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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

ÉTICA

Andam  por aí uns inchados e umas inchadas com a ética republicana  sempre na boca.

Talvez ainda não seja demasiado tarde para lhes voltar a recordar que para a ÉTICA concorrem, a integridade, a responsabilidade, a transparência, o respeito, a lealdade, a cidadania, a decência, a honestidade intelectual, o rigor, a verdade.

E recordar, também, que para um processo de decência, 

- a ética deve comandar a política,
- a política deve comandar o direito,
- e o direito deve comandar a economia!

Por aqui, também, se pode perceber porque estamos como estamos!

E não digo mais, pintassilgos . . . isso mesmo, não são pardais!

António Cabral

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Lido no Expresso online

Musk, o homem mais rico do mundo e aquele que tem nas mãos vários poderes, vai não só entrar para a administração de Donald Trump, que toma posse no dia 20, como decidiu fazer uso do seu extraordinário poder de influência (potenciado pelo algoritmo da sua rede social X) para, com “desinformação e especulação”, tentar arrasar com um governo eleito: desta vez foi Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, a vítima mais à mão. Alvo de centenas de tweets da parte da Musk nos últimos dias sobre o caso dos gangues de violadores, Keir Starmer viu Musk pedir a sua prisão enquanto exigia a libertação de um membro da extrema-direita britânica, Tommy Robinson (más notícias para Nigel Farage que deixou de ser o preferido de Musk).

Relativamente a esta parte do texto lido no Expresso permita-se-me algum comentário que é, como sempre, discutível, como discutíveis são todas as opiniões as quais, pessoalmente SEMPRE respeito, concordando umas vezes, discordando outras.

Começo pelo inarrável Musk.

A autora do texto refere o "extraordinário poder" deste homem.
E bem, deve ser apontado por razões para mim óbvias.
Refere, também, e muito bem, a inaceitável (opinião pessoal naturalmente) intromissão na esfera da vida democrática do Reino Unido.

Mas esta inaceitável intromissão é, ligeiramente, menos grave do que outras que por aí andarão, como as intromissões em eleições e não só por "hackers" a soldo de Estados muito "democráticos"!
Menos grave, mas não desculpável!

Mas existe um outro aspecto que me importa, e muito.
É ou não verdade o que vários jornais Britânicos estão a trazer a público?
É ou não verdade o contínuo escamotear de escândalos vários de natureza sexual, escamotear tão na moda de certas ideologias que, depois, se queixam e vociferam amargamente pela insuportável (opinião pessoal naturalmente) e crescente subida das direitas ultra e etc.?

Lamento cada vez mais esta moda de esconder assuntos.
Depois engordam Venturas e etc.
Depois queixam-se.

Se as consequências por estas atitudes, sobretudo de esquerdas, fossem cair apenas sobre os autores dessas atitudes, eu estaria nas tintas para o caso, mas a chatice é que ao engordarem Venturas e outros, nada de bom vem para pessoas como eu que me considero decente, equilibrado.

E por isso considero inaceitável o esconder de casos como este que está à vista no Reino Unido.

Casos que venham, de indianos, paquistaneses, birmaneses, negros, curdos, sérvios, brancos, etc. ou de membros da realeza Britânica, nunca devem ser escondidos.
Devem ser tratados de acordo com a lei, com o direito, não devem estigmatizar ninguém, devem ser enfrentados, com rigor, verdade, honestidade intelectual, decência, proporcionalidade.

Por isso considero, INACEITÁVEL, A FALTA DE RIGOR, A FALTA DE VERDADE, A DESONESTIDADE INTELECTUAL QUE GRASSAM NO TRATAMENTO DOS ASSUNTOS EM SOCIEDADE.
Em Portugal, na Europa, por todo o lado.
Depois queixam-se.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

A PROPÓSITO do APREGOADO APURADO SENTIDO de RIGOR (???) do ACTUAL PRESIDENTE da REPÚBLICA

(lido na TSF)
PR detalha números da imigração para desmontar discurso do Chega
Marcelo Rebelo de Sousa responde por escrito aos alunos da Universidade de Verão do PSD para lembrar que, ao "falar-se de imigração", é preciso "saber do que estamos a falar". "Ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", vinca o Presidente

Marcelo Rebelo de Sousa não marca presença na Universidade de Verão, mas não perdeu a oportunidade para desmontar a narrativa anti-imigração do Chega quando questionado pelos "alunos" sobre o referendo proposto pelo partido. "Ter presentes os estes números [da imigração] é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", nota o Presidente.

