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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

A PROPÓSITO do APREGOADO APURADO SENTIDO de RIGOR (???) do ACTUAL PRESIDENTE da REPÚBLICA

(lido na TSF)
PR detalha números da imigração para desmontar discurso do Chega
Marcelo Rebelo de Sousa responde por escrito aos alunos da Universidade de Verão do PSD para lembrar que, ao "falar-se de imigração", é preciso "saber do que estamos a falar". "Ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", vinca o Presidente

Marcelo Rebelo de Sousa não marca presença na Universidade de Verão, mas não perdeu a oportunidade para desmontar a narrativa anti-imigração do Chega quando questionado pelos "alunos" sobre o referendo proposto pelo partido. "Ter presentes os estes números [da imigração] é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", nota o Presidente.

A pergunta feita por um dos alunos da Universidade de Verão foi: "Qual a análise que faz à recente proposta do referendo à imigração?", acrescenta ainda: "Qual o enquadramento constitucional e supraconstitucional?"

Na resposta escrita - e publicada esta quarta-feira no Jornal da Universidade de Verão -, Marcelo começa por dizer que "é fundamental, ao falar-se de imigração, numa Pátria como a nossa, que foi sempre de emigração, saber do que estamos a falar".

Daí o Presidente da República passa para a matemática: "Quantos são os imigrantes? Um milhão em quase onze milhões que são a população residente no nosso território físico."

"Desse milhão, quantos integram a comunidade brasileira e luso-brasileira? Porventura mais de trezentos mil, a crescerem rapidamente e a poderem ser acima de quatrocentos mil em 2026 ou 2027. Quantos ucranianos, de radicação antiga e vítimas da guerra? Setenta mil ou perto disso. Somados são perto de quarenta por cento do total", diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Aos números de brasileiros e ucranianos, Marcelo soma comunidades "antigas e sólidas": britânicos, cabo-verdianos, angolanos e indianos que são duzentos mil. Juntando outros "europeus clássicos" como italianos e franceses, chegamos a "dois terços do total".

O chefe de Estado não esquece outros países africanos de língua oficial portuguesa e americanos, juntando-lhes aqueles que têm sido mais vítimas do discurso do Chega como os nepaleses e os bengali.

Além de nacionalidades, o Presidente aborda as religiões. "Destas todas comunidades, religiosamente qual a maioria? Cristã, de vários credos e Igrejas. Que peso têm muçulmanos, incluindo ismaelitas? Provavelmente, menos de dez por cento. Africanos uns, Asiáticos muito menos. Europeus e latino-americanos residuais. Resta aditar que a maioria é de nacionais de pátrias irmãs de língua portuguesa."

Posto isto, Marcelo termina desmontando que "ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela". Para bom entendedor

O actual Presidente da República, mais uma vez, quis dar uma lição de rigor. 
Esta foi sobre imigrantes em Portugal, e soma-se a muitas outras questões/ lições de rigor no seu passado de multi comentador diário, desde as suas iniciais declarações sobre os abusos sexuais de membros da igreja católica que depois foi tentando disfarçar, às contas da Presidência, a formulações sobre Forças Armadas, etc. Bem . . . . 

Começo por aquilo em que entendo (opinião pessoal naturalmente) se pode dizer que o Presidente esteve bem. Onde considero esteve bem.

É sempre bom procurar-se ser rigoroso, e neste sentido fez bem em salientar que há realidades e existem depois narrativas. Várias, muito lamentáveis ou mesmo deploráveis.
Narrativas, nomeadamente mas não só as da parte de André Ventura e sequazes.
Portanto, entre outros aspectos, falar-se com rigor e, naturalmente, com verdade e isenção se deve falar.

Mas bem vistas as coisas, o professor constitucionalista e comentador não esteve muito bem (opinião pessoal, naturalmente).

Primeiro e crasso erro (opinião pessoal, naturalmente): com a sua mania de tudo comentar, de querer ser amado por todos deu, mais uma vez, palco mediático a André Ventura para continuar a vir a público arengar a sua narrativa.

Esta criatura aproveita tudo para estar sempre à frente das câmaras TV.
Sendo no essencial correcto este discorrer do Presidente, a realidade é que dá alimento a Ventura.
Penso que teria sido preferível estar calado, deixar Ventura a falar sozinho. 

Dirão, mas não se deve marcar oposição a Ventura? 
A minha muito clara opinião, deve, eu faço-o, individualmente, mas os titulares de órgãos de soberania devem fazê-lo se procurarem ser rigorosos. 
Na minha opinião, discutível naturalmente, em regra são apenas politicamente correctos, o que considero errado.

