Só para recordar o que um homem sério e decente disse um dia, e que o maior vigarista que tivemos até agora e que suplantou o execrável professor, fingiu nunca ter ouvido.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
Só para recordar o que um homem sério e decente disse um dia, e que o maior vigarista que tivemos até agora e que suplantou o execrável professor, fingiu nunca ter ouvido.
AC

10 JUNHO - LUXEMBURGO
Se percebi correctamente, o actual Presidente da República durante a sua visita ao Luxemburgo no âmbito do programa das comemorações do 10 de Junho, falou sobre a questão da imigração e creio que, se percebi bem, equiparou os portugueses que nos anos 50 e 60 do século passado sairam do país para França, Alemanha, Suíça, etc. á imigração que tem inundado Portugal.
Eu creio perceber o espírito, mas também creio que o PR está a ver as coisas de forma simplista para não dizer bem pior.
Fazia-lhe bem e era bom para a República, deixar-me de patetices, vacuidades, platitudes, e olhar a fundo a realidade, e ouvir por exemplo algumas coisas que o seu antecessor Jorge Sampaio foi dizendo, pessoa que tinha defeitos e qualidades como todos nós, pessoa de quem discordei em várias áreas, mas um concidadão DECENTE. Atento.
AC
A PROPÓSITO DE QUESTÕES SOCIAIS
Em Portugal (como lá fora em muitos países, mas o que me interessa é sobretudo cá dentro) persiste (se não é que se está a agravar) esta mania de esconder problemas, de não ponderar, avaliar com rigor e verdade e decência e dignidade, muitos dos problemas sociais que nos afligem.
E desta forma, crescentemente, se foi alimentando as ideias extremistas, se foi criando e alimentando e engrossando por exemplo o Chega, no que teve papel determinante o político que conseguiu ser ainda pior que Sócrates.
Político que, como sempre fez na vida, olha para o lado e assobia com aquele sorriso alvar como se nada tivesse a ver com o que mais desgraçadamente foi acontecendo a Portugal nos últimos anos.
Há quem defenda que a imigração é absolutamente necessária, por razões várias, desde laboral, cultural, e até para salvar o dinheirinho da segurança social.
Seres humanos viverem (???) apinhados em contentores, ou em quartos, isso não interessa para nada.
Somos uma sociedade aberta, cosmopolita, inclusiva, multicultural etc e, portanto, que importa:
- seres humanos amontoados aqui e ali, desde Lisboa e outras cidades aos campos por todo o país
- certos empreendedores (???) na agricultura ou na construção civil abusarem de tudo e mais alguma coisa
- haver tráfico de seres humanos
- haver gente a conduzir (???) centenas de TVDE (desde carros de gama alta a Fiat Panda, de onde vem dinheiro para isso tudo?) que nem respeitam por exemplo as regras de circulação nas rotundas
- haver centenas na apanha das amêijoas do Tejo nas barbas da Polícia Marítima ou da GNR, sendo irrelevante para os nosso poderes públicos as inerentes questões de saúde pública, ou fuga aos impostos
- e uma longa fila de ETC.
A vida não é preto e branco, nem é tudo igual em todo o lado ao mesmo tempo.
A PROPÓSITO de IMIGRAÇÃO
Precisamos muito de imigrantes, mas mesmo muito, senão a economia pára.
Os empresários precisam de muitos imigrantes!
Esta é a estafada frase que se houve a tantas "personalidades" (???), a tantos doutores, a tantos jornalistas, komentariado das bolhas, a tantos empresários (??), a tantos e tantos, incluindo o insuportável tagarela que se recolheu finalmente.
O habitual "mantra".
Julgo saber que no hospital de Vila Franca de Xira havia pelo menos uma médica cirurgiã oriunda de um país do Leste.
No Hospital da Luz em Setúbal, trabalha uma médica Ucraniana. Já fui por ela atendido quando lá fui à urgência há quase dois anos.
Dois exemplos, e vários outros certamente existem por aí. De registar, a sua competência, o seu serviço, a sua integração.
Posso acrescentar outro, marido e filho da D. Alexandra (Moldava, ela há 15 anos em Portugal, eles há um pouco mais) que trabalham no âmbito da construção civil em áreas especializadas como "pladur", isolamentos diversos, pinturas e impermeabilizações.
