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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O  TEMPO
O tempo, não, não me refiro agora ao "tempo" horrível que faz.

O tempo, a questão "tempo", é crucial, quer na vida individual quer na sociedade.

E, também, a consistência, os valores, os princípios, a coluna vertebral óssea, não cartilagínea.

Porque me terei lembrado disto?

AC


domingo, 27 de julho de 2025

IMIGRAÇÃO. ESTRANGEIROS. MARCELO
Já o escrevi muitas vezes e particularmente desde o início do seu segundo mandato presidencial. 
Já o disse muitas vezes em conversas com a família e com amigos.

Há anos que defendo quão pernicioso tem sido para Portugal Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República.
E isto depois de 4 anos do primeiro mandato em que, E MUITO BEM, levou a maioria de nós todos a interessar-se mais pela gestão do país, pela política, e a aproximar os cidadãos das instituições do Estado.

Um crédito enorme que granjeou, indesmentível, e que começou a estoirar logo pouco depois do início de 2020. 
Naturalmente que é a minha opinião, discutível como todas, mas a respeitar.

E não dou excessiva importância às palhaçadas constantes de se despir e vestir pateticamente nas praias, ou comer gelados, ou andar a roubar batatas fritas dos pratos das pessoas, ou a fazer de calceteiro, e muitas outras parvoíces, as quais deixam dúvidas sobre a sua sanidade mental. 

Nem dou excessiva importância a casos como, comentários sobre a hierarquia da igreja católica portuguesa e pedofilia, ou a nebulosidade de casos como o das gémeas (não ficar comprovado não quer dizer que não tenha acontecido, certo?), ou a inacreditável reação pública para com o filho, independentemente das críticas que se podem e creio devem fazer a esse estranho empreendedor (???) no Brasil.

O mais terrível para mim foram e têm sido, critérios variáveis, inconsequência, condecorações ao Kg, inócuas viagens ao estrangeiro, destruição de maiorias parlamentares como a maioria absoluta de António Costa, depois de ter andado com ele ao colo anos e anos. 
E que dizer quanto ao seu triste papel no referente às Forças Armadas?

Em síntese, tenho sido muito crítico de Marcelo, mas também referi ao longo do tempo coisas que, no meu entendimento naturalmente, fez bem, e que são/foram de aplaudir.

E é neste capítulo, do que tem feito bem na minha opinião e é de salientar e aplaudir, que me parece que fez bem em remeter para o Tribunal Constitucional (TC) a legislação que recebeu da Assembleia da República sobre desejados novos normativos quanto a estrangeiros.

Temos imigração descontrolada desde particularmente 2016. CLARAMENTE.

Não sou jurista, e a minha curiosidade pelo direito durante 2 anos (sem nunca ter pretendido mudar de profissão), não me conferem qualquer competência de análise quer quanto ao que foi enviado pela AR para Belém, quer quanto ao longo texto de Marcelo que li de fio a pavio, dando 15 dias para o Tribunal Constitucional se pronunciar.

Como ignorante jurídico, mas não completamente burro, e nada sensível a Venturas, Mortáguas e Tavares nem direitolas parvos, da leitura demorada que fiz fiquei com a sensação de que naquela desejada nova lei há coisas um bocado tortas. Estranhas.

É por isso que digo e repito, creio que Marcelo fez bem em recorrer à verificação do TC.  

A este propósito, imigração / estrangeiros, trago aqui dois aspectos, um que tem poucos dias e outro de 2017, durante as autárquicas. 
Um discurso que creio justo de Passos Coelho. 
Mas é claro, a comunicação social estava embevecida pelo virador de páginas, e nada verificava do que era propagandeado e até com mentiras, e Marcelo sempre a fingir que nada sabia nem que nada de estranho se passava. 
Resultados à vista.
O facto de há poucos dias é o de que Marcelo levantou dúvidas sobre elementos relativos a imigração/ estrangeiros. Sobre designadamente números.

Pelo que se lê por aí, o governo terá dado informações ao PR sobre este assunto. 
Há segurança e rigor quanto a números? Hummmmm . . . .

Nas audiências havidas em Belém claro que os vários representantes dos partidos terão apelado em sentidos diferentes à intervenção de Marcelo.

Quantos imigrantes/ estrangeiros estão em Portugal? Ao certo?
Ninguém sabe. Porquê?

A resposta das Mortáguas Tavares e quejandos é a de indicarem números reduzidos, e que não há problema nenhum.
Já o inarrável Ventura e outros da mesma laia se calhar duplicam números.

