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quinta-feira, 4 de junho de 2026

HÁ  NOTÍCIAS  E  MUITO   LIXO

Como por aqui referi diversas vezes, gasto pouco tempo com o meu blogue, onde diariamente procuro deixar alguma coisa variada e normalmente imediatamente após a meia noite e de manhã cedo.

Como também confessei por diversas vezes raramente compro jornais e revistas. Normalmente em Janeiro Julho Agosto e Setembro quebro a regra e de vez em quando compro um diário ou um semanário, Casualmente comprei o Expresso na passada 6ª Feira.

Mas diariamente passo pelas gordas de jornais e revistas e tablóides nacionais e internacionais. Depois, alguns amigos remetem-me artigos fotografias, piadas, etc.

Isto dito para referir que hoje é o terceiro dia consecutivo em que fiz um certo esforço para olhar mais detalhadamente para certas coisas, para avaliar a situação.

Refiro-me concretamente a ter olhado para o verdadeiro lixo dos tablóides.

Sobre futebol, futebolês, o Sporting e a casa do sr Varandas, o Porto e o seu presunçoso chefe, o Benfica e a telenovela do Mourinho e do Marco, e em crescendo o futebol mundial que se aproxima e nos vai azucrinar!

Depois o presidente da federação de futebol que está divorciado mas continua com ela e que ela é empresária (??).

Depois as mortes com tiros e facadas mais as zangas de namorados, mais os colegas que vigiam/ espreitam colegas no duche.

Depois as bacoradas de Lula, Trump, Passos Coelho e tantos mais

Depois as separações de futebolistas, etc.

Enfim, entre outras certezas, a de que nada define mais o terceiro-mundismo de um país e particularmente do país desportivo, do que a sobrevalorização do futebolês no contexto geral dos acontecimentos e problemas do país.

Como sempre, admito estar a ver mal as coisas

AC

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Presidente da República 
celebra Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
03 de maio de 2026 (do sítio em Belém)
(comentários meus, sublinhados meus)

A Liberdade é o fundamento da democracia. E a Liberdade de Imprensa é uma das suas expressões mais exigentes – porque não se limita a existir, tem a obrigação de incomodar.

Uma imprensa livre é, por definição, um contrapoder. Uma voz que questiona, que investiga, que não se dobra ao poder nem se rende ao aplauso fácil. Uma voz fundamentada, independente e, quando necessário, incómoda. É precisamente essa a sua função. É precisamente por isso que é insubstituível.

No entanto, o que os números nos dizem hoje contraria a expectativa de progresso que a consolidação das democracias deveria garantir.

No ano passado, 129 jornalistas e profissionais da comunicação social foram assassinados no mundo. Não é uma estatística. É uma acusação.

A estes mortos somam-se ameaças mais silenciosas, mas igualmente corrosivas: a regressão democrática em várias regiões do globo, a pressão das autocracias sobre os media independentes, a precariedade económica das Redações, a concentração da propriedade (e aqui o sr Presidente bem podia e devia ter intercalado isto - o que contraria o Art 39º da CRP nomeadamente as suas alíneas b) e c) ) e a proliferação de desinformação que contamina o espaço público – por vezes seduzindo os próprios media (quantos e cada vez mais quase copiam certas coisas das redes ditas sociais?) que deveriam ser o seu antídoto.

O resultado é um ecossistema de informação cada vez mais frágil, onde a verdade disputa espaço com o espetáculo e onde o “circo mediático” encontra audiências que a seriedade jornalística nem sempre consegue alcançar.

Defender a Liberdade de Imprensa é, por isso, uma responsabilidade de todos – não apenas dos jornalistas ou das empresas de comunicação social. É uma prioridade de cidadania. Porque quando uma voz jornalística se cala por medo, por impossibilidade económica ou por captura, não é apenas ela que perde. Perdemos todos.


AC

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

DRONES
Quão anestesiada está a opinião pública internacional?
Particularmente nos países Bálticos?
Estará a ponto tal que já ninguém questiona a distribuição de dinheiros públicos?
Já ninguém se questiona sobre a sustentabilidade do Estado social?
Que Europa é esta?
AC

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024




Com o que se vai passando por esse mundo fora, em que um dos últimos "abanões" veio de França mas agora a implosão Assad, um dos aspectos que me salta constantemente à cabeça é a liberdade de informação/ imprensa, a liberdade para informar as sociedades, a liberdade para dar a conhecer a rigorosa (devia ser assim) realidade dos nossos cada vez mais conturbados dias.

