Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 4 de junho de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
03 de maio de 2026 (do sítio em Belém)
A Liberdade é o fundamento da democracia. E a Liberdade de Imprensa é uma das suas expressões mais exigentes – porque não se limita a existir, tem a obrigação de incomodar.
Uma imprensa livre é, por definição, um contrapoder. Uma voz que questiona, que investiga, que não se dobra ao poder nem se rende ao aplauso fácil. Uma voz fundamentada, independente e, quando necessário, incómoda. É precisamente essa a sua função. É precisamente por isso que é insubstituível.
No entanto, o que os números nos dizem hoje contraria a expectativa de progresso que a consolidação das democracias deveria garantir.
No ano passado, 129 jornalistas e profissionais da comunicação social foram assassinados no mundo. Não é uma estatística. É uma acusação.
A estes mortos somam-se ameaças mais silenciosas, mas igualmente corrosivas: a regressão democrática em várias regiões do globo, a pressão das autocracias sobre os media independentes, a precariedade económica das Redações, a concentração da propriedade (e aqui o sr Presidente bem podia e devia ter intercalado isto - o que contraria o Art 39º da CRP nomeadamente as suas alíneas b) e c) ) e a proliferação de desinformação que contamina o espaço público – por vezes seduzindo os próprios media (quantos e cada vez mais quase copiam certas coisas das redes ditas sociais?) que deveriam ser o seu antídoto.
O resultado é um ecossistema de informação cada vez mais frágil, onde a verdade disputa espaço com o espetáculo e onde o “circo mediático” encontra audiências que a seriedade jornalística nem sempre consegue alcançar.
Defender a Liberdade de Imprensa é, por isso, uma responsabilidade de todos – não apenas dos jornalistas ou das empresas de comunicação social. É uma prioridade de cidadania. Porque quando uma voz jornalística se cala por medo, por impossibilidade económica ou por captura, não é apenas ela que perde. Perdemos todos.
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
Quando se olha para este aspecto, liberdade de imprensa, automaticamente o meu primeiro olhar cai sobre a Europa, depois percorre os restantes países, com o chamado mundo Ocidental sempre em primeiro lugar.
Há décadas que a vida me ensinou que, por vezes, designadamente na nossa sociedade, há muita gente com ideias feitas e vai depois investigar-se . . . . . . ideia feitas sem fundamento.
Quando se listam os países por ordem decrescente quanto á liberdade de informação que neles vigora encontram-se muitas surpresas, e em outros casos não nos admiramos nada com os resultados.
Por exemplo, pelo menos para mim, não é surpreendente que a Noruega seja presentemente considerada a número quanto a liberdade de imprensa segundo um relatório da "Reporters Without Borders".
Não me admiraria que qualquer outro da maioria dos países Europeus acima dos Pirinéus ocupasse esse lugar.
Olhando a classificação ordenada por essa instituição, nos primeiros 12 lugares por ordem decrescente estão os seguintes países:
Noruega, Dinamarca, Suécia, Holanda, Finlândia, Estónia, Portugal, Irlanda, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Látvia.
Nos dez lugares seguintes vemos:
Lituânia, Canadá, Liechtenstein, Bélgica, República Checa/ Chéquia, Islândia, Nova Zelândia, Timor-Leste, França, Samoa.
Nos oito restantes, portanto já muito abaixo de meio da lista, aparece o Reino Unido em 23º.
Pessoalmente acho curioso que se sigam depois a Jamaica, Trinidade-Tobago, Costa Rica.
Para o fundo desta tabela aparecem, em 27º Taiwan, 28º Suriname e 29º a Eslováquia.
Mas a posição que considero curiosíssima, espantosamente curiosa para mim naturalmente, é a posição da Espanha, num "honroso" 30º lugar. Último classificado desta lista!
Então, Pedrinho espanhol? Não diz nada a isto?
O caso da Espanha é para mim curiosíssimo.
Pois que me tem ficado a sensação de que por lá, à boa maneira socialista (que não tem o monopólio, mas tem a mania - ah nós somos melhores, nós temos superioridade moral!) controlam ferreamente mas emoldurada de demagogia e mentira a comunicação social. Controlam o que não querem que saia à luz do dia.
O caso da mulher do PM espanhol é um dos muitos detalhes mais recentes que dão que pensar sobre o que se passa em Espanha, e da tomada do poder por parte de Pedrito espanhol e seus "muchachos"! Manutenção no poder, custe o que custar. Haveremos de observar os resultados daqui a uns tempos.