A pergunta feita por um dos alunos da Universidade de Verão foi: "Qual a análise que faz à recente proposta do referendo à imigração?", acrescenta ainda: "Qual o enquadramento constitucional e supraconstitucional?"

Na resposta escrita - e publicada esta quarta-feira no Jornal da Universidade de Verão -, Marcelo começa por dizer que "é fundamental, ao falar-se de imigração, numa Pátria como a nossa, que foi sempre de emigração, saber do que estamos a falar".

Daí o Presidente da República passa para a matemática: "Quantos são os imigrantes? Um milhão em quase onze milhões que são a população residente no nosso território físico."

"Desse milhão, quantos integram a comunidade brasileira e luso-brasileira? Porventura mais de trezentos mil, a crescerem rapidamente e a poderem ser acima de quatrocentos mil em 2026 ou 2027. Quantos ucranianos, de radicação antiga e vítimas da guerra? Setenta mil ou perto disso. Somados são perto de quarenta por cento do total", diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Aos números de brasileiros e ucranianos, Marcelo soma comunidades "antigas e sólidas": britânicos, cabo-verdianos, angolanos e indianos que são duzentos mil. Juntando outros "europeus clássicos" como italianos e franceses, chegamos a "dois terços do total".

O chefe de Estado não esquece outros países africanos de língua oficial portuguesa e americanos, juntando-lhes aqueles que têm sido mais vítimas do discurso do Chega como os nepaleses e os bengali.

Além de nacionalidades, o Presidente aborda as religiões. "Destas todas comunidades, religiosamente qual a maioria? Cristã, de vários credos e Igrejas. Que peso têm muçulmanos, incluindo ismaelitas? Provavelmente, menos de dez por cento. Africanos uns, Asiáticos muito menos. Europeus e latino-americanos residuais. Resta aditar que a maioria é de nacionais de pátrias irmãs de língua portuguesa."

Posto isto, Marcelo termina desmontando que "ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela". Para bom entendedor

O actual Presidente da República, mais uma vez, quis dar uma lição de rigor. 
Esta foi sobre imigrantes em Portugal, e soma-se a muitas outras questões/ lições de rigor no seu passado de multi comentador diário, desde as suas iniciais declarações sobre os abusos sexuais de membros da igreja católica que depois foi tentando disfarçar, às contas da Presidência, a formulações sobre Forças Armadas, etc. Bem . . . . 

Começo por aquilo em que entendo (opinião pessoal naturalmente) se pode dizer que o Presidente esteve bem. Onde considero esteve bem.

É sempre bom procurar-se ser rigoroso, e neste sentido fez bem em salientar que há realidades e existem depois narrativas. Várias, muito lamentáveis ou mesmo deploráveis.
Narrativas, nomeadamente mas não só as da parte de André Ventura e sequazes.
Portanto, entre outros aspectos, falar-se com rigor e, naturalmente, com verdade e isenção se deve falar.

Mas bem vistas as coisas, o professor constitucionalista e comentador não esteve muito bem (opinião pessoal, naturalmente).

Primeiro e crasso erro (opinião pessoal, naturalmente): com a sua mania de tudo comentar, de querer ser amado por todos deu, mais uma vez, palco mediático a André Ventura para continuar a vir a público arengar a sua narrativa.

Esta criatura aproveita tudo para estar sempre à frente das câmaras TV.
Sendo no essencial correcto este discorrer do Presidente, a realidade é que dá alimento a Ventura.
Penso que teria sido preferível estar calado, deixar Ventura a falar sozinho. 

Dirão, mas não se deve marcar oposição a Ventura? 
A minha muito clara opinião, deve, eu faço-o, individualmente, mas os titulares de órgãos de soberania devem fazê-lo se procurarem ser rigorosos. 
Na minha opinião, discutível naturalmente, em regra são apenas politicamente correctos, o que considero errado.

Disse depois que residem em Portugal quase onze milhões. Eu tenho sérias dúvidas que saibamos com rigor esta dimensão.

Na altura da Troika disse-se que sairam de Portugal centenas de milhares. Voltaram?
Onde está a contabilização rigorosa dos que terão regressado?
E continuam a sair?

Onde está a contabilização rigorosa dos que têm entrado legalmente, pelos aeroportos, pelos portos, pelas fronteiras terrestres?

Onde está a estimativa o mais rigorosamente possível dos que aguardam nas filas da AIMA e nas lojas de cidadão?

