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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Portugal e Espanha recusam mudar rede ferroviária para bitola europeia
Espanha entregou à Comissão Europeia um relatório a recusar a mudança e Portugal alinha pela mesma bitola, mantendo os novos projectos de alta velocidade no padrão ibérico para não isolar o país
 

(lido no perdócio).

Portanto, se mudássemos para a bitola da Europa isolávamos o país!
Concluí bem ?

Bom dia.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades, e boas férias.

AC

sábado, 16 de maio de 2026

O momento antes da partida
(Interessante artigo, opinião pessoal naturalmente AC)
(sublinhados meus)
15 Maio 2026

Estação de comboios Créditos: Manuel Falcão

Gosto de comboios. Arrisco até dizer que gosto de todos os comboios — os de brincar, os a sério, os rápidos, até dos lentos. Tenho pena de não andar mais de comboio mas já se sabe que o panorama ferroviário do país não ajuda.

Por exemplo, desde cedo habituei-me a andar de comboio na linha da Beira Baixa. Foi a minha aprendizagem, a descoberta dos cruzamentos do Entroncamento, a segunda etapa da viagem, a procura da plataforma onde estaria o comboio que me levaria ao meu destino. 
Até essa linha da Beira Baixa está fechada desde as tempestades de fevereiro e não se sabe ainda quando abrirá. Não é a única... as obras na ferrovia prolongam-se sempre por mais tempo do que se imaginava — são as novas obras de Santa Engrácia.

O incumprimento de prazos é uma doença crónica do Estado português e ainda não houve governo (NENHUM - PSD, CDS, PS, AD, Geringonça, maioria absolutas ou relativas) que tivesse o dom de melhorar o panorama. Mas quando se entra num comboio para uma viagem longa tudo se esquece.

Gosto de olhar pela janela e ver a paisagem passar; quando chove, ver as gotas de água a escorrer; gosto até dos solavancos e sobretudo gosto de misturar olhar pela janela e ir lendo o jornal ou um livro. 
E gosto das estações, desde as centrais nas grandes cidades até aos pequenos apeadeiros onde os comboios só param de vez em quando. Gosto de as ver ao anoitecer, de sentir as luzes que iluminam as pessoas que estão à espera nas plataformas. E gosto de ver as linhas desenhadas pelo carris, essa esquadria que modela o horizonte e nos abre o caminho, como nesta fotografia, aquele instante antes de o comboio chegar.

Manuel Falcão

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

FERROVIA  NACIONAL.  CP.

Naturalmente, não sei o que os meus concidadãos pensam sobre a ferrovia nacional e tudo o que lhe respeita.

É certo que se observa com frequência uma série de protestos por parte de utentes seja sobre regularidade e pontualidade de comboios, seja sobre oferta, seja sobre as condições de conforto (?) dos comboios etc.

Tendo a acreditar que a maioria dos meus concidadãos estará convencida de que isto de "ferrovia" quer dizer CP. 

E não é bem assim.

Há muitos anos produzimos carruagens para comboios, por exemplo.
Agora só compramos e com anos de atraso.

Mas a CP é um dos nomes que vem à cabeça quando se fala de ferrovia.

Mas para falar de ferrovia, deve ponderar-se que interesses estão por trás de muita coisa acontecida ao longo das últimas 4 décadas.

Há muitas teorias sobre mercado, sobre logística, sobre rentabilidade, rendibilidade, manutenção de equipamentos, sobre inovação, sobre tudo e mais alguma coisa.

Uma das dessas "e mais alguma coisa" é capaz de passar por desmembrar empresas, para criar outras empresas, para criar negócios que, se nuns casos será razoável e eficaz em outros casos/ situações se calhar a coisa já é mais duvidosa.

Por vezes aparece aquela coisa pomposa de restaurar/ reestruturar antiga empresa. Aconteceu/ acontece no mundo da ferrovia.

Há quem defenda legitimamente e se calhar com razão certas viabilidades, desmutiplicação de actividades específicas.

Uma coisa me parece evidente: tanta criação de empresas a apostar na inovação, na internacionalização, nos investimentos de grande escala, na retenção e atração de talento, na formação, na preparação para os desafios do futuro, na sustentabilidade, na energia verde limpa e renovável, na competitividade económica, na mobilidade assim e assado, na qualidade de cada projecto, no compromisso para crescer, na contribuição activa para uma mobilidade mais sustentável, mas a ferrovia nacional permanece como está.

Muitos ganham bom dinheiro há anos, mas continuamos com a bitola Ibérica, continuamos com uns minutos menos na viagem Lisboa - Porto, continuamos com projectos para isto e mais aquilo, conferências, anúncios e . . . atrasos, vide linha da Beira Alta. 

Para não falar do que vai de Lisboa para Sul.

Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar, já dizia o célebre brigadeiro da nossa literatura. POIS!

