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quinta-feira, 23 de abril de 2026

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

 . . . . Se há questões profundamente políticas são as de vida ou de morte. Não há maior dever do Estado do que proteger a vida dos cidadãos. Garantir uma melhor defesa contra ameaças e riscos é a razão de ser da criação de qualquer comunidade política. . . . . .
. . . . . . . 
 que os responsáveis mostrem capacidade de resposta em tempo útil, com eficácia, e que não haja razões para suspeitar falta de rigor no apuramento de responsabilidades ou para duvidar da credibilidade das mudanças a introduzir. Seria talvez bom que, entretanto, os políticos refletissem sobre o facto de gestos populistas na oposição muitas vezes se tornarem num problema de (in)coerência quando se chega ao poder. . . . 
. . . . . 
. . . . Manter infraestruturas de qualidade é a tarefa mais importante do Estado, seja para a segurança ou para a economia nacionais. . . .
. . . . . . . 
Por fim, temos de decidir se vamos usar mais turismo para garantir que este gera não apenas mais rendimentos para alguns, mas mais qualidade de vida para todos. 

Por exemplo, em Lisboa, isso implica lidar com transportes públicos envelhecidos, mas também com o caos no aeroporto ou no trânsito, com carros parados em segunda fila a fazer cargas e descargas em plena hora de ponta. Lidar com o descontrolo na recolha do lixo. Lidar com a ineficácia das medidas para impedir níveis inaceitáveis de ruído na rua, durante a noite, em cada vez mais zonas. 

. . . . . Se quisermos muitos turistas à procura de cerveja barata provavelmente continuaremos a ter. Se quisermos mais turismo de qualidade, que traga mais-valias significativas, então temos de investir mais, fazer respeitar regras claras e básicas, e até cobrar mais aos turistas, começando pela taxa turística. 

(Bruno Cardoso Reis, 12 Set. 2025)
(sublinhados da minha responsabilidade)

EXACTAMENTE.

Acrescento que era importante em tudo, por rigor, verdade, transparência e decência, identificar onde tudo começou, seja a Carris, seja o que for.

António Cabral (AC)

terça-feira, 5 de novembro de 2024

AUTARQUIAS, GOVERNOS CENTRAIS, ELEIÇÕES
Aconteceu em Espanha uma tragédia de proporções avassaladores.
Oficialmente, mortos ultrapassam pouco mais de duas centenas.
Dizem que os desaparecidos poderão chegar aos dois mil.
Se é já um drama quando morre tragicamente uma única pessoa, 
se este trágico número se vier a confirmar estaremos perante uma monstruosidade de vítimas. 

O que se passou em Espanha, o que se está a passar em Espanha,  foi despontado pela mãe natureza, e a mãe natureza sabe que pode contar, SEMPRE, com a demagogia, corrupção, incompetência, compadrio, nepotismo, mentira, manipulação, ocultação de realidades,  de políticos e decisores.
 
A televisão mostra zonas destruídas, escombros por todo o lado, infra-estruturas arrasadas, lama, desespero das pessoas.
As imagens televisivas mostram o resultado da força da mãe natureza exercendo a sua fúria sobre superfícies onde, provavelmente, nunca devia ter sido autorizada construção.

A televisão mostra aquilo que nos legitima pensar na e duvidar da qualidade de sistemas, de várias instituições, de organização, local e estatal.
A televisão mostra-nos um horror e eu penso que de tudo o que vi ficou à vista o resultado da miséria moral de muitos na Espanha das autonomias, das comunidades, dos nacionalismos, das brutais desigualdades.

A televisão mostra-me - sem os visualizar - os políticos que vivem nas suas bolhas. A começar pelo socialista Sanchez.
A televisão mostra-me a ausência de decência nos palradores que discursam à distância.

Mas o que tem sido observado em Espanha na sequência do iniciado pela mãe natureza, não é monopólio de Espanha.

Em minha opinião, está dormente em muitos países, em muitas sociedades, a revolta das populações.
Um evento da natureza, uma tragédia como um gravíssimo incêndio, uma catástrofe industrial, despontarão a ira pois os problemas das pessoas não são resolvidos, de facto.