Quando se olha para este aspecto, liberdade de imprensa, automaticamente o meu primeiro olhar cai sobre a Europa, depois percorre os restantes países, com o chamado mundo Ocidental sempre em primeiro lugar.

Há décadas que a vida me ensinou que, por vezes, designadamente na nossa sociedade, há muita gente com ideias feitas e vai depois investigar-se . . . . . . ideia feitas sem fundamento.

Quando se listam os países por ordem decrescente quanto á liberdade de informação que neles vigora encontram-se muitas surpresas, e em outros casos não nos admiramos nada com os resultados.

Por exemplo, pelo menos para mim, não é surpreendente que a Noruega seja presentemente considerada a número quanto a liberdade de imprensa segundo um relatório da "Reporters Without Borders".

Não me admiraria que qualquer outro da maioria dos países Europeus acima dos Pirinéus ocupasse esse lugar.

Olhando a classificação ordenada por essa instituição, nos primeiros 12 lugares por ordem decrescente estão os seguintes países:
Noruega, Dinamarca, Suécia, Holanda, Finlândia, Estónia, Portugal, Irlanda, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Látvia.

Nos dez lugares seguintes vemos:
Lituânia, Canadá, Liechtenstein, Bélgica, República Checa/ Chéquia, Islândia, Nova Zelândia, Timor-Leste, França, Samoa.

Nos oito restantes, portanto já muito abaixo de meio da lista, aparece o Reino Unido em 23º.

Pessoalmente acho curioso que se sigam depois a Jamaica, Trinidade-Tobago, Costa Rica.
Para o fundo desta tabela aparecem, em 27º Taiwan, 28º Suriname e 29º  a Eslováquia.

Mas a posição que considero curiosíssima, espantosamente curiosa para mim naturalmente, é a posição da Espanha, num "honroso" 30º lugar. Último classificado desta lista!
Então, Pedrinho espanhol? Não diz nada a isto?

O caso da Espanha é para mim curiosíssimo. 
Vale a pena olhar ao que aconteceu por exemplo nas tragédias em Valência e outros pontos de Espanha.

Pois que me tem ficado a sensação de que por lá, à boa maneira socialista (que não tem o monopólio, mas tem a mania - ah nós somos melhores, nós temos superioridade moral!) controlam ferreamente mas emoldurada de demagogia e mentira a comunicação social. Controlam  o que não querem que saia à luz do dia.

O que se passa em Valência é exemplificativo, é eloquente. O que verdadeiramente aconteceu, que falhou, a que níveis.

O caso da mulher do PM espanhol é um dos muitos detalhes mais recentes que dão que pensar sobre o que se passa em Espanha, e da tomada do poder por parte de Pedrito espanhol e seus "muchachos"! Manutenção no poder, custe o que custar. Haveremos de observar os resultados daqui a uns tempos.
Enfim.

AC

sábado, 9 de novembro de 2024

EXACTAMENTE
. . . . . . . . 
Sim, o jornalismo é essencial a uma sociedade democrática e liberal.

Convém é saber que jornalismo não é o que fazem jornalistas, é uma actividade com regras e pressupostos, que precisa de jornalistas, sim, mas nem tudo o que os jornalistas fazem é jornalismo.

Actualmente, a esmagadora maioria da actividade dos jornalistas, de que é exemplo o que descrevo neste post, está muito longe de poder ser considerado jornalismo.

E, por isso, não tem qualquer valor social. (Henrique Pereira dos Santos)

E, acrescento eu, como continuamente se vem comprovando, mais uma vez aí está o resultado de uma péssima atriz de teatro e maus figurantes deste burlesco com que nos massacram constantemente.
Opinião pessoal, naturalmente.
Mas estarei muito enganado?
AC

domingo, 7 de maio de 2023

LIDO  POR  AÍ
Portugal cai para grupo com “situação satisfatória” para a liberdade de imprensa (Lusa, 3 Maio 2023)

Portugal caiu para nono lugar no ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e passou a liderar o grupo de 44 países com “uma situação satisfatória”, foi hoje anunciado.

