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sexta-feira, 15 de maio de 2026

ABSOLUTAMENTE  DE  ACORDO
. . . . . 
O dinheiro e esforço que a sociedade faz para ter creches para toda a gente não tem qualquer correspondência no esforço que fazemos para toda a gente ter um fim de vida com um mínimo de qualidade.
. . . . . 
(Henrique Pereira dos Santos)

AC

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

REFORMAS.  PENSÕES.
Quando hoje de manhã fui jogar o Euromilhões, como de costume olhei para a banca dos jornais e, mais uma vez, nenhum me convenceu a comprá-lo.

Reparei num título do CM, dizendo que há dinheiro para pagar pensões pelo menos por mais 20 meses.
Não é mau, podia ser pior.

Pelo menos por mais uns meses é possível ir fazendo como este do boneco, comer frugalmente e baratinho, para evitar que o médico pense que os problemas de saúde surgidos ou a surgir sejam derivados de se alambazar com mariscada, carnes e enchidos.
AC

domingo, 16 de outubro de 2022

ENTÃO ??
Há muitas famílias que querem que os idosos tenham um lugar num lar e não há resposta suficiente em Portugal. Por isso, existe alguma complacência na altura de aplicar a lei em situações de lares que não oferecem condições de segurança.” A denúncia é do padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), depois de um lar ilegal em Loulé, com ordem de encerramento desde Abril, ter fechado na segunda-feira na sequência de agressões a idosos. (CM)

Não há um comentáriozinho sobre isto?
Está com receio que o interpretem mal?
ATÃO?

AC

segunda-feira, 11 de abril de 2022

OCASO  da  VIDA

Nenhum de nós, nenhuma família, escapa à inexorável marcha da vida.
Refiro-me a várias coisas.
Refiro-me à inevitável realidade da vida que é, nascermos por vontade de outrem, os nossos pais, vivermos melhor ou pior (milhões, infelizmente, horrivelmente mal), envelhecemos (muitos não chegam a isso), ficamos dependentes, falecemos um dia.

Mais. Há dois aspectos que demonstram bem o subdesenvolvimento ou o desenvolvimento de uma sociedade/ um país, e são: 
- como a sociedade trata e cuida das crianças e dos jovens, 
- e como cuida dos idosos, dependentes e dos deficientes.

Quanto às crianças, hoje apenas uma nota, pois quero focar-me sobretudo no que respeita ao título deste opinativo. 
Fiquei a saber, no decurso de recente assembleia-geral da IPSS onde a minha mãe (97 em Julho) vive, que haverá uma determinação governamental para que em 2025 nenhuma criança (ou melhor, os pais) pague seja o que for nas creches, por todo o país, independentemente do IRS dos pais. Ou seja, mais uma conta que alguém pagará.

Mas, voltando à questão principal que já diversas vezes aqui partilhei, e que hoje de novo quero abordar, há IPSS e IPSS. E há instituições privadas neste âmbito, muitas, várias com capacidades decentes, várias com deficiências face às normas, e muita clandestinidade que, periodicamente, vem à luz do dia, como aconteceu durante as fases mais agudas da pandemia Covid.

Faz parte da vida haver muitas pessoas que nada se preocupam seja com o que for, que só dão valor a certas coisas quando de repente delas precisam, que nunca se interrogam porque acontece isto e aquilo, ou como se suporta/ financia isto e aquilo. É assim, é a triste realidade, apesar da propagandeada sucessão de gerações o mais bem preparadas de sempre.

Comecei a preocupar-me mais com esta faceta da vida (lares, apoio a idosos) sobretudo a partir de 1987. Creio que conheço alguma coisa do assunto.

São colocadas em lares as pessoas idosas com deficiência, as pessoas que não têm familiar que os ampare (conheço dois casos). Também pessoas que se encontram com saúde ainda muito razoável para a idade física e que no seu completamente lúcido discernimento assim o decidem por, após a viuvez, já não terem força física para continuar a viver sozinhas nas suas casas, como aconteceu com a minha mãe (2011-2019).

Por óbvias razões, se de há anos já tinha uma percepção razoável desta área da sociedade, fiquei mais ciente ainda dos problemas envolvidos a partir de 2000 e sobretudo a partir do início de 2019 devido à situação da minha mãe.

