Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
A PROPÓSITO DE JORNAIS EM PORTUGAL
É sabido que, particularmente jornais em papel, estão em crise, têm crescente quebra de vendas. Vários andam aflitos.
Dizem (como Balsemão e outros) que é por causa sobretudo da internet, das redes sociais. Respeito a opinião.
Mas, a minha, é um pouco diferente. E tenho para mim como das principais causas da crise de que Balsemão e outros se queixam, a (deficiente) formação dos jornalistas, a escassez de recursos humanos nas redações e fora delas (para pouparem o mais possível), e sobretudo a ausência de rigor, de investigação, e de submissão ao poder que está mas muito em particular à esquerda, mesmo quando a direita está no governo.
Depois, como hoje, telefonam-me a dizer que propõem 3 meses a preço de saldo para eu depois decidir. Isto aconteceu ontem, um grande semanário, e a senhora que atenciosamente me telefonou ficou quase atónita e muda quando lhe disse que raramente comprava o jornal em papel, e que não assinaria um jornal onde sem educação nem se dão ao trabalho de informar porque não publicam isto ou aquilo.
Outro grande jornal, envia mails a querer saber a minha opinião. Resposta idêntica. Aliás, neste caso, ainda pior quanto a falta de educação. É como estamos, depois admiram-se!
AC
sábado, 17 de outubro de 2020
JORNAIS em HARD COPY e o DITADOR
Muito raramente compro algum jornal em papel. Assino um.
Tendo visto no "online" do Público uma referência a um artigo escrito por duas encomendas deste governo e porque é um dos assuntos que me interessa, tive de ir comprar o Público deste Sábado.
Fui à bomba da gasolina e olhei para os escaparates e vi tudo igual.
Minha senhora, por favor, queira desculpar, não tem o Público?
Tenho tenho, é que hoje os jornais chegaram todos com a mesma capa.
Lá foi buscar um, paguei, e vim para casa.
Capa comum à esmagadora maioria dos jornais nacionais, na capa um "Cuidar de si é cuidar dos outros", com uma referência a quatro regras, máscara, etiqueta respiratória, lavagem de mãos, e a famosa APP. Apreciei de sobremaneira uma legenda em baixo, à esquerda - "estamos ON, um conselho da DGS" !!!
A contra capa, é um enorme anúncio /indicação para instalar a APP.!!
No interior, um bem feito apontamento para vacinação contra a gripe, embora eu continue à espera que a farmácia onde habitualmente me vacino receba a vacina. E indicações várias quanto à COVID.
Em síntese, uma boa parte de indicações importantes. Quanto à contracapa, é a confirmação de que estamos na Coreia do Norte.
A brincadeira que corre por aí da fotografia do figurão da Coreia do Norte em que lhe substituíram a cara pela do Costa, outro figurão da pior estirpe, revela-se de facto adequada ao momento desta democrática ditadura.
AC
terça-feira, 29 de outubro de 2019
De que não existe Democracia saudável, adulta, equilibrada, sem uma comunicação social, e que seja independente de poderes políticos e económicos, que seja assertiva, que informe com imparcialidade, que tenha artigos de opinião, que investigue e desmascare.
Continuo a acreditar que o que supra refiro é correcto e, por essa medida avalio a saúde da nossa democracia.
Para lá deste aspecto primordial, uma das coisas "interessantes" (!?!?) em certos meios de comunicação social, concretamente revistas e jornais, é o conjunto de colunas com rotulagem de setinhas para baixo e para cima, e os artigos catalogando pessoas como poderosos, mais ou menos poderosos, e anexando-lhes uma lista de amigos e de inimigos.
Por exemplo, e decisivo creio, discordância não significa inimizade, ódio visceral, ou coisa do género.
Pela minha parte, não enfileiro nas hostes dos "achistas", do "achismo".
O que não significa que, para tudo o que se passa na minha sociedade e lá fora, isso me impeça de ler, ouvir, raciocinar e partilhar com amigos e familiares as minhas dúvidas, os meus anseios, as minhas opiniões.
E aqui venho procurando fazer o mesmo.
Tenho como legítimo ponderar a nossa envolvente, sendo certo que, como toda a gente, porque todos temos limitações de formação e eu a isso não escapo, em muitos sectores da actividade humana.
Mas podemos ponderar com prudência, e escrever e dizer o que nos vai na alma, sempre numa perspectiva de que podemos estar a equacionar mal isto ou aquilo.
E dar a mão à palmatória quando se erra.
Portanto, poderosos ou não, e mal ou bem comportados e daí as setinhas, são actividades para "épater les Bourgeois".
É como aquela coisa de ter fotografia em certas revistas, ou ter referência a uma dada fase da vida escarrapachada nas secções mundanas.
Há muitos anos que percebi como isso acontece e concretamente desde 1991, como se arranja, e não é nada difícil, aposto que há quem pague. E as formas de pagamento são variadas.
Mas acabo como comecei: Não existe Democracia saudável, adulta, equilibrada, sem uma comunicação social, e que seja independente de poderes políticos e económicos, que seja assertiva, que informe com imparcialidade, que tenha artigos de opinião, que investigue e desmascare.
Por aqui avalio a saúde da nossa Democracia.
AC
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
É uma actividade de grande parte de políticos, elites, titulares de órgãos de soberania e jornalistas.
Um dos últimos exemplos parece-me ser o artigo de São josé de Almeida, Público, acerca da louvável democrática e humanista organização que foi a LUAR.
Aliás, confere com as condecorações outorgadas a algumas das chefias dessa organização. Para não falar de outra sinistra.