Em 2022, Portugal ficou em sétimo lugar e no grupo de oito países com uma “situação muito boa” para a liberdade de imprensa.

Segundo a 21.ª edição do ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), publicado hoje por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e com 180 países e territórios avaliados, este ano à frente de Portugal e no grupo de oito países numa situação muito boa para a liberdade de imprensa ficaram, por ordem decrescente, Noruega, Irlanda, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Países Baixos, Lituânia e Estónia.

A RSF sublinha que a Noruega ocupa o primeiro lugar do ‘ranking’ pelo sétimo ano consecutivo, mas – o que é invulgar – um país não nórdico está em segundo lugar, nomeadamente a Irlanda (que subiu quatro lugares, para 2.º), à frente da Dinamarca (que desceu um lugar, para 3.º).

Outro destaque do ‘ranking’ deste ano foi o facto dos Países Baixos (6.º) terem subido 22 posições e recuperado a posição que ocupavam em 2021, antes do assassinato do repórter criminal Peter R. de Vries.

No outro extremo da tabela também há mudanças, com os últimos três lugares a serem ocupados exclusivamente por países asiáticos: O Vietname (178.º), que “quase completou a sua caça aos repórteres e comentadores independentes”, a China (menos quatro para 179.º lugar), “o maior perseguidor de jornalistas do mundo e um dos maiores exportadores de conteúdos de propaganda”, e, sem grande surpresa, a Coreia do Norte (180º).

“O Índice Mundial de Liberdade de Imprensa revela uma enorme volatilidade de situações, com grandes subidas e descidas e mudanças sem precedentes, como a subida de 18 lugares do Brasil e a descida de 31 lugares do Senegal”, refere o secretário da RSF, Christophe Deloire, citado no relatório.

“Esta instabilidade é o resultado de uma maior agressividade das autoridades em muitos países e da crescente animosidade contra os jornalistas nas redes sociais e no mundo físico. A volatilidade é também consequência do crescimento da indústria de conteúdos falsos, que produz e distribui desinformação e fornece as ferramentas para fabricá-la”, adianta Deloire.

Desconfiando sempre deste tipo de estudos, questiono-me se, na realidade, a descida será apenas para nono lugar.

É que olho muito e, atentamente, para os OCS tugas. . . . . . . tendo sempre presente, por exemplo, o Art. 38º da CRP, designadamente quando refere,
- detalhadamente, o que implica a liberdade de imprensa,
- direitos dos jornalistas, 
- que a lei assegura, com carácter genérico, a divulgação da titularidade e dos meios de financiamento dos OCS,
- que o estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico, … e impedindo a sua concentração, 

e tendo presente o Art. 39º quanto ao assegurar-se a não concentração da titularidade dos meios de comunicação social!
AC

segunda-feira, 14 de junho de 2021

LIBERDADE, de EXPRESSÃO, de INFORMAÇÃO, de IMPRENSA.

E o sistema de justiça ?

Constituição da República Portuguesa (CRP):

Art. 34º - Inviolabilidade do domicílio e da correspondência

Este artigo define claramente que são invioláveis, e só ordem expressa judicial competente permite que essa inviolabilidade seja quebrada. 

Art. 37º - Liberdade de Expressão e Informação

Define que tenho e todos temos, o direito a divulgar o que penso e a ser informado, e diz ainda - "o exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura".

Art. 38º - Liberdade de imprensa e meios de comunicação social

Define e diz que garante a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e criação dos jornalistas e ainda o direito dos jornalistas, nos termos da lei, ao acesso às fontes de informação e à proteção da independência e do sigilo profissionais. E o Estado deve assegurar a liberdade e a independência dos OCS perante o poder político e o poder económico.

Art. 39º - Regulação da comunicação Social

Determina que cabe a uma entidade administrativa independente (eh..eh...veja-se por exemplo a independência da ERC ao tempo de Azeredo Lopes) assegura nos OCS o direito à informação e a liberdade de imprensa, a independência perante os poderes político e económico, e o respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais, bem como o confronto de diversas opiniões.

Vem tudo isto a propósito de muitas coisas mas, por agora a título de exemplo, duas "cenas": 

> a "cena" de 2018, duas magistradas do MP, elementos da PSP, e a investigação/ diligências sobre dois jornalistas a propósito de certo processo, crimes, e segredo de justiça. Mais uma telenovela deste Portugalinho, pequenino, mas um torrãozinho de açúcar. Telenovela a que se juntaram declarações de vários incluindo o papagaio-mor. 

