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terça-feira, 13 de junho de 2023

EM  DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- a pluralidade de ideias, 
- a divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente as normas da Constituição da República Portuguesa, e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIR a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram e não, SERVIR-SE dos cargos.

Alguém que lhes explique.

Boa semana.
AC

sexta-feira, 23 de julho de 2021

A NOSSA PROTEÇÃO

Agora que estamos muito bem protegidos com a nova lei do digital, forjada por um deplorável ortodoxo, dei comigo a pensar: o zé povinho ainda poderá fazer-lhes isto ? Ou vai dentro?

Tenho de perguntar ao deplorável ortodoxo.

AC

segunda-feira, 8 de abril de 2019

CAVACO SILVA
Todos os políticos nacionais, gestores, autarcas, as ditas elites, mais dia menos dia dão tiros nos próprios pés. Mário Soares, Cavaco Silva, Marcelo, Eduardo Cabrita, António Guterres, Sampaio, Constâncio, tantas e tantas dezenas dos bem conhecidos em toda a escala colorida/ partidária.
Cavaco Silva, do alto da sua vaidade, resolver voltar a furar os sapatos, desta vez com tiros de caçadeira municiada com os proibidos zagalotes.
Tenho visto por aí muitos escritos acerca das últimas intervenções deste ex-PR e procurei reler tudo o que disseram, escreveram, gritaram. Salvo melhor opinião, a maioria na "mouche", sem sombra de dúvida.
Aliás, quem consegue acções que não estão em bolsa está tudo dito. Não vale a pena perder mais tempo. 
Acrescentar apenas que alguns artistas, que lhe realçam (e bem) a raiva, deviam comprar espelho para observar bem a cara de alarve que ostentam, pois é gentalha da mesma laia que Cavaco, embora com algumas outras nuances.
Desgraçados dos portugueses comuns.
AC

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

DEMOCRACIA.  CRP.  Comunicação Social.
POIS É, País rico, bons ordenados, alguém que pague. Negociatas.
O ex-jornalista, o ex(??)-criador de factos políticos, o comentador-mor do reino, está preocupado, e deseja (quer?) acordo de regime a nível da AR pois a comunicação social vive situação de emergência. E não quer que no seu mandato coincida uma desgraça nos OCS nacionais. Ohhhhh !!!!!!!
A emergência vem de onde ?

E querem salvar quem ?
Por exemplo, salvar o buraco da Global Media Group  (DN, JN, TSF, de Proença, Fernandes, Camões e companhia) ?
É só por um problema de conjuntura do mercado dos "media"?
Será que a razão da desgraça que aflige SExa advém apenas dos gigantes tecnológicos ?

É porque as vendas vão caindo ? 
As expectativas basearam-se em quê ?
Parece que em parte se queixam agora de certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos. Ohhhh, a sério, será ?
E, naturalmente, pedem-se agora, organização de estruturas representativas, eleição de delegados sindicais, comissões de trabalhadores. Voltamos ao costume de antanho ?

Ah, lembro-me agora de outras coisinhas, como por exemplo, entre congressos de jornalistas mediaram quase....................19 anos,............. terá sido ? E que existe a carteira , o sindicato, a ERC, etc !!!
Comecemos pelo princípio.

A CRP aponta para, o estabelecimento de princípios basilares da democracia, o Estado de Direito Democrático, o direito à liberdade e à segurança, a liberdade de expressão e de informação, a liberdade de imprensa e meios de comunicação social.
Olhando concretamente ao Artº 38º - Liberdade de Imprensa e meios de comunicação social - vemos na alínea c) do nº 2 a consagração do direito de fundação de jornais e de quaisquer outras publicações.
Nos números seguintes do mesmo artigo, vê-se que é pretendido conhecer a titularidade e os meios de financiamento dos OCS (acontece?), que o Estado deve assegurar a independência dos OCS perante os poderes políticos e económicos (tal qual acontece, certo?), e impedindo a concentração de empresas do sector (como foi acontecendo, certo?). E depois ainda mais umas salvaguardas para os serviços públicos de televisão e rádio (como vem acontecendo, certo?).
E ainda temos outras normas constitucionais, para a regulação, para direitos de antena, liberdades de consciência e etc, de criação cultural, etc.

Isto lembrado, vale a pena reflectir sobre o que vem acontecendo, há décadas.
Negociatas? Nahhhh !!! 
Concentração?  Nahhhhhh !!!
Apontados directores para este e para aquele? Nahhhh !!!
Depois admiram-se.
Artigos de investigação?
Recordação periódica, dos casos, do que os governos e autarquias sucessivos não fazem ?
Depois admiram-se.
Promiscuidade com o poder político, mais os assessores de imprensa que saltam de gabinetes ministeriais ou de gabinetes presidenciais, para OCS e vice-versa?
Depois admiram-se

Acordo de regime, no âmbito da AR ? 
E que tal há mais anos terem olhado bem para o que estabelece a CRP e terem actuado ?
NAahhhhhhh !!!
Depois admiram-se

Querem mais uma taxas e impostos para subsidiar os OCS, melhor, os donos, e sobretudo certos donos de OCS? Não se concentraram?

