Espanha entregou à Comissão Europeia um relatório a recusar a mudança e Portugal alinha pela mesma bitola, mantendo os novos projectos de alta velocidade no padrão ibérico para não isolar o país
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Espanha entregou à Comissão Europeia um relatório a recusar a mudança e Portugal alinha pela mesma bitola, mantendo os novos projectos de alta velocidade no padrão ibérico para não isolar o país
sábado, 16 de maio de 2026
(Interessante artigo, opinião pessoal naturalmente AC)
15 Maio 2026
Gosto de comboios. Arrisco até dizer que gosto de todos os comboios — os de brincar, os a sério, os rápidos, até dos lentos. Tenho pena de não andar mais de comboio mas já se sabe que o panorama ferroviário do país não ajuda.
Por exemplo, desde cedo habituei-me a andar de comboio na linha da Beira Baixa. Foi a minha aprendizagem, a descoberta dos cruzamentos do Entroncamento, a segunda etapa da viagem, a procura da plataforma onde estaria o comboio que me levaria ao meu destino.
O incumprimento de prazos é uma doença crónica do Estado português e ainda não houve governo (NENHUM - PSD, CDS, PS, AD, Geringonça, maioria absolutas ou relativas) que tivesse o dom de melhorar o panorama. Mas quando se entra num comboio para uma viagem longa tudo se esquece.
Gosto de olhar pela janela e ver a paisagem passar; quando chove, ver as gotas de água a escorrer; gosto até dos solavancos e sobretudo gosto de misturar olhar pela janela e ir lendo o jornal ou um livro.
Manuel Falcão
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
FERROVIA NACIONAL. CP.
Naturalmente, não sei o que os meus concidadãos pensam sobre a ferrovia nacional e tudo o que lhe respeita.
É certo que se observa com frequência uma série de protestos por parte de utentes seja sobre regularidade e pontualidade de comboios, seja sobre oferta, seja sobre as condições de conforto (?) dos comboios etc.
Tendo a acreditar que a maioria dos meus concidadãos estará convencida de que isto de "ferrovia" quer dizer CP.
E não é bem assim.
Agora só compramos e com anos de atraso.
Mas a CP é um dos nomes que vem à cabeça quando se fala de ferrovia.
Mas para falar de ferrovia, deve ponderar-se que interesses estão por trás de muita coisa acontecida ao longo das últimas 4 décadas.
Há muitas teorias sobre mercado, sobre logística, sobre rentabilidade, rendibilidade, manutenção de equipamentos, sobre inovação, sobre tudo e mais alguma coisa.
Uma das dessas "e mais alguma coisa" é capaz de passar por desmembrar empresas, para criar outras empresas, para criar negócios que, se nuns casos será razoável e eficaz em outros casos/ situações se calhar a coisa já é mais duvidosa.
Por vezes aparece aquela coisa pomposa de restaurar/ reestruturar antiga empresa. Aconteceu/ acontece no mundo da ferrovia.
Há quem defenda legitimamente e se calhar com razão certas viabilidades, desmutiplicação de actividades específicas.
Uma coisa me parece evidente: tanta criação de empresas a apostar na inovação, na internacionalização, nos investimentos de grande escala, na retenção e atração de talento, na formação, na preparação para os desafios do futuro, na sustentabilidade, na energia verde limpa e renovável, na competitividade económica, na mobilidade assim e assado, na qualidade de cada projecto, no compromisso para crescer, na contribuição activa para uma mobilidade mais sustentável, mas a ferrovia nacional permanece como está.
Muitos ganham bom dinheiro há anos, mas continuamos com a bitola Ibérica, continuamos com uns minutos menos na viagem Lisboa - Porto, continuamos com projectos para isto e mais aquilo, conferências, anúncios e . . . atrasos, vide linha da Beira Alta.
Para não falar do que vai de Lisboa para Sul.
Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar, já dizia o célebre brigadeiro da nossa literatura. POIS!
Portugal é o melhor país do mundo segundo uma patética criatura.
António Cabral (AC)
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
terça-feira, 22 de abril de 2025
Agora que andamos em período eleitoral, em campanha eleitoral (estamos sempre em campanhas eleitorais diga a lei o que disser, que ninguém cumpre), leio declarações dos políticos do PS e do PSD e particularmente do inarrável Pedrinho.
Isto dito, uma das minhas curiosidades era ouvir Pedrinho sobre a ferrovia.
Dos mais recentes e conhecidos planos temos, PETI 3+, Ferrovia 2020, PNI 2030, PFN e, se já não bastassem, agora com a arrogância conhecida ouço esta gente PSD falar em «novas rotas» do Minho ao Algarve, talvez até serviços da CP até à Corunha e a Salamanca.
