Mostrar mensagens com a etiqueta Governo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Governo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de outubro de 2026

 Do World Press Cartoon

Objectivamente, ESTÃO a fazer tudo mas mesmo tudo para engordar este e sicários.

Bom dia, bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Assembleia da República, 3ª Feira, 8 SET
Por complicadas realidades da vida, em grande parte dessa 3ª Feira tive de andar para trás e para a frente a tratar de assuntos familiares.

Se tivesse tido um dia relativamente calmo ter-me-ia enchido de coragem para gastar tempo a ouvir de manhã a prestação do MAI na comissão, que portanto não ouvi, e tempo à tarde para apreciar os dislates vários a propósito da dita moção de censura ao actual governo.

Da tal de "censura" perdi uma grande parte.

Mas das partes que vi no televisor (lá me martirizei), e do que me apercebi nas gordas nos dias seguintes, não me restam dúvidas de que praticamente tudo foi miserável, de uma confrangedora mas nada surpreendente ausência de categoria intelectual, e condimentada com a alvar e costumeira ausência de educação de muitos dos deputados intervenientes.
Tudo muito abaixo de palhaçada.

O quê?

Ah, estão aqui a sussurrar-me ao ouvido que não é má criação, é praxe parlamentar! . . . . . . POIS!

Não é de admirar que labregos confundam veemência e firmeza com má criação e quase insultos. 
Perdão, praxe parlamentar! É nisto em que estamos.

Estamos numa deplorável (opinião pessoal, naturalmente) fase da vida parlamentar (há já vários anos).

Dignidade, educação, clareza de propósitos, verdade, cordialidade, são "coisas" ausentes em muitas daquelas confrangedoras cabecinhas.

Lastimável, deplorável. PIOR que PALHAÇADA.

Como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.

AC 

domingo, 6 de setembro de 2026

REPETINDO-ME

Repito-me, porque continua actual, mas muito também porque me recordei de um dos meus melhores amigos; fez há pouco 2 anos que faleceu. 

E foi sempre um SENHOR!

AC


sii  sempre  gentile  e  umile. . .

ricorda,  signori  si nasce, 

non  si  diventa !

(Totó)

A tradução é um pouco difícil de pôr em português escorreito, sobretudo na parte final, mas o sentido é este: 

"sê sempre gentil e humilde. . . . . . recorda, nasce-se senhor, ninguém se torna (um senhor)". 

Lembrei-me disto depois de continuar a ver certas palhaçadas na Assembleia da República, no governo, na oposição, nos OCS, etc.

E também por isto, sempre me irritaram os presunçosos que se me apresentavam como, embaixador Sicrano, general fulano de tal, doutor  de tal, etc.

Não será certamente a explicação principal mas estou convencido que o pântano lodoso e nauseabundo se deve muito à ausência de senhores na nossa sociedade!

Alguém que explique a criaturas que por aí circulam e nos azucrinam a vida o significado desta coisa da vida que não se adquire por decreto, cargo ou função - ser um senhor!

António Cabral (AC)

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Do Sítio da Presidência
(Sublinhados e comentários da minha responsabilidade)

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde, Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades, boas férias.

António Cabral (AC)


- O Presidente da República promulgou o Decreto da Assembleia da República que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos.

Para o Presidente da República, estamos no domínio de uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres.

Tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação.

A integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão.

O Presidente da República partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos.

E admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias.

Por outro lado, numa sociedade livre, como a nossa, cada pessoa deve poder viver a sua identidade e as suas convicções enquadradas num conjunto de regras comuns que proporcionam uma “vivência conjunta”, conceito este aceite pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
.

👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Já me Ocorreu . . . .

Já me ocorreu este pensamento . . . . 

Qual?

Montenegro estar a seguir técnicas de Trump!

Isto a propósito dos exames, das avaliações, do papel, do digital. E dos professores.

Pelo que foi noticiado esta coisa da digitalização das provas de exame começou em 2018, na era/ paraíso Costa.

Não faço ideia nem me vou maçar com isso, mas presumo que houve uma ideia, muito provavelmente uma boa ideia gerada no governo Costa e Costa, com vista ao futuro e modernidade, e presumo que tenha sido elaborado um programa de implementação.

Até ao final da era/ paraíso Costa desconheço que passos, que consolidação, que caminhos foram prosseguidos/ executados.

Entrou a era Montenegro e desconheço se estava feitos todos os testes para este ano lectivo/ época de exames; aparentemente, terão presumido que estava tudo mais que bem preparado, ou complementaram a preparação. Terá sido isto? Avançaram.

Os resultados práticos não parecem nada bons. Parece aliás que o trágico é o mais provável, com implicações nas inscrições para o ensino superior. Auguro calamidade e este governo estará definitivamente cambaleando. Veremos.

Creio portanto legítimo presumir que, se calhar, o sistema não estava suficiente/ completamente testado, consolidado.

Creio legítimo presumir que todo o sistema e todas as questões logísticas e administrativas inerentes a esta nova era não estavam completamente testadas e aprovadas. E surgiram falhas várias. CAOS.

Mas também creio legítimo presumir que uns quantos professores não quereriam ou não quiseram mesmo colaborar. Baixas em catadupa, dos que ficaram para corrigir exames se calhar alguns trabalharam ao ritmo alentejano, etc.

O que ajudou à hecatombe. Houve de certeza algumas coisas destas.

Agora, é fácil e em tempo provar rapidamente todas as malandrices da malta ligada à FENPROF e CGTP e UGT ou só porque tiveram uma birra, etc?

Que necessidade tinha Montenegro de vir atirar publicamente esta acha para a fogueira, quando o óbvio aconteceria, por todas as TV e jornais atirarem-se ao PM?

Eu creio que isto é mesmo técnica Trump, para colocar muita gente política e dos "me(r)dia" a quase só falar disto, e tentar por outro lado que muitos concidadãos fiquem a espumar de raiva contra "os comunas dum raio" contra "os sacanas dos professores", como dirão muitos.