Nós é que temos de vir a pagar "certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos", como parece que confessam?

Descarada ausência de vergonha na cara é dizer o mínimo.

Quanto ao Professor Marcelo, talvez colocar umas velinhas em Fátima para que no seu mandato não coincidam mais desgraças, mais emergências.
Será que não vão aparecer mais angústias, como por exemplo resolver os problemas dos clubes de futebol ?
Ou para ajudar o pobre do sr Berardo e outros como ele ?
Que pachorra é precisa para aturar esta gente.
AC

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PENSAMENTO para ALIVIAR TENSÕES
GRITAR na varanda,
Cambada de filhos da P***
Sei que vocês não têm culpa, as vossas avós é que não deviam ter nascido.
AC

domingo, 14 de janeiro de 2018

A  ESCOLHA  do  NOME  do  BLOGUE
Entre outras coisas baseei-me, também, nesta fotografia por mim tirada em Dezembro de 2011.
"Chapéus" há muitos, de facto.
António Cabral (AC) 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS
A COMPLEXIDADE dos DESAFIOS e a CONDIÇÃO MILITAR

No dia 18 de Julho passado fui um dos muitos convidados para assistir à apresentação do livro que tem o título e sub-título supra.
O livro é da autoria do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI).
No dia 19 de Julho coloquei um post sobre o assunto, o qual agora repito.
>> O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) promoveu ontem ao fim da tarde um evento para apresentação de um livro que o GREI pretende seja "....simplesmente um documento de divulgação e esclarecimento". 
O livro tem por título as frases supra.
Entre civis e militares fui um dos muitos convidados, e sentado estive a ouvir algumas personalidades que compunham a mesa.
O GREI deu a presidência da mesa ao general Ramalho Eanes e, para além de proeminentes elementos dos corpos sociais da associação, nela estavam e falaram e por esta ordem, o presidente da mesa da assembleia geral do GREI, o Professor Adriano Moreira que prefaciou a obra, e o Dr Jaime Gama que se encarregou da apresentação do livro.
Nos inúmeros convidados (a sala do Museu Nacional de Arqueologia estava a abarrotar) havia de tudo, desde muitos políticos conhecidos da nossa praça como Jorge Coelho ou o actual e inefável presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a pensadores ilustres como Joaquim Aguiar, professores catedráticos, muitos militares do activo na reserva e na reforma, chefes militares trajando à civil ou uniformizados, ex-chefes militares, muitos militares dos três ramos das FA, etc.
Vou ler o livro, aliás comecei ainda ontem à noite.
Voltarei ao assunto.
António Cabral <<



Como disse na altura, volto agora ao assunto pois já li o livro e, além disso e sobretudo, procurei recordar-me de coisas do passado respeitantes ás Forças Armadas (FA) isto é, consultei documentação variada e discursos passados, incluindo de vários chefes militares. Foi esclarecedor.
Antes de prosseguir, será de salientar que entre os elementos fundadores do GREI se encontram designadamente, um ex Chefe de Estado-Maior do Exército, um ex CEM da Força Aérea, um ex CEM da Armada, três ex Vice CEM da Armada, um Comandante-Geral da GNR. Ou seja, oficiais que tiveram as maiores responsabilidades nos três ramos das (FA), as maiores responsabilidades pela gestão desses ramos.
Aliás, não tendo a certeza, creio que dois desses ex- CEM não só estiveram nos cargos os três anos legais como terão sido reconduzidos.

Salvo melhor opinião, o livro é de facto um bom documento de divulgação e esclarecimento. De fácil leitura, bem elaborado.
Terá sido fácil chegar ao texto final, tendo presente as naturais diferenças de mentalidade, de postura, de inserção na sociedade do presente, e concretamente no que se refere aos ex-CEM, e concretamente tendo presente as ligações de cada um que são publicas e estão documentadas?
Talvez aí se possa encontrar uma parcial explicação para o livro ser de facto um bom elemento de divulgação e esclarecimento mas, e isso para mim é um elemento curioso que cada um interpretará como quiser, não me parece que o livro transpareça alguns aspectos dos vários discursos e tomadas de posição mais vigorosas assumidas por alguns no passado.
Posições que, do que li, pessoalmente me pareceram bem justas. Por outras palavras, e sendo brutal, nada de ofender os políticos  actuais nem as visões institucionais de ex titulares de órgãos de soberania, sempre muito elaboradas, sempre muito eloquentes, de grande elevação e patriotismo, mas tragicamente todas vazias de consequências para a realidade. Como os anos comprovam e todos sabem bem.

