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sexta-feira, 28 de março de 2025

Montenegro e os cartazes do Chega: o direito à imagem dos políticos “é reduzido”
O primeiro-ministro apresentou queixa em tribunal por outdoors que o colocam ao lado de
José Sócrates. Entre os especialistas, não é claro se está em causa um dano reputacional (jornal Público)
.
= =  = = = = = = = =
Portanto uma acusação em cartaz de que é corrupto não é dano reputacional?
É isto?

Quanto a Sócrates, querem levá-lo a julgamento em breve, não está provado que é corrupto. Há indícios.

Quanto a Montenegro, a sensação que tenho é que é caso bastante diferente.

Mas, lá está, Portugal é capaz de ser o País (???) que tem mais notáveis (???) e especialistas (???) por M2.

É como estamos, a poucos centímetros dos precipícios e com vários doidos a afirmar que devemos dar um passo em frente.

Bom dia, boa 6ª Feira e início de semana. 
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC) 

sábado, 7 de dezembro de 2024

sábado, 9 de novembro de 2024

EXACTAMENTE
. . . . . . . . 
Sim, o jornalismo é essencial a uma sociedade democrática e liberal.

Convém é saber que jornalismo não é o que fazem jornalistas, é uma actividade com regras e pressupostos, que precisa de jornalistas, sim, mas nem tudo o que os jornalistas fazem é jornalismo.

Actualmente, a esmagadora maioria da actividade dos jornalistas, de que é exemplo o que descrevo neste post, está muito longe de poder ser considerado jornalismo.

E, por isso, não tem qualquer valor social. (Henrique Pereira dos Santos)

E, acrescento eu, como continuamente se vem comprovando, mais uma vez aí está o resultado de uma péssima atriz de teatro e maus figurantes deste burlesco com que nos massacram constantemente.
Opinião pessoal, naturalmente.
Mas estarei muito enganado?
AC

terça-feira, 29 de outubro de 2024

LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
DISCURSOS DE ÓDIO, DISCURSOS POLÍTICOS.
A sra Alexandra Leitão continua a mostrar-se (opinião pessoal, naturalmente) sectária e cega pela ideologia.
Mas numa pessoa que, entre muitas outras coisas, defende a escola pública mas tem os filhos na privada com uma argumentação justificativa de estarrecer (opinião pessoal, naturalmente) estamos conversados quanto a coerência e isenção.

Vem isto a propósito do último programa em que ela reparte o palco da incerteza com outros e designadamente o historiador Pacheco Pereira.
programa que vi, coisa que não fazia há bastante tempo.

Quando Alexandra Leitão afirma não ter dúvidas de que o risco de incitamento ao ódio foi pisado, eu estou do lado dela isto é, considero que vários execráveis (opinião pessoal naturalmente) incitaram ao ódio. E não creio que tenha sido a primeira vez.

Mas já não a acompanho quando assobia para o lado quanto a outras coisas.

Estou bastante mais do lado de José Pacheco Pereira nesta matéria, pois incitamentos ao ódio vejo há muito e da parte de muita gente conhecida. 
Mas, lá está, como são debitados pelos fofinhos e pelas fofinhas está tudo bem, aí é liberdade de expressão pura!

Cartazes na rua a recomendar mortes, isso não tem problema nenhum.
Pois para mim tem, tem problema vindo da execrável extrema direita, tem problemas vindo de muitos outros lados.

AC

terça-feira, 28 de maio de 2024

TOTALMENTE  DE  ACORDO
. . . . . 
Até porque, em muito casos, não é da liberdade de expressão que se trata, mas sim de crimes de difamação. Como também não é de "discurso de ódio", aberrante bizarria de invenção recente.
Este "discurso" é uma invenção
.
Ninguém sabe exactamente o que é. 
Ou, antes, é o que convém a quem a ele se refere. 
Quais são os seus termos? Há uma lista? Quem estabeleceu? Com que direito? Como se comunica ao cidadão o que é proibido? 
Deverá estabelecer-se um "Index"? Um Manual de boas maneiras democráticas? Poderia o sistema de prevenção chamar-se
"exame prévio"? 

