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domingo, 3 de maio de 2026

"A  VELHICE  É  ISTO: OU  SE  CHORA  SEM  MOTIVO,  OU  OS  OLHOS  FICAM  SECOS  DE  LUCIDEZ"

(Miguel Torga)

AC

sábado, 17 de janeiro de 2026

A  Propósito  de  Seniores  e  Reformas
Bom dia, tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte e. . . . . não parem de reflectir.
AC

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

REFORMAS.  PENSÕES.
Quando hoje de manhã fui jogar o Euromilhões, como de costume olhei para a banca dos jornais e, mais uma vez, nenhum me convenceu a comprá-lo.

Reparei num título do CM, dizendo que há dinheiro para pagar pensões pelo menos por mais 20 meses.
Não é mau, podia ser pior.

Pelo menos por mais uns meses é possível ir fazendo como este do boneco, comer frugalmente e baratinho, para evitar que o médico pense que os problemas de saúde surgidos ou a surgir sejam derivados de se alambazar com mariscada, carnes e enchidos.
AC

quinta-feira, 13 de julho de 2023

SOLIDÃO

Como trata a sociedade portuguesa de todos aqueles que a vida fez chegar a idosos?
AC

sexta-feira, 6 de maio de 2022

"DOS DIAS QUE CORREM"

Em que pensará esta idosa?
* Na viuvez, vai para quase duas décadas?
* Na operação e vida subsequente da filha?
* Na prisão passada do genro e consequências?
* No emprego do neto, inexistente na aldeia, inexistente no concelho, e só conseguido na capital de distrito?
* Nas flores bonitas que plantou aqui na casa da vizinha?
* No filho agora reformado da força de segurança, filho que como muitos aqui na zona aí conseguiu sustento?
* De como era no passado a festa do castelo ou de Santa Cruz?
* Na barragem Marechal Carmona que devia estar com mais água?
* No calor que aí virá e no ar condicionado que em casa tem e é condicionado pelo tempo que faz cá fora?
* No início da vida de casada em que na freguesia havia mais de 3000 pessoas e agora, diz-se que não chegará ou pouco passará das 700 (aldeia e todos os lugares à volta do monte) e que aqui em cima na aldeia menos de 80?
* Saberá ela que aldeias há, muitas, com menos de 10?
* Nas obras nas ruas aqui na aldeia e que nunca mais acabam, e já originou quedas graves?
* Saberá ela que dentro da parte muralhada da aldeia de Sortelha, por exemplo, vive em permanência apenas uma pessoa?
* Saudades do burrito que regressava com o marido ao fim da tarde da horta, lá para os lados da "Devesa", e bem carregado com hortaliça, batatas, cebolas, fruta?
* Preocupada porque no concelho, presentemente, entre as 2400 e as 0800 da manhã não há assistência médica (médico, enfermeiro)? Se acontecer alguma coisa -INEM, bombeiros de Idanha-a-Nova e é ir para o hospital de Castelo Branco, que o historial demonstra ser um Totobola?
Na sua solidão, pensará certamente muito. E aprecia as boas vistas daqui da aldeia, como esta tirada do quintal/ jardim.
Tenham um bom fim de semana.

António Cabral

quinta-feira, 10 de março de 2022

Os  MAIS  FRÁGEIS  da SOCIEDADE

Há umas semanas li este artigo. Volto a ele por razões diversas e particularmente por nova situação concreta que conheço muito bem. Li-o agora ainda com mais atenção e mais fico com a sensação da superficialidade com que abordam este complexo tema da sociedade. 
É um tema sobre o qual, por razões da vida, tenho um conhecimento  razoável. 
E falar disto não deve ser baseado em conversa com alguém de uma IPSS há anos instalado na estrutura. Ou mesmo que seja com mais que uma dessas pessoas. É preciso muito mais. 
Este assunto não pode ser encarado com superficialidade. 
A sociedade, todas as sociedades, têm cidadãos com muitas fragilidades, sendo uma parte substancial os idosos.