Enfim.
sábado, 9 de novembro de 2024
. . . . . . . .
Sim, o jornalismo é essencial a uma sociedade democrática e liberal.
Convém é saber que jornalismo não é o que fazem jornalistas, é uma actividade com regras e pressupostos, que precisa de jornalistas, sim, mas nem tudo o que os jornalistas fazem é jornalismo.
Actualmente, a esmagadora maioria da actividade dos jornalistas, de que é exemplo o que descrevo neste post, está muito longe de poder ser considerado jornalismo.
E, por isso, não tem qualquer valor social. (Henrique Pereira dos Santos)
domingo, 7 de maio de 2023
Portugal cai para grupo com “situação satisfatória” para a liberdade de imprensa (Lusa, 3 Maio 2023)
Portugal caiu para nono lugar no ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e passou a liderar o grupo de 44 países com “uma situação satisfatória”, foi hoje anunciado.
Em 2022, Portugal ficou em sétimo lugar e no grupo de oito países com uma “situação muito boa” para a liberdade de imprensa.
Segundo a 21.ª edição do ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), publicado hoje por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e com 180 países e territórios avaliados, este ano à frente de Portugal e no grupo de oito países numa situação muito boa para a liberdade de imprensa ficaram, por ordem decrescente, Noruega, Irlanda, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Países Baixos, Lituânia e Estónia.
A RSF sublinha que a Noruega ocupa o primeiro lugar do ‘ranking’ pelo sétimo ano consecutivo, mas – o que é invulgar – um país não nórdico está em segundo lugar, nomeadamente a Irlanda (que subiu quatro lugares, para 2.º), à frente da Dinamarca (que desceu um lugar, para 3.º).
Outro destaque do ‘ranking’ deste ano foi o facto dos Países Baixos (6.º) terem subido 22 posições e recuperado a posição que ocupavam em 2021, antes do assassinato do repórter criminal Peter R. de Vries.
No outro extremo da tabela também há mudanças, com os últimos três lugares a serem ocupados exclusivamente por países asiáticos: O Vietname (178.º), que “quase completou a sua caça aos repórteres e comentadores independentes”, a China (menos quatro para 179.º lugar), “o maior perseguidor de jornalistas do mundo e um dos maiores exportadores de conteúdos de propaganda”, e, sem grande surpresa, a Coreia do Norte (180º).
“O Índice Mundial de Liberdade de Imprensa revela uma enorme volatilidade de situações, com grandes subidas e descidas e mudanças sem precedentes, como a subida de 18 lugares do Brasil e a descida de 31 lugares do Senegal”, refere o secretário da RSF, Christophe Deloire, citado no relatório.
“Esta instabilidade é o resultado de uma maior agressividade das autoridades em muitos países e da crescente animosidade contra os jornalistas nas redes sociais e no mundo físico. A volatilidade é também consequência do crescimento da indústria de conteúdos falsos, que produz e distribui desinformação e fornece as ferramentas para fabricá-la”, adianta Deloire.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
LIBERDADE, de EXPRESSÃO, de INFORMAÇÃO, de IMPRENSA.
E o sistema de justiça ?
Constituição da República Portuguesa (CRP):
Art. 34º - Inviolabilidade do domicílio e da correspondência
Este artigo define claramente que são invioláveis, e só ordem expressa judicial competente permite que essa inviolabilidade seja quebrada.
Art. 37º - Liberdade de Expressão e Informação
Define que tenho e todos temos, o direito a divulgar o que penso e a ser informado, e diz ainda - "o exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura".
Art. 38º - Liberdade de imprensa e meios de comunicação social
Define e diz que garante a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e criação dos jornalistas e ainda o direito dos jornalistas, nos termos da lei, ao acesso às fontes de informação e à proteção da independência e do sigilo profissionais. E o Estado deve assegurar a liberdade e a independência dos OCS perante o poder político e o poder económico.
Art. 39º - Regulação da comunicação Social
Determina que cabe a uma entidade administrativa independente (eh..eh...veja-se por exemplo a independência da ERC ao tempo de Azeredo Lopes) assegura nos OCS o direito à informação e a liberdade de imprensa, a independência perante os poderes político e económico, e o respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais, bem como o confronto de diversas opiniões.
