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sábado, 2 de novembro de 2024

HISTORICAMENTE, 
HÁ NESTE TEXTO ALGUMA COISA INCORRECTA?
(sublinhados da minha responsabilidade)
AC

“Fascista!”
"A palavra Fascismo deixou de ter qualquer significado para além de coisa não desejável”, escreveu George Orwell em 1946, talvez sem imaginar a razão que teria em 2024, com Kamala Harris a chamar “fascista” a Donald Trump e os noticiaristas portugueses a falarem em “perigo fascista” na América e em Portugal.

É que a Esquerda, que pode estar a perder a batalha das ideias mas que ainda está a ganhar a das palavras, conseguiu que “fascista” passasse a ser usado para tudo o que é indesejável e por isso insultável. Isto sem que o adjectivo “comunista”, sempre ligado ao generoso e utópico “sonho de Marx”, surja beliscado pelas vítimas que os comunistas fizeram em muito maior número e durante muito mais tempo.

O fascismo foi um regime concreto em Itália que teve imitadores na Europa como nacionalismo de partido único economicamente dirigista e socializante. Em Portugal o nacional-sindicalismo de Rolão Preto foi a força política mais próxima do fascismo; força essa que Salazar usou e neutralizou.

Fundado em 1919 pelo ex-socialista radical Benito Mussolini, o fascismo começou por afirmar-se nacionalista, revolucionário, republicano, anticlerical, antiplutocrático e partidário do sufrágio universal, incluindo o voto das mulheres. Reunia, assim, uma convergência de ideias e valores difíceis de arrumar na clássica classificação Esquerda/Direita. Depois, com a acção de rua dos seus “esquadristas” no chamado Bienio Rosso contra a ocupação de fábricas e propriedades rurais pela esquerda socialista e anarquista, o fascismo foi tomando posições mais conservadoras, senão reaccionárias.

Em 1922, com a Marcha sobre Roma e os muitos milhares de camisas negras a convergirem para a capital, o rei Vitor Manuel III chamou Mussolini ao governo. Os fascistas governaram em coligação com os nacionalistas e os liberais até ao Verão de 1924, quando o Caso Matteotti os levou à ruptura. A partir de Janeiro de 1925, Mussolini instituía um Estado autoritário, num pacto de poder negociado com as forças conservadoras que durou até ao Verão de 1943 e que, até à guerra da Etiópia, modernizou a Itália e teve largo apoio popular.

Mussolini manteve a distância em relação ao totalitarismo etnocêntrico de Hitler, mas a conquista da Etiópia isolou-o dos anglo-franceses e atirou-o para os braços do Führer, com quem esteve aliado na Guerra de Espanha. Depois, ao entrar na Grande Guerra em aliança com Berlim, selou o seu destino. Caiu em 1943 por votação do Grande Conselho e já sob tutela de Hitler fez a República do Norte. Acabou fuzilado pelos partigianni comunistas e pendurado pelos pés na praça pública, ao lado da amante, em Abril de 1945.

Primeiro revolucionário e reformista depois pactuante com as forças conservadoras, o fascismo foi um fenómeno de reacção ao bolchevismo e o regime anti-democrático e totalitário que instituiu foi mais pactuante e menos repressivo, mortífero e duradouro que os seus congéneres à esquerda.

Porém, ao contrário da Esquerda que surge sempre lavada de passado e de olhos postos num qualquer “futuro libertário”, parece que a Direita, quase sempre “Extrema-direita”, está condenada a responder eternamente não só pelo regime fascista, mas também pelo holocausto nazi, pela escravatura, enfim, por todos os deploráveis pecados da humanidade branca e patriarcal. Por isso a Direita será sempre “fascista” – mas o adjectivo está tão esvaziado e banalizado como insulto que até aqueles a quem a Esquerda chama “fascistas” lho devolvem como insulto.
(Jaime Nogueira Pinto)

domingo, 7 de abril de 2024

O autor do antigo logótipo da República Portuguesa, que o novo Governo de Luís Montenegro, logo no primeiro Conselho de Ministros, decidiu mudar, considera a medida “populista” e um “retrocesso” para o país. Eduardo Aires não ficou surpreendido com a decisão que "tem tanto de ideologia como de estratégia eleitoral".