Isto dito, e se "acuso" de superficialidade o artigo e inerentemente o jornalista e o jornal, também reconheço não ser possível aqui neste modesto blogue escrever um "tratado" sobre o assunto. Mas tentarei aflorar alguns aspectos. Realidades que no artigo não encontro com rigor.

Em todos os assuntos se deve ter por indispensável a procura da verdade, a verdade dos factos, o aprofundar e analisar dificuldades e parâmetros envolvidos, procurar perceber que soluções possíveis para cada problema/ assunto.
No caso concreto dos idosos ou mais politicamente correcto - seniores - para mim isto é ainda mais importante.

Do artigo saliento 9 aspectos que me pareceu que o jornalista queria enfatizar: 
- preço mínimo por vaga/ mês; 
- a construção para atender ao apoio a idosos parece estar a ser atractiva; 
- tão atractivo está este segmento do investimento imobiliário que estão aparentemente a aparecer investidores nacionais e estrangeiros; 
- apesar de alguma construção nos tempos mais próximos, é apontada uma escassez generalizada; 
- as mensalidades a pagar dependem naturalmente da condição física do idoso:
- o artigo aponta 1175€ / mês como mensalidade mínima do sector social e, se percebi bem, 1200€ no sector privado;
- há pressão ao nível da procura de recursos humanos; penso que se pretende referir aos recursos humanos para trabalhar nas instituições;
- o artigo refere que a segurança social via PRR disponibilizará 300 milhões de euros
- o rendimento anual por unidade atingirá 5,75 %, perspectivando-se uma gradual subida do investimento nestes activos imobiliários.

Como disse não é possível aqui abordar com profundidade este complexo assunto. Mas aqui vai alguma coisa.
Para continuação de conversa, porque sei alguma coisa deste assunto? 

Porque conheço razoavelmente experiências e dificuldades várias vividas por mais velhos que a minha idosa (terá 97 em 8JUL) mãe (família afastada, como primos e tios dela), familiares de amigos chegados, mãe do meu genro, mãe de uma cunhada, e o trabalho de investigação que fui fazendo entre 2011 e 2019 já prevendo o futuro. Em 2019, a minha mãe, por sua vontade, e apesar de manter (como mantém) mobilidade usando uma bengala de 4 pontas por precaução, com uma cabeça fantástica, com limitações de visão e audição, quis passar a viver num lar. E assim foi a partir de Maio desse ano. Não foi nada fácil arranjar coisa decente.

O meu pai faleceu em 2011, mas ela quis continuar a viver sozinha na sua casa, para onde regressou logo após o funeral. Foram 8 anos, com o meu apoio semanal para compras, apoio periódico para aspectos de saúde, apoio periódico em fins de semana em minha casa para conviver sobretudo com os netos e bisnetos. 
Sei alguma coisa deste assunto. 

O acompanhamento dos cidadãos mais velhos é uma questão complexa em todas as sociedades, mas particularmente em países como Portugal, onde se finge ser um país rico, onde se vive como se vê cada vez mais, e em que as elites são fraquíssimas e muitas são mesmo reles, mas têm vida e comportamentos de rico.

As infra-estruturas para apoio a idosos são de dois tipos: privados e de âmbito social com forte ligação à segurança social.
A avaliação da saúde de uma sociedade também se deve fazer olhando a como o Estado ou seja, os poderes públicos e concretamente os governos, tratam das crianças e dos idosos.

E o que são os lares?
Superficialmente, digo eu, devem ser infra-estruturas onde os idosos ainda bem de saúde mental ou já não, com mais ou menos limitações, possam ser acolhidos, acarinhados, dando-lhes adequada ocupação física e espiritual, acompanhados em todos os planos que não apenas os de saúde. Infra-estruturas e instituições privadas ou associativas, em que todas, sem excepção, deviam ser anualmente fiscalizadas pelos serviços dos sucessivos executivos.
Pergunte-se a Lino Maia e a Manuel Lemos que estão há décadas a chefiar este tipo de "instituições / estruturas" que eles explicarão melhor o que se tem feito de bom, o que está frágil, o que está mau. 