Claro que este granel/ estas incertezas/ estes desconhecimentos se deve EXCLUSIVAMENTE a Luís Montenegro e muchachos! 
Estiveram 11 meses em formal governação, e estão há pouco de novo formalmente a governar.

Para trás ESTAVA TUDO CERTINHO, não é verdade? 

2016 a 2024 TUDO CERTINHO, um SEF BRILHANTE, SEF BRILHANTEMENTE DESMANTELADO, CABRITA E CARNEIRO BRILHANTES, SUCEDENDO BRILHANTEMENTE A AIMA.

Só a seguir a Costa se ter pirado para a Europa é que tudo se desfez, tudo se desmoronou, como por encanto, Certo?
NÃO, . . . . ERRADO!

Pelo que se lê por aí, quer o INE quer a tal de AIMA andam a fazer contas e a coisa nunca mais acaba.

Seria de esperar diferente? Para melhor?
Quantos imigrantes entre legais e ilegais?
NÉPIA, mas não tem problema algum.

Ai o turismo, ai a economia, ai os empresários da hotelaria, ai . . . ai . . 

Lê-se por aí que o PR Marcelo teve e tem dúvidas quanto a números. 
Qualquer pessoa que pondere este assunto com seriedade e honestidade intelectual terá forçosamente dúvidas.
Tenho muitas dúvidas quanto aos estrangeiros que por cá andam, legal  e ilegalmente.

Mas onde eu não tenho dúvidas e Marcelo não as deveria ter, é sobre  isto: existe uma bagunça há anos. 
Mas ele não o diz, CLARO, quer ser amado, protege sempre a governação Costa!

Alguns chamam-lhe fragilidades: eu chamo bagunça, desnorte, descontrolo, ausência de meios, ausência de vontades, não se olhar seriamente à nossa soberania, e ter em conta aquilo que fomos, que devemos continuar a ser, com controlo e justiça e humanidade.

Mas além do muito que se (não) tem feito particularmente desde Dezembro de 2015, além da pouca vergonha de discussões estéreis e super ideológicas, temos ainda por parte de TODOS SEM EXCEPÇÃO na vida pública e não só, o não ponderarem com seriedade realidades e dificuldades.
E, para mim naturalmente, temos o maior escândalo.

O escândalo: o trabalho (??) na Assembleia da República.

O trabalho feito pelo PSD e Chega, não sei se a IL também meteu prego e estopa na legislação que aprovaram e remeteram a Belém é, porventura, um trabalho jurídico e político que parece configurar um fruto deplorável.

Posso estar enganado, mas creio que PS, BE, PAN, PCP, Livre votaram contra.

E o escândalo é para mim isto: a alta probabilidade da legislação remetida a Belém ser uma verdadeira MERDA, no plano da técnica jurídica, no plano dos princípios, no plano da legalidade, no plano Constitucional.

Mas o escândalo é muito a inércia do PS e toda a Tralha à sua esquerda (excluo da tralha o PCP, e estou à vontade para o escrever, pois pouco partilho do seu ideário) ficaram por votar contra.

Creio que votaram contra, mas o que é isso? Chega ? NÃO !

Quando até o ex-secretário geral do PS, Pedro Nuno Santos, reconheceu que muita coisa correu mal antes, não era obrigação do PS ter apresentado articulado para a legislação em causa que provavelmente não seria criticável como foi agora ?

Devia ter feito tudo, mesmo sabendo que o PSD (infelizmente) mais o execrável Chega (que democraticamente tenho de respeitar mas que me enoja) iriam provavelmente chumbar.
lamentável. Não chega ser contra! É preciso mostrar aos portugueses que tinham legislação melhor e que provavelmente passaria nos crivos de Belém e Raton.

Para terminar, saliento as judiciosas palavras de 2002 do então Presidente da República Jorge Sampaio sobre este tema.

Pois sr Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o seu - se maltratamos seremos mal tratados - soa a chocho, é o seu estilo habitual, parecendo coisa virtuosa mas que na prática, opinião pessoal naturalmente, não passa de uma lamentável vacuidade.

Escute este seu antecessor. Por uma vez, caia em si!

Ou não percebe o significado de: 
- capacidade de integração
- portas abertas mas com moderação
- regras legais
- aquisição de nacionalidade
- exigirmos demonstração real de vontade de integração
- contrapartida da nossa abertura é a rejeição de isolacionismos religiosos e culturais
- que recusam os nossos valores
- respeitar a nossa ordem jurídica.