Portugal é o melhor país do mundo segundo uma patética criatura.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Linha da Beira Alta reabre no Domingo, com três anos de atraso e os mesmos tempos de percurso

Culpa EXCLUSIVA de MontesNegros.
Talvez mesmo Passos Coelho.
Ou será de . . . . . . .  Afonso Henriques?

AC

terça-feira, 22 de abril de 2025

FERROVIA . . . . à Portuguesa
Agora que andamos em período eleitoral, em campanha eleitoral (estamos sempre em campanhas eleitorais diga a lei o que disser, que ninguém cumpre), leio declarações dos políticos do PS e do PSD e particularmente do inarrável Pedrinho.

Lembro-me que este senhor (Pedrinho) pertenceu a uns governos com e sem geringonça, que na prática foi sempre o mesmo durante um pouco mais de oito anos com exaltante e superior direcção de António Costa, de cognomes, "o habilidoso", "o virador de páginas", o "promessas".

Pessoalmente, considero esse dirigente o maior aldrabão político das últimas décadas.

Mas o meu ponto é a ferrovia e Pedrinho.

Posso estar distraído, além de que ainda não vi senão um debate e apenas vou lendo as gordas via NET, não tenho assinaturas. E há muito  que não compro jornais.
Um bom amigo remete-me de vez em quando alguns artigos.

Isto dito, uma das minhas curiosidades era ouvir Pedrinho sobre a ferrovia.
Porquê?

Porque creio que ao longo desses oitos anos se posicionou como o inovador, como o fazedor da ferrovia nacional.
Não houve atrasos nas obras das linhas das Beiras que o tivesse perturbado. António Barreto qualifica-o bem, um fazedor de sarilhos.

Do pouco que sei, mas tenho seguido este tema com alguma atenção, creio que há mais de 20 anos que se sucedem planos sobre planos.

Quando refiro 20 anos quero concretamente referir o inicio da governação socialista, de Sócrates, que teve como herança no plano da ferrovia as pouca vergonhas, as incompetências, as inações, dos governos anteriores do seu partido (PS) e dos do PSD.

Mas, em 2005 abria-se uma época nova!
2005-2009 + 2009-2011 e . . . Zás, bancarrota, embora estejam por aí certas criaturas que afirmam - não senhor, nada de bancarrota, havia dinheiro para pagar vencimentos e pensões ainda por muito tempo!!!!!!
O ministro das finanças de Sócrates é que tinha enlouquecido!

Claro que em 2011, ao entrar a Troika, ficou quase tudo congelado. Avanços na ferrovia também.
Mas, alto, que depois de Passos Coelho ter livrado o país da Troika em finais de 2014, nas eleições de 2015 António Costa, de forma natural, LEGITIMAMENTE, CONSTITUCIONALMENTE, arranjou apoio parlamentar, e formou governo.
António Costa governou (???) formalmente durante um pouco mais de oito anos.

O que aconteceu, por exemplo com a ferrovia?
Bem, repetindo-me, a seguir aos erros do PSD e do PS antes de 2005, a seguir ao desvario de Sócrates, a seguir ao estrangulamento da Troika em que basicamente nada se podia fazer, Costa teve um pouco mais de oito anos para meter comboios nas linhas. Para começar a finalmente por a ferrovia em marcha. Ele e Pedrinho!

 Planos não faltaram diz-se até que o papel aguenta tudo, os comboios é que não saem do papel.

Dos mais recentes e conhecidos planos temos, PETI 3+, Ferrovia 2020, PNI 2030, PFN e, se já não bastassem, agora com a arrogância conhecida ouço esta gente PSD falar em «novas rotas» do Minho ao Algarve, talvez até serviços da CP até à Corunha e a Salamanca. 

Ou seja, Costa e Pedrinho gastaram o tempo a virar páginas mas ferrovia a sério é que não.
Em cima desse descalabro, este PSD arrota mais planos.
E comboios?
Tirando os eléctricos dos meus netos . . . . 
Material circulante novo para a CP . . . . pois!
Mandem construir na SOREFAME!
Hum . . . . ah, estão aqui a segredar-me que essa empresa não existe!

E o curioso se recordo bem, é que houve um concurso em 2021 para aquisição de 117 comboios para a CP.
Claro que a culpa não é, NUNCA, dos governos nem dos cadernos de encargos por eles elaborados, é sempre dos litigantes, SÓ!

Ah, e naturalmente, sempre muitos estudos e mais planos e mais consultorias, e mais assessorias, e mais . . . tempo que passa!
E mais engordam os consultores, os assessores, os do costume!

O costume!
Pedrinho não apresentará nenhum novo plano alternativo à desfaçatez do PSD?
Aguardemos.
AC

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

FERROVIA, CP, IP, . . . . o. . . COSTUME ?

Percebi mal ou vi um anúncio de uma futura excelente ligação de ferrovia a ir ter a Bragança e depois seguir para Espanha?

Estou aqui a puxar pela memória antes de ir ver arquivos, mas ia jurar que Pedrinho enquanto ministro tinha quase tudo a andar ou mesmo perto da conclusão, e certamente novos projectos idealizados.