Passam os anos e trabalham para as eleições, para a manutenção no poder, a todo o custo.
Mas as populações, iradas, têm fraca pontaria.

O rei espanhol, que me parece uma pessoa decente (veja-se as suas posições para com o pai e restante família embrulhada em porcaria) tem muito pouca culpa.

Contrariamente a uma criatura ansiosa por morar em apartamentos caros, eu não vejo culpas da tragédia em Espanha exclusivamente num lado das barricadas políticas.

Posso estar enganado, mas o que a mãe natureza pôs ao léu foi uma Espanha podre, que os principais partidos espanhóis foram construindo ao longo dos anos, o PP e o PSOE.

Junte-se a isto os nacionalismos, e os ódios e está aí um caldinho que vai dar mau resultado.
Pessoalmente, creio que o PSOE do Pedrinho espanhol tem mais responsabilidades na Espanha do presente, a Espanha que se esboroa, a Espanha dos que tudo fazem para se manterem no poder, mas dizendo-nos sempre - somos os mais democratas de todos.
A seguir.
AC 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

AVENTURA?  O VENTURA?
O Execrável (opinião pessoal, naturalmente) sr Ventura prossegue na sua azáfama de destruição do país.
Não está só, infelizmente, outros com outras "nuances" o acompanham, umas vezes mais disfarçadamente, outras vezes às claras.

Para a próxima 5ª Feira (amanhã) esta criatura andou/ anda a arregimentar as forças de segurança para encherem as galerias da Assembleia da República (AR) e para se manifestarem junto à AR.

Há aqui um nítido apelo à desordem, é a minha opinião.
O sr aVentura diz que não, nada disso.

Esta criatura, super egocêntrica, há muito (alguns dizem que é desde 2019) que anda a instrumentalizar as forças de segurança, e provavelmente não só.
Se houvesse dúvidas agora ficam dissipadas.

Esta criatura continua convencida de que em próximas eleições legislativas passará para mais do que 50 deputados.
Faz tudo para as suas conveniências, atropela tudo o que for necessário.

Não atropela valores e princípios porque isso é coisa que por aquelas bandas parece não existir, por muito que grite e gesticule.
O seu partido existe. É um partido legal e legítimo. 
Neste momento, face aos resultados, representa uma parte relevante dos meus concidadãos e, nesta medida, deve de ser respeitado.

Outra coisa diferente é concordar com ele/ eles.
Discordo LIMINARMENTE. 

Repugna-me esta convocatória para a AR. 
Embora reconheça que, infelizmente, Ventura e acólitos apontam e falam de coisas muito concretas que afligem as famílias e que o habilidoso que vai para Bruxelas se esteve nas tintas para resolver. 
Não teve tempo, coitado, só lá esteve um pouco mais de 8 anos!
É tudo tão triste e tão poucachinho!

Mas o que Ventura anda a fazer é, na minha opinião, deplorável.
Isto não dará bons resultados. Convicção pessoal, naturalmente.
AC

segunda-feira, 24 de junho de 2024

CLIMA, VANDALISMO 
A propósito das alterações climáticas no nosso planeta, na nossa casa comum, alterações que alguns energúmenos NEGAM ser uma realidade, por todo o mundo se verificam justas manifestações a par das maiores parvoíces e de insuportáveis atentados a património material, património edificado. Repito, insuportável e que devia ser severamente reprimido e punido.



Um dos últimos exemplos aconteceu em Stonehenge, contra o monumento milenar em Stonehenge.
Um grupo de energúmenos vandalizou o monumento milenar, um dos mais relevantes e importantes da história mundial.

A cobardia e o politicamente correcto habituais permite no mundo Ocidental a continuada acção destes meninos e meninas.
Como bem referiu há poucos dias em artigo de opinião o ex responsável pelo IPMA, os grupos e organizações ambientais têm muito bons contributos, mas as suas visões devem ser ponderadas, não se deve esquecer que são algo limitadas e que se deve acolher tudo o que de positivo delas se recebe, mas a avaliação dos assuntos deve ser muito mais abrangente do que apenas as visões ambientalistas.

