JAVALIS
Javali, um porcalhão selvagem, violento, com umas presas brutais, temíveis.
Um porcalhão selvagem que vem sendo muito falado porque na época balnear costuma banhar-se na água do mar das praias da zona da Arrábida. Acha-se nesse direito.
Bom, e já se aventurou por dentro de Setúbal.
Só Setúbal, Arrábida e zonas circundantes ?
Não. Noutras zonas do país a praga é igualmente uma chatice.
Por exemplo, nas chamadas hortas, das zonas baixas à volta do monte onde se situa a Aldeia de Monsanto, muitas delas são frequentemente destruídas por javalis. Com as presas atacam tudo o que lhes apetece comer, esventram as hortas.
Perto da aldeia de Monsanto, outras zonas estão enxameadas de javalis.
A caminho das Termas de Monfortinho, nos montes circundantes a Penha Garcia e não só, há imensos javalis. São, aliás, periodicamente realizadas batidas para tentar controlar esta bicharada.
Voltando à Arrábida, há coisas que se estão a verificar que rondam (opinião pessoal, naturalmente) o patético, ou burlesco, ou anedótico.
Os concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra estão muito afectados com esta pega de javalis.
Parece óbvio que alguma coisa se deve fazer, fazer alguma coisa com pés e cabeça, ponderando a praga, mas também questões de biodiversidade, planeando como controlar esta praga de javalis, racionalmente, com bom senso.
Do que me apercebi, há como que umas licenças passadas designadamente a associações de caçadores profissionais, e a oferta de uma determinada quantia por animal abatido.
Não é preciso ter mais do que a antiga 4ª classe da instrução primária para perceber que com esta medida (pensada com os pés como é habitual), a probabilidade de se passar de controlo para negócio vai um centímetro.
Creio, sem pretender ser injusto, que nesta telenovela a decisão do ministério da Agricultura de pagar umas dezenas de euros por animal abatido é mais uma das típicas maneiras de pensar as coisas com os pés, descalços.
Aguardemos.
AC
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