Em todo o país, condutores das plataformas Uber e Bolt vão alternar-se para desligar as aplicações entre 19 e 24 de janeiro. Os trabalhadores autónomos pedem que a legislação do setor seja revista.
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Em todo o país, condutores das plataformas Uber e Bolt vão alternar-se para desligar as aplicações entre 19 e 24 de janeiro. Os trabalhadores autónomos pedem que a legislação do setor seja revista.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
(4NOV2025, Helena Garrido)
O que vivemos hoje é em grande parte determinado pelo nosso passado. (e aqui fica claro, pois esta jornalista procura sempre ser decente, que o PSD também têm culpas nisto tudo, mas o período de mais de 8 anos que levámos com António Costa foi um desastre)
Luís Montenegro cometeu o erro de não perceber (não percebeu?) até que ponto se tinham degradado os serviços públicos, fazendo por isso promessas impossíveis de cumprir, como aconteceu no caso da Saúde.
Na Educação, caso alguém tivesse olhado para além do curto prazo e do marketing político, ter-se-ia apercebido que, com as aposentações e a redução da procura dos cursos ligados ao ensino, iam faltar professores.
Como se não bastasse isso, descobrimos que o Ministério da Educação nem conseguia ter dados sobre o número de alunos sem professores, coisa que obviamente não caberia na cabeça de ninguém e muito menos de um economista como Fernando Alexandre.
Na Saúde a moda foi a reengenharia organizativa. Criou-se em 2022 a Direcção Executiva do SNS com o objetivo de melhorar os serviços de Saúde, sem primeiro reorganizar todos os serviços.
Em 2023 criaram-se ainda as Unidades Locais de Saúde (ULS), entidades empresariais que integram hospitais e centros de saúde para, supostamente, “reforçar os cuidados primários e a gestão integrada dos cuidados de saúde”.
Estas duas últimas medidas, as ULS e a dedicação plena, são identificadas pelo ministro das Finanças como “duas decisões absolutamente desastrosas tomadas no final de 2023 pelo PS” e explicam, segundo afirma na entrevista ao Jornal de Negócios “parte substancial do crescimento da despesa em saúde em 2024 e 2025”.
Basicamente e ao que parece, o SNS viu os seus problemas de eficiência agravarem-se por conta de reengenharias organizativas, somando-se assim aos desafios que já vivia do envelhecimento, do aumento da população e da inovação.
Neste caso é óbvia a necessidade de uma profunda reforma, tratando o problema na perspetiva do Sistema de Saúde, exatamente para salvar o serviço público de Saúde.
O resultado é que, segundo dados do INE, em 2023 foram gastos 26,5 mil milhões de euros em serviços de saúde, ou cerca de 2500 euros por habitante.
Na Imigração vimos bem o que se passou, com a sua subida muito rápida a colocar em causa uma das vias do nosso crescimento, por rejeição das comunidades locais aos estrangeiros.
Nos transportes públicos é ver o estado em que está a ferrovia que serve os subúrbios de Lisboa e a espera pelas novas carruagens encomendadas quando já eram necessárias. É famosa a frase de Pedro Nuno Santos ao dizer que não podia ir comprar carruagens a um stand como quem compra carros. O problema é exactamente esse e também aqui: não se viu o longo prazo ou não se quis ver.
O que estamos a enfrentar neste momento, na degradação dos serviços públicos, é pura e simplesmente o nosso passado, que nos apanhou (centrão, mas sobretudo PS, Sócrates e Costa).
terça-feira, 27 de agosto de 2024
O metro tem 100 centímetros!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
TRANSPORTES, recordações Particulares da CP
A idade fez-me conhecer muito bem a chamada linha do Estoril/ Cascais, o comboio para o Algarve que apanhávamos no Barreiro depois de atravessar o Tejo de barco, o comboio para a Beira-Baixa/ Castelo Branco, o comboio do Porto para a Régua.
