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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

11  DEZEMBRO  2013
11º Aniversário.
Hoje, passam onze anos que iniciei o "Chapéus há muitos".

Tenho sempre presente designadamente isto:

DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- pluralidade de ideias, 
- divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania, tal como os autarcas, tal como os chefes/ directores/ presidentes etc. devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente a Constituição da República Portuguesa e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram/ nomearam e não, SERVIR-SE dos cargos.
Alguém que lhes explique.

E, como está no cimo quando se abre o blogue, sempre presente também isto: 

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. 
O diálogo é a ponte que liga duas margens. 
Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. 
E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. 
Nem ideias são delitos, nem as opiniões são crimes. 

E grato fico, SEMPRE, por visitarem este modesto blogue, que é a única coisa que tenho no âmbito das redes sociais.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

UM  BLOGUE,  PARA QUÊ ??
CRITÉRIOS  para  BLOGUE. 
A esmagadora maioria dos OCS nacionais (e internacionais) culpam as redes sociais pelo avassalador declínio do jornalismo em geral, e particularmente no que respeita à queda galopante de vendas de jornais e revistas.
Pela minha parte tendo a dar-lhes um pouco de razão mas, opinião pessoal, a maior parte da responsabilidade por esse declínio cabe dentro de portas desses OCS e desses jornalistas do presente, tudo já muito bem explicado por quem bem percebe do tema, como por exemplo entre outros, num blogue dos de maior qualidade que conheço e que é decente, aberto, civilizado.

Observar as caixas de comentários em blogues ou nos OCS “online” explica muito da pobreza do nosso presente.
Por outro lado, também, muito se vaticinou já quanto à morte dos blogues. Muitos creio que defenderam e defendem que Twitter e Facebook e etc. é que é bom, modernaço, “cool”. Respeito, mas discordo. E só tenho este meu blogue. Esporadicamente colaboro com  outro.

Creio que num blogue se pode brincar um pouco, tentar fazer rir, até porque rir é essencial à boa saúde. Onde se podem expressar opiniões,  trocar opiniões, defende-las com argumentos. Podem partilhar-se fotografias. 
Falar de cultura. Gastronomia. Viagens. Falar do presente como a pandemia ou os cuidados de saúde, falar de questões sociais como os lares e os idosos. Com o nosso contributo procurar ajudar outrem a perceber o nosso país. Apresentar dúvidas. E ouvir, escutar. Registar.
E procurar ser sempre rigoroso. 

Pela minha parte, acompanho os acontecimentos, por cá e lá por fora. 
Tenho conseguido estar aqui diariamente. Procuro temas variados, não me foco apenas nisto ou naquilo. Tenho as minhas opiniões, respeito as de outrem, concorde ou não. Não me resigno, e tenho muita pena por ver que muitos e concretamente vários que conheço, se encolhem em participar no diálogo. 
Pessoalmente não tenho problema algum em comentar opiniões alheias, por exemplo de pessoas da minha profissão. E é muito gratificante para mim ter as opiniões deles, e de outros.
Tenho muita pena da grande ausência de diálogo, pois continuo convencido, muito convencido, de que o texto por baixo do título do blogue espelha muito dos porquês da nossa sociedade estar como está. 
A maioria cala-se.
E também não tenho problema algum em confessar e corrigir se e quando me engano, ou coloco assuntos de forma não adequada.

Tenho esperança no futuro, ainda que eu próprio por vezes com alguma dureza em certas críticas possa parecer que me sinto já derrotado. Tenho esperança no futuro ainda que o presente do nosso país esteja uma desgraça, e as trevas se acumulem no horizonte.
Portanto, um dia de cada vez, sempre com rigor, bom senso, humildade, dignidade, e sempre com a coluna vertebral bem direita.
António Cabral (AC)