Já viu professor Marcelo, o que este perigosíssimo racista, xenófobo, afirmou e defendeu em 2002? 
QUE HORROR, que HORRÍVEL este decente socialista defendeu!

Pois eu entendo que é um discurso excelente, brilhante, e para esfregar com violência nas trombas de muitos trastes que vegetam por aí, titulares ou não de órgãos de soberania.

Desgraçado Portugal com estes titulares de órgãos de soberania.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 5 de junho de 2024

. . . . . . . .
I N T E R V A L O
. . . . . . . .
 
Bom dia

Acabou o intervalo.

Fui lá e. . . . felizmente já voltei.

A intervenção cirúrgica correu bem. Cheguei a casa umas horas mais cedo do que inicialmente previsto.
Agora há que esperar a convalescença e que decorra sem sobressaltos.

Ao ter dado notícia de que ia enfrentar uma nova etapa da vida, ao partilhar aspectos da vida privada (o que raramente faço) não pretendi maçar.

Mas, podendo as coisas correrem mal entendi que, muitos dos que fizeram/ fazem parte da minha vida, independentemente de tudo o mais incluindo divergências e diferentes visões do mundo e da vida, tinham o direito de saber que eu os considerava e estimava, e por isso aqui escrevi e enviei mensagens a muitos, amigos e conhecidos civis e militares.

Numa forma porventura pouco habitual, entendi salientar, que nascemos, vivemos em grupo, com valores, um dia nos finamos. 

No silêncio do quarto do hospital, recordei muita coisa e, particularmente, os que já não estão entre nós.

Termino, agradecendo penhorado as manifestações de solidariedade. Bem hajam.
Saúde e vida longa para todos.

António Rodrigues Cabral

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

DEMOCRACIA. Alguém que lhes explique.
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- pluralidade de ideias,
- divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente a Constituição da República Portuguesa e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram e não, SERVIR-SE dos cargos.

Alguém que lhes explique e lhes ensine o que é o Código do Procedimento Administrativo.
António Cabral

sábado, 5 de setembro de 2020

AMARRAS.   A  VIDA.
No presente cada vez mais confuso e incerto, temos que nos agarrar a algumas coisas. À família, aos valores. E não ligar à banditagem e espuma dos dias.
AC

segunda-feira, 27 de abril de 2020

CRUCIAL
"A questão do tempo é crucial, na vida individual e em sociedade. E a consistência, a coerência, os valores, os princípios, e a coluna vertebral, NÃO a cartilagem no lugar dela".
AC

sábado, 21 de março de 2020

VALE a PENA RECORDAR 
Bela Vista? Sem dúvida
Luís Campos e Cunha – 2009 05 15
(sublinhados da minha responsabilidade)
Bairros destes foram construídos nos anos 50, por todo o lado, e tornaram-se verdadeiros desastres sociais. O Bairro da Bela Vista nunca devia ter existido e os recentes distúrbios de Setúbal são uma bela vista das políticas dos últimos 30 anos.

Neste tipo de fenómenos gosto de distinguir entre culpados e responsáveis. Os culpados são os indivíduos que fazem parte das quadrilhas de malfeitores e que têm de ser punidos pela justiça, pois sabem distinguir o bem do mal. Que fique claro, não vale a pena embarcar em discursos demagógicos, aliás, habilmente utilizados pelos próprios. Como dizia um dos delinquentes na televisão, como não arranjava emprego, via-se forçado a roubar caixas de multibanco. Ora, o nexo causal está invertido: tipos que roubam multibancos nunca arranjam emprego, porque ninguém está disposto a empregá-los. O desemprego é uma boa razão para usufruir uns subsídios do Estado, de estar em formação profissional ou ser apoiado pelo Banco Alimentar mas não para atacar gente pacífica, naturalmente.

Os responsáveis são todos os irresponsáveis que propiciaram o surgimento deste tipo de delinquência. E os responsáveis são muitos e vêm de longa data: autarcas, educadores, urbanistas, ministros vários, desde os da educação, da justiça, da administração interna, até aos da defesa...

