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domingo, 14 de maio de 2023

ISTO  TRADUZ  ALGUMA REALIDADE ?
. . . . . o dinheirinho . . . e onde ele anda . . . . 
. . . . . os interesses . . . . 
AC
 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A  PROPÓSITO  do  25  ABRIL  1974
Estamos, na nossa sociedade, crescentemente, cheios de de problemas.
Mas isto, esta triste realidade, não me faz esquecer o muito em que melhorámos com o 25ABRIL74.

Por exemplo, no âmbito da saúde, no âmbito de termos direito a tratamento dos nossos problemas de saúde. E se compararmos os diferentes indicadores antes dessa data com os que, progressivamente, se foram e vão obtendo, a diferença é enorme, e para melhor.

Em boa hora António Arnaut "inventou" o SNS.

Mas a realidade da vida é o que é. E o relógio não pára.

Vem isto a propósito do meu dia 24 de Abril, durante a manhã, no Hospital da Luz. 

Enquanto esperávamos, e esperámos 20 minutos em relação à hora marcada, o que é decente e razoável e bastante diferente de outras esperas, dei comigo a pensar de novo sobre as questões de saúde enquanto observava as dezenas e dezenas de pessoas sempre a chegar.
Pessoas com traços fisionómicos e físicos e de indumentária e de modos tão diferentes, de evidentes e diferentes estratos sociais.

Estou bem ciente da maioria dos diferentes problemas no âmbito do sistema de saúde em Portugal, como aqui por mais de uma vez fiz referência.  Por razões familiares, por razões de amizades, tudo começando em 1969. Conheci muito do antes de 25 de Abril e conheço bastante do depois e do actual.

Tenho uma boa noção dos aspectos positivos e negativos quer do SNS quer das unidades de saúde privadas. 

Não abordo as questões da vida nas perspectivas ideológicas, querendo com isto dizer que nunca fui e continuo a não ser de seitas, não partilho do espírito de seita do PSD nem do PS, não suporto as abordagens sectárias das esquerdas muito despidas de realidade, como intolerável considero a abordagem de Ventura e sequazes à esmagadora maioria dos problemas sociais no meu tão mal tratado país.

E voltando ao que acima dizia, que ontem no HLuz dei comigo a pensar - como seria tudo isto, o que seria dos portugueses em geral, se só existisse o Hospital de Sta Maria, o de S.João, o de Castelo Branco, o de Setúbal, etc., os centros de saúde ou seja, se só houvesse hospitais e infra-estruturas do SNS ?
Ou seja, só com SNS, onde estaríamos, onde estariam e como estariam todos aqueles portugueses, e como estaríamos quanto a indicadores de saúde, como seriam os tempos de espera para consultas, para intervenções cirúrgicas, etc.?

Só com o SNS, toda aquela gente mais as gentes nos outros hospitais privados aquela hora estariam nas filas do SNS. Certo? E consequências? Se agora é o que é, como seria então?

Estou convencido que Catarina, Raimundo, Pedro Nuno Santos etc. andariam satisfeitos até porque, como tenho visto, certos eminentes defensores do SNS (que tem de ser defendido, mas não é com retórica e ideologia) quando precisam deambulam pelos hospitais da Luz ou dos Lusíadas. 
Se só houvesse SNS, iam a Espanha/ França/ Reino Unido etc tratar da vidinha/ saúde, certo? 

Como estaríamos?
AC

domingo, 25 de setembro de 2022

A M I Z A D E
O modo como uma grande amizade começa é misterioso.
Já o descreveu nomeadamente José Tolentino Mendonça.
Este Cardeal e em breve ministro do Vaticano lembrou, também, que aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar.
" O modo como uma grande amizade começa é misterioso. Podemos descrevê-lo como um movimento de empatia que se efetiva, um laço de afeição ou de estima que se estreita, mas não sabemos explicar como é que ele se desencadeia. Irrompe em silêncio a amizade. Na maior parte das vezes, quando reconhecemos alguém como amigo, isso quer dizer que já nos ligava um património de amizade, que nos dias anteriores, nos meses anteriores, como escreveu Maurice Blanchot, «éramos amigos e não sabíamos».
Aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar. É impressionante constatar como ela acende em nós gratas marcas tão profundas com uma desconcertante simplicidade de meios: um encontro dos olhares (mas que sentimos como uma saudação trocada entre as nossas almas), uma qualidade de escuta, o compartilhar mais breve ou demorado de uma mesa ou de uma conversa, um compromisso comum num projeto, uma qualquer ingénua alegria… A linguagem da amizade é discreta e ténue. E, ao mesmo tempo, é inesquecível e impressiva".  José Tolentino Mendonça