Pela minha parte não me custa nada acreditar em procedimentos sabotadores da parte de vários.

Mas oh sr ministro, não sabia disto? Não sabe que há décadas a máquina do Estado está prisioneira?

Oh sr ministro, alternativas, planos B, C, D?

Reformas nesta área? 

Porque não pensaram (PM e MEC) nas eventuais razões para o execrável Costa mais o seu inarrável Costa não terem posto a digitalização em prática quando, tudo indica, que foram eles os autores do que me parece uma boa ideia? 

Costa não colocou isso a funcionar porque é certamente complicado, porque ia mexer em coisas do desagrado dos donos do ensino em Portugal, etc, e ele quer estar sempre bem com todos à sua esquerda. Vira páginas se der jeito ao cuidar da sua vidinha, mesmo que para o país as consequências sejam desastrosas.

Agora está aí o CAOS e duvido que consigam sair dele sem ferimentos muito graves.

Aguardemos.

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira, bom início de fim de semana.
Saúde, o Euromilhões da vida. 
Boa sorte, felicidades.

AC

sábado, 4 de julho de 2026

ESCOLHAS,    ESCOLHAS   REVELADORAS
No nosso começo não escolhemos, nem pais, nem local de nascimento, nem cor dos olhos, nem sexo, nem pigmentação da pele, etc.

A nossa vida tem diversas fases e em todas elas temos de fazer escolhas.
Escolhemos de mútuo acordo parceiro para casar (no meu caso parceira, a minha querida mulher).

Antes disso, escolhemos mais ou menos a meio do ensino secundário a área de ensino que queremos prosseguir e daí futura licenciatura, e para esta escolhe-se estabelecimento de ensino público ou privado. 
Ou não se escolhe e vai-se trabalhar.
Com alguma sorte escolhe-se emprego.

Escolhem-se amigos, escolhem-se lugares no comboio, autocarro, avião, no cinema, no pavilhão desportivo.
Escolhe-se restaurante e mesa onde sentar, supermercado, farmácia, pastelaria, papelaria, oficina para reparar carro, loja de electrodomésticos, sapataria, sapateiro, biblioteca, padaria, relojoeiro, lugar da praça, peixeiro, fornecedor de energia, telefones, etc.

Nas férias escolhe-se sair ou ficar em casa, onde ir, onde ficar, o que ver, o que ler, o que gastar, as estradas a percorrer, etc.

Na vida profissional escolhem-se ou não colaboradores, assessores, subordinados, chefias intermédias, etc.
Na vida política o mesmo se passa.

No nosso caso temos políticos que arrotam constantemente postas de pescada quanto à necessidade de transparência na vida pública, no serviço à República, mas depois . . . . . 

Por exemplo, o actual inquilino em Belém batalhou imenso nesta tecla da transparência bem antes de ganhar a eleição e depois tomar posse como Presidente da República.

Quanto a transparência eu gostava que o Presidente da República fosse bem transparente quanto à sua casa militar e casa civil.
Não me refiro ao quadro de pessoal que existe no Palácio de Belém, e em que a esmagadora maioria transita de PR para PR, como os funcionários administrativos, informáticos, jardineiros, condutores, pessoal de segurança, pessoal de manutenção do palácio, etc.

Não, refiro-me ao pessoal que é determinante.

Salvo melhor opinião, tal como sabemos quem são todos os deputados, todos os membros dos governos, e depois podemos perceber melhor certas coisas, devia estar no sítio da Presidência a identificação de quem é o chefe da Casa Civil (parece que finalmente é uma senhora), e quem são os diversos assessores. 

Chefe de protocolo de Estado e secretária geral da Presidência parece manterem-se.
Quanto à Casa Militar devia estar identificado o chefe da Casa Militar (sim já apareceu na TV) e quem são os assessores militares e outros e a sua origem.

E tal como para a Presidência da República, devia estar claro e listado quem integra o Conselho de Estado, e quem integra o Conselho Superior de Defesa Nacional. E não me venham com a treta de que a lei já define a maior parte das personalidades integrantes.

Pode parecer uma chinesice.

Mas, por exemplo, se o assessor económico do Presidente for um conhecido economista que escreva periodicamente em jornais ou comente nas TV, eu posso formar uma opinião sobre o que Belém possa provavelmente vir a defender em termos de políticas económicas, etc.

Por exemplo quem é o assessor para a defesa nacional? Presumo que não se fique pelo general que actualmente chefia a Casa Militar.

Quanto a defesa nacional, e como creio que o PR escolheu por exemplo Nuno Severiano Teixeira para o Conselho de Estado, bom, pela minha parte não tenho ilusões sobre o que por aí virá.
Muito provavelmente virá mais do mesmo das últimas décadas, apesar de certas e muito longas discursatas e, claro, envolvo no linguajar da moda!
Mudam, mudarão a conversa mas o sumo sempre o mesmo.
Só que o mundo é outro.

E o assessor para a comunicação social?
E para a cultura?
E para as relações internacionais?
E para pensar no ordenamento do território?
E . . . . . 
E . . . . .

Bom dia, tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Cuidado com o Sol, apesar de hoje estar muito mais fresco (menos 1º C ?)
Boa sorte, felicidades-

António Cabral (AC)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

PRR: Plano vai ser 100% executado se "não houver anormalidades"
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, defendeu hoje, em Lisboa, que o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser 100% executado se, até ao final do ano, "não houver anormalidades"
.
AC

terça-feira, 12 de maio de 2026

MARINHA, ESCOLA NAVAL, 
o MUNDO ACTUAL 

O nosso mundo está cada vez mais tresloucado.
Não sei se é para não destoar que o actual governo vem fazendo certas coisas que hesito em classificar: estupidez, parvoíce, incompetência, desnorte, falta de visão, burrice?

Não tenho dúvidas que para lá de bacoradas genuinamente da sua lavra também vem praticando parvoíces que são viroses herdadas de governos anteriores.
Sim, não estamos como estamos por causa de um ou dois governos. Estamos como estamos por causa de praticamente todos eles.