Portugal
- continua um país atrasado?
- é um país moderno?
- é um país desenvolvido?
- é um país pobre?
- é um país subjugado à ideologia?
- é um país onde todos têm as mesmas oportunidades?
- é um país territorialmente ordenado?
- é um país onde a lei é dura para os mais fracos, e fecha os olhos aos poderosos?
- é um país onde grassa muita corrupção?
- é um país onde há uma despudorada e constante passagem pelas portas giratórias (banca/ negócios/ política/ governos/ escritórios/ fundações)?
- é um país onde o sistema de justiça se borrifa para as decisões do TEDH que frequentemente desmonta decisões dos tribunais portugueses?
- é um país com cada vez mais descontrolo quanto à imigração?
- é um país onde vergonhosamente não se cuida de investigar a pouca vergonha que é a existência de trabalhadores em condições de trabalho miseráveis por exemplo em certos sectores da agricultura?
- é um país onde de honram e comemoram solenemente os grandes da nossa história como, Luís de Camões, Gago Coutinho, Fernando Pessoa, Pedro Nunes, Jorge de Sena, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Eça de Queirós, Agostinho da Silva, Miguel Torga, Alves Redol, Agustina Bessa-Luís, Sophia de Mello Breyner Andresen, etc.?

Veio-me tudo isto e muito mais à cabeça depois de, na primeira conferência de imprensa após a primeira reunião do conselho de ministros na 5ª Feira passada e no texto supra, a telenovela do "LOGÓTIPO ter vindo de novo à baila.

É uma medida populista?
A meu ver tem uma dose de populismo como de populismo teve a mudança para o que agora foi revertido.

Tem muito de ideologia?
A meu ver tem, mas talvez ligeiramente menos de ideologia do que anteriormente para executarem o que agora foi revertido.

Estratégia Eleitoral?
Provavelmente tem um pouco, mas também foi o cumprimento do que disseram na campanha. Goste-se ou não, errado ou não.

É um retrocesso para o país?
Retrocesso? 
É capaz de ser um bocado exagerada esta afirmação. Ou não?

Além do mais, não terá sido mais um caso de dar a ganhar a amigos?

A coisa mais urgente
Seria a coisa mais urgente no país?
Seria tão importante que os socialistas o fizeram às portas de acabarem mais de oito anos de governação (??)?
De tudo aquilo que supra listei como interrogações/ preocupações na nossa sociedade, o mais urgente era alterar os anteriores símbolos para os "pirilaus" e, depois, agora, o novo governo como primeira medida reverte para os anteriores símbolos?

Isto não tem conserto, nem com o novo governo, como não teve com o anterior, nem com outro qualquer. Isto não tem conserto!

Claro que o autor dos "pirilaus" ficou desgostoso!

Eu continuo triste mas por outras razões, triste mas é por ter à frente dos destinos do país, há muitas décadas, gente que vira páginas, ou elogia as auto-estradas, ou reverte os pirilaus, ou isenta de impostos a EDP e as suas barragens, ou quer construir 5 ou 6 tipos de casa de banho nas escolas e um enorme ETC., enquanto milhares de famílias não têm emprego, universitários não têm alojamento, universitários em que uns quantos querem isenção completa de propinas ou seja, mesmo quem pode pagar não pagaria. 
ETC. ETC. ETC. ETC.

Equidade absoluta. 

AC

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A  PROPÓSITO  do  25  ABRIL  1974
Estamos, na nossa sociedade, crescentemente, cheios de de problemas.
Mas isto, esta triste realidade, não me faz esquecer o muito em que melhorámos com o 25ABRIL74.

Por exemplo, no âmbito da saúde, no âmbito de termos direito a tratamento dos nossos problemas de saúde. E se compararmos os diferentes indicadores antes dessa data com os que, progressivamente, se foram e vão obtendo, a diferença é enorme, e para melhor.

Em boa hora António Arnaut "inventou" o SNS.

Mas a realidade da vida é o que é. E o relógio não pára.