Mas, para lá de tudo o mais, vândalos e terroristas urbanos devem ser severamente punidos. Nem tudo deve ser permitido à pala da liberdade.
AC

sexta-feira, 10 de maio de 2024

PALAVRAS  LEVOU-AS  o  VENTO
Ele e os seus amigos, quer no PS quer em outras "agremiações", depressa meteram isto na gaveta.
Resultados à vista.
AC 

domingo, 7 de abril de 2024

O autor do antigo logótipo da República Portuguesa, que o novo Governo de Luís Montenegro, logo no primeiro Conselho de Ministros, decidiu mudar, considera a medida “populista” e um “retrocesso” para o país. Eduardo Aires não ficou surpreendido com a decisão que "tem tanto de ideologia como de estratégia eleitoral".

Portugal
- continua um país atrasado?
- é um país moderno?
- é um país desenvolvido?
- é um país pobre?
- é um país subjugado à ideologia?
- é um país onde todos têm as mesmas oportunidades?
- é um país territorialmente ordenado?
- é um país onde a lei é dura para os mais fracos, e fecha os olhos aos poderosos?
- é um país onde grassa muita corrupção?
- é um país onde há uma despudorada e constante passagem pelas portas giratórias (banca/ negócios/ política/ governos/ escritórios/ fundações)?
- é um país onde o sistema de justiça se borrifa para as decisões do TEDH que frequentemente desmonta decisões dos tribunais portugueses?
- é um país com cada vez mais descontrolo quanto à imigração?
- é um país onde vergonhosamente não se cuida de investigar a pouca vergonha que é a existência de trabalhadores em condições de trabalho miseráveis por exemplo em certos sectores da agricultura?
- é um país onde de honram e comemoram solenemente os grandes da nossa história como, Luís de Camões, Gago Coutinho, Fernando Pessoa, Pedro Nunes, Jorge de Sena, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Eça de Queirós, Agostinho da Silva, Miguel Torga, Alves Redol, Agustina Bessa-Luís, Sophia de Mello Breyner Andresen, etc.?

Veio-me tudo isto e muito mais à cabeça depois de, na primeira conferência de imprensa após a primeira reunião do conselho de ministros na 5ª Feira passada e no texto supra, a telenovela do "LOGÓTIPO ter vindo de novo à baila.

É uma medida populista?
A meu ver tem uma dose de populismo como de populismo teve a mudança para o que agora foi revertido.

Tem muito de ideologia?
A meu ver tem, mas talvez ligeiramente menos de ideologia do que anteriormente para executarem o que agora foi revertido.

Estratégia Eleitoral?
Provavelmente tem um pouco, mas também foi o cumprimento do que disseram na campanha. Goste-se ou não, errado ou não.

É um retrocesso para o país?
Retrocesso? 
É capaz de ser um bocado exagerada esta afirmação. Ou não?

Além do mais, não terá sido mais um caso de dar a ganhar a amigos?

A coisa mais urgente
Seria a coisa mais urgente no país?
Seria tão importante que os socialistas o fizeram às portas de acabarem mais de oito anos de governação (??)?
De tudo aquilo que supra listei como interrogações/ preocupações na nossa sociedade, o mais urgente era alterar os anteriores símbolos para os "pirilaus" e, depois, agora, o novo governo como primeira medida reverte para os anteriores símbolos?

Isto não tem conserto, nem com o novo governo, como não teve com o anterior, nem com outro qualquer. Isto não tem conserto!

Claro que o autor dos "pirilaus" ficou desgostoso!

Eu continuo triste mas por outras razões, triste mas é por ter à frente dos destinos do país, há muitas décadas, gente que vira páginas, ou elogia as auto-estradas, ou reverte os pirilaus, ou isenta de impostos a EDP e as suas barragens, ou quer construir 5 ou 6 tipos de casa de banho nas escolas e um enorme ETC., enquanto milhares de famílias não têm emprego, universitários não têm alojamento, universitários em que uns quantos querem isenção completa de propinas ou seja, mesmo quem pode pagar não pagaria. 
ETC. ETC. ETC. ETC.