O "discurso de ódio" é um dos maiores mistérios do presente. 
Não distingue entre opiniões e acções. 
Falar de alguém sem tom afectuoso ou sem elogios, isso é discurso de ódio? 
Desde quando se deve gostar de toda a gente? 
Como é possível imaginar alguém que não tenha "ódios de estimação" e não goste de fascistas ou de comunistas, de burgueses ou de sindicalistas, de europeus ou de africanos, de portugueses ou de estrangeiros, de cristãos ou de muçulmanos? 
Se levarmos a sério o "discurso de ódio", as anedotas com alentejanos ou belgas devem ser proibidas. 
De igual modo, as histórias com galegos, judeus, africanos, índios e chineses. Ou "portugas". Termos como "monhé" ou mulato teriam de ser vedados. Nababo e soba têm de ser eliminados. "Les portugais sont toujours gais" deverá ser interdito. "Paciência de chinês" e "avareza de escocês" ou de judeu é ódio. "Fazer judiarias" é termo a merecer cadeia. Tratar alguém por siciliano é condenável. Termos como "mariquinhas" têm de ser abolidos.
Livros têm de ser reescritos: Lusíadas, Cid, Quixote, Sermões, Camilo, Eça, Castro e Aquilino têm de passar à lupa da nova moral.
Esperam-nos tempos sombrios. 
Mesmo sabendo nós que estas modas e estas pressões vão mudando. Para bem e para mal. Quem quiser perceber o carácter móbil da moralidade dos costumes pode entregar-se a vários passatempos. 
Por exemplo, ler os álbuns do Tintim desde os anos 1930 até hoje. 
A maneira como são tratados os negros, os chineses, os russos, as mulheres, os animais, até os portugueses, ilustra bem a evolução de critérios. 
A leitura dos Astérix permite as mesmas conclusões. 
Outro exercício consiste em ler os Pontos nos iii, o António Maria e a Paródia, todos de Bordalo Pinheiro. Pelo que lá diz, o artista estaria hoje à sombra, impedido de publicar. O Mundo ri e a Gaiola aberta já teriam sido condenados. 
O que era ingénuo passou a ser odioso. O que era proibido é agora recomendado ou livre. 
O grande problema é o da definição dos limites. 
Quem define? Com que direito? 
As horas de violência, sexo e palavrões, na televisão, já mudaram muito e evoluem conforme os tempos. Os insultos de hoje não são o que eram há 20 anos. Os nus de hoje não são o que eram há 30. 
Com que direito um grupo de sábios, parlamentares, professores, jornalistas, sacerdotes ou advogados define o que posso exprimir e a que horas posso dizer? 
Todos os dias vemos quem se julgue mestre de moral, titular de direitos sobre as vidas dos outros, imbuído de conhecimentos excepcionais sobre o que é bom ou mau para os cidadãos, convencido de que pode transformar em leis as suas preferências, certo de que as
suas opções são as únicas decentes! 
A superioridade moral dos partidos de esquerda só tem de igual a certeza dogmática dos partidos da direita. 
Os últimos anos têm sido de agravamento deste dilema entre duas formas de despotismo. 
A liberdade de expressão ganha força quando se lhe deve aquilo de que não se gosta. 
Se a liberdade de expressão consiste em pronunciar as frases aceites e os conteúdos admitidos, não há liberdade. 
Temos eventualmente um belo coro, mas liberdade, não. 
A liberdade de expressão não se limita a poder dizer o que nos apetece. Implica ter de ouvir o que não gostamos. 
A liberdade de expressão não é só construtiva! 
É também destrutiva, crítica e demolidora! A minha liberdade de expressão não termina com a liberdade de expressão do outro. Não! Ela implica a liberdade de expressão do outro, implica que a opinião do outro seja diferente. 

O confronto entre opiniões, ao abrigo da liberdade de expressão, chama-se discussão. 
A diferença entre opiniões chama-se controvérsia. 
A coexistência chama-se liberdade (António Barreto)
(sublinhados da minha responsabilidade)
António Cabral (AC)

quinta-feira, 23 de maio de 2024

quinta-feira, 9 de maio de 2024

(Republico um texto já com algum tempo)

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se. 
Este chapéu em cima e que fotografei em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus) e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ? 
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 

Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. Pois!
Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico de certeza melhor do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tinha caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que já escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.

Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tenho opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido ou tenha sido injusto. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político. 
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom. 

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente. 
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores. 

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora. 
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. 
Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens a mostrar lugares estrangeiros onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar insistentemente por exemplo no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel, e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo. 

Como aquela criatura que se tinha como ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção. Se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? 
E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse um dia que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. 
Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa Constituição (CRP), nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)

Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. 
E chapéus há.............. muitos. Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas 
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

(Lido por por aí) (sublinhados da minha responsabilidade)

Depressa e bem não há quem
Manuel Cabral de Sousa, estudante de Direito, 21 fev. 2024

Os debates eleitorais entre os líderes dos partidos candidatos à Assembleia da República têm evidenciado deficiências estruturais que em nada contribuem para um voto consciente.
No ano em que se celebram 50 anos do 25 de Abril e de experiência, assimilada em inúmeras campanhas eleitorais, seria expectável que se notasse um significativo acréscimo de qualidade pelo menos ao nível da organização dos debates. Contudo, considero que tal não aconteceu de forma considerável, especialmente com este “novo” modelo de debates, devendo o mesmo ser abandonado ou, no mínimo, repensado

Em primeiro lugar, partindo do aspecto mais básico, o problema surge, desde logo, com a duração definida para os debates. Os vinte e cinco minutos primeiramente estipulados para a realização de um debate eleitoral são manifestamente insuficientes para esclarecer o eleitorado sobre as grandes medidas que cada partido propõe levar a cabo.

Deste modo, abre-se caminho à demagogia, à discussão pouco concreta, a propostas irreais, à não clarificação de ideias, a acusações e interrupções, a jogos políticos, entre outras questões que não dignificam este espaço (já para não falar de temas completamente alheios ao debate e que também acabam por ser discutidos).

A solução passaria, logicamente, pelo aumento da duração dos debates (o que já tem vindo a acontecer progressivamente), mas também pela aposta em debates específicos sobre os temas mais estruturantes, preferencialmente com mais do que dois partidos representados (densificando o tema em discussão e permitindo ao eleitor ter uma melhor visão comparativa). Discordo totalmente da ideia de que os debates mais curtos são mais “consumíveis” e mais eficientes na transmissão de propostas para o eleitorado. Acredito mesmo que seria mais proveitoso ter uma sequência de debates temáticos, entre todos os partidos e durante um período de tempo bastante superior ao que temos presenciado, do que os “combates” a que temos assistido.

Em segundo lugar
, existe uma abordagem pobre em relação aos programas eleitorais e à estrutura de cada partido. Além dos já falados casos de partidos que no dia 5 de fevereiro ainda não tinham programas apresentados, o que considero completamente irrazoável, entendo que não há um escrutínio mediático suficiente sobre eles. Atendendo a que o tempo de debate é escasso, devia haver maior pressão sobre este instrumento, que é pouco divulgado e escrutinado de forma bastante superficial. Na minha opinião, não chega ao cidadão comum, de forma clara, o essencial do que cada partido promete e como o irá concretizar (ainda que os meios à disposição para tal sejam cada vez mais abundantes).

Para além desta necessidade de maior desafio ao que cada partido anuncia no seu programa, penso que também se devia apostar num exercício de comparação e difusão prévia dos diferentes programas dos partidos, anteriormente aos debates, de modo a tornar a discussão frente a frente mais concreta, idealmente passando por uma clarificação objetiva.

Quanto à estrutura de cada partido, os nomes constantes das listas devem ser publicitados e escrutinados, de maneira que os eleitores conheçam mais detalhadamente quem compõe as listas de cada distrito (e não só quem as encabeça) e que, ultimamente, os poderão representar.

Em terceiro lugar, acredito que a moderação tem sido ineficaz na condução dos debates, dando aso a divergências na alocação dos tempos, à permissão de interrupções sucessivas, acusações infundadas, permitindo divagações e deixando passar muitas vezes em branco ideias por clarificar e propostas por explicar.