Vem isto a propósito da "brilhante ideia" de pagar uns euros e dar carta de condução a jovens que queiram ingressar temporariamente nas Forças Armadas. A genial panaceia desta gente para solucionar efectivos nas Forças Armadas.

E por falar em Forças Armadas para começar estou a lembrar-me por exemplo da Marinha, e estou a lembrar-me da enormidade de água oceânica sobre a qual temos jurisdição e nessa perspectiva olho para o que temos na Marinha e na Força Aérea e o que porventura deveríamos ter para vigiar, fiscalizar, controlar essa imensidão de água e os recursos nela contidos.

E resolvi  olhar à história.

E de uma forma muito superficial, recordar o período mais activo dos descobrimentos Henriquinos.
Nessa época não havia escola própria onde se ministrassem os conhecimentos adequados e necessários para ir para o mar.

Muita gente circulava pelas zonas de Lagos e Sagres e redondezas.
Marujada, cartógrafos, astrónomos, etc., sendo certo que a transmissão de conhecimentos era essencialmente ministrada no mar.

Da história se sabe que a 1 de Fevereiro de 1317, por Carta Régia de D. Dinis, foi criada a Marinha de Guerra de Portugal. 
Foi assim iniciado o caminho para criar uma instituição militar que atendesse ao desenvolvimento inerente às crescentes actividades marítimas.

Nesse documento o genovês Manuel Pessanha é nomeado para o comando da frota real.
Foram-lhe dadas as condições para ele organizar uma armada militarmente eficaz, e a Marinha passou a ser e como gradualmente aconteceu uma instituição com papel determinante desde então.

A decisão de D.Dinis mostrou bem a dinâmica que tinha adquirido o comércio marítimo na vida de Portugal.

Anos mais tarde, depois de muitas conquistas e descobrimentos, em 1779  foi criada em Lisboa a Academia real de Marinha, destinada a preparar os oficiais da Marinha de Guerra bem como da marinha mercante e ainda os então chamados Engenheiros do Exército.

Em 1782 foi criada a Academia Real dos Guarda-Marinhas, para exclusivamente formar os oficiais da Marinha Real. O seus alunos constituíam um corpo militar designado "Companhia Real dos Guarda-Marinhas.

Em 1845 e por decreto de D. Maria II, a Academia Real dos Guarda-Marinhas passou a designar-se por Escola naval.
Em 1936 a Escola Naval passou a funcionar nas instalações no Alfeite onde ainda se mantém.

É por demais evidente que no Alfeite existem óptimas condições para ministrar aulas de condução automóvel.

É isto!
A bem da Nação!

AC

quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

Espantado com o seu gabinete, o ministro da defesa a brincar enquanto pensava em dar cartas de condução a quem quiser ir para as Forças Armadas.

Portugal não está como está por acaso.

AC

Vítor Matos, Jornalista, 4 Maio 2026

Seguro promulga à Marcelo

Bom dia!

António José Seguro deu continuidade a uma prática tornada habitual por Marcelo Rebelo de Sousa, e que outros Presidentes da República usavam de forma mais excecional: a promulgação, este domingo, de leis com reservas, através de uma nota com avisos. Muitas vezes, o significado da luz verde com recomendações era sinal de uma certa má consciência presidencial: o Presidente não concordava lá muito com determinada legislação, ou não a considerava muito bem feita, mas preferia mandar publicar com uma nota pública do que vetá-la politicamente, evitando comprar uma guerra com o Governo. Dando continuidade à frequente prática marcelista em Belém, o Presidente da República promulgou ontem a Lei da Nacionalidade, acompanhada da referida nota de promulgação, referindo que a aprovação de uma legislação desta natureza “deveria também assentar num maior consenso”, para não estar apenas sujeita às “eventuais ‘marcas ideológicas do momento’”.

A promulgação de uma lei que antes tinha sido travada no Tribunal Constitucional é uma opção política deliberada do Presidente que, na nota publicada no site de Belém, justifica o entendimento de que o diploma já estaria limpo de inconstitucionalidades. Não voltar a remeter a legislação para apreciação dos juízes do Palácio Ratton é uma avaliação jurídico-política com significado. António José Seguro explica que a sua decisão de promulgação teve em conta a garantia de que o aumento dos prazos não prejudica as crianças filhas de imigrantes, uma das razões que levou ao chumbo do diploma no Constitucional, sobretudo no que diz respeito ao “acesso à saúde e à educação”.

A nota tem também a sua parte de whishful thinking, plasmada nas recomendações para o futuro: Seguro diz que os processos pendentes de pedidos de nacionalidade não podem ser sejam afetados pela nova legislação, porque as leis não são retroativas, e pede que os imigrantes não sejam afetados pela “morosidade” do Estado. Chama ainda a atenção para a futura regulamentação da lei, o que ainda lhe dá algumas munições políticas, porque tudo aqulo que for feito por decreto lhe terá de passar pelas mãos.

Apesar de não ser uma lei aprovada por parte do hemisfério político que o elegeu (à esquerda), esta promulgação não irá contra o que disse genericamente na campanha, quando afirmava, a este propósito: “Espero que haja bom senso e que todas as discussões sejam feitas nos limites da nossa Constituição e dos valores civilizacionais e humanistas.” Resta saber, se o PS e restante esquerda, que votaram conta a lei, concordam.

Quando Marcelo usava este instrumento com frequência, isso valeu-lhe algumas críticas de constitucionalistas, sobretudo de Vital Moreira, embora outros juristas desta área considerassem a prática legítima: “Um abuso de poder”, chegou a classificar o antigo deputado do PS, no livro «Que Presidente para Portugal?”, publicado antes das últimas presidenciais, mostando-se bastante crítico desta originalidade do consulado marcelista: “Trata-se de uma figura não prevista na Constituição e que, a meu ver, não cabe na filosofia da promulgação presidencial dos atos legislativos”, escreveu o constitucionalista de Coimbra. “O poder legislativo cabe exclusivamente aos órgãos constitucionalmente previstos, que respondem politicamente pelo seu exercício. Ora, as eventuais reservas presidenciais aparecem como uma espécie de ‘declaração de voto’ e de isenção de responsabilidade pelas consequências das leis, como se o PR fosse responsável sem aquelas”, assinalou. A verdade é que, pelo menos nisto, Marcelo Rebelo de Sousa fez escola.
*************************************************
Neste artigo o jornalista do Expresso analisa o Presidente actual na sua competência constitucional de promulgar leis.

