcelo que li de fio a pavio, dando 15 dias para o Tribunal Constitucional se pronunciar.

Como ignorante jurídico, mas não completamente burro, e nada sensível a Venturas, Mortáguas e Tavares nem direitolas parvos, da leitura demorada que fiz fiquei com a sensação de que naquela desejada nova lei há coisas um bocado tortas. Estranhas.

É por isso que digo e repito, creio que Marcelo fez bem em recorrer à verificação do TC.  

A este propósito, imigração / estrangeiros, trago aqui dois aspectos, um que tem poucos dias e outro de 2017, durante as autárquicas. 
Um discurso que creio justo de Passos Coelho. 
Mas é claro, a comunicação social estava embevecida pelo virador de páginas, e nada verificava do que era propagandeado e até com mentiras, e Marcelo sempre a fingir que nada sabia nem que nada de estranho se passava. 
Resultados à vista.
O facto de há poucos dias é o de que Marcelo levantou dúvidas sobre elementos relativos a imigração/ estrangeiros. Sobre designadamente números.

Pelo que se lê por aí, o governo terá dado informações ao PR sobre este assunto. 
Há segurança e rigor quanto a números? Hummmmm . . . .

Nas audiências havidas em Belém claro que os vários representantes dos partidos terão apelado em sentidos diferentes à intervenção de Marcelo.

Quantos imigrantes/ estrangeiros estão em Portugal? Ao certo?
Ninguém sabe. Porquê?

A resposta das Mortáguas Tavares e quejandos é a de indicarem números reduzidos, e que não há problema nenhum.
Já o inarrável Ventura e outros da mesma laia se calhar duplicam números.

Claro que este granel/ estas incertezas/ estes desconhecimentos se deve EXCLUSIVAMENTE a Luís Montenegro e muchachos! 
Estiveram 11 meses em formal governação, e estão há pouco de novo formalmente a governar.

Para trás ESTAVA TUDO CERTINHO, não é verdade? 

2016 a 2024 TUDO CERTINHO, um SEF BRILHANTE, SEF BRILHANTEMENTE DESMANTELADO, CABRITA E CARNEIRO BRILHANTES, SUCEDENDO BRILHANTEMENTE A AIMA.

Só a seguir a Costa se ter pirado para a Europa é que tudo se desfez, tudo se desmoronou, como por encanto, Certo?
NÃO, . . . . ERRADO!

Pelo que se lê por aí, quer o INE quer a tal de AIMA andam a fazer contas e a coisa nunca mais acaba.

Seria de esperar diferente? Para melhor?
Quantos imigrantes entre legais e ilegais?
NÉPIA, mas não tem problema algum.

Ai o turismo, ai a economia, ai os empresários da hotelaria, ai . . . ai . . 

Lê-se por aí que o PR Marcelo teve e tem dúvidas quanto a números. 
Qualquer pessoa que pondere este assunto com seriedade e honestidade intelectual terá forçosamente dúvidas.
Tenho muitas dúvidas quanto aos estrangeiros que por cá andam, legal  e ilegalmente.

Mas onde eu não tenho dúvidas e Marcelo não as deveria ter, é sobre  isto: existe uma bagunça há anos. 
Mas ele não o diz, CLARO, quer ser amado, protege sempre a governação Costa!

Alguns chamam-lhe fragilidades: eu chamo bagunça, desnorte, descontrolo, ausência de meios, ausência de vontades, não se olhar seriamente à nossa soberania, e ter em conta aquilo que fomos, que devemos continuar a ser, com controlo e justiça e humanidade.

Mas além do muito que se (não) tem feito particularmente desde Dezembro de 2015, além da pouca vergonha de discussões estéreis e super ideológicas, temos ainda por parte de TODOS SEM EXCEPÇÃO na vida pública e não só, o não ponderarem com seriedade realidades e dificuldades.
E, para mim naturalmente, temos o maior escândalo.

O escândalo: o trabalho (??) na Assembleia da República.

O trabalho feito pelo PSD e Chega, não sei se a IL também meteu prego e estopa na legislação que aprovaram e remeteram a Belém é, porventura, um trabalho jurídico e político que parece configurar um fruto deplorável.