Desde logo, os autarcas e urbanistas (aliados à acção social da moda) são responsáveis porque nunca deveriam ter sido construídos estes bairros sociais. O apoio aos pobres devia ser isso mesmo, apoio ao rendimento de pessoas necessitadas. Segundo, os apoios à habitação, a existirem, deveriam ser à renda e não dar gratuitamente um apartamento. Terceiro, não se deveriam promover bairros sociais e muito menos daquela forma que rapidamente se transformam em guetos sociais. Estes bairros, sem a integração dos descendentes de pessoas que afluíram à cidade - seja por migração interna ou por imigração - e por natureza desenraizados, levaram gente honesta a ser refém de grupos de marginais organizados que impõem a sua própria lei. Bairros destes foram construídos nos anos 50, por todo o lado, e tornaram-se verdadeiros desastres sociais, o que todos os políticos locais e técnicos tinham obrigação de saber. Estes bairros sociais, que existem nas nossas grandes cidades, deveriam ser desmantelados, as pessoas realojadas e dispersas por bairros não guetizados. A tradição de Lisboa (e de outras cidades) é não ter guetos. Mesmo na Lapa conviviam, sem problemas, os muito pobres com os mais ricos.

São também responsáveis os muitos responsáveis da educação deste país. A primeira vez que se preocuparam verdadeiramente com o ensino pré-escolar foi com o governo Guterres. Sem pré-primária os filhos de imigrantes, portugueses de pleno direito, não conseguem ter sucesso escolar e a marginalidade é imediata. Os pais estão muitas vezes ausentes, porque são bons trabalhadores, mas não falam um português correcto e o insucesso escolar dos filhos é fatal e inevitável.

Por outro lado, a educação passou a ser neutra em valores. Não deu quadros morais de referência que permitissem distinguir o essencial do acessório. Na televisão uma senhora queixava-se da falta de apoios sociais. Mas já tinha um apartamento dado pela Câmara, a casa estava descuidada e desarrumada (de quem era a culpa?), e tinha duas grandes motas estacionadas na sala! Prioridades de quem tem os valores de pernas para o ar.

Também não é claro que a abordagem no ensino fosse a correcta: estes delinquentes certamente começaram por roubar uma insignificância qualquer a um colega e não foram punidos de forma equivalente. Falou-se com eles ou fechou-se os olhos para não os traumatizar e, com isso, deu-se a ideia de que a malvadez compensa. Roubar passou a ser permitido aos 7 anos e dez anos mais tarde temos as quadrilhas que temos.

A justiça, cada vez mais injusta, deixou de actuar em tempo e afastou o castigo do crime. Ou seja, não desincentivou actos ilegais e confirmou a (falta de) educação que receberam.

Mas há mais responsáveis: ministros da defesa. Há uns anos, sem se medirem as consequências, acabou-se com o serviço militar obrigatório (SMO). Primeiro, esta medida foi vista como uma medida de esquerda e foi uma grande conquista das "jotas" dos partidos; no entanto, o SMO foi, historicamente, uma conquista da esquerda para evitar as guardas pretorianas. Quem não conhece a história faz destas coisas. Segundo, o SMO obrigava os recrutas a viverem um ano com regras estritas, com responsabilização e com punições imediatas correspondentes para os prevaricadores. Terceiro, as Forças Armadas eram a melhor escola de formação profissional. Ninguém saía sem um ofício e aprendia a viver com regras. O SMO poderia ser dispendioso mas uma análise social custo-benefício deveria amplamente justificar esses custos.

Sem ensino pré-primário, uma escola sem moral, uma ideologia de facilitismo e de irresponsabilidade, bairros sociais que são guetos, integração social e moral impossível e uma sociedade avessa a impor valores, conduziram a esta situação socialmente explosiva. E para percebermos o que se passa, nem falei da Crise. Neste caso não há crise, há uma catástrofe social cozinhada em lume brando nos últimos 30 anos da nossa política.

A polícia pode resolver este caso mas nunca ela poderá resolver o problema. Resolver o problema passaria por reconhecer os erros que os políticos que têm estado no poder não reconhecem. Seria exigir o impossível. O Bairro da Bela Vista é, de facto, uma bela vista sobre a nossa sociedade. Professor universitário.

