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sábado, 6 de junho de 2026

GREVE,  DIREITO  CONSTITUCIONAL

Sim, a greve é um direito constitucionalmente protegido.

E assim deve permanecer.

O que não deve permanecer é a pouca vergonha, a desfaçatez e impunidade de associações sindicais e de vários sindicatos.

Marcaram greve geral para 3 de Junho, uma 4ª Feira. Apenas por uma infeliz distração, a CGTP (UGT não aderiu formalmente à greve geral) não tinha reparado que 4 de Junho era feriado. 

Como também, por exemplo em Setúbal, os professores do ensino primário não tinham reparado que o plenário marcado para 2 de Junho, 3ª feira (não ás aulas) era exactamente antes da greve geral.

E os funcionários das escolas não repararam também que a greve convocada para hoje 5 de Junho, 6ª feira, calhava a seguir ao feriado, e fazendo eles greve as escolas não podiam abrir e, portanto, mais um dia sem aulas. Linda semana!

Como dizia o Guterres, é fazer as contas ao extenssíssimo fim de semana para a rapaziada.

Desde o início das aulas em Setembro passado têm sido vários os dias sem aulas. Se não é do "cu" é das "calças".

Estamos a construir um excelente futuro. Mas a CGTP e sicários continuam arrogantemente satisfeitos.

Nas escolas defendem-se coisas interessantes, algumas de facto  importantes, mas aulas é que não. Folclore muito, aulas vamos tendo q.b.

AC

quarta-feira, 13 de maio de 2026

2009, 13 MAIO 

Entrou em vigor o inarrável (opinião pessoal, naturalmente) Acordo Ortográfico.

Passaram-se 17 anos.

Agora, se percebi bem, na Assembleia da República aprovaram isto.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem e, democraticamente, registo as decisões dos titulares de órgãos de soberania.

Sobre isto, oxalá eu esteja enganado, mas crio que Portugal continua alegremente a caminhar para o desastre completo.

Já não se trata APENAS dos facilitismos enfiados no ensino secundário pelos PS e PSD, com os resultados conhecidos.

Agora é mesmo o desvario. E isto não são histórias da carochinha, é gradualmente destruir o nosso futuro.

Depois, de Seguro a Montenegro, a Carneiro etc. querem competitividade, trabalho diligente, desenvolvimento, uma voz na Europa, etc. . . . . . POIS!

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira

Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte

AC

quinta-feira, 9 de abril de 2026

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

. . . . . 
Um aluno que dá erros, neste momento, é possivelmente um dos melhores alunos da turma. Não porque erra mais, mas porque ainda se autoriza a pensar. Porque ainda arrisca uma resposta que não é garantida, ainda se expõe à possibilidade de falhar, embora com o peso de sentir que não sabe tudo ou que não é capaz. É aquele que ainda resiste ao facilitismo, à inteligência artificial, que é honesto e que se esforça, que pensa, que arrisca e que resiste à ideia de que aprender é sinónimo de acertar.
. . . . . (Filipa Chasqueira)

Absolutamente de acordo

AC

sábado, 15 de novembro de 2025

LI  ISTO  NO  "PERDÓCIO"

Sobrequalificação dos imigrantes em Portugal “é particularmente elevada”. OCDE diz que é preciso “simplificar a avaliação e o reconhecimento das qualificações obtidas no estrangeiro.

Hum. . . . Pois!

AC

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

A FACTURA do PASSADO nos SERVIÇOS PÚBLICOS 
(sublinhados e comentários ao longo do artigo a bold e cores, são da minha responsabilidade) (comentários adicionais no fim do artigo) 

O passado apanhou-nos no presente. A fatura da inação e erros de política dos governos de António Costa estão aí na degradação dos serviços públicos.
(4NOV2025, Helena Garrido)

O que vivemos hoje é em grande parte determinado pelo nosso passado. (e aqui fica claro, pois esta jornalista procura sempre ser decente, que o PSD também têm culpas nisto tudo, mas o período de mais de 8 anos que levámos com António Costa foi um desastre

Esta constatação óbvia permite percebermos a herança que nos deixou a governação do primeiro-ministro António Costa com a cumplicidade do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa (cumplicidade descarada e vergonhosa apenas para ganhar 2º mandato em Belém)
Os alertas que se fizeram na altura, sobre o caminho que estávamos a seguir de degradação dos serviços públicos, apenas pecaram por optimistas. Porque hoje vemos que foi muito pior do que poderíamos imaginar na imigração, na educação, na saúde, nos transportes públicos.

