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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Repetindo-me


12  ANOS 

Este modesto blogue completou 12 anos no passado 11 de Dezembro de 2025.

Dizem por aí que a blogosfera está moribunda, que o que interessa é  Instagram, Facebook, Twitter, etc.

Como tudo na vida, qualquer das redes sociais terá coisas interessantes e outras más.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer comento.

Tenho a maior das dúvidas sobre a morte anunciada da blogosfera.

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor do que se a tivesse terminado em 2009.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente ao que julgo saber acontecer a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões mais semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?

Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo. O actual está com quilometragem a subir bem, já passou os 240 000,00 Km. Além do constante e fantástico trabalho de "avô" !

A criação do blogue não foi uma salvação para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira (JPP) começar a andar por aí com o seu "Abrupto". Longínquos tempos. Pacheco Pereira deixou-o um  dia.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

Fotografia (uma das minhas ocupações) e durante algum tempo ele publicou uma fotografia sua de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro). Era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há já bastante tempo, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 13 anos em Dezembro próximo.

Não escrevo aqui para ninguém.
Escrevo para mim, é a minha única rede social. 
Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis e cadernos e agendas e livros.
Escrevo para mim, mais tarde, releio o que escrevi.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 

Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando também a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão. 
Mas desde há tempos que passei a dedicar-me apenas ao meu.
E chega, . . . . chega? . . . . chega não, Basta!

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta e crescentemente desde 1985; a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a pela D 90 !

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas. Procuro ser original, olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.

Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, se falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, sigo o exemplo do grande cidadão e matemático Bento de Jesus Caraça.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando. Argumento se me apetecer.

Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de uma hora por dia (com intervalos)  com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, muitos livros, lazer, cozinhar, etc. 

E tratar da saúde pois o espelho, esse maroto, sorri para mim todos os dias e murmura - continuas com cabelo e rosto e pescoço de 55/58. Pois, a encadernação é bem razoável mas a realidade . . . 

Então, não vais mesmo no FB, Instagram, etc.? Mas porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 26 de junho de 2026

BLOGUES  -  BLOGOSFERA

Já em tempos aqui falei deste tema e do vaticínio de muitos quanto à morte dos blogues.

Vaticínio de que discordei e discordo.

Como em tudo na vida é legítimo haver quem considere que os blogues não interessam, não têm interesse e que valorizem mais as várias redes sociais designadamente onde muito gente gosta de expor as vidas privadas etc.

Igualmente legítimo quem considere o oposto como é por exemplo o meu caso, e creio não estar muito isolado.

Entendo que há vários blogues com muito interesse, blogues de equipa "escrevinhadora", blogues de autor, blogues temáticos etc. Sim, ao longo dos anos muitos blogues acabaram.

O meu blogue fará se Deus quiser 13 anos em Dezembro próximo. Será no dia 11.

Há vários blogues com maior "seniority"que este modesto "Chapéus há muitos".

Há muitos blogues de grande qualidade como, entre outros, é o caso  (opinião pessoal, naturalmente) de "Delito de Opinião", "Corta Fitas", "Pensar o mundo", "Sorumbátco", "História Militar" e "Duas ou Três Coisas"

É isto.

AC

sexta-feira, 20 de março de 2026

Repetindo-me


12  ANOS 

Este modesto blogue completou 12 anos no passado 11 de Dezembro de 2025.

Dizem por aí que a blogosfera está moribunda, que o que interessa é  Instagram, Facebook, Twitter, etc.

Como tudo na vida, qualquer das redes sociais terá coisas interessantes e outras más.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer argumento.

Tenho a maior das dúvidas sobre a morte anunciada da blogosfera.

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor do que se a tivesse terminado em 2009.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente ao que julgo saber acontecer a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões mais semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo. O actual está com quilometragem a subir bem, já passou os 240 000,00 Km. Além do constante e fantástico trabalho de "avô" !

A criação do blogue não foi uma salvação para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira (JPP) começar a andar por aí com o seu "Abrupto". Longínquos tempos. Pacheco Pereira deixou-o um  dia.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

Fotografia (uma das minhas ocupações) e durante algum tempo ele publicou uma fotografia sua de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro). Era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há já bastante tempo, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 13 anos em Dezembro próximo.

Não escrevo aqui para ninguém.
Escrevo para mim, é a minha única rede social.
Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis e cadernos e agendas.
Escrevo para mim, e às vezes, mais tarde, releio o que escrevi no passado.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 

Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão. 
Mas desde há tempos que passei a dedicar-me apenas ao meu.
E chega.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta crescentemente desde 1985; a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a pela D 90 !

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas. Procuro ser original, olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.

Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, se falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, sigo o exemplo do grande cidadão e matemático Bento de Jesus Caraça.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando. Argumento se me apetecer.

Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de uma hora por dia (com intervalos)  com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, muitos livros, lazer, etc. 

E tratar da saúde pois o espelho, esse maroto, sorri para mim todos os dias e murmura - continuas com cabelo e rosto e pescoço de 60 e muito pouco. Pois, a encadernação é bem razoável mas a realidade . . . 

Então, não vais mesmo no FB, Instagram, etc.? Mas porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral (AC)

domingo, 15 de março de 2026

Da  VIDA 

A vida contemporânea apresenta-se . . . . . como hei-de dizer . . . . curiosa, . . . difícil, . . . perigosa, . . . imprevisível, . . . ?

A vida contemporânea não coloca os mesmos problemas a todos. 

Não, nada disto, coloca a todos os mesmos problemas, dificuldades, ansiedades, . . . mas só que uns conseguem ultrapassar com relativa ou mesmo total facilidade, muitos mais ficam em palpos de aranhas para se conseguirem safar mais ou menos, e muitos mas mesmo muitos  ficam desgraçados como antes ou ainda pior. 

Há dias escrevi isto.

. . . . . 

Não sou nenhuma vaca sagrada como considero que nenhum dos meus concidadãos o é.

Não é por modas que escrevo aqui, sobre Marcelo, sobre seja o que for, sobre assuntos e problemas nacionais, ou sobre o que acontece lá fora. Nunca fui de modas, nunca me encantaram amanhãs e outras coisas, nem wokes e fracturantes.

Não escrevo aqui para ninguém.

Escrevo para mim, é a minha única rede social. 

Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis.

Escrevo para mim e, mais tarde, releio o que escrevi no passado.

Se detecto que errei, ou fui injusto, ou alguém educadamente e com ponderação me chama à atenção para algo que não estará muito bem, corrijo-me, reconheço, sigo sempre o excelente exemplo de Bento de Jesus Caraça, notável matemático e concidadão, muito injustamente desconsiderado no Estado Novo.

António Cabral (AC)

……….

e por falar de mim, como cidadão reformado cada vez com mais dúvidas, uma das minhas poucas certezas é precisamente esta: tenho plena consciência de que não consigo encontrar resposta/ responder a muitas das minhas dúvidas.

Reformei-me em finais de Dezembro de 2006, iniciei este blogue em Dezembro de 2013, venho lendo cada vez mais livros, pensando muito sobre a vida (família, vertente interna, vertente externa) relendo os meus escritos aqui no blogue e em papéis e cadernos. E troco opiniões.

Tenho consciência de que algumas respostas que consegui encontrar não são definitivas.

Na realidade, vendo bem, novas dúvidas se me apresentam. 

Por outras palavras, quase tão perplexo estou como há duas décadas. Mas também uma noção concreta, algumas novas dúvidas estão num plano mais elevado, dúvidas tão ou mais pertinentes.

É a vida. Não desisto de estudar, de pensar.

AC

quarta-feira, 11 de março de 2026

JÁ  O  REFERI

Escrevo para mim.
Os meus desabafos nada resolvem. Eu sei. 

Aliás, os blogues de boa qualidade, que os há, creio que também pouco aquecem ou arrefecem os poderes instituídos, os actuais e todos os anteriores. 

Mas lá está, como dizia o ratinho, "qualquer bocadinho ajuda,......e mijou no mar".

Estadistas em Portugal? 
Os comandados, os cidadãos comuns, têm muita culpa no cartório.

Isto dito, não digo mais,……exactamente …. pintassilgos não são pardais.

António Cabral (AC)

terça-feira, 10 de março de 2026

ESTÁ  na  MODA ?

Ontem, casualmente, porque a espaços (muito contrariamente ao que é meu hábito) estive bastante tempo a observar o que aparecia nos canais TV nacionais (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) por força da posse do novo Presidente da República, a meio da tarde dei de caras com um truta da TVi a dizer - agora que está na moda dizer mal de Marcelo. . . . . . . . . 

Tenho cada vez menos paciência para serventuários, sejam de que cor forem.

No meu blogue e em outro que me acolheu durante bastante tempo e onde deixei de escrever para me concentrar apenas no meu, ao longo de dez anos elogiei Marcelo Rebelo de Sousa sempre que na minha opinião me pareceu justo, e critiquei-o também conforme, INFELZMENTE, estoirou (opinião pessoal, naturalmente) com o capital que muito justamente granjeou nos primeiros anos do seu primeiro mandato.

Não sou nenhuma vaca sagrada como considero que nenhum dos meus concidadãos o é.

Não é por modas que escrevo aqui, sobre Marcelo, sobre seja o que for, sobre assuntos e problemas nacionais, ou sobre o que acontece lá fora. Nunca fui de modas, nunca me encantaram amanhãs e outras coisas, nem wokes e fracturantes.

Não escrevo aqui para ninguém.

Escrevo para mim, é a minha única rede social. 