Posso estar enganado, mas creio que PS, BE, PAN, PCP, Livre votaram contra.

E o escândalo é para mim isto: a alta probabilidade da legislação remetida a Belém ser uma verdadeira MERDA, no plano da técnica jurídica, no plano dos princípios, no plano da legalidade, no plano Constitucional.

Mas o escândalo é muito a inércia do PS e toda a Tralha à sua esquerda (excluo da tralha o PCP, e estou à vontade para o escrever, pois pouco partilho do seu ideário) ficaram por votar contra.

Creio que votaram contra, mas o que é isso? Chega ? NÃO !

Quando até o ex-secretário geral do PS, Pedro Nuno Santos, reconheceu que muita coisa correu mal antes, não era obrigação do PS ter apresentado articulado para a legislação em causa que provavelmente não seria criticável como foi agora ?

Devia ter feito tudo, mesmo sabendo que o PSD (infelizmente) mais o execrável Chega (que democraticamente tenho de respeitar mas que me enoja) iriam provavelmente chumbar.
lamentável. Não chega ser contra! É preciso mostrar aos portugueses que tinham legislação melhor e que provavelmente passaria nos crivos de Belém e Raton.

Para terminar, saliento as judiciosas palavras de 2002 do então Presidente da República Jorge Sampaio sobre este tema.

Pois sr Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o seu - se maltratamos seremos mal tratados - soa a chocho, é o seu estilo habitual, parecendo coisa virtuosa mas que na prática, opinião pessoal naturalmente, não passa de uma lamentável vacuidade.

Escute este seu antecessor. Por uma vez, caia em si!

Ou não percebe o significado de: 
- capacidade de integração
- portas abertas mas com moderação
- regras legais
- aquisição de nacionalidade
- exigirmos demonstração real de vontade de integração
- contrapartida da nossa abertura é a rejeição de isolacionismos religiosos e culturais
- que recusam os nossos valores
- respeitar a nossa ordem jurídica.

Já viu professor Marcelo, o que este perigosíssimo racista, xenófobo, afirmou e defendeu em 2002? 
QUE HORROR, que HORRÍVEL este decente socialista defendeu!

Pois eu entendo que é um discurso excelente, brilhante, e para esfregar com violência nas trombas de muitos trastes que vegetam por aí, titulares ou não de órgãos de soberania.

Desgraçado Portugal com estes titulares de órgãos de soberania.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 11 de abril de 2025

(apetece-me voltar a publicar)

(Continuação)
SEGURANÇA,   DEFESA,   GUERRA.

A propósito do tema supra, a propósito dos sobressaltos que vão por esse mundo fora e designadamente ainda mais depois de 20 de Janeiro deste 2025, a propósito das baratas tontas que são os chamados lideres (????) Europeus deste anão militar que é a União Europeia (UE), a propósito dos sucessivos dislates na vertente interna onde incluo a MRPP que diz que os russos vêm por aí abaixo mais entrevistas e comentários de vários civis e militares, tenho repescado vários textos de opinião dos muitos que ao longo dos anos tenho escrito e partilhado aqui no blogue e em outros locais, e tenho expendido algumas opiniões sobre o que se vai agora passando. Aqui fica mais um texto.


MILITARES  e  CIVIS

Às voltas com os meus arquivos, encontro sempre preciosidades guardadas. Considero ser o caso que aqui, novamente, exponho. 

Em 1997, um dos meus melhores amigos, professor catedrático, infelizmente já não entre nós, proferiu uma alocução subordinada a este tema, Militares e Civis.

Salvo melhor opinião, um texto de lúcida análise da nossa sociedade e de permanente actualidade. 

Devia ser lida a muitos civis e muitos militares! 
A todos os políticos portugueses, os em actividade de funções, aos anteriores muitos dos quais, na sombra, continuam a infernizar a política nacional.

Aqui deixo alguns excertos dessa alocução em cerimónia pública.