Que questões?
Como é a infra-estrutura assistencial, em que estado de conservação se encontra o imóvel, que manutenção vai tendo, que valências tem, capacidade/ quantos utentes alberga, quadro de pessoal (médico, enfermeiros, assistentes operacionais, pessoal de manutenção, pessoal de limpeza), confecção de alimentação "in situ" ou "catering", visitas, saídas, apoio médico, apoio à saúde mental dos utentes, mensalidade a pagar, que subsídio por parte do estado/ governos, etc.

A realidade é que em Portugal ao longo das últimas 4 décadas foram encerradas muitas instituições incluindo unidades para tratamento e acompanhamento de pessoas com débil saúde mental ou mesmo sem ela. Para onde passaram essas pessoas a ser "descarregadas" (sim, é termo violento, mas real) ? Para IPSS e etc.

Que acompanhamento, que inspeções por parte dos governos, quer no âmbito social, quer no âmbito do trabalho e emprego, quer no âmbito saúde? Que meios para isto?

Creio que nem todas as IPSS e outras associações de solidariedade social têm também infra-estruturas para cuidados continuados, mas muitas têm. E nesses cuidados continuados ficam pessoas por algum tempo, outras por muito tempo, outras só de lá saem ao falecer. Quanto custa isto? Já pensaram? Que paga o Estado/ governos?

Todos os governos, de origem PSD ou PS pois são na essência basicamente iguais, os subsídios são sempre por baixo. Se as dificuldades financeiras para as instituições daí resultantes não são rápida e adequadamente equilibradas (nunca são), a algum lado as instituições/ associações vão buscar o diferencial. 
Corta-se na qualidade da alimentação? Corta-se nas limpezas? 
Corta-se no aquecimento? Corta-se na manutenção de equipamentos de aquecimento e outros?  Etc.?

E que pensar de governos que nada fazem quando pantomineiros deixam por exemplo, em 2017, um buraco de 11 milhões numa dada associação? Será porque o dirigente era da clique? Que justiça?

Que genuína preocupação têm tido designadamente os ministérios da saúde e da Solidariedade Social e do Trabalho para com as dificuldades que enfrentam misericórdias e outras instituições de solidariedade social?

Esta área da sociedade é complexa. A manta é sempre curta, mas é pena que muitas pessoas se iludam com propaganda e não cuidem de observar a realidade. 
É preciso interessarmo-nos por tudo, mesmo não tendo momentaneamente interesse directo. 
Nesta área, como em todas da sociedade em que vivemos. 
O interesse da generalidade das pessoas pode medir-se pela assistência a assembleias -gerais das diferentes instituições de solidariedade social. Portugal desenvolvido? POUCO!
António Cabral (AC)


quinta-feira, 10 de março de 2022

Os  MAIS  FRÁGEIS  da SOCIEDADE

Há umas semanas li este artigo. Volto a ele por razões diversas e particularmente por nova situação concreta que conheço muito bem. Li-o agora ainda com mais atenção e mais fico com a sensação da superficialidade com que abordam este complexo tema da sociedade. 
É um tema sobre o qual, por razões da vida, tenho um conhecimento  razoável. 
E falar disto não deve ser baseado em conversa com alguém de uma IPSS há anos instalado na estrutura. Ou mesmo que seja com mais que uma dessas pessoas. É preciso muito mais. 
Este assunto não pode ser encarado com superficialidade. 
A sociedade, todas as sociedades, têm cidadãos com muitas fragilidades, sendo uma parte substancial os idosos.

Isto dito, e se "acuso" de superficialidade o artigo e inerentemente o jornalista e o jornal, também reconheço não ser possível aqui neste modesto blogue escrever um "tratado" sobre o assunto. Mas tentarei aflorar alguns aspectos. Realidades que no artigo não encontro com rigor.

Em todos os assuntos se deve ter por indispensável a procura da verdade, a verdade dos factos, o aprofundar e analisar dificuldades e parâmetros envolvidos, procurar perceber que soluções possíveis para cada problema/ assunto.
No caso concreto dos idosos ou mais politicamente correcto - seniores - para mim isto é ainda mais importante.