Vítor Matos escreve explicitamente que, neste âmbito, Seguro está a seguir a mesma linha de Marcelo. INFELIZMENTE, digo eu. 

Como aqui já referi gostei do discurso de posse e do de 25 de Abril, mas por outros discursos a que irei a seu tempo, já percebi que Seguro é palavroso (em demasia para o meu gosto) e já também comenta os actos legislativos que lhe chegam da Assembleia da República e do Governo.

Com os comentários mostra querer demarcar-se politicamente.
Mas mostra igualmente que não leu com atenção a CRP ou se leu não entendeu.

Nenhuma legislação, vinda da Assembleia da República ou do Governo requer aprovação do Presidente da República.
O Presidente da República não tem que comentar o que lhe chega: promulga ou veta, PONTO. 

Ou comentar é para dar a entender - ai apetecia-me tanto vetar mas . . . . . . . . ai o governo . . . por outro lado ai os ostros . . . 
Os milhões que votaram Seguro vão perceber mais depressa do que imaginável que se enganaram. 

Está o senhor convencido que assim será popular, muito amado? Quer ser amado à Marcelo? Se sim creio que faz mal.

E quer consensos? Legítimo.
Isso é para ser propalado, explicado, não é para fazer comentários ao promulgar actos legislativos. 
Faz-me lembrar que eu também queria ter um Porsche . . . . . não tenho. . . . . . mas tenho pena!

Naturalmente e como sempre, admito poder estar a ver mal as coisas.

António Cabral (AC)

terça-feira, 5 de maio de 2026

Republico texto de 29 de Setembro de 2014.
Com um comentário no fim.

No País com cada vez mais imparidades

Houve primárias. E, vê-se por aí, o grande contentamento de muitos, como já se via nas últimas duas semanas. Agora é que é!
Agora é que é, pois afastado que está, e felizmente digo eu, a gelatina política cor de rosa, agora é que se vai (oxalá) começar a ver a reação dos portugueses, quanto a este novo (????) PS, quanto ao PSD, e quanto aos outros partidos, existentes, e os que se perfilam como novos salvadores do nosso sistema.
Não sou militante partidário, nem simpatizante rosa. Nem, aliás, de outras cores. Defendo simplesmente, como tenho procurado fazer ao longo da vida, que somos todos da mesma massa, devemos ser todos iguais perante a lei e oportunidades na vida, mas não somos todos iguais, não somos todos da mesma forma.

Não gostava de ter em Portugal mais maiorias absolutas de um só partido. Gostava de ter no meu desgraçado País, pactos de regime, duradouros e consistentes, qualquer coisa do mesmo género como se fez em Espanha anos atrás.

Mas as coisas são como são, e não como se ansiava fossem. E por mim falo. Aflige-me os argumentos ouvidos, quer de "comentadeiras", quer de vários dos que foram votar nestas primárias. Respeito, mas aflige-me muito. Há quem dê palmas entusiásticas porque a campanha mobilizou muita gente. Recordo todos os anteriores entusiasmos da nossa história, e fico esclarecido. Ah,.....a campanha teve confrontos, ....pois! Houve política........pois!

Na minha opinião, creio que se continua a confundir a falta de educação e a gritaria com nobre combate político. O que vejo e vi, será tudo menos nobre. Argumentos, ideias, definição clara de rumo? Sei que vejo pouca televisão, deve ter sido por isso.

Identifiquei com facilidade o falso tímido, a falsa vítima. Igualmente o arrogante, que passa por ter boa imagem. Parece que muitas "comentadeiras" anseiam por combate em cima do escudo do "Obelix", Costa - Rio. Tudo isto é para mim cada vez mais curioso. Pacto de regime entre esses dois profissionais da política?
Basta ver o que cada um fez ou não fez na autarquia respectiva, o que um esbanja e o outro se controla, o que um se borrifa para os buracos e as limpezas e outras coisas mundanas, e o outro menos, o que um tanto cuidado tem com os OCS e as listas para dar contínuos croquetes ao "pessoal" apoiante (sempre se poupa numas refeições), para manter em mim a convicção de a que a coisa não será fácil.

Além do mais, se alguma "gelatina" parece afastada, vejo por trás do novo líder PS, muita tralha gelatinosa do pós Cavaquismo, muita tralha dos apartamentos grátis por essa Europa fora.
O que verifico na vida nacional, de há décadas, é a criação de "ONGUES", de negociatas envolvendo figurões de todas as cores partidárias, fundações, a duvidosa acutilância do Ministério Público perante os diferentes "casos" no pós 25 de Abril.

Além do mais, adoro ouvir os da voz grossa que se ofendem com sugestões decorrentes do que está na CRP (mínimo de 180 deputados). Claro que Costa defenderá com unhas e dentes a manutenção da podridão actual. Ele e muitos, em todos os partidos. Como se não fosse possível arranjar uma forma de, acontecesse o que acontecesse, os pequenos partidos terem sempre uma voz na AR, reduzida em número, mas estar lá. Como devem estar, mas haja algum juízo de democrático e não transformem 8 em 80.

Os argumentos, os meus incluídos, podem sempre ficar pouco explicados, mas o que me confrange é esquecer-se muitas vezes o que está para trás. Tento sempre evitar esse pecadilho, mas por vezes falho. Isto a propósito do que a UGT faz, fez ou pode fazer na concertarão social. Fez acordo com o actual governo? Então, e nos governos PS, não fez? Santa paciência. Como se não se soubesse que a influência PS na UGT é maior que PSD. Ou estou mais uma vez enganado?

