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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Oh CIDADÃO COMUM, e ISTO ?
Os fiscais da Segurança Social estiveram no lar de Reguengos no dia 11 de março, antes do estado de emergência ser declarado e da covid-19 ser um problema para a instituição. Não houve qualquer "inquérito" da Segurança Social como disse António Costa. Apenas um relatório onde foram detetadas pequenas falhas e registado que o lar cumpria os requisitos legais em matéria de recursos humanos. Foi este o documento que Ana Mendes Godinho enviou para o Ministério Público. O tema regressa ao Parlamento esta quarta-feira, com as ministras do Trabalho e da Saúde a explicarem aos deputados o que correu mal naquele lar, cujo surto causou 18 mortes.(do Expresso online) (sublinhados meus)

Partindo da hipótese quase certa do que escreve o Expresso (basta pensar no historial desta cambada política) o que deve o cidadão comum pensar de tudo isto?
Em que conta se deve ter este António Costa e esta Ana Mendes Godinho?
Cambada de malandros, obviamente.
AC

terça-feira, 25 de agosto de 2020

António Costa e as suas verdades (???)
O actual inquilino no palácio de S.Bento atirou-se à ordem dos médicos (OM) com a violência e soberba habituais, sempre para distrair o pessoal do essencial, do âmago das questões. 
É técnica de malabarista intrujão
Foi a propósito da tragédia no Lar em Reguengos.
Antes de continuar, e como certamente muito leitores e amigos terão verificado ao longo do tempo em vários dos meus textos, fiz por diferentes vezes referência a alguma sensibilidade e ligeiro conhecimento que tenho sobre coisas relacionadas com o SNS, médicos, instituições públicas e privadas de saúde.
E desde há 14 anos alguma coisa também sobre lares.
Tudo apenas por força das circunstâncias da vida e das ligações familiares, e do que me foram informando e explicando ao longo dos anos.

O ponto para o sr Costa é que a OM não tem competência para fazer auditorias. Diz ele, não tem que fiscalizar o Estado.
Terá ou não? Não discuto isso, caberá aos juristas analisar o rigor da coisa
É para mim certo que o actual PM é useiro e vezeiro em continuar,  a "disparar" para o ar, a gracejar sem jeito, como desde jovem de microfone na mão, e assim continuou nas últimas  décadas não já de microfone na mão, mas palrando constantemente, ciente de que os que lhe esticam o microfone ouvem e tudo engolem. 
Mas há felizmente quem não engula, infelizmente ainda muito poucos.
A afirmação - não tem que fiscalizar o Estado - é bem elucidativa da incomodidade do assunto para este político, que os seus sequazes e a enorme legião de avençados dos OCS e na máquina do Estado apelidam de muito hábil (???). 
Talvez devessem dizer antes, senhor de uma enorme qualidade que é, a de uma permanente e descarada ausência de vergonha na cara.

A Lei nº11 /2015 de 31 de Agosto tem os estatutos da OM.
Aí se vê que a OM tem âmbito nacional, está estruturada em regiões e sub-regiões.
Nas atribuições da OM está o - contribuir para a defesa da saúde dos cidadãos e dos direitos dos doentes. (nº 1b do Art 3º).
Não é só para tratar das coisas profissionais e corporativas dos médicos, como Costa afirmou.
O estatuto é muito extenso, está pejado de referências a, por exemplo, elaboração de pareceres em âmbito nacional e regional.
Repetindo-me, será no âmbito jurídico que se deve ajuizar se a competência da OM para proceder a auditorias é real e clara ou duvidosa ou, porventura, não terá essa competência.
Mas, por exemplo, no Art 91º - Conselho Nacional para a Auditoria e Qualidade, na sua alínea a) estabelece-se - emitir parecer sobre assuntos relacionados com auditoria e qualidade da saúde.

Em síntese, para mim, embora admita poder estar a ver mal as coisas, estou convencido que,
> António Costa continua a exibir-se um intrujão político,
> A OM pode efectuar diligências / auditorias para avaliar situações como as do Lar em Reguengos, tal como para assuntos graves em hospitais públicos e privados, em clínicas privadas, etc., e exactamente ao abrigo da sua obrigação geral que acima referi  constante dos seus estatutos,
> Da parte do dr Robalo parece ter havido inação e até exercício de abuso de poder, tal como inação da parte do delegado de saúde lá da zona, ainda que argumentado o problema da sua idade,
> Entre alertas para a gravidade de situações no Lar e tomada de decisões decorreu tempo que me parece inaceitável, e nomeadamente também por parte do MSaúde, admitindo eu que o Dr Robalo não terá tocado a rebate em tempo útil junto do ministério,
> Relativamente a médicos sobre os quais o Dr Robalo terá exercido abuso de poder, tenho as minhas dívidas sobre se as suas acções foram todas correctas do ponto de vista administrativo e deontológico, embora me pareça que deva haver mais razão por parte desses médicos que por parte da ARS, delegado de saúde, António Costa e a sua inenarrável ministra.

Aliás, basta ler o Expresso de 22 de Agosto do corrente ano, que relembra todos os passos da entrevista e posterior alteração de postura da parte de Ana Mendes Godinho, bem como as hesitações e o que agora diz António Costa quando confrontado com partes da entrevista de Ana Godinho, para se ficar com a confirmação (se preciso fosse) acerca do carácter e postura do actual PM.

