Mostrar mensagens com a etiqueta expresso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta expresso. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de maio de 2026

TER  EM  CARTEIRA . . . Convenientemente . . . 

Passaram bem mais de dez anos sobre o colapso do BES, sobre o fim de "Graças" da família Espírito Santo regressada a Portugal pelas mãos sobretudo "de bons amis".

Muito antes da recusa de Passos Coelho em 2014 para derreter milhões de €€€€€€€€ dos contribuintes para bóias de salvação ao tio Ricardo e quejandos houve desde o final da década de oitenta do século passado a construção / reconstrução de um império: GES (Grupo Espírito Santo).

Houve a construção de uma rede tenebrosa que se realimentava (BES, GES, Rioforte, Portugal Telecom, Lusomundo, ESCOM, ESCOM UK, BESI, BESA, Cimpor, ESFG, Tranquilidade, CGD, Suíça, Luxemburgo, ESEntreprizes, offshores variados como Panamá, Caimão, etc) (desde finais de anos 80/ início de anos 90 sec XX até 3 Agosto 2014).

Houve décadas para abocanhar todo o regime, abocanhar elites, políticos, chefias e gestores, quase certamente um abocanhar de alguns  dos ex e actuais titulares de órgãos de soberania, jornalistas, certamente algum funcionalismo público e alguns servidores do Estado patamares portanto da pesadíssima máquina do Estado, jornalistas, etc.
Montagem de rede estratégica tentacular, tentáculos em tudo ISTO!

Durante décadas ajudou e foi ajudado.
Durante décadas houve decisões para o país para os mais diversos sectores do Estado, tomadas nos corredores e com a ajuda dos corredores, dos corredores onde se decide e nós nunca sabemos, e não se prestam contas. Houve imensos aliados.

Houve imensos aliados, que andam por aí, não morreram quase nenhuns.
Houve jantares e férias privados com casais conhecidos, houve pagamentos de estadias no estrangeiro, etc.

Depois de 2014, ficou o espanto dos cidadãos comuns, e ficaram registadas as declarações de certos personagens de que o BES era seguro e seguro era investir nele e satélites, e ficou a confirmação da existência de muita canalha que se alcandorou a vários patamares da máquina do Estado.
E ficaram as centenas de processos judiciais.

Depois de 2014 ficou ruína, indignação e milhares de portugueses lesados porque confiaram e enterraram poupanças em produtos vários  como seguros e fundos e etc.

Depois de 2014 começou a perceber-se melhor por exemplo, quem foram certos colegas nas faculdades, pagamentos de liberalidades, as ocultações de dívidas, as operações ruinosas, as operações de duvidosa legalidade, o manto diáfano do Banco de Portugal, etc.

Mas continuou a não se saber por exemplo para onde voaram um dia uns célebres 5900 milhões de Euros.

Então, num dia de Abril de 2016 o jornal tido como a referência noticiou a existência de um saco azul para pagar avenças a muita gente como por exemplo, políticos, gestores, empresários, jornalistas, etc.

Que me recorde mas a deficiência será eventualmente minha, só registei indignação por parte de jornalistas.
E recordo ter lido que seriam oportunamente revelados os jornalistas avençados.

Que eu tenha reparado claro que nada foi revelado, nem de jornalistas nem de outro personagem.

Fossem jornalistas ou outros personagens avençados obviamente que o império com a cabeça BES pretendia, docilidade aqui e ali, "inside information" daqui e dali, influências aqui e ali, engenharia política e de negócios, etc.

A realidade é que depois de 2014 e da intervenção do governo de então e sobretudo do Banco de Portugal nasceram o Banco Bom e o Banco Mau.
Mas veio depois o Novo Banco, e mais a Lone Star, e mais pelo menos os 3900 milhões de Euros, e muitos etc.

Claro que os lesados lesados continuam, claro que a prescrição do Marquês aproxima-se e, claro, muito mais.