Do artigo saliento 9 aspectos que me pareceu que o jornalista queria enfatizar: 
- preço mínimo por vaga/ mês; 
- a construção para atender ao apoio a idosos parece estar a ser atractiva; 
- tão atractivo está este segmento do investimento imobiliário que estão aparentemente a aparecer investidores nacionais e estrangeiros; 
- apesar de alguma construção nos tempos mais próximos, é apontada uma escassez generalizada; 
- as mensalidades a pagar dependem naturalmente da condição física do idoso:
- o artigo aponta 1175€ / mês como mensalidade mínima do sector social e, se percebi bem, 1200€ no sector privado;
- há pressão ao nível da procura de recursos humanos; penso que se pretende referir aos recursos humanos para trabalhar nas instituições;
- o artigo refere que a segurança social via PRR disponibilizará 300 milhões de euros
- o rendimento anual por unidade atingirá 5,75 %, perspectivando-se uma gradual subida do investimento nestes activos imobiliários.

Como disse não é possível aqui abordar com profundidade este complexo assunto. Mas aqui vai alguma coisa.
Para continuação de conversa, porque sei alguma coisa deste assunto? 

Porque conheço razoavelmente experiências e dificuldades várias vividas por mais velhos que a minha idosa (terá 97 em 8JUL) mãe (família afastada, como primos e tios dela), familiares de amigos chegados, mãe do meu genro, mãe de uma cunhada, e o trabalho de investigação que fui fazendo entre 2011 e 2019 já prevendo o futuro. Em 2019, a minha mãe, por sua vontade, e apesar de manter (como mantém) mobilidade usando uma bengala de 4 pontas por precaução, com uma cabeça fantástica, com limitações de visão e audição, quis passar a viver num lar. E assim foi a partir de Maio desse ano. Não foi nada fácil arranjar coisa decente.

O meu pai faleceu em 2011, mas ela quis continuar a viver sozinha na sua casa, para onde regressou logo após o funeral. Foram 8 anos, com o meu apoio semanal para compras, apoio periódico para aspectos de saúde, apoio periódico em fins de semana em minha casa para conviver sobretudo com os netos e bisnetos. 
Sei alguma coisa deste assunto. 

O acompanhamento dos cidadãos mais velhos é uma questão complexa em todas as sociedades, mas particularmente em países como Portugal, onde se finge ser um país rico, onde se vive como se vê cada vez mais, e em que as elites são fraquíssimas e muitas são mesmo reles, mas têm vida e comportamentos de rico.

As infra-estruturas para apoio a idosos são de dois tipos: privados e de âmbito social com forte ligação à segurança social.
A avaliação da saúde de uma sociedade também se deve fazer olhando a como o Estado ou seja, os poderes públicos e concretamente os governos, tratam das crianças e dos idosos.

E o que são os lares?
Superficialmente, digo eu, devem ser infra-estruturas onde os idosos ainda bem de saúde mental ou já não, com mais ou menos limitações, possam ser acolhidos, acarinhados, dando-lhes adequada ocupação física e espiritual, acompanhados em todos os planos que não apenas os de saúde. Infra-estruturas e instituições privadas ou associativas, em que todas, sem excepção, deviam ser anualmente fiscalizadas pelos serviços dos sucessivos executivos.
Pergunte-se a Lino Maia e a Manuel Lemos que estão há décadas a chefiar este tipo de "instituições / estruturas" que eles explicarão melhor o que se tem feito de bom, o que está frágil, o que está mau. 

Foi com a Constituição que surgiu o termo IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). 
As IPSS são instituições ou organizações constituídas por iniciativa exclusivamente privada, sem fins lucrativos, para promover a igualdade e a justiça social, nos planos da segurança social, educação e saúde. A sua atuação enquadra-se no âmbito da economia social, e têm como principal objetivo a solidariedade social, em domínios como a segurança social, educação e saúde.
Fala-se em cooperação com o Estado, mas a realidade é que a Segurança Social contribui decisivamente para as IPSS. 
É absolutamente ridículo ver algumas criaturas afirmar que o Estado não tem lares, que não têm estas infra-estruturas de acolhimento. Naturalmente, fala-se em associações de solidariedade social, como associações de voluntários, como associações mutualistas, eventualmente de fundações neste domínio social. E, desde tempos remotos, existem as Santas Casas de Misericórdia.