Tá bem, uns ligeiríssimos atrasozitos. . . . sem importância de maior.
Não sejam maldosos como eu, reparem, por exemplo Lisboa ao Porto de comboio já se faz com uns minutinhos a menos do que a mesma viagem demorava há trinta anos. 
É uma melhoria muito relevante!

Tá bem, não venham embirrar com as linhas da Beira Alta etc.

Alguma coisa correu mal com a Ferrovia 2020?

Tá bem, mas têm que ter em conta que nos falta mão de obra, estava tudo a ir bem e veio o Montenegro no início de Abril do ano passado e estancou a hemorragia, perdão, estancou a entrada de imigração, logo, as obras da ferrovia pararam exactamente no dia da posse de Montenegro como PM.
É bom ter isto presente.

Havia muitas expectativas, e conseguiram virar-se efectivamente quase todas as páginas, mas veio Abril de 2024 . . . 

NÁ, não pode ser verdade, não haver nada concluído do plano ferrovia 2020. 
Eu não tenho competências para avaliar isto, mas estou certo que é como dizia Zé Socas, é tudo botabaixismo!

Dinheiro não deve estar em falta, engenheiros deve haver muitos que mais não seja os das novas oportunidades e exames aos Domingos, os planos deviam ser brilhantes (não, não tem nada a ver com o Brilhante), se calhar foi a chuva e algum deslizamento que tudo tramou.

Cheira-me que o problema deve estar é no regulador, ou no Passos Coelho, sei lá mesmo senão na boazona Melania Trump.
Aguardemos. 
Com o Pinto Luz, se houver algum percalço, atraso, ele resolve !

AC

domingo, 28 de julho de 2024

FERROVIA em PORTUGAL
Por razões diversas e diferentes mas creio que sobretudo históricas, Espanha e Portugal têm os seus caminhos de ferro na chamada bitola ibérica.
Bitola diferente do resto da Europa.
Mas a Espanha construiu nos últimos anos muitos Km de ferrovia já na bitola do resto da Europa.

Por várias razões, e depois da integração na CEE/ UE os sucessivos governos foram olhando com o maior desprezo para o transporte ferroviário.
Concretamente, quando no passado tivemos alguma capacidade de construção de material circulante, creio que basicamente foi desaparecendo.
As auto-estradas e os camiões Volvo, MAN, Mercedes, Renault, IVECO etc. tornaram-se reis dos transportes, com a consequente ajuda à poluição e gases para a atmosfera.

Alguns falam e bramam há que tempos contra o estado de coisas na ferrovia nacional.
Mais recentemente, o inarrável e arrogante (opinião pessoal, naturalmente) Pedro Nuno Santos gabou-se do seu excelente trabalho na ferrovia, e que nunca tanto foi feito como recentemente por ele. Desfaçatez exorbitante, para não ser excessivamente deselegante.

Realidades?

A bitola Ibérica parece manter-se, nada que incomode o inarrável e arrogante PNS.
A Espanha espartilha-nos e nós ajudamos.

Mas o que parece ainda mais interessante ou estonteante ou mirabolante consoante as perspectivas, é parecer que quase todos os partidos estão de acordo nesta história da bitola.
Ou estou a ver mal?

Mas cada vez que me lembro da criatura que se gaba do trabalho na ferrovia apetece lembrar-lhe:
- já andou na linha Lisboa-Cascais?
- sabe a idade do material circulante que por lá se arrasta muito do qual  já lá circulava em 1965 terminava eu o liceu (Oeiras)?
- sabe o que se está a passar por exemplo na linha do Oeste? leu a notícia do Público de 13 de Julho passado, onde fala por exemplo nos vários problemas no troço entre Torres Vedras e Meleças?
- no mesmo jornal leu a notícia sobre a linha da Beira-Alta em que, entre outros detalhes, o empreiteiro abandonou os trabalhos porque há vários meses que está por receber? É já culpa de Montenegro?

Enfim, não vale a pena continuar.
AC 

domingo, 23 de junho de 2024

FOI DIA MAU, MAS REPAREI NELE, TORNOU O DIA PIOR

Este Sábado foi um dia mau.
Aliás vai ser um fim de semana horrível a começar manhã Domingo na igreja da Praça de Londres, e continua por 2ª Feira, para muito dolorosa despedida.

Numa vã tentativa de desviar o cérebro do choque, a dada altura andei pela gordas via internet.

Entre muitas outras coisas dei com uma notícia em que, naquele seu ar arrogante e quase malcriado, o patrão do PS arrotava que nunca nenhum governo tinha feito tanto pela ferrovia em Portugal.

Como estou destroçado pelo desaparecimento de um dos meus melhores amigos naturalmente que nada mais aumentaria o meu choque.

Mas recordei atrasos e decisões de compras discutíveis e que, aliás, parece que não estão assim muito bem. Mas adiante.

Isto vem a propósito do neto do sapateiro e da sua arrogância e, simultaneamente, da notícia acerca do descontentamento da MEDWAY que anunciou que, provavelmente, vai passar-se para Espanha.

