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quarta-feira, 11 de março de 2026

JÁ  O  REFERI

Escrevo para mim.
Os meus desabafos nada resolvem. Eu sei. 

Aliás, os blogues de boa qualidade, que os há, creio que também pouco aquecem ou arrefecem os poderes instituídos, os actuais e todos os anteriores. 

Mas lá está, como dizia o ratinho, "qualquer bocadinho ajuda,......e mijou no mar".

Estadistas em Portugal? 
Os comandados, os cidadãos comuns, têm muita culpa no cartório.

Isto dito, não digo mais,……exactamente …. pintassilgos não são pardais.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 17 de junho de 2024

TRAQUES  e  ARROTOS

Teria quatro anos, deve ter sido a primeira vez, e se bem recordo levaram-me à praia de Lavadores. Foi mesmo terror, aquelas gigantescas massas de água a rebolar e ameaçadoras, dando a impressão que nos viriam engolir. E assim nunca fui de beira-mar ou praias, não só pelo marulhar constante, a inquietude das ondas, o vento, a areia, mas ainda e sobretudo pelo espectáculo da humanidade em pêlo.

É grande o respeito que me merece o semelhante, e desde há vidas considero o vestuário um dos atributos que muito tem contribuído para a harmonia da sociedade e a paz dos olhares. Daí que a praia se me afigure a versão moderna de uma Cour des Miracles medieval. Os corpos que não ferem os olhos ou os alegram, são gota de água naquele Oceano Pacífico da exposição praticamente nua de adiposidades, fealdades e porcalhice, de modo que uma passagem pela praia – as minhas são poucas, em maioria por razões de ofício ou obrigado pela companhia – tem consequências graves para o sossego da alma, o sono da noite, o respeito que devo ao próximo.

Nessas ocasiões, involuntariamente obrigado a presenciar, incomoda-me a passividade daquela massa de gente que, espichada ao sol, involuntariamente provoca a imaginação de horrendas cópulas, hábitos vis, atitudes indecentes, satisfações alvares, traques e arrotos.

Para paz de espírito e sossego com o semelhante, dêem-me a rua e a roupa
. (Rentes de Carvalho)

AC

sábado, 9 de março de 2024

5ª e 6ª Feiras, SÁBADO, DOMINGO
Estimados amigos, visitantes e leitores que têm a gentileza de visitar este modesto blogue, a partir do final da tarde de 5ª Feira, o dia de ontem, e ainda hoje embora o final de Sábado esteja a ficar menos intranquilo desde as 1700 horas, estive forçado a desligar-me de todas as habituais rotinas, esta incluindo.

Mas irei recomeçar, se Deus quiser, porventura já logo antes de me deitar.

Deitar, espero que comece a melhorar, duas noites/ dois dias sem pregar olho. Estou bem abananado.

Até já. 

Saúde a todos, o melhor e verdadeiro Euromilhões da nossa vida.

António Cabral

segunda-feira, 15 de maio de 2023

 A ESPERA e o BLOGUE

À espera que chegue o neto de 14 meses para dele tomarmos conta (semanal alternância com os outros avós), vim dar os bons dias ao blogue.

Não é capicua  mas é um número interessante : 13491 mensagens entre, textos mais longos ou curtos, graçolas, anedotas, ditos populares, culinária, muitas fotografias, recordações de viagens, pequenas notícias, literatura, livros, poesia, etc.

Tenham uma boa semana. Obrigado por me visitarem. Saúde.

António Cabral

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.
Este chapéu em cima que foi fotografado em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus), e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ?
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 
Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é muito maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. 
Pois! Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico melhor de certeza do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tem caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.
Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tempo opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político.
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom.

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente.
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores.

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens como na SIC a mostrar lugar estrangeiro onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo.