E a estimativa sobre os que por aí andam e nem sequer vão a essas filas?

Ou esquece-se os que entram a salto, ao longo da raia?
Ou esquece-se os que passam as malhas das embarcações da Guardia Civil espanhola?
Ou esquece-se do escassíssimo controlo das nossas costas?

Finalmente, e como é costume, o Presidente que quer ser amado por todos, ficou-se pelo politicamente correcto e fofinho do costume.

Podia ter dito/ escrito que eventuais aumentos de criminalidade ou alguma criminalidade não tem mais origem em certas etnias ou classes sociais minoritárias residentes no país.
Podia, mas não era fofinho, certo?

As narrativas de Ventura sobre a criminalidade não têm respaldo na realidade. 
Mas negar que também existe alguma criminalidade no seio dos imigrantes, é alimentar Ventura.

E também há excelentes exemplos no seio dos imigrantes.
Conheço concretamente um caso, o de um cozinheiro nepalês, que cozinha maravilhosamente bem comida tradicional portuguesa. 
Em Alcochete.

Enfim, pela minha parte, não alimento desprezíveis, e é preciso não baixar a guarda, mas evite-se dar-lhes "alimento"!
António Cabral (AC)

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

PERCEPÇÃO  e  VERDADE

A percepção pode mudar, a verdade nunca muda!

Tenham um bom fim de semana.

AC

quinta-feira, 17 de março de 2022

H I S T Ó R I A

A primeira lei da história é nunca dizer falsidades.

A segunda, é nunca recear dizer a verdade.

(Encíclica De Studiis Historicis, Leão XIII)

António Cabral (AC)

sábado, 23 de janeiro de 2021

V E R D A D E 

Em dia de reflexão, chuva forte lá fora, tenho estado a olhar para vários apontamentos e para jornais. Além de uns belíssimos pasteis de bacalhau, feitos na hora, acompanhados de feijão arroz, da Lardosa.

Sim, estão a aparecer por aí apontadas várias verdades. Mas, com estes jornalistas que cada vez mais me parecem pés de microfone, verdades são enumeradas mas muito longe de serem toda a verdade. 

É que não lhes convém!

AC

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

AS PENEIRAS

Peneira era muito utilizada para “filtrar” as farinhas. Ainda é.

Peneiras, verte também para as vaidades de certas pessoas.

Peneiras são igualmente conceitos como, a verdade, a bondade, e a necessidade, conceitos pelos quais podem e devem ser analisados os factos em sociedade. Sobretudo numa fase da vida em que muita pouca vergonha se desenrola e muita não se consegue provar, numa fase em que a tentação para falar dessas coisas muitas vezes roçando os boatos, as informações não confirmadas, as insinuações.

Estamos, creio bem, numa fase muito complicada da nossa vida colectiva, com indícios claros de que a corrupção vai alastrar, "BAZUCALMENTE".

Sairão depois as indignações do costume, de ultrajante, indigno e todos de consciência tranquila.

Uma coisa é certa, uma dada senhora, quando o pai faleceu, ficou  espantada por o pai ser proprietário de tantas garagens e andares, apenas um por prédio. A irmã, casada com quem anos a fio desempenhara lugares importantes disse-lhe - "ah não, isso é nosso"

NOSSO? Pois olha, ou metade passa para mim, ou vou já ao MP e PJ!

E não é que passou, sem qualquer problema ou demora? Claro que é história de Natal, não é?

Tenham uma boa Consoada.

António Cabral (AC)