Luís Montenegro cometeu o erro de não perceber (não percebeu?) até que ponto se tinham degradado os serviços públicos, fazendo por isso promessas impossíveis de cumprir, como aconteceu no caso da Saúde

Vai ser preciso muita coragem política (não haverá) e sabedoria para inverter a tendência em que entrámos de degradação do Estado. 
Será provavelmente impossível sem um entendimento alargado entre os principais partidos (não haverá), o que não nos deixa muito optimistas em matéria de expectativas, se considerarmos a dinâmica de insultos que se vive hoje no Parlamento. (degradação inqualificável, só falta desatarem à porrada).

Na Educação, caso alguém tivesse olhado para além do curto prazo e do marketing político, ter-se-ia apercebido que, com as aposentações e a redução da procura dos cursos ligados ao ensino, iam faltar professores
Mas não se fez absolutamente nada, até a situação chegar ao que chegou hoje. 

Mas, claro, sempre com juras de absoluto amor e paixão pelo ensino público, enquanto se ia levando os filhos até à escola privada (por exemplo a Leitão, para abrir horizontes aos filhotes)
Há aliás uma elevada correlação entre quem defende o ensino público (e o SNS) e usa exclusivamente os serviços privados, num paradoxo difícil de entender. (não, não é difícil de entender, é a esquerdalhada caviar incoerente e inconsequente, e o mesmo fazem muitos outros dos outros partidos)

Como se não bastasse isso, descobrimos que o Ministério da Educação nem conseguia ter dados sobre o número de alunos sem professores, coisa que obviamente não caberia na cabeça de ninguém e muito menos de um economista como Fernando Alexandre. 
O que o levou a atravessar-se por um número que, afinal, não correspondia à realidade. 
Com que dados se desenharam as políticas públicas de educação os seus antecessores? 
Poucos ou nenhuns, parece óbvio

Porque o entretenimento foi mais no fazer e refazer currículos, sempre na vanguarda da última moda. 
Mantendo a guerra com os professores bem acesa, com os óbvios efeitos na educação dos jovens, e que este governo teve de resolver. E, claro, sem levar em conta os efeitos da imigração.

Na Saúde a moda foi a reengenharia organizativa. Criou-se em 2022 a Direcção Executiva do SNS com o objetivo de melhorar os serviços de Saúde, sem primeiro reorganizar todos os serviços
As Administrações Regionais de Saúde (ARS) acabaram por ser apenas extintas já com o Governo de Luís Montenegro, em Setembro de 2024, com os mais de mil funcionários distribuídos pelas ULS e Direcção Executiva.

Em 2023 criaram-se ainda as Unidades Locais de Saúde (ULS), entidades empresariais que integram hospitais e centros de saúde para, supostamente, “reforçar os cuidados primários e a gestão integrada dos cuidados de saúde”. 
Estas mega-estruturas aumentaram a burocracia e, com ela, a ineficiência como aliás se pode ler no relatório REAVALIA ULS. 
Além disso, na mesma altura, é criado o regime de dedicação plena.

Estas duas últimas medidas, as ULS e a dedicação plena, são identificadas pelo ministro das Finanças como “duas decisões absolutamente desastrosas tomadas no final de 2023 pelo PS” e explicam, segundo afirma na entrevista ao Jornal de Negócios “parte substancial do crescimento da despesa em saúde em 2024 e 2025”.