Portanto, falamos de apoios a idosos e por essa via a famílias, a proteção na invalidez, a proteção em situação de carências graves, etc.
Neste âmbito e no presente, quando falamos em "
economia social", temos por exemplo as Santas Casas sob o chapéu da União das Misericórdias Portuguesas. 
Mas temos mais, a Confederação Portuguesa de Economia Social (CPES) que designadamente congrega, a União das Misericórdias Portuguesas, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, a União das Mutualidades Portuguesas, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, a Confederação Cooperativa Portuguesa, e a Associação Portuguesa de Mutualidades.

Mas temos também muitas outras coisas. Temos casas, vivendas, prédios pequenos, que estão transformados em lares, com designações diversas. Basta ir à Internet, ou fazer caminhadas em vários locais para descobrir isso (repouso, acolhimento, etc.). E temos pelo interior do país imensos ditos lares em que anualmente vários são fechados mas muitos mais subsistem sendo que as condições deixam algo a desejar.

Com a pandemia muito ficou a nu! Muito do que há décadas se esconde. Alguns, mais violentos, chegaram a escrever existirem dois tipos de cemitérios, os dos mortos e os dos vivos. Adiante.

Por mim, creio continuar a existir alguma clandestinidade neste âmbito. E, portanto, digo eu, temos pelo país fora lares ilegais/ clandestinos em que alguns de vez em quando são descobertos, lares legais com condições deficientes, lares legais com condições razoáveis ou mesmo boas. E temos, portanto, lares numa vivenda pequena onde se amontoam idosos, lares em ruas conhecidas das avenidas em Lisboa com escassos utentes e preços carotes, lares em edifícios de 3 ou 4 andares com perto de 100 idosos, etc. Teremos, provavelmente, mensalidades desde 700 €, algumas de 1000, de 1350, de 1500, de 3500 €. Sim 3500,00€. E fico por aqui quanto a preços.

Olhadas as 9 questões supra apontadas, a questão dos preço fica por aqui. Basta consultar a NET, e depois fazer perguntas em certas zonas para se perceber que quanto a preço há muito que ponderar e não me parece que seja apenas o que o artigo refere. Até porque, depende da condição do carenciado.

Passando às questões imobiliário/ novas construções/ escassez de infra-estruturas, em que o jornalista confessa que está a ser uma coisa atractiva, isto deixa campo a muitas interrogações. Desde logo, que requisitos são impostos pelas autoridades para novas construções destinadas à economia social? Estou a perguntar, pois até coloco a possibilidade de nada se impor e depois as autoridades competentes no âmbito da segurança social inspecionarem as novas unidades. É uma área com pano para mangas, e muitas dúvidas.

Conhecendo muito bem quatro infra-estruturas de acolhimento de idosos/ carenciados, um dos aspectos que mais me tem chamado à atenção é o problema dos recursos humanos por outras palavras, "o recheio" formado pelo conjunto dos profissionais para lidarem diariamente com pessoas em que, na maioria dos casos, têm grande limitações físicas e psíquicas.

Porque, o que é um lar? Local onde vivem seres humanos frágeis.
Um lar tem alguém que o dirige. Pode ter uma directora tonta ou uma eficaz que não delega na enfermeira chefe as suas responsabilidades directas.
Deve ter apoio médico dedicado, e há normas para isso. E enfermeiros.
Fornece alimentação, havendo quem a confecione dentro da casa, e quem a receba de "catering". Deve ter serviço de limpeza. E um que conheço bem tem limpeza diária duas vezes por dia (quartos, corredores, etc. Outro............adiante.

Lares há que têm entretenimentos semanais, apoio psicológico, educação física/ ginástica apropriada para idosos, ocupação de tempo livres. Saídas para os que fisicamente para isso têm condições. Conheço quem tenha até barbeiro e cabeleireira. Muitos não terão nada disso, como por exemplo, certas vivendas ou andares adaptados a lares. Alguns terão agregadas instalações para cuidados continuados.
Há associações integrando lares que dão apoio na comunidade onde se inserem.

E além disto há que considerar mais aspectos de que dou apenas alguns exemplos; o serviço de apoio domiciliário por parte de Santas Casas de Misericórdia e associações diversas, centros de dia (muitos fecharam na pandemia), centros de convívio.