O regime antes do 25 de Abril era, no mínimo, deplorável em vários aspectos. Mas assassinar, tanto concretizou a PIDE/ DGS como outros antes e depois do 25 de Abril.
O resto é conversa da treta.
AC
domingo, 31 de julho de 2016
Quem tem a gentileza de me visitar percebeu certamente que não morro de amores por Passos Coelho.
Vem isto a propósito do artigo do jornalista Filipe Santos Costa acerca das audiências dos partidos ao PR. Por ele convocados.
O artigo é só mais uma das muitas confirmações da justeza em não comprar o EXPRESSO há longo tempo.
Escreve o jornalista que Passos faltou à chamada do PR (verdade).
E que foi o único líder a assim proceder. Creio que está factualmente errado. Mas está o sangue "isento" a correr nas veias, nada a fazer.
A meu ver o líder do PSD fez mal em não ir a Belém. Muito mal, qual doença qual carapuça.
Para mim é um gesto parvo. Ponto final.
Estão de costas viradas? E a questão institucional, não conta, não interessa para nada? Adiante.
Quanto ao inefável jornalista, que eu tenha notado, António Costa não foi lá.
Ah, .......mas é o primeiro ministro, dirá o jornalista. Pois.
Quanto a outro partido, os melancias, estava convencido que a estridente deputada Apolónia era a chefe. Se é, faltou. Se não é, sorry.
Obviamente demito-o, perdão, vou continuar a não comprar o Expresso. Já chega vê-lo online.
AC
sábado, 4 de junho de 2016
Lembro-me como se fosse hoje, ter visto Ascenso Simões (AS) mostrado pelas TV aos pulos à volta de António Costa. Já não recordo o motivo. Não estou certo, mas creio que outro senhor que estava nessa caricata cena era José Magalhães, mais constrangido, se recordo bem.
AS diz agora no jornal Público, que acabo de ler via NET, que nem tudo está bem (palavras minhas) com o PM e com o Governo.
No meio disto tudo, também acho interessante, sempre interessante, o palco que os media dão a certos personagens.
Não sou adivinho, mas cheira-me que António Costa nem vai conseguir dormir nas próximas noites à conta destas antigas amizades (lacaios?).
AC
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Os órgãos de comunicação social, e particularmente os jornais.
Tenho dito e escrito, repetidamente, que uma sociedade nunca será equilibrada, decente, saudável, livre, sem OCS interventivos, que noticiem sem adjectivação, que tenham depois colunas de opinião, que investiguem.Antes de 25 de Abril de 1974 havia censura, lápis azul.
No presente, não creio que exista lápis, materialmente. Mas não há censura? Seja de lápis azul, laranja, vermelho, azul, ou rosa? Cada vez tenho mais dúvidas.
E não me refiro ao recente caso do jornalista da RTP1 sobre o qual saltaram a pés juntos os puros e éticos da superioridade moral do PS. Os jornalistas não são casta à parte, são escrutináveis, são criticáveis. Mas certas reações desmascaram bem certos exaltados, certos esganiçados, certas esganiçadas.
É sabido que existem grupos dominando os OCS, com pouca transparência isto é, não é 100% dado a conhecer ao cidadão comum, quem de facto detém o quê, quem está por trás.
No que se refere aos jornais, vários desapareceram já.
Quando se olha para as tiragens, tempos houve de radiosos dias de SOL. Décadas atrás, o Expresso terá chegado a tiragens de 140000 exemplares, o DN um pouco abaixo (100 ou 110 mil) e o do Norte, o JN, teria tido tiragens talvez até superiores ao Expresso. Foi há 25 ou 30 anos?
E as exorbitâncias dos jornais ditos desportivos mas que, na realidade, quase só são sobre o futebol?
Os tempos mudaram.
Os estudiosos destas coisas avançam com justificações várias.
Todas certamente verdadeiras, embora a ponderação de cada um dos factores ou justificações seja porventura muito discutível.
Mas, com o passar dos tempos, com o desaparecimento de vários jornais, com o desprestigio de vários canais de televisão, estando a rádio em parte cativada também, e estando grupos económicos detentores de vários OCS, grupos que têm por trás muita gente ligada aos partidos e aos negócios e á promiscuidade que larva na nossa sociedade, o problema do emprego dos senhores jornalistas complicou-se.
Ao complicar-se, até porque a formação é capaz de em termos gerais não ser famosa, aumentou a superficialidade, a adjectivação de notícias, a auto-censura, a censura concreta de muitos factos e eventos, a subserviência, a má preparação, as caixas de ressonância, a gestão de agendas pessoais.
Pela minha parte, há muito que deixei de comprar o Expresso e o Público por sistema, coisa que fazia no passado. Ás vezes abro uma excepção. Raramente.
E não é por questão económica, pois essa despesa ainda posso suportar, mas a qualidade e tudo aquilo que acima apontei desgostaram-me bastante. Houve em tempos jornais de referência. Dizer isso, hoje, só por brincadeira ou tonteria.
Apercebo-me muito mais e melhor sobre o País, e o mundo, pela blogosfera navegando na Internet.
Quanto ás tiragens dos jornais, creio que números de 2014 indicavam, relativamente ao acima referido, quebras da ordem dos 50% para o Expresso, e muito superiores a 50% para DN, JN, Público.
O Correio da Manhã, no seu estilo próprio, creio que continua a aguentar-se. Mesmo os desportivos, penso que tiveram melhores dias.
Que panorama, portanto? MAU. A sociedade disso se ressente.
A esperança deve ser a última coisa a morrer. Aguardemos. Mas estamos numa fase muito má desta nossa democracia. Ou estou enganado?
AC
PS: já agora um aparte acerca da SIC; estou a exagerar ou aquilo já nem um tostão furado vale?