Basicamente e ao que parece, o SNS viu os seus problemas de eficiência agravarem-se por conta de reengenharias organizativas, somando-se assim aos desafios que já vivia do envelhecimento, do aumento da população e da inovação
O erro de Luís Montenegro e da ministra da Saúde Ana Paula Martins foi considerarem que tinham um problema muito fácil de resolver entre mãos. 
E, diga-se, que a demissão da ministra não resolve absolutamente nada.

Neste caso é óbvia a necessidade de uma profunda reforma, tratando o problema na perspetiva do Sistema de Saúde, exatamente para salvar o serviço público de Saúde. 

Porque o SNS não está a ser destruído agora, começou a ser destruído quando se olhou para os seus problemas como sendo de organização e não de gestão eficiente do sistema

A cegueira ideológica tem aqui também a sua quota parte de responsabilidade. Em vez de se responder à pergunta “qual a melhor solução para dar aos portugueses os melhores serviços de saúde ao mais baixo custo?”, optámos por escolher apenas as soluções disponíveis no universo do SNS, como se nada mais existisse.

O resultado é que, segundo dados do INE, em 2023 foram gastos 26,5 mil milhões de euros em serviços de saúde, ou cerca de 2500 euros por habitante. 
E, daquele valor, cerca de 36% foi despesa corrente privada. 
Numa outra óptica, a do Orçamento do Estado, prevê-se que a despesa corrente do SNS chegue aos 16,8 mil milhões de euros, um crescimento de 1,7%, reflexo do corte, que o Governo não quer chamar corte, na aquisição de bens e serviços

O certo é que alguma coisa se vai ter de fazer para os serviços públicos oferecerem mais com o mesmo dinheiro. 
E fazer não é fazer mais diplomas reorganizativos, é melhorar substancialmente a gestão. Ou estaremos implicitamente a escolher acabar com o SNS, como na realidade aconteceu nos últimos anos.

Na Imigração vimos bem o que se passou, com a sua subida muito rápida a colocar em causa uma das vias do nosso crescimento, por rejeição das comunidades locais aos estrangeiros. 

Mais uma vez, aquilo que parecia ser uma política que conciliava o humanismo, de quem compreende que os outros podem procurar uma vida melhor, e os interesses dos empresários redundou num problema de desumanidade e exploração de algumas pessoas
Para não falar das consequências políticas, já que parte do discurso do Chega é alimentado por este erro de política do Governo de António Costa.

Nos transportes públicos é ver o estado em que está a ferrovia que serve os subúrbios de Lisboa e a espera pelas novas carruagens encomendadas quando já eram necessárias. É famosa a frase de Pedro Nuno Santos ao dizer que não podia ir comprar carruagens a um stand como quem compra carros. O problema é exactamente esse e também aqui: não se viu o longo prazo ou não se quis ver.

O que estamos a enfrentar neste momento, na degradação dos serviços públicos, é pura e simplesmente o nosso passado, que nos apanhou (centrão, mas sobretudo PS, Sócrates e Costa)

Quisemos acreditar que tudo era possível, virar a página da austeridade nos segmentos eleitorais do Governo PS e de quem o suportava, fazer do PS um partido financeiramente responsável e, ao mesmo tempo, ter um futuro de serviços públicos de qualidade.  
Infelizmente o tempo mostrou que isso era impossível. 

O que temos de fazer agora é mais difícil e vai exigir de quem nos governa coragem e capacidade de execução, assim como apoio dos principais partidos. Não é tarefa fácil.

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Comentários adicionais.
Além dos comentários e sublinhados a bold e cores ao longo deste claro artigo de opinião, que só peca, 
- por não ser ainda mais duro com o centrão, 
- por não ser ainda mais duro com o PS
- por não ser mais duro com os Presidentes da República Cavaco Silva (há muitos anos não era Cavaco e Silva?) mas sobretudo com Marcelo
- por não ser ainda mais duro com todos os deputados e particularmente dos outros partidos que se contentam sempre com as cassetes
- por não ter referências duras aos sindicatos dos médicos e dos enfermeiros, 
- por não ter referências duras à FENPROF conduzida pelo dinossauro  dos sindicatos, acrescento mais o seguinte:

1º - Nem é tarefa fácil, nem vai acontecer, pois há coragem política, nem haverá acordos de regime, nem FINALMENTE pensarão no país e nos cidadãos comuns.