António Cabral (AC)



terça-feira, 24 de julho de 2018

HOMENS de PALAVRA
O que é um homem de palavra?
O que é detentor de valores, interiorizados, bem alicerçados. Que, na vida quotidiana, as suas postura e acções confirmam plenamente a concretização das suas palavras.
Valores como por exemplo honestidade (intelectual e material), ser digno de confiança. 
Valores, estes e outros, muito importantes, indicadores claros de carácter.
Naquela coisa a que vulgarmente se chama "as elites" dirigentes (na política e em outros sectores da sociedade) e onde abunda a cartilagem no lugar onde os decentes têm coluna vertebral (vértebras ósseas), e valores como os supra referidos e muitos outros escasseiam.
Lembrei-me disto, de novo, a propósito do que vou vendo por aí.
A mentira dos números, de todos os lados, a sua manipulação sem indicação de bases de partida, o anúncio em catadupa do que uns e outros vão fazer sem nunca dizerem nem sequer vagamente - ZERO - como o vão fazer, que etapas, etc.
O branqueamento do passado. 
A gritaria e falta de educação do costume.
Como me refiro acima à falta de educação, há uma narrativa sempre em voga que defende que na política e nos jogos parlamentares há muita gritaria, vozearia, etc, que nada tem de falta de educação. 
É muito engraçado, dizem que é mesmo assim.
Pela minha parte continuo a duvidar das pessoas que são educadas numa ocasião e noutras nem tanto (não vou usar o termo ordinárias).
Mas da minha experiência de vida, lembro-me sempre do ano de 1996, 8 de Julho, em frente à igreja nos Jerónimos. Competia-me ser o primeiro na linha de recepção protocolar. 
E estendi a mão a retribuir o cumprimento dos escassos dos altos dignitários que me estenderam a mão. 
Sei bem os que o não fizeram. 
A sua conduta política posterior confirmou sempre o que observei nessa manhã de Julho. 
Sobranceria, pesporrência, falta de educação, falta de cortesia.
Sei também de um senhor (????) que uma vez em visita oficial ao Porto/ Douro, não cumprimentou aquele que na altura era o "dono da casa" que ia ser visitada. 
Não era precisa a sua conduta posterior (pessoal e política), desgraçada, para avaliar o carácter de criatura tão reles.
Comovo-me pouco com as palavras de certos senhores na actualidade, e que se acham os donos do País e que, provavelmente, na intimidade aplicam aos concidadãos as frases atribuídas ao Rei D.Carlos. 
E recordo, anos atrás, entre outras coisas, como sobretudo um senhor (????) tratou o seu antecessor, esse sim um Senhor.
Homens de palavra? Precisávamos de imensos.
AC

sábado, 17 de março de 2018

O MAIS IMPORTANTE na VIDA
> É ter saúde adequada à idade, e ser o mais feliz possível (Eu)
> E mesmo que ela doa, nunca substituir a coluna vertebral por colagénio (Eu)
E depois, como disse esse Homem, o mais importante é nunca desistir (Stephen Hawking).
António Cabral

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sempre me dei bem com este princípio

= Se tentaste fazer algum coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste =

Olho para a vida nacional, .......particularmente desde 1991, ............percebe-se bem porque estamos na situação presente........ou não??..........
António Cabral (AC)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

OPINIÕES.
De vez enquanto ouço o advogado que gosta de dizer que é Ministro da Defesa Nacional (é apenas um péssimo ministro das Forças Armadas) a lembrar, a propósito de reuniões e protestos, que é a democracia a funcionar.
Não deixa de ser verdade, que essa acções, ou eu a escrever umas frases no meu blogue, o que se verte para os OCS, são representações do que constitucionalmente está consagrado, designadamente quanto à liberdade dentro de certos limites constitucionais, como a liberdade de opinião e de expressão.
Naturalmente que existem abusos. Desde chamar-se palhaço ao presidente da república, e por aí fora.
Naturalmente que muitos dos meus concidadãos insultam, exprimem arrogância, olham apenas ao seu umbigo, não discutem ideias, e são pouco factuais.
Bastante tempo atrás, á minha pergunta um grande amigo respondia-me que - "isto altera-se exactamente na medida em que cada um no seu posto de trabalho, na sua família, em blogues, nos OCS, defenda de cabeça levantada a ética, a moral, os valores incluindo os constitucionais, a honestidade intelectual, o respeito pelos outros".
Do que observo no meu desgraçado País, dia após dia ficam-se dúvidas e angústias.
Desde o inquilino de Belém a dizer que Portugal não vai ser afectado com o problema grego (vai lá agora), ao desvario e verborreia dos irresponsáveis que das poucas vezes que espreito o televisor me entram em casa (Augusto Santos Silva, Helena Roseta, Luís Montenegro, Jerónimo, Passos Coelho, António Costa, etc), ou à desfaçatez dos vários donos disto tudo, não vejo melhoras nisto.
Nos OCS é o que se vê. Em certas redes sociais um nojo.
Em vários blogues, escreve-se honestamente, debatem-se ideias, até com muito humor e inteligência (por exemplo no DO), mas o que na realidade, na coisa concreta, da corrupção ao compadrio, à política externa, ao continuado desgoverno, etc, conseguem modificar os bloguistas do DO, alguns jornalistas de alguns OCS, ou simples cidadãos como eu que procura desabafar apontando o que lhe parece necessitar de urgente inversão de trajectória?
O que de facto conseguimos? É que só com a consciência em sossego, não resolvemos a pouca vergonha que nos envolve.
AC