Ah, e naturalmente, sempre muitos estudos e mais planos e mais consultorias, e mais assessorias, e mais . . . tempo que passa!
O costume!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Percebi mal ou vi um anúncio de uma futura excelente ligação de ferrovia a ir ter a Bragança e depois seguir para Espanha?
Havia muitas expectativas, e conseguiram virar-se efectivamente quase todas as páginas, mas veio Abril de 2024 . . .
Cheira-me que o problema deve estar é no regulador, ou no Passos Coelho, sei lá mesmo senão na boazona Melania Trump.
domingo, 28 de julho de 2024
Por razões diversas e diferentes mas creio que sobretudo históricas, Espanha e Portugal têm os seus caminhos de ferro na chamada bitola ibérica.
Alguns falam e bramam há que tempos contra o estado de coisas na ferrovia nacional.
domingo, 23 de junho de 2024
FOI DIA MAU, MAS REPAREI NELE, TORNOU O DIA PIOR
Medway avisa Governo: empresa pondera sair de Portugal e mudar-se para Espanha
Em declarações à TSF, o presidente da Medway acusa o anterior Executivo de "inação" e de "não cumprir uma decisão que estava tomada e garantida"
A Medway, empresa de transporte ferroviário de mercadorias que comprou a CP carga e que tem 80% da quota de mercado em Portugal, pondera abandonar a operação no nosso país e ir para Espanha. Em causa está a falta de pagamento dos incentivos fixados pelo anterior Governo, a nível de energia (eletricidade e combustível), que até hoje não foram pagos ao setor, e o aumento de 22% da taxa de uso da ferrovia.
Em declarações à TSF, Carlos Vasconcelos, presidente da empresa, confirma que essa possibilidade é real. "O grupo está a ponderar, de facto, se vale a pena continuar a operar em Portugal, quando em Espanha tem todo o apoio. A taxa de uso em Portugal na ferrovia foi aumentada 22% este ano e há um discurso que nós sabemos que é uma esquizofrenia permanente deste país e que nos deixa numa situação complicada. Como é que o Governo de um país soberano assume um compromisso, publica uma lei, assume um compromisso com um grande investidor em Portugal e depois não cumpre?", questiona.
"Não compreendemos o anterior Governo, esta inação, não cumprir uma decisão tomada e garantida. Ninguém o obrigou a tomar [esta decisão], ninguém lhes pediu que garantissem, mas eles não só tomaram a decisão, legislaram nesse sentido, o próprio primeiro-ministro do país garante uma coisa que vai pagar imediatamente e depois não cumprem. É evidente que isto gera um desconforto enorme e leva um investidor estrangeiro a dizer: 'Em que raio de país é que eu estou a trabalhar e a investir, em que tenho projetos que ultrapassam os 390.000.000 de euros, o que é que eu estou aqui a fazer? '"
O presidente da Medway assume que, em aberto, está mesmo a paragem da atividade em Portugal e a ida para Espanha, onde a empresa tem vários incentivos, por exemplo, um custo da taxa de uso oito vezes inferior.
"Eu vou é para Espanha, onde apoiam, têm uma taxa de uso da via-férrea oito vezes inferior à portuguesa, apoiam na energia e no combustível", afirma.
Carlos Vasconcelos espera que o novo Governo resolva a situação. "Tenho esperança que este novo Governo resolva a situação, é sempre desagradável a um governo herdar uma situação destas, mas institucionalmente o que existe é um país, mas eu tenho uma esperança que este Governo não seja, nesta matéria, como o anterior, que prometeu, prometeu, prometeu, legislou, legislou e não fez nada. Espero que este faça alguma coisa para bem do país, porque nós temos uma empresa sustentável, que tem gerado postos de trabalho, que tem investido fortemente na ferrovia em Portugal, que tem projetos grandes para Portugal, como seja uma oficina de manutenção e eventualmente construção de vagões", sublinha.
O responsável pela Medway esclarece que já teve um contacto com o Governo de Luís Montenegro e espera por uma reunião em breve. Para já, nota recetividade do Executivo para resolver a situação. O prazo para a decisão é o Orçamento do Estado para o próximo ano.
"Espero que este governo, de facto, seja sensível. Já tivemos só um pequeno contacto com o Governo, que nos mostrou simpatia, compreensão, problema e precisava de o estudar. Obviamente espero ter uma reunião brevemente com o Governo para discutir o assunto já a outro nível e de forma mais assertiva. Quanto ao prazo, a questão das compensações para nós é absolutamente urgente e precisávamos disso. Eu diria que era para ontem, mas aqui não dá para estar à espera muito tempo. Era bom que todas estas medidas até setembro ou outubro estivessem aprovadas. Depois, o Orçamento do Estado tem de contemplar isto", acrescenta.