2º - Não vai acontecer borrifarem-se para os corporativismos dos médicos e dos enfermeiros e mais as ordens respectivas, mais os sindicatos e sobretudo a FNAM.

3º - Não vai acontecer borrifarem-se para as negociatas que sugam o SNS. 

4º - De uma vez por todas, tudo o que é hospitais públicos, centros de saúde unidades disto e daquilo na esfera do Estado continuarão muito tempo sem terem sistemas informáticos uniformizados, e a informação de um dado doente estar acessível em toda a rede.

5º - Não vai acontecer os gabinetes dos ministros passarem a ter menos assessores da cor e amigalhaços, em vez de gente competente e que trabalhe. É para isso que têm pópó, condutores de serviço, ajudas de custo, e euros para despesas de representação.

6º - Não vai haver colaboração concreta e franca entre os sindicatos e o ministério da educação, onde desde há muito tempo não estava um ministro que parece ser pessoa decente e intrinsecamente sério. E devia-se aproveitar a oportunidade.

7º - Não vai ser com o pedante ministro das infra-estruturas que os transportes em Portugal entrarão nos eixos.

Como previa Medina Carreira, que sem juízo iríamos empobrecer cada vez mais, é para onde caminhamos em passo acelerado, para o empobrecimento, para o atraso progressivo, para o afastamento do nível de vida e de desenvolvimentos dos países do centro e Norte da Europa.

E mais acrescento, estamos à beira do precipício, estamos à beira da implosão da sociedade portuguesa. 
Podem chamar-me pessimista.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. 
Mas, respeitosamente, sugiro que depois de me chamarem pessimista, se dirijam de imediato ao hospital pois carecem de consulta urgente na especialidade de oftalmologia.

António Cabral (AC)

terça-feira, 28 de outubro de 2025

AS  GREVES  NACIONAIS

Na passada 5ª Feira a escola de um dos meus netos mais novos, o de 7 anos, esteve fechada, não houve aulas, houve greve.

Na 6ª Feira coisa idêntica se passou.

Por razões de trabalho dos pais o miúdo ficou connosco nesses dias, dormindo cá de 5ª para 6ª Feira.

Na brincadeira, disse-lhe - então maroto umas inesperadas mini férias, 4 dias.

- Não não avô, 5 dias. São 5 dias porque ontem a professora faltou.

A PROFESSORA FALTOU NA 4ªF. A professora teve um belíssimo fim de semana.

Estamos nisto e disto não passamos.

Desgraçados de nós.

AC

terça-feira, 1 de abril de 2025

PORTUGAL

Como todos os países, como todas as sociedades, em Portugal (opinião pessoal, naturalmente) um dos mais graves problemas sociais é esta "moda" em muita gente de que a "escola" é que tem de educar os filhos.

Coisa mais errada!

Por exemplo, quanto a carácter dos filhos, podemos pensar nisso e usar a "sopa" para explicar o meu ponto.

Uma boa sopa, e falo designadamente pela minha experiência e pela minha casa, é feita em casa.

Sim eu conheço alguns restaurantes onde nos podemos deliciar com boas sopas.

Mas sopas boas como as que fazemos cá em casa é difícil encontrar onde possam fazer-nos sombra.

E o carácter dos filhos é como uma boa sopa, feita em casa, com bons e frescos condimentos!

AC

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

ESCOLA PÚBLICA  -  ENSINO PRIVADO
Não só mas por exemplo o Jornal de Notícias deu notícia do que se passa actualmente sobre o ensino em Portugal.
A chamada escola pública, e o ensino privado.