Era portanto importante conhecer os avençados. 
Claro que se sabe de alguns nunca se podendo provar que o foram de facto. 
Mas que houve boas estadias no estrangeiro houve.
Que houve muitos almoços e jantares privados com ou sem conhecidos casais houve.

E houve durante décadas até 2014 condicionamentos vários na vida do país decididos em certos lugares muito reservados.

Estes silêncios, estas ocultações servem propósitos claros. 
Ou não?
E porque persistem?

O que se pode concluir de um jornal, do dono, de quem lá trabalha, quando anunciam coisas graves e passados mais de 10 anos continua tudo muito escuro?

Sugiro aos meus estimados leitores que leiam o "Estatuto Editorial" do Expresso.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 23 de abril de 2026

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 Habitualmente só compro Expresso em dois fins de semana em Agosto e no final do ano.

Na edição de hoje, juntamente com os dois cadernos habituais e revista vinha "isto" 😷. Foi directo para o lixo, no contentor respectivo.

AC

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

RECORDANDO,  EXPRESSO, 17MAR2023

Gouveia e Melo foi esta quinta-feira à Madeira falar “olhos nos olhos” com os marinheiros

HOMEM DE GOUVEIA, 17 Março 2023, VÍTOR MATOS

Se estou contente com o estado da esquadra? Não! Se estamos a trabalhar empenhados, todos, em alterar esse estado de coisas? Sim!” Quando o almirante Gouveia e Melo usou esta frase no seu discurso, na Madeira, à guarnição do navio de patrulha oceânico “Mondego” foi um sinal político para dentro e para fora da instituição. Os problemas da Marinha são graves e difíceis de resolver — desde manutenção do equipamento a retenção do pessoal — e não vão acabar tão depressa, mesmo com a aprovação da proposta de revisão da Lei de Programação Militar (LPM) no Conselho de Ministros desta quinta-feira, que decorria enquanto o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) fazia um discurso muito duro para os 13 amotinados que no sábado recusaram embarcar no ‘patrulhão’ para seguir um navio russo ao largo de Porto Santo.

“Pode o estado da esquadra mudar instantaneamente? Não! Requererá muito esforço de todos, muita imaginação, determinação, paciência e dedicação. Estamos todos empenhados, e aqui incluo necessariamente a tutela”, afirmou o almirante, englobando o Governo e a ministra da Defesa, Helena Carreiras, na solução (e no problema).

A crise da revolta no “Mondego” — Gouveia e Melo chegou a referir-se à célebre “Revolta na Bounty” no mesmo discurso — acabou por destapar os problemas e as necessidades da Marinha para uma opinião pública pouco sensível aos temas da Defesa Nacional: pessoal escasso, mal pago e exausto, num navio há 500 dias em estado de prontidão, degradação do material e falta de manutenção (o Presidente da República pediu reforço financeiro para a manutenção, quando sabia que o Governo já tinha 40% das verbas da LPM para esse fim). O Ministério da Defesa fez um comunicado, esta quinta-feira, com aspetos que destacou da revisão da LPM, mas ainda não divulgou a proposta de lei que será enviada à Assembleia da República.

GOVERNO NÃO APROVA EFETIVOS NECESSÁRIOS

A par do desgaste dos navios, a Marinha tem-se debatido com problemas sérios com a saída de militares em regime de contrato: segundo os números de um documento oficial apresentado em dezembro pelo CEMA na Comissão Parlamentar de Defesa, à porta fechada, 458 militares em regime de contrato abandonaram a Marinha em 2022: a média foi de 1,3 militares por dia. Mas o documento evidencia, também, que o Governo não tinha autorizado a Marinha a repor os níveis de pessoal contratado: a Armada propôs 397 admissões para 2022, mas o Ministério da Defesa, em despacho conjunto com as Finanças, apenas autorizou a admissão de 238 contratados. A diferença de 159 militares em falta “corresponde a praças para duas fragatas”, diz uma fonte militar.