Para perceber ou pelo menos ponderar sobre alguns dos problemas que se colocam no que respeita aos recursos humanos, vale a pena reparar em quem cozinha, à idade e à cor da pele, à nacionalidade. Atente-se no pessoal de enfermagem, à idade. Atente-se no pessoal administrativo. Atente-se à direcção.
Que formaçãoE quanto lhes pagam? E o esforço físico e psicológico de alguns/ algumas, a quem lhes tem que ser dada folga de 4 em 4 dias? 
Como resolvem os problemas logísticos e de manutenção de equipamentos?
E desde as Santas Casas das Misericórdias a todas as outras IPSS, todas têm quadros de pessoal aprovado? E quanto aqueles lares em vivendas e prédios pequenos, que atenção lhes dedica a Segurança Social/ governos?

Vale a pena lembrar que a propriedade física das infra-estruturas não tem por "dono" o Estado. Sim. Mas há normas a elaborar e fazer cumprir, há enquadramentos legais a cumprir, há necessidade de fiscalizações, definição de quadros de pessoal e de competências. Ou não?

O assunto LARES é um assunto político, há aqui uma necessidade de política social séria, e que não pode ficar por loas, propaganda e parangonas.
À boa maneira de uma certa súcia de pessoas, agora com o PRR é que as coisas se vão resolver?

O imobiliário na área da economia social está a atrair muito investimento. Pois é, a tal coisa sem fim lucrativo. Quem controla?

Como disse, assunto complexo, é preciso conhecer e pensar.
Antonio Cabral (AC)

domingo, 14 de novembro de 2021

I D O S O S

GNR sinalizou em Outubro mais de 44 mil idosos a viverem sozinhos ou isolados” (LUSA, 14 DE NOVEMBRO DE 2021)
AC

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

2ª FEIRA,  SUPERMERCADO, e os  CRETINOS

Supermercado, carro cheio, ida para a linha dos prioritários, linha verde, ao lado da primeira linha vermelha dos menos de 65 anos.

Cheguei à linha verde uns segundos depois do homem (energúmeno como se veio a verificar), e ao ouvir "caixa 10" avancei, e logo se ouviu o energúmeno "eu estou à sua frente", só lhe respondi "se não sabe ler e não conhece as regras vá informar-se".

E são as "paletes" deste tipo de gente que não contribuem nada para modificar a sociedade.

Um parvalhão, mas o meu olhar fulminante e o tom de voz devem ter servido para a posterior contenção do energúmeno.

AC

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A PROPÓSITO de INSENSIBILIDADE
Acusam a ministra Ana Godinho, acusam-na de insensibilidade. 
Ao fim de três dias Costa defende-a publicamente e cerra fileiras.
Vários acusadores, desde aqueles ditos de referência (???) a Komentadeiras de Domingo ou artigos longos cheios de certezas, a políticos, políticos que, na esmagadora maioria dos que têm aberto a boca, deviam era estar calados. Responsabilidadezinhas.........
Pelo que fui vendo/ lendo e olhando ao passado recente quanto a lares, e presente a minha experiência com lares desde há 13 anos e particularmente nos últimos 3, creio que haverá da parte da senhora uma certa dose de soberba, alguma de insensibilidade, e outra de grande ignorância.
Perante os ataques à ministra, logo conhecidos defensores dos rosáceos se atiram pateticamente em defesa da dama, e dizem que ela foi é franca. Estou com curiosidade para ver se vem a terreiro um dos mais conhecidos avençados e turbo administrador.

As pessoas decentes, civilizadas, e razoavelmente cultas e atentas à sociedade, sabem perfeitamente que os dirigentes políticos, os titulares de orgãos de soberania, os chefes militares, os grandes empresários, dirigentes em geral, por regra não lêem de fio a pavio relatórios densos, actas longas, leis publicadas em DR, etc. etc.
A norma geral é, lerem extractos de toda a documentação diversa remetida para si directamente ou ao seu gabinete, como não lêem jornais de ponta a ponta mas apenas as súmulas organizadas pelos assessores. E não deve ser de outra forma. Naturalmente, quando as circunstâncias assim aconselhem, os que estão no topo de uma dada hierarquia devem estar muito atentos, ainda mais atentos aquilo que lhes possa respeitar. Manda a competência, o servir e não servir-se.