Considero-o um livro muito interessante, com cinco partes (Contexto social, conflitos e as guerras, a mudança organizacional, os militares e o profissionalismo, a condição militar), e dentro de cada uma extensa e sequencial referência ás evoluções históricas nacional e internacional, ás questões do antes e pós 25 Abril 1974, ás sucessivas e nunca acabadas reformas (algumas ao acaso, inconsequentes e incoerentes, inacabadas), ás questões do profissionalismo e do serviço militar obrigatório que foi extinto, e por fim a abordagem à condição militar.
Terminam os autores com uma parte que designam por "visão institucional" em que foram buscar trechos de discursos (para inglês ver ?) dos ex-Presidentes  Ramalho Eanes (para mim o mais intelectualmente honesto), Jorge Sampaio, Cavaco Silva e até do actual presidente Marcelo Rebelo de Sousa. 
Interessantíssimo, para mim naturalmente, que nesta recolha de visões institucionais nada tenha sido repescado da parte de Mário Soares enquanto PR. Há curiosidades mesmo "curiosas e bem elucidativas".

No prefácio, bem interessante, e que valoriza a obra, Adriano Moreira discorre sobre os homens e as instituições, chamando à atenção mais uma vez para a indispensabilidade de se dever olhar com outros olhos (frase minha) ás instituições como as FA, neste mundo que está cada vez mais fragilizado, senão mesmo doido, digo eu.

O livro é muito interessante, é um bom apoio para quem se preocupa com assuntos do País, da Soberania, da Defesa Nacional, das Forças Armadas.
No capítulo da condição militar discorrem sobre o assunto mas, ao mesmo tempo que confessam saber da complexidade dos assuntos, infelizmente o livro é pouco assertivo em apontar com rigor o que tem sido o sucessivo comportamento de fraude política por parte dos poderes públicos e governamentais e sucessivos titulares de órgãos de soberania.
Pela minha parte há muito que me deixei de comover com as discursatas que não têm concretização praticamente nenhuma, sobretudo de algumas que por vezes quase vinham acompanhadas de lágrimas de crocodilo.
Como me atrevo a presumir que, no seu íntimo, não poderão deixar de concordar os ex chefes militares que integram o GREI. 
Recordo aliás alguns recentes artigos de jornal de elementos do GREI e um recente programa "Prós e Contra".
Pelo que talvez não ficasse mal, mantendo exactamente a mesma elevação de tratamento dos assuntos e linguagem onde aliás se detectam contribuições técnicas de grande saber, verterem para o livro parte das suas indignações demonstradas enquanto chefes dos três ramos das FA.
A terminar, tenho as maiores dúvidas que algum jovem português se comova com o assunto em causa, e que algum compre este livro ou outro, sério e académico, sobre Defesa Nacional e sobre Forças Armadas. 
E nisso, muita culpa têm os políticos todos, designadamente desde 1991. Alguns chefes militares foram periodicamente dando uma ajudinha, com e sem socos no estômago, a começar naquele que, segundo se dizia, se proclamava como não sendo- chefe de sindicato.
António Cabral (AC)


quarta-feira, 19 de julho de 2017

POLITICAMENTE CORRECTO? E INCORRECTO?
O que inclui a liberdade individual?

A CRP, que tenho sempre bem presente, no seu Artº 37º garante-me o direito de me exprimir e divulgar livremente o meu pensamento pela palavra, pela imagem ou qualquer outro meio. 
Não devo ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. 
Não deve haver discriminações, impedimentos.
Mas anda por aí muita gente que, brandindo a CRP e a ética sempre em altos berros, as esquece na vida prática.
Fácil é de ver que a liberdade individual deve entender a exigência de algumas barreiras, naturais e entendíveis, e desde logo decorrentes da convivência em comum. 
Deve haver lugar a troca de opiniões, argumentação equilibrada, e entre pessoas bem formadas deve prevalecer o esclarecimento, o confronto das ideias e do conhecimento, o respeito pela opinião alheia mesmo dela discordando frontalmente. 
Se eu cair em patetices, ou argumentar tolamente quando sobre um determinado assunto existam evidências sólidas particularmente científicas, muito consolidadas, que não deixam margem para dúvidas, será caso para então dizer - tens de rever a matéria dada.
Por outro lado, com o avançar da idade, é prudente (minha postura de sempre) precaver-me e não tomar como ponto assente que o peso dos anos e experiência são tudo; são muito importantes, mas existem outras coisas e, sobretudo, a marcha do tempo mostra sempre novas evidências. E há que ponderar diariamente.
Não será bem a velha dúvida sistemática, nem o rejeitar valores e aprendizagens mas, se alguma coisa nos diferencia de outros seres vivos, é o dever permanente de puxar pelas células cinzentas.
Vem isto a propósito de quê?
De tudo, naturalmente, mas em particular pela actual envolvente nacional.
Sim, o direito "liberdade individual" inclui porventura o direito à tonteria, a liberdade individual pode abarcar declarações polémicas mas, parece-me, o combate democrático aos excessos verbais de uns talvez não deva ser alimentado com o exacerbado politicamente correcto e da moda, em que uns quantos, auto-intitulados como os donos da ética e da verdade absoluta, pretendem controlar as mentes e a sociedade.
Tenho dúvidas, cada vez mais, mas não esqueço valores.
No Portugal contemporâneo, dos super zelos, tenho sérias dúvidas que se esteja a caminhar para uma sociedade globalmente mais saudável.
Mas, como sempre admito, posso estar a ver mal a coisa.
AC