E porquê?
Porque os tais bons governos PS para a ferrovia terão decidido coisas e legislado e terão assumido compromissos de subsídios e pagamentos que, vejam lá os marotos, parece que nada aconteceu do prometido.
É o que diz o homem da MEDWAY
A ser tudo exactamente assim como com desgosto foi confessado, pode legitimamente dizer-se - enfim, o costume à boa maneira a PS.
AC

Medway avisa Governo: empresa pondera sair de Portugal e mudar-se para Espanha

Em declarações à TSF, o presidente da Medway acusa o anterior Executivo de "inação" e de "não cumprir uma decisão que estava tomada e garantida"
A Medway, empresa de transporte ferroviário de mercadorias que comprou a CP carga e que tem 80% da quota de mercado em Portugal, pondera abandonar a operação no nosso país e ir para Espanha. Em causa está a falta de pagamento dos incentivos fixados pelo anterior Governo, a nível de energia (eletricidade e combustível), que até hoje não foram pagos ao setor, e o aumento de 22% da taxa de uso da ferrovia.

Em declarações à TSF, Carlos Vasconcelos, presidente da empresa, confirma que essa possibilidade é real. "O grupo está a ponderar, de facto, se vale a pena continuar a operar em Portugal, quando em Espanha tem todo o apoio. A taxa de uso em Portugal na ferrovia foi aumentada 22% este ano e há um discurso que nós sabemos que é uma esquizofrenia permanente deste país e que nos deixa numa situação complicada. Como é que o Governo de um país soberano assume um compromisso, publica uma lei, assume um compromisso com um grande investidor em Portugal e depois não cumpre?", questiona.


"Não compreendemos o anterior Governo, esta inação, não cumprir uma decisão tomada e garantida. Ninguém o obrigou a tomar [esta decisão], ninguém lhes pediu que garantissem, mas eles não só tomaram a decisão, legislaram nesse sentido, o próprio primeiro-ministro do país garante uma coisa que vai pagar imediatamente e depois não cumprem. É evidente que isto gera um desconforto enorme e leva um investidor estrangeiro a dizer: 'Em que raio de país é que eu estou a trabalhar e a investir, em que tenho projetos que ultrapassam os 390.000.000 de euros, o que é que eu estou aqui a fazer? '"

O presidente da Medway assume que, em aberto, está mesmo a paragem da atividade em Portugal e a ida para Espanha, onde a empresa tem vários incentivos, por exemplo, um custo da taxa de uso oito vezes inferior.
"Eu vou é para Espanha, onde apoiam, têm uma taxa de uso da via-férrea oito vezes inferior à portuguesa, apoiam na energia e no combustível", afirma.

Carlos Vasconcelos espera que o novo Governo resolva a situação. "Tenho esperança que este novo Governo resolva a situação, é sempre desagradável a um governo herdar uma situação destas, mas institucionalmente o que existe é um país, mas eu tenho uma esperança que este Governo não seja, nesta matéria, como o anterior, que prometeu, prometeu, prometeu, legislou, legislou e não fez nada. Espero que este faça alguma coisa para bem do país, porque nós temos uma empresa sustentável, que tem gerado postos de trabalho, que tem investido fortemente na ferrovia em Portugal, que tem projetos grandes para Portugal, como seja uma oficina de manutenção e eventualmente construção de vagões", sublinha.

O responsável pela Medway esclarece que já teve um contacto com o Governo de Luís Montenegro e espera por uma reunião em breve. Para já, nota recetividade do Executivo para resolver a situação. O prazo para a decisão é o Orçamento do Estado para o próximo ano.
"Espero que este governo, de facto, seja sensível. Já tivemos só um pequeno contacto com o Governo, que nos mostrou simpatia, compreensão, problema e precisava de o estudar. Obviamente espero ter uma reunião brevemente com o Governo para discutir o assunto já a outro nível e de forma mais assertiva. Quanto ao prazo, a questão das compensações para nós é absolutamente urgente e precisávamos disso. Eu diria que era para ontem, mas aqui não dá para estar à espera muito tempo. Era bom que todas estas medidas até setembro ou outubro estivessem aprovadas. Depois, o Orçamento do Estado tem de contemplar isto", acrescenta.

Miguel Rebelo de Sousa, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Empresas ferroviárias, na entrevista d'A Vida do Dinheiro desta semana, diz que será uma tragédia se a Medway sair de Portugal para se fixar em Espanha, mas compreende, uma vez que esta é uma decisão que cabe ao acionista.

