Por complicadas realidades da vida, em grande parte dessa 3ª Feira tive de andar para trás e para a frente a tratar de assuntos familiares.Se tivesse tido um dia relativamente calmo ter-me-ia enchido de coragem para gastar tempo a ouvir de manhã a prestação do MAI na comissão, que portanto não ouvi, e tempo à tarde para apreciar os dislates vários a propósito da dita moção de censura ao actual governo.
Da tal de "censura" perdi uma grande parte.
Mas das partes que vi no televisor (lá me martirizei), e do que me apercebi nas gordas nos dias seguintes, não me restam dúvidas de que praticamente tudo foi miserável, de uma confrangedora mas nada surpreendente ausência de categoria intelectual, e condimentada com a alvar e costumeira ausência de educação de muitos dos deputados intervenientes.
Tudo muito abaixo de palhaçada.
O quê?
Ah, estão aqui a sussurrar-me ao ouvido que não é má criação, é praxe parlamentar! . . . . . . POIS!
Não é de admirar que labregos confundam veemência e firmeza com má criação e quase insultos.
Perdão, praxe parlamentar! É nisto em que estamos.
Estamos numa deplorável (opinião pessoal, naturalmente) fase da vida parlamentar (há já vários anos).
Dignidade, educação, clareza de propósitos, verdade, cordialidade, são "coisas" ausentes em muitas daquelas confrangedoras cabecinhas.
Lastimável, deplorável. PIOR que PALHAÇADA.
Como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.
AC
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