A PROPÓSITO
Ver o contínuo papaguear de encomendações bizarras as quais nem devem entender, observar anos a fio retóricas indecorosas, leva-me a gritar socorro. Mas não há quem me/ nos valha.
Passam décadas e persiste este anacronismo de martelar as pessoas com mentiras sobre quase tudo o mais em sociedade.
Cada um de nós, conscientemente, deve fazer o possível para se informar como se vive no país, TODO, como e de que vivem as suas classes sociais, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
Mas ver fora das bolhas, PÁ!
O que nos foi brutalmente recordado pela natureza devia ser um bom guia, para olhar o nosso mapa e contar as localidades em cada um dos 308 concelhos.
E interrogar-se, sobre o que está vazio, em muitos casos vazio de pessoas.
E vazio também de multibanco, mercearia, talho, papelaria, sapateiro, barbearia, farmácia, lojas, escola, GNR, biblioteca, creche, escola, centro de saúde, oficina de tractores carros e motas, etc.
Certeiro, António Aleixo por exemplo afirmava,
“Coitado do Mentiroso, mente uma vez, mente sempre. Mesmo que fale verdade todos lhe dizem que mente”,
ou
“prá mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”.
Como Agostinho da Silva, eu também já - “não corro como corria, nem salto como saltava, mas vejo mais do que via, e sonho mais que sonhava”.
Sonho, tenho esperança, de ainda em vida começar a ver menos pantomineiros nos poderes públicos.
Cada vez mais convicto estou: "Homens de poucas e coerentes palavras são muito provavelmente os melhores homens".
E não mentem.
Nem com reizinhos que por aí vão continuando, se vão substituindo.
Nem com cartinhas escritas para o Presidente.
AC
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