Costa melhor que Seguro. É bem provável. Pelo menos não parece gelatina. Mas, "we will see". Aguardemos pelas fidelidades, pelo peso e força das várias tralhas que o catapultaram.
Quero ver, muito, a reação do PCP e do PSD.

Os tempos nunca estiveram para brincadeiras, mas em Portugal muito se tem brincado. A mobilização das pessoas é um tema que me entusiasma. Mas angustia-me a inconsistência.
E tantos acreditam em milagres. Desculparão, eu não.

.........é que pintassilgos, não são pardais!

António Cabral (AC)
****************************************

Como bem conhecido, tivemos em 2014 as primárias no PS de que resultou a mudança de chefia nesse partido; António Costa enxotou Seguro, que se retirou das lides políticas activas.

Como se sabe, tivemos a geringonça, depois António Costa sem geringonça e depois saltou a telenovela Influencer.

Como se sabe António José Seguro ganhou a Presidência da República. 
Já António Costa e como sempre fez ao longo da vida tratou da vidinha e aproveitou bem a conjugação dos astros!

Salvo melhor em Portugal continua-se a brincar com quase tudo.
Salvo melhor opinião caminhamos orgulhosos do pantanal para o precipício. 
Continuamos com "tralha" em todos os partidos.

Estão convencidos que agora com Seguro em Belém é que vai?
Palavroso está, a seguir manias e erros de Marcelo idem.

Gostava de estar enganado.

AC

quarta-feira, 29 de abril de 2026

GREVE

Para variar, um dos meus netos (8 anos, 2º ano) amanhã não tem aulas.

Excepcionalmente não é colada a uma 6ª Feira ou a uma 2ª Feira, para terem um fim de semana mais catita . . . . . . 

Espera . . . . sim de facto amanhã é 5ª Feira mas . . . . . 

Ah, já percebi, não me estava a lembrar que 6ª Feira é feriado.

OK.

Continuem assim . . . . . Portugal do futuro agradece!

Deplorável, lamentável, que gentalha. 

Sim, as questões laborais têm muito que se lhe diga, não tenho dúvida que por exemplo o caso do projecto de nova lei laboral tem muito provavelmente vários contornos lastimáveis, inaceitáveis etc.

Do que li até hoje e certamente por deficiência da minha parte, ainda não consegui perceber com clareza (do governo e das centrais sindicais) quais são os aspectos concretos na legislação ainda em vigor que provocam por exemplo, o mau desempenho da nossa economia, a sempre evidenciada falta de produtividade, etc.

Mas façam o protesto sem o colar a um fim de semana. 

Pensem nos miúdos, pensem no que estão a fazer às crianças que são  os futuros adultos. 

O meu neto fica aborrecidíssimo sem as aulas, já não é a primeira vez que me diz - "oh avô, é outra vez sem aulas." Provavelmente não se vai esquecer disso. Aguardemos.

Mas, independentemente de CGTP e UGT terem quase certamente razão em algumas matérias, fica-me sempre muito a sensação de que gostam sobretudo é de falar e berrar para os da sua cor! Poderei estar a ser injusto, mas muitas vezes esta é uma sensação legítima.

AC

Transcrevo de novo um interessante (opinião pessoal naturalmente) artigo de opinião de que há mais de um ano tomei conhecimento, da autoria de um Coronel reformado do nosso Exército, David Martelo. 

Tenho-o sempre presente para, em função das características enunciadas pelo autor para ponderar o que sensibilizaria os portugueses face a Gouveia e Melo (sondagens), nos tempos actuais me servir de guia para ponderar os resultados das actuais sondagens que, teoricamente, são indicador da acção dos actuais titulares de órgãos de soberania .

António Cabral (AC) (sublinhados e comentários da minha responsabilidade)

DO CAMINHO MARÍTIMO PARA BELÉM

Assim, em vez dos políticos de profissão, (a República) passará a governar pelo Exército, que é, de espírito, o contrário deles...
FERNANDO PESSOA, Da República
, p. 243.

Apesar de ainda estarmos a pouco mais de um ano das próximas eleições para a Presidência da República, a recente passagem à reserva do almirante Gouveia e Melo e a elevada probabilidade de vir a ser um dos candidatos à suprema magistratura da Nação desencadearam um animado debate sobre a possibilidade de, passados cerca de quatro décadas sobre o final da presidência do general Ramalho Eanes, voltar a perfilar-se uma candidatura de um militar.

Ramalho Eanes – que, apesar da sua atribulada presidência, deixou uma recordação positiva na sociedade portuguesa – vinha sendo visto como um caso excepcional, decorrente do ambiente revolucionário que se vivera entre 1974 e 1976, na transição da ditadura para a democracia. Pela lógica dos costumes políticos europeus, seria expectável que uma candidatura de militar (fora da actividade de serviço) não voltasse a concretizar-se.

Dentro desta benevolente convicção, o caso da possível candidatura do almirante Gouveia e Melo veio abalar alguns espíritos detentores de postos de comentário político, alguns dos quais se precipitaram em alarmantes juízos, com notória escassez de cultura política e capacidade de análise relativamente ao momento actual do mundo em que vivemos.

Provavelmente, o factor mais desestabilizador desses bem-intencionados espíritos tem residido nos resultados das sondagens até agora publicadas, as quais insistem, umas atrás das outras, na colocação do almirante num primeiro lugar, bem destacado dos outros potenciais concorrentes.

É sobre esta assinalável preferência dos portugueses que pretendo adiantar algumas das reflexões que me ocorreram, reflexões essas cujos contornos não tenho vislumbrado nos numerosos textos que até agora me foram dados ler.

Assim, importa formular esta pergunta: que característica, ou características, identificaram os portugueses no almirante Gouveia e Melo para se disponibilizarem a levá-lo até Belém?