Creio que se enquadra bem no momento presente, em que se amontoam os dislates de alguns titulares de órgãos de soberania, de vários políticos, autarcas, komentadeiras, e de donos e donas das mais variadas coisas mas sempre, com uma soberba superioridade moral.

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como  forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível

Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.

Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia  de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.

Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. 

E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontadessucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
....................... 
Salvo melhor opinião, lúcido, clarinho, límpido, directo.
Mas quer em relação às classes civis da sociedade portuguesa, quer em relação aos militares das Forças Armadas, um dos nossos mais graves problemas é exactamente o das corjas de todas as cores que gostam mais de ouvir do que compreender.

Há que não perder a esperança.
António Cabral 

(continua)

terça-feira, 11 de março de 2025

A  PROPÓSITO  de  MILITARES

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. 
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. 
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…

("parte de discurso do então presidente Barack Obama numa cerimónia do Dia do Veterano (MEMORIAL DAY) 

Por aqui escrevi palavras sobre militares, várias vezes, na sequência do que fui aprendendo com o meu melhor amigo militar que é almirante já reformado.
Aqui deixo desta vez palavras de um estrangeiro, palavras acerca de soldados, acerca de militares, acerca da instituição militar. 
Faço-o apontando não ao seu endeusamento, mas à sua importância nas sociedades, ao seu lugar nas sociedades democráticas.

Dedico-as, como Obama fez, àqueles que perguntam “Para que servem os militares?”. 
Particularmente aos que desprezam e achincalham a instituição militar, como muitos cidadãos comuns mas, sobretudo, responsáveis políticos e muitos outros com responsabilidades várias.

António Cabral (AC)

sábado, 15 de fevereiro de 2025

GUERRA
A história assim o demonstra, depois de uma guerra há uma natural tendência para supor um mundo relativamente idílico.

Aos que, como eu, nunca foram nesta cantiga, chamam-lhes, ou maus, ou pessimistas, ou derrotistas, ou tremendistas.

Catalogar-nos como realistas e de olhos bem abertos ao mundo dos homens, naturalmente perversos que todos nós somos, isso é que não.

Um mundo idílico, acentuadamente desarmado, em que falam nos dividendos da paz.

Depois da II GG, pensaram que umas quantas armas nucleares e umas forças convencionais mais reduzidas seria um sistema mais económico, mais simples, seria um sistema racional para manter as coisas relativamente calmas. 
Viu-se depressa que era uma falaciosa concepção.

No fim da guerra fria muitos vaticinaram que não haveria mais falácias, que não haveria mais desilusões. 

. . . . . . POIS!

Estas breves palavras pretendem ser também "mais um pontapé" para abordar o "massacre" a que antes já me referi.

Chamo "massacre" ao bombardeamento mediático sobre a guerra, a defesa e as forças armadas (FA), a segurança, massacre nomeadamente protagonizado por, Trump, Rutte, Ursula, Costa, e tantos mais lá fora e cá dentro, e que não se cansam de papaguear um chorrilho de asneiras, sempre certos de que a maioria dos cidadãos não tem memória, além de ligar nada a estas coisas.
E, também por isso, acontecem certas coisas, Más!

Tal como escrevi no final de um breve comentário a uma recente entrevista dada ao DN por um general tido como muito sapiente (???), todos os textos ou breves comentários sobre segurança, defesa, soberania, guerra, forças armadas, a que me irei dedicando com calma, terminarão com (CONTINUA).

AC

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A PROPÓSITO de SOBERANIA e AFINS

REPUBLICO UM POSTAL QUE COLOQUEI HÁ TEMPOS (18ABR2022) NUM BLOGUE DE AMIGOS.

AC 

RÉDEA SOLTA ?
DIZEM QUE É UM PAÍS, MAS É BRINCADEIRA.
PALAVRAS PARA QUÊ?

É COSTA A COORDENAR, VIRÁ DIZER QUE NADA SABIA.
O MINISTRO CARNEIRO IDEM. (Notícia do DN).

Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas
".