Na linha do Estoril comecei em 1958. Os comboios tinham I, II e III classes. As portas abriam manualmente, arrancando o comboio apenas depois de um apito estridente do revisor coordenador, verificado que ninguém estava ainda a entrar ou sair. Bancos de madeira (inacreditáveis na III classe) , cujos encostos eram puxados para o lado contrário no final de cada viagem. Mais tarde apareceram os passes, um pequeno cartão grosso imprimido, que se guardava numa ranhura de um trambolho de alumínio. Em 1965 já havia algumas melhorias. Mas os comboios para o Algarve, para o Alentejo, para Castelo Branco..........
E hoje?
Existem diferenças quase abissais. Não ando nos nossos comboios desde 2016, quando fui do Pinhal Novo para Lisboa via ponte 25 de Abril.
Como serão os fabulosos comboios novos comprados pelo fabuloso Pedro Nuno Santos?
AC
domingo, 9 de junho de 2019
Eu sigo o melhor que posso certas sessões e notícias sobre a AR, sobre as declarações dos mentirosos, amnésicos, vigaristas, bandidos, corruptos, aldrabões.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Verifico que o actual inquilino de Belém persiste em comentar muita coisa mas também fica convenientemente calado quanto a outros assuntos. Curioso.
- Tancos, nunca mais disse nada.
- Ao brilharete de Ronaldo, nada disse.
- A americana que vem acusando Ronaldo, passou a coisa para tribunal federal; gostava saber o que pensa o PR.
- Os selvagens dos muitos britânicos que para aí andam fazem desacatos no Norte, e o PR não telefona à rainha, nem critica esses desacatos?
- Manuela Ferreira Leite fez uma declaração acerca do défice e Marcelo "népia".
- O MDN fez uma declarações sobre defesa nacional e Marcelo nada.
- Os transportes designadamente na grande Lisboa está um caos e Marcelo caladinho.
- Os voos de e para a Madeira têm atrasos constante de 2 a 3 horas e vários são cancelados, e Marcelo bico calado.
- Por exemplo na linha de Sintra passam-se coisas inacreditáveis incluindo tiroteios, e Marcelo nada.
- Na TAP, com prejuízos brutais e amigalhaços de António Costa no grupo dirigente da TAP, dividendos chorudos para uns poucos e Marcelo népia.
Ah, e a culpa de tudo isto é de Salazar, ou pelo menos culpa de Passos Coelho e do Trump ( que é de facto um paspalhão)
É como estamos, mas é o que os portugueses gostam. E de selfies.
Mas depois não se queixem.
AC
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
ENGOLE apenas quem quer, ou não se dá ao trabalho de raciocinar. Infelizmente, marca nacional.
Ao que parece sem qualquer conversa prévia com outros colegas autarcas presidentes da grande Lisboa.
Logo a seguir, berros do Porto. Depois alastrou a outros autarcas.
O pequenino Marques Mendes, não sei se discutiu a coisa com Marcelo e Sampaio, acha a medida de Medina uma excelente ideia. !!????!!!
Nesta coisa como em tudo o mais, haveria que ponderar as coisas com seriedade, com visão estratégica, discutir objectivos e para todo o País e, depois então, analisar medidas, políticas, para atingir esses objectivos fixados.
E isto não tem nada de "achismo", como gosta de referir o turbo administrador não executivo de tez rosácea, mas que diariamente acha qualquer coisa de tudo.
Mas antes de mais, sabem o que penso?
Penso assim, mesmo que exista alguma "taxa" sobre pensamento discordante.
"Oh Medina, lança lá a ideia, não posso ser eu senão vão berrar - eleitoralismo - que de facto é aquilo de que temos de cuidar, temos que tentar garantir votos.
Provavelmente o gajo do Norte e outros vão gritar - lá está o costume - e aí eu mando avançar o barbudo a dizer que vamos pensar em termos gerais de País. E depois hei-de aparecer a dizer mais umas coisas, mas aí já ressaltando a minha qualidade de grande estadista, a olhar a questão transportes em termos globais".
Injusto? Pois pois.