Pela minha parte, amigos civis, grandes amigos, tenho três. Amigos militares, grandes amigos, tenho também três.
As circunstâncias da vida têm ditado que um dos civis tenha há anos desaparecido da convivência, uma vida muito complicada, andará pelo Brasil, algures.
Dos militares, frequente o contacto com dois deles.
Amigos tenho muitos felizmente mas, de facto, as grandes amizades são poucas.
As marcas, o compartilhar, que a distância não esmorece.
AC


domingo, 2 de janeiro de 2022

QUE  TRISTES

Quando vejo certa gentalha (Vitorino dixit) que por aí se pavoneia, inchados de jactância, penso sempre com os meus botões, que tristes , patéticos, patetas.

Inchados, mas é de vento. Esquecem realidades da vida, que os deviam fazer meditar, e ser mais humildes, e respeitadores.

AC 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A PROPÓSITO do que PARA AÍ VAI
Pela "enésima vez" aqui escrevo que respeito, sempre, as opiniões de outrem, mesmo quando delas discorde, seja muito ou pouco.
Quando ouço certas criaturas do sexo feminino e outras do sexo masculino, interrogo-me muito sobre o que dizem e, sobretudo, se conhecem a sério certas realidades do meu desgraçado País.
Hoje, de tarde, pensei muito nisto.
Sim, a fotografada é a minha perna direita, cruzada sobre a esquerda, a secar numa unidade de solidariedade social. 
Sim a fotografia foi tirada com o meu telemóvel.
Sim, será que o que lhes sai da boca para fora tem alguma coisa séria por trás, alguma realidade da vida?
AC

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

ANO NOVO, VIDA NOVA ?
Frase corriqueira, desejo formulado por muitos.
Vida Nova?
Em termos de País, sociedade onde me insiro, o que espero?
Nada de agradável, prevejo que a minha vida vais ser gradualmente pior, a minha vida de reformado piorará, pagarei mais IRS, pagarei cada vez mais caro o combustível para o carro e para a cozinha e para o aquecimento, pagarei cada vez mais caro os alimentos e a electricidade e os medicamentos.
No que respeita à família o que espero, o que me espera?
Praticamente nada de bom.
Oxalá sobretudo quanto aos netos a saúde não falte.
Quanto aos que já passaram a fasquia dos 70 há sinais muito preocupantes.
Quanto aos que estão a meio entre os 90 e os 100, o horizonte está muito negro.
Do que conheço, quase nada de bom auguro para 2020, e principalmente a marcha inexorável da vida vai doer muito.
Sem pudor, há quem fale de esperança embora, de facto, concorde que há que ter esperança na vida.
Mas, face a realidades tão brutalmente cruas há muito pouca esperança, pois tudo aponta para vir a correr mal, ou correr como será inevitável.
Se me puser a pensar nas probabilidades de também surgirem parvoíces da parte de alguns que me deviam respeitar, então 2020 ainda se apresenta com contornos mais esquisitos.
Ano Novo, vida nova?
Pessoalmente não me vergo, e dificilmente me vergarão.
Respeitarei sempre as opiniões alheias, mas tanto concordarei como  delas discordarei.
Honestidade intelectual, rigor, dignidade, coluna vertebral e não uma coisa de látex, reconhecer erros, subordinação normal a que qualquer cidadão está obrigado sim mas nunca bovinidade ou submissão acéfala. Isto continuará da minha parte.
O que espero de 2020?
Espero muito pouco, mas espero conseguir resistir, sobreviver, e fazer por ter a melhor vida possível.
Bom ano aos meus estimados leitores e amigos.
E não vejam as minhas palavras como pessimismo doentio, é apenas o estar a olhar para as realidades da vida, no País e na família directa e alargada. 
AC