Vem isto a propósito do meu dia 24 de Abril, durante a manhã, no Hospital da Luz. 

Enquanto esperávamos, e esperámos 20 minutos em relação à hora marcada, o que é decente e razoável e bastante diferente de outras esperas, dei comigo a pensar de novo sobre as questões de saúde enquanto observava as dezenas e dezenas de pessoas sempre a chegar.
Pessoas com traços fisionómicos e físicos e de indumentária e de modos tão diferentes, de evidentes e diferentes estratos sociais.

Estou bem ciente da maioria dos diferentes problemas no âmbito do sistema de saúde em Portugal, como aqui por mais de uma vez fiz referência.  Por razões familiares, por razões de amizades, tudo começando em 1969. Conheci muito do antes de 25 de Abril e conheço bastante do depois e do actual.

Tenho uma boa noção dos aspectos positivos e negativos quer do SNS quer das unidades de saúde privadas. 

Não abordo as questões da vida nas perspectivas ideológicas, querendo com isto dizer que nunca fui e continuo a não ser de seitas, não partilho do espírito de seita do PSD nem do PS, não suporto as abordagens sectárias das esquerdas muito despidas de realidade, como intolerável considero a abordagem de Ventura e sequazes à esmagadora maioria dos problemas sociais no meu tão mal tratado país.

E voltando ao que acima dizia, que ontem no HLuz dei comigo a pensar - como seria tudo isto, o que seria dos portugueses em geral, se só existisse o Hospital de Sta Maria, o de S.João, o de Castelo Branco, o de Setúbal, etc., os centros de saúde ou seja, se só houvesse hospitais e infra-estruturas do SNS ?
Ou seja, só com SNS, onde estaríamos, onde estariam e como estariam todos aqueles portugueses, e como estaríamos quanto a indicadores de saúde, como seriam os tempos de espera para consultas, para intervenções cirúrgicas, etc.?

Só com o SNS, toda aquela gente mais as gentes nos outros hospitais privados aquela hora estariam nas filas do SNS. Certo? E consequências? Se agora é o que é, como seria então?

Estou convencido que Catarina, Raimundo, Pedro Nuno Santos etc. andariam satisfeitos até porque, como tenho visto, certos eminentes defensores do SNS (que tem de ser defendido, mas não é com retórica e ideologia) quando precisam deambulam pelos hospitais da Luz ou dos Lusíadas. 
Se só houvesse SNS, iam a Espanha/ França/ Reino Unido etc tratar da vidinha/ saúde, certo? 

Como estaríamos?
AC

sábado, 15 de abril de 2023

PPP's, SNS, Hospitais, Ideologia
Basicamente por pura ideologia, PCPBE, PS, Geringonça, Temido, Costa, acabaram com vários contractos no que à gestão de alguns hospitais respeita. 
Um dos que foi cancelado foi o recentemente construído hospital de Vila Franca de Xira que há muito poucos anos substituiu o velhinho e inacreditável hospital que existia naquela terra.

Conheci o velho e conheço o novo. Conheci o novo desde que iniciou actividade, ao velho ia desde finais de 2011.
Dava lá consultas um amigo meu, no velho e no novo.

Vem isto a propósito de que sexta-feira 14 de Abril tive com esse meu médico amigo uma consulta de rotina no hospital CUF Tejo.
No final da consulta (felizmente está tudo bem) conversámos cerca de 5 minutos, conversa rápida por respeito para com doentes em espera.

Perguntei-lhe, e VFXira?
Resposta - saí logo, praticamente ao fim de seis meses com aquela gente, só falta andarem de braço esquerdo no ar, o ambiente degradou-se imenso, as condições de trabalho estão quase caóticas, e além de mim vários outros profissionais saíram também.

Mais uma página virada, GANDA COSTA!
AC

segunda-feira, 3 de abril de 2023

A  PROPÓSITO  de SAÚDE
A imagem é de um hospital . . . . . . privado! Acertou! 
Concretamente, uma das salas de espera onde aguardei o fim da consulta.
Vem isto a propósito de saúde naturalmente, e dos hospitais e das criaturas que defendem certas coisas e depois colocam os filhinhos em bons colégios privados, ou quando a família precisa recorrem aos hospitais . . . . . . .  privados. 
Mas escrevem muito nos jornais, e sendo deputados e deputadas, esbracejam muito. Sempre, mas sempre muito coerentemente!