terça-feira, 14 de julho de 2015

A falta de vergonha
Sistema de valores, e serem seguidos ao não ao mais alto nível na sociedade, e designadamente por todos os titulares de órgãos de soberania e por todos os responsáveis de topo na administração pública e no mundo dos negócios privados, determina muito como essa sociedade "respira", como "vive", como "evolui". Transformar-se-á, ou não, para melhor.
Na sociedade portuguesa, o défice BRUTAL de vergonha na cara é NÃO QUANTIFICÁVEL!!
Ninguém pede desculpa, (não falo de tolices recentes no âmbito do ministério da Justiça), banqueiros e gestores de topo sempre aplaudidos pelos jornalistas de gravata ou de laço ou sem eles, políticos, titulares de órgãos de soberania. Uns quantos militares, também, concretamente alguns que foram chefes dos ramos desde 1974, e alguns dos que ascenderam a CEMGFA.
Por isto e mais, as sociedades são diferentes.
Sobretudo quando no sítio das colunas vertebrais, muitos têm cartilagem!
AC

sábado, 11 de julho de 2015

MEMÓRIAS.......e LEMBRANÇAS de INGENUIDADES
Todas as sociedades tem os seus "quês", as suas características próprias, os seus problemas. Algumas, hoje ainda, e creio que sempre assim será, consideram-se superiores a todas as outras.
Alguma coisa conheço, por exemplo, da Holanda país, e dos holandeses. Vivi lá tempo suficiente para ficar com um esboço razoável de vários tipos de cidadãos holandeses. Vários militares da marinha holandesa, vários diplomatas dentro e fora de encontros formais e sociais, vários civis desde o comum empregado de talho, restaurantes, farmácia, lojas de roupa, polícias de trânsito, cafés, funcionários civis trabalhando na marinha holandesa, etc.
Atrevo-me a dizer que os holandeses são muito pragmáticos, porventura interesseiros, muito ponderados com as coisas dos dinheiros, sovinas. Se lhes interessa, são amistosos, por vezes falsos amigos. Não admira, portanto, que para eles a UE, a Europa, seja sobretudo dinheiro. E lembro sempre como décadas atrás eles e franceses tinham excedentes de, por exemplo, manteiga, tudo á conta da PAC.
A posição holandesa é certamente em parte criticável, sobretudo se, em termos europeus, só olharem ao dinheiro sem atender a valores inerentes ao da pertença à UE.
Mas, ainda assim, prefiro os holandeses a vários dos portugueses.
Desde os governantes que quase não abrem a boca lá fora, aos governantes que isso criticam mas melhor não fizeram no passado, aos políticos que se passeiam nos Aviões oficiais e gostavam de ter ementas especiais e champanhe, aos que no passado nunca tomavam qualquer iniciativa sem perguntar primeiro a Lisboa, aos que no passado se perdiam nas boas lojas de roupa de Haia e chegavam atrasados ás reuniões, etc.
Ah, e também me estou a lembrar de uns quantos, anos atrás, muito ufanos porque tínhamos conseguido ficar com a direcção de um importante departamento operacional, enquanto outros, coitados, dominavam os departamentos onde se obtinha e distribuía o dinheirinho.
Dessas coisas, e outras de natureza semelhante, padece hoje o País e muitos da minha profissão.
O dinheiro não é tudo na vida, valores éticos e morais, deveres, honestidade intelectual, por exemplo, são absolutamente indispensáveis.
Mas deixemo-nos de INGENUIDADES
AC

domingo, 28 de junho de 2015

A PRUDÊNCIA
Uma das maiores virtudes.

Quando se olha para certas portas, bonitas por fora, mas.........e quando se vê os mamões que por aí se pavoneiam, lembro-me sempre, mas sempre, da prudência, não a das virtudes, mas a cautela e dissimulação da malandragem, o mansinho com que eles nos lixam a vida, enquanto tratam das deles.