A D. Alexandra ajuda-nos cá em casa, como diria o "insuportável padreca", pois é feio dizer mulher a dias.
Posso ainda acrescentar o cozinheiro Nepalês no restaurante de um amigo em Alcochete. E o cozinheiro nepalês no bar & bistro em Monsanto, à entrada na aldeia, no Baluarte onde estão os dois canhões e o parqueamento para autocarros e meia dúzias de carros..
Estes casos, e muitos outros semelhantes haverá, são exemplos eloquentes e bem-vindos, de ajuda à economia nacional, aos serviços, são gente com certas qualificações. Qualificações técnicas, umas quantas qualificações superiores.
Mas por exemplo, se ao entrar num restaurante encontrar este aviso, que devo pensar?
O de REFERÊNCIA
Sua Excelência a REFERÊNCIA
Noticiou sua excelência a referência (???) que sobre os emigrantes ALTAMENTE QUALIFICADOS (???) está a coisa engendrada de forma a que não tenham de esperar dois anos para trazerem para cá a família.
Vai daí espetaram com esta fotografia para compor a notícia.
Cada um é livre de noticiar o que lhe apetece, e como lhe apetece. E há que respeitar isso. E respeitar as opiniões de outrem, com as quais se concordará ou não.
Isto dito, esta composição - notícia + fotografia - é bem capaz de ser eloquentemente ilustrativa do estado de sua excelência a referência. É tão somente uma opinião.
Poderão alguns interrogar-se, porque não publicam a cara de alguém desses imensos altamente qualificados que por cá andarão?
Ah não, há legislação de proteção de dados e etc. Publicar a fotografia destes . . . . LIGEIRAMENTE mas apenas MUITO LIGEIRAMENTE MENOS QUALIFICADOS . . . . ah isso não faz mal, taditos!
AC
MOLDÁVIA e Coisas da Vida
Moldávia é uma ex-república da velhinha e, para alguns, saudosa URSS.
Vem isto a propósito evidentemente da situação internacional, política, geopolítica, mas sobretudo da vertente das pessoas comuns.
E Alexandra é uma pessoa comum.
Tem nacionalidade portuguesa há 15 anos.
O marido está cá há mais de quatro do que ela, ela veio depois dele estar a trabalhar na área da construção civil, mas nunca foi trolha ou coisa parecida. Empreendedor, se percebo bem aquilo que se costuma designar por "mestre de obras".
Ela veio definitivamente cerca de quatro anos depois dele.
Têm cá um filho a nora.
O filho está especializado em "pladur" e revestimentos interiores mais especiais tais como pavimentos. Ele e o pai, dizem-me, compraram uma vivenda pequena no campo, muito velha, a cair de podre, demoliram tudo e construíram uma casa nova. A agora no apagão não tiveram problemas pois, por razões profissionais, têm um gerador.
Alexandra passou a ser há pouco mais de dois meses "a senhora que ajuda cá em casa" (Louçã dixit).
Alexandra é 15 anos mais nova do que eu, soube depois. Quando a vi, imaginei que tinha 5 a 6 anos mais do eu. Boa presença física, alta e magra, mas no rosto marcas de sofrimento.
O que fazem certas sociedades às pessoas. O que fazem as enormes dificuldades da vida.
Alexandra aceitou o salário mensal proposto que, pelo que sabemos, é um pouco acima do preço médio aqui na zona praticado.
Alexandra combinou connosco isto - minha senhora, se algum dia, daquele que está acertado (4ªF) a senhora tiver que estar ausente, a senhora paga-me na mesma. Por outro lado, se algum dia eu de repente não puder vir a senhora não me paga.
Ficámos espantados mas felizes com a postura de Alexandra, pessoa simples, que sabe o que quer, lutadora, decentíssima, muito profissional e cuidadosa. Uma mulher simples, comum, exalando experiência de vida dura, exalando dignidade.
Estamos muito satisfeitos. Creio que ela também, e fica surpresa quando lhe oferecemos coisas para levar para casa, sempre alimentação.
AC
UMA ÁRVORE NÃO É UMA FLORESTA
Sim, eu sei, sei que uma árvore não é uma floresta.
Sim, eu sei, sei que uma árvore, ou duas, ou três, mesmo umas quantas mais árvores, NÃO constituem uma floresta.