Sou apologista de uma moderação mais rígida, tanto na estrutura do debate como na respetiva condução, preferencialmente menos flexível. Não se pode permitir que os debates continuem a ter os problemas que enunciei anteriormente. Principalmente, deve haver um esforço sério para forçar a explicação concreta de propostas dúbias, não as deixando por clarificar.

Deixo também uma nota elogiosa para o fact checking, que tem sido essencial para o escrutínio do discurso de cada candidato. É certamente alarmante a quantidade de imprecisões e mentiras proferidas pelos participantes ao longo da campanha, mas seria inegavelmente mais danoso se tal não se apurasse.

Outra questão importante diz respeito aos “partidos pequenos”, ou seja, aos partidos sem assento parlamentar. Há um certo abandono destes partidos com o qual, de certa forma, nos conformámos todos. Seja por razões mais ou menos justificáveis, a meu ver, esta rejeição cria uma barreira para que novos projetos políticos prosperem minimamente (sendo que há sempre espaço para eles, especialmente atendendo ao facto de que existem posições políticas por explorar em Portugal). Bem sei que existe o famoso “debate dos partidos pequenos”, mas este não constitui uma integração real destes partidos, mais parecendo um freak show do que uma porta para a ascensão dos mesmos.

Finalizando o tema, tenho presente a realidade do quão maçador pode ser o “consumo” de material e propaganda política, sobretudo para quem não procura, convive ou tem tempo para este mundo. Ainda assim, é claro que o caminho não pode ser este e estruturalmente existem meios mais dinâmicos, completos e eficientes que ajudam a cumprir os fins a que os debates se propõem.
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Há neste texto uma enumeração de aspectos muito reais, sérios, a merecer profunda reflexão no âmbito dos poderes, no âmbito da comunicação social, no âmbito do nosso sistema político, e que na minha opinião naturalmente, a sua persistência muito contribuem negativamente para o crescente desinteresse de uma grande parte dos concidadãos pela política e pela organização/ vida colectiva.

A nossa Constituição bem define "Portugal como República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada  na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". (Art 1º)

Adicionalmente, e no âmbito das tarefas fundamentais do Estado, consagra "o garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de Direito Democrático", (alínea b, Art 9º) bem como, "defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais". (alínea c, Art 9º)

Não menos importante, "Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos".  (nº2, Art 48º)

A não correção dos aspectos apontados no texto supra ajudará ao desinteresse, ao alheamento, de grande parte dos cidadãos. 
Ausência de confrontos de programas, não esclarecimento de muitas propostas e promessas, demagogia crescente cada vez mais "oleada" com mentiras descaradas, contribuirão para a degradação política, para a não participação, para a abstenção. 
Exactamente o contrário do estatuído na Constituição.

Lamentável, opinião pessoal naturalmente, em muitos aspectos a Constituição tem evoluído para parcial Constituição semântica pois o regime real está distante de parte do seu normativo, são os directórios partidários que têm concentrado o poder real.

Particularmente os sublinhados, da minha responsabilidade, reflectem a minha concordância com as lúcidas reflexões e as inquietações subjacentes ao texto deste jovem concidadão, estudante de Direito. 

António Cabral (AC)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Aplauso (29): Abuso do Código Penal
Publicado por Vital Moreira
Era um manifesto excesso e um fator de incerteza jurídico-penal criminalizar a "discriminação política ou ideológica" no chamado hate speech.
Felizmente, triunfou o bom-senso político!

Este pequeno texto (já tem algum tempo) de VM é curioso!
Triunfou o bom senso político?
 
Tenho a maior das dúvidas que se tenha tratado de bom senso político.

Na descarada e total ausência de vergonha nas trombas, recuaram um pouco pois estava a aumentar a vozearia contra esta intenção, inqualificável. Tiveram um ligeiro pingo de vergonha.

Gostava agora de ter visto certos inchados de arrogância e putativos donos da democracia pronunciar-se sobre se este tipo de coisas que se preparavam para colocar em vigor não configura ataque à democracia. 
AC

terça-feira, 13 de junho de 2023

EM  DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- a pluralidade de ideias, 
- a divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente as normas da Constituição da República Portuguesa, e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram e não, SERVIR-SE dos cargos.