Como aquela criatura que se julgava ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção; se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa CRP, nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)
Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. E chapéus há.............. muitos. 
Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A CENSURA
A censura, o lápis azul. Sabe-se o que foi.
Agora que estamos numa democracia, que muitos dizem adulta, já madura, mas onde tenho cada vez mais dúvidas que assim seja completamente, a censura existe, grassa, e cresce.
Por exemplo, se olharmos aos "media" estrangeiros, podemos ver com facilidade que a Lusa e os "media" nacionais tem filtros cada vez mais "duros". Por cá perdem o tempo com porcaria e pouco mais.
Se olharmos a blogues, penso que as coisas já estiveram melhores.
No meu caso já tenho a certeza que existe censura. Que outra coisa devo pensar?
O segundo caso acontecido comigo é simples, este comentário - É fácil de entender. António Cabral - já lá vão dois dias que o coloquei num blogue muito conhecido e NADA. 
Mas devo ser eu que estou a ver mal a coisa.
Ora se isto está a acontecer comigo, um simples cidadão que, contrariamente a muitos que pululam as caixas de comentários, não escrevo sob anonimato, não sou malcriado, creio que está tudo dito.
Enfim, é o que temos. 
Além de não se agradecer educadamente a outrem. Devem achar que isso é coisa de fachismo, ou pelo menos parvalheira.
Uma coisa é certa ......pintassilgos não são pardais!!
AC

domingo, 14 de janeiro de 2018

A  ESCOLHA  do  NOME  do  BLOGUE
Entre outras coisas baseei-me, também, nesta fotografia por mim tirada em Dezembro de 2011.
"Chapéus" há muitos, de facto.
António Cabral (AC) 

domingo, 31 de julho de 2016

A CENSURA
Existiu. 
Desde sempre.
Já não existe, dizem os ingénuos, os tontos, os que não ponderam sobre o que se passa no seu País, à sua volta. 
"Ah,....eu não me meto em política". Como se ir ao supermercado e não tirar certas coisas da prateleira porque os cêntimos não chegam não seja exactamente POLÍTICA. A vida das pessoas.
A censura existe, continua.
Existe na "bloga".
E não me refiro à parte em que, e muito bem, se não publicam comentários soezes. 
Claro que, "avançarão os espertalhaços de trazer por casa" e que muitas vezes são alguns dos "cheios de princípios e moral e ética", a "caixa de correio estava tão mas tão cheia que não se conseguiu ver tudo"!!!!!
Existe no Governo, neste e nos anteriores, e não preciso de dar exemplos.
Existe nas TV, nos jornais, quer com a não publicação de cartas civilizadas mas em contramão com os sistemas externo e internos, quer com a não publicação de artigos desde que não sejam de amigalhaços como daqueles "independentes" (???) civis e militares que estão nas primeiras filas dos congressos a aplaudir freneticamente.
Depois existe aquela espécie de censura e de auto-censura que é não comentar nada de quem honestamente em círculos mesmo um pouco restritos expõe as suas dúvidas, as suas preocupações, as suas opiniões, abrindo-se ao contraditório, porventura ás vezes desajeitadamente. 
Mesmo nos casos de se ser amigo ou colega de profissão, e mesmo familiar.
Pelos vistos gostam assim.
"Ah, mas censura era no tempo da PIDE". Era, e asquerosa, e violenta.
Hoje, a violência hoje vem com vaselina na ponta para, imagino eu, ver se dá a sensação de que não existe, não dói. Mas entra na mesma.
Enfim, uma sociedade cada vez mais saudável, cheia de futebol e comentadores filósofos, cheia de festivais de Verão repletos de barulho selfies e muita droga, festivais a encher os bolsos de uns pantomineiros bem conhecidos. Uma sociedade cheia de Twits que depois de vomitados os autores e autoras logo os apagam ou pedem desculpa, ou ficam calados a ver se a bronca passa. Uma sociedade cheia de incêndios, sempre e cada vez mais com greves, com temas fracturantes enquanto as fraturas verdadeiras se dão é nas aldeias, em muitas vilas, em franjas das cidades. 
Enfim, mas há que não perder a esperança.
AC