Equidade absoluta. 

AC

quinta-feira, 28 de março de 2024

DEMAGOGIA
De cada vez que o ouvi falar, a ele e aos sequazes, nestes últimos dias, só me ocorre isto.
AC

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

EXACTAMENTE

Esta noite, de regresso a casa vindo de carro depois de entregar o neto mais novinho ao pai, sempre com o rádio ligado, fui ouvindo o noticiário da TSF.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção, as declarações de responsável do Instituto Francisco Sá Carneiro a propósito do que André Ventura se atreveu a verbalizar no sínodo de ontem do seu partido, em Viana do Castelo.

Respeito, sempre, as opiniões de outrem mas neste caso, e refiro-me a Ventura, pessoalmente parecem-me de facto nojentas as colagens ao desaparecido líder do PPD, Sá Carneiro.
Percebo e democraticamente respeito que Ventura se comporte como vem fazendo para atingir os seus objectivos populistas, mas tenho sérias dúvidas que tenha as qualidades mais importantes de Sá Carneiro. Naturalmente, como sempre, admito poder estar enganado. 

André Ventura, como todas as pessoas terá qualidades e defeitos. 
Está a tentar fazer crescer a sua base de apoio.
De algum modo eu sou suspeito nestas apreciações, mas quando reflito sobre a verdade, a mentira, valores, projecto para o país, a demagogia barata, e mesmo quanto a crenças, vejo Ventura muito longe e abaixo de Sá Carneiro. Repito, posso estar enganado, mas é o que penso.
AC

domingo, 3 de dezembro de 2023

INTERESSANTE (para mim naturalmente) 
Texto retirado do blogue de Rentes de Carvalho, que há décadas vive na Holanda.
Sublinhados da minha responsabilidade.

terça-feira, novembro 28
A vitória do papão
A estrondosa e totalmente inesperada vitória do PVV, o partido de Geert Wilders, surpreendeu
mesmo aqueles que por ele, como pessoa, sentem simpatia, mas não subscrevem os princípios que defende.

Fora da Holanda parece ignorar-se, ou é conveniente ignorar, que em 2004 foi no Paquistão lançada sobre ele uma fatwa, idêntica à lançada em 1988 sobre Salman Rushdie, o que segundo a sharia permite a qualquer mussulmano agredi-lo ou liquidá-lo.

É assim que há dezanove anos, na Holanda ou no estrangeiro, Geert Wilders encontra-se dia e noite sob a proteção de seguranças pagos pelo governo, o que socialmente o isola e limita na vida particular. Na ante-câmara da sua sala de trabalho estão sempre quatro ou cinco seguranças. Viaja num automóvel blindado e não tem chave do próprio apartamento, pois só os seguranças a guardam.

O inesperado êxito do PVV, o seu partido, trará alguma mudança no campo social, mas diz quem o conhece bem que,
autoritário por temperamento, vai ter dificuldade em conciliar a sua maneira de agir, que agora requer que se mostre capaz de alianças e concessões.

Nos dias, semanas ou meses a vir, em conformidade com o clássico poldermodel, (o modelo polder) que leva a intermináveis discussões sobre ajustamentos, combinações, exigências e desejos das partes em questão,
o resultado das eleições não virá depressa. Aliás, creio pouco provável que Wilders venha a ser eleito primeiro-ministro, e Dilan Yesilgoz do VVD mostra-se demasiado vaidosa e inconstante para o cargo, de modo que suponho que o lugar irá para alguém que pouca simpatia me desperta, o vaidoso Frans Timmermans, ex-comissário da UE que, aliado aos “verdes da esquerda”, satisfaz as exigências dos fanáticos do clima, das verduras e do mais que contribui para ar limpo e felicidade urbi et orbi.

Todavia, se pasmei e me diverti com a vitória do mete-medo,
em parte nenhuma dei conta de que se atentasse nos motivos que poderiam estar, e muito provavelmente estão, na origem do seu êxito.