A CRP estabelece (Art. 201º) que ao PM compete dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os ministros.
Mais uma vez fica evidente a coordenação.
Como evidente ficará, basta esperar um dia, a competência e o interesse do chamado comandante supremo das Forças Armadas (CSFA) (*).
Isto é cada vez mais um país de opereta, uma opereta recheada de malandros.
E, claro, mais um passo dado para a intrusão brutal da UE nos domínios nacionais. 
Com a alegre disponibilidade da fogosa rapaziada da GNR, provavelmente apoiada nos bastidores por……...
Siga para bingo!
António Cabral (AC)
(*) é capaz de ser mais - Comandante Superficial das Forças Armadas

domingo, 1 de setembro de 2024

MAR, ZEE, PLATAFORMA CONTINENTAL

Li que de 6 a 12 de Agosto p.p. o navio de investigação Mário Ruivo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera o conhecido IPMA que diariamente se pode ver na TV indicando previsões meteorológicas, andou numa campanha oceanográfica realizada no âmbito do projeto AMP Oceânicas ‘Planos de gestão e monitorização de Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas - Caracterização ecológica de montes submarinos do Complexo-Geológico Madeira-Tore e adjacentes.

O navio, que ao que se indica está bem apetrechado com equipamento técnico e científico foi "apetrechado" para esta missão com uma equipa pluridisciplinar, investigadores e técnicos de áreas diferentes, geólogos marinhos, oceanógrafos, biólogos marinhos, geofísicos e bioquímicos.

A notícia refere que os resultados da missão ajudarão à identificação de áreas de elevado interesse para a conservação e servirão para constituir a base científica de suporte ao planeamento e à gestão das atuais e futuras áreas classificadas, para a implementação da Rede Nacional de Áreas Marinhas Protegidas (RNAMP), mais especificamente em zonas oceânicas, como por exemplo os já acima citados montes submarinos.
Do que li estarão programadas mais missões na Madeira e Açores.

Portanto, como objectivos, identificação de espécies e seus habitats,  natureza geológica dos fundos, montes submarinos, fontes hipotermais, temperaturas, batimetrias entre outros.

Depois do que li, veio-me à cabeça, mais uma vez, a pergunta: como estará o processo do nosso pedido de alargamento da plataforma Continental, que jaz algures "morto" numa gaveta daquela organização chamada ONU?

Este processo arrasta-se há pelo menos 13 anos.
De certeza que os nossos amigos e aliados (???) estão interessadíssimos em que Portugal fique com jurisdição sobre mais uma brutalidade de massa oceânica!!

E os nossos titulares de órgãos de soberania estão mais que atentos ao assunto! Seguramente!
Aguardemos portanto!
AC

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

SOBERANIA.  INDEPENDÊNCIA.

Portugal é um país soberano? Independente?

Tem políticas próprias?

Hum . . . . 

AC

sábado, 11 de maio de 2024

JÁ LERAM ?
SE NÃO LERAM LEIAM SSF.
(reproduzo em baixo)
Por aqui, além de tudo o mais que se vem passando há muito tempo com Marcelo Rebelo de Sousa, e com Paulo Rangel, e muitos outros, podem continuar a perguntar-se:
- que tipo de pessoas estão à frente dos destinos de Portugal?

A linguagem simples e directa do PM de São Tomé e Príncipe, sem qualquer floreado diplomático Ocidental ajuda, a quem o quiser fazer naturalmente, a meditar quanto a - qualidade, exigência, rigor, diplomacia, sentido de Estado, sentido de responsabilidade, prudência, honestidade intelectual, noção das realidades, noção do ridículo, experiência, noção das proporções, formação - das chamadas elites que, ora se gastam em portas giratórias, ora em associações várias, ora rotativamente em cargos públicos no país e no estrangeiro, ora nos meios de comunicação social, ora divertindo-se à nossa custa.

Portugal não está como está apenas por acaso!
António Cabral (AC)

"Não precisamos de Portugal". 
Primeiro-ministro de atira a Marcelo após acordo com a Rússia.
Patrice Trovoada ironizou com as palavras do Presidente da República de Portugal

O primeiro-ministro são-tomense afirmou esta sexta-feira que o seu executivo não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa e avisou que as autoridades portuguesas só conhecerão o acordo militar com a Rússia se for publicado.