Como cidadão comum tenho a convicção de que a senhora não vale grande coisa. Para mim, ao dizer que não leu o relatório dá-me o legítimo direito de considerar que, ou não lhe prepararam nada de especial e rigoroso sobre o assunto, ou pura e simplesmente ela nem quis saber da coisa.
Mas Costa diz que ela fez tudo direitinho.
E talvez tenha feito, mas vindo de um dos maiores aldrabões políticos em Portugal reservo-me o direito de colocar um pé atrás. Achei até curioso o sr dizer que os lares não são do Estado. Digo curioso para não ser ordinário.

Se nesta coisa dos lares há vários aspectos a considerar? Claro que sim.
> Chicana política.
> Incompetências várias, que não só do âmbito governamental.
> Cumplicidades várias, lastimáveis, como de costume neste desgraçado País.
> Irritações contra certos Lares? Provavelmente
> Os lares não são do Estado diz grosseiramente o senhor. E responsabilidades pelo que se passa no País?
Ou, por exemplo, lá porque são privadas, instituições e empresas privadas podem fazer tudo o que lhes der na real gana?

Quando se dizem coisas acerca das inspeções (no caso dos lares que é o tema, mas aplica-se o que digo a tudo) na esmagadora maioria dos casos fica-me sempre a sensação de que tentam ludibriar.
Uns a dizer que devem ser feitas muitas mais inspeções.
Outros a dizer que já fizeram imensas.
Mas em regra, quem está no poder argumenta sempre esquecendo ou disfarçando que há poucos para inspecionar. E não aumentam os quadros das instituições diversas que devem inspecionar na sociedade.
E nesta coisa dos lares, quem está por dentro do assunto sabe que este mundo e a questão dos apoios em fim de vida está muito longe de estar como devia. Desde os lares caríssimos, aos mais que irregulares e ilegais.

Insensibilidade da senhora? Também, mas nisto como em quase tudo, há muito mais a considerar. 
E também é acessório e não prioritário além de uma soberba enorme dizer-se que tenho é que trabalhar, e dançar a música de acordo com a pauta definida.
Desgraçado Portugal com gente desta, de um lado e de outro.
AC

sábado, 2 de maio de 2020

SIM,...Estamos Aqui na Alameda...
"Atão", eles também "tiveram" aqui ontem, aos magotes....
AC 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A  PROPÓSITO  DO  COVID-19
Este é o nosso País, na parte Continental, aqui se mostrando os 18 distritos.
Hoje, mais um dia de clausura caseira começada a 19 de Março passado. 
Pelo que se ouve dizer e se vê escrito, e se vê desdizer e corrigir, não nos podemos fiar completamente no que é anunciado pela DGS. Ainda que as palavras do comentador - mor sejam de piamente confiar. Mas eu de "pios" já me fartei.
Uma amiga minha, médica, disse-me que era natural que para o Norte houvesse mais infectados, e venham a dar-se mais óbitos, pois a população é um pouco mais idosa. E muitas pessoas ligadas ás PME do Mondego para cima e com alguma capacidade de exportação viajam constantemente, e as fronteiras demoraram a ser fechadas.
Parece não estar a ser exactamente assim, mas adiante. 
Quanto a muitos daqueles sítios a que também chamam lares é que a coisa não está muito famosa.
Era interessante virem a ser bem identificadas zonas onde existem maiores desconformidades assistenciais, seja por falta de apoios à população envelhecida, seja pelas espeluncas não fiscalizadas.
AC

quarta-feira, 22 de abril de 2020

LARES e ....LARES
Instituições, lares, apoio para idosos.
Quando escrevi o meu desabafo em 21 de Abril sobre as pouca vergonhas que nesta matéria se arrastam desde sempre, estava longe de imaginar que veria no telejornal à hora de almoço hoje que haverá 3500 lares ilegais, e que das centenas que ao longo dos anos são mandados encerrar por óbvia falta de condições mínimas, talvez apenas cerca de 10% encerrem de facto.
Grande País, grandes governantes, sempre com a frase - ninguém fica para trás.
Este é um dos verdadeiros Portugais.
Com ou sem 25 de Abril. Sempre foi, e assim continua.
Propaganda,..... MUITA, realidade,.... OBSCENA.
UMA VERGONHA NACIONAL. Cantem Loas!
AC

terça-feira, 21 de abril de 2020

SOCIEDADE e IDOSOS
Ao tempo da "Troika", depois do descalabro a que o alarve Sócrates conduziu Portugal, uma das coisas mais estúpidas patrocinadas por Passos Coelho foi aquilo que se designou por choque entre gerações. Inqualificável.