Para começar, em quantas regiões, em quantos concelhos, para Leste da linha imaginária Norte-Sul traçada 40 Km a partir da costa, existem transportes colectivos decentes?
Mesmo em Lisboa e Porto existem dificuldades, limitações.
Basta tentar usar transportes públicos na área da grande Lisboa, de extremo a extremo, para ter uma ideia de trajectos, de ofertas de transportes.
Dizem que será da ordem de 65 milhões o impacto financeiro da redução de passes/ custo estimado.
Para lá de ser estimado, e sabemos bem no que resultam a maioria das estimativas dos governos, se fizerem os cálculos mais rigorosamente chegar-se-ia certamente a valores bem mais colossais.
Por outro lado, porque não gastar esses milhões em aumentar as ofertas de transportes em vez de baixar passes? Sabendo-se ainda por cima que no seu interior/ âmago querem é arranjar mais votos nas grandes áreas metropolitanas.
O que me parece mais uma vez, é estarmos perante jogadas do habilidoso, a mandar os vassalos testar as coisas quando, o que devia fazer-se, era avaliar o problema dos transportes, tentar definir objectivos globais, ainda por cima agora que tanto arrotam ao fim das desigualdades e à revalorização do interior.
Mas aí há poucos votos para caçar, certo?
Quanto à capacidade ou incapacidade de um qualquer presidente autarca anunciar medidas para a sua autarquia, lá porque as cidades são mais do que os que lá residem, isso tem muito que se lhe diga, desde logo porque o dinheiro sai todo do mesmo saco.
E os presidentes das autarquias maiores têm a mania de pensar grande a contar com o dinheiro do País. Pois, medidas ousadas, não custa muito ser ousado com os amigalhaços do governo a ficar com dívidas e deles receber transportes e outras coisas "pro bono".
É que assim não custa mesmo nada.
Então se tiver amigos a fazer "riscos" e a dar a ganhar dinheiro a certos do costume, é um "forró".
Relevâncias institucionais, avançam alguns, aplaudindo a "ideia de Medina", mas esquecem a relevância maior que é o dever de se pensar o País todo. Falam muito nisso, mas praticam o nepotismo político.
AC
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Não ando de comboio desde que fui a Tomar para as penúltimas festas dos Tabuleiros.
Não pude visitar, porventura apreciar, uma exposição (7 Julho - 12 Agosto) organizada pela empresa Comboios de Portugal (CP) em parceria com Infraestrutras de Portugal (IP).
Esteve no Cine-Teatro avenida, em Castelo Branco, exposição evocativa dos 160 anos do caminho de ferro no nosso País.
É sempre interessante assistir a estas evocações, principalmente em épocas de desnorte quase completo.
O aparecimento do caminho de ferro em Portugal (tardio, se comparado com outros países Europeus) tornou possível desenhar a pouco e pouco uma rede de transportes, encurtando distâncias entre locais e comunidades.
Dizem-me que essa exposição abordou diferentes áreas incluindo projectos futuros. Como não pude ver não vou poder comentar.
Mas uma coisa é certa, não sendo utente da CP, conheço várias estações de comboios, nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco, e isso já me dá uma ideia sobre certas coisas.
Mas, por agora, até porque como diz Marcelo, certamente que o governo está a ponderar os assuntos e problemas e há que lhe dar tempo (!!!!??????), lembraria que:
> como em muita coisa, Portugal arrancou tarde para a ferrovia,
> no presente, continuamos com a vergonhosa bitola que nos mantém como ilha.
Quando me falam em - constante adequação da actividade ferroviária às vicissitudes e exigências do mercado de transportes - ou, o que é ainda mais giro - tendo como referência a sustentabilidade ambiental em resposta às necessidades de mobilidade considerados os mais elevados padrões de mobilidade, considerados os mais elevados padrões de qualidade conforto e segurança - não me dá vontade de chorar nem de rir.
Eles não têm culpa, coitados, a avó deles é que não devia ter nascido!
AC