"Representa cerca de 80% do mercado e, portanto, se acontecesse uma coisa dessas, era negativo. Mas é verdade que a Medway opera em Portugal e opera em Espanha. É verdade que a Medway tem tido em Espanha um aumento muito grande de quota de mercado e, portanto, faz sentido. Tem um grande incentivo pela parte das autoridades espanholas para continuar a sua senda de investimento no mercado espanhol. Vai passar a ser responsável pela Renfe mercadorias (...) No final do dia, é normal que um acionista pese até que ponto é que faz sentido continuar a insistir num mercado onde, pelos vistos, não tem condições para ser competitivo, quando, ao lado, tem outro mercado, onde tem incentivos para operar, tem incentivos à transição modal, incentivos à descarbonização dos transportes. Portanto, até para comprar comboios elétricos tem incentivos em Espanha. Recebe financiamento sem custo. E nós, cá em Portugal, não só não damos qualquer tipo de apoio, como ainda por cima tornamos mais caro o transporte de mercadorias e isso é um contrassenso", alerta.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Podia ter começado por dizer - que pena que em oito anos de governos socialistas não tivesse sido lançado mais cedo este concurso.

Mas era chato, não era Dr Vital Moreira?

AC


Aplauso (33): Um revolução ferroviária

1. A grande notícia da semana foi a decisão de abrir o concurso para a 1ª fase da linha ferroviária de alta velocidade (TGV) entre o Porto e Lisboa, que vai ser construída em vários troços e cujo lançamento não foi felizmente afetado pela demissão do Governo. 

Como mostram os mapas juntos, a nova ligação Porto-Lisboa constitui uma verdadeira revolução na mobilidade entre nós, não somente entre as duas principais cidades do País (com Aveiro, Coimbra e Leiria no meio), mas também, mercê das conexões com a rede convencional existente, em todo o território nacional a norte do Tejo.

Já não era sem tempo para começar! Esperemos que o calendário traçado para o investimento não sofra os tropeços que são habituais entre nós.

2. Junto com outras importantes obras em curso - como a renovação integral da linha da Beira Alta e da linha Sines-Elvas -, este novo projeto concretiza o resgate da ferrovia em Portugal, depois do abandono durante quase todo o século XX, preterido a favor do modo rodoviário e do lobby automóvel, incluindo depois da implantação do regime democrático, apesar dos fundos europeus que poderiam ter sido mobilizados para o efeito.

Com mais de 30 anos de atraso em relação a Espanha na alta velocidade ferroviária (linha Madrid-Sevilha em 1992), Portugal precisa de andar depressa para reduzir tal atraso e conseguir a necessária conexão com a rede espanhola, de modo a criar uma alternativa ao transporte rodoviário e aéreo (Lisboa-Porto-Vigo e Lisboa-Madrid).

Além da melhoria do transporte de pessoas e mercadorias (rapidez, comodidade, segurança, etc.), em prol da mobilidade no espaço nacional e no espaço ibérico, cada vez mais integrado, a aposta na ferrovia é também uma condição para atingir os objetivos da transição energética e da neutralidade carbónica antes de meados do século.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

SISTEMA   FERROVIÁRIO
Por cá, com o ex-ministro (!?!?) Galamba, com o seu igualmente inarrável antecessor, com os antecessores todos de cores  e governos vários, o sistema ferroviário português continua como se vai vendo. 

Obras protelando-se por causa disto e daquilo.
Electrificação de linhas que nunca mais acontecem, talvez porque os electrões são coxos!
Ah e a questão da bitola!
E estamos nisto. 

Será que dinheiro do PRR podia ser gasto nisso? Não sei se pode e se calhar alguma coisa estará prevista. Talvez algum tenha sido gasto, não sei.

O que quero salientar é que de certeza a China não deve estar a trabalhar como nós por cá.
Creio que tem um plano e um planeamento claros, creio que num futuro não muito distante haverá um sistema ferroviário que ligará a China a, pelo menos, Quirguistão, Casaquistão e Uzbequistão.
Integra-se na hoje designada a "Nova Rota da Seda".
Lá os electrões podem ter olhos em bico, mas coxos não serão.

Será que eles têm por lá "Galambas e Pedros e outros" que, periódica e candidamente, anunciam novos prazos de conclusão de obras?
AC

sábado, 28 de maio de 2022

UNIÃO   EUROPEIA (UE)  e   PORTUGAL

A lourinha Ursula e particularmente os seus gritinhos que não se ouvem mas se descortinam por trás das suas, vozinha e histórias da carochinha, têm-me levado a reler muita coisa sobre a UE, anteriormente designada por CEE. E olhar depois para dentro de casa.

Ler, reler, pensar por exemplo nos parâmetros relativos à questão Turca, ou Grega, ou ao continuado impasse de alargamento a certas regiões. Olhar ao início da chamada Europa dos valores, às diferentes fases e marcos, ao alargamento, às promessas e aldrabices. Olhar à introdução do Euro.

Começando por este último aspecto, o Euro/ €, aderiram ao Euro 11 países. Era então 1 de Janeiro de 1999. A Grécia juntou-se dois anos depois e, pomposa e oficialmente, diz-se que assim foi pois apenas dois anos depois foi assegurado o cumprimento (!?!?!) dos critérios de convergência. A aldrabice conhecida, mas outros valores por baixo da mesa foram tidos em conta. 