Agora, à conta do Covid-19, fica-me a sensação de que sob o subterfúgio da imperiosa necessidade de dar proteção aos grupos de risco, se está mansamente a preparar um quadro terrível de completo isolamento de quem está em lares.
As pessoas mais velhas não são estorvos, não são lixo.
Mas ao longo de décadas assim têm sido tratadas.
Eu explico.
Nesta desgraçada e tão maltratada República, deixaram disseminar por todo o país dezenas senão centenas de coitos a que alguns se atrevem a chamar de lares.
Não é preciso recordar as constantes notícias e denúncias sobre  inúmeras pocilgas sem condições para receber idosos.
Não é preciso recordar as denúncias de maus tratos.
Não é preciso recordar as denúncias sobre várias dessas pocilgas sem nenhumas condições estruturais e sanitárias para albergarem pessoas que precisam de cuidados vários por se aproximarem do fim da vida terrena.
Não é preciso recordar a inexistência de estruturas para fiscalizar e punir se necessário. Não há fiscalização séria, sei do que falo.
Não é preciso recordar as poucas vergonhas que vieram a lume de algumas instituições onde alguns e algumas se foram governando.
Não é preciso recordar nada disto.
A pandemia se encarrega de mostrar o verdadeiro Portugal, nesta área como desgraçadamente em muitas outras.
O verdadeiro Portugal tem responsáveis, não é o Estado, são os sucessivos primeiro-ministros e ministros que nunca trataram de fazer o que tinha de ser feito para que Portugal também nesta área se transformasse numa sociedade decente. Há décadas e décadas.
Agora querem isolar os mais velhos meses e meses?
E as consequências?
Ai é a pandemia.
Tivessem tratado disto a tempo.
Tivessem tratado disto em Fevereiro para que médicos e enfermeiros não tivessem escassez de material de proteção.
Tivessem tratado disto para que os lares fossem testados há pelo menos um mês.
A minha mãe tem 94 anos, não está senil, tem mobilidade, não tem doenças incapacitantes ou graves, e convém lembrar a estes democratas da treta que se governam e pouco governam, TEM DIREITOS CONSTITUCIONAIS. CRP, "ring a Bell"?
Acho aliás muito curioso que um esquerdista como o constitucionalista Jorge Novais tenha timidamente falado em possíveis inconstitucionalidades quanto a algumas das limitações hoje em vigor, e nunca mais foi ouvido. Porque será?
Quem não me respeita e não respeita a minha mãe, como tudo indica os titulares dos orgãos de soberania na sua conhecida e ordinária arrogância se preparam para prosseguir nessa senda, não merecem respeito algum. ZERO.
Lá porque não se tenham apercebido da existência de certas palavras do dicionário como, dignidade, não podem concluir que os mais velhos e muitos outros menos velhos como eu não a tenhamos.
Uns incompetentes arrogantes prenhes de propaganda e pouco mais, mas com ótima visão para o umbigo respectivo.
As consequências vão-se observando.
AC

sábado, 11 de junho de 2016

O SER HUMANO
É um sistema complexo. O cidadão comum, mais humilde, como um que conheço lá na aldeia, diz que "todos temos as nossas coisas".
O que de mais profundo tem o ser humano?
Às vezes, nas pequenas coisas, nos gestos simples do momento, nos ditos que caem com naturalidade mas revelam uma profundidade enorme, ás vezes fico a pensar e perscrutar o que lhe irá na alma.
"Nós não podemos saber que a nossa cabeça está ou não ainda a funcionar bem, são os outros que nos olham escutam e observam que o podem dizer com segurança".
Eu acho notável. Aos 91 anos!
AC

sábado, 5 de abril de 2014

Cabelos Brancos
Lindos. Respeitáveis. Estes são de uma senhora, idosa, de rosto sereno, com um porte espectacular, que todos os dias faz a sua caminhada, com passo calmo, determinado.
Quem me dera que todos os cabelos brancos que para aí andam, fossem merecedores de respeito e admiração. Como eu tenho por esta senhora, que só conheço de vista.
AC