A PROPÓSITO DE QUESTÕES SOCIAIS
Em Portugal (como lá fora em muitos países, mas o que me interessa é sobretudo cá dentro) persiste (se não é que se está a agravar) esta mania de esconder problemas, de não ponderar, avaliar com rigor e verdade e decência e dignidade, muitos dos problemas sociais que nos afligem.
E desta forma, crescentemente, se foi alimentando as ideias extremistas, se foi criando e alimentando e engrossando por exemplo o Chega, no que teve papel determinante o político que conseguiu ser ainda pior que Sócrates.
Político que, como sempre fez na vida, olha para o lado e assobia com aquele sorriso alvar como se nada tivesse a ver com o que mais desgraçadamente foi acontecendo a Portugal nos últimos anos.
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, concordando, discordando, argumentando se me apetecer.
Neste caso discordo de ambos, do extremismo de ambos.
Há quem defenda que a imigração é absolutamente necessária, por razões várias, desde laboral, cultural, e até para salvar o dinheirinho da segurança social.
Seres humanos viverem (???) apinhados em contentores, ou em quartos, isso não interessa para nada.
Somos uma sociedade aberta, cosmopolita, inclusiva, multicultural etc e, portanto, que importa:
- seres humanos amontoados aqui e ali, desde Lisboa e outras cidades aos campos por todo o país
- certos empreendedores (???) na agricultura ou na construção civil abusarem de tudo e mais alguma coisa
- haver tráfico de seres humanos
- haver gente a conduzir (???) centenas de TVDE (desde carros de gama alta a Fiat Panda, de onde vem dinheiro para isso tudo?) que nem respeitam por exemplo as regras de circulação nas rotundas
- haver centenas na apanha das amêijoas do Tejo nas barbas da Polícia Marítima ou da GNR, sendo irrelevante para os nosso poderes públicos as inerentes questões de saúde pública, ou fuga aos impostos
- e uma longa fila de ETC.
e alguns bem complicados, como por exemplo o engrossar de gente aos hospitais, ou o ressurgimento de bairros miseráveis.
A vida não é preto e branco, nem é tudo igual em todo o lado ao mesmo tempo.
E não é como gritam os insuportáveis Ventura e sequazes mas também não como apregoa Luís Neves. Rigor a sério é coisa que desprezam.

Sem comentários:
Enviar um comentário