Em 2022 a Armada pediu para contratar 397 militares, mas Governo só autorizou 238. Os 159 militares em falta davam para duas fragatas

O défice de pessoal nas fileiras afeta os três ramos — o Exército já deixou de ser uma pirâmide por falta de praças e a Força Aérea debate-se com lacunas sérias de pessoal especializado —, mas tem uma dimensão na Marinha que só não é pior porque a crise acompanha também o material. Se a esquadra estivesse toda operacional ou se estivessem quatro das cinco fragatas prontas e operacionais (só estão duas fully operacional), Gouveia e Melo não teria praças suficientes para as tripulações.

Aliás, o mesmo documento apresentado pelo CEMA aos deputados faz uma projeção preocupante para o futuro: caso se mantenha este ritmo de saídas, em 2027 a Marinha só terá 1218 praças, que é o número mínimo de marinheiros “disponíveis ou necessários para embarcar.”

DINHEIRO SIM, ARSENAL NÃO

O resultado é um enorme desgaste para o pessoal, sobretudo ao nível da motivação, o que pode afetar a disciplina, a que não será alheio o caso do “Mondego”. Paulo Amaral, presidente da Associação de Praças, diz ao Expresso que os contratados, que prestam seis anos de serviço nas Forças Armadas, deviam embarcar cerca de dois anos, “mas nas especialidades mais técnicas passam muito mais tempo nos navios”. E dá um exemplo: os sargentos e praças que vão substituir os militares que se revoltaram no “Mondego” não vêm de terra, mas do “Tejo”, outro ‘patrulhão’, que está atracado na Base Naval do Alfeite. Mesmo entre o pessoal do quadro permanente, diz Paulo Amaral, “são poucos os que passam os dois ou três anos em terra”.

Apesar de estar consciente das consequências que a taxa de esforço tem nos marinheiros, Gouveia e Melo não quis, no discurso aos militares do “Mondego”, que isso servisse de atenuante para os problemas de indisciplina: “A Marinha não pode esquecer, ignorar ou perdoar atos de indisciplina, estejam os militares cansados, desmotivados ou preocupados com as suas próprias realidades.” Mas reconheceu a “disponibilidade para sacrifícios e incómodos, a resiliência ao cansaço físico e psíquico”, que resulta “na ausência frequente das famílias”.

Segundo um estudo da Marinha, 57% dos militares saíram da Armada por “razões financeiras” e 35% fizeram-no pela “taxa de esforço” exigida (14% foram para as polícias).

Três dias depois da revolta de 11 de março no “Mondego” — por coincidência foi quando começou o PREC, em 1975 —, o Governo publicou um despacho a descativar €13 milhões por ano para a Marinha nos próximos três anos. No total, o ramo terá este ano mais €20 milhões para manutenção dos equipamentos, quando tinha estimado necessidades adicionais superiores a €30 milhões no ano passado — com um défice acumulado médio de €23 milhões nos últimos cinco anos.

“Precisamos, pelo menos, desses €20 milhões adicionais ao longo dos próximos cinco anos”, diz ao Expresso uma fonte da Armada. Mas daqui nasce outro problema: o Arsenal do Alfeite já não tem a capacidade de resposta de que a Marinha precisa e uma boa parte deste adicional de verbas será consumido pelo aumento dos preços cobrados à hora pelo mesmo estaleiro.

LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR CRESCE 17,5%

● O Governo aprovou a revisão da LPM em Conselho de Ministros e anunciou em comunicado que a lei para a compra de equipamento militar cresce €830 milhões.

● Um dos objetivos da proposta enviada ao Parlamento é a “recuperação de défices de manutenção, modernização e sustentação das capacidades”.

● Com a falta de munições, mísseis e torpedos, “a verba destinada à reposição das reservas de guerra mais do que duplica, crescendo 108%”, para cerca de €300 milhões.

● A ciberdefesa é reforçada em 39%, para mais de €70 milhões.