Acontece que as camadas mandantes, cheias de boas intenções no papel, estão-se nas tintas para as necessidades, desejos e sonhos daqueles que, num momento de distração em que se lhe escapou a língua para a verdade, a inefável ex-primeira dama dos EUA, Hillary Clinton, disse que não são (não somos, pois aí me incluo) mais do que uma cambada de deploráveis.

Assim acontece que na sociedade do extremamente rico, e bem governado país que é a minha segunda pátria, existem situações de que não se dá imediatamente conta, mas que a médio ou longo prazo têm inesperadas consequências (*).

A agricultura e a pecuária são exemplares na técnica e na produção, mas mesmo com boa-vontade não conseguem satisfazer todas as exigências legais, não só as do país mas também as da UE, concebidas por “especialistas” que compreendem muito de gastronomia, mas de agricultura, pesca e pecuária se contentam com uma vaga ideia e em concordância legislam.

Cansados de esperar que os oiçam, fizeram-se ouvir em grandes manifestações e fundaram o BBB (Movimento dos Agricultores e Cidadãos) partido que nos princípios e exigências não difere do PVV de Wilders e a ele se alia.

Tudo isso chegaria para desassossego, mas que dizer dos escândalos, sobretudo o da Autoridade Tributária, que em 2011, sem aviso, e baseando-se na suspeita de que fraudavam, cortou de imediato a cerca de 44.000 cidadãos os subsídios e abonos. Que o geral desses nascera no estrangeiro ou tinha um “nome bizarro” sobrou como motivo, mas que onze anos depois apenas alguns tenham recebido os 30.000 euros de compensação, leva a recordar que mesmo na Holanda e de facto “todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.

Já chegaria, e ao cidadão holandês, nascido na Frísia ou em Marrocos, não faltam razões de desagrado. Ele são leis para o isolamento das paredes, para deixar o gás, para pôr painéis solares, e algumas que de tal modo complicam o dia-a-dia, que milagre é que ainda não tenha surgido um verdadeiro partido da extrema-direita.

Assim, por exemplo, há localidades onde se construiram novos bairros, porque é dramática a crise da habitação. Só que as casas continuam deshabitadas, ou porque não satisfazem as exigências “verdes” do país e da UE, ou porque – incrivel mas verdade – a companhia de electricidade da zona não tem capacidade suficiente para atender a todos.

Razões para dar a Geert Wilders uma tão espectacular vitória têm os holandeses de sobra. Interessante é saber o que faria se fosse primeiro-ministro, mas os que realmente seguram os cordéis dos títeres só por milagre deixarão que isso aconteça. O modelo polder nunca falha
.

(*) e não é só na Holanda que isso acontece.
Aguardemos por 10 de Março de 2024. Surgirão surpresas?
AC

sábado, 4 de novembro de 2023

ALGUMAS   DOENÇAS   do   SÉCULO
Afectam mais umas pessoas do que outras, é a vida, há uns mais do que outros, que se mostram, ansiosos, vaidosos, arrogantes, hipocondríacos, bipolares, jactantes, insuportáveis, desmemoriados ou com memória selectiva, esquecidos de quem foram amigos, e até susceptíveis de mandar às urtigas valores e princípios se preciso for para o compadrio, o amiguismo, o nepotismo.
É a vida.
Democraticamente, é com isto também que temos de conviver.
António Cabral (AC) 

terça-feira, 25 de abril de 2023

Os três Dês de Abril. E os outros três também.

Paulo Sousa, 25.04.23

Cravo_murcho.jpg

Os três Dês do 25 de Abril foram alcançados.

Descolonização, Democratização e Desenvolvimento.

Com estes no papo, por escolha própria, outros três ganharam raízes. A Dívida, a Dependência e a Demagogia.

Sem ambição, não sairemos deste charco de águas paradas.


Concordo com quase tudo aqui expresso.

Mas, quanto ao desenvolvimento, INFELIZMENTE, escasseia, apesar do conseguido. Por isso, muitos nos ultrapassam.

E sim, a dívida cresce embora argumentem em relação ao PIB, a dependência cresce, e a demagogia é já estratosférica.