Alguém que lhes explique.

Boa semana.
AC

segunda-feira, 22 de maio de 2023

A PROPÓSITO de LIBERDADE

Liberdade, valor fundamental, caminha-se para cinco décadas que foi recuperado para os portugueses.

Mas, se atentarmos bem nos últimos anos, a liberdade está em muitos casos a caminhar mais para o formal que o real.

A Constituição da República Portuguesa estabelece a liberdade de expressão.

Mas, não há já sintomas de que, depois de expressas, a liberdade de opinião, a liberdade de pensamento, se encontram aqui e acolá pequenas limitações, seja no que deixa de aparecer nos OCS, seja na indiferença e mesmo completo desprezo pelos poderes públicos?

Um dos primeiros exemplos que me recordo foi o que se passou há anos com o livro de Rui Mateus, que uma certa mão invisível de cor rosa tratou de conseguir que desaparecesse de circulação.

Foi um dos primeiros sintomas da prepotência, do abuso de poder, do quero posso e mando, do frisar que agora Portugal é meu.

O nosso presente apresenta-nos piores indícios, as nuvens começam a ficar demasiado escuras, ou melhor, rosáceas.

AC

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

PORQUÊ   o   BLOGUE ?

Chapéus há muitos

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar. 

Porque me apetece. É para mim.
Comecei-o em finais de 2013, concretamente a 11 de Dezembro depois de não querer continuar a maçar um homem da minha profissão que muito prezo, e me aturava e aos meus desabafos. A quem estou grato.
Chapéus há muitos e este é um deles.
Eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes, nunca gostei; desde os meus 15 anos de idade que em casa particularmente a avó materna me intitulou "escarapão" (pessoa arisca, seca) pois já nessa altura não apreciava ser tratado como bebé e enganado, ou infantil retardado.

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.
Este chapéu em cima que foi fotografado em 2011 na terra Brasileira dos coronéis (Ilhéus), e Vasco Santana, inspiraram-me para o nome do blogue.

E, quanto a Facebook, Instagram, Twitter, etc. ?
Respeito quem opta por eles, mas não tenho nem nunca tive conta nessas e em outras redes sociais. Duvido que algum dia venha a ter.
Fico só com o blogue. 
Partilho aqui a minha opinião, e respeito sempre as dos outros concordando ou delas discordando. Não sou do contra porque sim.

TER um BLOGUE ?   PORQUÊ ?
Porquê ter um blogue? 
Partilhar opinião, e desabafar. Apetece-me escrever, corrigir-me quando for caso disso, meditar.
Opinião, divulgá-la. Aceitem, comentem ou não.

Muitos o fazem também nas outras redes sociais mas essas não as quero utilizar.
Respeitando sempre a opinião e entendimento alheios, nessas redes onde não quero ter conta, tenho a sensação de que a superficialidade é muito maior a maioria das vezes.

Teoricamente, para o cidadão comum está igualmente disponível, por exemplo, escrever para os orgãos de comunicação social, e nomeadamente do tipo "cartas ao director". 
Mas, para lá delas, é difícil e mesmo quase impossível o acesso aos OCS se não integrar, de certas formas, o "sistema". 

Ter lá amigos ou pelo menos conhecidos de antanho. E se tiver cartão colorido melhor, é então muito fácil. 
Vê-se isso com paisanos e militares, muitos que se reclamam de não ser filiados. 
Pois! Ah, além disso é fácil de verificar que por vezes certos textos aparecem para preencher aquela "quota" de rebelião ou contraditório - até aquela associação, até aquele político, até aquele militar, ..... 

Aqui, tento fazer alguma coisa e, se falho, e tenho falhado, e falharei ainda certamente, pelo menos fico melhor de certeza do que aqueles que se acomodam, que tentam nada fazer e conseguem-no plenamente. Já abordei isto no passado. É o meu lema. Volto ao tema.