O caminho para a moeda única foi aberto com o Tratado de Maastricht. Na altura, ficaram de fora a Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia. O entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2002. Em 28 de Fevereiro de 2002 o escudo deixou de poder circular. Acabou o ciclo de mais ou menos 90 anos da nossa velha moeda.

Ao olhar para documentação oficial da UE sobre o assunto e dessa época recordo, por exemplo, valores de PIB per capita em Euros:

> Alemanha - 22600 €
> Áustria - 23300 €
> Bélgica - 23400 €
> Holanda - 23600 €
> Finlândia - 21800 €
> Irlanda - 23000 €
> Luxemburgo - 37700 €
> Itália - 20900 €
> França - 21300 €
> Espanha - 17300 €
> Portugal - 15800 €
> Grécia - 14100 €

E quando se compara o que vale um ou seja, o que ficou estipulado na adesão ao € em relação a alguns dos países:
> 200,482 Portugal
> 1,95583 Alemanha
> 2,20371 Holanda
> 40,3399 Luxemburgo
> 13,7603 Áustria

Isto dá bem a noção do desenvolvimento e pujança de cada país.
área do Euro inclui portanto países aderentes, Estados-membros, que adotaram o € como moeda única, havendo uma política monetária única sob responsabilidade do Banco Central Europeu. Consequências positivas e negativas. Há quem diga que são só negativas. Não discuto isso.

O meu ponto é apenas sobre uma questão simples: o desenvolvimento de cada país e concretamente o nosso. O que fizemos ou não fizemos desde 2002, e já nem vou lembrar o que fizemos ou não fizemos com a torrente de dinheiro antes de 2002. Agora dizem que vem aí o dilúvio chamado PRR.

Há data da adesão ao e concretamente ao longo do tempo até 1 de Janeiro de 2002, as loas e discursos por cá (e não só) eram no sentido de que a adesão ao , por exemplo, 
> trouxe forte redução da instabilidade macroeconómica para o nosso país,
> permitiu uma descida muito significativa da inflação e das taxas de juro,
> a diminuição acentuada dos encargos financeiros,
> o mais baixo custo do capital permitiu às empresas aumentar o esforço de investimento e modernização,
> maior competitividade do sector produtivo nacional, 
> facilidade de viagens e transações entre países, etc.

Uma das preocupações que existiam na altura era a da questão dos preços isto é, se a entrada em vigor do provocaria necessariamente um aumento de preços. 
Claro que a propaganda na altura era - não senhor, nem pensar - mas depois, sorrateiramente em voz mais baixinha diziam - mas será necessário algum cuidado. Isto foi tudo escrito, não é invenção minha.

Entre muitos outros exemplos lembro-me bem do preço de um café, uma bica. 
Mas, como sempre, a bovinidade portuguesa tudo aceitou. 
Foi pena que à data de 1 de Janeiro de 2002  Passos Coelho não fosse o PM, pois então talvez a populaça se tivesse revoltado, e então BEM, com uma série de coisas.

O meu ponto é, o desenvolvimento e o estado deste Estado, o nosso bem estar e segurança colectiva.

Certamente que a adesão ao Euro e a aceitação por 1 € = 200, 482 trouxe vantagens, inconvenientes, dificuldades.
Mas, quando ouço por exemplo, Francisco Louçã, Eugénio Rosa, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins, Mortágua, Agostinho Lopes, João Ferreira, João Ferreira do Amaral, Miguel Tiago, João Rodrigues e tantos ouros que se não estou enganado são críticos ferozes da adesão ao Euro, gostava que me explicassem com detalhe (coisa nunca feita) o que acontecia por exemplo aos meus parcos euros no banco se saíssemos do Euro e da UE.

E gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE e ao Euro, que o ordenamento do território está como está, que o despovoamento é uma triste realidade, e que o sistema nacional de saúde (SNS) está como está ao ponto de, um destacado socialista e ex-secretário de Estado e actual director do hospital de S.João no Porto escrever publicamente o que se leu há dias. 
Não me estou a referir a sindicalistas afectos ou não à CGTP, estou a falar de gente decente, de gente socialista, como por exemplo também o ex ministro da saúde, muito crítico ao que se vem passando no âmbito do SNS.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ferrovia, a CP, os metro, as empresas que trabalhavam no sector de manutenção e reparação e construção de material circulante, chegaram ao que chegaram. Se foi por causa dessa adesão que deixaram um sacripanta fazer o que fez à TAP e o que agora o chefinho e o seu Pedrinho fazem o que se vê.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ligação ferroviária ao exterior marca passo, que o aeroporto marca passo, que os caudais de água nos rios que nascem fora de Portugal têm o controlo que se vê, que a construção ou não de barragens tem uma envolvente que parece…... nebulosa.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a governamentalização das Forças Armadas iniciada em 1995 chegou ao descaramento absoluto, e se os crescentes e indesmentíveis problemas nas Forças Armadas decorrem dessa adesão.