Patrice Trovoada reagia às declarações do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que, na quinta-feira, afirmou desconhecer o acordo de cooperação militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Federação Russa, mas que vai querer conhecer o documento.

“Honestamente, ele quer conhecer como? Ele quer-me pedir o acordo? Eu também tenho muita curiosidade em conhecer muitas coisas, mas sejamos claros: aqui há o respeito da soberania e há o respeito das regras diplomáticas, por conseguinte há coisas que não fazem sentido”, reagiu Patrice Trovoada.

“Se o acordo passar a ser publicado, ele [o Presidente português] tomará conhecimento como toda a gente, por conseguinte não estamos nessa fase e de momento é preciso que, de facto, as pessoas se acalmem”, acrescentou o primeiro-ministro são-tomense.

Patrice Trovoada reagiu também às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Paulo Rangel, que afirmou, na quinta-feira, que Portugal e “outros Estados europeus manifestaram estranheza, apreensão e perplexidade perante este acordo".

Isto é o problema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Nós temos relações bilaterais com muitos países e nós não precisamos de Portugal para nos relacionar com outros países, sejamos claros, se um país europeu quer manifestar preocupação, fala comigo, e não fizeram isso”, disse o primeiro-ministro são-tomense.

Trovoada sublinhou que São Tomé e Príncipe é soberano e relaciona-se “com toda a gente”.

Eu dou-me muito bem com muitos países europeus, eu não preciso de passar por Portugal para falar com a Europa, se a Europa também precisar falar comigo não precisa de passar por Portugal”, vincou.

Patrice Trovoada disse que o MNE são-tomense manifestou ao seu homólogo português “a necessidade de não estarem preocupados mais além com isso” e sublinhou que não pede para ver quando Portugal assina acordos com terceiros.

O chefe do Governo são-tomense enfatizou ainda que muitos países, incluindo os europeus, continuam a manter relações com a Rússia, apesar da guerra com a Ucrânia.

“Quando houve os atentados terroristas ultimamente na Rússia, os Estados Unidos propuseram até o apoio à Rússia. Eu quero também lembrar que muitos países europeus, embora a situação de conflito com a Ucrânia, continuam a importar gás, petróleo e urânio da Rússia, o que em princípio deve servir para melhorar a situação financeira da Rússia, que, por sinal, deve servir também à Rússia a continuará a guerra com a Ucrânia”, declarou.

“Então, nós somos um país livre, independente, soberano, somos adultos e eu penso que do lado do Governo português não há nenhum problema”, acrescentou.

Patrice Trovoada disse que, do lado são-tomense, “as coisas estão claras, estão tranquilas” e o acordo com a Rússia “está em vigor” e vai ser efetivado.

“Não se vai fazer um bicho-de-sete-cabeças para uma coisa simples e não contem com São Tomé e Príncipe para o fazer. Nós somos um Estado livre e independente, nós cooperamos com os nossos amigos, nós não somos ingratos com os nossos amigos e, dentro dessa cooperação, dentro do cenário internacional, dentro das opções que nós fizemos, há uns com o qual andamos 10 metros, uns 100 metros, há uns com os quais não andamos, em função dos nossos interesses, e os outros fazem a mesma coisa em função do seus interesses”, disse Patrice Trovoada.

Segundo a agência de notícias oficial russa Sputnik, o acordo militar “por tempo indeterminado” foi assinado em São Petersburgo em 24 de abril e começou a ser implementado em 5 de maio, prevendo formação, utilização de armas e equipamentos militar e visitas de aviões, navios de guerra e embarcações russas ao arquipélago.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Mar, Responsabilidades, Plataforma Continental

O nosso pedido de alargamento da plataforma Continental amontoa poeira desde 2013 algures numa gaveta de um armário, de um gabinete, de um serviço, de uma estrutura inserida naquele edifício paralelepipédico por onde esvoaça Guterres.

