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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

REPUBLICO  um Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Porquê um blogue, perguntava-me um dos meus bons amigos.

PORQUÊ  o  BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia acima.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve para mim qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que vendi um carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". Longínquos tempos.

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei, enviei-lhe (a JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia, pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma, e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de perto os acontecimentos nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
Fotografia, de que sou entusiasta crescentemente desde 1985, a espaços consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade.
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue um ritmo regular, normalmente diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.

Procuro ser original.
Procuro acompanhar de perto os acontecimentos.
Mantenho regularidade. 
Procuro olhar a questões diversas, temas diferentes, à cultura.
Oxalá consiga a espaços surpreender quem me visita.
Procuro ser rigoroso.

Quando falho, se disso me apercebo ou quando educadamente alguém me chama à atenção, reconheço, emendo, faço como o grande matemático Bento de Jesus Caraça.
Se a opinião sobre nós a outrem sempre pertence, creio que não sou nem fanático, nem incoerente, tenho-me na conta de sensato, procuro ser sempre decente como desde pequeno me ensinaram em casa.
Procuro melhorar.

Em média gasto pouco mais de hora e meio por dia com o meu modesto blogue.
Pois há família, netos, passeios, livros, lazer, etc.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?

Não quero. 
Tenho amigos que me remetem artigos de opinião, que me dizem para ir ver um dado programa ou acontecimento na TV, me telefonam.
 
É isto.

António Cabral

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

REPUBLICO  Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um bom amigo.

PORQUÊ o BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vendi o carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". 

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei enviei-lhe (JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de muito perto os acontecimentos, nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
A fotografia, de que sou entusiasta, crescentemente desde 1985 e, a espaços, consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade..
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue (e não só!) um ritmo regular, quase sempre diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.
Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.
António Cabral
11  DEZEMBRO  2013
11º Aniversário.
Hoje, passam onze anos que iniciei o "Chapéus há muitos".

Tenho sempre presente designadamente isto:

DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- pluralidade de ideias, 
- divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania, tal como os autarcas, tal como os chefes/ directores/ presidentes etc. devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente a Constituição da República Portuguesa e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram/ nomearam e não, SERVIR-SE dos cargos.
Alguém que lhes explique.

E, como está no cimo quando se abre o blogue, sempre presente também isto: 

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. 
O diálogo é a ponte que liga duas margens. 
Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. 
E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. 
Nem ideias são delitos, nem as opiniões são crimes. 

E grato fico, SEMPRE, por visitarem este modesto blogue, que é a única coisa que tenho no âmbito das redes sociais.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

E assim continuo, um dia de cada vez
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. 
O diálogo é a ponte que liga duas margens. 
Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. 
E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. 
Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes.
Obrigado por aqui virem.

Não está a chover. 
Eu vou começar uma caminhada, com a minha querida mulher e com a amante (Nikon D 90)
Tenham um bom dia.
Saúde.
António Cabral (AC)

domingo, 6 de outubro de 2024

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um bom amigo.

PORQUÊ o BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vende o carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". 

Durante um certo tempo além de escassas considerações que lhe enderecei, enviei periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. 

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de muito perto os acontecimentos, nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
A fotografia, de que sou entusiasta, crescentemente desde 1985 e, a espaços, consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.
Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90.
Antes, depois de uns amores menos duradouros, a min ha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue (e não só!) um ritmo regular, quase sempre diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.
Bom Domingo. Saúde.
António Cabral

quinta-feira, 9 de maio de 2024

(Republico um texto já com algum tempo)

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se. 
Este chapéu em cima e que fotografei em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus) e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ? 
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 

Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. Pois!
Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico de certeza melhor do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tinha caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que já escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.

Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tenho opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido ou tenha sido injusto. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político. 
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom. 

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente. 
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores. 

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. 
Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens a mostrar lugares estrangeiros onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar insistentemente por exemplo no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel, e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo. 

Como aquela criatura que se tinha como ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção. Se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? 
E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse um dia que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. 
Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa Constituição (CRP), nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)

Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. 
E chapéus há.............. muitos. Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas 
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 21 de junho de 2023

(Republico um texto já com algum tempo)

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se. 
Este chapéu em cima e que fotografei em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus) e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ? 
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 

Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. Pois!
Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico de certeza melhor do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tinha caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que já escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.

Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tenho opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido ou tenha sido injusto. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político. 
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom. 

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente. 
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores. 

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. 
Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens a mostrar lugares estrangeiros onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar insistentemente por exemplo no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel, e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo. 

Como aquela criatura que se tinha como ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção. Se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? 
E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse um dia que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. 
Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa Constituição (CRP), nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)
Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. E chapéus há.............. muitos. 
Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas 
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A HISTÓRIA NÃO SE REPETE!…… NÃO ?
Tenho as minhas dúvidas de que a história não se repita, aqui e acolá. Tenho dúvidas que, em certas sociedades, determinados traços, determinados “fados”, não se prolonguem por séculos, ainda que com matizes ligeiramente diferentes. Não se repetirão a papel químico certas situações, as condicionantes internas e externas vão sendo diferentes ao longo dos tempos mas, temo que, tendências, um certo fio condutor, sim, se repitam.
Olho para os últimos 35 anos e vejo, não só muito do que não devia ter acontecido, como sinais crescentes de inquietação.
Globalmente estou satisfeito com o regime. 