Gostava ainda que me explicassem tanta coisa mais, e que me explicassem que afinal….eu não tenho razão….EM NADA.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

NO MEU SOSSEGO
FELIZARDO, riquíssimo no plano familiar, cá vou andando.
No sossego da aldeia, dá para meditar sobre muita coisa.
Esta tarde, quando o termómetro na sombra da varanda vai subindo para o máximo de hoje, 33º C, fui alertado de que haveria conferência de imprensa sobre o trágico acidente ferroviário de há poucos dias.
Abri o televisor que, como regra, dorme.
Não apanhei o início, apanhei uma senhora que já falava e dava  explicações em nome da IP, depois um senhor com longa explicação sobre o feito entre o Verão de 2018 e o presente quanto à instalação de mais sistemas de prevenção de acidentes, e finalmente um senhor que é o “Boss” da IP. 
Mas, como há hoje um assunto premente, decisivo para a vida do País, decisivo para a continuação da democracia, passaram dessa conferência de imprensa para as tonterias à volta do Jesus futebolista/ treinador, para as costumeiras e patéticas sessões de Komentadeiras de futebolês. Um nojo, na minha opinião, naturalmente.
Conclusão, minha, jornalismo da treta, anestesia continuada aos TUGAS, um nojo, em que ninguém questiona o salário de 3 milhões como dizem por aí. UM ESCÂNDALO.
Televisor voltou a dormir.
AC

domingo, 14 de abril de 2019

CURIOSIDADES QUE ACONTECEM POR CÁ
Lê-se por aí que pelo menos 8 automotoras da CP estavam encostadas desde 2013.
Também se fica agora a saber que duas delas irão em Junho para reparação.
Falam numa existência de défice de recursos humanos especializados para as operações de reparação a desenvolver. 
Lê-se isto e fica-se a pensar - bem a culpa de encostar as automotoras foi da Troika e do Passos, não da CP.
Bom, mas a partir de finais de 2015 entrou a geringonça, que começou logo a virar a página da austeridade. Aquilo que agora Centeno diz lá fora é obviamente uma treta, a austeridade foi mesmo toda virada.
Voltando à CP, qualquer pessoa razoável pensa que, obviamente, as coisas não podiam começar logo a ser resolvidas em 2016. 
Natural e compreensivelmente. Tal como em 2017.
Poderiam então recomeçar em 2018, tudo a endireitar.........
Não, o melhor é prometer para o período entre as eleições Europeias e as legislativas ambas em 2019.......
" Ahh senhor António, lá está o senhor com mau feitio, lá porque viu há dias o candidato a passear em Alcochete com aquele ar meio tristonho e meio........., 
AC
Ps: quanto à rapaziada da CP, o que pensar?

terça-feira, 11 de setembro de 2018

DIREITO à VERDADE
Presidente da República afirmou que os portugueses "têm direito a saber a verdade do que se passou em Pedrógão Grande".
(Nesta 2ªfeira, a fazer fé no que noticiam, em Pedrogão não terá afinal havido ilegalidade alguma)
Teoricamente bem, o PR não comentou processos isolados, ainda que apeteça perguntar - Pedrogão, Castanheira, Mação, Monchique, são tudo casos isolados?  
E a CGD?
E o dinheiro já enterrado no Ex-BES/ Novo Banco?
E no BPP?
E no BPN/ BIC?
E as cativações?
E em que década se acentuou o desastre da ferrovia?
E as forças armadas?

E Tancos? 
Ah, vai saber-se dentro de dias ou semanas, não meses, disse o PR.
Ora pelas minhas contas, 4 semanas dão 1 mês, 8 serão 2, 12, certamente 3 meses se não estou enganado, e por aí fora.
Se alguma acusação sair a público no fim de Dezembro próximo, serão 12 semanas (DEZ, NOV, OUT) e mais 2 semanas e pouco de Setembro.
Semanas, portanto.
Se for em finais de Fevereiro próximo serão então mais 8 semanas em cima.
SEMANAS, NÃO MESES
E andamos nisto, grande parte dos Portugueses parece que aprecia o estilo, e o Jornal de Negócios elegeu o inquilino de Belém como o mais poderoso.
Portugal é pequenino, mas um torrãozinho de açúcar, dizia o Queriroziano brigadeiro se a memória não me falha.
Desgraçado País, desgraçados portugueses
AC

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A PROPÓSITO da CP
Não ando de comboio desde que fui a Tomar para as penúltimas festas dos Tabuleiros.
Não pude visitar, porventura apreciar, uma exposição (7 Julho - 12 Agosto) organizada pela empresa Comboios de Portugal (CP) em parceria com Infraestrutras de Portugal (IP).
Esteve no Cine-Teatro avenida, em Castelo Branco, exposição evocativa dos 160 anos do caminho de ferro no nosso País.
É sempre interessante assistir a estas evocações, principalmente em épocas de desnorte quase completo.
O aparecimento do caminho de ferro em Portugal (tardio, se comparado com outros países Europeus) tornou possível desenhar a pouco e pouco uma rede de transportes, encurtando distâncias entre locais e comunidades.
Dizem-me que essa exposição abordou diferentes áreas incluindo projectos futuros. Como não pude ver não vou poder comentar.
Mas uma coisa é certa, não sendo utente da CP, conheço várias estações de comboios, nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco, e isso já me dá uma ideia sobre certas coisas.
Mas, por agora, até porque como diz Marcelo, certamente que o governo está a ponderar os assuntos e problemas e há que lhe dar tempo (!!!!??????), lembraria que:
> como em muita coisa, Portugal arrancou tarde para a ferrovia,
> no presente, continuamos com a vergonhosa bitola que nos mantém como ilha.