AC

sábado, 24 de setembro de 2022

Os populistas e MARCELO e OUTROS
Andamos nisto. Ai os populistas, ai os populistas!
Populistas? Existem? 
Sim, aos montes, e vários bem execráveis, em Portugal e lá fora.

Mas, o problema de fundo qual é? São os populistas, eles mesmo?
Ou são as políticas praticadas pelos governantes que temos tido e que levam a não se combater, realmente, desigualdades sociais e a corrupção, a manter a justiça no estado vergonhoso em que está? 
E as Forças Armadas, e a educação, e a saúde, e o ordenamento do território, e o ambiente, e a agricultura?

Um conhecido fazedor de intriga política, amante de boa culinária, é um dos pantomineiros que teima em intrujar-nos.

Sim, de facto era muito importante que de uma vez por todas se explicasse ás pessoas o que se passa e o que aí vem.

Mas, pelo que se vê, manda recadinhos pela sua amiga jornalista, profere diárias sentenças mas não concretiza com rigor. 
Sei lá, por exemplo dizer - portugueses, o país é pobre, não produz riqueza! Somos dos mais pobres da Europa.

Ah, isso é muito desagradável de se dizer (sopram-me aqui ao ouvido)………………., nada de coisas desagradáveis, bem basta dizer que o que aí vem é mau. 

Será o diabo? Bem, pessoas com coluna hirta e intelectualmente honestas sabem que isto está péssimo há décadas. Andam a mentir há décadas.

Portanto o melhor, para a popularidade e para a separação de poderes, é ficarmos assim! Com Nossa Sra de Fátima e agora com Tolentino em ministro do Vaticano, havemos de nos safar!
AC

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A  PESSOAS  COMO  EU

Imensa gente chama-nos conservadores. Muitas vezes com ênfase acintosa, desprimorosa, mesmo com intuitos reprovadores e com a habitual e arrogante crítica dos doutrinadores do politicamente correcto, dos polícias das mentes, sendo nós os incorrectos. Para eles.

Eu, certamente como muitos mais, respeitamos as diferenças, procuramos argumentar. Mas continua a parecer-me e provavelmente a muito mais pessoas, que certas coisas não deviam acontecer como se observa.

Por exemplo, de figuras públicas a titulares de órgãos de soberania que também são figuras públicas alguns são mesmo uns figurões, por cá e lá por fora também, acontecem coisas e observam-se situações que me parecem deslocadas, de evitar, particularmente no que se refere a pessoas que, para lá da sua vida privada, com as suas acções arrastam as instituições onde temporariamente desempenham funções. 

Muitos advogam que é a vida moderna. Por exemplo, o recurso de titulares de órgãos de soberania a redes sociais para dar conta dos seus estados de alma e muitos vezes para comunicar assuntos, temas e decisões de natureza política. Que têm o seu lugar próprio, a sua norma institucional, as regras.

Por cá  muitos seguem o tipo de gestão de Trump, que despede e nomeia via Twitter. Haverá quem concorde, haverá quem lhe pareça que estas questões ligadas à vida institucional e máquina do Estado devem ser tratadas com alguma formalidade e pelos canais adequados.

Agora, também o sr Biden se mostrou a ser vacinado. Com mais recato, sem mamas à mostra. Respeito estas decisões e posturas mas parecem-me deslocadas, populismo serôdio. Qual é a fronteira? Porque não se deixam a filmar em casa a tomar o pequeno almoço, ou a vestir o pijama, para mostrarem que são como os restantes humanos? Porque não se deixam filmar na casa de banho, sentados na sanita?

Enfim, admito que possa não estar a ver as perspectivas todas mas, confesso, não descortino grande utilidade nestas "mostras". Não descortino utilidade alguma no informar a população de que vai jantar com X, almoçar depois com Y, cear com Z ou, afinal, nada disso mas apenas pequeno almoço. Que piroseira. Populismo? Talvez, mas é mesmo rasteirinho, ou  não?

Das raras coisas com que concordo com Cavaco Silva, é que a política não deve ser bem um circo, uma palhaçada. Mas atentem no que se passa. Gostam? Respeito. Eu não.