Agora que andam por aí agitadíssimos (ainda esta tarde ouvi no rádio do caro uma luminária historiadora que se senta isolado na AR, a dizer que as propostas têm feito caminho) será que vão debater estes assuntos, e alertar os portugueses para a brutal massa oceânica sobre a qual Portugal tem jurisdição, sobre a qual tem responsabilidades internacionais como por exemplo na Busca e Salvamento e, em consequência, como Portugal deve estar apetrechado para o exercício da autoridade do Estado e para defesa dos seus interesses? Que políticas?

Que nos querem dizer sobre estes assuntos, Inês? Pedro?, Luís? Mariana? Raimundo? Rui? André? Rocha?

António Cabral (AC)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

A PROPÓSITO do LEGADO de ANTÓNIO COSTA
A propósito deste fantástico legado, que integra todas as áreas da governação, da sociedade portuguesa, os comandantes dos helicópteros de salvamento das esquadras da Força Aérea bateram com a porta. Diz o Expresso que não são só eles.
Diz ainda o semanário que haverá muitos oficiais e outros que preferem ir embora da Força Aérea, apesar das indemnizações que terão de pagar. Já não protestam, vão-se embora. Algumas das descrições que estão no semanário são eloquentes do estado deste Estado português.

Ora está bem de ver que estas atitudes são de uma enorme ingratidão para António Costa e para todos os seus três excelentes governos viradores de páginas e, particularmente, para os seus três ministros das Finanças (Centeno, Leão, Medina) e para as três fantásticas estrelas (Azeredo, Cravinho, Carreiras) do firmamento da chamada Defesa Nacional que na realidade sempre foi e continua o desprezado ministério da tropa.
Não acham uma enorme ingratidão?
Claro que pobres, mas mal agradecidos é chato!

Presidente Marcelo, e agora, ATÃO, que vai dizer desta vez?
Ou vai ficar calado, assobiar para o lado como no caso dos polícias e outros?
Está a ver no que está a dar o que tem andado a fazer depois de, e bem, nos primeiros dois anos do primeiro mandato ter aproximado as pessoas da política e das instituições do Estado?
António Cabral (AC)

domingo, 13 de novembro de 2022

Este GOVERNO, este sr ANTÓNIO COSTA
Já anteriormente aqui relembrei normas Constitucionais que definem os deveres, as competências do PM e dos ministros. 
E, também, perante quem respondem, quer ao Presidente da República, quer politicamente à Assembleia da República.
Mas António Costa pela sua prática diária legitima que eu tenha o direito de pensar que ele não faz coordenação nenhuma do governo. Nunca sabe de nada, é sempre com os ministros.

O inquilino em Belém palra diariamente sobre tudo e mais alguma coisa incluindo verdadeiras tontices, e está diariamente por inúmeras vezes nos canais TV.
Obviamente que não há nenhuma pequena deslocação (quantos minutos passa no Palácio?) que o senhor faça que não seja antecipada e previamente passada à comunicação social, para que à saída nem que seja da casa de banho lhe espetem os microfones na frente para ele começar a debitar a sua já insuportável verborreia.

Vem isto a propósito de mais um artigo da jornalista Valentina Marcelino acerca da GNR e da sua ligação com a Frontex e, concretamente, acerca do avião inglês ao serviço daquela organização. Este avião, ao que se noticia, anda formalmente a fazer fiscalizações ou vigilâncias ou outra coisa qualquer nas nossas fronteiras marítimas nos Açores, fronteiras que, cumulativamente, são fronteiras da União Europeia (UE).
O título é curioso - Avião da Frontex tem equipamento de "espionagem". GNR em silêncio.