Muitas vezes aqui escrevi sobre estes temas e quem tem a gentileza de me seguir sabe que por razões da vida, médicos (muitos) e enfermeiros (um, e duas) foram/ são elementos familiares. Com o passar das décadas muitos médicos na família já não estão entre nós (sogro, tios, vários primos, um sobrinho, etc.). Continuam, primos, cunhado, sobrinhas, e tenho muitos amigos médicos. FELIZMENTE.

E por isso tenho uma razoável noção de certos hospitais públicos (Sta Maria, S.Francisco Xavier, Almada, Loures, Castelo Branco, Cascais, Vila Franca de Xira, S.João) e centros de saúde e unidades de saúde familiar (Parede, Idanha-a-Nova, Montijo, Alcochete, Penedono). E de hospitais privados (Luz, Lusíadas, Cuf). E tenho alguma noção sobre a problemática "idosos-lares". 

Nas unidades de saúde privadas é tudo bom, não há dificuldades, problemas, coisas que correm mal?
Claro que há. 
E já se vão notando algumas coisas que antes não existiam. Basta ir a uma urgência a meio da noite num hospital privado para reparar quem é o médico que lá está a receber.

Agora, o ambiente das infra-estruturas hospitalares privadas comparadas com os corredores e enfermarias e salas de espera por exemplo nos hospitais do SNS em Lisboa……
A forma de chegar ao hospital, fazer o "check-in", poucos minutos  depois ser chamado a um dos balcões de atendimento, encaminhado parar a sala de espera da consulta ou do exame a fazer, é só ligeiramente diferente do que se verifica nos do SNS. E etc.

Mal das PPP? Creio que o mal maior é da parte do governo PS (qual Estado qual quê) ao longo do tempo negociar mal e sobretudo pouco fiscalizar. Pensar em ideologia e não em eficácia, eficiência e cidadãos. Mas recordar a coerência (declarações e etc.) de Marta enquanto ministra e depois. 

Porque é que médicos e enfermeiros se passam para privados? 
Simples, ganharão um pouco mais, o ambiente de trabalho é bem melhor e tudo o que é apoios materiais no âmbito de saúde (para diagnóstico, exames, etc.) é normalmente mais avançado. 
Quanto à fundação Champalimaud é um caso um pouco mais particular, para melhor, e bem equipado de recursos humanos e materiais. 
Sei bem do que falo. É a realidade actual.

Para as elites que bramam com a ideologia é sempre interessante verificar onde vão tratar-se ou educar-se. 
À semelhante de Mário Soares na década de 70 do século passado, a ideologia fica na gaveta sempre que é preciso tratar da família! 
AC

quinta-feira, 11 de março de 2021

SE  CORRESPONDER  À  REALIDADE
Se corresponder à realidade o que por aí está noticiado, estará em preparação uma certa campanha para testar as pessoas das escolas.
Pessoas = professores, alunos, funcionários diversos.
Mas, de acordo com as notícias, Marta que a saúde Teme e o sr Tiago preparam-se para mandar testar professores, alunos e funcionários diversos das escolas do................. ensino público!
Ficarão de fora, ao que parece, professores, alunos e funcionários diversos do ensino privado.
Ou seja, portugueses de 1ª e portugueses de 2ª.
Isto não é bem só uma questão de sanha imbecil e persecutória
É uma mistura de ideologia serôdia + estupidez elevada a N + desprezo absoluto pela saúde pública, pois ficarão assim uns milhares por testar, milhares esses que estão na mesma exacta posição de poder contaminar outros cidadãos como os que irão ser testados no ensino público.
A pergunta óbvia é: bateram com a cabeça na parede?
Mais seriamente, se concretizarem isto, fica um certo comprometimento da ideia de base à testagem, ou não?
E não saímos destas farsas estúpidas. 
AC