● O Governo espera “retorno para a economia em torno dos 33%”.


domingo, 14 de dezembro de 2025

terça-feira, 18 de junho de 2024

PLENAMENTE DE ACORDO
. . . . . E a pergunta, para a qual não tenho resposta, é sempre a mesma: o jornal que contrata, mantém e dá destaque a pessoas que publicam sistematicamente falsidades, desde que sirvam os seus argumentos, que demonstram, crónica após crónica, que jamais deixarão que os factos influenciem as suas opiniões, apresentando-se como iluministas racionais apesar de demonstrarem que a sua cabeça funciona exactamente como a dos terraplanistas, não tem responsabilidade na degradação da qualidade do debate público que decorre de ter terraplanistas a ocupar boa parte do espaço mediático mais destacado?
(Henrique Pereira dos Santos)

E eu acrescento, CLARO QUE TÊM IMENSA RESPONSABILIDADE NA DESGRAÇA CRESCENTE QUE ATINGE OS OCS NACIONAIS. Haraquiri puro!
Depois admiram-se que até nas assinaturas digitais cada vez tenham menos aderentes e seguidores, e cada vez vendam menos. 
Depois admiram-se que tenham cada vez mais dívidas e estejam mais perto da implosão.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

E X P R E S S O (21 AGO 2004)

José Sócrates responde às críticas que lhe têm sido feitas por Mário Soares, considerando que "não há donos da esquerda nem donos do PS"……..os guardiões do templo da ortodoxia fazem o papel ridículo de conservadores de um museu que já ninguém visita.

Mesmo sendo de um autor execrável, esta tirada e valente ferroada no Marocas  é /foi divinal.
Numa coisa Sócrates se enganou ligeiramente, é que continua aberto o tal museu, visitado, e com conservadores ridículos e insuportáveis.

AC 

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A  DAR  MANTEIGA
Acho imensa piada a uma sucinta descrição por parte de Francisco Pinto Balsemão, em 2013, e recordada na revista do Expresso pelos 40 anos do jornal (página 61) sobre a pessoa Marcelo Rebelo de Sousa que, depois de estar nas galerias da AR a assistir às sessões (antes de 1974) ia falar com Balsemão e outros - "a dar manteiga".
Balsemão não esclareceu, por isso ficará sempre por se saber se, era manteiga com ou sem sal, com 50% de gordura ou magra ou    ...............se tinha ranço.
AC

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A "DAR  MANTEIGA"
Sempre Marcelo, de pequenino.
Notável esta descrição sobre Marcelo rebelo de Sousa - O Marcelo aparecia nas galerias da Assembleia a apoiar as intervenções dos deputados liberais. 
Depois vinha falar connosco, a "dar manteiga".
(Revista do Expresso, 5JAN2013, página 61)
AC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa 
(Vale a pena voltar a ler este texto; e Clara Ferreira Alves deixou muitos casos por referir)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet,apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa e Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos ?
Vale e Azevedo pagou por todos ?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu ? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha…..
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência ? Exerce medicina ?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
AC

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

OLHA-ME pra ELES..........
Sobretudo o da esquerda........
Vem bem a propósito, quanto ao da esquerda pelas aparições repentinas aqui e acolá, quanto ao do centro pela cessação do programa Quadratura do Círculo e outras.
Pelos vistos a Circulatura do Quadrado saltitou para a TVI, pois se tivesse mesmo acabado .........acabava a democracia.
Quem assim diz esta pérola recoloca-me na infância, lembrando aqueles contos em que certas criaturas ao abrir a boca dela brotavam cobras sapos e lagartos.
Haja paciência.
(já não sei de onde tirei isto; uma parte do meu arquivo, milhares de fotografias minhas e de outras origens e pesquisas, está um bocado a precisar de reforma.................)
AC