> a cena da carta digital para nos proteger, assinada sem um pio pelo actual Presidente desta República.

Coisas notadas: 

> Grande burburinho nos "media", de jornalistas e alguns comentadores, depois o burburinho e o assunto "passam"; sempre grandes burburinhos, rapidamente esquecidos.

> Para esta gente, a liberdade de imprensa, com respaldo e muito bem na CRP, é um valor absoluto. Será valor absoluto quando pelos OCS passam ás vezes crimes como por exemplo, violação do segredo de Estado ou violação do segredo de justiça?

> Será valor absoluto quando se fica com a evidência de em certos "media" se fazerem favores descarados ao governo que está ?

> Que se saiba os PSP da cena 2018 não efectuaram buscas domiciliárias nem terão furado o sigilo de comunicações.

> Pergunto-me se os jornalistas (olhe-se a certas reportagens da SIC por exemplo) não fazem mais ou menos ou exactamente o mesmo que os PSP terão feito?

> E quando os jornalistas fazem certas investigações, será que quem lhes passa certas informações que quase certamente e legalmente não devia passar, é sempre pro bono ? 

> Se não estou equivocado, isto (2018) anda à volta do nauseabundo processo do e-toupeira que tem ligações com o mundo estranho e igualmente nauseabundo de negociatas futebolísticas e, não me admiraria, a roçar perigosamente o mafioso e a corrupção.

> E se olhássemos a muitos outros casos, que por aí se debatem e se arrastam, encontraríamos factos e dúvidas nauseabundas.

> Nunca se pronuncia sobre casos de justiça em andamento/ averiguação, ……...bem………..

Bem, respeitando, sempre, opinião de outrem, para mim que não sou jurista mas sempre me interessei por assuntos de justiça e em que os meus rudimentos de formação jurídica sempre me aguçam a curiosidade, o problema nº 1 do país como sempre considerei é o sistema de justiça, mais que a saúde e educação, pois é ele - um bom sistema de justiça, célere, e eficaz, não complacente com ninguém - que determina a igualdade entre os cidadãos, a igualdade de oportunidades, a igualdade de acesso através de políticas públicas que minimizem as desigualdades sociais, o desenvolvimento equilibrado do país sem negociatas obscuras a nível governamental e autárquico.

Mas, antes de terminar, já repararam como se sucedem os casos e os burburinhos, cada um fazendo esquecer o anterior ? Fazendo esquecer a pouca vergonha anterior, ou a incompetência anterior, ou o nepotismo anterior, ou a nomeação anterior, ou a aflição política anterior ?
AC

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Como ter noção razoável acerca da liberdade de expressão e da liberdade de informação em Portugal?
Sugiro ponderarem sob duas perspectivas, pensar em dois casos:
- as perguntas que a esmagadora maioria dos jornalistas não coloca quer nas entrevistas de rua quer em estúdio e que não coloca também nos textos noticiosos ou de opinião. Um exemplo simples é ninguém perguntar a proveniência de dinheiros avultados que alguém sob investigação afirme terem sido sempre seus. Onde ganhou? lotaria? Trabalho?

- a ausência a 99,99% de notícias ou abordagens acerca de alguém que no estrangeiro é apontado como envolvido em esquemas duvidosos, e que diversos orgãos de informação estrangeiros noticiam detalhadamente, incluindo com as ligações além das de negócios a pessoas de passado mais que duvidoso sob qualquer ponto de vista.

É, no tempo do António das Botas é que havia controlo (mais que execrável) destas coisas, hoje há liberdade absoluta, como se constata amiúde.
AC

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

DEMOCRACIA.  CRP.  Comunicação Social.
POIS É, País rico, bons ordenados, alguém que pague. Negociatas.
O ex-jornalista, o ex(??)-criador de factos políticos, o comentador-mor do reino, está preocupado, e deseja (quer?) acordo de regime a nível da AR pois a comunicação social vive situação de emergência. E não quer que no seu mandato coincida uma desgraça nos OCS nacionais. Ohhhhh !!!!!!!
A emergência vem de onde ?