A floresta é coisa imensa, e há-as de diversos tipos, digo assim.
A Floresta Negra na Alemanha, por exemplo, é uma coisa.
As florestas no Norte da Suécia e da Finlândia e da Noruega são outra coisa, bem diferente.
As floretas Siberianas outra coisa.
A zona de Shenandoah na Virginia é outra coisa ainda mais diferente, colossal nas suas cores e imensidão.
Sim, eu sei que umas quantas árvores não constituem uma floresta.
Mas também sei que, se as árvores forem crescendo mas, sobretudo, se mais árvores do mesmo tipo forem paulatinamente plantando, daqui a uns anos o arvoredo começa a aproximar-se de uma floresta.
Vêm estas palavras a propósito do meu dia de Sábado, 12 de Abril de 2025.
A notícia chegou-nos na véspera, já noite avançada. Por essa razão, estivemos no Sábado a partir das 0930 horas nas capelas mortuárias / Centro Funerário da Servilusa, na avenida dos EUA.
Cumprimos o nosso dever para com a amiga (cunhada de uma senhora, figura pública muito conhecida em Lisboa) de meninice da minha mulher e, depois, estava a barriga a dar horas, tínhamos de comer alguma coisa. Mais tarde, depois de comer, aliviámos o espírito assistindo a um pequeno concerto de música polifónica sacra, na igreja dos Mártires na rua Garrett, Lisboa.
Portanto, tivemos de atravessar a ponte Vasco da Gama e percorrer de carro e a pé certas zonas da cidade de Lisboa.
Do Centro Funerário, fomos descer a avenida Almirante Reis directos à Praça da Figueira onde deixámos o Smart no parque subterrâneo. Descemos portanto, de carro, parte da avenida de Roma, Praça de Londres, zonas em redor do Instituto Superior técnico, Avenida Almirante Reis, Martim Moniz, Praça da Figueira.
Depois, andámos a pé, e observámos com atenção, a Praça da Figueira, várias ruas transversais às do Ouro Prata e Augusta, Rossio, rua do Carmo, rua Nova do Almada, rua Garrett, Chiado, largo Luís de Camões.
E o que fomos observando?
Da ponte Vasco da Gama observámos a imensidão (70/ 80 ou mais?) de barcos (???) dos grandes empreendedores imigrantes (todos obviamente legais) das amêijoas japónicas, actividade que constitui uma das maiores alavancas da economia portuguesa.
Ao descer a Almirante Reis, os prédios espectaculares de há 60/ 70 anos e, a ver pelas pacatas pessoas nas varandas, devem certamente estar com uma família normal por andar/ apartamento.
No Martim Moniz, a caminho da Praça da Figueira . . . o habitual!
Ao começar a entrar na Praça da Figueira consegui, sem excessiva dificuldade, abrir caminho por entre tuk-tuks e táxis e gentalha que acha que no meio da estrada é que é o seu lugar, e meter então o Smart no parque subterrâneo.
Andando pelas ruas da Baixa (Ouro, Prata, Augusta e várias transversais, fomos por três vezes abordados por escumalha perguntando em voz baixa se precisávamos de marijuana ou cocaína.
Nesta Baixa, é cada vez mais rasca (opinião pessoal naturalmente) o ambiente, quer olhando para as lojas (???) de "souvenirs "(???), quer olhando para a gentalha em cima das trotinetes ou com lençóis no chão e exposição de . . . . . coisas que pretendem vender.
Ruas, Nova do Almada mas, sobretudo, Garrett e algumas transversais , Carmo e Chiado e Largo Luís de Camões, com ambiente turístico (???) explosivo isto é, montanhas de gente, na maioria com todo o ar de, CERTAMENTE, gastar por cá muito dinheiro. Muito bom para a economia TUGA!
Fiquei muito bem impressionado. Vi naquilo tudo um lindo e promissor futuro. Como sempre, admito poder ter reparado mal em todas as coisas e situações.
Ah, certamente por acaso, não me cruzei com um único polícia. Admito que talvez por ser hora da paparoca, pois comecei a andar a pé cerca das 1145 horas ao emergir do parque subterrâneo, e entrámos num restaurante na zona do Chiado seriam pelo menos 1330 horas.
António Cabral (AC)