Em teoria, essa preferência poderia resultar de um ou mais dos seguintes atributos:

  1. Da sua notoriedade pessoal

  2. Das suas ideias políticas

  3. Da sua não-ligação a partidos políticos

  4. Da recordação de outros militares em cargos políticos, em democracia

  5. Da preparação para liderar, própria dos militares de carreira

Como é amplamente sabido, a notoriedade pessoal do almirante Gouveia e Melo no meio civil foi conquistada pela forma eficaz como reorganizou o sistema de vacinação, aquando da pandemia de Covid-19. Foi um feito importante e com grande impacto mediático, pelo que admito que tenha algum peso na preferência que lhe é dedicada.

Das suas ideias políticas pouco sabemos. Sendo, até há poucos dias, militar no activo, estava-lhe vedada a actividade política. Este aspecto, tem sido exageradamente mencionado pelos comentadores assustados por este fenómeno, como se para ser eleito não tivesse que haver, previamente, uma campanha justamente adequada a esclarecer as dúvidas sobre a provável acção dos candidatos no caso de serem eleitos. De qualquer modo, fica claro que, dado o natural silêncio do almirante, não é no campo das ideias políticas que se deve buscar a explicação para o seu relevante sucesso nas sondagens até agora publicadas.

A sua não-ligação aos partidos políticos também não parece explicar grande coisa. Já tivemos várias eleições presidenciais a que concorreram figuras independentes dos partidos – Fernando Nobre (2011) e Sampaio da Nóvoa (2016) – e não lograram destacar-se das figuras com antecedentes partidários.

Poderia ter algum fundamento na preferência a recordação do desempenho de outros militares em cargos políticos, em democracia, nos quais a história nos recorda Winston Churchill, Charles de Gaulle ou Dwight Eisenhower, grandes figuras do século XX, todos eles formados nas Academias Militares dos respectivos países. Assim como Ramalho Eanes. 

Mas, exceptuando este, ainda vivo, não vejo que as restantes figuras pudessem influenciar tantos portugueses. É preciso reconhecer que poucos deles saberão quem foram aquelas ilustres personagens. Mas cabe aqui recordar o que, em 1932, o futuro presidente da República Francesa, Charles de Gaulle, publicou, numa interessante obra de conteúdo ético-militar, na qual, a certo ponto, afirmava:

O político e o militar levam (...) para os empreendimentos comuns caracteres, procedimentos e preocupações diferentes. Aquele atinge os objectivos por caminhos abrigados; este chega a eles em linha recta. Um, que vê à distância de modo enevoado, julga as realidades complexas e dedica-se a apreendê-las pela astúcia e pelo cálculo; o outro, que vê com clareza, mas para o imediato, acha-as simples e acredita que se podem vencer desde que se esteja decidido a tal. Perante um acontecimento grave o primeiro pensa no que os outros irão dizer, enquanto o segundo consulta os princípios (1)

Ficou para o fim a preferência por quem provém de uma carreira que confere preparação para liderar, função para a qual se não exige uma forte inclinação para comentar publicamente tudo o que se passa no país e no mundo. 

E, se estas características são importantes em tempo de paz, é sensato deduzir que aumentam muito de valor quando sinais inquietantes de guerra se perfilam no horizonte e o ocupante do cargo é, por inerência, o comandante supremo das Forças Armadas.

David Martelo – 16 de Janeiro de 2025

(1) Le Fil de l’épée, Librairie Plon, Paris, 1932, p. 167. 2


Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida, boa sorte.
AC

sábado, 25 de abril de 2026

ORA  BEM . . . . 
Governo vai garantir isenção de impostos nas indemnizações às vítimas de abusos na Igreja Católica.

Ora bem, aqui está uma medida de aplaudir.
Até comprova que ninguém faz tudo bem ou faz tudo mal.

Neste caso, deste governo, uma coisa bem feita!

AC

25 ABRIL 1974 - MUSEU

Não sei a data e/ ou momento em que nasceu a ideia de construir um Museu que registasse para memória futura esta inesquecível data que mudou a história de Portugal, que mudou para bem melhor a sociedade portuguesa.

Do que tenho lido, e não sei nem me interessa saber de quem partiu a ideia, parece ter havido uma pré decisão de localizar o futuro Museu no Terreiro do Paço e concretamente nas instalações que estão actualmente ocupadas pelo ministério da administração interna (MAI).

Por razões eventualmente pertinentes, o governo terá manifestado a impossibilidade de retirar o MAI das actuais instalações, pelo que não haverá ali Museu.

Pessoalmente não se me colocam os pelos eriçados por esta decisão recente do governo.

Mas já fico irritadíssimo com outras coisas.

Um governo (este, como os anteriores de esquerda, pródigos em coisas similares) que esbanja dinheiro para a Ucrânia, que esbanja dinheiro para apoios diversos mais que discutíveis em países diversos como recentemente noticiado pelo sr Rangel, NÃO TEM DINHEIRO PARA MANDAR CONSTRUIR UM MUSEU DO 25 DE ABRIL?

NÃO TEM DINHEIRO PARA ADAPTAR ADEQUADAMENTE UM QUALQUER PALÁCIO OU EDIFÍCIO DO ESTADO MAIS OU MENOS AO ABANDONO COMO ESTÃO QUASE TODOS?

CAMBADA DE MALANDROS, ESTES E OS ANTERIORES IDOLATRADOS PELA ESQUERDA MAS QUE TAMBÉM NADA FIZERAM.

A propósito, é recordar as acções de Soares (PM e depois PR) e sucessores para com os militares.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Pois é Sr PRESIDENTE da REPÚBLICA
Está a começar a sentir-se entalado?

Dá-me a sensação que sim.
Dá-me a sensação que já anda pelos corredores do Palácio a dizer baixinho - caraças . . . . como é que vou sair disto?

Pois, já reparou que o Pedrinho regressou ao Parlamento?
Se calhar o pai não o quer lá na gestão das fábricas!
Ou se calhar ele regressa para não perder o mandato e poder comandar a orla esquerdista do PS. Ou as duas coisas!