Miguel Rebelo de Sousa, diretor-executivo da Associação Portuguesa de Empresas ferroviárias, na entrevista d'A Vida do Dinheiro desta semana, diz que será uma tragédia se a Medway sair de Portugal para se fixar em Espanha, mas compreende, uma vez que esta é uma decisão que cabe ao acionista.
"Representa cerca de 80% do mercado e, portanto, se acontecesse uma coisa dessas, era negativo. Mas é verdade que a Medway opera em Portugal e opera em Espanha. É verdade que a Medway tem tido em Espanha um aumento muito grande de quota de mercado e, portanto, faz sentido. Tem um grande incentivo pela parte das autoridades espanholas para continuar a sua senda de investimento no mercado espanhol. Vai passar a ser responsável pela Renfe mercadorias (...) No final do dia, é normal que um acionista pese até que ponto é que faz sentido continuar a insistir num mercado onde, pelos vistos, não tem condições para ser competitivo, quando, ao lado, tem outro mercado, onde tem incentivos para operar, tem incentivos à transição modal, incentivos à descarbonização dos transportes. Portanto, até para comprar comboios elétricos tem incentivos em Espanha. Recebe financiamento sem custo. E nós, cá em Portugal, não só não damos qualquer tipo de apoio, como ainda por cima tornamos mais caro o transporte de mercadorias e isso é um contrassenso", alerta.
domingo, 14 de janeiro de 2024
Podia ter começado por dizer - que pena que em oito anos de governos socialistas não tivesse sido lançado mais cedo este concurso.
Mas era chato, não era Dr Vital Moreira?
AC
Aplauso (33): Um revolução ferroviária
1. A grande notícia da semana foi a decisão de abrir o concurso para a 1ª fase da linha ferroviária de alta velocidade (TGV) entre o Porto e Lisboa, que vai ser construída em vários troços e cujo lançamento não foi felizmente afetado pela demissão do Governo.
Como mostram os mapas juntos, a nova ligação Porto-Lisboa constitui uma verdadeira revolução na mobilidade entre nós, não somente entre as duas principais cidades do País (com Aveiro, Coimbra e Leiria no meio), mas também, mercê das conexões com a rede convencional existente, em todo o território nacional a norte do Tejo.
Já não era sem tempo para começar! Esperemos que o calendário traçado para o investimento não sofra os tropeços que são habituais entre nós.
2. Junto com outras importantes obras em curso - como a renovação integral da linha da Beira Alta e da linha Sines-Elvas -, este novo projeto concretiza o resgate da ferrovia em Portugal, depois do abandono durante quase todo o século XX, preterido a favor do modo rodoviário e do lobby automóvel, incluindo depois da implantação do regime democrático, apesar dos fundos europeus que poderiam ter sido mobilizados para o efeito.
Com mais de 30 anos de atraso em relação a Espanha na alta velocidade ferroviária (linha Madrid-Sevilha em 1992), Portugal precisa de andar depressa para reduzir tal atraso e conseguir a necessária conexão com a rede espanhola, de modo a criar uma alternativa ao transporte rodoviário e aéreo (Lisboa-Porto-Vigo e Lisboa-Madrid).
Além da melhoria do transporte de pessoas e mercadorias (rapidez, comodidade, segurança, etc.), em prol da mobilidade no espaço nacional e no espaço ibérico, cada vez mais integrado, a aposta na ferrovia é também uma condição para atingir os objetivos da transição energética e da neutralidade carbónica antes de meados do século.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
sábado, 28 de maio de 2022
UNIÃO EUROPEIA (UE) e PORTUGAL
A lourinha Ursula e particularmente os seus gritinhos que não se ouvem mas se descortinam por trás das suas, vozinha e histórias da carochinha, têm-me levado a reler muita coisa sobre a UE, anteriormente designada por CEE. E olhar depois para dentro de casa.
Ler, reler, pensar por exemplo nos parâmetros relativos à questão Turca, ou Grega, ou ao continuado impasse de alargamento a certas regiões. Olhar ao início da chamada Europa dos valores, às diferentes fases e marcos, ao alargamento, às promessas e aldrabices. Olhar à introdução do Euro.
Começando por este último aspecto, o Euro/ €, aderiram ao Euro 11 países. Era então 1 de Janeiro de 1999. A Grécia juntou-se dois anos depois e, pomposa e oficialmente, diz-se que assim foi pois apenas dois anos depois foi assegurado o cumprimento (!?!?!) dos critérios de convergência. A aldrabice conhecida, mas outros valores por baixo da mesa foram tidos em conta.