É o regime que perfilho.

Mas ando feliz?  Pessoalmente, olhando para o que tem sido a minha vida, directa, familiar, profissional, de reformado, a resposta tem de ser - feliz completamente não estou, mas não me posso queixar como muitos dos meus concidadãos. Agradeço o que a vida me tem dado.
Mas, enquanto concidadão, muito preocupado com o futuro, com o dos meus filhos e sobretudo com o dos meus netos.
Olho para a história passada, entre 1700 e 1910, e relembro apenas alguns dos muitos episódios e fases da nossa história, que me parecem ajudam a compreender algo do presente.

> 1700 - chegada dos colectores de impostos ás minas do Brasil 
> 1701 - decreto sobre a mendicidade
> 1706 - aumento de impostos por D. João V (reinou a partir de 9 Dez)
> 1708 - entra no Tejo uma frota vinda do Brasil, com carga avaliada em 54 milhões de cruzados: ouro, diamantes, etc.
> 1708 - fome generalizada a todo o reino
> 1712 - os procuradores dos mesteres apresentam à Câmara de Lisboa um quadro negro da situação económica e financeira do país
> 1712 - entra no Tejo uma frota vinda do Brasil, com carga estimada em 50 milhões de cruzados
> 1720 - exploração de jazidas de ouro na Baía e em Mato Grosso
> 1734 - descobertas novas jazidas de ouro em Mato Grosso
> 1753 - alvará estabelecendo monopólio régio para os diamantes do Brasil
> 1763 - grave crise económica, prolongando-se até 1770
> 1793 - lei visando o estabelecimento de um cadastro do País
> 1796 - alvará lançando empréstimo de 10 milhões de cruzados ao juro de de 5%
> 1797 - alvará lançando empréstimo de 12 milhões de cruzados ao juro de de 6%
< 1801 - novo empréstimo de 12 milhões de cruzados, constante de 20000 acções de 240 reis cada
> 1834 - lei da liberdade de imprensa
> 1834 - gravíssima situação das finanças públicas prolongando-se até 1836
> 1891 - aprovando contrato de trabalho garantindo a jornada de 8 horas, e fixando tarifa de salários mínimos
> 1892 - situação de quase bancarrota
> 1893 - Março, decreto sobre a criação de bolsas de trabalho
> 1894 - 14 Março, decreto sobre a mendicidade
> 1898 - Outubro, decreto sobre segurança e higiene no trabalho
> 1899 - 23 Março, decreto sobre a mendicidade
> 1900 - José Bento Ferreira de Almeida, antigo ministro da Marinha e do Ultramar, discursa na Câmara dos Deputados, em que defende a venda das colónias (excepto Angola e S.Tomé e Príncipe), para com cujo produto se poder pagar a dívida externa e fomentar o desenvolvimento do País.

Como porventura menos desconhecidas, deixei de parte tropelias praticadas pelas elites a partir de 1900 até hoje, e assim os diversos e diferentes sobressaltos porque foi passando a sociedade portuguesa, em consequência da irresponsabilidade/ incompetência/ corrupção/ desleixo/ ausência de sentido de Estado, dessas mesmas elites.
O retrato supra sugere, creio eu, um povo que basicamente sempre foi desgraçado, e elites a viver no fausto ao sabor do que era a história na Europa e um pouco por toda a parte. 
Elites que, parece, pouco terão cuidado da segurança e bem estar da sociedade/ dos seus concidadãos e do seu desenvolvimento.

Mendicidade constante, fome e pobreza, atraso, finanças públicas variadíssimas vezes em situação atroz, empréstimos e calotes, sumptuária para uns poucos.
Para o final do século XIX terão existido tentativas para alterar um pouco a sociedade no respeitante a, trabalho, comunicação social,  finanças públicas.
Mas quase tudo, depois de bem espremido, tendo dado sempre em pouco.
Por isso, creio, o Portugal que se encontrou em 1900 e daí a 1926, e daqui a 1969 e a 1974.
Bastante miséria, desemprego, analfabetismo, provincianismo, muitas doenças, elevada mortalidade infantil, muito atraso e generalizado.

O problema das colónias/ Ultramar/ províncias, esteve periodicamente em cima da mesa, com pouca, nenhuma, ou muita atenção, consoante as épocas e aflições internas, e os ventos da história mundial. 
Parece que houve quem, de vez em quando, olhasse para elas como um activo a despachar para compensar dificuldades do Estado.

A história não se repete?
Quando nos nossos dias se olha à mentira constante, ao ludibrio, ao equilibrismo faccioso, ao assalto da coisa pública, aos resultados concretos do sistema de justiça, à hipocrisia, à bajulação, qualquer cidadão médio deveria interrogar-se se, de facto, estamos no bom caminho, se temos tido anos saborosos, para usar uma recente e infeliz expressão de conhecido político.