Foi com a Constituição que surgiu o termo IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). 
As IPSS são instituições ou organizações constituídas por iniciativa exclusivamente privada, sem fins lucrativos, para promover a igualdade e a justiça social, nos planos da segurança social, educação e saúde. A sua atuação enquadra-se no âmbito da economia social, e têm como principal objetivo a solidariedade social, em domínios como a segurança social, educação e saúde.
Fala-se em cooperação com o Estado, mas a realidade é que a Segurança Social contribui decisivamente para as IPSS. 
É absolutamente ridículo ver algumas criaturas afirmar que o Estado não tem lares, que não têm estas infra-estruturas de acolhimento. Naturalmente, fala-se em associações de solidariedade social, como associações de voluntários, como associações mutualistas, eventualmente de fundações neste domínio social. E, desde tempos remotos, existem as Santas Casas de Misericórdia.

Portanto, falamos de apoios a idosos e por essa via a famílias, a proteção na invalidez, a proteção em situação de carências graves, etc.
Neste âmbito e no presente, quando falamos em "
economia social", temos por exemplo as Santas Casas sob o chapéu da União das Misericórdias Portuguesas. 
Mas temos mais, a Confederação Portuguesa de Economia Social (CPES) que designadamente congrega, a União das Misericórdias Portuguesas, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, a União das Mutualidades Portuguesas, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, a Confederação Cooperativa Portuguesa, e a Associação Portuguesa de Mutualidades.

Mas temos também muitas outras coisas. Temos casas, vivendas, prédios pequenos, que estão transformados em lares, com designações diversas. Basta ir à Internet, ou fazer caminhadas em vários locais para descobrir isso (repouso, acolhimento, etc.). E temos pelo interior do país imensos ditos lares em que anualmente vários são fechados mas muitos mais subsistem sendo que as condições deixam algo a desejar.

Com a pandemia muito ficou a nu! Muito do que há décadas se esconde. Alguns, mais violentos, chegaram a escrever existirem dois tipos de cemitérios, os dos mortos e os dos vivos. Adiante.

Por mim, creio continuar a existir alguma clandestinidade neste âmbito. E, portanto, digo eu, temos pelo país fora lares ilegais/ clandestinos em que alguns de vez em quando são descobertos, lares legais com condições deficientes, lares legais com condições razoáveis ou mesmo boas. E temos, portanto, lares numa vivenda pequena onde se amontoam idosos, lares em ruas conhecidas das avenidas em Lisboa com escassos utentes e preços carotes, lares em edifícios de 3 ou 4 andares com perto de 100 idosos, etc. Teremos, provavelmente, mensalidades desde 700 €, algumas de 1000, de 1350, de 1500, de 3500 €. Sim 3500,00€. E fico por aqui quanto a preços.

Olhadas as 9 questões supra apontadas, a questão dos preço fica por aqui. Basta consultar a NET, e depois fazer perguntas em certas zonas para se perceber que quanto a preço há muito que ponderar e não me parece que seja apenas o que o artigo refere. Até porque, depende da condição do carenciado.

Passando às questões imobiliário/ novas construções/ escassez de infra-estruturas, em que o jornalista confessa que está a ser uma coisa atractiva, isto deixa campo a muitas interrogações. Desde logo, que requisitos são impostos pelas autoridades para novas construções destinadas à economia social? Estou a perguntar, pois até coloco a possibilidade de nada se impor e depois as autoridades competentes no âmbito da segurança social inspecionarem as novas unidades. É uma área com pano para mangas, e muitas dúvidas.

Conhecendo muito bem quatro infra-estruturas de acolhimento de idosos/ carenciados, um dos aspectos que mais me tem chamado à atenção é o problema dos recursos humanos por outras palavras, "o recheio" formado pelo conjunto dos profissionais para lidarem diariamente com pessoas em que, na maioria dos casos, têm grande limitações físicas e psíquicas.

Porque, o que é um lar? Local onde vivem seres humanos frágeis.
Um lar tem alguém que o dirige. Pode ter uma directora tonta ou uma eficaz que não delega na enfermeira chefe as suas responsabilidades directas.
Deve ter apoio médico dedicado, e há normas para isso. E enfermeiros.
Fornece alimentação, havendo quem a confecione dentro da casa, e quem a receba de "catering". Deve ter serviço de limpeza. E um que conheço bem tem limpeza diária duas vezes por dia (quartos, corredores, etc. Outro............adiante.