quinta-feira, 16 de julho de 2015

OPINIÕES.
De vez enquanto ouço o advogado que gosta de dizer que é Ministro da Defesa Nacional (é apenas um péssimo ministro das Forças Armadas) a lembrar, a propósito de reuniões e protestos, que é a democracia a funcionar.
Não deixa de ser verdade, que essa acções, ou eu a escrever umas frases no meu blogue, o que se verte para os OCS, são representações do que constitucionalmente está consagrado, designadamente quanto à liberdade dentro de certos limites constitucionais, como a liberdade de opinião e de expressão.
Naturalmente que existem abusos. Desde chamar-se palhaço ao presidente da república, e por aí fora.
Naturalmente que muitos dos meus concidadãos insultam, exprimem arrogância, olham apenas ao seu umbigo, não discutem ideias, e são pouco factuais.
Bastante tempo atrás, á minha pergunta um grande amigo respondia-me que - "isto altera-se exactamente na medida em que cada um no seu posto de trabalho, na sua família, em blogues, nos OCS, defenda de cabeça levantada a ética, a moral, os valores incluindo os constitucionais, a honestidade intelectual, o respeito pelos outros".
Do que observo no meu desgraçado País, dia após dia ficam-se dúvidas e angústias.
Desde o inquilino de Belém a dizer que Portugal não vai ser afectado com o problema grego (vai lá agora), ao desvario e verborreia dos irresponsáveis que das poucas vezes que espreito o televisor me entram em casa (Augusto Santos Silva, Helena Roseta, Luís Montenegro, Jerónimo, Passos Coelho, António Costa, etc), ou à desfaçatez dos vários donos disto tudo, não vejo melhoras nisto.
Nos OCS é o que se vê. Em certas redes sociais um nojo.
Em vários blogues, escreve-se honestamente, debatem-se ideias, até com muito humor e inteligência (por exemplo no DO), mas o que na realidade, na coisa concreta, da corrupção ao compadrio, à política externa, ao continuado desgoverno, etc, conseguem modificar os bloguistas do DO, alguns jornalistas de alguns OCS, ou simples cidadãos como eu que procura desabafar apontando o que lhe parece necessitar de urgente inversão de trajectória?
O que de facto conseguimos? É que só com a consciência em sossego, não resolvemos a pouca vergonha que nos envolve.
AC

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os comentários anónimos
A questão do anonimato, do direito à vida privada, a videovigilância, a intrusão /assalto em casa alheia, etc, são tudo questões muito discutíveis, e muito complexas. Estamos no âmbito dos direitos das pessoas.

Vem isto a propósito do que pessoalmente já escrevi em tempos afastados, e que recordei ao fazer um" zapping" pelo blogue do sr Embaixador Francisco Seixas da Costa, que pessoalmente não conheço, mas que sei quem é.

Reproduzo parte do post dele e que tenho por muito interessante e certeiro (bold da minha responsabilidade) :  "Alguns comentários anónimos em blogues ou em sítios informáticos de jornais, quando deliberadamente ofensivos ou obscenos, devem merecer da nossa parte a consideração dada à cobardia de uma carta não assinada. Para mim, sem excepção, convocam a piedade que é devida aos pobres de espírito....................................................... se dedicam a insultar quem lhes desagrada, a denegrir aquilo que nunca teriam a coragem de dizer cara-a-cara ou a assinar com o nome verdadeiro e identificável por debaixo............................Todas as sociedades, ao que parece, tem destas "faunas rascas", o que talvez justificasse um estudo sócio-psicológico, com uma dimensão médica a ajudar. Embora já haja um óptimo medicamento para esta patologia: chama-se "Delete", é eficaz, tem um efeito imediato e pode usar-se as vezes que se quiser...................... a frontalidade é uma qualidade que é alheia essa fauna, a qual, por exemplo, foge do Facebook como o diabo da cruz, porque por ali tem mais dificuldade em esconder a sua cara cobarde.

Como digo acima, creio muito simples, directo, certeiro.
Poderá perguntar-se, "mas, não haverá em algum desses comentários anónimos, por vezes, algum fundo de verdade, sobretudo acerca de situações, casos, escândalos, corrupção, etc?
Acredito que sim.
Mas, a meu ver, o apontar "artilharia" a aspectos a denunciar não precisa ser ofensivo e vir vestido com falta de frontalidade A língua portuguesa possui imensas ferramentas para se deixar mensagem forte sempre que se entende ser conveniente.
AC