Muitos afirmam que a política é a arte do possível. Será. 
Mas no caso português, salvo melhor opinião, há décadas, talvez mesmo pelo menos há século e meio, que se devia ter procurado atingir objectivos talvez considerados impossíveis. Tentaram? Outros o foram fazendo lá fora, com a tal arte do possível.
Quando olho para a nossa história, em particular de 1700 para cá, fica-me sempre a triste sensação de que a política em Portugal sempre foi prosseguida no interesse de uns quantos, poucos. 

Na monarquia e sobretudo os vários séquitos à sua volta, as facções na I República, as convulsões e os garrotes na II República de Salazar e depois Marcelo Caetano. De 1974 até ao presente tivemos infelizmente um ror de oportunidades perdidas. Será diferente com o PRR ? 
Duvido e muito. 
Vejo a esmagadora maioria dos meus concidadãos amorfos, acomodando-se, deixando-se facilmente iludir. 
E preocupo-me muito.

Por exemplo, e um só, quanto à questão da dívida, nunca se diz com rigor aos portugueses o que vem acontecendo com a dívida bruta e com a dívida líquida. Há diferenças importantes. 
Mente-se, dissimula-se. 
A realidade é que estamos entalados, encalacrados até ao tutano, mas jogam todos com as famosas expectativas. Festeja-se a melhoria das notações das várias agências, dizem que já não “somos lixo”. 
Mas o que mudou de facto, a sério? Vejo um mau “teatro".

Se Portugal fosse um País a sério, num tribunal e num mesmo processo, não se tratava um cidadão pela categoria profissional, e outro cidadão pelo primeiro nome.
Se Portugal fosse um País a sério, não aconteceriam actos de pura e pornográfica propaganda política, como semanalmente se constacta.
Se Portugal fosse um País a sério, o que se passou em Tancos estava completamente apurado, tinha doído a muita gente, e não seria por causa de murros no estômago. Vê-se que contou muito o não abrir um computador ou utilizar o elevador especial, ou sussurrar ao ouvido.
Se Portugal fosse um País a sério, não se assistiria a este espectáculo de uma qualquer instituição se dar ao luxo de não entregar documentação à Assembleia da República ou, classificar documentação de forma a dificultar ou mesmo impedir o seu escrutínio.

Se Portugal fosse um País a sério, não se passava o que semanalmente se vê no âmbito do futebol.
Se Portugal fosse um País a sério, um ministro com a tutela do desporto não diria “- …se o mundo do futebol e a sociedade quiserem o governo pode intervir….”
Se Portugal fosse um País a sério, o sistema eleitoral já há muito que estava alterado, com maior participação de cidadãos, com lei eleitoral modificada, com listas de eleitores actualizadas, e onde os partidos pequenos pudessem ainda assim ter voz.
Se Portugal fosse um País a sério, o sistema de justiça já teria sido melhor observado designadamente quanto a delongas, alçapões, testemunhas, prazos, megaprocessos, etc. A questão maior e delicada não estará certamente nos conselhos superiores, mas sim na legislação urdida há décadas, por quem e onde bem se sabe.

Se Portugal fosse um País a sério, a questão por alguns levantada - “sair do Euro?” - seria debatida com serenidade, com verdade, sem exaltações, e muito detalhadamente, e designadamente explicando nas TV’s e nos jornais o que aconteceria aos nossos depósitos bancários   no dia seguinte à saída da zona Euro.
Se Portugal fosse um País a sério, a comunicação social teria o seu lugar e acção indispensáveis, e não teríamos pouca assertividade, nem o melhor espaço para futebol, facadas, desastres nas estradas etc.
Se Portugal fosse um País a sério, há muito que o papel e dimensão das Forças Armadas estava equacionado e bem definido, e não andava com ministros patéticos ufanos de coisas de que se deveriam era envergonhar.
Se Portugal fosse um País a sério, tinha há muito (antes de 1974) repatriado para o país os restos mortais dos portugueses que tombaram em combate em África e na Ásia e, depois dessa data, tinha estabelecido acordos com os novos países/ ex-colónias para repatriar os restos mortais dos que por lá continuvam sepultados.

Se Portugal fosse um pais a sério, o poder legislativo estaria de facto na Assembleia da República e não em certas agremiações. 
 
Num país a sério, os titulares dos órgãos de soberania, as chefias de demais orgãos e entidades, os dirigentes de empresas públicas e privadas, as chefias em geral, TODOS, teriam sempre bem interiorizado que estão em cargos temporariamente, para servir a sociedade, e não servir-se.

Como sempre tenho escrito no meu blogue, como sempre defendi enquanto profissionalmente na vida activa, como sempre continuo a fazer, procuro ponderar, olhar à minha envolvente, formular opiniões. 
Penso pela minha cabeça, tenho convicções, e concordando ou discordando, respeito sempre as opiniões alheias. 

Continuarei a tentar minimizar as minhas limitações, e a dar a mão à palmatória por erros aqui ou ali. Assim respeitem as minhas opiniões.
António Cabral