segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A PROPÓSITO DE JANEIRO 2026

O senhor de La Palisse telefonou-me, irado, insurgindo-se comigo porque eu trunquei partes da carta dele. 
Carta que aqui reproduzi em boa parte sobre a questão da corrida presidencial para Janeiro próximo.
Mandei-o à fava, o blogue é meu.

Mas para que os meus leitores não fiquem sem saber o que o homem queria aqui vai.

La Palisse queria que, explicitamente, eu tivesse reproduzido ainda mais estes aspectos que ele defende um candidato deve claramente dar a conhecer aos portugueses:

- declarar-se Presidente de todos os portugueses,

- como Presidente ser um homem (o La Palisse é um bocado machista) discreto, e não ser um palhaço em Belém, 

- respeitar sempre todos os resultados eleitorais seja para a AR, sejam as autárquicas, sejam as regionais, 

- declarar que está consciente que não governa nem legisla, 

- que nunca conspirará contra os governos como fez um muito famoso dos seus antecessores,  

- deixar-se de mandar recados disfarçados através de jornalistas da sua confiança, como infelizmente fez um seu antecessor muito famoso, e que o actual tem sido nisso ainda pior que esse outro, 

- deixar-se de dichotes,  

- declarar que não imporá mais condecorações que os seus antecessores, 

- declarar-se um lusófono, 

- defender o Estado de direito e o Estado social, 

- jurar que nunca cometerá abusos de poder. 

Claramente, tudo isto já estava essencialmente no que reproduzi da carta do senhor La Palisse, e nomeadamente porque referida a Constituição e a defesa das suas normas.

Ah, o senhor La Palisse queria também que eu tivesse reproduzido que, se for eleito um dos da cor do partido dele, então não haverá grande mal que o eleito, esporadicamente, infrinja a Constituição aqui e ali. Falta definir - esporadicamente.

Por exemplo, que conspire contra governos que não sejam da sua ideologia, ou que comente negativamente alguma decisão de governos mesmo promulgando os documentos que lhe cheguem.

Enfim, estou com pouca paciência para o senhor La palisse.

AC

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