Lares há que têm entretenimentos semanais, apoio psicológico, educação física/ ginástica apropriada para idosos, ocupação de tempo livres. Saídas para os que fisicamente para isso têm condições. Conheço quem tenha até barbeiro e cabeleireira. Muitos não terão nada disso, como por exemplo, certas vivendas ou andares adaptados a lares. Alguns terão agregadas instalações para cuidados continuados.
Há associações integrando lares que dão apoio na comunidade onde se inserem.

E além disto há que considerar mais aspectos de que dou apenas alguns exemplos; o serviço de apoio domiciliário por parte de Santas Casas de Misericórdia e associações diversas, centros de dia (muitos fecharam na pandemia), centros de convívio.

Para perceber ou pelo menos ponderar sobre alguns dos problemas que se colocam no que respeita aos recursos humanos, vale a pena reparar em quem cozinha, à idade e à cor da pele, à nacionalidade. Atente-se no pessoal de enfermagem, à idade. Atente-se no pessoal administrativo. Atente-se à direcção.
Que formaçãoE quanto lhes pagam? E o esforço físico e psicológico de alguns/ algumas, a quem lhes tem que ser dada folga de 4 em 4 dias? 
Como resolvem os problemas logísticos e de manutenção de equipamentos?
E desde as Santas Casas das Misericórdias a todas as outras IPSS, todas têm quadros de pessoal aprovado? E quanto aqueles lares em vivendas e prédios pequenos, que atenção lhes dedica a Segurança Social/ governos?

Vale a pena lembrar que a propriedade física das infra-estruturas não tem por "dono" o Estado. Sim. Mas há normas a elaborar e fazer cumprir, há enquadramentos legais a cumprir, há necessidade de fiscalizações, definição de quadros de pessoal e de competências. Ou não?

O assunto LARES é um assunto político, há aqui uma necessidade de política social séria, e que não pode ficar por loas, propaganda e parangonas.
À boa maneira de uma certa súcia de pessoas, agora com o PRR é que as coisas se vão resolver?

O imobiliário na área da economia social está a atrair muito investimento. Pois é, a tal coisa sem fim lucrativo. Quem controla?

Como disse, assunto complexo, é preciso conhecer e pensar.
Antonio Cabral (AC)

segunda-feira, 8 de março de 2021

A  SOLIDÃO  EM  PANDEMIA

Ainda mais gravosa.  Um bocadinho de um dos muitos Portugais que Belém e SBento desconsideram.

AC

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A N T I G A M E N T E

Para lá do Marão mandam os que lá estão!

A C T U A L M E N T E

Para lá do Marão são poucos e velhos os que ainda lá estão!

AC

quinta-feira, 10 de setembro de 2020




MITRA....e......VELHOS......e.....miséria........
Apeteceu-me titular assim o texto que se segue. 
De propósito. 
E a propósito das muitas enormidades e declaradas ausências de vergonha na cara que por aí se vê. 
Por parte de um lado e de outro das diferentes barricadas.

Como a esmagadora maioria das pessoas, sendo excepções Cavaco Silva, António Costa, João Galamba, José Sócrates, Durão Barroso e várias dezenas de outros do género (mortos e vivos), não sou detentor da verdade absoluta, engano-me por vezes, reconheço erros, procuro ser rigoroso, e tento ser intelectualmente honesto acreditando que o demonstro amiúde.