Ter um blogue, opinar e, adicionalmente, tentar não ser cerceado na informação, lendo cá dentro e lá fora, lendo, pesquisando.
Já me disseram, insiste em escrever cartas aos directores de jornais e revistas, ao PM, ao Presidente da República.
Pois, pode ser, mas a minha experiência nesse campo (OCS) mostra bem como vamos de jornalismo, e fico-me por aqui, além do já referido supra. 
Arranjam/ arranjaram sempre as desculpas as mais idiotas como a de que o artigo tem caracteres a mais mas, depois, vai-se a ver, os jornais estão cheios de "lençóis" dos habituais comentadores encartados. 
Quanto ao PR, sei o que escrevi e registo o seu ensurdecedor silêncio.

Isto dito, não me parece que o - Chapéus há muitos - possa ser rotulado de ""alinhado"" seja com o que for, seja com quem for.
Sou alinhado sim, na procura do rigor embora admita ter falhado aqui ou ali, na procura do esclarecimento factual, porfiando a isenção, sempre sem intolerância, reconhecendo quando erro. 
Tenho coluna vertebral. Não pratico "partidarite". Não sou político. Tempo opinião.

Alinhado com preocupações pela minha sociedade, não me isolando das envolventes interna e externa. 
Alinhado com a instituição a que me prezo de pertencer agora como reformado há anos, não deixando de muito lamentar o que alguns fizeram de prejudicial ao longo de anos. Nem o que alguns porfiam pensando só no seu egoísta interesse pessoal.

Digo quando concordo, digo quando discordo. Chateia-me muito, sempre me chateou muito, o respeitinho serôdio que alguns dizem estar a voltar mas que, na minha opinião, já aí está bem imposto.
Respeitando sempre outrem. 

Haver troca de ideias era bom mas, infelizmente, a maioria escolhe ficar calado, não se pronunciar, não comentar. 
Respeito a postura, mas é pena, sobretudo porque suspeito que uns não comentam porque - o gajo é mais novo que eu - ou - o gajo não é da minha cor - ou - não quero reconhecer que ele tem razão - ou - é mais moderno que eu - ou - protocolarmente inferior a mim - etc. 

Dou a mão à palmatória sempre que me é demonstrado com educação  de que não vi bem uma coisa, que me enganei, que me precipitei, que mesmo sem o desejar quase possa ter agredido. 
Mas irrita-me muito os preconceituosos. Ás vezes fica-me a sensação de que alguns gostariam de estar outra vez no PREC.

Tenho a noção perfeita de que ter um blogue, opinar, desabafar, mostrar indignação, colocar à consideração dos outros perspectivas pessoais, nada no imediato resolve na realidade que nos cerca, na chamada envolvente. Não tenho sobre isto a menor dúvida.
Mas, ao mesmo tempo, lembro-me do ratinho que, mijando no 
oceano dizia - qualquer bocadinho pode ajudar.

A liberdade, e designadamente a de expressão e a de opinião, é porventura o primeiro mandamento da nossa convivência democrática.
Como referido no dia da minha emancipação bloguista em 11 de Dezembro 2013 (porque fui sempre muito bem acolhido no blogue de um bom amigo a que acima já aludi), decidi-me a criar um blogue muito motivado, também, pela minha amadora devoção à fotografia. 
Adicionalmente, fico mais à vontade no que pondero e escrevo. 
Aqui e ali tento divagar por temas variados e até reproduzir graçolas ou abordar assuntos como cultura, património, culinária, doçaria, viagens, etc.

Não faço, não tenho que fazer, não farei combate político.
Mas não me calo mesmo que alguns francamente não gostem, que achem de mau tom.

O respeito pelos titulares dos órgãos de soberania é um assunto delicado e deve ter-se isso presente.
Mas respeito pouco ou a caminhar para o nada quem acintosa e sucessivamente a pouco respeito se dá e desperdiça capital político.
Interessa-me a vida, a minha, a dos meus, a dos meus concidadãos, as ideias, os princípios e os valores.

Preocupa-me a infelicidade de milhões mas a começar nos portugueses cá dentro e os da diáspora. 
Chamem-lhe nacionalismo se quiserem. Não me é indiferente o sofrimento alheio como o que de terrível se passa na Ucrânia, mas irrita-me solenemente reportagens como na SIC a mostrar lugar estrangeiro onde se passam dificuldades enormes em vez de vasculhar no Portugal Continental ou no Norte da ilha de S.Miguel e verificar o "esplendor" cá dentro.
Preocupam-me, as desigualdades gritantes e muitas persistem em Portugal, tal como a pouca eficácia de instituições como por exemplo o sistema de justiça nacional cujo desfecho é, muitas das vezes, caricato, deplorável mesmo.