Já reparou não já, que muito do que disse na campanha eleitoral mas sobretudo no discurso de vitória o amarra agora completamente, não é?

Vai descobrir que não vai poder agradar a toda a gente. Ah, e não se esqueça, muitos dos que votaram em si não foi por amores a si. 
Se calhar a maioria!

Claro que o senhor declarou-se independente, designadamente do seu partido, mas no seu partido, como aliás no PSD, quando têm em Belém alguém estruturalmente da cor entendem que o PR tem de proteger o partido. É uma das tristes e deploráveis realidades da política nacional.

O senhor disse que vetava a lei laboral.
Agora está à rasca, e vai tentar convencer os parceiros sociais designadamente a CGTP, a UGT e os patronatos de que devem fazer as pazes para o poupar ( a si ) a ter de vetar a lei para não começar tão cedo a contradizer-se.

Mas olhe, sr Presidente, não se vai safar.

Primeiro porque no patronato há decentes e há uns quantos que quanto mais esmifrarem os trabalhadores mais contentinhos ficam.Uns cretinos (opinião pessoal naturalmente) que continuam a não perceber o mundo actual.

Depois, a lei laboral (não sou entendido na matéria mas arrisco dizer) é capaz de conter normas muito provavelmente parvas e nada ajudando à tão necessária produtividade laboral.

Depois ainda, mesmo que a lei fosse bem razoável tendo presente o momento nacional e do mundo, a CGTP nunca aceitará porque simplesmente vem do governo, porque o governo não tem ministros do PCP. 
E lembre-se senhor Presidente, o chefão da CGTP é membro do comité central do PCP. Um detalhe.

Acresce que a UGT, muito dominada pelo PS, está sobretudo dominada pela esquerdalhada do PS e o actual líder até outro dia levou a discussão interna uma proposta governamental que não tinha as últimas alterações aprovadas/ acordadas. Diz bem do que é a criatura.

Portanto senhor Presidente, vai ter que não vetar e aí cai-lhe em cima a esquerdalhada incluindo os esquerdos caviar que conhecem os bons restaurantes e whiskies e hotéis e se gabam de não ter cartão de militante PS, ou veta e eles aplaudem desvairadamente e o governo fica lixado consigo.

Num caso ou noutro, como de costume, quem se lixa é o português comum, Portugal, porque Vexa e as elites de todos os partidos continuam bem na vida.

O costume, portanto. Portugal está como está por razões concretas!

AC

sábado, 11 de abril de 2026

LÊ-SE POR AÍ que o Governo quer: 
reduzir penas criminais a quem ocultar contratos à S. Social

Leio que - a criminalização atualmente em vigor existe desde 1 de Maio de 2023, desde que entregou em vigor a Agenda do Trabalho Digno, lançada pelo último Governo de António Costa.

Leio que o Governo actual - quer reduzir as penas a aplicar aos empregadores que omitam a contratação de trabalhadores à Segurança Social, acabando com a condenação de prisão e propondo que a multa máxima baixe de 180 mil euros para 40 mil.

Leio que a intenção do governo - faz parte de uma nova versão da proposta de alteração à legislação laboral entregue em Março à UGT e às quatro confederações empresariais antes da última ronda de reuniões realizada na última segunda-feira, 6 de Abril.

Admito estar a ver mal tudo isto mas mal que pergunte: este enorme planeado desagravamento de penas não é um grande incentivo a uma ainda maior pouca vergonha por parte de empregadores? 

Enfim, venha a CGTP, venha a UGT, venha este governo, venham as oposições, Portugal continua a ser desgraçado.

AC

quarta-feira, 4 de março de 2026

CRP - Art. 133º - Competência quanto a outros órgãos
i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar.

Na despedida, Marcelo Rebelo de Sousa vai presidir ao Conselho de Ministros.
Porque o Primeiro-Ministro convidou o Presidente da República para presidir à reunião do Governo a 5 de Março, quatro dias antes de Marcelo deixar Belém. E como já foi noticiado serão discutidos assuntos importantíssimos.

Esta "cena" repete-se periodicamente, tem-se repetido, para dar "vento" à norma constitucional supra.

Eu não sou constitucionalista mas em termos práticos isto não passa de uma palhaçada institucional para mostrar ao povão o respeito pela CRP, e para mostrar ao povão - ai que bem que eles se entendem!
Não era preciso, pois todos os concidadãos há muito que se aperceberam disso!

A voz autorizada de Vital Moreira e Gomes Canotilho escreveram/lembraram em devido tempo - ". . . não obstante a latitude dos poderes institucionais, a função presidencial caracteriza-se no regime constitucional português pela atribuição de poderes relativamente modestos no que respeita à função de direcção política ou de governo . . . . . "  e  

". . . a ausência de poderes autónomos de intervenção governamental diferencia o sistema português de outros sistemas políticos de padrão semipresidencialista, como é o caso da França e Finlândia".

Qualquer concidadão comum facilmente se interroga: 
- atenta a separação de poderes e as competências estabelecidas na CRP para AR e para o governo, para quê esta norma i) quando é claro que o Presidente da República não tem funções autónomas de direcção ou superintendência no governo e, portanto, entre PR e governo não existe dependência funcional ?

Enfim!

Tal como na despedida às Forças Armadas em Braga (porquê em Braga?) onde lhe devem ter oferecido como prenda espadas ou coisa do género, no dia 5 de Março próximo qual vai ser a prenda que o governo lhe ofertará?

Por mim dava-lhe um microfone!

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde e boa sorte.

AC

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

RENAULT CLIO,  MAI,  e  o  COSTUME

1. Tive um Renault Clio. Há muitos anos. Do primeiro modelo que apareceu em Portugal. Creio que foi em 1981.

Tive o primeiro que foi vendido na cidade onde vivo. Calhou ser assim, estavam dois na loja da Renault e nós íamos comprar o já bem usado Renault 5 do meu sogro, já muito doente, e por isso o carro estava na garagem há vários meses.