Só vejo pequenotes a tratar da vidinha, com antecedência, a arranjar colocações no estrangeiro.
AC


terça-feira, 1 de abril de 2014

Génese.
Tudo na vida tem/ teve uma génese, uma origem. Tudo teve uma primeira coisa. Depois pode desenvolver-se, correr bem, correr razoavelmente, correr mal. Ao longo da vida muita coisa e muitos não ajudam a que as coisas corram bem, nas famílias, nas sociedades.
Mas houve sempre raízes, fosse uma graínha, um caroço, um óvulo, uma certidão de casamento, um registo, uma guerra, uma catástrofe, uma constituição. Muitos não ajudam nada a que as coisas corram bem ou pelo menos melhor. Mas sempre me fez impressão que se escamoteie a génese de tudo. AC

terça-feira, 18 de março de 2014

Homenagem sentida ao CIDADÃO, SENHOR JOSÉ MEDEIROS FERREIRA.
Alguns tiveram a felicidade de privar com ele. Alguns, serão amigos íntimos e verdadeiros. São portanto vozes autorizadas a falar deste notável CIDADÃO. Sobre a sua alegria de viver, sobre a sua fina ironia, sobre o seu excelente nível cultural e intelectual, sobre a sua cidadania e independência de espírito.
Pelo meu lado, por razões profissionais, entre 2004 e 2006 tive a oportunidade de trocar com ele algumas palavras, em duas daquelas aborrecidas situações protocolares onde pululam os graxistas e sabujos, sempre em bicos de pés. As palavras trocadas foram poucas, as suficientes para confirmar quão bem andei em ter comigo os livros e outros escritos do Professor José Medeiros Ferreira.
À família enlutada, particularmente ao seu irmão que conheci por razões profissionais, e que posso não conseguir contactar, as minhas sinceras condolências.
Deste desenlace, é inquestionável dizer, Portugal fica mais pobre. Descanse em paz.
AC


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A PRAXE.
Estava eu sossegado a ler, chamaram-me agora à atenção para ir a correr à sala, estão a falar sobre a praxe.
Cheguei no final, e já o apanhei calado, de pé. Parece que é aluno de uma faculdade.
HÁ 24 ANOS.
SERÁ??????????
Há 24 anos? Bom, já li vários textos sobre o assunto. Alguns, ponderados, e parecendo-me a tocar nas questões de fundo.
Mas se são 24 anos, sempre na Faculdade, por favor, não escrevam mais nada. ESTÁ TUDO DITO.
Sobre a praxe, sobre os docentes, etc etc, etc.
É Portugal. Vim ao computador para este desabafo. Vou voltar a ler.
Boa noite e boa sorte.
AC

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Portugal, onde me sinto desconsolado, cada vez mais desconfortável e desprotegido.
1. Dizem alguns que - "a política é, antes do mais, uma questão de imaginário e de simbolismo. Muitos comportaram-se e, hoje, outros assim continuam, numa liderança onde conta é a velocidade, a energia e o voluntarismo que exprimem, numa permanente combinação da vertigem do movimento com a manipulação estatística e a amnésia do cidadão/espectador". Um regabofe, digo eu!

2. Infelizmente parece-me, cada vez mais, que se pratica uma nauseabunda banalização do exercício político. Creio que nos últimos anos esse exercício foi apondo no meu País uma impressão digital do tipo daquelas em que, depois de colocar o dedo na almofada preta, se marca o papel como se fosse um rolo da massa. Fica uma enorme borrada, prima em 10º grau de uma verdadeira impressão digital.

3. Ocorreu-me isto depois de mais uma série de episódios na vida do meu desgraçado País, e da "revisitação" na garagem aos meus armários de livros, documentos e papeis, no que ando metido há já algum tempo. Aqueles episódios, e a tralha nos armários têm-me provocado muitos espirros. Por reacção alérgica aos comportamentos indecentes e à pouca vergonha despudorada e, secundariamente, por alguma alergia ao pó.

4. O Direito, muito genericamente, é um sistema normativo complexo capaz de promover mudanças na sociedade, sem o objectivo de moralizar condutas, mas evitar perigos; pretende ordenar os aspectos fundamentais da convivência, um sistema portanto de regulação de condutas sociais através de normas e princípios jurídicos, assistido de proteção coactiva. Pretende atingir, portanto, a conservação da sociedade e a realização pessoal dos seus membros, visando o bem comum, atingindo justiça e segurança. Também muito genericamente, um negócio jurídico é um acto jurídico praticado no exercício da autonomia privada, pelo qual as partes escolhem elas próprias os efeitos jurídicos a que ficarão subordinadas.