AC

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A  PROPÓSITO  de  POPULISMOS
Muito se fala no presente em populismos, em populistas.

Não há muito tempo, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa não queria comentar a organização da AR, mas não parou de falar à volta de questões da AR. Tentou maliciosamente condicionar outros poderes? 
E isso roça ou não o populismo? 
O homem não se contém, fala de tudo. Bem, quase tudo, evita coisas do dia a dia, como as questões envolvendo as acções das forças de segurança em certas zonas das cidades e vilas. 
Mas, "malgré tout", continua a não se conter.
Curiosamente, e espero não estar enganado, também sobre o futebol que nos desgraça enquanto sociedade é que ele quase não fala.
Bom, mas no Jornal Económico de 24 de Janeiro passado, pela pena de Filipe Alves, escreveu-se um conjunto de coisas sobre populistas e também sobre Marcelo, curiosamente, o título do artigo é - A porta que Marcelo abriu.
Como por mais de uma vez aqui escrevi votei em Marcelo porque me convenceu o discurso de candidatura e a campanha. E se estou em profundo desacordo com o seu excessivo taticismo e excessivo meter-se em muito onde não é chamado, o seu desempenho como PR continua a ser na minha opinião bastante positivo.
Considero que se pode desancar mesmo aqueles de quem se gosta, sempre que isso nos parece justo face ao que fazem.
Filipe Alves recorda e bem, por exemplo, os 20 anos de homilias televisivas de Marcelo, que convenceram a populaça, ou a ânsia caricatural de Marcelo aparecer em todo o lado, e de falar sobre quase tudo e querer-se adorado pelos cidadãos. 
Marcelo namora os católicos, para desgraças alheias recomenda em privado rezar muito e ir à missa.
Inegavelmente, e na minha opinião fez bem em aproximar os portugueses da Presidência da República, mas como bem refere Filipe Alves, lançou-se num populismo desenfreado e gerou em muitos a opinião de que qualquer um ou uma pode ser Presidente ou "Presidenta". O que, na minha opinião naturalmente, não pode ser, sob pena de um dia termos um ou uma "Bokassa" a concorrer.
Sim, liberdade sempre, mas também convém manter bom senso e sentido das realidades e proporções.
Aguardemos pelos próximos capítulos, até para ver o que vai acontecer até Outubro próximo quanto a candidatos à Presidência da República.
AC 

domingo, 31 de março de 2019

P de POPULISMO
P de PANTOMINEIRO
P de PATETA
P de POUCA VERGONHA
Disse outro dia Marques Mendes falando sobre Marcelo Rebelo de Sousa - Populismo “é um bocadinho como o colesterol”: há “bom e mau” e o de Marcelo “é bom.
Não vale a pena perder mais tempo. Arquive-se.
AC


sábado, 16 de março de 2019

É EXACTAMENTE ISSO..........
Na minha modesta opinião é exactamente isto que também penso.
..........Trinta e muitos anos de cinismo político não se abafam com "afectos" e "optimismo" delirante, a não ser em crédulos.........
Além de que, digo eu, há magistratura de influência e pode haver tentação por magistratura de interferência
Ou já houve mesmo?
É só passar revista aos últimos seis meses, por exemplo, comparando declarações sobre se sim ou não houve intenções de tocar na estabilidade política do presente. 
AC

AOS MEUS ESTIMADOS LEITORES DESEJO UM BOM FIM DE SEMANA

domingo, 10 de fevereiro de 2019

REFLEXÕES NA ALDEIA
Reflexões têm-se em todo o lado, na cama, no chuveiro, nos transportes públicos, na sala de espera, numa biblioteca, numa viagem, num jantar, etc. Para mim, um dos melhores locais e momentos para isso, para pensar na vida e na envolvente, é na aldeia. 
Sempre, de Inverno mesmo fazendo chuva como agora e com uma cara horrenda lá fora visível pelas janelas mas também muito quentinho cá dentro, de Verão, Outono ou Primavera.
Vem isto a propósito de Santana Lopes. 
Para quem vê pouca televisão, procurei ver alguma coisa, assisti ao discurso de ontem que apelidou de conversa. Hoje, até agora, nada de TV, estive a pesquisar todos os media tugas acerca do evento da Aliança em Évora.
Uma das coisas que retive das palavras dele, ontem, foi o salientar daquela coisa das promessas que depois não cumprem. Insurge-se contra isso. Bom, isso foi ontem.