Do que se lê, o número de alunos inscritos na escola pública continua superior aos alunos que estudam, que têm efectivamente aulas nos diversos estabelecimentos de ensino privados. Mas a diferença vai diminuindo.

Já aqui o referi, um dos meus netos mais novos, iniciou o primeiro ano do ensino primário.
Outro dia, ao vê-lo muito entusiasmado com os trabalhos de casa, perguntei - gostas da escola - e uma carinha laroca respondeu-me - gosto sim avô, mas há dias em que a escola não abre, tenho de ficar em casa. Que me recorde, ele esteve sem aulas n primeiro período ou 4 ou 5 sextas-feiras.

Evidentemente que não foram as greves sucessivas, escandalosamente sempre a apanhar bons fins de semana, que foram rebentando com a escola pública.
Mas muito têm contribuído para o descrédito da escola pública, contribuem para a degradação.

Que mais contribui para a degradação?
As baixas enormes por doença. Doença que em muitos casos, certa e infelizmente, ocorreram e ocorrem, mas haverá certamente muita vigarice. Ausência completa de controlo.

De degradação em degradação os pais começam a fazer das tripas coração e fogem com a miudagem para a privada.

O histerismo nas ruas, a gritaria inconsequente e incoerente, o tapar o Sol com a peneira, são expressões que legitimamente se podem utilizar neste âmbito.

Passam mais de 50 anos de cartazes e manifestações.
Mas o que tem sobretudo gradualmente rebentado com a escola pública?

Olhem para os últimos 30 anos de governações, basicamente 22 de PS e 8 de PSD mais a agremiação.

E o facilitismo? E ninguém reprovar?
E os conteúdos dos livros? E a língua? E a nossa história?

E os diferentes estabelecimentos de ensino públicos, qual a manutenção, qual a renovação, qual o apetrechamento?

E as carreiras dos professores e dos assistentes e demais funcionários, estímulos para as deslocações, salários, quadros de pessoal actualizados e preenchidos?
Que foi sendo feito para combater a sério o abandono do interior?

Continuem com os cartazes, os resultados estão à vista.
Para a escola pública, tal como para as forças armadas, tal como para as forças de segurança, tal como para mais uma série de profissões, cada vez há menos concorrentes. Porque será?
Eram tão felizes não eram?

Brandem que foram (e foram, e bem, e ainda bem) conquistas de Abril mas as suas /vossas acções deram e estão a dar estes resultados.
Muita oratória, poucas alterações, raras decisões. 
A tal geração a mais bem preparada de sempre

Só têm ajudado, LAMENTAVELMENTE, à engorda de Ventura e quejandos.
Lastimável.

AC

domingo, 15 de dezembro de 2024

A  PROPÓSITO de ENSINO e da 

GERAÇÃO a MAIS BEM PREPARADA de SEMPRE

Relevem por favor uma brejeirice, mas não resisto.


Uma manhã na escola, 4º ano, a professora resolve espevitar a miudagem.

Depois de explicar ao que vinha, puxar pela imaginação da miudagem, disse-lhes:

- Meninas e meninos, vou pedir a cada um de vós que formulem uma pequena frase, não importa o tema, mas onde empreguem a expressão - presumo que

- Menina Sofia pode começar

- Sra professora, hoje para vir para a escola o condutor trouxe-me  no BMW, presumo que o Mercedes está na revisão . . . 

- Muito bem menina Sofia, agora o menino Francisco

- Sra Professora, hoje quem fez o pequeno almoço lá em casa foi a mãe, presumo que a empregada esteja doente . . . 

- Muito bem menino Francisco, agora o menino Joãozinho . . . 

- Sra professora, hoje de manhã, antes de pegar na bicicleta para vir para a escola, vi o meu avô sair lá para o fundo do quintal com um jornal debaixo do braço, ora como ele não sabe ler, presumo que ia cagar . . . .

- A professora . . . emudeceu por momentos. . . e interrompeu a aula.