Começando pela MITRA.
Não me estou aqui a referir ao chapéu de desenho peculiar usado pelos mais altos dignitários da igreja católica em cerimónias religiosas.
Estou a referir-me ao albergue da Mitra, que existiu durante décadas e décadas na zona do Beato, e vinha do tempo da outra senhora. 
Estou a referir-me à instituição que existiu, de combate (??) à mendicidade, e para onde recolhiam vários sem abrigo, pobres, doentes mentais, vadios, tudo gente desgraçada que em grande número deambulava por Lisboa. Não convinha, havia que disfarçar.
Instituição que até há poucos anos era gerida creio que pela segurança social e não há muito passou para a alçada da Misericórdia de Lisboa e que, creio, foi modificada para "apoio social aberto à comunidade", seja lá o que isto for. Recentemente, Santana Lopes escreveu umas linhas onde abordou superficialmente a MITRA e escreveu que quando viu aquilo mandou limpar, comprar coisas novas etc. Imaginem portanto como seria coisa!
Bom, eu sei o que é a MITRA, correção, o que era, mas com rigor, não sei, mas ouvi muito falar de coisas concretas. Um horror, que se manteve décadas.
Eu teria 5 a 6 anos creio, e ouvia nessa altura falar várias vezes sobre isto, em casa dos meus avós maternos. A minha bisavó materna, que ainda conheci e faleceu creio que tinha eu quase 10 anos, morou sempre no Poço do Bispo e, por razões que não interessam agora, sabia bem o que era a MITRA. E falava disso. E contava. Fico por aqui.

Do dicionário,
VELHO - que tem muita idade, antiquado, antigo, muito usado.
IDOSO - que tem muita idade, velho.

Pois salvo melhor opinião, que sempre respeito, a avaliação da saúde de uma sociedade também se deve fazer olhando a como o Estado ou seja os poderes públicos e concretamente a começar nos governos, tratam das crianças e dos idosos.
Que políticas sociais, a questão dos lares, as instituições de saúde, a segurança social, os cuidados médicos e outros em fim de vida.
Não creio que na Europa, Canadá, Austrália, EUA, Nova Zelândia, exista um único país que não tenha algum "sem abrigo”, alguma pobreza.
Mas em Portugal as coisas não estão bem, e o "cancro" vem de muito mas muito antes do 25 de Abril. Só que depois do 25 Abril muita promessa, alguns melhoramentos, mas...................
Ferro Rodrigues há dias parece que desabafou alto e bom som sobre a questão dos lares. O inefável Costa e a inenarrável Godinho não devem ter apreciado. Mas como no passado, ele deve estar-se a c**** para a eventual incomodidade dessas criaturas.

O que são os lares?
Superficialmente, digo eu, deviam ser infra-estruturas onde os idosos ainda bem de saúde mental ou já não, pudessem ser acolhidos acarinhados e acompanhados em todos os planos que não apenas os de saúde. Infra-estruturas e instituições privadas ou associativas, mas todas fiscalizadas pelos executivos.
Mas perguntem ao padre Lino Maia e ao sr Manuel Lemos que estão há décadas a chefiar este tipo de "casas" que eles explicam melhor.

Com a pandemia mais a nu ficou este tema, mais evidente ficou o muito que há décadas se esconde.
Registaram-se as mortes que surpreenderam muitos, registaram-se as cronologias de Reguengos e de outros locais, etc. Agora surgiu o Montepio, e mais haverá..............
Somou-se a isto uma enorme algazarra política e corporativa, a esmagadora maioria sem um pingo de vergonha na cara.
Com a pandemia mais a nu está o panorama em causa. À mostra, escancarada, a vergonha nacional.

Pode escrever-se que existem dois tipos de cemitérios, os dos vivos e os dos mortos. Pode escrever-se o que quiserem. E todos arrotam com as dificuldades do Estado, com o fechar de olhos por parte do Estado.
NÃO, os sucessivos primeiros ministros, de todos os partidos,  os sucessivos governantes de todos os partidos, os sucessivos deputados de todos os partidos, os sucessivos presidentes da República, os sucessivos autarcas, são esses, é essa canalha que não liga há anos a este assunto e agora se espanta com Reguengos ou com o Montepio no Norte.
E não tem havido mais, não há mais, que não é noticiado?
Demitem-se de fazer o que deviam, de cuidar do que deviam, mas nunca se demitem dos poleiros.