Portugal, mais uma vez, no seu melhor e, claro, faleceram pessoas e Costa não tem nada a ver com isso. 
Pessoalmente claro que não tem, nem a ministra, nem ARS, nem delegado de saúde, etc., mas politicamente têm
Mas Costa continua a fingir que não percebe que tem, tal como sempre, tal como em 2017.
AC

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

TRAGÉDIA, REALIDADE, MENTIRA, DESFAÇATEZ, e a habitual DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA?
No texto abaixo há, de certeza, a vertente tragédia, e a vertente das realidades no terreno.
Depois, houve e continua a haver, obviamente, ou não estivéssemos perante uma cáfila monstruosa que construiu uma teia tenebrosa  pelo país fora, as tentativas de tudo fazer para encobrir várias realidades, como as cumplicidades a diversos níveis, as incompetência, a falta de meios vários neste caso como em muitas mais áreas e sectores da sociedade nacional. A cambada de gestores (???) colocados em função da cor ideológica.
O fantástico é esta canalha continuar a ter a preferência da população, mas isso percebe-se, infelizmente, basta andar pelo País e observar o quotidiano da vida da maioria das pessoas. É só observar com atenção, reparar nos cada vez mais obesos, mais mal vestidos, o que comem em restaurantes, o que compram nos supermercados, como se comportam nas filas, nas estradas, nos passeios, na orla das praias. Percebe-se bem porque continuamos na cauda da Europa. Claro que, Salazar, Trump, Passos Coelho e as coisas do costume é que têm culpa.
António Costa saiu esta terça-feira em defesa da ministra Ana Mendes Godinho, garantindo que o Governo e os serviços da Segurança Social tinham agido a tempo e horas para apurar todas as responsabilidades na gestão do Lar de Reguengos de Monsaraz. Pormenor: o Governo só pediu relatório sobre Reguengos depois da 16ª morte (e 21 dias após o primeiro aviso): Mais: o primeiro aviso formal dos médicos foi feito a 21 de junho, três semanas antes. Outro pormenor: o Ministério Público já estava a investigar o caso mesmo antes de o Governo pedir.
AC

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A PROPÓSITO de INSENSIBILIDADE
Acusam a ministra Ana Godinho, acusam-na de insensibilidade. 
Ao fim de três dias Costa defende-a publicamente e cerra fileiras.
Vários acusadores, desde aqueles ditos de referência (???) a Komentadeiras de Domingo ou artigos longos cheios de certezas, a políticos, políticos que, na esmagadora maioria dos que têm aberto a boca, deviam era estar calados. Responsabilidadezinhas.........
Pelo que fui vendo/ lendo e olhando ao passado recente quanto a lares, e presente a minha experiência com lares desde há 13 anos e particularmente nos últimos 3, creio que haverá da parte da senhora uma certa dose de soberba, alguma de insensibilidade, e outra de grande ignorância.
Perante os ataques à ministra, logo conhecidos defensores dos rosáceos se atiram pateticamente em defesa da dama, e dizem que ela foi é franca. Estou com curiosidade para ver se vem a terreiro um dos mais conhecidos avençados e turbo administrador.

As pessoas decentes, civilizadas, e razoavelmente cultas e atentas à sociedade, sabem perfeitamente que os dirigentes políticos, os titulares de orgãos de soberania, os chefes militares, os grandes empresários, dirigentes em geral, por regra não lêem de fio a pavio relatórios densos, actas longas, leis publicadas em DR, etc. etc.
A norma geral é, lerem extractos de toda a documentação diversa remetida para si directamente ou ao seu gabinete, como não lêem jornais de ponta a ponta mas apenas as súmulas organizadas pelos assessores. E não deve ser de outra forma. Naturalmente, quando as circunstâncias assim aconselhem, os que estão no topo de uma dada hierarquia devem estar muito atentos, ainda mais atentos aquilo que lhes possa respeitar. Manda a competência, o servir e não servir-se.


Como cidadão comum tenho a convicção de que a senhora não vale grande coisa. Para mim, ao dizer que não leu o relatório dá-me o legítimo direito de considerar que, ou não lhe prepararam nada de especial e rigoroso sobre o assunto, ou pura e simplesmente ela nem quis saber da coisa.
Mas Costa diz que ela fez tudo direitinho.
E talvez tenha feito, mas vindo de um dos maiores aldrabões políticos em Portugal reservo-me o direito de colocar um pé atrás. Achei até curioso o sr dizer que os lares não são do Estado. Digo curioso para não ser ordinário.

Se nesta coisa dos lares há vários aspectos a considerar? Claro que sim.
> Chicana política.
> Incompetências várias, que não só do âmbito governamental.
> Cumplicidades várias, lastimáveis, como de costume neste desgraçado País.
> Irritações contra certos Lares? Provavelmente
> Os lares não são do Estado diz grosseiramente o senhor. E responsabilidades pelo que se passa no País?
Ou, por exemplo, lá porque são privadas, instituições e empresas privadas podem fazer tudo o que lhes der na real gana?

Quando se dizem coisas acerca das inspeções (no caso dos lares que é o tema, mas aplica-se o que digo a tudo) na esmagadora maioria dos casos fica-me sempre a sensação de que tentam ludibriar.
Uns a dizer que devem ser feitas muitas mais inspeções.
Outros a dizer que já fizeram imensas.
Mas em regra, quem está no poder argumenta sempre esquecendo ou disfarçando que há poucos para inspecionar. E não aumentam os quadros das instituições diversas que devem inspecionar na sociedade.
E nesta coisa dos lares, quem está por dentro do assunto sabe que este mundo e a questão dos apoios em fim de vida está muito longe de estar como devia. Desde os lares caríssimos, aos mais que irregulares e ilegais.

Insensibilidade da senhora? Também, mas nisto como em quase tudo, há muito mais a considerar. 
E também é acessório e não prioritário além de uma soberba enorme dizer-se que tenho é que trabalhar, e dançar a música de acordo com a pauta definida.
Desgraçado Portugal com gente desta, de um lado e de outro.
AC