AC

Do  ANTIGAMENTE

AC

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ENSINO, EDUCAÇÃO, REALIDADES


Uma das muitas coisas interessantes mais sobretudo curiosas ao longo dos últimos anos é a sucessão de relatórios e estudos sobre ensino, literacia, etc. sejam relatórios e estudos internos sejam lá de fora.

E sempre com maravilhosos resultados!

Agora saiu mais um, desta vez da OCDE.

E, brilhantemente, e que muito deve orgulhar António Costa o virador de páginas, mas sobretudo o seu acólito também de apelido Costa que foi durante anos secretário de Estado e que, tão bom foi nas funções, que passou para ministro.
Ainda recentemente li mais umas das suas homilias!

Há uma expressão corriqueira que vem a propósito - não se enxergam!

Diz a OCDE que aqui o rectângulo está em grande forma quando a "estudos", como diz o povo.

Há um ortodoxo que se mostra espantado com este 30º honroso lugar, refere que é comprometedor estar em penúltimo numa lista de 31 países.
Ele não está a ver bem a coisa, se fossemos o último, aí sim, era muito mas muito preocupante!

Falamos portanto e para já de capacidades básicas da população adulta.
É giríssimo ver o espanto desta gente das bolhas!

Mas podemos e devemos falar da malta mais jovem, onde a qualidade é esmerada!

Eu vejo pouca TV e não é raro verificar a categoria dos locutores e a categoria do português de muitas das legendas que correm em rodapé.
Mas as gentes das bolhas espanta-se!

Há dias saíram uns resultados sobre português e matemática, e lá veio o arregalar dos olhos das gentes das bolhas. Como de costume.

Fingem, SEMPRE, que não têm nada a ver com isso, nada é da sua responsabilidade!
Essa gente das bolhas nunca vai verificar ao dicionário (os que têm) o significado de várias palavras, por exemplo - facilidade, regabofe, facilitismo, irresponsabilidade, preparação, qualidade de vida, desenvolvimento!

Pois é - novas oportunidades para aqui, novas oportunidades para ali, cursos com exames aos Domingos, nada de chumbar, nada de respeito nas aulas para com os professores, muita inclusão (que obviamente é indispensável, mas ligada a decência, rigor, acompanhamento adequado às dificuldades de cada um, vencimentos dignos para professores e auxiliares, escolas onde não chova, etc.)

Isto tudo custa muito dinheiro, requer prévia criação de riqueza, requer orientação, requer RUMO, organizar a sociedade, e NÃO DEIXAR NINGUÉM PARA TRÁS. 
CUSTA MUITO, em organização e dinheiro.
Quanto a dinheiro, lá está, as cativações durante 8 anos deram frutos.
Toca de o para PR!

A geração mais preparada de sempre! POIS!

POIS É, era preciso questionar o que está errado no nosso sistema escolar.

Mas os das bolhas, gente como o Costa do dito ministério da educação sempre apostou nos seus programinhas especiais, no facilitismo, na irresponsabilidade.
Este tipo de gente, sempre idolatrada pelos que agora (ortodoxos convertidos e outros) se espantam com os sucessivos e trágicos resultados e evidências, questionam-se agora, fingindo desconhecer que não contribuíram para tudo isto.

Ufanam-se - a geração mais preparada de sempre - e dizem isto ao longo dos últimos anos, particularmente desde 2005, SEM se RIREM.
Vê-se!

Estamos cada vez pior, mas continuam a achar que é tudo culpa dos Presidentes da República (Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco), ou do Trump, ou do Passos Coelho, ou agora do Montenegro, ou deles todos juntos.

Falhas de preparação?
Greves constantes com sucessiva ausência de aulas às 6ª Feiras ao longo dos anos?
Programas desadequados às realidades contemporâneas de feroz competição?
Ausência de rigor, ausência de exames?

NÃO SENHOR, NADA DISSO!
Se isso fosse a realidade, então é que a Leitão mudava os filhos para o  ensino privado! Para lhes abrir horizontes!

Estamos portanto como de costume.
Mas sempre felizes! 
Os que pateticamente se dizem felizes, os que tendem a estar sempre felizes, todos mas todos felizes!