Do meu ponto de vista naturalmente, retira-se do artigo o seguinte:

+ vigorosos protestos de ex-chefes militares, 
+ falam em atentado à nossa soberania,
+ um dos chefes refere esperar que a bordo do tal avião esteja pessoal nacional qualificado que exerça um certo controlo sobre o que o avião anda a fazer,
+ reconfirmação de que a Força Aérea (FAP) nunca foi consultada sobre este assunto,
+ o tal avião inglês ao serviço da Frontex será altamente sofisticado,
+ a GNR continua muda sobre tudo isto,
+ manifestado por alguns o receio de que os dados recolhidos possam ser utilizados por forças ou entidades estrangeiras (para invadir Portugal?),
+ um general ex-chefe da FAP, lembra que "o país está neste momento a negociar o alargamento da plataforma continental em que Portugal se propõe adquirir soberania sobre um dos territórios marítimos mais extensos da Europa (mais 4,5 milhões de quilómetros quadrados), "e isto pode ser entendido como sinal de incapacidade. Não percebo como a Sra. Ministra da Defesa veio defender a iniciativa da GNR, como se fosse normal",
+ esse mesmo ex-chefe da FAP questiona o papel do actual Almirante Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas,
+ outro militar é ciado como tendo dito - Portugal é dos países com mais capacidades nessa área, investimos centenas de milhares de euros nessa capacidade que é das melhores da Europa",
+ almirante Melo Gomes lembra que "as fronteiras externas da UE nos Açores, são, em primeiro lugar, as nossas e como tal, da nossa responsabilidade soberana, e o princípio da subsidiariedade deve ser a regra e a Frontex não se deve sobrepor à ação prioritária dos Estados,
+ silêncio absoluto da parte de quem devia questionar tudo isto.

De facto tudo isto é estranhíssimo e creio que ninguém ficou/ fica bem nas sucessivas fotografias.

O que veio a público sobre declarações da senhora que formalmente é ministra da defesa nacional é confrangedor, para ser o mais elegante possível.

António Costa nada diz sobre o assunto. O senhor que muda de fato de banho e T-shirt em público nada diz.

Tudo isto é uma palhaçada vergonhosa e diz bem do deplorável estado a que já levaram este Estado. Em suma, explicações aos cidadãos "Nickles". Verdade seja dita, que poucos serão os cidadãos que se incomodam com estas coisas, pois as suas grandes preocupações serão, creio, com o futebol, o nacional, e o campeonato no Katar, ou Catar, ou Qatar! Ah, umas telenovelas e etc.

A senhora jornalista enumera alguns pontos interessantes, colhe muitas zangas, mas podia (já o escrevi antes) olhar mais fundo.
Por exemplo:
> como se desenrolou o pedido para vir o avião? 
    >> GNR directamente à Frontex? 
    >> GNR que informou previamente o ministro Carneiro (MAI), ou                 só depois da coisa concretizada?
    >> MNE não deve ser mantido ao corrente?
    >> MAI informou a sua colega MDN?
    >> MDN informou o almirante CEMGFA?
    >> MAI informou previamente o PM?
    >> o governo regional dos Açores estava informado da chegada e futura actividade do avião?
    >> o PM manteve o Presidente da República informado?
> o avião foi autorizado a estar baseado onde? A FAP não foi metida no assunto? Ou o aviãozinho "dorme no ar"?
> os voos do avião são seguidos/ controlados pelos sistemas nacionais civis e militares de controlo do espaço aéreo, o nacional e aquele sobre o Atlântico Norte onde Portugal tem por exemplo responsabilidades SAR (Search and Rescue)?
> e se são, o avião voa só dentro das 12 milhas ou anda a voar dentro da ZEE como bem lhe apetecer? E se o fizer como correm as coisas depois quando regressa à base? A base é nas Lajes?
> ou o avião anda TAMBÉM a fazer observações em certas zonas da 
ZEE dos Açores onde se sabe da existência de áreas importantes devido à natureza dos seus fundos?

A terminar, e para não ser demasiado assertivo, o silêncio ensurdecedor à volta deste caso é LAMENTÁVEL.