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

OPINIÃO AINDA É LIVRE?
Então acho isto sempre engraçado.
O quê? Este pedaço de texto do Expresso.
"Houve um tempo em que as vacas voavam. Tudo corria bem a António Costa: Portugal era o exemplo de que Bruxelas precisava e o Governo soube apanhar a onda. McNamara não faria melhor. Do défice à Eurovisão, da Nazaré e do turismo às agências de rating, o país conseguiu provar que era possível dar a volta. Mas, mais importante, Costa e Centeno mostraram aos radicais da escola de Chicago que o seu modelo económico assente na devolução de rendimentos e nos impostos indiretos daria frutos. O problema é que esse modelo começa a apresentar sinais de desgaste. Em alguns sectores já saímos do amarelo. Agora são os sinais vermelhos que piscam".
Por que considero engraçado? 
Porque estes jornalistas do sistema, gostam de dizer coisas redondinhas.
O modelo não dá sinais de desgaste, ou é eficaz e apropriado ou não se mostra como tal. 
Como com qualquer outra política, seja de governos geringôncicos, ou radicais, ou moderados, o que quiserem.
Esta coisa de no princípio - ai que bonito, reversão, agora é que é - e depois virem dizer que - mas dá sinais de desgaste - é mesmo deste tipo de farsolas.
Parece-me simples, não há dinheiro, sobretudo para malabarismos tolos.
As pessoas deviam ter muito melhor vencimentos?
Obviamente.
Eu também gostava de ter um Porsche!
Patetas e Patetos!!!!
AC

domingo, 31 de julho de 2016

OS CHAMADOS JORNAIS DE REFERÊNCIA
Quem tem a gentileza de me visitar percebeu certamente que não morro de amores por Passos Coelho.
Vem isto a propósito do artigo do jornalista Filipe Santos Costa acerca das audiências dos partidos ao PR. Por ele convocados.
O artigo é só mais uma das muitas confirmações da justeza em não comprar o EXPRESSO há longo tempo.
Escreve o jornalista que Passos faltou à chamada do PR (verdade).
E que foi o único líder a assim proceder. Creio que está factualmente errado. Mas está o sangue "isento" a correr nas veias, nada a fazer.
A meu ver o líder do PSD fez mal em não ir a Belém. Muito mal, qual doença qual carapuça.
Para mim é um gesto parvo. Ponto final.
Estão de costas viradas? E a questão institucional, não conta, não interessa para nada? Adiante.
Quanto ao inefável jornalista, que eu tenha notado, António Costa não foi lá.
Ah, .......mas é o primeiro ministro, dirá o jornalista. Pois.
Quanto a outro partido, os melancias, estava convencido que a estridente deputada Apolónia era a chefe. Se é, faltou. Se não é, sorry.
Obviamente demito-o, perdão, vou continuar a não comprar o Expresso. Já chega vê-lo online.
AC

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Propósito de VACAS
A manutenção de algumas coisas em arquivo tem algumas vantagens, embora ocupe espaço. Por vezes dá risota. Por exemplo: página 15, Única, Expresso, 23 Julho 2005.
Entre outras bonecadas tem duas vacas: a da esquerda com olhos a saltar das órbitas e dizendo - Eu tenho BSE. A da direita com olhos de contentinha e satisfeita e feliz, dizendo - Eu tenho BES!!
Podia lá o Expresso adivinhar nessa altura que a vaca com BSE ainda vive, hoje ?? Talvez, sei lá.
AC

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

6 Janeiro
Cada dia é importante. Encerra eventos nacionais e internacionais, tragédias, aniversários, etc. E é sempre bom passar por eles, com as alegrias e com os momentos maus. Estamos vivos.
6 de Janeiro é dia de Reis. Espero poder comer umas boas fatias de bolo rainha, que aprecio mais que o bolo rei. Sobretudo o confeccionado na nossa pastelaria favorita, em Alcochete.
A 6 de Janeiro de 1973 foi lançado o Expresso. Estupidamente, não se guardou o exemplar comprado nesse dia por quem estava no Continente, enquanto eu estava na guerra, na então Guiné portuguesa.
6 de Janeiro é dia de aniversário de uma senhora amiga.
A 6 de Janeiro, mas de 1992, é data muito importante para nós, assinei o contrato-promessa, e dei o sinal para a nossa casa na aldeia. Em Outubro desse ano foi feita a escritura.
AC