Como aquela criatura que se julgava ministra da justiça a perorar sobre a aprovação do pacote de combate à corrupção; se não estou enganado ficou um detalhe curioso nesse pacote, para não dizer pornograficamente escandaloso, o enriquecimento ilícito fora desse combate. 

E os reguladores que pouco ou nada regulam, e de independência duvidosa, e estão sempre muito atentos à posteriori? E as informações de preços de combustíveis 8 Km antes de cada estação de serviço, sempre surpreendendo-nos com preços iguais? 
Mas Marcelo disse que em 1922 não tínhamos reguladores e que agora temos. Eis um bom exemplo de descarada ausência de vergonha na cara, quando se verifica a partidarização de cargos de regulação, a começar no Banco de Portugal.

Estou completamente farto de tanta pouca vergonha, dos múltiplos exemplos da podridão que prosseguem mas sempre resguardados nos pareceres que nunca dão a conhecer aos cidadãos. 
Farto de tanta demagogia destas pandilhas que só se sentam à mesa do OE e aconselham os negócios aos amigos e familiares, muitos desde idade tenrinha. 
Farto de cada vez mais Estado, dos gritos de demagogia e das mentiras, para depois jantarem todos num qualquer bom restaurante da capital ou no Norte.

Farto de exemplos vergonhosos como festejar eventos com opíparos jantares em conhecidos restaurantes da capital, sobrando para os contribuintes o pagamento de uns milhares de euros para despudorado contentamento de uns sem vergonha.

Repulsa pelos abusos, demagogia, cinismo, desfaçatez, e ainda por uns quantos que dadas as suas importantes mas temporárias funções na sociedade se têm como devendo estar acima da LEI.
Todos têm que se explicar, prestar contas, explicar as decisões com frontalidade e transparência. Coisa que não se vê.

A democracia tem regras que, sempre que as coisas desagradam a certa gentinha, fazem por esquecer. Como anda acontecendo, outra vez e outra vez. 
Infelizmente, são imensos desses que dominam nas instâncias de poder, aliados a escritórios e "donozinhos" disto e daquilo. Existem umas quantas honrosas excepções, mas são bastante menos que a maioria bafienta.

Preocupa-me muito a vida e futuro dos das faixas etárias que actualmente têm entre 10 e 20 como os meus netos, os de 30, 40 e 50 anos. Quase todos nascidos depois do 25 de Abril. 
Preocupa-me que muitos (presumo, mas não devo estar muito errado) não se revejam em nenhum partido actual. 
Preocupa-me, e eu senti-o, que não consigam participar efectivamente a não ser que se metam em "jotas" ou em certas áreas nas autarquias, ou em certas organizações capturadas. 
Preocupa-me o simplismo que hoje se vê muito, o - ou és por mim ou estás contra mim -, ou só subirem aqueles que dizem "amém" aos chefes!

Continuarei a acompanhar o que se passa no mundo, darei a minha opinião, tentarei continuar assertivo e o mais rigoroso possível, e mesmo com as "SS" e as "LL" ás vezes a reclamarem, não me dobro nem me sento. 
Tenho coluna vertebral sem deformações ou melhor, algumas vértebras têm mazelas, mas são ÓSSEAS! ÓSSEAS!"

Subordinado aos ditames da nossa CRP, nunca submisso nem politicamente correcto. 
Só sou conservador nos valores e princípios, e cada vez me repugna mais a narrativa oficial que vai escondendo muita coisa. 
Não me incomodam as mudanças mas incomodam-me as modas e as banalidades e a desonestidade intelectual. 

Como bem assinalado, "Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (MIGUEL TORGA)
Isto dito, nada mais,..............pintassilgos não são pardais.