E querem salvar quem ?
Por exemplo, salvar o buraco da Global Media Group  (DN, JN, TSF, de Proença, Fernandes, Camões e companhia) ?
É só por um problema de conjuntura do mercado dos "media"?
Será que a razão da desgraça que aflige SExa advém apenas dos gigantes tecnológicos ?

É porque as vendas vão caindo ? 
As expectativas basearam-se em quê ?
Parece que em parte se queixam agora de certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos. Ohhhh, a sério, será ?
E, naturalmente, pedem-se agora, organização de estruturas representativas, eleição de delegados sindicais, comissões de trabalhadores. Voltamos ao costume de antanho ?

Ah, lembro-me agora de outras coisinhas, como por exemplo, entre congressos de jornalistas mediaram quase....................19 anos,............. terá sido ? E que existe a carteira , o sindicato, a ERC, etc !!!
Comecemos pelo princípio.

A CRP aponta para, o estabelecimento de princípios basilares da democracia, o Estado de Direito Democrático, o direito à liberdade e à segurança, a liberdade de expressão e de informação, a liberdade de imprensa e meios de comunicação social.
Olhando concretamente ao Artº 38º - Liberdade de Imprensa e meios de comunicação social - vemos na alínea c) do nº 2 a consagração do direito de fundação de jornais e de quaisquer outras publicações.
Nos números seguintes do mesmo artigo, vê-se que é pretendido conhecer a titularidade e os meios de financiamento dos OCS (acontece?), que o Estado deve assegurar a independência dos OCS perante os poderes políticos e económicos (tal qual acontece, certo?), e impedindo a concentração de empresas do sector (como foi acontecendo, certo?). E depois ainda mais umas salvaguardas para os serviços públicos de televisão e rádio (como vem acontecendo, certo?).
E ainda temos outras normas constitucionais, para a regulação, para direitos de antena, liberdades de consciência e etc, de criação cultural, etc.

Isto lembrado, vale a pena reflectir sobre o que vem acontecendo, há décadas.
Negociatas? Nahhhh !!! 
Concentração?  Nahhhhhh !!!
Apontados directores para este e para aquele? Nahhhh !!!
Depois admiram-se.
Artigos de investigação?
Recordação periódica, dos casos, do que os governos e autarquias sucessivos não fazem ?
Depois admiram-se.
Promiscuidade com o poder político, mais os assessores de imprensa que saltam de gabinetes ministeriais ou de gabinetes presidenciais, para OCS e vice-versa?
Depois admiram-se

Acordo de regime, no âmbito da AR ? 
E que tal há mais anos terem olhado bem para o que estabelece a CRP e terem actuado ?
NAahhhhhhh !!!
Depois admiram-se

Querem mais uma taxas e impostos para subsidiar os OCS, melhor, os donos, e sobretudo certos donos de OCS? Não se concentraram?

Nós é que temos de vir a pagar "certos actos de gestão sem ponderada avaliação de riscos", como parece que confessam?

Descarada ausência de vergonha na cara é dizer o mínimo.

Quanto ao Professor Marcelo, talvez colocar umas velinhas em Fátima para que no seu mandato não coincidam mais desgraças, mais emergências.
Será que não vão aparecer mais angústias, como por exemplo resolver os problemas dos clubes de futebol ?
Ou para ajudar o pobre do sr Berardo e outros como ele ?
Que pachorra é precisa para aturar esta gente.
AC

sábado, 22 de abril de 2017

O VAI E VEM DOS JORNALISTAS CASEIROS?
Diz-se, dizem por aí alguns, com o peito inchado e pronto a dar ás balas, que ser jornalista é fazer perguntas!!!Valentes.
A maioria deles e 99,9 % dos portugueses não se incomodam a tentar perceber as razões dos 19 anos entre congressos de jornalistas. Um detalhe, sem importância, NÉ? 
Engraçado que isto é, e não lhes caem dentinhos.
Mas entre o fazer poucas ou nenhumas perguntas, o lamentável é que a maioria dos portugueses acha tudo simples, não se questionam, não acreditam na maldade e perfídia de vários malandros, acham-lhes piada, e acreditam que está tudo bem.
Mas será que não reparam que são sempre os mesmos 5 ou 6 advogados que aparecem a defender os glutões do regime?
Depois queixam-se.
AC

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os órgãos de comunicação social, e particularmente os jornais.