A "operação" era vendermos o nosso saudoso Renault 4, que vendemos, e entregávamos o dinheiro á minha sogra, e passávamos a andar com o 5. 

Eis que o meu sogro, bastante doente coitado, ficou angustiado ao saber que o 5 ia sair da garagem e passar a ser nosso, e em termos práticos ficava sem carro, ainda que nunca mais pudesse guiar como acontecia há meses.

Moral da história: um dia à tarde ficámos sem o 4 e à hora do jantar deparámos com a angústia do meu estimado e doente sogro ou seja, ficámos sem carro!

Aflitos fomos na manhã seguinte e bem cedo à Renault, e ao vendedor que era nosso conhecido explicámos o imbróglio de estarmos inesperadamente sem carro.

Ele lá arranjou as coisas. Depois de uns telefonemas conseguiu que de  outra loja Renault lhe enviassem outro Clio, e assim nós pudemos levantar logo nesse dia o Clio Verde escuro sem que a pessoa a quem estava prometido ficasse defraudada pois na manhã seguinte veio outro.

Perguntarão, mas o que é que o Clio de há décadas tem a ver com o MAI (Ministro da Administração Interna) ?

2. Eu explico um certo paralelismo que fiz/ faço.
Um paralelismo no âmbito das reações à nomeação de Luís Neves para MAI e publicamente conhecidas. 
Muito provavelmente desconheço ou não me apercebi de algumas.

Luís Neves, MAI, remete directamente para GNR, PSP, Protecção Civil, Bombeiros, e orgãos de comunicação social.
E remete ainda para os sindicatos e associações da GNR e da PSP que são vários, e remete para o ex-ASAE actual "patrão" dos bombeiros.

A síntese mais espremida de tudo o que me apercebi diz-me que, da parte dos sindicados e associações (ou pelo menos alguns) da GNR e PSP avançaram com a formulação - nomeação ATÍ
PICA - e referências a algumas reservas mas também um singelo optimismo.

Há quem aponte a Luís Neves ausência de força política. 

Apercebi-me que houve uma referência bastante crítica por parte de Fernando Negrão, homem do PSD de Setúbal, que agora não é deputado (o que o aborreceu?), antigo diretor-geral da PJ, e que também já foi ministro da Justiça do PSD.
Afirmou que o PM teima em escolhas esdrúxulas para o MAI.
Eu, como sou mauzinho, vejo nas críticas de Negrão recordações que terá de outros tempos. Será?

Haverá quem questione a passagem de um "polícia" para MAI, coisa que, defenderão alguns, não é próprio de uma democracia madura, consolidada.

O ex-director nacional da PJ é um homem licenciado em direito, com grande experiência profissional (desde 1995), conhece prioridades estratégicas, investigações sensíveis, tensões e guerras em vários departamento da pesada máquina do Estado, conhece certamente muitos podres de muita gente, sobretudo muitos dos que há anos andam na política ou seja, à mesa do OE.

Adicionalmente há certamente quem avance com a teoria de que o PM com esta escolha quis ver se conseguia travar a nova investigação sobre a sua casa. 

Haverá quem se interrogue porque aceitou Luís Neves ser nomeado (amanhã de manhã) MAI.

Haverá quem afirme que esta nomeação é mais uma confirmação de que a democracia está doente.

Haverá quem afiance que Montenegro fez uma escolha genial.

Haverá quem defenda que uma das razões porque o PM escolheu Luís Neves para MAI é que o ex-homem forte da PJ sabe gerir  informação, tem excelente relacionamento com muitos jornalistas.
De certeza que não vai dizer - estou a aprender!
Adicionalmente, porque Luís Neves tem profundos conhecimentos de muitos processos.

3. Deixando agora o campo das opiniões que de momento conheço sobre a nomeação que se concretizará às 1000 horas de 23 de Fevereiro, passo a uma meia dúzia de aspectos que me parecem relevantes.

Luís Neves conhece certamente razoavelmente bem várias questões no âmbito da segurança interna.
Tem certamente noção das questões salariais quer na PSP, GNR, Bombeiros.
Poderá não estar dentro dos vários temas e imbróglios da protecção civil mas é capaz de ter uma percepção global dos problemas mais agudos.
Por outro lado, se parece certo que sempre se movimentou bem no mundo da informação e da comunicação social, presumo que estará bem ciente de que o cargo que aceitou tem nesses domínios um dos seus grandes espinhos.
Em síntese, por mim, é uma escolha/ nomeação curiosa. 
Demonstra que nenhum político esteve disponível.
Aguardemos.

4. Mas, oh senhor António Cabral (não é - oh shor António), espere lá, não se vá embora.
Atão, o que é que tudo isto tem a ver com a história da sua mini-telenovela com o Clio que conseguiu "in extremis" comprar nos anos 80 do século passado??

Tem razão, peço que me perdoe, ia esquecendo.
Com o Clio que apareceu pela primeira vez em Portugal há muitas décadas (e não tem nada a ver com o Clio que hoje anda por aí)  houve até uns "outdoor" a anunciar a vinda do carro, sem o mencionar, e salvo erro era uma boneco gordo encarnado, mais ou menos do tipo do boneco da Michelin.

Portanto, fiquei com o Clio novo, a gasolina. Um carro utilitário, banalíssimo ainda que novo, dava para levar os dois miúdos, era engraçado, andava, não lhe chovia dentro, não gastava muito. Era obviamente um carro de classe média baixota, o que sempre mais ou menos fui.

Mas nas revistas dos automóveis, já não me lembro em qual, nas críticas menos simpáticas, poucas, uma das referências era que os espelhos retrovisores eram muito pequenos!

É um bocado isto, um certo paralelismo com o meu Clio de 80, que me ocorreu quando li observações de vários à nomeação de Luís Neves para MAI.

Não faço ideia se vai ter um desempenho, bom, razoável, médio ou mau. Mas vários dizem como aconteceu com o Clio de então, tem espelhos retrovisores pequeninos!

Como digo, aguardemos.

António Cabral (AC)