Disse depois que residem em Portugal quase onze milhões. Eu tenho sérias dúvidas que saibamos com rigor esta dimensão.

Na altura da Troika disse-se que sairam de Portugal centenas de milhares. Voltaram?
Onde está a contabilização rigorosa dos que terão regressado?
E continuam a sair?

Onde está a contabilização rigorosa dos que têm entrado legalmente, pelos aeroportos, pelos portos, pelas fronteiras terrestres?

Onde está a estimativa o mais rigorosamente possível dos que aguardam nas filas da AIMA e nas lojas de cidadão?

E a estimativa sobre os que por aí andam e nem sequer vão a essas filas?

Ou esquece-se os que entram a salto, ao longo da raia?
Ou esquece-se os que passam as malhas das embarcações da Guardia Civil espanhola?
Ou esquece-se do escassíssimo controlo das nossas costas?

Finalmente, e como é costume, o Presidente que quer ser amado por todos, ficou-se pelo politicamente correcto e fofinho do costume.

Podia ter dito/ escrito que eventuais aumentos de criminalidade ou alguma criminalidade não tem mais origem em certas etnias ou classes sociais minoritárias residentes no país.
Podia, mas não era fofinho, certo?

As narrativas de Ventura sobre a criminalidade não têm respaldo na realidade. 
Mas negar que também existe alguma criminalidade no seio dos imigrantes, é alimentar Ventura.

E também há excelentes exemplos no seio dos imigrantes.
Conheço concretamente um caso, o de um cozinheiro nepalês, que cozinha maravilhosamente bem comida tradicional portuguesa. 
Em Alcochete.

Enfim, pela minha parte, não alimento desprezíveis, e é preciso não baixar a guarda, mas evite-se dar-lhes "alimento"!
António Cabral (AC)

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Sem-abrigo estrangeiros aumentam, muitos estão sem documentos. Cria-se “ciclo de exclusão”

Alto Comissariado para as Migrações atendeu 561 este ano, no ano passado apenas 17. Casa Brasil e associação Crescer registam também subida. Dificuldade de apoios a quem fica sem documentos preocupa.

Marcelo rejeita ter incentivado migração de timorenses para Portugal
Presidente de Timor-Leste lamentou situação e referiu que há casos em que houve “cobrança de três mil e de cinco mil dólares” a jovens para viajarem para Portugal.

Mas qual é o espanto?
Mas o comentador real julga que passeando-se constantemente, e constantemente abrindo a goela, isso não tem consequências?
Faz-me lembrar os meninos traquinas que, quando são chamados à atenção - senhora professora, não fui eu!

Adicionalmente, ouvi casualmente no rádio do carro o sr Pureza, alvitrando - nada de barrar entradas em Portugal, mas sim penalizar as empresas que empreguem estes desgraçados do Leste, da Ásia, de Timor, etc.

O sr Pureza esquece, talvez, que o problema não será apenas esse, os empregos em estufas pessimamente remunerados, e muitos etc. Onde é que se alojam os milhares que vão chegando? Que assistência social? Que formação para filhos?
Assistência médica?
Em suma, que efectiva integração social em Portugal?

Ah, e como de costume este sr e outras criaturas da demagogia barata pois nunca têm de governar, fingem ignorar que muita da gentinha que cá chega pira-se rapidamente pela Europa dentro e o mais possível para Norte. Quero ver este sr e outros quando a Alemanha, Dinamarca, Holanda, Suécia, Noruega se começarem a irritar por lá chegar demasiada gente com documentação arranjada cá no Sul.

Mas, já agora, quantos portugueses cá nascidos estão por aí numa vida miserável, como se vai noticiando, incluindo os muitos sem-abrigo que alguns queriam que desaparecessem (deixassem de ser sem-abrigo) por milagre instantâneo após patéticas visitas dos grandes (???) desta terra? 

Não há limites? 
Não há problemas de sangues infiltrados em imigrantes Timorenses como escrevia o Expresso de 16 de Setembro passado?
Não outros gangues?
O Eldorado a todos acolhe, emprega, instala, cuida da saúde, alimenta?  
Os problemas já existentes, nas periferias de cidades e vilas, e até em certas aldeias, a criminalidade, roubos em supermercados, centenas com a mesma morada, tudo isso como diria o parvalhão de outrora - ah, isso não interessa para nada?

Nada de limitar e controlar. 
Pois, … basta ver como param os Torrão, Jamaica e outros inúmeros guetos por este país fora e que basicamente continuam sem estar resolvidos. Mas podem somar a esses mais uns quantos!
Aguardemos.
AC