Afinal, apenas mais isto.
Um blogue, escrevendo com assiduidade, acompanhando de perto a envolvente interna e externa, partilhando opiniões, à luz do que acima referi. E chapéus há.............. muitos. 
Mas, também há muitos barretes.
E eu não gosto nada que me tentem enfiar barretes.
Deste chapéu em baixo gosto!
Com algumas imprecisões involuntárias, com algumas correções "a posteriori", com algum erro aqui ou ali, é minha decisão profundamente ponderada e determinada, pelas razões objectivas supra referidas
continuar sempre que possível a escrever diariamente. 

Como sempre faço, respeito a opinião de outrem, respeitem por favor as minhas e se assim quiserem ter a gentileza, ajudem-me a ser melhor cidadão.
A terminar, muitos poderão entender que algumas das minhas críticas visam certas pessoas mas não, visam apenas o esquecimento da dignidade que essas pessoas devem ao cargo que temporariamente exercem.
E por isso em algumas pessoas votei no passado mas neles deixei de votar.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 21 de março de 2022

OPINIÕES

Opiniões, seja sobre que tema for, respeitar, sempre. 
Mas, democraticamente, seja quem for que opine publicamente, tenha a importância que tiver na sociedade, discordar, e/ ou concordar, sempre. 
E, com civilidade, decência, mas com assertividade, factual e objectivamente, argumentar, sempre. 
Reconhecer quando se errar, sempre.

AC

terça-feira, 19 de outubro de 2021

19 OUT 1921 - Noite Sangrenta - I República

Passam 100 anos sobre este trágico/ deplorável acontecimento, em que entre vários outros, dois relevantes actores do 5 de Outubro de 1910 foram assassinados tanto quanto se sabe por gentalha com ligações fortes à Carbonária e à "formiga branca".
Pouco mais de três anos antes fora assassinado Sidónio Pais. 

Menos de 5 anos depois o 28 de Maio de 1926. Quantos falam deste acontecimento de há 100 anos, nos nossos jornais, rádios e canais de televisão?
Olho para o texto da CRP sobre liberdade de expressão, liberdade de opinião, etc., e cada vez me interrogo mais sobre certos silêncios no Portugal contemporâneo. Silêncios, agendas selectivas, quase só publicar artigos e cartas ao director de amigalhaços ou militantes apaniguados.

Da I República vem-me à memória coisas que sei de fonte segura ainda que não as tenha vivenciado. Mas aconteceram.

Um tio da minha idosa (96) mãe, homem importante na implantação da República, em Portalegre, foi preso por diferentes razões políticas e em diferentes alturas, e mantido em cativeiro vários meses no forte de S. Julião onde, na maré cheia, a água do mar inundava parte das masmorras. Aí apanhou artrite reumatóide, problemas pulmonares e etc.

Tempos tutelados por arruaceiros autênticos terroristas a mando de certos senhores. Tempos complexos a vários níveis, sociais, económicos, de segurança, etc. Tempos de lutas inacreditáveis, no plano político, lutas também envolvendo constantemente as Forças Armadas de então e a força de segurança GNR que, gradualmente e sobretudo a partir do assassinato de Sidónio Pais, foi crescendo em poder político e de meios humanos e materiais.

A tal ponto, e como primorosamente José Medeiros Ferreira escreveu, que em 13 de Maio de 1922, FINALMENTE, por decreto, foram suprimidas as tropas da GNR de Artilharia, de metralhadoras pesadas, e reduzidos os efectivos de Cavalaria e de Infantaria. 

Hoje, com estes silêncios, sim porque não é só com o 19OUT1921, com a censura democrática a avançar lentamente, até já me interroguei se não haverá já por aí "dentes de ouro".
AC

sexta-feira, 23 de julho de 2021

A NOSSA PROTEÇÃO

Agora que estamos muito bem protegidos com a nova lei do digital, forjada por um deplorável ortodoxo, dei comigo a pensar: o zé povinho ainda poderá fazer-lhes isto ? Ou vai dentro?

Tenho de perguntar ao deplorável ortodoxo.

AC

terça-feira, 27 de abril de 2021

25  ABRIL  2021

O que é recordado vive.

Mas mais importante, diariamente, um pouco de "exposição" ao Sol, "arejamento", e "rega adequada".

Só na lapela de alguns……….vai murchando.

António Cabral