Tenho dito e escrito, repetidamente, que uma sociedade nunca será equilibrada, decente, saudável, livre, sem OCS interventivos, que noticiem sem adjectivação, que tenham depois colunas de opinião, que investiguem.
Antes de 25 de Abril de 1974 havia censura, lápis azul.
No presente, não creio que exista lápis, materialmente. Mas não há censura? Seja de lápis azul, laranja, vermelho, azul, ou rosa? Cada vez tenho mais dúvidas.
E não me refiro ao recente caso do jornalista da RTP1 sobre o qual saltaram a pés juntos os puros e éticos da superioridade moral do PS. Os jornalistas não são casta à parte, são escrutináveis, são criticáveis. Mas certas reações desmascaram bem certos exaltados, certos esganiçados, certas esganiçadas.
É sabido que existem grupos dominando os OCS, com pouca transparência isto é, não é 100% dado a conhecer ao cidadão comum, quem de facto detém o quê, quem está por trás.
No que se refere aos jornais, vários desapareceram já.
Quando se olha para as tiragens, tempos houve de radiosos dias de SOL. Décadas atrás, o Expresso terá chegado a tiragens de 140000 exemplares, o DN um pouco abaixo (100 ou 110 mil) e o do Norte, o JN, teria tido tiragens talvez até superiores ao Expresso. Foi há 25 ou 30 anos?
E as exorbitâncias dos jornais ditos desportivos mas que, na realidade, quase só são sobre o futebol?
Os tempos mudaram.
Os estudiosos destas coisas avançam com justificações várias.
Todas certamente verdadeiras, embora a ponderação de cada um dos factores ou justificações seja porventura muito discutível.
Mas, com o passar dos tempos, com o desaparecimento de vários jornais, com o desprestigio de vários canais de televisão, estando a rádio em parte cativada também, e estando grupos económicos detentores de vários OCS, grupos que têm por trás muita gente ligada aos partidos e aos negócios e á promiscuidade que larva na nossa sociedade, o problema do emprego dos senhores jornalistas complicou-se.
Ao complicar-se, até porque a formação é capaz de em termos gerais não ser famosa, aumentou a superficialidade, a adjectivação de notícias, a auto-censura, a censura concreta de muitos factos e eventos, a subserviência, a má preparação, as caixas de ressonância, a gestão de agendas pessoais.
Pela minha parte, há muito que deixei de comprar o Expresso e o Público por sistema, coisa que fazia no passado. Ás vezes abro uma excepção. Raramente.
E não é por questão económica, pois essa despesa ainda posso suportar, mas a qualidade e tudo aquilo que acima apontei desgostaram-me bastante. Houve em tempos jornais de referência. Dizer isso, hoje, só por brincadeira ou tonteria.
Apercebo-me muito mais e melhor sobre o País, e o mundo, pela blogosfera navegando na Internet.
Quanto ás tiragens dos jornais, creio que números de 2014 indicavam, relativamente ao acima referido, quebras da ordem dos 50% para o Expresso, e muito superiores a 50% para DN, JN, Público.
O Correio da Manhã, no seu estilo próprio, creio que continua a aguentar-se. Mesmo os desportivos, penso que tiveram melhores dias.
Que panorama, portanto? MAU. A sociedade disso se ressente.
A esperança deve ser a última coisa a morrer. Aguardemos. Mas estamos numa fase muito má desta nossa democracia. Ou estou enganado?
AC
PS: já agora um aparte acerca da SIC; estou a exagerar ou aquilo já nem um tostão furado vale?

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

As coincidências desta vida.
As coincidências desta vida, as coisas engraçadas que nos vão acontecendo. Não é de agora, que providências cautelares, escolha de certos tribunais, nunca é inocente. Agora, Sócrates, através dos seus magníficos representantes, meteu a providência cautelar numa instância que não lhe era desfavorável à partida. Ele há coisas mesmo giras.
 Claro que deve estar para muito breve, a vir a público, a suprema indignação de Mario Soares e séquitos habituais, por este grave atentado à liberdade de imprensa e de expressão, eles que são quase tão bons a defender as amplas liberdades como defendia o autor da frase.
Lindo!!!
AC