5. Na ordem jurídica, há hierarquia de leis. Mas, no plano dos conceitos, por exemplo, despachos, recomendações ou resoluções quer a nível governamental ou mesmo da Assembleia da República, não podem revogar legislação que lhes é superior. Certo!!!

6. Julgo ter sido Fernando Pessoa que escreveu décadas atrás, que "o Estado nada tem a ver com o espírito. O Estado não tem o direito de me compelir nesse campo, como por exemplo também não tem o direito de me impor uma religião."

7. Três observações:
a. em português, que eu saiba, uma mentira é uma mentira, não é uma "inverdade", não é uma "falta à verdade", não é "não disse a verdade", não é "omitiu a verdade", não é "ocultou a verdade";

b. o regime não produziu nenhuma "elite". Juntam-se é muitas vezes, ou os intervenientes mais improváveis, ou sempre os mais que prováveis, verdadeiros falcões, que matam mas não comem as vitimas; vê-se o mesmo cadinho de sempre, aparecem sempre as mesmas caras conhecidas, com aparência de pertença a clubes diferentes;

c. Do futuro não sabemos nada.

8. Do futuro nada sabemos, de facto, mas repare-se em alguns aspectos do presente:

a. desrespeito da hierarquia das leis; desrespeito de compromissos assumidos com os cidadãos;

b. sempre as mesmas caras salvadoras, alternativas, da mesma malandragem de sempre;

c. sempre o mesmo bafio nas comissões, de revisão, de acompanhamento, de arbitragem;

d. estar horas à espera de atendimento numa consulta no SNS, com uma idosa de 88 anos, consulta que muito demorou a ser marcada, não é sentir na pele ou na carne, é já no osso;

e. dizem uns pantomineiros que "o nosso sistema é muito bom, agora o abuso que dele é feito é que é muito mau". Falo do SNS, da justiça, da fiscalidade, ou é preciso fazer desenho completo?.

9. De facto, a vida menos desconfortável e o Direito no meu País é para uns escassos cidadãos, que muito apregoam a cidadania, a liberdade, a fraternidade, a igualdade. Mas convém que fique só nas famílias deles. Como cidadão, sinto-me cada vez mais desconsolado, desconfortável, desprotegido. Se olhar à minha profissão, se olhar à questão de como vou cuidar da minha idosa mãe, sinto-me vilipendiado.
AC

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

40 ANOS. 
40 anos é uma etapa já muito relevante, na vida de uma pessoa, e mesmo na sociedade.
Em 25 de Abril próximo fará 40 anos a revolução dos cravos, a revolução dos 3 D, democratizar, descolonizar, desenvolver. 
O último D, como se vê, teve muito pouco de desenvolvimento e muito mais de distribuição, do pouco que havia, e do que não havia. E para poucos bolsos.
Por isso as três bancarrotas. Os causadores das duas primeiras continuam despudorados como se nada fosse com eles. Responsabilidade? Náaaaaa! Os causadores da terceira idem!
A propósito de 40 anos lembrei-me de uma data passada, um marco na minha vida.
Fez em 19 de Maio de 2013, pelas 2340 horas, 40 anos que, quando embarcado no navio onde fiz a comissão de serviço, navegando em ocultação total de luzes, em postos de combate/ bordadas como era necessário na zona, fui/ fomos atacados por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau.
Tive muita sorte, como quase todos os outros que estávamos no exterior do navio, envolvidos pela escuridão, apenas ferida pelo espectacular luar africano.
Morreu um comando africano, que como outros estava deitado no convés, atrás da peça de vante, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC.
Houve também vários feridos. Houve um pequeno incêndio. O navio teve danos, inclusive um pequeno rombo abaixo da linha de água. 
Passadas umas semanas, um relatório da PIDE confirmava a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio, até ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que ia no exterior e que terá durado nem um minuto, varreu com aço, literalmente, toda a área.
Como se viu na manhã seguinte ao ataque, quando voltámos ao local, via-se no arvoredo da margem uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem ramos pequenos, sem casca, tudo madeira branca.
40 ANOS. O tempo voa. Eu não esqueço. Fui um dos que não morri, por acaso, destino.
Andam para aí muitos que não esquecem nada.
Porque quase nada, ou mesmo nada, sabem.
Sobretudo não sabem respeitar. Cidadãos, instituições, valores.
AC