Porque tenho agora a sensação, quase certeza, de que hoje o palavreado debitado no encerramento da festa em Évora já não casa totalmente com a discursata de ontem?
Santana quer - "Seguros de saúde para todos, todos devem ter o seu seguro de saúde porque é insustentável que só os ricos possam escolher entre o serviço público e o serviço privado. Mas isso não implica descurar o SNS, simplesmente assim como está, não dá; .....os cidadãos devem poder escolher entre o sistema público e os sistemas privados complementares desse mesmo banco de previdência a cargo do Estado".
Sempre a cargo do Estado.
Não há dinheiro
Santana não perceberá alguma destas palavras?
Vale a pena recordar Joaquim Aguiar - ....."é da natureza das ilusões que os iludidos não possam reconhecer que são os seus comportamentos que produzem a frustração das expectativas que foram geradas na ilusão".


E estamos e continuamos assim, Santana idem, ilusionista puro, que não discursa, mais conversa, que fica esmagado, e encantado e feliz porque alguns dos seus agora seguidores dizem-lhe que não querem lugares, tachos.
Santana quer seguros de saúde para todos os portugueses sem excepção. 
Sim senhor, um País exportador, com superavit sempre a subir, pode dar-se a este luxo. Assim sim. Força.
Bem, não vale a pena perder muito tempo com isto, e este senhor. Naturalmente, porque a cultura é muito pouca, a ignorância imensa, Santana vai fazer mossa no PSD, no CDS, provavelmente alguma coisa no PS. Desgraçado País.
O sr Santana, que década após década trabalha como político, e quando corrido (mal) por Sampaio logo lhe arranjaram sinecura, já fez contas a quantos Portugueses não pagam IRS porque, exactamente, auferem miséria ou pouco mais?
Teria que ser o estado a pagar para que todos tivessem seguros de saúde, e acesso a cuidados médico-medicamentosos nos privados..... que assim iriam encher os cofres com o dinheiro público.
Que pachorra.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

PROPINAS nas FACULDADES
Todas as pessoas podem mudar de opinião.
Pela idade, embora eu sempre tenha sido assim, desconfiei/ desconfio sempre das alterações de opinião de 180º ao sabor da moda, do politicamente correcto. De opinião e de posturas.
"Hoje gosto de branco amanhã odeio e só gosto de preto, etc".
Sempre desconfiei deste tipo de atitude. 
Registo, respeito, mas desconfio.
Tenho idade suficiente para saber o que certos pândegos fazem na vida para se manter sempre na "onda". Conheço vários, na vida privada, desde os chamados "porqueiros" (industriais da suinicultura), aos corticeiros, aos construtores civis (então os mais de areia que cimento...).
É com eles.
Quanto ás propinas aqui há tempos badaladas, não estou a ver porque carga de água ninguém deve pagar propinas.
Os que podem obviamente que devem pagar.
O poderoso fisco identifica facilmente quem pode ou não pagar certas coisas.
Arranje-se um sistema para não inviabilizar o acesso ao ensino superior. 
O acesso não devia ser vedado a ninguém que passe nas provas de acesso ao superior.
Agora, ninguém pagar creio uma idiotice, o que não admira vindo esta ideia de quem veio.
Quanto aos malabaristas, só lhes desejo que a rede esteja rota e um destes dias se estatelem no chão.
Além do mais, é tudo à borla??? Mas quanto custa, quanto seria de orçamentar mais? As universidades/ faculdades, não andam há anos  sub-financiadas?
Mas serei eu que estou "tantan"?
AC

Ps: cada vez me faz mais impressão ver certos indivíduos a contradizerem-se, a negar, etc.
Com a internet tudo se vai buscar e confrontar o passado com o presente.
Serão tão burros que desconhecem este pormenor?