terça-feira, 7 de maio de 2019

O  QUE  ME  PARECE  IMPORTANTE 
Já com alguma idade não pára de saltitar e aparecer nas TV e em  jornais e revistas. Sobrinho de um conhecido homem influente do tempo da chamada outra senhora. Especialista em histórias.
Como sempre, respeito a opinião de outrem, mesmo discordando, e dele discordo muito.
Como em tudo na vida, e concretamente nesta coisa do Estado Novo que muito ocupa este historiador e nomeadamente sobre o ditador Salazar, do meu ponto de vista naturalmente, é essencial na vida ponderar sempre as coisas apontando em primeiro lugar o que é o mais importante, qual é o cerne da questão. 
Despirmo-nos de ideias pré-concebidas e politicamente correctas.
Ou seja, identificar com isenção o que é a base das "coisas" e ir, depois, a outras facetas, quer as boas quer as más. 
Que as há em tudo na vida.
Isto dito, para a minha maneira de ver as coisas, o Estado Novo era/ foi um regime ilegítimo, repito e várias vezes, ILEGÍTIMO.
Porquê? 
Simples, parece-me. 
ILEGÍTIMO por ter havido sucessivos governos sem eleições livres e transparentes
Os cidadãos tiveram de certa maneira uma fita adesiva na boca.
Durante décadas, antes do 25 de Abril de 1974, aos cidadãos não foi dado o insubstituível poder soberano de se pronunciarem, em liberdade, em verdadeira liberdade. ESCOLHEREM.
Mas, como em tudo na vida, nesse período houve também coisas positivas e houve coisas negativas. Existem estudos que o comprovam.
Quando se fazem comparações, seja em que âmbito for, elas devem ser feitas com honestidade intelectual. 
Por exemplo, comparar a natalidade, a saúde pública, a economia, entre o reinado de D.João II e 1800, ou entre 1911 e 1950, é capaz de roçar o indecoroso. Parece-me óbvio. 
Comparar sim, os tempos de D.João II com os reinos na Europa do seu tempo, comparar o Portugal de 1800 com os países Europeus dessa época, comparar 1950 ou 1960 em Portugal com, a Alemanha, Holanda, Reino Unido, Luxemburgo, dessas mesmas épocas, e verificar então, quais foram os atrasos de Portugal, na alfabetização, na cultura, na preservação do património, no desenvolvimentos industrial, na economia, na mortalidade infantil, no ordenamento territorial, nas redes de caminho de ferro, nas capacidades aero-portuárias, na marinha mercante, na igualdade ou desigualdade de oportunidades das pessoas independentemente da origem social e familiar, etc.
Claro que em todas as épocas, houve, e haverá sempre, quem queira branquear o que lhe agrada ou defende, irracionalmente que seja. 
Quem queira branquear o Estado Novo. 
Quem queira branquear as pouca vergonhas que infelizmente se vão acumulando no Portugal democrático.
É só isto. 
É só isto que me apetece dizer, é só isto que me parece dever ser dito sempre, em primeiro lugar.
Em segundo lugar, em relação a todos os diferentes períodos da nossa história, e nomeadamente de 1910 a 1974, e concretamente quanto ao Estado Novo, SIM, analisar o que de mau e trágico aconteceu, desde logo e olhando a Europa os atrasos enquanto sociedade, o subdesenvolvimento, e o que aconteceu a milhares de pessoas, na I República, na ditadura militar, no Estado Novo.
Mas não esquecer onde se evoluiu, não o negar.
O que acima expresso é o que me parece dever ser o início de qualquer debate, de qualquer ponderação. 
Reconhecer os erros, e no Estado Novo houve muitos. 
Mas não houve só no Estado Novo, houve na monarquia, na I República, e por aí fora.
Foi ditadura, mas foi tudo mau?,  não se melhorou globalmente o País desde 1910?
É democracia, está agora tudo catita?
Compare-se 1974 com o presente, e vejam-se as enormes diferenças, a maioria para melhor.
Mas não se escamoteie o que não convém a certos senhores e senhoras, mas também não se faça branqueamento do mau na ditadura.
Mas não se escamoteie o que de desgraçado persiste, e se agrava, actualmente, em democracia.
Sempre me irritaram os fretes ideológicos de todas as cores e de uma ponta à outra, os "arrependidos", os politicamente correctos, e os donos das verdades à sua maneira.
AC

terça-feira, 23 de outubro de 2018

PRÉMIO  GRANDE  LATA
MAIS UM CANDIDATO A ESTE PRÉMIO!!!
....O SILÊNCIO É PARA MELHOR PROTEGER INSTITUIÇÕES..........
AC

terça-feira, 11 de setembro de 2018

DIREITO à VERDADE
Presidente da República afirmou que os portugueses "têm direito a saber a verdade do que se passou em Pedrógão Grande".
(Nesta 2ªfeira, a fazer fé no que noticiam, em Pedrogão não terá afinal havido ilegalidade alguma)
Teoricamente bem, o PR não comentou processos isolados, ainda que apeteça perguntar - Pedrogão, Castanheira, Mação, Monchique, são tudo casos isolados?  
E a CGD?
E o dinheiro já enterrado no Ex-BES/ Novo Banco?
E no BPP?
E no BPN/ BIC?
E as cativações?
E em que década se acentuou o desastre da ferrovia?
E as forças armadas?