O caminho para a moeda única foi aberto com o Tratado de Maastricht. Na altura, ficaram de fora a Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia. O € entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2002. Em 28 de Fevereiro de 2002 o escudo deixou de poder circular. Acabou o ciclo de mais ou menos 90 anos da nossa velha moeda.
Ao olhar para documentação oficial da UE sobre o assunto e dessa época recordo, por exemplo, valores de PIB per capita em Euros:
> Alemanha - 22600 €> Áustria - 23300 €
> Bélgica - 23400 €
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
FELIZARDO, riquíssimo no plano familiar, cá vou andando.
No sossego da aldeia, dá para meditar sobre muita coisa.
Esta tarde, quando o termómetro na sombra da varanda vai subindo para o máximo de hoje, 33º C, fui alertado de que haveria conferência de imprensa sobre o trágico acidente ferroviário de há poucos dias.
Abri o televisor que, como regra, dorme.
Não apanhei o início, apanhei uma senhora que já falava e dava explicações em nome da IP, depois um senhor com longa explicação sobre o feito entre o Verão de 2018 e o presente quanto à instalação de mais sistemas de prevenção de acidentes, e finalmente um senhor que é o “Boss” da IP.
Mas, como há hoje um assunto premente, decisivo para a vida do País, decisivo para a continuação da democracia, passaram dessa conferência de imprensa para as tonterias à volta do Jesus futebolista/ treinador, para as costumeiras e patéticas sessões de Komentadeiras de futebolês. Um nojo, na minha opinião, naturalmente.
Conclusão, minha, jornalismo da treta, anestesia continuada aos TUGAS, um nojo, em que ninguém questiona o salário de 3 milhões como dizem por aí. UM ESCÂNDALO.
Televisor voltou a dormir.
AC
domingo, 14 de abril de 2019
Lê-se por aí que pelo menos 8 automotoras da CP estavam encostadas desde 2013.
Natural e compreensivelmente. Tal como em 2017.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
O Presidente da República afirmou que os portugueses "têm direito a saber a verdade do que se passou em Pedrógão Grande".
Teoricamente bem, o PR não comentou processos isolados, ainda que apeteça perguntar - Pedrogão, Castanheira, Mação, Monchique, são tudo casos isolados?
E o dinheiro já enterrado no Ex-BES/ Novo Banco?
E no BPP?
E no BPN/ BIC?
E as cativações?
E em que década se acentuou o desastre da ferrovia?
E as forças armadas?
E Tancos?
Ah, vai saber-se dentro de dias ou semanas, não meses, disse o PR.
Ora pelas minhas contas, 4 semanas dão 1 mês, 8 serão 2, 12, certamente 3 meses se não estou enganado, e por aí fora.
Se alguma acusação sair a público no fim de Dezembro próximo, serão 12 semanas (DEZ, NOV, OUT) e mais 2 semanas e pouco de Setembro.
Semanas, portanto.
Se for em finais de Fevereiro próximo serão então mais 8 semanas em cima.
SEMANAS, NÃO MESES
E andamos nisto, grande parte dos Portugueses parece que aprecia o estilo, e o Jornal de Negócios elegeu o inquilino de Belém como o mais poderoso.
Portugal é pequenino, mas um torrãozinho de açúcar, dizia o Queriroziano brigadeiro se a memória não me falha.
Desgraçado País, desgraçados portugueses
AC
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Não ando de comboio desde que fui a Tomar para as penúltimas festas dos Tabuleiros.
Não pude visitar, porventura apreciar, uma exposição (7 Julho - 12 Agosto) organizada pela empresa Comboios de Portugal (CP) em parceria com Infraestrutras de Portugal (IP).
Esteve no Cine-Teatro avenida, em Castelo Branco, exposição evocativa dos 160 anos do caminho de ferro no nosso País.
É sempre interessante assistir a estas evocações, principalmente em épocas de desnorte quase completo.
O aparecimento do caminho de ferro em Portugal (tardio, se comparado com outros países Europeus) tornou possível desenhar a pouco e pouco uma rede de transportes, encurtando distâncias entre locais e comunidades.
Dizem-me que essa exposição abordou diferentes áreas incluindo projectos futuros. Como não pude ver não vou poder comentar.
Mas uma coisa é certa, não sendo utente da CP, conheço várias estações de comboios, nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco, e isso já me dá uma ideia sobre certas coisas.