Sim há um país clandestino nesta área.
Como já vi escrito e concordo, o ministério da saúde ignora os lares por configurarem uma situação social específica. O da chamada solidariedade e segurança social ignora os lares por representarem uma condição específica da saúde pública.
E, portanto, digo eu, temos pelo país fora lares ilegais/ clandestinos em que alguns de vez em quando são descobertos, lares legais com condições confrangedoras, lares legais com condições razoáveis ou mesmo boas. E temos, portanto, lares numa vivenda pequena onde se amontoam idosos, lares em ruas conhecidas das avenidas em Lisboa com escassos utentes e preços carotes, lares em edifícios de 3 ou 4 andares com perto de 100 idosos, etc. Teremos, provavelmente, mensalidades de 700, de 1000, de 1350, de 1500, de 3500 €.

O que são os lares?
O meu conhecimento nesta matéria advém da experiência de uma prima que teve a irmã num lar aceitável em Lisboa durante 14 anos e onde minha mãe esteve também um ano. Lar que conheço bem.
A minha experiência directa, a 100%, tem portanto uma fita temporal de ano e meio, mas tenho bem presente as dificuldades e as questões vividas por familiares.
Há lares de misericórdias, e etc., não vou maçar com isso. Em muitos casos ligações mais ou menos vincadas à igreja. 
Um lar terá uma direcção. Um lar pode ter uma directora tonta ou uma eficaz que não delega na enfermeira chefe as suas responsabilidades directas.
Deve ter apoio médico dedicado, há normas para isso.
Fornece alimentação, havendo quem a confeciona dentro da casa, e quem a receba de "catering".
Deve ter serviço de limpeza.
Lares há que têm certos entretenimentos semanais, apoio psicológico, educação física/ ginástica apropriada para idosos, ocupação de tempo livres. Muitos não terão nada disso. Alguns terão agregadas umas instalações para cuidados continuados.
Há associações integrando lares que dão apoio na comunidade onde se inserem.

Isto dito, que dificuldades, que problemas?
Não vou continuar a falar dos governos.
Olhe-se a coisa concretas.
Para perceber melhor, atente-se em quem cozinha, à idade e à cor da pele, e à nacionalidade.
Atente-se no pessoal de enfermagem, à idade.
Atente-se no pessoal administrativo.
Que formação?
E quanto lhes pagam?
Como resolvem os problemas logísticos e de manutenção de equipamentos?

Quando um alarve indica que os lares não são do Estado está tudo dito quanto ao estado actual desta área da sociedade.
Quem elabora as normas? As leis? Os enquadramentos legais?
Quem tem o dever da fiscalização?
Quem não preenche quadros de ministérios para controlar as áreas sociais?

A somar a tudo isto temos depois algumas pessoas usando o seu poder funcional, pessoas estúpidas que nem com cartas registadas com aviso de recepção arrepiam caminho.
A somar a isto tudo, temos doutoras da mula russa que nem educação suficiente têm para saber que devem responder a perguntas directas e educadas dos familiares.

Dirão, resta-te a queixa formal. Eu sei, mas tudo isto é desgastante e muitos têm a noção de que existe impunidade, incompetência, e o continuado fechar de olhos.
Mas a publicidade com o presidente da câmara mais a presidente da concelhia e mais a presidenta da distrital do partido a dar loas a certo melhoramento, isso não faltou.
O assunto LARES é um assunto político.
Tem a ver com a falta de atenção de décadas com que os políticos vergonhosamente trataram este sector que abrange milhares de pessoas idosas.

Há muito malandro a ganhar dinheiro, vergonhosamente.
O enquadramento ao nível dos organismos e apoio social parece-me uma vergonha.
O cancro vem de longe, mas o manhoso continua a lavar as mãos, pior que Pilatos.
AC

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A PROPÓSITO do que PARA AÍ VAI
Pela "enésima vez" aqui escrevo que respeito, sempre, as opiniões de outrem, mesmo quando delas discorde, seja muito ou pouco.
Quando ouço certas criaturas do sexo feminino e outras do sexo masculino, interrogo-me muito sobre o que dizem e, sobretudo, se conhecem a sério certas realidades do meu desgraçado País.
Hoje, de tarde, pensei muito nisto.
Sim, a fotografada é a minha perna direita, cruzada sobre a esquerda, a secar numa unidade de solidariedade social. 
Sim a fotografia foi tirada com o meu telemóvel.
Sim, será que o que lhes sai da boca para fora tem alguma coisa séria por trás, alguma realidade da vida?
AC