E Tancos? 
Ah, vai saber-se dentro de dias ou semanas, não meses, disse o PR.
Ora pelas minhas contas, 4 semanas dão 1 mês, 8 serão 2, 12, certamente 3 meses se não estou enganado, e por aí fora.
Se alguma acusação sair a público no fim de Dezembro próximo, serão 12 semanas (DEZ, NOV, OUT) e mais 2 semanas e pouco de Setembro.
Semanas, portanto.
Se for em finais de Fevereiro próximo serão então mais 8 semanas em cima.
SEMANAS, NÃO MESES
E andamos nisto, grande parte dos Portugueses parece que aprecia o estilo, e o Jornal de Negócios elegeu o inquilino de Belém como o mais poderoso.
Portugal é pequenino, mas um torrãozinho de açúcar, dizia o Queriroziano brigadeiro se a memória não me falha.
Desgraçado País, desgraçados portugueses
AC

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PRESIDENTE da REPÚBLICA, o seu "IRMÃO GÉMEO", 
a DEFESA NACIONAL, e algumas "Coisinhas" Militares.
Como estabelece a CRP, Artº 120º, o PR é, por inerência, o Comandante Supremo das Forças Armadas, o tal que designo por irmão gémeo do PR.
É raro o dia que o PR não fale, não comente e, recentemente, discorreu sobre imensas coisas numa muito longa entrevista concedida a um dos jornalistas do "sistema". Nos últimos dias parece andar mais cauteloso, porque será?
Vou centrar-me numa pequena parte, as "coisinhas" militares.
Tancos, história mal contada, ou aldrabada, ou escondida, ou autêntica ópera bufa com já vi designar, falou muito sobre o que lá se passou e o que espera e, quase me pareceu, o que exige.
Noutra parte da entrevista o PR referiu ser importante o investimento económico e financeiro nas FA, pois isso acarreta desenvolvimento, e retorno económico.
Nada de especialmente novo nisto, mas nesta área o que é mesmo decisivo é, quer a efectiva transferência de tecnologia estrangeira para o nosso País, quer o desenvolvimento de indústrias nacionais que consigam depois ter um certo grau de exportação. 
Como será importante, por exemplo, que o Arsenal do Alfeite consiga transformar-se e vir a fazer grande parte da manutenção dos submarinos nacionais (senão mesmo toda) e de  estrangeiros.
O Presidente, por exemplo a propósito de Tancos, afirmou - "Se há responsabilidades, tem de haver responsáveis".
Ainda a propósito de Tancos li - O Presidente da República tem alguns poderes especificamente previstos em matéria militar, que foram alargados mais tarde, pontualmente, em revisão constitucional, mas o facto de ser Comandante Supremo das Forças Armadas não é acompanhado de um conjunto de poderes que existem onde o sistema de governo é presidencialista e não semi-presidencial. Portanto, cabe largamente ao Presidente da República interpretar o que é ser Comandante Supremo das Forças Armadas fora daqueles poderes que estão expressamente previstos na Constituição e, daí, eu dizer que fui até ao limite.
Portanto, e é o meu ponto aqui, o PR e o seu irmão gémeo falam muito de responsabilidades, no caso deles até de já terem ido ao LIMITE, visitaram Tancos pelo menos duas vezes, visitam militares lá fora, evocam a aviação naval, evocam o Instituto de Socorros a Náufragos, lisonjeiam a Marinha e por aí fora, mas há coisas que como cidadão me deixam um pouco pensativo.
É que somam-se as notícias sobre problemas complicados no Arsenal do Alfeite de índole sobretudo financeira, diz-se designadamente no DN que há mãozinhas tenebrosas por trás da coisa, e uns apontam responsabilidades aos homens das finanças, outros aos homens no chamado ministério da defesa dita nacional, e o PR e o seu irmão gémeo parece que, repito, parece que nada fazem? 
Não se indignam, com o que se passa no Arsenal do Alfeite?
Parece-me esquisito mas, neste País de marinheiros, perdão, de banhistas manhosos, parece-me apenas esquisito porque já nada me espanta. Como esquisito me parece o silêncio de certos partidos.
AC

sexta-feira, 14 de abril de 2017

"A verdade não pertence em exclusivo a ninguém, e não há nada que substitua a tolerância"
É bem verdade.
Mas ao mesmo tempo que isto é repetido por muitos, com o peito cheio de vaidade e da sua superioridade moral, a sua prática evidencia muitas vezes uma pesporência e intolerância insuportáveis.
AC