PS: o que está a acontecer não altera a minha opinião negativa acerca do CM e quejandos, nem sobre o jornalismo nacional.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A propósito de mais um atentado terrorista
Escrevo após o jantar quando continua, ao que parece, a caça aos suspeitos do horror praticado em Paris. Uma caça, que me pareceu, está em boa parte a ser acompanhada pelos media o que, para mim, é peculiar. Peculiar, para quem tem sensibilidade para estes assuntos, e sabe como eles devem ser conduzidos. Mas deve ser mal meu. Entretanto, conexo ou não com o assassinato de 12 pessoas, já assassinaram em outro local de Paris mais uma agente da autoridade.
A culpa disto tudo é de quem? Do designado mundo Ocidental? Dos EUA? Da comissão europeia? Do Papa directamente, ou da igreja católica? Do El Ninõ e suas consequências em vários continentes? De Afonso Henriques porque supostamente andou à chapada com a mãe?
A responsabilidade é, para mim, directamente dos assassinos, e não me venham dizer que agem pensando que…bla…bla…bla! Estiveram-se nas tintas quanto ao cartoon no nariz do Papa, se calhar acharam graça. Eu achei.
A desculpabilização soft deste tipo de horrores, horrores há décadas e décadas praticados, um certo "laissez faire” e a falta de firmeza na Europa a propósito de alguns aspectos do multiculturalismo (desejável sendo são) muito tem contribuído para a sucessão de assassinatos.
Assassinatos é a palavra a empregar. Estamos perante assassinos, e não meninos de coro. Perante ódio e violência gratuita, que ninguém de mente sã pode tolerar.
Existem em Portugal e por esse mundo fora e particularmente na Europa, milhões de pessoas que parece que pensam que tudo acontece por acaso. Mas não é assim.
Tudo tem raízes, explicações, condicionantes várias, maturação de anos décadas ou mesmo séculos, não existem justificações fáceis ou únicas, e quem pondere estruturada e racionalmente sobre os assuntos no mundo pode, e deve, entender as problemáticas das envolventes e as evoluções, particularmente desde o século XIX, mas NADA, mesmo NADA, autoriza tirar vidas humanas, por exemplo em Portugal porque Afonso Henriques foi o primeiro a expulsar os mouros. NADA!
Ou se defendem valores da sociedade, ou a prazo ela irá desmoronar-se. E numa sociedade, deve-se integrar, e não destruir.
Olho para o que disse em Lisboa o sheik Munir, e dou comigo a pensar: de facto se, como dizem certas cabeças ocas luxuosamente instaladas em Bruxelas e Estrasburgo, por trás do horror acontecido em Paris estão as políticas horríveis (tenho as maiores reservas e algumas discordâncias de fundo sobre muita coisa aqui na Europa e não só) praticadas neste “chato” mundo ocidental, porque carga de água os milhares/ milhões de cidadãos oriundos do Norte de África e do Médio e Extremo Oriente e que residem a Norte do Mediterrâneo, não emigram antes para a China, para a Rússia, para a Coreia do Norte ou, sobretudo, para qualquer dos seus países de origem ou para outros países em África ou do Médio e Extremo Oriente, onde em nenhum deles se praticam estas horríveis (e algumas são) políticas de austeridade? Porque não fazem isso?
Gostava de ouvir sobre isto as criaturas que se entretêm a comer “moules” em Bruxelas, ou uns “escargots” em Estrasburgo, sempre regados com bom vinho e ou champanhe francês, e que nos intervalos determinam o comprimento que devem ter as alheiras de Mirandela!
Haverá quem diga que o que agora aconteceu, como em outras funestas ocasiões, nada tem a ver com a religião muçulmana. Talvez não tenha, quem sou eu para contrariar essas asserções. 
Mas, ainda assim, fica-me a dúvida sobre, que influência poderá ter tido, por exemplo, Arafat e outros do género, ou os ideólogos no Irão, ou uns rapazinhos na Síria, e muitos imãs, sobre estas multidões de assassinos encapuçados sempre presentes nas TV ocidentais. 
Naturalmente, não esqueço a génese porventura questionável do estado de Israel, não esqueço as intervenções no canal do Suez e nos Médio e Extremo Oriente entre finais do século XIX e a actualidade, mas……….!!, ou bem que estamos no século XXI e hoje as coisas no mundo tem que definitivamente passar a ser tratadas sem espadeirada e metralhadora ou bomba ou, então, se é pretendido reajustar fronteiras à época de 2000 anos atrás, ou vingar as atrocidades praticadas pelos europeus ao longo de séculos em países assaltados ou em colónias, então, e como é comum dizer-se de forma clara para militar entender, então estamos mesmo em guerra. 