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

A importância da alta tecnologia
O médico atende o paciente idoso e milionário, que estava a usar um revolucionário aparelho de audição, e pergunta:
- E então, Sr. Almeida, está a gostar do aparelho?
- É muito bom! Respondeu o velhinho.
- E a família gostou?... Gostou ?... Pergunta o médico.
- Não contei a ninguém ainda... Mas já mudei o meu testamento três vezes!
AC

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Ai essa memória!....
Um casal de 80 anos, está a começar a ter problemas de memória.
Eles vão ao médico para ser examinados. O médico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas.
À noite, quando estão os dois a ver televisão, o velhinho levanta-se e a mulher pergunta:
- Onde vais?
- À cozinha - responde ele.
- Não me queres trazer uma taça de gelado? - Pede ela.
- Lógico! - Responde o marido solícito.
- Não achas que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.
- Ah, então! Qual é? Ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!
Então ela acrescenta:
- Então coloca uma bola de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de te esqueceres.
- Eu lembro-me disso, queres uma bola de gelado com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! - pede a velhota 
- Mas lembra-te do que o médico nos disse... escreve isso no caderno!
Irritado, o velhinho exclama:
- Eu já disse que me vou lembrar!!
De seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omelete.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que te ias esquecer? Onde está a torrada?
AC

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

ALMOÇO, SOBRETUDO de REFORMADOS
Foi hoje. Correu razoavelmente bem. 
Fantástico, entre outras coisas, ver um homem muito mais velho, salvo erro 97 ou seja, quase mais 3 décadas que eu, bengala, mas lá ia ele na sua genica própria da idade.
Em contrapartida, se constatar o envelhecimento gradual de quase todos nós é natural, pois os anos voam, uns mais gordos ou mesmo inchados, é doloroso ver a degradação física de alguns.
Muito doloroso.
AC

terça-feira, 14 de novembro de 2017

SÃO UNS VIGARISTAS:  um EXEMPLO CONCRETO 
Uma senhora, actualmente com 92 anos, ficou viúva em 2011.
Foi-lhe fixada pela segurança social uma astronómica pensão de 362, 51 €. Leram bem, 362, 51 €.
Começaram a pagar-lhe em Novembro desse ano.
Como é conhecido, naquele famigerado período da troika, ás tantas passou a receber-se um dos subsídios em duodécimos.
Olhando bem para o documento da segurança social, e começando por exemplo em 2014 pois para trás é tudo igual, verifica-se o seguinte:
> subsídio férias pago em Julho, subsídio de Natal pago em duodécimos ao longo do ano, pensão na mesma, 362, 51€;
> em 2015 esquema exactamente igual, mesma pensão;
> em 2016 o mesmo esquema anterior, verificando-se que a pensão é de 363, 96€;
> em 2017 ligeira alteração; até Julho esquema idêntico, subsídio de férias pago nesse mês, e de Agosto em diante colocaram 8,18€ de atrasados que continuo a não perceber bem a origem; quanto ao duodécimo de subsídio de Natal tem sido pago um "duodécimo" especial, 1/4, pois pagarão metade do subsídio de Natal por inteiro lá mais para a frente. Faço as contas e verifico que a pensão está em 365, 78€, se não me enganei.

O meu ponto aqui é: começou em 2011 com 362, 51€ e tendo levado um chuto "estratosférico" durante o ano de 2017 até Julho tinha 365, 78€ e  agora parece que irá ficar nos 373, 96€ até ao fim do ano, Agosto em diante. 
Mesmo um muito mau aluno de matemática desta geração bem preparada não se engana: 11, 45 € de aumento em seis anos (373,96 - 362,51) ou seja, uma soberba média de aumento anual ou melhor, uns espantosos 1, 9083333 €.  
Palavras para quê. VIRADA a PÁGINA da AUSTERIDADE.
AC