Naturalmente que nada disto tem a ver com o nosso pedido de extensão da plataforma Continental que "dorme" na ONU desde 2009!
Aguardemos para ver até onde isto vai.
António Cabral (AC)

terça-feira, 18 de outubro de 2022

A PROPÓSITO DESTA PALHAÇADA ORIUNDA NA GNR
(notícias do Diário de Notícias, avião da Frontex nos Açores)

Socorro-me de um texto de um bom amigo.
….. Quem estudar o período da nossa história que decorre entre Agosto e Dezembro de 1820, por exemplo, encontrará todos os reagentes de laboratório político subsequente à nossa 1ª Revolução Liberal. Cicatrizes destas e de outras experiências posteriores, ainda hoje se encontram na argumentação anti-militarista, sempre recheada de paradoxos ….
António Cabral
PROSSEGUEM  COMO  DE  COSTUME
Com a maior desfaçatez, sem transparência, sem rigor, disfarçando, e é legítimo pensar estarem a recorrer a mentiras.
Ontem o DN noticiava uma decisão da GNR, em ter pedido a colaboração de um avião da FRONTEX para patrulhar águas dos Açores. Uma notícia contendo variados motivos de preocupação.
Hoje o DN relata a notícia transcrita em baixo e centrada em declarações da tal senhora a melhor preparada de sempre para ser MDN.
A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, negou que a GNR tenha ido além da suas competências ao pedir um avião à Frontex [Agência de Fronteiras Europeia] para patrulhar o mar dos Açores, afirmando que a missão foi planificada entre as várias instituições competentes. Certeza esta que contraria as respostas oficiais da Força Aérea e da Marinha enviadas ao DN quando questionadas sobre o tema e publicadas na edição de ontem.

"Trata-se de uma missão policial, complementar àquela que a Força Área já vem desempenhando, de vigilância, e há o trabalho que está em curso entre a Força Aérea e GNR, relativamente a uma planificação destas missões", disse a ministra à Agência Lusa.

Com esta frase a governante comentava a manchete da edição de ontem do Diário de Notícias que dava conta de um pedido da GNR à Frontex para a cedência de um avião para patrulhar o mar dos Açores, o que terá ocorrido sem comunicação à Força Aérea e à Marinha. Ao mesmo tempo Helena Carreiras colocava em xeque os esclarecimentos efetuados ao DN.

A Força Aérea frisou que "não recebeu qualquer solicitação por parte da GNR para a missão em referência", salientando que, "de acordo com a lei e no âmbito capacidades de vigilância e patrulhamento marítimo e terrestre, a Força Aérea executa missões que visem assegurar, no espaço estratégico de interesse nacional, a vigilância e o controlo das fronteiras marítimas, das atividades de contrabando aduaneiro, de tráfico de estupefacientes e de imigração ilegal, entre outras".

Em resposta ao DN, fonte oficial da Marinha adiantou também não ter recebido qualquer pedido de colaboração da GNR para patrulhamento marítimo e não tem qualquer articulação com aquela força militar neste processo.

Entretanto, o PSD entregou ontem um requerimento para que a ministra da Defesa ser ouvida na Comissão de Defesa no Parlamento e enviou ao ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, um pedido de esclarecimento sobre o tema.


O que veio Helena Carreiras fazer?
Fingir que está a defender as competências da Marinha e particularmente as da Força Aérea?
Fingir que está tudo bem?
Se veio a público, porque fala em "planificação com várias instituições competentes"?
Porque não refere coisas concretas?
Porque vem esta senhora a público, e não o ministro Carneiro?
António Costa como sempre está teoricamente a leste de tudo, os ministros não lhe dizem nada.
Marcelo não tem que se pronunciar para respeitar a separação de poderes e nem é comandante superficial perdão, supremo das Forças Armadas.
Porque pediu a GNR um avião à FRONTEX para missão de fiscalização nos Açores e não na Madeira , ou no Continente ou se seguirão aos Açores?
Esta "cena" é mais um capítulo do que crescentemente se passa com a GNR, com cobertura política descarada.
Mas há aqui muito mais porcaria.
Um avião destes não vem para território nacional sem primeiro pelos canais diplomáticos as coisas serem combinadas.
Depois as autoridades dos Açores têm que ser informadas.
Depois há que tratar do local para base do avião. 
Será na base aérea das Lajes? Se sim, então a Força Aérea sabia.
Isto é uma pequenina parte do que um jornalista que não fosse tolo quereria saber sobre este assunto. 
Mas é o que temos, é como estamos, desgraçadamente.
António Cabral