Querem acabar a longo prazo com os valores ocidentais, com o nosso modo de vida? Vão-me desaparecendo dúvidas.
O que se passou em Paris é, a meu ver, muito mais que derivado do bom ou mau gosto do “cartoonismo”, ou o possível desdém por ele exalado. E, no mínimo, pretende-se causar instabilidade, medo, pavor.
Não há ou há, choque de civilizações, ou choque de religiões? Existe ou não desprezo pelos valores do mundo Ocidental? Quantas mesquitas existem em cada um dos países europeus? Quantas igrejas (católicas, protestantes, ortodoxas) existem nos países do Norte de África e no Médio e Extremo Oriente? 
Laicidade, separação da religião do estado, etc, são tudo questões decisivas e, pessoalmente, baptizado que sou, entendo que o Estado deve ser constitucionalmente laico. Mas outra coisa é, e bem disparatada a meu ver, negligenciar em cada país a preponderância, dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos, dos sunitas, dos xiitas, etc. E isso deve ser respeitado pelo Estado, pelos Estados, e pelos indivíduos.
Os cidadãos que emigraram para a Europa, desde o século XX, como vivem? Em que guetos os colocaram? Cá como lá fora, existem ou não cada vez mais locais onde a Polícia quase não vai e para ir, é quase um exército? Isto é tolerável? A maioria foi deixada vir para cá para a reconstrução da Europa no pós 2ª GG, sim ou não? Que questões estão em cima da mesa quando se analisa a atribuição da nacionalidade em cada um dos países europeus?
Que relação efectiva têm muitos imãs e os designados moderados muçulmanos e suas estruturas existentes na Europa, com os grupos radicais que existem em vários dos países europeus? Será que não existem células adormecidas em todos os países, nosso incluído? 
Para lá da possível relação, têm influência decisiva sobre eles, controlam-nos? Ou para as televisões é uma coisa mas depois, nos estabelecimentos de culto legalmente existentes e nos outros escondidos, fecha-se os olhos?
São tudo aspectos parcelares de um problema muito grande e muito complexo, e onde quase ninguém deve estar bem na fotografia. Problema para o designado mundo ocidental e para o resto do mundo.
As linhas supra são um pouco desconexas mas procuram, e admito que porventura não da forma mais feliz, chamar à atenção quer para o que séculos atrás foi acontecendo em África, no Médio e Extremo Oriente e na Europa.  
Procura salientar que no presente, esta continuada sucessão de assassinatos, atentados à bomba, etc, em paralelo com a moleza dos sucessivos governos ocidentais perante os problemas sociais e outros, a persistirem, não vão levar a bom resultado.
Comentadores, sociólogos, psicólogos, militares reformados enformados na velha ideia de que é preciso é mais gente para defender as fronteiras terrestres, e todos os politicamente correctos, terão o seu papel, mas……….talvez fosse mais avisado começar-se a olhar seriamente para as questões de fundo. 
Por exemplo (ordem aleatória): funções do Estado, justiça, políticas de imigração porventura a terem que ser restritivas, família, natalidade, trabalho e emprego, corrupção, saúde, educação, desenvolvimento das regiões, severo controlo dos fluxos nas fronteiras, combate eficaz aos fluxos migratórios através do Mediterrâneo e deportação aos países de origem, etc. 
Temo bem que venha a acontecer como quase sempre tem sido, em Portugal e no resto da Europa. Muita emotividade, muita solidariedade, mas……já passou,......e ....já agora, ....nada no meu quintal!
As coisas não acontecem por acaso, têm a sua maturação, muitas vezes demorada, demora que, quanto ao que penso estar por trás de mais um horror, será uma maturação bem planeada, e para ter resultados daqui a 50 anos. We will see!
De Estrasburgo, entre as 3ªs e 6ªs feiras, podiam elucidar-me mas, .....dir-me-ão só, com desdém.....nah, ….está enganado, isto foi só um triste episódio, passageiro, fruto da Merkel e quejandos.
AC