Criação de riqueza, industrialização, ordenamento do território, formação exigente, inclusão nos termos que acima referi, rigor, respeito, produtividade, etc. nada disso importa para a nossa felicidade!

AC

domingo, 17 de novembro de 2024

A DESFAÇATEZ DESTA CRIATURA

André Pestana: "Os alunos não são prejudicados de forma irreversível por greves pontuais"

Esta  criatura considera que os trabalhadores, já que perdem a remuneração do dia, têm o direito a escolher o dia em que a paralisação acontece.
Naturalmente que sim, mas se escolhessem (é o sindicato que escolhe e todos ficam contentinhos) um dia a meio da semana, teriam o meu olhar de respeito. 
Pelo que andam a fazer, 6ª Feiras ou colados a feriados, não me merecem respeito nenhum.

E quanto a greve pontual, o meu neto de seis anos e meio (1º ano) vai na 5ª ou 6ª sexta - feira sem aulas.
AC

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

GREVES  e  POUCA VERGONHA
Eu tinha publicado estas linhas. Repito-as.

"Parar o empobrecimento." Milhares de funcionários públicos marcham até à Assembleia da República em protesto.

E lá foi mais uma 6ª feira passada e os meus netos sem aulas. 
Foi só mais uma.

Nivel de salários? Muito baixo.
Condições de trabalho? Más em muito lado.
Protestos? Mais que justos.
Etc.

Mas quando os protestos vierem para a rua independentemente da cor do governo acredito na genuinidade.

Os rosa e geringôngicos associados directamente numa fase, depois a fazer de conta, estiveram mais de oito anos no poder.
Recordam-se?
Insurgiram-se violentamente nesses anos tal como (justamente) no período da Troika?

E, já agora, quando as greves forem marcadas sem ser às 6ª Feiras ou coladas a feriados, vão merecer consideração da minha parte.
AC

Repeti este postal porquê?

Depois de me aperceber que está marcada mais uma greve de pessoal não docente a começar amanhã 31 de Outubro e que irá até 4 de Novembro, inclusive.

Acompanhem-me por favor nas contas.

31OUT + 1Nov (feriado) + 2 Nov (Sab) + 3Nov (Dom) + 4Nov (2ªF)
dá senão me enganei nas contas, 5 dias para bom lazer. 
Uma ponte? Não, UM PONTÃO.

Uma vergonha.
Quero salientar o que escrevi no postal supra, a começar na 5ª linha. Está lá bem claro o que penso.

Se tivessem marcado uma greve de 3 dias (3ªF, 4ªF, 5ªF) tinham o meu apoio de cidadão.
Não têm!

Tenham vergonha.

O meu neto de seis anos e meio que há pouco começou o seu primeiro ano escolar já se riu quando outro dia lhe perguntei - como vai a escola meu querido? - e respondeu-me - vai bem avô, mas há muitos dias que a escola fica fechada!

Sempre 6ª Feiras! Depois admiram-se!

AC

terça-feira, 15 de outubro de 2024

ORA "BAMOSLÁVER"

À conta do que venho observando com os anos escolares dos meus vários netos, tenho-me questionado, quantas reformas curriculares nos ensinos primário/ básico e secundário já ocorreram desde o reinado da famigerada dupla Sócrates /Rodrigues, desde 2006?

Sim, estou a recordar essas preciosidades e muitas outras preciosidades quer do PS quer do PSD. Quantas reformas?

A geração mais bem preparada de sempre. Pois!

Claro que é um dos muitos assuntos sobre a qual a comunicação social pouco fala.

AC 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

GREVE
E pela 3ª sexta-Feira consecutiva o meu neto no primeiro ano do ensino primário ficou sem aulas!
É Portugal!
AC

terça-feira, 1 de outubro de 2024

ORA VAI UMA PIADOLA

Há que rir, isto está insuportável, cá dentro, mas também,em África, nos vários Orientes, Américas, Europa.


AC