sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

A PROPÓSITO de SALÁRIOS, EMPREGO

Emprego, imigração, dignidade, qualificações são algumas das coisas que me assaltaram o espírito depois de me aperceber que houve
associações de pescadores do Norte que exigiram, um "pedido de desculpa" dos deputados António Filipe (PCP) e José Soeiro (BE), por terem considerado profundamente graves declarações daqueles deputados, que as proferiram acerca de mão-de-obra estrangeira a laborar no setor das pescas.

Essas associações insurgiram-se com esses deputados e consideraram que eles desconhecem o setor, e desconsideraram o esforço de centenas de armadores que lutam diariamente para manter as suas empresas em funcionamento. Li centenas! 
Serão centenas os armadores portugueses no sector das pescas?
Adiante!

Tudo se passou na AR durante um debate sobre uma proposta governamental para alterar os requisitos de acesso à profissão da atividade profissional dos marítimos bem como as regras quanto à nacionalidade dos tripulantes a bordo dos navios de pesca.

O representante comunista referiu que - "se os armadores pagassem bons salários, tinham trabalhadores nacionais e estrangeiros interessados". E abordou a velha questão da mão-de-obra barata.
Independentemente desta afirmação, a realidade é que parece haver muitos estrangeiros interessados.

O bloquista proferiu as coisas do costume.

Do que me apercebo, do lado dos armadores vieram afirmações diversas e particularmente referência a de que os trabalhadores imigrantes são pagos acima do salário médio nacional. 

Referiram ainda - a verdade é que não há portugueses interessados em trabalhar na pesca". Bem, isto não é novidade, nas pescas, na restauração, na hotelaria, etc.

Portanto, há vários anos que nas pescas recorrem a muitos trabalhadores / pescadores indonésios pois há escassez de mão-de-obra de trabalhadores portugueses.
E creio que li afirmações como - os indonésios têm por cá "condições dignas" de trabalho, mais o pagamento de viagens de ida e volta, mais alojamento e alimentação, e ainda uma remuneração nunca inferior ao salário mínimo nacional.

Posso ter estado distraído mas não vi posteriores posições/ comentários /esclarecimentos dos ditos deputados.

Gostava de saber o que pensam os ditos deputados e outros sobre isto.

Gostava particularmente que houvesse investigação séria sobre isto.
Mas não há, nem do ministério do Trabalho, nem de deputados, nem do fisco, nem de jornalistas (???). 

Temos, como sempre, umas atoardas breves na AR, ou umas atoardas para jornalista ouvir, e quanto às realidades concretas nada se aprofunda, esclarece.
É Portugal.
AC

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