Quando me falam em - constante adequação da actividade ferroviária às vicissitudes e exigências do mercado de transportes - ou, o que é ainda mais giro - tendo como referência a sustentabilidade ambiental em resposta às necessidades de mobilidade considerados os mais elevados padrões de mobilidade, considerados os mais elevados padrões de qualidade conforto e segurança - não me dá vontade de chorar nem de rir.
Eles não têm culpa, coitados, a avó deles é que não devia ter nascido!
AC

domingo, 8 de janeiro de 2017

A VER ANDAR OS COMBOIOS
Nos meus tempos de liceu, 1965 para trás, os comboios da linha do Estoril tinham 1ª, 2ª e 3ª classes. As portas das carruagens abriam e fechavam manualmente, o comboio recomeçava a andar em cada estação depois de um revisor dar sinal. E os endiabrados como eu, saltavam em andamento, embarcavam em andamento.
Vem isto a propósito da ferrovia, a propósito dos transportes sobre rodas de aço, comboios de mercadorias e passageiros, metros. Não é preciso ser-se especialista (não sou) de transportes e nomeadamente na ferrovia, para facilmente se aperceber de algumas questões, de alguns problemas.
A geringonça anda a reverter tudo e mais alguma coisa. Ninguém ainda me conseguiu tirar da cabeça que, para lá da possibilidade de existir uma ou outra boa razão para não privatizar por exemplo os transportes públicos no Porto e em Lisboa, a reversão tem fundamentalmente em vista manter uma clientela sindical para, sobretudo, a CGTP.
Depois temos a inacreditável situação de nunca mais se resolver as ligações a Sines, coisa que vem detrás, de antes da geringonça, mas onde no passado o PS também tem os pés muito na m......na lama!
Depois ainda, quando se olha (que é um pincel dos diabos) para o que diz o OE para 2017, verificam-se distorções várias. Sim distorções, entre o que se investe numas coisas e em outras.
Vão ver, é estimulante.
Ah, e já agora, raciocinem porque é que nas autarquias das grandes Lisboa e Porto tanta coisa se anuncia, tanta coisa se está a fazer (obras Medina, por exemplo).
Sempre para um País melhor, mais desenvolvido, mais equilibrado, mais democrático, mais equitativo, mais.....mais.....mais......
Que filhos da mãe.
AC

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MAR. PORTOS. EXPORTAÇÕES.
Aparentemente, com este OE 2016, a história de construir/ instalar um terminal de contentores na zona do Barreio perto da ponta em frente à base aérea do Montijo, já teve melhores dias. No passado recente, com a anterior governação, parece que se preparavam para isso, para ali o sediar.
Como em tudo na vida, aquela eventual localização terá vantagens e inconvenientes, e eu sou um quase ignorante em questões portuárias e sobretudo no que se refere a estudos das acções do rio, sedimentações, necessidades de dragagens. Quanto a este último aspecto, a coisa seria certamente um sorvedouro de dinheiro.
A desgraçada sensação que me fica, década após década, é que este dito País de marinheiros mais não passa de um manhoso País de banhistas, e ainda por cima pouco sabendo de natação e sendo muito inconscientes com as coisas do mar.
Ah, de vez em quando, como aconteceu agora com a eventual cena de Cavaco Silva poder presidir a um conselho de ministros, há quem tenha a lata de escrever que esta criatura sempre tem manifestado grande interesse pelas coisas do mar.
O actual e os ex-PM, a recordar  Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Passos Coelho, o que têm em comum?
Muito frenesim mediático, muitas inaugurações ás vezes até de coisas já semi-inauguradas, uma enorme demonstração periódica de falta de sentido de Estado. A que se pode acrescentar, como mostraram os anos passados, muita nomeação de "boys e girls", escassa ou nula coordenação dos respectivos governos e uma ausência de dignidade e parcimónia na gestão da coisa pública.
Além disso, a par de uma variante entre desconhecimento absoluto ou parcial de dossiers, têm ainda em comum o constante esquecimento da posição geográfica do País e, como a sua acção foi demonstrando, geo-política e estratégia para eles tudo um pântano de conhecimento.
Conjugar portos e ferrovia é coisa que continua a estar no estado que se vê. Houve até uns anúncios de assinaturas de protocolos tempos atrás entre autarcas, etc.
No vernáculo popular, tudo continua a demonstrar que não passam de uns patetas. Só não esquecem os jogos por baixo da mesa e o acautelar da vidinha.
AC