Vem tudo isto a propósito de muitas coisas mas, por agora a título de exemplo, duas "cenas":
> a "cena" de 2018, duas magistradas do MP, elementos da PSP, e a investigação/ diligências sobre dois jornalistas a propósito de certo processo, crimes, e segredo de justiça. Mais uma telenovela deste Portugalinho, pequenino, mas um torrãozinho de açúcar. Telenovela a que se juntaram declarações de vários incluindo o papagaio-mor.
> a cena da carta digital para nos proteger, assinada sem um pio pelo actual Presidente desta República.
Coisas notadas:
> Grande burburinho nos "media", de jornalistas e alguns comentadores, depois o burburinho e o assunto "passam"; sempre grandes burburinhos, rapidamente esquecidos.
> Para esta gente, a liberdade de imprensa, com respaldo e muito bem na CRP, é um valor absoluto. Será valor absoluto quando pelos OCS passam ás vezes crimes como por exemplo, violação do segredo de Estado ou violação do segredo de justiça?
> Será valor absoluto quando se fica com a evidência de em certos "media" se fazerem favores descarados ao governo que está ?
> Que se saiba os PSP da cena 2018 não efectuaram buscas domiciliárias nem terão furado o sigilo de comunicações.
> Pergunto-me se os jornalistas (olhe-se a certas reportagens da SIC por exemplo) não fazem mais ou menos ou exactamente o mesmo que os PSP terão feito?
> E quando os jornalistas fazem certas investigações, será que quem lhes passa certas informações que quase certamente e legalmente não devia passar, é sempre pro bono ?
> Se não estou equivocado, isto (2018) anda à volta do nauseabundo processo do e-toupeira que tem ligações com o mundo estranho e igualmente nauseabundo de negociatas futebolísticas e, não me admiraria, a roçar perigosamente o mafioso e a corrupção.
> E se olhássemos a muitos outros casos, que por aí se debatem e se arrastam, encontraríamos factos e dúvidas nauseabundas.
> Nunca se pronuncia sobre casos de justiça em andamento/ averiguação, ……...bem………..
Bem, respeitando, sempre, opinião de outrem, para mim que não sou jurista mas sempre me interessei por assuntos de justiça e em que os meus rudimentos de formação jurídica sempre me aguçam a curiosidade, o problema nº 1 do país como sempre considerei é o sistema de justiça, mais que a saúde e educação, pois é ele - um bom sistema de justiça, célere, e eficaz, não complacente com ninguém - que determina a igualdade entre os cidadãos, a igualdade de oportunidades, a igualdade de acesso através de políticas públicas que minimizem as desigualdades sociais, o desenvolvimento equilibrado do país sem negociatas obscuras a nível governamental e autárquico.
Mas, antes de terminar, já repararam como se sucedem os casos e os burburinhos, cada um fazendo esquecer o anterior ? Fazendo esquecer a pouca vergonha anterior, ou a incompetência anterior, ou o nepotismo anterior, ou a nomeação anterior, ou a aflição política anterior ?
AC
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Sugiro ponderarem sob duas perspectivas, pensar em dois casos:
1ª - as perguntas que a esmagadora maioria dos jornalistas não coloca quer nas entrevistas de rua quer em estúdio e que não coloca também nos textos noticiosos ou de opinião. Um exemplo simples é ninguém perguntar a proveniência de dinheiros avultados que alguém sob investigação afirme terem sido sempre seus. Onde ganhou? lotaria? Trabalho?
2ª - a ausência a 99,99% de notícias ou abordagens acerca de alguém que no estrangeiro é apontado como envolvido em esquemas duvidosos, e que diversos orgãos de informação estrangeiros noticiam detalhadamente, incluindo com as ligações além das de negócios a pessoas de passado mais que duvidoso sob qualquer ponto de vista.
É, no tempo do António das Botas é que havia controlo (mais que execrável) destas coisas, hoje há liberdade absoluta, como se constata amiúde.
AC
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
POIS É, País rico, bons ordenados, alguém que pague. Negociatas.
O ex-jornalista, o ex(??)-criador de factos políticos, o comentador-mor do reino, está preocupado, e deseja (quer?) acordo de regime a nível da AR pois a comunicação social vive situação de emergência. E não quer que no seu mandato coincida uma desgraça nos OCS nacionais. Ohhhhh !!!!!!!
A emergência vem de onde ?
E querem salvar quem ?