Falo comigo, também pela escrita, aqui, e nos meus papéis.

Escrevo para mim e, mais tarde, releio o que escrevi no passado.

Se detecto que errei, ou fui injusto, ou alguém educadamente e com ponderação me chama à atenção para algo que não estará muito bem, corrijo-me, reconheço, sigo sempre o excelente exemplo de Bento de Jesus Caraça, notável matemático e concidadão, muito injustamente desconsiderado no Estado Novo.

António Cabral (AC)

domingo, 14 de dezembro de 2025

12  ANOS 

Este modesto blogue completou 12 anos no passado 11 de Dezembro de 2013.

Dizem que a blogosfera está moribunda, que o que interessa é  Instagram, Facebook etc.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer argumento.

Tenho a maior das dúvidas sobre a morte anunciada da blogosfera.

REPUBLICO  um Postal com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor do que se ativesses terminado em 2009.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente ao que julgo saber acontecer a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo. O actual está com quilometragem a subir bem.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira começar a andar por aí com o seu "Abrupto". Longínquos tempos.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

Fotografia, que é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta crescentemente desde 1985, a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando. Argumento se me apetecer.

Procuro ser original.
Procuro acompanhar de perto os acontecimentos.
Mantenho regularidade. 
Procuro olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.
Procuro ser rigoroso.

Quando falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, sigo o exemplo como já referi do grande matemático Bento de Jesus Caraça.

Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de hora e meio por dia (com intervalos)  com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, muitos livros, lazer, etc.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

REPUBLICO  um Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". Longínquos tempos.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia, pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta crescentemente desde 1985, a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.

Procuro ser original.
Procuro acompanhar de perto os acontecimentos.
Mantenho regularidade. 
Procuro olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.
Procuro ser rigoroso.

Quando falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, faço como o grande matemático Bento de Jesus Caraça.
Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de hora e meio por dia com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, livros, lazer, etc.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral

sábado, 9 de agosto de 2025

REPUBLICO  um Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um dos bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". Longínquos tempos.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta crescentemente desde 1985, a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.

António Cabral

segunda-feira, 30 de junho de 2025

CHAPÉUS HÁ MUITOS … e BARRETES TAMBÉM

E barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.

Neste chapéu, fotografado em Novembro de 2011, em Ilhéus (terra dos coronéis), Brasil, e em Vasco Santana, me inspirei para o nome do meu blogue. 
António Cabral

sábado, 19 de abril de 2025

CHAPÉUS HÁ MUITOS, e BARRETES TAMBÉM

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.

Neste chapéu, fotografado em Novembro de 2011, em Ilhéus (terra dos coronéis), Brasil, e em Vasco Santana, me inspirei para o nome do meu blogue.
António Cabral

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

REPUBLICO  Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um bom amigo.

PORQUÊ o BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vendi o carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". 

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei enviei-lhe (JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de muito perto os acontecimentos, nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
A fotografia, de que sou entusiasta, crescentemente desde 1985 e, a espaços, consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade..
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue (e não só!) um ritmo regular, quase sempre diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.
Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.
António Cabral
11  DEZEMBRO  2013
11º Aniversário.
Hoje, passam onze anos que iniciei o "Chapéus há muitos".

Tenho sempre presente designadamente isto:

DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- pluralidade de ideias, 
- divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania, tal como os autarcas, tal como os chefes/ directores/ presidentes etc. devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente a Constituição da República Portuguesa e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram/ nomearam e não, SERVIR-SE dos cargos.
Alguém que lhes explique.

E, como está no cimo quando se abre o blogue, sempre presente também isto: 

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. 
O diálogo é a ponte que liga duas margens. 
Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. 
E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. 
Nem ideias são delitos, nem as opiniões são crimes. 

E grato fico, SEMPRE, por visitarem este modesto blogue, que é a única coisa que tenho no âmbito das redes sociais.
António Cabral (AC)

domingo, 6 de outubro de 2024

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um bom amigo.

PORQUÊ o BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vende o carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". 

Durante um certo tempo além de escassas considerações que lhe enderecei, enviei periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. 

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de muito perto os acontecimentos, nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
A fotografia, de que sou entusiasta, crescentemente desde 1985 e, a espaços, consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.
Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90.
Antes, depois de uns amores menos duradouros, a min ha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue (e não só!) um ritmo regular, quase sempre diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.
Bom Domingo. Saúde.
António Cabral

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.
Este chapéu em cima que foi fotografado em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus), e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ?
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 
Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é muito maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. 
Pois! Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico melhor de certeza do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tem caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.
Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tempo opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político.
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom.

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente.
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores.

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens como na SIC a mostrar lugar estrangeiro onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo.

Como aquela criatura que se julgava ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção; se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa CRP, nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)
Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. E chapéus há.............. muitos. 
Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)