Mas, por agora, até porque como diz Marcelo, certamente que o governo está a ponderar os assuntos e problemas e há que lhe dar tempo (!!!!??????), lembraria que:
> como em muita coisa, Portugal arrancou tarde para a ferrovia,
> no presente, continuamos com a vergonhosa bitola que nos mantém como ilha.
Quando me falam em - constante adequação da actividade ferroviária às vicissitudes e exigências do mercado de transportes - ou, o que é ainda mais giro - tendo como referência a sustentabilidade ambiental em resposta às necessidades de mobilidade considerados os mais elevados padrões de mobilidade, considerados os mais elevados padrões de qualidade conforto e segurança - não me dá vontade de chorar nem de rir.
Eles não têm culpa, coitados, a avó deles é que não devia ter nascido!
AC
domingo, 8 de janeiro de 2017
Nos meus tempos de liceu, 1965 para trás, os comboios da linha do Estoril tinham 1ª, 2ª e 3ª classes. As portas das carruagens abriam e fechavam manualmente, o comboio recomeçava a andar em cada estação depois de um revisor dar sinal. E os endiabrados como eu, saltavam em andamento, embarcavam em andamento.
Vem isto a propósito da ferrovia, a propósito dos transportes sobre rodas de aço, comboios de mercadorias e passageiros, metros. Não é preciso ser-se especialista (não sou) de transportes e nomeadamente na ferrovia, para facilmente se aperceber de algumas questões, de alguns problemas.
A geringonça anda a reverter tudo e mais alguma coisa. Ninguém ainda me conseguiu tirar da cabeça que, para lá da possibilidade de existir uma ou outra boa razão para não privatizar por exemplo os transportes públicos no Porto e em Lisboa, a reversão tem fundamentalmente em vista manter uma clientela sindical para, sobretudo, a CGTP.
Depois temos a inacreditável situação de nunca mais se resolver as ligações a Sines, coisa que vem detrás, de antes da geringonça, mas onde no passado o PS também tem os pés muito na m......na lama!
Depois ainda, quando se olha (que é um pincel dos diabos) para o que diz o OE para 2017, verificam-se distorções várias. Sim distorções, entre o que se investe numas coisas e em outras.
Vão ver, é estimulante.
Ah, e já agora, raciocinem porque é que nas autarquias das grandes Lisboa e Porto tanta coisa se anuncia, tanta coisa se está a fazer (obras Medina, por exemplo).
Sempre para um País melhor, mais desenvolvido, mais equilibrado, mais democrático, mais equitativo, mais.....mais.....mais......
Que filhos da mãe.
AC
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Aparentemente, com este OE 2016, a história de construir/ instalar um terminal de contentores na zona do Barreio perto da ponta em frente à base aérea do Montijo, já teve melhores dias. No passado recente, com a anterior governação, parece que se preparavam para isso, para ali o sediar.
Como em tudo na vida, aquela eventual localização terá vantagens e inconvenientes, e eu sou um quase ignorante em questões portuárias e sobretudo no que se refere a estudos das acções do rio, sedimentações, necessidades de dragagens. Quanto a este último aspecto, a coisa seria certamente um sorvedouro de dinheiro.
A desgraçada sensação que me fica, década após década, é que este dito País de marinheiros mais não passa de um manhoso País de banhistas, e ainda por cima pouco sabendo de natação e sendo muito inconscientes com as coisas do mar.
Ah, de vez em quando, como aconteceu agora com a eventual cena de Cavaco Silva poder presidir a um conselho de ministros, há quem tenha a lata de escrever que esta criatura sempre tem manifestado grande interesse pelas coisas do mar.
O actual e os ex-PM, a recordar Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Passos Coelho, o que têm em comum?
Muito frenesim mediático, muitas inaugurações ás vezes até de coisas já semi-inauguradas, uma enorme demonstração periódica de falta de sentido de Estado. A que se pode acrescentar, como mostraram os anos passados, muita nomeação de "boys e girls", escassa ou nula coordenação dos respectivos governos e uma ausência de dignidade e parcimónia na gestão da coisa pública.
Além disso, a par de uma variante entre desconhecimento absoluto ou parcial de dossiers, têm ainda em comum o constante esquecimento da posição geográfica do País e, como a sua acção foi demonstrando, geo-política e estratégia para eles tudo um pântano de conhecimento.
Conjugar portos e ferrovia é coisa que continua a estar no estado que se vê. Houve até uns anúncios de assinaturas de protocolos tempos atrás entre autarcas, etc.
No vernáculo popular, tudo continua a demonstrar que não passam de uns patetas. Só não esquecem os jogos por baixo da mesa e o acautelar da vidinha.
AC