Por exemplo, salvar o buraco da Global Media Group (DN, JN, TSF, de Proença, Fernandes, Camões e companhia) ?
É só por um problema de conjuntura do mercado dos "media"?
Será que a razão da desgraça que aflige SExa advém apenas dos gigantes tecnológicos ?
É porque as vendas vão caindo ?
As expectativas basearam-se em quê ?
Parece que em parte se queixam agora de certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos. Ohhhh, a sério, será ?
E, naturalmente, pedem-se agora, organização de estruturas representativas, eleição de delegados sindicais, comissões de trabalhadores. Voltamos ao costume de antanho ?
Ah, lembro-me agora de outras coisinhas, como por exemplo, entre congressos de jornalistas mediaram quase....................19 anos,............. terá sido ? E que existe a carteira , o sindicato, a ERC, etc !!!
Comecemos pelo princípio.
A CRP aponta para, o estabelecimento de princípios basilares da democracia, o Estado de Direito Democrático, o direito à liberdade e à segurança, a liberdade de expressão e de informação, a liberdade de imprensa e meios de comunicação social.
Olhando concretamente ao Artº 38º - Liberdade de Imprensa e meios de comunicação social - vemos na alínea c) do nº 2 a consagração do direito de fundação de jornais e de quaisquer outras publicações.
Nos números seguintes do mesmo artigo, vê-se que é pretendido conhecer a titularidade e os meios de financiamento dos OCS (acontece?), que o Estado deve assegurar a independência dos OCS perante os poderes políticos e económicos (tal qual acontece, certo?), e impedindo a concentração de empresas do sector (como foi acontecendo, certo?). E depois ainda mais umas salvaguardas para os serviços públicos de televisão e rádio (como vem acontecendo, certo?).
E ainda temos outras normas constitucionais, para a regulação, para direitos de antena, liberdades de consciência e etc, de criação cultural, etc.
Isto lembrado, vale a pena reflectir sobre o que vem acontecendo, há décadas.
Negociatas? Nahhhh !!!
Concentração? Nahhhhhh !!!
Apontados directores para este e para aquele? Nahhhh !!!
Depois admiram-se.
Artigos de investigação?
Recordação periódica, dos casos, do que os governos e autarquias sucessivos não fazem ?
Depois admiram-se.
Promiscuidade com o poder político, mais os assessores de imprensa que saltam de gabinetes ministeriais ou de gabinetes presidenciais, para OCS e vice-versa?
Depois admiram-se.
Acordo de regime, no âmbito da AR ?
E que tal há mais anos terem olhado bem para o que estabelece a CRP e terem actuado ?
NAahhhhhhh !!!
Depois admiram-se
Querem mais uma taxas e impostos para subsidiar os OCS, melhor, os donos, e sobretudo certos donos de OCS? Não se concentraram?
Nós é que temos de vir a pagar "certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos", como parece que confessam?
Descarada ausência de vergonha na cara é dizer o mínimo.
Quanto ao Professor Marcelo, talvez colocar umas velinhas em Fátima para que no seu mandato não coincidam mais desgraças, mais emergências.
Será que não vão aparecer mais angústias, como por exemplo resolver os problemas dos clubes de futebol ?
Ou para ajudar o pobre do sr Berardo e outros como ele ?
Que pachorra é precisa para aturar esta gente.
AC
sábado, 22 de abril de 2017
Diz-se, dizem por aí alguns, com o peito inchado e pronto a dar ás balas, que ser jornalista é fazer perguntas!!!Valentes.
A maioria deles e 99,9 % dos portugueses não se incomodam a tentar perceber as razões dos 19 anos entre congressos de jornalistas. Um detalhe, sem importância, NÉ?
Engraçado que isto é, e não lhes caem dentinhos.
Mas entre o fazer poucas ou nenhumas perguntas, o lamentável é que a maioria dos portugueses acha tudo simples, não se questionam, não acreditam na maldade e perfídia de vários malandros, acham-lhes piada, e acreditam que está tudo bem.
Mas será que não reparam que são sempre os mesmos 5 ou 6 advogados que aparecem a defender os glutões do regime?
Depois queixam-se.
AC
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Os órgãos de comunicação social, e particularmente os jornais.
Tenho dito e escrito, repetidamente, que uma sociedade nunca será equilibrada, decente, saudável, livre, sem OCS interventivos, que noticiem sem adjectivação, que tenham depois colunas de opinião, que investiguem.Antes de 25 de Abril de 1974 havia censura, lápis azul.
No presente, não creio que exista lápis, materialmente. Mas não há censura? Seja de lápis azul, laranja, vermelho, azul, ou rosa? Cada vez tenho mais dúvidas.
E não me refiro ao recente caso do jornalista da RTP1 sobre o qual saltaram a pés juntos os puros e éticos da superioridade moral do PS. Os jornalistas não são casta à parte, são escrutináveis, são criticáveis. Mas certas reações desmascaram bem certos exaltados, certos esganiçados, certas esganiçadas.
É sabido que existem grupos dominando os OCS, com pouca transparência isto é, não é 100% dado a conhecer ao cidadão comum, quem de facto detém o quê, quem está por trás.
No que se refere aos jornais, vários desapareceram já.
Quando se olha para as tiragens, tempos houve de radiosos dias de SOL. Décadas atrás, o Expresso terá chegado a tiragens de 140000 exemplares, o DN um pouco abaixo (100 ou 110 mil) e o do Norte, o JN, teria tido tiragens talvez até superiores ao Expresso. Foi há 25 ou 30 anos?
E as exorbitâncias dos jornais ditos desportivos mas que, na realidade, quase só são sobre o futebol?
Os tempos mudaram.
Os estudiosos destas coisas avançam com justificações várias.
Todas certamente verdadeiras, embora a ponderação de cada um dos factores ou justificações seja porventura muito discutível.
Mas, com o passar dos tempos, com o desaparecimento de vários jornais, com o desprestigio de vários canais de televisão, estando a rádio em parte cativada também, e estando grupos económicos detentores de vários OCS, grupos que têm por trás muita gente ligada aos partidos e aos negócios e á promiscuidade que larva na nossa sociedade, o problema do emprego dos senhores jornalistas complicou-se.
Ao complicar-se, até porque a formação é capaz de em termos gerais não ser famosa, aumentou a superficialidade, a adjectivação de notícias, a auto-censura, a censura concreta de muitos factos e eventos, a subserviência, a má preparação, as caixas de ressonância, a gestão de agendas pessoais.
Pela minha parte, há muito que deixei de comprar o Expresso e o Público por sistema, coisa que fazia no passado. Ás vezes abro uma excepção. Raramente.
E não é por questão económica, pois essa despesa ainda posso suportar, mas a qualidade e tudo aquilo que acima apontei desgostaram-me bastante. Houve em tempos jornais de referência. Dizer isso, hoje, só por brincadeira ou tonteria.
Apercebo-me muito mais e melhor sobre o País, e o mundo, pela blogosfera navegando na Internet.
Quanto ás tiragens dos jornais, creio que números de 2014 indicavam, relativamente ao acima referido, quebras da ordem dos 50% para o Expresso, e muito superiores a 50% para DN, JN, Público.
O Correio da Manhã, no seu estilo próprio, creio que continua a aguentar-se. Mesmo os desportivos, penso que tiveram melhores dias.
Que panorama, portanto? MAU. A sociedade disso se ressente.
A esperança deve ser a última coisa a morrer. Aguardemos. Mas estamos numa fase muito má desta nossa democracia. Ou estou enganado?
AC
PS: já agora um aparte acerca da SIC; estou a exagerar ou aquilo já nem um tostão furado vale?
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
As coincidências desta vida, as coisas engraçadas que nos vão acontecendo. Não é de agora, que providências cautelares, escolha de certos tribunais, nunca é inocente. Agora, Sócrates, através dos seus magníficos representantes, meteu a providência cautelar numa instância que não lhe era desfavorável à partida. Ele há coisas mesmo giras.
Claro que deve estar para muito breve, a vir a público, a suprema indignação de Mario Soares e séquitos habituais, por este grave atentado à liberdade de imprensa e de expressão, eles que são quase tão bons a defender as amplas liberdades como defendia o autor da frase.
Lindo!!!
AC
PS: o que está a acontecer não altera a minha opinião negativa acerca do CM e quejandos, nem sobre o jornalismo nacional.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Mas, ainda assim, fica-me a dúvida sobre, que influência poderá ter tido, por exemplo, Arafat e outros do género, ou os ideólogos no Irão, ou uns rapazinhos na Síria, e muitos imãs, sobre estas multidões de assassinos encapuçados sempre presentes nas TV ocidentais.
